Mostra no Palácio Anchieta reúne 120 obras, incluindo peças inéditas no Brasil vindas de coleções particulares italianas, e terá entrada gratuita Não será preciso atravessar o Atlântico nem visitar os grandes museus europeus para chegar perto da obra de Pablo Picasso. A partir desta quarta-feira (26), Vitória recebe “Picasso, a construção de um gênio — A arte de nunca ser o mesmo”, exposição que reúne 120 trabalhos no Espaço Cultural do Palácio Anchieta, no Centro da capital. Desse conjunto, 80 são obras originais do artista espanhol, incluindo peças de coleções particulares italianas ainda inéditas no Brasil. O Espírito Santo será a primeira parada da exposição, que permanece em Vitória até 16 de outubro, com entrada gratuita. A realização faz parte das comemorações dos 80 anos do Sesc Espírito Santo e coloca o público capixaba diante da produção de um dos artistas que mais influenciaram os rumos da arte no século XX. Mais do que reunir trabalhos de Picasso, a proposta da exposição é apresentar as transformações que marcaram sua trajetória artística. O próprio subtítulo, “A arte de nunca ser o mesmo”, aponta para uma das características fundamentais de sua produção: a capacidade de experimentar, abandonar fórmulas, atravessar diferentes linguagens e reinventar continuamente sua maneira de criar. A exposição é apresentada pelo Sesc-ES como uma oportunidade de conhecer não apenas o Picasso transformado em mito da arte mundial, mas também aspectos de seu universo criativo e do processo que o levou a romper convenções. Parte importante desse percurso é formada pelas obras provenientes de coleções particulares da Itália, algumas apresentadas pela primeira vez ao público brasileiro. A curadoria é do italiano Luca Baroni, que estará em Vitória para o lançamento da mostra. Nesta terça-feira (25), antes da abertura ao público, jornalistas terão acesso ao percurso expositivo e poderão conhecer detalhes da seleção das obras. Também participam da apresentação Alvaro Moura, diretor-geral, e Richardson Schmittel, diretor regional do Sesc-ES. Nascido em Málaga, na Espanha, em 1881, Picasso atravessou mais de sete décadas de produção artística. Pintor, desenhista, escultor, gravador e ceramista, tornou-se um dos protagonistas da arte moderna e, ao lado de Georges Braque, esteve na origem do cubismo. Sua produção passou por diferentes períodos e estilos, numa sucessão de experimentações que ajuda a explicar o conceito escolhido para a exposição que chega agora ao Espírito Santo. Picasso morreu em 1973, aos 91 anos, na França, deixando uma produção gigantesca e uma influência que ultrapassou as artes plásticas. Mais de meio século depois de sua morte, suas obras continuam entre as mais reconhecidas, estudadas e valorizadas da história da arte. A exposição em Vitória ganha dimensão especial justamente pela possibilidade de reunir 80 originais em um mesmo espaço, parte deles pertencente a acervos privados e raramente acessível ao grande público. A mostra terá sua abertura oficial nesta terça-feira (25), às 19h30, no Palácio Anchieta, e poderá ser visitada gratuitamente pelo público a partir do dia seguinte. Serviço Picasso, a construção de um gênio — A arte de nunca ser o mesmo Local: Espaço Cultural do Palácio Anchieta, Centro de Vitória Abertura oficial: 25 de agosto, às 19h30 Visitação pública: 26 de agosto a 16 de outubro Entrada: gratuita
Senac-ES abre 260 vagas gratuitas para cursos técnicos EAD
