Afinamento dos fios pode fazer parte do envelhecimento, mas queda progressiva merece investigação; diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de preservar os folículos Cabelos mais finos e com menor volume costumam ser associados ao avanço da idade, mas envelhecer não significa necessariamente ficar careca. A queda de cabelo pode ser investigada e tratada em diferentes fases da vida, e não existe uma idade limite para procurar ajuda médica. Segundo a médica Renata Melo, membro da Sociedade Brasileira de Tricologia, o passar dos anos provoca mudanças naturais nos cabelos, como redução da velocidade de crescimento e alterações na espessura e na qualidade dos fios. Isso, porém, não significa que todas as pessoas desenvolverão calvície com o envelhecimento. “Não existe uma idade limite para cuidar da saúde dos cabelos. O que precisamos entender é que o envelhecimento promove mudanças naturais nos fios, como redução da velocidade de crescimento, alteração da espessura e da qualidade da fibra. Isso não significa, porém, que toda pessoa idosa necessariamente ficará calva”, explica. Uma das questões importantes é diferenciar o afinamento natural dos fios da alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície. A condição possui forte componente genético e pode surgir em diferentes momentos da vida. Por isso, queda progressiva, diminuição da densidade e fios cada vez mais finos não devem ser atribuídos automaticamente à idade. “A calvície tem um componente genético importante e pode se manifestar em diferentes fases da vida. Ela não deve ser simplesmente atribuída à idade. Quando existe uma queda progressiva, afinamento dos fios ou redução perceptível da densidade, é importante investigar a causa”, afirma Renata. Mesmo para quem procura tratamento depois que a perda de cabelo já avançou, ainda pode haver possibilidades de intervenção. A avaliação médica permite verificar as condições do couro cabeludo e dos folículos, identificar fatores que estejam provocando ou agravando a queda e estabelecer uma estratégia adequada para cada paciente. “Mesmo quando o paciente procura ajuda mais tarde, podemos avaliar a saúde do couro cabeludo, identificar o que está causando ou agravando a queda e definir um tratamento individualizado. O objetivo pode ser controlar a progressão, preservar os fios que ainda existem e, em alguns casos, estimular o crescimento”, destaca. Diagnóstico precoce faz diferença Apesar de não haver uma idade limite para buscar tratamento, procurar atendimento nos primeiros sinais pode ampliar as possibilidades de resposta. Segundo a especialista, quando a alopecia provoca uma miniaturização importante dos folículos, recuperar a densidade dos cabelos pode se tornar mais difícil. “Quanto antes identificamos uma alopecia, maiores são as possibilidades de preservar os folículos e obter uma resposta satisfatória ao tratamento. Esperar a perda ficar muito evidente pode tornar o processo mais difícil, principalmente quando o folículo já sofreu uma miniaturização importante”, alerta. Nos pacientes mais velhos, a idade também precisa ser considerada na definição da estratégia terapêutica. Além das condições dos cabelos e do couro cabeludo, devem ser avaliados o estado geral de saúde, doenças associadas e medicamentos utilizados pelo paciente. “Não podemos olhar apenas para o cabelo. É necessário considerar a saúde geral do paciente, os medicamentos que ele utiliza, doenças associadas e quais tratamentos são seguros para aquele momento da vida. A idade não impede o tratamento, mas exige uma avaliação ainda mais individualizada”, explica Renata. Quando procurar avaliação médica Alguns sinais merecem atenção, como aumento persistente da queda, fios progressivamente mais finos, maior exposição do couro cabeludo, mudanças na linha frontal e abertura crescente da risca dos cabelos. A percepção de uma quantidade maior de fios no banho, na escova ou nas roupas também pode justificar uma investigação. A orientação é evitar a automedicação, já que diferentes problemas podem provocar queda de cabelo e cada situação exige uma abordagem específica. Para Renata, a ideia de que ficar careca é uma consequência obrigatória da idade não corresponde à realidade. “Envelhecer não significa necessariamente perder os cabelos. O cabelo também envelhece, assim como todo o organismo, mas uma queda importante ou progressiva merece investigação. Calvície não é simplesmente sinônimo de idade e não deve ser encarada como algo que a pessoa precisa obrigatoriamente aceitar.”
