Sensação de corpo estranho, ardência, olho inchado e dificuldade até para mantê-lo aberto. Esses são alguns dos sintomas da quemose ocular, uma inflamação da conjuntiva — membrana fina e transparente que reveste a parte branca do olho e o interior das pálpebras — que pode assustar quem nunca teve contato com o quadro. Segundo o oftalmologista Guillermo Tasayco, o problema pode ser causado por infecções, alergias, traumas ou corpos estranhos. Foi exatamente o que aconteceu com a influenciadora digital Larissa de Jesus dos Santos, que viralizou nas redes sociais ao relatar ter sido atingida por uma mosca-de-banheiro no olho enquanto se preparava para o banho. “Ela chegou com o olho bastante inchado e relatou que algo havia entrado nele. Quando estamos no banho, é comum acharmos que a irritação pode ser causada por algum produto. Mas, ao examiná-la, identifiquei e retirei um fragmento do inseto. No entanto, ela já apresentava inchaço na região”, contou Tasayco, que realizou o atendimento de urgência no Hospital de Olhos Vitória. Mesmo após lavar os olhos com água corrente, a influenciadora continuou com ardência e procurou ajuda médica ao perceber o agravamento do quadro. A inflamação foi confirmada e o tratamento incluiu colírios antibiótico e anti-inflamatório. “O quadro costuma se manifestar com edema visível na superfície ocular, o que causa preocupação pelo volume e pela vermelhidão. Além de ardência e coceira, o paciente pode sentir lacrimejamento intenso e dificuldade para abrir o olho”, explicou o oftalmologista. Segundo ele, Larissa apresentou melhora significativa em dois dias, mas o acompanhamento é essencial para evitar complicações. Tasayco alerta: “Ao sentir qualquer incômodo ou perceber a entrada de um corpo estranho, o ideal é lavar bem os olhos com água corrente. Mas o mais importante é buscar, o quanto antes, um serviço de oftalmologia para avaliação e início do tratamento. O diagnóstico precoce é essencial para garantir a recuperação e evitar complicações”.
Fiscalização notifica 23 embarcações e apreende duas na orla de Vila Velha
Uma ação de fiscalização realizada pela Prefeitura de Vila Velha nas praias da Costa, do Ribeiro e de Itapuã resultou na notificação de 23 embarcações e na apreensão de outras duas nesta sexta-feira (18). Os responsáveis pelos barcos notificados têm um prazo de 20 dias para regularizar a situação. A operação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca, em parceria com a Coordenação de Posturas da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. O objetivo da ação foi identificar e notificar embarcações abandonadas ou em situação irregular, que oferecem riscos ao meio ambiente, à segurança pública e ao ordenamento da faixa litorânea. O descumprimento da notificação poderá resultar em multa, remoção compulsória das embarcações e responsabilização legal. A operação começou pela Praia da Costa, onde nove embarcações foram notificadas. Em seguida, na Praia do Ribeiro, outras quatro receberam o selo de notificação, sendo duas apreendidas pela Coordenação de Posturas. Já em Itapuã, mais dez barcos foram notificados. “As embarcações notificadas estavam em situação irregular e, na ação, constatamos que muitas delas representavam risco sanitário e para a segurança da população, além de interferirem na ordenação da orla Canela-Verde”, afirmou o subsecretário municipal de Agricultura e Pesca, Fábio Barcellos. Ainda segundo Barcellos, caso os proprietários não regularizem a situação dentro do prazo estipulado, os barcos serão removidos para o depósito da Gerência de Posturas. Foto: PMVV
Maior evento de e-commerce do Brasil fora de SP será realizado na Serra