Inscrições seguem até 8 de setembro para formações em áreas como Tecnologia da Informação, Gestão, Segurança, Comércio e Meio Ambiente O Senac Espírito Santo está com 260 vagas gratuitas abertas para cursos técnicos na modalidade de Educação a Distância (EAD). As oportunidades integram o Programa Senac de Gratuidade (PSG) e abrangem diferentes áreas de formação profissional. As inscrições seguem até 8 de setembro, às 17 horas, exclusivamente pela internet. As vagas estão distribuídas entre polos do Senac-ES em diferentes municípios capixabas. Entre os cursos disponíveis estão Administração, Logística, Recursos Humanos, Transações Imobiliárias, Qualidade, Desenvolvimento de Sistemas, Secretariado, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente. Para participar do processo seletivo pelo PSG, é necessário atender aos critérios estabelecidos no edital. Um dos principais requisitos é possuir renda familiar mensal per capita de até dois salários mínimos. As oportunidades são destinadas a estudantes e trabalhadores, empregados ou desempregados, desde que atendam também às exigências específicas de idade e escolaridade de cada curso. A idade mínima exigida varia entre 15 e 18 anos, conforme a formação escolhida. De maneira geral, o candidato precisa ter concluído o Ensino Médio ou estar cursando, pelo menos, o segundo ano. Para o curso Técnico em Transações Imobiliárias, é necessário ter concluído ou estar matriculado, no mínimo, no terceiro ano do Ensino Médio. A seleção será feita de acordo com o polo e o curso escolhidos, respeitando a ordem de inscrição, considerando data e horário, além do envio correto e completo da documentação exigida. Cada candidato poderá concorrer a apenas uma vaga por CPF. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo Portal EAD Senac. Antes de se inscrever, a orientação é consultar o edital para conferir os requisitos específicos do curso e do polo pretendidos. As aulas estão previstas para começar em 19 de outubro de 2026. Serviço Cursos técnicos gratuitos EAD – Programa Senac de Gratuidade (PSG) Vagas no Espírito Santo: 260 Inscrições: até 8 de setembro, às 17h Início dos cursos: 19 de outubro de 2026 Inscrições: Portal EAD Senac
Alunos viram pesquisadores para descobrir histórias e patrimônios da Serra
Projeto desenvolvido em escola municipal de André Carloni leva estudantes a investigar memórias, pontos históricos e a identidade das comunidades Da sala de aula para os lugares onde a história da Serra foi construída. Estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Elpídia Coimbra, em André Carloni, estão assumindo o papel de pesquisadores para conhecer melhor as memórias, a cultura e os patrimônios do município. A experiência faz parte do projeto “Conhecendo a História da Serra: Descobrindo os Pontos Turísticos e Históricos do Bairro”. A iniciativa envolve pesquisas, entrevistas com moradores, registros fotográficos e visitas a espaços históricos, culturais e turísticos. A proposta é colocar os estudantes no centro do processo de aprendizagem. Em vez de conhecer a história apenas pelos livros, eles investigam os lugares onde vivem, conversam com pessoas da comunidade e identificam elementos que ajudam a contar a trajetória e a formar a identidade da região. Uma das atividades levou os alunos ao Sítio Histórico de São João de Carapina. No local, conheceram a Igreja de São João Batista, construída em 1584 pelos jesuítas, além das ruínas de um casarão do século XVIII, do antigo cemitério e de outros espaços da área. A visita também serviu como ponto de partida para conhecer as histórias ligadas ao local e às comunidades que, ao longo das gerações, contribuíram para preservar sua memória. Dessa forma, patrimônio, história e cotidiano passam a fazer parte de uma mesma experiência de aprendizado. Para a diretora da Emef Elpídia Coimbra, Penha Oliveira, o projeto permite que o conhecimento ultrapasse os limites da escola. “Ao conhecer os espaços históricos da Serra, eles têm a possibilidade de entender melhor a história do município, descobrir as memórias da comunidade e perceber a importância de preservar esse patrimônio para as próximas gerações”, afirma.