Ferraço lidera disputa pelo Governo do ES; Casagrande aparece à frente para o Senado
Pesquisa Real Time Big Data divulgada pela Veja, CNN e outros veículos no país mostra governador com 42% no primeiro turno e vantagem nos cenários de segundo turno O governador Ricardo Ferraço (MDB) lidera a disputa pelo Governo do Espírito Santo, enquanto o ex-governador Renato Casagrande (PSB) aparece na primeira colocação na corrida pelo Senado. É o que mostra pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (27), com números publicados pela revista Veja, CNN e outros veículos de imprensa no país. Na disputa pelo Palácio Anchieta, Ferraço aparece com 42% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Lorenzo Pazolini (Republicanos) ocupa a segunda colocação, com 33%, seguido pelo deputado federal Helder Salomão (PT), com 11%. Breno Barcelos (Missão) registra 2%, enquanto Rafael Demuner (UP) não pontuou. Brancos e nulos somam 8% e outros 4% não souberam ou não responderam. Governo do ES – 1º turno ● Ricardo Ferraço (MDB): 42% ● Lorenzo Pazolini (Republicanos): 33% ● Helder Salomão (PT): 11% ● Breno Barcelos (Missão): 2% ● Rafael Demuner (UP): 0% ● Branco/nulo: 8% ● Não sabe/não respondeu: 4% O Real Time Big Data também testou três possibilidades de segundo turno. No confronto entre os dois primeiros colocados, Ferraço aparece com 47%, contra 37% de Pazolini. Brancos e nulos representam 8% e outros 8% não souberam ou não responderam. Contra Helder Salomão, a vantagem do governador aumenta. Ferraço alcança 57% das intenções de voto, enquanto o petista registra 24%. Nesse cenário, 10% votariam em branco ou nulo e 9% não souberam ou não responderam. O instituto ainda simulou uma disputa de segundo turno sem a presença de Ferraço. Nesse cenário, Lorenzo Pazolini aparece com 49%, contra 30% de Helder Salomão. Brancos e nulos somam 10%, enquanto 11% não souberam ou não responderam. Cenários de 2º turno Ricardo Ferraço x Lorenzo Pazolini ● Ricardo Ferraço: 47% ● Lorenzo Pazolini: 37% ● Branco/nulo: 8% ● Não sabe/não respondeu: 8% Ricardo Ferraço x Helder Salomão ● Ricardo Ferraço: 57% ● Helder Salomão: 24% ● Branco/nulo: 10% ● Não sabe/não respondeu: 9% Lorenzo Pazolini x Helder Salomão ● Lorenzo Pazolini: 49% ● Helder Salomão: 30% ● Branco/nulo: 10% ● Não sabe/não respondeu: 11% Aprovação do governo chega a 75% Além das intenções de voto, o levantamento avaliou a administração estadual. Segundo a pesquisa, 75% dos entrevistados aprovam a forma como Ricardo Ferraço conduz o Governo do Espírito Santo. Outros 18% desaprovam e 7% não souberam ou preferiram não responder. Na avaliação detalhada da gestão, 46% classificam o governo como ótimo ou bom e 40% consideram regular. Outros 12% avaliam a administração como ruim ou péssima, enquanto 2% não souberam ou não responderam. Casagrande lidera corrida pelo Senado Na disputa pelas duas vagas do Espírito Santo no Senado, Renato Casagrande (PSB) aparece na liderança, com 30% das intenções de voto. Na segunda posição está o deputado estadual Sergio Meneguelli (PSD), com 14%. Rose de Freitas (MDB) aparece em seguida, com 10%. Fabiano Contarato (PT) e Maguinha Malta (PL) têm 9% cada. Evair de Melo (Republicanos) registra 6%. Leonardo Monjardim (Novo), Marcos do Val (Avante), Professor Fabian (PSol) e Rodney Miranda (PRTB) aparecem com 3% cada. Callegari (DC) tem 1%. Como duas cadeiras estarão em disputa, o resultado apresentado pelo levantamento considera as duas opções de voto dos entrevistados. Senado ● Renato Casagrande (PSB): 30% ● Sergio Meneguelli (PSD): 14% ● Rose de Freitas (MDB): 10% ● Fabiano Contarato (PT): 9% ● Maguinha Malta (PL): 9% ● Evair de Melo (Republicanos): 6% ● Leonardo Monjardim (Novo): 3% ● Marcos do Val (Avante): 3% ● Professor Fabian (PSol): 3% ● Rodney Miranda (PRTB): 3% ● Callegari (DC): 1% ● Branco/nulo: 4% ● Não sabe/não respondeu: 5% O desempenho também mostra o cenário enfrentado pelos atuais senadores Fabiano Contarato e Marcos do Val, cujos mandatos terminam no início de 2027 e que disputam a reeleição. Contarato aparece com 9%, enquanto Marcos do Val registra 3%. Registro A pesquisa Real Time Big Data foi contratada pelo próprio instituto, com recursos próprios, e ouviu 1.600 eleitores do Espírito Santo entre os dias 22 e 26 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número ES-05096/2026.