Nos dias 13 e 14 de agosto de 2025, o Espírito Santo será palco do Ecommerce.ES 2025, considerado o maior evento de e-commerce e transformação digital em vendas do Brasil fora de São Paulo. A 4ª edição será realizada no Pavilhão de Carapina, na Serra, e deve reunir mais de 5 mil participantes, consolidando o estado como referência nacional no comércio eletrônico. O encontro reunirá empreendedores, executivos, especialistas, startups e grandes marcas em uma programação intensa, voltada à inovação, estratégias digitais e tendências de consumo. Serão dois dias de imersão em conteúdo, networking e negócios, com atividades distribuídas em dois palcos, auditórios temáticos, feira de expositores e ativações de marca. De acordo com os organizadores, a expectativa é manter a média de R$50 milhões em negócios gerados por dia, além da geração de empregos e formação de parcerias durante o evento. Programação e grandes nomes do mercado Entre os palestrantes já confirmados estão nomes de destaque no cenário nacional e internacional, como: Rafael Kiso (fundador da mLabs) André Siqueira (cofundador da RD Station) Johnathan Alves (CEO do Grupo Ybera Paris) Rodrigo Haddad (Diretor Global da BEES – Ambev) Luiza Fontana (e-commerce sênior da Coca-Cola FEMSA) André Shinohara (Board Member da Laber Digital) Também participam executivos da Faura, VPX Company, Onfly, Tambasa Atacadistas, CNP (People Solutions), Rio Branco SAF, entre outras. Além do conteúdo técnico, o evento contará com área VIP, praça de alimentação, lounges temáticos e show de encerramento exclusivo, ampliando a experiência para o público. Crescimento do setor no Brasil Segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce nacional deve crescer 10% em 2025, alcançando um faturamento de R$ 224,7 bilhões. O volume de transações deve ultrapassar 435 milhões de pedidos, com ticket médio de R$515,80 e um público estimado de 94 milhões de consumidores online. Sobre o evento Criado em 2022, o Ecommerce.ES é idealizado pela IntegralCommerce, consultoria capixaba especializada em implantação e gestão de operações digitais. Desde sua estreia, o evento já impactou mais de 12 mil pessoas, promoveu mais de 200 palestras e movimentou mais de R$100 milhões em negócios. Serviço Data: 13 e 14 de agosto (quarta e quinta-feira) Horário: Das 13h às 20h30 Local: Pavilhão de Carapina – Serra/ES Ingressos: A partir de R$400 (terceiro lote) Mais informações e vendas: www.ecommercees.com.br
Projeto de lei propõe mais transparência no consumo de dados de internet no ES
As operadoras de internet móvel e banda larga poderão ser obrigadas a apresentar informações mais detalhadas sobre o consumo de dados dos clientes. A proposta está no Projeto de Lei (PL) 188/2025, apresentado pelo deputado estadual Denninho Silva (União) na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). A iniciativa altera a Lei 11.204/2020 e exige que as empresas passem a incluir, nas faturas mensais dos usuários de planos pós-pagos, um gráfico com o consumo médio diário de dados, discriminando separadamente os volumes de download (dados recebidos) e upload (dados enviados), com base em medições feitas em intervalos regulares. Atualmente, a legislação determina apenas o registro da velocidade de envio e recebimento de dados. Para Denninho, o projeto amplia o acesso do consumidor a informações relevantes sobre seu próprio uso, o que pode ajudar na avaliação da adequação do plano contratado. “Muitos usuários contratam planos com altas velocidades ou franquias de dados e acabam utilizando uma fração do que está disponível, gerando gastos desnecessários. O acesso a essas informações poderá, portanto, estimular a readequação de contratos, promover economia familiar e fomentar uma relação mais equilibrada entre consumidor e prestadora”, afirma o parlamentar. O deputado destaca ainda que a proposta reforça princípios fundamentais do Código de Defesa do Consumidor, como transparência, boa-fé e informação clara sobre os serviços contratados. Tramitação O PL 188/2025 foi encaminhado para análise nas comissões de Justiça, Defesa do Consumidor e Finanças. Caso aprovado e sancionado, as novas regras passam a valer 60 dias após a publicação no Diário Oficial.