Vila Velha aplica mais de 3 mil doses de vacina em dia de campanha nacional
Vila Velha foi o município capixaba que mais aplicou vacinas durante o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, realizado neste sábado (22). Ao todo, foram administradas 3.091 doses ao longo da mobilização, com maior adesão registrada na Região 5 da cidade. O município também foi escolhido para sediar a abertura oficial do Dia D no Espírito Santo. A programação aconteceu pela manhã, na Unidade de Saúde de Praia de Gaivotas, e contou com representantes das secretarias Municipal e Estadual de Saúde e do Ministério da Saúde. Durante a mobilização, foram disponibilizados imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, de acordo com a indicação para cada faixa etária. Entre eles estão vacinas que protegem contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, meningites, febre amarela, hepatite B e HPV. Para a secretária municipal de Saúde, Cátia Lisboa, os números refletem a mobilização das equipes e a participação dos moradores. “É resultado de dedicação, compromisso e muito trabalho das nossas equipes. Vamos continuar avançando para ampliar a cobertura vacinal e proteger cada vez mais a população”, afirmou. Dados do sistema Vacina e Confia ES apontam que 74 dos 78 municípios capixabas participaram do Dia D. Em todo o Espírito Santo, foram aplicadas 26.795 doses durante a ação. A Campanha Nacional de Multivacinação continua até o dia 1º de setembro, com atendimento nas unidades de saúde e em ações realizadas pelo município. Aos sábados, a vacinação também estará disponível no Boulevard Shopping, das 11h às 18h, sem necessidade de agendamento.
Mercado imobiliário: De Martin celebra 18 anos com novos empreendimentos no ES
Construtora prepara projeto de alto padrão em Linhares, entrega nova torre na Serra e anuncia lançamentos para 2026 e 2027 A De Martin Construtora completa 18 anos neste mês de agosto com novos projetos e planos de expansão no Espírito Santo. Entre as novidades estão o retorno da empresa a Linhares, com um empreendimento de alto padrão, a entrega de mais uma torre na Serra e novos lançamentos previstos para os próximos meses. Em Linhares, a construtora prepara o pré-lançamento do Palazzo, no bairro Três Barras. O empreendimento terá 48 unidades de dois e três quartos com suíte, entregues mobiliadas, além de rooftop com área de lazer completa. O projeto marca o retorno da De Martin ao mercado imobiliário do município. Na Serra, outro marco das comemorações é a entrega da segunda torre do Villa Verde Condomínio Club, em Jardim Limoeiro. A primeira foi entregue em março e, agora, novos moradores recebem as chaves. O condomínio, décimo empreendimento entregue pela construtora, possui apartamentos de dois quartos, estrutura de lazer e localização próxima à ES-010. Também na Serra, a De Martin prevê para novembro o lançamento do Villa Vitória Régia, em Novo Porto Canoa. Voltado ao segmento econômico e vinculado ao programa Minha Casa, Minha Vida, o condomínio terá 144 apartamentos distribuídos em três torres e área de lazer completa. Uma história construída em família Fundada em 2008 pelo engenheiro civil Ricardo De Martin, a construtora passou nos últimos anos a ter também a participação das filhas Aline e Amanda De Martin na gestão. A nova geração, segundo a empresa, trouxe novos olhares para a operação e participa da preparação da companhia para um novo ciclo de crescimento. “Quando decidi empreender, já tinha mais de 30 anos de formado em Engenharia Civil e um princípio inegociável: aprender com quem faz. Quis que o sobrenome da minha família estivesse na porta da empresa”, conta Ricardo, que acumulou 25 anos de experiência em grandes construtoras antes de criar o próprio negócio. Para a família, os 18 anos representam não apenas a consolidação da trajetória da empresa, mas o início de uma nova etapa. “Na De Martin, acreditamos que ninguém constrói nada sozinho. Nosso time é unido, e muitos colaboradores estão conosco desde o início. Esse é o alicerce que sustenta o que fazemos: credibilidade, solidez e orgulho de ser capixaba”, afirma Ricardo. 18 anos de expansão Ao longo de sua trajetória, a De Martin contabiliza 147,5 mil metros quadrados construídos, 1,8 mil unidades entregues, dez obras concluídas e outras 90 unidades atualmente em construção. A empresa já desenvolveu empreendimentos em cinco municípios capixabas: Serra, Vitória, Vila Velha, Guarapari e Linhares. Além dos projetos previstos para 2026, a construtora já planeja novos empreendimentos para 2027. Entre eles estão o Serenità, projeto de alto padrão na Praia do Suá, em Vitória, e o Villa Gardênia, condomínio de entrada na Serra. Os dois estão em fase de planejamento. A empresa também avalia novas oportunidades em regiões estratégicas da Grande Vitória, dentro da estratégia de ampliar sua atuação em diferentes segmentos do mercado imobiliário capixaba.