Corrida de rua cresce no ES e acende alerta para risco de lesões
Com cada vez mais capixabas aderindo ao esporte, especialista alerta para os cuidados com joelhos e tornozelos e destaca o fortalecimento muscular como parte essencial dos treinos A corrida de rua ganhou as avenidas, calçadões e orlas capixabas. Em Vitória, cenários como Camburi, Curva da Jurema, Enseada do Suá e Pontal de Camburi passaram a reunir diariamente corredores com diferentes objetivos, desde quem busca qualidade de vida até atletas que se preparam para provas de longa distância. O crescimento acompanha um movimento que ocorre em todo o país. Levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO) aponta que o Brasil passou de 2.827 provas em 2024 para 5.241 eventos em 2025, crescimento de 85% em apenas um ano. Dados da plataforma de inscrições Ticket Sports também mostram a força da modalidade. Em 2025, a corrida foi o esporte que mais cresceu no país, com aumento superior a 30% no número de participantes em provas de rua. No Espírito Santo, o avanço pode ser percebido pela ampliação do calendário, com competições realizadas com frequência na Grande Vitória e em outras regiões do Estado. O crescimento do número de praticantes, no entanto, também chama atenção para um problema comum entre corredores: as lesões provocadas por excesso de treinamento, falta de preparação física ou sobrecarga das articulações. Joelhos e tornozelos exigem atenção O ortopedista Felipe Antônio Ruy, especialista em Cirurgia do Joelho do Instituto Santa Mônica de Ortopedia e Traumatologia (ISMOT), explica que, apesar dos benefícios da corrida, o corpo precisa estar preparado para lidar com o impacto repetitivo da atividade. “Correr faz muito bem para o coração, para o condicionamento físico e para a saúde mental, mas é uma atividade de impacto. Quando a pessoa começa a correr ou aumenta a intensidade dos treinos sem preparo adequado, joelhos, tornozelos e toda a musculatura dos membros inferiores acabam sofrendo uma sobrecarga importante”, explica. Entre os problemas mais frequentes estão dores na região anterior do joelho, tendinites, fascite plantar, inflamações no tendão de Aquiles e entorses de tornozelo. Muitas dessas lesões começam de maneira discreta e podem se agravar quando os primeiros sintomas são ignorados. “Nem toda dor faz parte da adaptação do treino. Quando ela persiste por alguns dias, aumenta durante a corrida ou vem acompanhada de inchaço, é um sinal de alerta e precisa ser investigada”, alerta o ortopedista. Iniciantes precisam controlar o ritmo A atenção deve ser ainda maior entre quem está começando. A tentativa de aumentar rapidamente a distância percorrida, a velocidade ou a frequência dos treinos pode elevar o risco de lesões nos primeiros meses de prática. Por isso, o fortalecimento muscular deve caminhar junto com os treinos de corrida. Quadríceps, glúteos, panturrilhas e a musculatura do abdômen e da região lombar, o chamado core, contribuem para a estabilização dos joelhos e tornozelos e ajudam o corpo a absorver os impactos. “Fortalecer a musculatura reduz a sobrecarga sobre as articulações. O fortalecimento não é um complemento do treino, ele faz parte da prevenção de lesões”, afirma Felipe Ruy. Em situações específicas e após avaliação médica, tratamentos também podem ser utilizados para problemas articulares. Entre as possibilidades citadas pelo especialista estão terapias injetáveis, como a infiltração de ácido hialurônico no joelho. Além do fortalecimento, a recomendação é respeitar os períodos de descanso e recuperação, manter hidratação e alimentação adequadas e utilizar calçados compatíveis com as características e o volume dos treinos. “O objetivo é que a corrida seja um hábito de longo prazo. Com orientação, fortalecimento e respeito aos limites do corpo, é possível aproveitar todos os benefícios do esporte com muito mais segurança e evitar que uma lesão interrompa essa rotina”, conclui o médico.
