Após cruzar o Canal da Mancha, Thaís Sant’Ana busca o título da Tríplice Coroa das Águas Abertas No dia 16 de agosto, a nadadora capixaba Thaís Sant’Ana encara um novo desafio: percorrer os 45 quilômetros da Volta à Ilha de Manhattan, uma das maratonas aquáticas mais difíceis do mundo. A prova, realizada nas águas do Rio Hudson, em Nova York, integra a Tríplice Coroa das Águas Abertas, ao lado das travessias do Canal da Mancha e do Canal da Catalina. Caso complete o percurso, Thaís será a oitava brasileira e apenas a terceira mulher do país a conquistar esse feito — as outras foram Dailza Damas Ribeiro, em 1995, e Alessandra Cima, em 2019. “Estou muito animada e não vejo a hora de cair na água. A natação no rio é diferente do mar: a água doce tem menor flutuação e, às vezes, a correnteza pode ajudar ou atrapalhar. Isso pode ser decisivo para concluir a prova”, explica Thaís, que em 2023 se tornou a primeira mulher do Espírito Santo a cruzar o Canal da Mancha. Em 2026, ela pretende fechar a Tríplice Coroa com a travessia do Canal da Catalina, na costa oeste dos EUA. Thaís coleciona provas desafiadoras no currículo: a Morocco Swim Trek (33 km em formato de rally no Saara Ocidental), o Swim Challenge Portugal (20 km entre Lisboa e Cascais), o Desafio do Lago Bodensee (35 km passando por Alemanha, Suíça e Áustria) e, no Brasil, é tetracampeã da 14 Bis (24 km) e recordista da Ultramaratona Aquática da Ilha do Mel (23 km). A atleta conta com o apoio da Cia Athlética de Campinas e de uma equipe multidisciplinar formada pela treinadora Fernanda Machado (@byswimming), a psicóloga Carol Penteado, a nutricionista Gessica Jara e a médica do esporte Dra. Francielly Telles. Thaís também é patrocinada pela Swim Haus.
Transtornos mentais também dão direito a benefício do INSS
Cada vez mais comum entre trabalhadores brasileiros, os transtornos mentais como depressão e ansiedade vêm sendo reconhecidos pela Justiça e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como causas legítimas de afastamento do trabalho e, em alguns casos, de concessão de benefícios por incapacidade. Quando há comprovação médica de que esses quadros afetam significativamente a capacidade de exercício da atividade profissional, o segurado pode ter direito ao auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ou até mesmo à aposentadoria por invalidez, nos casos mais graves. Para garantir o benefício, é necessário que o trabalhador tenha qualidade de segurado no INSS e comprove, por meio de laudos médicos e perícia, que está temporária ou permanentemente incapaz de exercer sua profissão. Além disso, deve haver a relação entre o transtorno e a atividade exercida, especialmente quando o ambiente de trabalho contribui para o agravamento da condição. A advogada especialista em direito previdenciário, Caroline Bonacossa, explica que o INSS não pode ignorar a gravidade dos transtornos mentais. “Se o quadro de depressão ou ansiedade for incapacitante, ainda que invisível, ele deve ser tratado com a mesma seriedade que uma doença física. O direito ao benefício existe, desde que fique comprovada a incapacidade para o trabalho por meio de documentação adequada e uma boa orientação jurídica”, orienta a advogada. Apesar do aumento no número de pedidos relacionados a doenças emocionais, muitos segurados enfrentam dificuldade para obter o reconhecimento do INSS. “Recusas por falta de documentação ou por parecer contrário da perícia são frequentes, o que leva muitos casos à judicialização. Por isso, é importante o acompanhamento com especialistas da área médica e jurídica”, destaca a advogada Caroline Bonacossa.