Análise – Quanto vale o trabalho de uma mãe que cuida dos filhos?
Especialista em Direito da Família explica como a rotina de cuidados pode representar uma contribuição econômica Quem leva o filho à escola, acompanha consultas médicas, prepara refeições, organiza a rotina, ajuda nas tarefas, cuida da higiene e oferece suporte emocional, está trabalhando. A diferença é que esse trabalho, realizado diariamente dentro de casa, normalmente não aparece no contracheque, e durante muito tempo também ficou praticamente invisível nas discussões jurídicas sobre pensão alimentícia. A discussão sobre o valor econômico do trabalho de cuidado vem ganhando espaço no Direito das Famílias e pode trazer uma nova perspectiva para a forma como são divididas as responsabilidades entre pais e mães após uma separação. Embora o cuidado possa ser exercido por qualquer um dos genitores, na prática ele ainda recai majoritariamente sobre as mulheres. Dados da PNAD Contínua de 2022 mostram que as mulheres dedicavam, em média, 9,6 horas a mais por semana do que os homens aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas. A consequência vai além da sobrecarga dentro de casa. Quando a mulher assume grande parte da rotina dos filhos, pode ter menos disponibilidade para trabalhar, estudar, fazer cursos, buscar uma promoção ou desenvolver sua carreira. Esse chamado ‘custo de oportunidade’ pode repercutir diretamente em sua autonomia financeira e em sua renda ao longo da vida. De acordo com a advogada Rafaella Litke Vimercati, especialista em Direito da Família – do escritório Alexandre Dalla Bernardina & Associados – quando falamos em contribuição para o sustento dos filhos, é muito comum pensar apenas no dinheiro que cada genitor coloca. “Mas existe uma outra contribuição que acontece todos os dias: o tempo, o trabalho e a disponibilidade dedicados ao cuidado. Esse esforço também tem valor e precisa ser considerado quando se busca uma divisão equilibrada das responsabilidades parentais”, explica. Cuidado também é uma forma de contribuição Na fixação da pensão alimentícia, a análise da capacidade financeira de cada genitor não deve se limitar à renda formal ou aos valores que aparecem em contracheques e declarações. Quando um dos responsáveis assume de forma predominante os cuidados cotidianos dos filhos, é necessário considerar também o impacto econômico desse trabalho não remunerado. A pensão alimentícia tem como finalidade garantir as condições necessárias ao desenvolvimento da criança ou do adolescente e não se restringe à alimentação. Ela envolve despesas com moradia, educação, saúde, transporte, vestuário, lazer e outros custos relacionados à vida do filho. Entretanto, enquanto as contribuições financeiras podem ser identificadas por meio de salários, recibos e comprovantes, o trabalho de cuidado – como acompanhar consultas médicas, reuniões escolares, organizar a rotina, preparar refeições, administrar atividades e permanecer disponível para atender às necessidades dos filhos – não possui um valor econômico tangível. “O cuidado não gera remuneração formal, mas produz impacto econômico. Uma mãe que reduz sua jornada de trabalho, recusa uma promoção, deixa de aceitar determinadas oportunidades profissionais ou até se afasta do mercado para atender às necessidades dos filhos sofre uma perda financeira concreta. Essa realidade deve ser considerada tanto na divisão dos encargos parentais quanto na análise de sua efetiva capacidade contributiva”, afirma a especialista. Isso significa que, ao avaliar a possibilidade financeira da genitora para fins de fixação dos alimentos, não é suficiente observar apenas quanto ela recebe mensalmente. Também devem ser consideradas as limitações profissionais e econômicas decorrentes do tempo destinado ao cuidado dos filhos, inclusive a chamada perda de oportunidade, que pode se refletir em redução de renda, menor progressão na carreira e menor disponibilidade para o trabalho remunerado. Segundo a advogada, “é preciso reconhecer que a contribuição para a criação dos filhos pode ocorrer tanto por meio de recursos financeiros quanto pelo trabalho de cuidado. Se um dos genitores assume a maior parte dessa carga e, em razão disso, tem sua capacidade de geração de renda