Serraiá começa neste fim de semana com 12 quadrilhas e shows gratuitos na Serra
Primeira etapa do concurso será realizada sábado (29) e domingo (30), em Barcelona; competição distribuirá R$ 60 mil em prêmios e terá etapas também em Feu Rosa e Jacaraípe A tradição das quadrilhas vai tomar conta de Barcelona, na Serra, neste fim de semana. O bairro recebe, no sábado (29) e domingo (30), a primeira etapa do Serraiá 2026, considerado o maior campeonato de quadrilhas do Espírito Santo. Doze grupos entram na disputa pelas primeiras vagas na grande final, enquanto o público poderá acompanhar gratuitamente as apresentações, shows de forró e uma programação gastronômica. A arena será montada na Avenida Região Sudeste, em frente à Comunidade Matriz Sagrado Coração de Jesus. A programação começa às 17h nos dois dias, com as apresentações das quadrilhas a partir das 18h10. Ao todo, seis grupos se apresentam a cada noite. No sábado, entram na arena Estrela Mirim, Fazendo História, Buscapé Kids, Terra Nostra, Junina é Babado e Império Junino. No domingo, será a vez de Arraiá da Caipirada, Flor de Lis, Grupo Estirpe, Estrela Cadente, Arraiá do Terere e Junina Abrashow. Depois das disputas, a programação continua com música: Trio Clandestino se apresenta no sábado e Forró Raiz encerra a noite de domingo. Além das apresentações, o público encontrará 20 barracas com comidas e bebidas típicas. A entrada é gratuita durante toda a programação. Disputa vale vaga na final e prêmios As quadrilhas são formadas por grupos de 12 a 30 casais e terão até 30 minutos para suas apresentações, com intervalos de dez minutos para a troca de palco. Cinco jurados e dois fiscais de pista serão responsáveis pela avaliação. Entre os critérios analisados estão coreografia, animação, trilha sonora, originalidade, harmonia entre os dançarinos, evolução do grupo, coerência estética e figurino. Os quatro grupos mais bem avaliados nesta primeira etapa garantem presença na grande final, marcada para 12 de setembro, em Jacaraípe, e recebem R$ 2 mil cada pela classificação. A competição distribuirá R$ 60 mil em premiações. Na final, a quadrilha campeã receberá R$ 19 mil. O segundo colocado ficará com R$ 9 mil; o terceiro, com R$ 4 mil; o quarto, com R$ 2 mil; e o quinto, com R$ 1 mil. Também haverá troféus e medalhas para destaques individuais nas categorias Dama, Cavalheiro, Rainha, Rei, Noiva e Noivo. Segundo o coordenador artístico e curador do Serraiá, Tiago Maia, a proposta é mostrar que a tradição das quadrilhas permanece viva para além do período das festas juninas. “É uma celebração da cultura popular, mas também um encontro entre pessoas que mantêm essa tradição viva no Espírito Santo durante todo o ano”, afirma. A coordenadora-geral do evento, Symonny Pylro, destaca ainda o trabalho desenvolvido pelas equipes antes de chegarem à arena. “Este é um espaço para dar visibilidade ao trabalho que esses grupos desenvolvem com tanto empenho ao longo de meses. Queremos que o público celebre a nossa identidade valorizando a dedicação de cada dançarino”, diz. Competição segue até setembro Depois de Barcelona, o Serraiá segue para Feu Rosa, onde a segunda etapa eliminatória será realizada nos dias 5 e 6 de setembro. A programação termina em Jacaraípe, com atividades nos dias 11 e 12 e a grande final no sábado (12). O evento contará com estrutura de acessibilidade, equipe de apoio, ponto de desembarque em frente à arena e área reservada para pessoas com deficiência, idosos, gestantes, pessoas autistas e adultos acompanhados de crianças de colo. Haverá ainda posto médico, ambulância e equipe de prontidão. O Serraiá é realizado pela Cluster e pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. O projeto tem patrocínio do Instituto Aegea, Universal Imobiliária e Urbanismo e Banestes, apoio da Prefeitura da Serra e produção executiva da Premium Comunicação Integrada de Marketing. Serviço Serraiá 2026 – Etapa 1 | Barcelona Datas: 29 e 30 de agosto Horário: das 17h às 22h30 Local: Avenida Região Sudeste, s/n, Barcelona, em frente à Comunidade Matriz Sagrado Coração de Jesus Entrada: gratuita Etapa 2 | Feu Rosa Datas: 5 e 6 de setembro Horário: das 17h às 22h30 Local: Praça Central de Feu Rosa, Rua das Avencas, 172 Entrada: gratuita Grande final | Jacaraípe Datas: 11 e 12 de setembro Local: Praça Encontro das Águas, Avenida Abido Saad, s/n, Parque Jacaraípe Horários: sexta-feira (11), das 19h às 23h; sábado (12), das 16h30 às 23h30 Entrada: gratuita
Feira do Café Conilon chega a São Mateus com foco também em especiarias, logística e investimentos