Corrida de rua vai interditar vias da Praia de Itaparica neste domingo (20)
O trânsito na região da Praia de Itaparica, em Vila Velha, sofrerá intervenções na manhã deste domingo (20) para a realização do Circuito Sest Senat de Caminhada e Corrida de Rua. A competição deve reunir cerca de 2 mil participantes. A largada será às 7h, com provas de corrida de rua nos percursos de 5 km e 10 km, além de uma caminhada de 3 km, que acontecerá ao longo da orla. A saída e a chegada dos atletas serão na Praça do Ciclista. Para garantir a segurança dos participantes, a Guarda Municipal de Vila Velha fará a interdição temporária de vias importantes da região, como a Avenida Estudante José Júlio de Souza (entre a Praça do Ciclista e a academia popular), a Avenida Ayrton Senna da Silva e a Avenida da Praia. A liberação do tráfego ocorrerá gradualmente, conforme os atletas completarem os trajetos. SERVIÇO Evento: Circuito Sest Senat de Caminhada e Corrida de Rua Data: Domingo, 20 de julho Horário: A partir das 7h Interdições: Av. Estudante José Júlio de Souza, Av. Ayrton Senna da Silva e Av. da Praia, em Itaparica Foto: PMVV
Composto presente em frutas pode inibir metástase em pacientes com câncer, revela estudo
Pesquisa japonesa identificou que o benzaldeído, encontrado em frutas como damasco e figo, foi mais tóxico para células tumorais e pode aumentar a resposta a tratamentos como a radioterapia Um composto natural presente em frutas como amêndoas, damascos e figos pode representar um avanço importante no combate ao câncer. De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores japoneses, o benzaldeído demonstrou capacidade de inibir tanto a metástase quanto a resistência de células tumorais a tratamentos oncológicos. A pesquisa, publicada nas revistas científicas Cellular and Molecular Biology e Nature, identificou que o composto impediu a interação entre duas proteínas: a 14-3-3ζ e a histona H3, bloqueando mecanismos essenciais para a migração das células cancerígenas para outros órgãos e também para sua resistência a determinadas terapias. A oncologista Virgínia Altoé Sessa, do Hospital Santa Rita, explica que a metástase e a resistência ao tratamento ainda são os maiores desafios no enfrentamento da doença. “Os estudos dessa pesquisa ainda são laboratoriais, ou seja, ainda serão necessários testes clínicos, em humanos, para termos maiores conclusões. Contudo, esse estudo sinaliza um avanço importante, pois muitos casos de tumores infelizmente evoluem para uma metástase ou não respondem bem aos tratamentos aplicados. E a alimentação saudável é, sem dúvidas, uma aliada do tratamento oncológico e também da prevenção do câncer”, afirmou. Um dos pontos que mais chamou a atenção dos cientistas foi o fato de que o benzaldeído se mostrou significativamente mais tóxico para células tumorais do que para as saudáveis. Outro achado relevante foi que células cancerosas resistentes à radioterapia apresentaram maior sensibilidade ao composto. Embora os testes ainda estejam restritos ao ambiente laboratorial, os resultados indicam que o benzaldeído pode se tornar uma importante ferramenta complementar no tratamento de pacientes com câncer — especialmente em casos de tumores agressivos ou refratários aos tratamentos tradicionais.
XP amplia atendimento personalizado e reforça consultoria para investidores de alta renda
Com foco em planejamento patrimonial e visão de longo prazo, serviço ganha canal próprio com consultores dedicados A XP anunciou a ampliação de sua estrutura de consultoria de investimentos voltada para clientes de alta renda, fortalecendo sua estratégia multicanal e atendendo a uma crescente demanda por orientação financeira personalizada. Agora, investidores com patrimônio a partir de R$ 1 milhão passam a contar com um time exclusivo de consultores XP, focados em planejamento financeiro holístico, sucessório e organização patrimonial. A novidade marca a transição da consultoria XP — antes concentrada no segmento de family office — para um canal independente, dentro do ecossistema da plataforma. A proposta é permitir que o cliente escolha como quer se relacionar com a instituição: via atendimento digital, assessoria de investimentos ou consultoria personalizada. “O investidor pode optar pela forma de atendimento mais adequada ao seu perfil e momento de vida. A ampliação da consultoria permite atender clientes que buscam uma estrutura mais personalizada, com foco em organização patrimonial, planejamento sucessório e visão de longo prazo”, destaca Guilherme Sant’Anna, diretor de Canais da XP. Regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a consultoria de investimentos oferece aconselhamento financeiro individualizado, com estratégias alinhadas aos objetivos e à realidade de cada cliente. A expectativa da XP é alcançar R$ 50 bilhões sob custódia nesse modelo de atendimento nos próximos cinco anos. Segundo dados da própria CVM, o Brasil conta hoje com quase dois mil consultores de investimento em atividade, número que deve crescer à medida que aumenta a demanda por serviços financeiros mais qualificados. “A consultoria chega para complementar o ecossistema de serviços oferecidos ao investidor, com independência, clareza na relação entre cliente e profissional e uma proposta de valor alinhada à complexidade das decisões financeiras desse público”, conclui Sant’Anna.
