À medida que o processo eleitoral ganha força em todo o país, cresce também a preocupação das autoridades com uma prática que compromete a liberdade de escolha do cidadão: o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Em resposta a esse cenário, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram a campanha “Aliança pelo Voto Livre e Secreto”, uma mobilização nacional para conscientizar empresas, trabalhadores e instituições sobre a importância de garantir que o voto permaneça livre, secreto e sem qualquer tipo de pressão, com o slogan “No meu voto mando eu”. O assédio eleitoral ocorre quando o empregador, gestor ou qualquer pessoa que exerça posição de autoridade tenta influenciar a decisão política do trabalhador por meio de intimidação, ameaças ou promessas de vantagens. O empregador não pode utilizar sua posição hierárquica para constranger empregados a apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político. O voto secreto é um direito constitucional, e qualquer tentativa de interferência representa uma violação das liberdades individuais e dos direitos fundamentais do trabalhador. Entre as situações mais comuns estão ameaças de demissão, redução de benefícios, prejuízos na carreira, promessas de promoções ou vantagens condicionadas ao apoio político, exigência de participação em atos de campanha, distribuição de material eleitoral durante o expediente e até cobranças sobre em quem o funcionário pretende votar. Mesmo manifestações aparentemente informais podem ultrapassar os limites da legalidade quando há relação de subordinação entre quem faz a abordagem e o trabalhador. Existe uma diferença importante entre uma conversa espontânea sobre política e uma situação em que o empregado se sente coagido por alguém que possui poder para contratar, demitir, promover ou aplicar sanções. Nesses casos, o desequilíbrio da relação de trabalho transforma a manifestação em potencial assédio. Além de afrontar princípios constitucionais, o referido assédio pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e criminal. Empresas e gestores podem responder por danos morais individuais ou coletivos, além de serem alvo de investigações pelos órgãos competentes. Caso o trabalhador seja vítima de assédio eleitoral, a orientação é reunir provas, como mensagens, gravações (quando permitidas pela legislação), testemunhas e quaisquer documentos que demonstrem a ocorrência dos fatos e buscar os canais competentes para denúncia.
Arthur Igreja, Chiavenato e Érica Belon estarão em evento gratuito em Vitória
II Fórum Capixaba de Administração acontece no dia 17 de setembro e vai discutir inteligência artificial, inovação, gestão e o futuro das organizações Três nomes de destaque nas áreas de Administração, inovação e gestão estarão reunidos em Vitória no próximo dia 17 de setembro. Idalberto Chiavenato, Arthur Igreja e Érica Belon participam do II Fórum Capixaba de Administração, evento gratuito promovido pelo Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES). Considerado uma das principais referências em Administração, Idalberto Chiavenato é autor de obras utilizadas na formação de profissionais da área. Arthur Igreja é conhecido por suas palestras sobre inovação, tecnologia e negócios, enquanto Érica Belon desenvolve trabalhos na área de Neurogestão, que relaciona conhecimentos sobre comportamento e funcionamento do cérebro à gestão de pessoas e organizações. Com o tema “Administração na era da inteligência ampliada: pessoas, dados, decisão”, o encontro vai reunir profissionais, especialistas, estudantes e lideranças para discutir como inteligência artificial, análise de dados e novas tecnologias estão transformando a maneira de administrar empresas, liderar equipes e tomar decisões. O Fórum será realizado no Cerimonial Ferrari Eventos, em Vitória, e integra as comemorações pelos 61 anos da regulamentação da profissão de Administração no Brasil. A programação pretende colocar em debate tanto as oportunidades abertas pelas novas tecnologias quanto os desafios para profissionais e organizações diante das mudanças aceleradas no mercado. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas e exigem inscrição antecipada pelo site do CRA-ES. Serviço II Fórum Capixaba de Administração Data: 17 de setembro de 2026 Local: Cerimonial Ferrari Eventos, Vitória Tema: “Administração na era da inteligência ampliada: pessoas, dados, decisão” Inscrições: pelo site do CRA-ES Informações: (27) 99226-9706 | eventos@craes.org.br