Segunda edição da FICC será realizada de 8 a 10 de outubro e amplia a programação para discutir o desenvolvimento econômico do Norte e Extremo Norte do Espírito Santo A Feira Internacional do Café Conilon (FICC) desembarca em São Mateus entre os dias 8 e 10 de outubro de 2026 com uma proposta mais abrangente. Em sua segunda edição, o evento mantém o café conilon como protagonista, mas incorpora ao debate outros setores estratégicos para a economia do Norte e Extremo Norte do Espírito Santo, entre eles a produção de especiarias, logística, infraestrutura, comércio exterior e atração de investimentos. A realização em São Mateus integra a proposta itinerante da feira, que circula pelos municípios da área de abrangência da Agência de Desenvolvimento do Turismo da Região Norte do Espírito Santo (Adetur). A escolha coloca a FICC em uma das principais regiões produtoras do Estado e aproxima o evento de duas importantes cadeias do agronegócio capixaba: café conilon e pimenta-do-reino. Segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o conilon é a cultura de maior expressão na agricultura de São Mateus. O município acompanha a força do Espírito Santo no setor: o Estado é o maior produtor brasileiro de café conilon e responde por aproximadamente 70% da produção nacional. São Mateus também se destaca no cultivo de especiarias. Conhecida como Capital das Especiarias do Espírito Santo, a cidade concentra cerca de 35% da produção estadual de pimenta-do-reino. O Espírito Santo, por sua vez, ocupa a liderança nacional na produção da especiaria. Para a organização da FICC, a aproximação entre essas cadeias produtivas permite discutir questões comuns, como qualidade, tecnologia, infraestrutura, acesso a mercados e agregação de valor. “Quando a feira chega a São Mateus, ela continua tendo o conilon como sua essência, mas passa a olhar de maneira ainda mais ampla para a economia que existe ao redor dele. Café e pimenta convivem na mesma região e têm desafios e oportunidades em comum. Queremos conectar essas cadeias e discutir o desenvolvimento do Norte e do Extremo Norte do Espírito Santo”, afirma Marcus Magalhães, curador da FICC. Comércio exterior e novos investimentos Entre as instituições confirmadas está o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), que reúne empresas ligadas à comercialização e à exportação de café. Com oito décadas de atuação, a entidade participa da conexão do Espírito Santo com o mercado internacional e é agência da Organização Internacional do Café (OIC) para certificação da origem das exportações realizadas pelo Estado. A Brazilian Spice Association (BSA), sediada em São Mateus, também estará presente. A entidade reúne empresas exportadoras ligadas à cadeia da pimenta-do-reino e de outras especiarias e atua em temas como qualidade, boas práticas, competitividade e atendimento às exigências dos mercados internacionais. A atração de novos negócios será outro eixo da programação, com a participação da NOVA ES, Agência de Atração de Investimentos do Espírito Santo. A instituição trabalha na prospecção de empreendimentos e na promoção do Estado como destino de investimentos, com atenção também ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento das cadeias produtivas. Logística entra no radar da feira A infraestrutura necessária para acompanhar o crescimento econômico da região também ganhará espaço nas discussões. São Mateus foi oficialmente incluído no ParkLog ES em junho deste ano, elevando para 11 o número de municípios participantes do programa estruturante do Governo do Estado. O ParkLog ES busca integrar portos, rodovias, ferrovias, aeródromos e áreas produtivas para fortalecer a infraestrutura logística e a atração de investimentos. A inclusão de São Mateus amplia as perspectivas para atividades ligadas ao agronegócio, petróleo e gás, indústria, transporte e serviços. Entre os investimentos que fazem parte desse novo cenário está a Imetame Logística Porto, em Aracruz, empreendimento considerado estratégico para ampliar a conexão da região com os mercados brasileiro e internacional. “A produção cresce, as exportações avançam e novos investimentos chegam ao Espírito Santo. A pergunta é como transformar esse movimento em desenvolvimento para toda a região. São Mateus está em uma posição importante para participar dessa nova dinâmica econômica”, destaca Magalhães. Projeto testa gás natural na secagem do conilon Inovação e eficiência produtiva também estarão na programação. Em parceria com o CCCV, a FICC apresentará um projeto que testa o uso de gás natural na secagem do café conilon no Espírito Santo. O projeto-piloto recebeu investimento inicial de R$ 1 milhão e começou a ser testado nesta safra na Fazenda Chapadão, em Linhares. Entre maio e agosto, a experiência envolveu 9,4 mil sacas de 60 quilos de café. A iniciativa reúne ES Gás, CCCV, Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), JDE Peet’s e Base27, com aprovação e acompanhamento da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP). O estudo avalia o gás natural como alternativa à lenha e a outras biomassas tradicionalmente utilizadas na secagem do café, considerando fatores como custo, viabilidade industrial, sustentabilidade e qualidade do produto. Os