Tribunal de Contas vai fiscalizar R$ 15,2 bilhões do acordo de Mariana
Os auditores do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) vão acompanhar de perto a aplicação dos R$ 15,2 bilhões que serão repassados ao governo estadual e a seis municípios capixabas como parte do acordo de reparação e compensação pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em novembro de 2015. Além do governo do Estado, assinaram o acordo os prefeitos de Anchieta, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, São Mateus e Serra. De acordo com o auditor de Controle Externo Anderson Rolim, o valor total do acordo é de aproximadamente R$ 170 bilhões. Desse montante, R$ 100 bilhões serão pagos em parcelas anuais ao longo de 20 anos, sendo que R$ 40 bilhões serão aplicados pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado diretamente em território capixaba. “Exclusivamente ao governo do Estado serão destinados cerca de R$ 14,8 bilhões. Já os municípios que assinaram o acordo irão receber, juntos, aproximadamente R$ 400 milhões”, explicou Rolim, acrescentando que a fiscalização desses valores começa ainda este ano. O acordo não estabelece investimentos obrigatórios, mas define áreas prioritárias que podem ser contempladas, como meio ambiente, saúde, educação e assistência social. Segundo Rolim, a primeira etapa do trabalho do TCE-ES é identificar como os gestores estão se preparando para receber e administrar os recursos. “Será criada uma secretaria específica, como fez o governo estadual, ou será utilizada a estrutura já existente nos municípios? Além disso, queremos saber como serão definidas as diretrizes para aplicação do dinheiro e como será garantida a transparência”, destacou. O auditor reforçou ainda que a equipe do Tribunal tem orientado os gestores para validarem as decisões e incentivarem a participação popular na definição das prioridades. Próximos passos O TCE-ES também planeja uma auditoria para avaliar a utilização dos recursos já recebidos e dos que ainda serão repassados. Até o momento, governo do Estado e municípios já receberam cerca de R$ 1,8 bilhão. “Ainda este ano devemos iniciar uma auditoria voltada para as obras e serviços de engenharia que serão contratados, com foco em cinco aspectos: governança, planejamento, transparência, regularidade das licitações e qualidade das execuções contratuais – avaliando tanto o preço quanto a qualidade dos serviços”, adiantou Rolim. A assinatura do acordo ocorreu em outubro do ano passado. A primeira parcela foi paga até 30 dias após a assinatura, e a segunda, em até 180 dias depois do primeiro pagamento. Da terceira parcela em diante, os repasses serão anuais, sempre até 30 de abril, até o término do acordo.
Obra de cobertura do Canal da Costa avança. Confira novas imagens do local
A obra de tamponamento do Canal da Costa, na Praia da Costa, segue avançando com a instalação das galerias de concreto que permitirão a cobertura do trecho. A intervenção ocorre debaixo da Terceira Ponte, no sentido da área do Exército em direção à Avenida Champagnat, com interdições dentro do canal. Na última quarta-feira (13/08), em visita ao local, a equipe do News ES constatou que um trecho de cerca de 200 metros já está coberto. Funcionários da Prefeitura de Vila Velha trabalhavam no local, que estava movimentado com caminhões e máquinas. O projeto é executado pela PMVV em parceria com o governo estadual e prevê a transformação de 2,15 km do canal em um parque linear, com investimento de R$ 21,99 milhões do Fundo Cidades, voltado à adaptação às mudanças climáticas. A conclusão está prevista para outubro de 2026. Segundo Menara Cavalcante, secretária municipal de Obras e Projetos Estruturantes, a primeira etapa inclui a instalação das galerias pré-moldadas e a impermeabilização do canal, melhorando o escoamento da água da chuva e permitindo o fechamento da estrutura. “Estamos fazendo a macrodrenagem e toda a impermeabilização desse canal. Em um trecho de um quilômetro, teremos novas galerias assentadas. Além disso, também será feito o tamponamento, que colabora com o processo de despoluição”, explicou Menara Após essa fase, será iniciada a urbanização da área, com a construção do parque linear sobre o canal. Estão previstas quadras, pista de skate, academia ao ar livre, espaço para cães, estacionamento e área para motorhomes. O projeto visa reduzir alagamentos, melhorar o sistema de drenagem urbana e criar um novo espaço público para os moradores da Praia da Costa. Confira abaixo as fotos e vídeos mais recentes e veja como está o andamento da obra.