Feriadão em Vitória terá maior feira de artesanato do ES com entrada gratuita
ArteSanto começa neste sábado (5), na Praça do Papa, com cerca de 500 expositores, produtos a partir de R$ 10 e programação até 13 de setembro Quem estiver em Vitória durante o feriadão de setembro terá uma opção a mais de passeio. A Praça do Papa recebe, a partir deste sábado (5), a 14ª edição da ArteSanto – Feira Nacional do Artesanato, considerada a maior feira do segmento no Espírito Santo. Com entrada gratuita, o evento segue até 13 de setembro e terá peças comercializadas a partir de R$ 10. Em uma área de mais de cinco mil metros quadrados, cerca de 500 expositores vão apresentar trabalhos produzidos no Espírito Santo e em diferentes regiões do país. O público encontrará roupas, bolsas, joias, objetos de decoração, móveis, vasos, redes, bonecas de pano e outros produtos confeccionados em materiais como cerâmica, madeira, vidro, couro, fibras naturais e conchas. A feira coincide com um fim de semana prolongado na capital capixaba. Na segunda-feira (7), é comemorada a Independência do Brasil e, na terça (8), Vitória celebra o dia de Nossa Senhora da Vitória e o aniversário da cidade. Por isso, a ArteSanto terá horários diferenciados durante o período, chegando a funcionar até as 22h no feriado municipal. Além dos artesãos capixabas, a edição reúne expositores de diferentes estados brasileiros, entre eles São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Alagoas, Maranhão, Ceará, Sergipe, Bahia e Pernambuco. Técnicas tradicionais como crochê, tricô e bordado também estarão presentes, aproximando o público de diferentes expressões do artesanato brasileiro. Segundo a organizadora da ArteSanto, Sonia Iamonde, a proposta vai além da comercialização dos produtos. “Quando uma pessoa escolhe uma peça artesanal, ela não está levando apenas um objeto para casa. Está levando um pouco da história, da criatividade e da identidade de quem produziu aquele trabalho”, afirma. Para ela, a feira também contribui para fortalecer a economia criativa e gerar oportunidades de renda para quem vive do artesanato. A cultura capixaba também terá espaço de destaque. O tema central da edição de 2026 será o Boi Pintadinho e suas diferentes interpretações artísticas. Uma exposição imersiva apresentará manifestações ligadas aos bois do Espírito Santo, com referências ao Reis de Boi, no Litoral Norte; ao Boi Janeiro e Juruba, nas regiões Central e Noroeste; e ao Boi Pintadinho, no Sul do Estado. A mostra contará com 10 totens temáticos e peças produzidas em diferentes técnicas e materiais. O conteúdo histórico foi desenvolvido pela historiadora Patrícia Merlo e apresenta ao visitante informações sobre a origem e os saberes relacionados a essas manifestações da cultura popular capixaba. A ArteSanto é realizada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (INDES), com organização da Iamonde Design de Eventos e apoio do Sebrae, Aderes e Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento. Serviço ArteSanto 2026 Data: 5 a 13 de setembro Local: Praça do Papa, Vitória Entrada: gratuita Horários: 5 de setembro: 14h às 18h 6 e 7 de setembro: 14h às 19h 8 de setembro: 14h às 22h 9 a 11 de setembro: 16h às 22h 12 e 13 de setembro: 14h às 22h
Presidente da Assembleia do ES cobra Senado após suspeitas envolvendo Moraes
Marcelo Santos pede apuração das suspeitas, elogia atuação de André Mendonça e afirma que, se houver comprovação, deve haver responsabilização O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Marcelo Santos, cobrou nesta quarta-feira (2) uma posição do Senado Federal diante das denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o parlamentar, a gravidade das suspeitas exige apuração e não permite omissão por parte das instituições responsáveis. Em nota, Marcelo afirmou que as informações divulgadas precisam ser investigadas com “seriedade, independência e transparência”. O deputado também defendeu que o esclarecimento dos fatos é necessário para preservar a própria credibilidade do Supremo e ressaltou que qualquer responsabilização deve ocorrer somente após o devido processo legal, com direito ao contraditório e à ampla defesa. O presidente da Assembleia também destacou a atuação do ministro André Mendonça, responsável por tornar públicos elementos de investigação da Polícia Federal que revelaram mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com