primeiros resultados foram apresentados durante o Vitória Coffee Summit 2026, realizado em agosto, em Vitória. Do campo ao mercado internacional A programação da FICC 2026 pretende discutir ainda fatores que interferem diretamente nos negócios do conilon para além das propriedades rurais. Geopolítica, acordos comerciais, exigências dos países compradores, abertura de mercados e mudanças no comportamento dos consumidores estão entre os assuntos previstos. “A dinâmica global nos impõe pensamento estratégico, visão de mundo e adaptações às questões mercadológicas. A FICC 2026 chega com esta missão: mostrar ao negócio do café conilon os desafios e oportunidades e ampliar essa conversa para outras culturas do agro e para a logística do Norte do Espírito Santo”, afirma Marcus Magalhães. Turismo de experiência e tendências de consumo também integram a proposta, conectando produção, território e novas possibilidades de geração de valor. “A FICC quer discutir o café conilon a partir de tudo o que se conecta a ele. Não apenas o que acontece dentro da propriedade, mas o mercado, os investimentos, o turismo e as mudanças no consumo. São Mateus reúne muitos desses elementos e simboliza bem esse novo momento da feira”, completa o
Serra Mais Emprego ultrapassa 184 mil visualizações em cinco meses
Plataforma já disponibilizou mais de 6 mil vagas em 2026 e reúne oportunidades para diferentes níveis de escolaridade O Serra Mais Emprego ultrapassou a marca de 184 mil visualizações em cinco meses de funcionamento, segundo dados divulgados pela Prefeitura da Serra. A plataforma, ligada ao Sine Serra, registra uma média aproximada de 30 mil acessos mensais e concentra oportunidades de trabalho disponíveis no município. Mantido pela Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda, o site é atualizado diariamente e reúne vagas para profissionais com diferentes níveis de escolaridade. Somente em 2026, mais de 6 mil oportunidades já foram disponibilizadas, contemplando candidatos com ensino fundamental, médio e superior, além de vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PCDs). Além de permitir a consulta às vagas, a plataforma disponibiliza conteúdos para auxiliar quem está procurando emprego. Entre eles estão orientações para elaboração de currículo e dicas de preparação para entrevistas e processos seletivos. Para o prefeito Weverson Meireles, o serviço utiliza a tecnologia para facilitar a conexão entre trabalhadores e empresas. “Nosso objetivo é fazer com que a tecnologia esteja a serviço das pessoas e ajude a abrir caminhos para quem está em busca de uma oportunidade. Fortalecer esse serviço é também fortalecer o emprego e a geração de renda na Serra”, afirmou. A secretária municipal de Trabalho, Emprego e Renda, Márcia Lamas, avalia que o volume de acessos demonstra a procura da população pelo serviço. Segundo ela, a proposta é facilitar o encontro entre trabalhadores e oportunidades, tornando as informações sobre as vagas mais acessíveis e auxiliando os candidatos nas diferentes etapas da busca por emprego. A plataforma faz parte de um processo mais amplo de digitalização dos serviços municipais. Entre as iniciativas recentes está o novo Portal de Processos Digitais. De acordo com o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Pedro Trindade, os investimentos buscam tornar os serviços públicos mais simples e acessíveis e reduzir dificuldades na relação dos moradores com a administração municipal.
Feira Capixaba do Vinil reúne raridades e acervo especial de compactos em Vitória
Evento gratuito acontece neste sábado (29), no Masterplace Mall, com milhares de discos entre LPs, clássicos e títulos de 7 polegadas O som dos discos de vinil volta a ocupar espaço no Masterplace Mall, na Reta da Penha, em Vitória. Neste sábado (29), das 10h às 17h, o local recebe mais uma edição da Feira Capixaba do Vinil, com entrada gratuita e opções para colecionadores, DJs e apaixonados por música. Uma das novidades desta edição será um acervo especial de discos de 7 polegadas, os tradicionais compactos ou singles. O formato, bastante procurado por colecionadores, costuma reunir faixas lançadas individualmente, lados B e gravações que nem sempre são encontradas nos álbuns convencionais. Os compactos dividirão espaço com os tradicionais LPs de 12 polegadas. Os expositores vão levar milhares de títulos de diferentes gêneros, incluindo rock nacional e internacional, MPB, jazz, blues, reggae e pop. O público poderá encontrar desde discos conhecidos e clássicos de diferentes épocas até edições menos comuns e raridades. A proposta mantém uma das principais características da feira: permitir que os visitantes garimpem os acervos em busca de títulos específicos ou descubram discos que dificilmente aparecem nas lojas convencionais. Além da venda de discos, a Feira Capixaba do Vinil funciona como ponto de encontro para quem acompanha a cultura do vinil. Colecionadores e fãs aproveitam o evento para trocar informações, conhecer diferentes edições, observar capas e encartes e compartilhar histórias relacionadas à música. A feira será realizada em frente à Smart Fit, no Masterplace Mall, no bairro Barro Vermelho. O espaço conta com ambiente climatizado, estacionamento e praça de alimentação. Serviço Feira Capixaba do Vinil Data: sábado, 29 de agosto Horário: das 10h às 17h Local: Masterplace Mall, em frente à Smart Fit Endereço: Avenida Nossa Senhora da Penha, 2150, Barro Vermelho, Vitória Entrada: gratuita Destaque: acervo de discos de 7 polegadas, além de LPs, clássicos e raridades