Cirurgia de catarata pode restaurar visão e melhorar bem-estar emocional
A catarata é a principal causa de perda de visão tratável no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que mais de 48% dos casos de cegueira sejam causados por ela. A doença pode limitar atividades do dia a dia, como dirigir, ler e reconhecer rostos, afetando diretamente a qualidade de vida. O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Cinza, voltada à conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da catarata. O nome faz referência ao aspecto acinzentado ou esbranquiçado que a pupila pode apresentar nos casos mais avançados. Segundo a oftalmologista Liliana Nóbrega, a catarata é a opacificação ou perda de transparência do cristalino, a lente natural do olho. “Todos nós teremos catarata entre 55 e 65 anos devido ao envelhecimento natural. A boa notícia é que é tratável. Não é preciso conviver com a visão embaçada, e o diagnóstico precoce faz toda a diferença”, alerta a médica. Sintomas e diagnóstico No início, a catarata pode ser assintomática. Com a progressão, aparecem sinais como visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite, sensibilidade à luz, alteração na percepção de cores e dificuldade de leitura ou visão de perto. O diagnóstico é feito em exame ocular completo, incluindo avaliação da acuidade visual, exames de refração, medição da pressão intraocular e ultrassonografia ocular. Cirurgia moderna e segura A oftalmologista destaca que a cirurgia de catarata é provavelmente a mais realizada no mundo e envolve tecnologia avançada. “É um procedimento seguro, que não exige internação, feito com anestesia local e sedação venosa. Cada olho é operado separadamente, com alta em poucas horas. No pós-operatório, o paciente deve seguir orientações médicas, como uso de colírios, evitar esforço físico e não molhar ou esfregar os olhos”, explica. Além de restaurar a visão, é possível implantar lentes intraoculares ultramodernas, que corrigem graus em todas as distâncias e podem eliminar a necessidade de óculos. Entre as opções estão lentes trifocais, de foco estendido e tóricas, capazes de oferecer visão de perto, intermediária e de longe, além de corrigir o astigmatismo. Facorrefrativa: opção para quem não tem catarata Para pacientes sem catarata que desejam se livrar dos óculos, existe a cirurgia facorrefrativa, recomendada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia a partir dos 55 anos. “Extraímos o cristalino ainda transparente, usando a mesma técnica da cirurgia de catarata, mas com outro objetivo: eliminar a dependência de óculos”, explica Liliana Nóbrega. Com diagnósticos precisos e tecnologia avançada, essas cirurgias oferecem qualidade de visão e contribuem para o bem-estar emocional dos pacientes.
Fim de semana reúne Mahmundi, Luccas Martins e Quarteto Zuri na Casa do Governador
Com entrada gratuita, o Parque Aberto apresenta shows com música instrumental afro-brasileira e sonoridades eletrônicas nos dias 23 e 24 Nos dias 23 e 24 de agosto, o Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, o maior espaço de arte a céu aberto do Espírito Santo, oferece uma programação musical diversa e gratuita, com shows de Luccas Martins e Quarteto Zuri no sábado e Mahmundi no domingo, celebrando a riqueza da música afro-brasileira e as sonoridades eletrônicas contemporâneas. No sábado (23), a partir das 15 horas, o multiartista Luccas Martins se apresenta ao lado do Quarteto Zuri, formado por musicistas negras capixabas, em um espetáculo que une a sonoridade hipnótica do handpan à força ancestral das cordas, criando uma experiência sensorial que reverbera raízes afro-brasileiras por meio da linguagem da música de câmara. O concerto propõe um diálogo entre as matrizes africanas e a música regional brasileira, com uma abordagem sinfônica contemporânea. Resultado do projeto Handpan Brasileiro, iniciado por Luccas em 2018, o repertório transita por ritmos como choro, ijexá, baião e outros sotaques afro-brasileiros, conectando tradição e inovação. O Quarteto Zuri é composto por Jacqueline Lima (violino I), Ana Vitória Sales (violino II), Dayse Sales (viola) e Jéssica Viana (violoncelo) e traz potência e sensibilidade à performance, que conta ainda com a direção artística de Luccas Martins, que também atua em percussões tradicionais. No domingo, 24 de agosto, às 12h30, quem sobe ao palco é Mahmundi, nome artístico da cantora e compositora carioca Marcela Vale, uma das vozes mais expressivas da nova música brasileira. Seu show traz faixas autorais que flertam com a música eletrônica, indie, lo-fi e a poesia reflexiva brasileira, além de influências da música oitentista. Mahmundi oferece um espetáculo envolvente, pulsante e repleto de identidade, reafirmando seu lugar como uma das artistas mais originais da cena contemporânea. Nos dois dias de evento haverá a Feira Curva com empreendedores artesanais capixabas, praça de alimentação com food trucks de bebidas e comidas e outras atividades que serão divulgadas em breve. A programação é gratuita e acontece no Parque Cultural Casa do Governador, localizado na Praia da Costa, em Vila Velha. Os ingressos serão disponibilizados online na plataforma INTI, a partir de meio-dia desta segunda-feira (18). Parque Aberto Local: Parque Cultural Casa do Governador. Rua Santa Luzia, s/n, Praia da Costa, Vila Velha Sábado, 23 de agosto 13h às 17h, com última entrada às 15h 15h: espetáculo “Luccas Martins convida Quarteto Zuri” Domingo, 24 de agosto 8h às 15h, com última entrada às 14h 12h30: apresentação musical com Mahmundi Ingressos gratuitos liberados a partir de meio-dia desta segunda-feira (18), no link https://parqueculturalcasadogovernador.byinti.com/#/ticket/.