referências a Moraes. Marcelo lembrou que já homenageou Mendonça no Legislativo capixaba e afirmou que o episódio reforça a importância da independência e da transparência na atuação dos magistrados. Na manifestação, Marcelo resgatou ainda um embate anterior com Alexandre de Moraes. Quando o ministro determinou a prisão do então deputado estadual Capitão Assumção, o presidente da Assembleia levou ao plenário a deliberação sobre a manutenção da medida. Na ocasião, os deputados estaduais decidiram revogar a prisão. Segundo Marcelo, a decisão não representou um confronto com o Judiciário, mas o exercício das prerrogativas constitucionais do Legislativo. Agora, a principal cobrança do deputado é dirigida ao Senado, a quem a Constituição atribui a competência para processar e julgar ministros do Supremo em casos de crimes de responsabilidade. “Não cabe omissão”, afirmou Marcelo. Ele também considera importante que os atuais candidatos ao Senado se posicionem diante do caso. Apesar das críticas, Marcelo afirmou que não antecipa condenações. Segundo ele, as denúncias precisam ser devidamente apuradas e, caso sejam comprovadas, deve haver responsabilização “independentemente de nome, cargo ou poder”. “Defender o STF não significa blindar seus integrantes de questionamentos”, declarou. Para o presidente da Assembleia, instituições fortes dependem justamente da capacidade de investigar eventuais desvios, corrigir excessos e prestar contas à sociedade. “O Brasil merece instituições fortes. O Brasil merece transparência. O Brasil merece respeito”, concluiu.
Escassez de chips e GPUs acelera corrida de empresas brasileiras para a nuvem
Oferta de componentes de ponta deve levar até 2028 para se normalizar e já afeta empresas que pretendem colocar projetos de inteligência artificial em operação A corrida pela inteligência artificial esbarrou em um problema que vai além da tecnologia: faltam equipamentos. A escassez global de processadores, GPUs e SSDs de última geração, somada à alta dos preços e aos prazos maiores de entrega, está levando empresas brasileiras a rever seus planos de infraestrutura e buscar cada vez mais soluções em nuvem. O cenário é apontado pelo estudo ISG Provider Lens Private/Hybrid Cloud Data Center Services 2026 Brasil, que prevê que a oferta desses componentes só deve se normalizar entre 2027 e 2028. Até lá, ampliar data centers próprios significa enfrentar uma disputa mundial por equipamentos especializados e custos mais elevados. A situação ganha ainda mais peso diante do avanço da inteligência artificial dentro das empresas. Segundo o levantamento, três fatores devem influenciar as decisões de infraestrutura no país: o crescimento do uso da IA, o custo elevado de hardware especializado e as exigências relacionadas à soberania e à proteção dos dados. A tendência é de expansão dos modelos híbridos, combinando estruturas privadas com serviços de IA disponíveis em nuvens públicas. Para Lucas Pires, Head de Infraestrutura e Cloud da Globalsys, a dificuldade de acesso aos equipamentos já interfere diretamente no planejamento das empresas. Projetos que dependeriam da compra de novos servidores podem levar meses para sair do papel, enquanto a contratação de capacidade disponível em nuvem permite acelerar testes e colocar aplicações de IA em produção sem esperar pela normalização da cadeia de suprimentos. A migração, no entanto, não significa levar toda a operação para a nuvem pública. Informações sensíveis e sujeitas a regras específicas de governança podem permanecer em ambientes próprios ou privados, enquanto o processamento mais pesado, que exige GPUs de alto desempenho, é direcionado para estruturas onde existe capacidade disponível. É justamente essa combinação que fortalece o modelo de nuvem híbrida. Outro movimento apontado pelo estudo é o avanço da automação das operações de tecnologia, acompanhado de controles mais rígidos. Em ambientes considerados críticos, empresas têm adotado mecanismos que mantêm a aprovação humana para determinadas decisões tomadas por sistemas de IA e registros capazes de permitir a auditoria das ações realizadas. A expectativa é que esse cenário se mantenha nos próximos dois anos. Enquanto a oferta mundial de hardware de ponta não voltar à normalidade, a combinação entre nuvem pública, estruturas privadas e mecanismos de governança tende a ganhar ainda mais espaço nas operações de inteligência artificial das empresas brasileiras.