Voluntários realizam plantio de mudas em Itapuã nesta sexta-feira (28)
Ação em Vila Velha marca o Dia Nacional do Voluntariado e terá participação de cerca de 20 colaboradores da Aegea O Dia Nacional do Voluntariado, celebrado nesta sexta-feira (28), terá uma ação de plantio de mudas em Itapuã, Vila Velha. Cerca de 20 colaboradores da Aegea participarão da iniciativa, que será realizada das 9h às 11h, no encontro das ruas Mário de Almeida e Belo Horizonte. Durante a mobilização, serão plantadas espécies como coroa-de-cristo, pingo-de-ouro e bougainville. Além do plantio, os voluntários vão atuar nos cuidados com o espaço, em uma iniciativa voltada à melhoria do ambiente urbano e à aproximação com a comunidade. A atividade faz parte do Programa Voluntariado Aegea, que completa sete anos em 2026. A iniciativa é organizada por meio de comitês locais formados por colaboradores e reúne ações nas áreas social, ambiental e de inclusão nas localidades atendidas pela companhia. Segundo Nayara Tavares, analista de Responsabilidade Social da Aegea, o trabalho voluntário permite transformar o compromisso social e ambiental em ações práticas. Ela destaca que a participação dos colaboradores também contribui para fortalecer os vínculos com as cidades onde a empresa atua e estimular uma cultura de cuidado, pertencimento e responsabilidade socioambiental. Em 2025, o programa contou com 18 comitês ativos e mobilizou cerca de 3,7 mil colaboradores em mais de 300 ações voluntárias. De acordo com a Aegea, aproximadamente 330 mil pessoas foram beneficiadas pelas iniciativas realizadas ao longo do ano. Atualmente, os comitês estão presentes nos 15 estados onde a companhia atua. Para o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, as ações também ampliam a relação da empresa com as comunidades. “São ações como as do voluntariado que passam para a população a percepção de que somos mais do que uma concessionária de água e esgoto. Somos uma empresa que se preocupa com o desenvolvimento da cidade e com as áreas mais vulneráveis”, afirma. Serviço O quê: Plantio de mudas do Programa Voluntariado Aegea Quando: sexta-feira, 28 de agosto Horário: das 9h às 11h Onde: encontro das ruas Mário de Almeida e Belo Horizonte, Itapuã, Vila Velha Participação: cerca de 20 colaboradores voluntários da Aegea
Candidatos ao Governo apresentam propostas a empresários de Vila Velha
Helder Salomão, Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço participaram do Café Empresarial da Assevila e apresentaram diferentes visões sobre os próximos anos do Espírito Santo Três candidatos ao Governo do Espírito Santo apresentaram suas propostas e visões sobre o futuro do Estado durante o 30º Café Empresarial da Associação dos Empresários de Vila Velha (Assevila), realizado na manhã desta quarta-feira (26), em Vila Velha. Helder Salomão (PT), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) participaram separadamente do encontro, que reuniu empresários e lideranças do setor produtivo. O evento integrou o Diretrizes 2026 e teve como foco o desenvolvimento de Vila Velha e os desafios para ampliar a competitividade do Espírito Santo. O diálogo foi mediado pelo conselheiro da Assevila Renzo Colnago, e os candidatos falaram por ordem alfabética, seguindo regras previamente estabelecidas pela entidade. Além da apresentação inicial, eles responderam a perguntas sobre temas como desenvolvimento econômico, infraestrutura, educação, saúde e segurança pública. Na abertura, o presidente da Assevila, Éder Lemke (foto), destacou o caráter independente da entidade e afirmou que a iniciativa busca permitir que o empresariado conheça as propostas de quem pretende governar o Estado. O presidente do ES em Ação, Fernando Saliba, também ressaltou a importância da participação do setor produtivo na discussão das prioridades para os próximos anos. Para o encontro, a Assevila convidou os três candidatos ao Governo do Espírito Santo mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais: Hélder Salomão (PT), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). A disputa pelo Palácio Anchieta tem cinco candidaturas registradas. Também concorrem ao Governo do Estado Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP). Helder Salomão aposta no diálogo