afetada, essa circunstância precisa ser considerada para que a divisão das responsabilidades seja verdadeiramente proporcional”. Justiça começa a reconhecer o chamado trabalho invisível da mulher Esse entendimento já aparece em decisões judiciais. Em 2023, a 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná adotou o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para majorar o valor de alimentos, considerando no cálculo da proporcionalidade dos alimentos o trabalho doméstico de cuidado diário e não remunerado da mulher. Apesar desses avanços na jurisprudência, o entendimento ainda não é uniforme nos tribunais brasileiros. “A jurisprudência está começando a perceber que olhar apenas para a renda formal pode não retratar a verdadeira divisão equilibrada de responsabilidades dentro de uma família. O Direito precisa acompanhar essa realidade e enxergar aquilo que durante muito tempo foi considerado obrigação natural da mulher: o trabalho de cuidar”, avalia Rafaella Vimercati. O impacto para mulheres e crianças Para a especialista, reconhecer o trabalho de cuidado também está relacionado à proteção da criança. Isso porque uma divisão mais equilibrada dos encargos entre os genitores pode garantir melhores condições para que o cuidador principal mantenha sua autonomia financeira e, ao mesmo tempo, assegure que ambos os pais participem efetivamente da criação dos filhos. O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ é apontado como uma ferramenta importante nesse processo, ao orientar o Judiciário a identificar estereótipos e considerar os impactos econômicos e sociais da divisão desigual do trabalho doméstico e de cuidado. “Reconhecer o valor do cuidado é reforçar a ideia de parentalidade responsável. Criar um filho envolve dinheiro, mas envolve também tempo, presença, dedicação e trabalho. Todos esses elementos precisam fazer parte da conta quando se busca justiça na divisão das responsabilidades”, conclui a advogada.
Crítico da atuação do STF, Conrado Hübner Mendes debate direito no ES
Professor de Direito Constitucional e colunista da Folha de S.Paulo participa da Aula Inaugural da FDV na próxima quarta-feira (26), em Vitória Conhecido por suas análises críticas sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições do sistema de Justiça, o jurista Conrado Hübner Mendes estará em Vitória na próxima quarta-feira (26). Professor de Direito Constitucional, ele participa da Aula Inaugural do semestre 2026.2 da Faculdade de Direito de Vitória (FDV), às 9h30, no Auditório Alexandre Martins. Com o tema “O que é ser jurista na democracia?”, a palestra vai discutir o papel dos profissionais do Direito diante dos desafios contemporâneos do Estado Democrático de Direito. A proposta é refletir sobre as responsabilidades dos juristas, sua relação com as instituições e a Constituição e os limites da atuação jurídica em uma democracia. Colunista da Folha de S.Paulo e pesquisador de temas relacionados ao STF, à separação de Poderes, democracia e autoritarismo, Mendes tem presença frequente no debate público brasileiro. Em artigos, livros e trabalhos acadêmicos, analisa o funcionamento das instituições, o exercício do poder e os mecanismos necessários à preservação dos princípios democráticos. Trajetória acadêmica Conrado Hübner Mendes é doutor em Direito pela Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, e mestre e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). É pesquisador do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (LAUT) e acumula passagens por instituições internacionais como as universidades de Oxford, Humboldt e Nova York, além do Instituto Max Planck de Heidelberg. Entre suas obras está “O Discreto Charme da Magistocracia”, lançado em 2023 e finalista do Prêmio Jabuti. Também é autor de “Constitutional Courts and Deliberative Democracy”, trabalho que recebeu o Prêmio Victor Nunes Leal, concedido pela Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP). A participação do jurista abre a programação acadêmica do semestre 2026.2 da FDV e oferece aos estudantes a oportunidade de discutir questões que estão no centro do debate jurídico e institucional brasileiro. A Aula Inaugural será realizada às 9h30 e é exclusiva para alunos da FDV.