Centro Educacional Primeiro Mundo busca certificação mundial da área de Educação
Certificação abrirá portas para intercâmbios, universidades no exterior e currículo reconhecido em mais de 150 países O Centro Educacional Primeiro Mundo, com unidades em Vitória e Vila Velha, está em processo para conquistar o selo International Baccalaureate (IB), uma das certificações mais prestigiadas da educação mundial. Reconhecido internacionalmente, o IB atesta que a instituição segue padrões rigorosos em programas pedagógicos que unem excelência acadêmica, competências socioemocionais, pensamento crítico e consciência global. Segundo a coordenadora de idiomas Tatiana D’Ambrosio, a escolha reforça a filosofia da escola. “Sempre fomos acolhedores e com visão internacional, antes mesmo do bilinguismo ganhar força no Brasil. O IB amplia essa proposta, oferecendo formação integral e reconhecida no mundo todo, que prepara o aluno para a vida, e não apenas para exames”, afirma. Atualmente, o CE Primeiro Mundo é uma escola candidata ao selo e passa por etapas criteriosas: avaliação da estrutura física, equipe pedagógica, gestão financeira, formação contínua dos professores e envolvimento da comunidade escolar. O IB fará duas visitas — a primeira em outubro deste ano e a segunda, mais próxima do fim do processo, para a certificação definitiva. A expectativa é que, até 2026, o colégio seja oficialmente uma IB World School. Mudanças já em andamento O processo de candidatura já trouxe avanços: carga horária ampliada de inglês na educação infantil e anos iniciais, currículo transdisciplinar e incentivo à investigação, criatividade e colaboração entre disciplinas. As famílias também participam mais ativamente das atividades escolares, reforçando o caráter coletivo do projeto. O que muda para os alunos Com o selo, os estudantes terão acesso facilitado a intercâmbios, parcerias internacionais e universidades estrangeiras. A implementação começa pelo PYP (Primary Years Programme), voltado à educação infantil e ao ensino fundamental I, formando desde cedo alunos investigativos e engajados com a comunidade local e global. “Mais do que um selo, esse processo representa um compromisso com a formação de cidadãos preparados para transformar o mundo com conhecimento, empatia e coragem”, destaca Tatiana. Sobre o CE Primeiro Mundo Com mais de 30 anos de atuação no Espírito Santo, o colégio aposta em um projeto pedagógico moderno e inovador, que alia formação intelectual, emocional e social. Entre seus valores estão o respeito, o compromisso com a transformação da realidade, a autoconfiança, a autonomia e a flexibilidade para viver em um mundo em constante mudança.
Dia da Gestante: médico explica como a gravidez pode alterar a visão
A gestação é um período marcado por diversas transformações hormonais, vasculares e metabólicas naturais da gravidez no corpo da mulher, que podem levar a alterações na visão. Neste Dia da Gestante, celebrado em 15 de agosto, o oftalmologista do Hospital de Olhos Vitória, Pedro Trés Vieira Gomes, explica como essas mudanças podem afetar o funcionamento ocular, provocando desde sintomas leves e temporários a sinais de condições mais graves que exigem acompanhamento médico. De acordo com o médico, a maioria das alterações é fisiológica e reversível, desaparecendo após o parto. “Geralmente estão ligadas ao aumento da progesterona, hormônio fundamental para o desenvolvimento da gestação. A substância pode interferir na curvatura da córnea, deixando a visão mais embaçada e, em alguns casos, aumentando temporariamente a miopia”, explica. Entre os sintomas mais comuns estão visão embaçada, sensação de olho seco ou ardência, variação temporária do grau dos óculos, desconforto com lentes de contato, dor ou peso ocular e fotofobia. “Em regra, são manifestações temporárias, que se manifestam apenas durante a gestação. Com a normalização hormonal, a visão tende a voltar ao padrão anterior, muitas vezes sem necessidade de trocar óculos ou lentes”, pontua o médico. Sinais de alerta exigem atenção No entanto, situações como pré-eclâmpsia, hipertensão ou diabetes gestacional podem gerar complicações visuais, como retinopatia ou até perda transitória da visão. O oftalmologista do Hospital de Olhos Vitória, Pedro Trés Vieira Gomes, orienta que, nesses casos, qualquer alteração visual – especialmente se súbita ou intensa – deve ser avaliada imediatamente, pois pode indicar complicações gestacionais graves. “Em casos de pré-eclâmpsia, os sintomas visuais podem incluir pontos brilhantes, flashes, visão turva ou dupla. Ao perceber esses sinais, a gestante deve buscar atendimento rápido. Vale lembrar que, independentemente de qualquer sintoma, o acompanhamento oftalmológico durante a gravidez é importante e recomendado, sobretudo para quem já tem algum problema ocular ou doença crônica”, reforça Pedro. Dicas para o período de gravidez * Evite trocar óculos ou lentes de contato durante a gestação. Na maioria dos casos, a refração se estabiliza após o parto. * Use colírios lubrificantes sem conservantes para aliviar o ressecamento ocular, seguindo orientação do especialista. * Mantenha consultas de rotina com o oftalmologista durante a gravidez. * Procure avaliação imediata ao notar sintomas como visão turva intensa, manchas escuras ou flashes de luz.