e na construção coletiva Primeiro candidato a participar do encontro, Helder Salomão afirmou que decidiu disputar o Governo por considerar que o Espírito Santo atravessa um momento de transição política após 24 anos marcados pelas administrações de Paulo Hartung e Renato Casagrande. O petista reconheceu a contribuição dos dois governadores e defendeu a preservação das políticas que apresentaram bons resultados. Helder relembrou a crise institucional e financeira enfrentada pelo Estado no início dos anos 2000 e o processo de reconstrução iniciado naquele período. Para ele, a experiência mostrou a importância da participação conjunta do poder público, setor produtivo, municípios e sociedade. “A minha grande marca é a construção coletiva”, afirmou. O candidato disse que, se eleito, pretende manter tudo aquilo que considera que esteja funcionando, mas defendeu mudanças em áreas nas quais avalia que os resultados ainda são insuficientes. Citou especialmente a mobilidade, os desafios logísticos e portuários e a necessidade de preparar a economia capixaba para um cenário de redução da produção de petróleo. Helder também defendeu a interiorização do desenvolvimento e a criação de espaços permanentes de diálogo com municípios e entidades para elaborar planos regionais que aproveitem as vocações de cada território. “A nossa missão não é ficar brigando entre nós. A nossa missão é dialogar com o povo do nosso Estado para que a gente consiga construir as melhores soluções”, disse. Pazolini defende renovação e modelo adotado em Vitória Na sequência, Lorenzo Pazolini defendeu a abertura de um novo ciclo político e administrativo no Espírito Santo. Assim como Salomão, reconheceu os avanços obtidos nas últimas duas décadas e a importância dos governos que comandaram o Estado nesse período, mas argumentou que a administração pública precisa de renovação para enfrentar novos desafios. Segundo Pazolini, a permanência prolongada de um mesmo modelo pode provocar desgaste e perda de capacidade de inovação. O candidato afirmou que pretende respeitar o que foi construído, mas oferecer uma nova visão para o Estado. “Nós queremos construir um futuro de paz e prosperidade, mas queremos avançar, queremos ir além, queremos encarar novos desafios”, declarou. O republicano apresentou como referência sua experiência à frente da Prefeitura de Vitória. Ele lembrou que assumiu a Capital em 2021, ainda durante os efeitos da pandemia, e afirmou que buscou aproximar a gestão municipal do setor produtivo. Entre as iniciativas citadas estão a modernização do ambiente regulatório, a aproximação com o ecossistema de negócios e inovação e a participação de entidades empresariais nas discussões da administração. Pazolini atribuiu a esse modelo avanços obtidos por Vitória em áreas como educação, saúde, assistência social, segurança e proteção às mulheres. Para o candidato, o setor produtivo deve ocupar espaço maior na construção das políticas públicas estaduais. “Vocês fazem o Espírito Santo andar e se destacar, mas nunca foram protagonistas”, afirmou aos empresários. Ferraço aposta em planejamento e continuidade dos investimentos Último candidato a participar do encontro, Ricardo Ferraço defendeu a continuidade do processo de desenvolvimento do Espírito Santo e destacou a parceria entre o Governo do Estado e os municípios. O emedebista, que chegou ao encontro acompanhando dos preceitos de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, e de Viana, Wanderson Bueno, ressaltou especialmente a cooperação com as prefeituras da Região Metropolitana para enfrentar problemas que ultrapassam os limites de cada cidade. Ferraço citou Vila Velha como exemplo dessa parceria e destacou os investimentos realizados nos últimos anos no município. Segundo ele, a cidade ocupa posição estratégica na economia capixaba, inclusive por sua participação na rota logística do comércio exterior, e deve receber novos investimentos em infraestrutura e mobilidade. O candidato colocou o planejamento no centro de sua apresentação. “Quem planeja tem futuro. Quem não planeja tem destino”, afirmou. Para Ferraço, o Espírito Santo construiu uma base sólida que permite avançar para uma nova etapa. Diferentemente de Pazolini, que falou em encerramento de ciclo, o candidato do MDB sustentou que o Estado não está concluindo um período, mas abrindo uma nova fase de desenvolvimento. Ferraço também destacou o desempenho recente da economia e da indústria capixabas e afirmou que o Espírito Santo encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego de sua história. Segundo ele, o objetivo é combinar desenvolvimento econômico, investimentos e políticas públicas voltadas à população, dentro de uma proposta de Estado que “cuida, prospera e protege” os capixabas. Ao tratar especificamente de Vila Velha, o candidato mencionou investimentos na região sul, a construção de uma nova ponte sobre o Rio Jucu e