Especialistas debatem limites da recuperação judicial em congresso no ES
Evento em Pedra Azul reúne ministros do STJ e especialistas em Direito Empresarial para discutir recuperação judicial, devedores contumazes e preservação da atividade econômica Os limites da recuperação judicial e os impactos das novas regras para empresas classificadas como devedoras contumazes estarão entre os temas em debate no III Congresso Brasileiro e Capixaba de Direito da Empresa, que será realizado nos dias 27 e 28 de agosto, em Pedra Azul, no Espírito Santo. O encontro reunirá especialistas de diferentes regiões do país e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os palestrantes está o advogado Bruno Finamore Simoni, sócio do escritório Finamore Simoni Advogados e diretor do Instituto Brasileiro de Direito da Empresa (IBDE). Na quinta-feira (27), às 11h20, ele apresenta a palestra “O devedor contumaz e a recuperação judicial”. A discussão ocorre em um momento de crescimento das recuperações judiciais no Brasil. Em 2025, os pedidos aumentaram 13%, em um cenário marcado por juros elevados, restrição ao crédito, inflação e aumento dos custos de produção. Durante a palestra, Bruno Finamore Simoni vai analisar os impactos da Lei Complementar nº 225, que estabelece restrições à recuperação judicial de empresas classificadas como devedoras contumazes. Também serão discutidos os possíveis efeitos da possibilidade de pedido de falência pelo Fisco. Para o advogado, o cenário reforça a necessidade de ampliar o debate sobre os instrumentos destinados à preservação das empresas e da atividade econômica. “A reestruturação empresarial deixou de ser um tema restrito ao meio jurídico e passou a fazer parte da realidade econômica do país. O congresso será um espaço para discutir soluções que contribuam para preservar empresas, empregos e a atividade econômica”, afirma. Promovido pelo IBDE, o congresso terá ainda a participação dos ministros do STJ Afrânio Vilela, Teodoro Santos e Sebastião Reis Júnior, além de especialistas reconhecidos nacionalmente na área do Direito Empresarial. O evento conta com o apoio da OAB-ES, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e da Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo (Emes). Segundo o presidente do IBDE, Gustavo Nobre, a proposta é combinar atualização técnica, discussão sobre a evolução da jurisprudência e integração entre profissionais e acadêmicos. “Reunir profissionais e acadêmicos para debater temas atuais e a evolução da jurisprudência no STJ sobre questões sensíveis possibilita aprimorar o nível de conhecimento dos congressistas, além de criar um ótimo ambiente de networking com profissionais do Brasil inteiro”, destaca. Para ele, a realização do encontro em Pedra Azul torna a experiência ainda mais atrativa aos participantes. Sem vinculação político-partidária, o Instituto Brasileiro de Direito da Empresa atua na promoção do estudo e do aperfeiçoamento do Direito Empresarial, incentivando a preservação da atividade econômica, a produção científica e a qualificação dos profissionais que atuam no setor.