Rhodolfo Moraes – “MP 1.303/2025: O Remendo Fiscal que Toca no Bolso do Investidor e Agride Setores Chave”
Publicada em 11 de junho de 2025, a Medida Provisória nº 1.303/2025 chegou como a nova aposta do governo para recompor receitas e equilibrar as contas públicas. A justificativa inicial, divulgada pela Fazenda, era compensar a esperada redução na arrecadação do IOF – uma medida que, ironicamente, foi buscada através do Decreto nº 12.499/2025, editado no mesmo dia da MP. No entanto, em um desdobramento que sublinha a instabilidade do cenário fiscal, o Decreto do IOF foi derrubado pelo Congresso Nacional via Decreto Legislativo nº 176/2025. Essa reviravolta não apenas restabelece as alíquotas anteriores do IOF em várias operações, mas também coloca em xeque a própria base da compensação fiscal que motivou a MP 1.303/2025, adicionando uma camada extra de incerteza e gerando novos debates sobre a coerência do pacote de medidas. As Mudanças que Vêm por Aí A MP 1.303/2025 traz alterações significativas que prometem impactar diretamente o bolso de investidores e a dinâmica de diversos setores: • Fim da Isenção para Investimentos Tradicionais: A partir de 1º de janeiro de 2026, novas emissões de LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas, antes isentas, passarão a ser tributadas em 5% de IRRF na fonte. Títulos já emitidos até 31 de dezembro de 2025 mantêm a isenção, a menos que sejam prorrogados ou renegociados. Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e FIAGROs também serão afetados, com tributação de 5% para cotistas pessoas físicas em certas condições. • Alíquota Única para Aplicações Financeiras e Criptoativos: A MP estabelece uma alíquota fixa de 17,5% de IRRF para a maioria das aplicações financeiras e ativos virtuais, substituindo a tabela regressiva anterior. Para criptoativos, a isenção mensal de R$ 35.000 é abolida, e os lucros serão tributados a 17,5% com apuração trimestral. • CSLL para o Setor Financeiro: As alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras serão padronizadas em 15% ou 20%, eliminando a menor alíquota de 9%. Isso significa que fintechs, adquirentes de cartão e bolsas de valores, como a B3, terão sua carga tributária elevada, alinhando-se mais aos grandes bancos. • Apostas Esportivas (Bets): A alíquota de imposto sobre o Gross Gaming Revenue (GGR) das operações de apostas esportivas subirá de 12% para 18%. • Compensações Tributárias: A MP restringe as compensações tributárias, classificando como “não declaradas” aquelas baseadas em documentos inexistentes ou créditos de PIS/Cofins sem relação com a atividade econômica do contribuinte. Essa medida, segundo especialistas, pode cercear o direito de defesa e gerar insegurança jurídica. O governo estima arrecadar R$ 10,5 bilhões em 2025 e entre R$ 20,6 e R$ 21 bilhões em 2026 com essas mudanças. Impactos e Reações: Um Campo de Batalha As novas regras da MP estão causando um rebuliço em várias áreas da economia. Para os investidores, o fim das isenções e a padronização das taxas podem significar menos lucro e menos estímulo para guardar dinheiro a longo prazo. No mundo das criptomoedas, a medida é vista como um passo para trás na inovação financeira, podendo levar as pessoas a operar fora do sistema regulado. Além dos impactos na economia, a MP também mexe com questões sociais. O Artigo 71, por exemplo, muda as regras do Seguro-Defeso, um benefício para pescadores artesanais. Agora, eles precisarão de uma homologação municipal do registro pesqueiro, o que é visto como uma burocracia excessiva que pode impedir milhares de pescadores de receber um dinheiro essencial para sua sobrevivência. O deputado Raimundo Costa (BA) chegou a chamar a MP de “MP do Trava-Defeso”. No Congresso, a “Coalizão de Frentes da Câmara dos Deputados”, que representa 20 setores da economia, pediu a “devolução imediata” da MP, argumentando que ela “taxa a tudo e a todos”, diminui a competitividade e compromete a segurança jurídica. Também surgiram questionamentos sobre a constitucionalidade da MP, especialmente em relação à retroatividade e à limitação do direito de defesa. O Futuro da MP no Congresso A Medida Provisória 1.303/2025 tem validade de 60 dias, prorrogável por mais 60, totalizando 120 dias para ser convertida em lei. Publicada em 11 de junho, precisa ser votada por deputados e senadores até 28 de agosto de 2025. O relator designado é o Deputado Túlio Gadêlha(REDE-PE). O prazo para apresentação de emendas já se encerrou, e um volume considerável de propostas de alteração foi apresentado. Entre as emendas, destacam-se as que buscam suprimir o Artigo 71 (Seguro-Defeso) e as que visam manter a isenção para títulos incentivados, como LCAs e CRAs, até o final de 2026. Há também propostas para combater supersalários no serviço público. A tramitação da MP no Congresso será um termômetro da capacidade do governo de negociar e ceder. Se não for aprovada a tempo, perderá a validade, forçando o Executivo a buscar novas alternativas para o ajuste fiscal. O cenário é de incerteza, com a MP refletindo a constante tensão entre a urgência fiscal e a busca por um desenvolvimento econômico e social equilibrado no Brasil. *Rhodolfo Moraes é advogado do escritório Oliveira Cardoso, Carvalho de Brito, Libardi Comarela e Zavarize Advogados
Música e literatura se encontram no Parque Moscoso com o projeto “Nós no Parque”
A mistura de música clássica e contação de histórias vai marcar a estreia do projeto “Nós no Parque”, neste domingo (17), no Parque Moscoso, no Centro de Vitória. O evento acontece das 10h às 12h e tem entrada gratuita. Voltado para o público infantil, o projeto terá cinco edições até o fim do ano, sempre aos domingos, com apresentações que unem diferentes repertórios musicais e narrativas originais. A realização é da Sonatha Produções, com patrocínio da Lei Rubem Braga, da Prefeitura de Vitória. Na primeira edição, o violinista Hariton Nathanailidis comanda a apresentação instrumental, com obras de Johann Pachelbel, Johann Sebastian Bach, Christian Saint-Preux e Antonio Vivaldi. Entre as músicas, a escritora Renata Bomfim vai narrar uma história criada especialmente para o espetáculo, inspirada nas canções escolhidas. A trama acompanha Vitória, Ravi e Vovó Ester — personagens que celebram a natureza, o afeto e a sabedoria. O nome Vitória remete à Ilha de Vitória; Ravi significa luz, força e alegria; e Vovó Ester homenageia a escritora capixaba Ester Abreu Vieira de Oliveira, presidente da Academia Espírito-santense de Letras. Segundo Hariton, o objetivo é despertar o interesse das crianças, especialmente entre 6 e 10 anos, pela música instrumental. “A intenção é criar uma experiência que ultrapasse as fronteiras entre a narrativa e a melodia, proporcionando uma imersão no mundo sonoro”, afirma. Renata Bomfim destaca que o diálogo entre música e literatura também contribui para a formação cultural e social do público. “Queremos tornar acessíveis músicas que geralmente não tocam nas rádios, mas que emocionam e despertam curiosidade por novos gêneros”, diz. As próximas edições terão repertórios variados, com composições de Maurício de Oliveira, Heitor Villa-Lobos, samba, bossa nova e trilhas sonoras de cinema, além de novas histórias a cada apresentação. Serviço Projeto Nós no Parque – 1ª edição 🎵 Música instrumental com Hariton Nathanailidis e grupo 📖 Contação de histórias com Renata Bomfim 📍 Parque Moscoso – Av. Cleto Nunes, s/n, Centro, Vitória (ES) 📆 Domingo, 17 de agosto ⏰ 10h às 12h 💲 Entrada gratuita Repertório: Cânon – Johann Pachelbel Minueto em sol – Johann Sebastian Bach Divertissement – Christian Saint-Preux Primavera – Antonio Vivaldi 📲 Instagram: @sonathapm