Construção civil mira futuro das cidades com inovação e sustentabilidade como eixos centrais
Feira ES Construção Brasil prevê movimentar R$ 600 milhões em negócios e reunir 18 mil visitantes até sexta-feira (18) A segunda edição da ES Construção Brasil teve início nesta terça-feira (16), no Pavilhão de Carapina, com foco em dois pilares fundamentais para o futuro das cidades: inovação e sustentabilidade. Realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Espírito Santo (Sinduscon-ES), a feira segue até sexta (18), com expectativa de movimentar cerca de R$ 600 milhões em negócios futuros e receber 18 mil visitantes ao longo dos três dias. A cerimônia de abertura reuniu autoridades, empresários e representantes de entidades do setor. Para o presidente do Sinduscon-ES, Douglas Vaz, o evento reforça a força da cadeia produtiva da construção no Espírito Santo, que envolve 14 segmentos industriais. “A construção é peça-chave para cidades cada vez mais sustentáveis”, afirmou. O vice-governador Ricardo Ferraço também destacou a relevância do setor para o desenvolvimento do Estado. “A construção civil é geradora de muito emprego e prosperidade, contribuindo para a organização das nossas cidades e do Espírito Santo”, disse. Já o presidente da Findes, Paulo Baraona, enfatizou o papel do evento como vitrine de inovações. “Obras mais limpas e sustentáveis vão agregar valor às entregas das empresas. Pensar nos projetos com esse olhar será o diferencial do setor”, pontuou. Fernando Guedes, presidente-executivo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), avaliou a feira como estratégica para aproximar o segmento do consumidor final. “O setor da construção merece um evento dessa magnitude, por toda sua importância na economia capixaba e nacional”, declarou. Painel de abertura debate cidades planejadas Logo no primeiro dia, o painel “Cidades Planejadas e Sustentáveis” marcou o início da programação técnica da feira. O sócio-diretor da Urban Systems, Paulo Takito, defendeu o planejamento urbano com uso misto — que integra moradia, comércio e serviços — e reforçou o papel da inteligência coletiva: “Cidades inteligentes começam com pessoas inteligentes, que trabalham em conjunto”. O consultor Diogo Henrique, da Eytan Magal/SP, apresentou o conceito de smart communities, que propõe o uso de tecnologias digitais no planejamento urbano. Já o arquiteto Felipe Stracci, do Studio Plantar Ideias, ressaltou os ganhos diretos da sustentabilidade no dia a dia das cidades. “Uma cidade sustentável se desenvolve de forma mais fluida e econômica — principalmente em relação ao tempo”, observou. Hugo Serra, sócio da Status Urbanismo, reforçou a mudança de paradigma no planejamento urbano: “Por muito tempo, pensamos cidades para os carros. Hoje, o foco é criar espaços mais humanos e com menos dependência do automóvel”. A especialista Myriam Tschiptschin, do CTE, complementou: “Cidades resilientes e sustentáveis estão diretamente ligadas à lucratividade dos empreendimentos”. Feira reúne 150 expositores e mais de 50 horas de conteúdo Com entrada e estacionamento gratuitos, a ES Construção Brasil reúne 150 expositores, mais de 50 horas de programação técnica e oportunidades de networking com profissionais do setor. O tema central desta edição é “Inovação e Sustentabilidade: Construindo o Futuro das Cidades”, com destaque para soluções tecnológicas e práticas alinhadas à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança). A feira é organizada pela Vozes, com correalização da Sociedade Espírito-Santense de Engenheiros (SEE) e apoio de entidades como Sebrae-ES, Findes, Sesi, Senai, Aderes, Mútua, Confea, CAU e outras. Os patrocinadores são Crea-ES, Banestes, Bandes, Caixa Econômica Federal, Governo Federal, Sicoob, MRV e ES Gás. Serviço 2ª edição da ES Construção Brasil 📍 Local: Pavilhão de Carapina, Serra – ES 📅 Data: até sexta-feira, 18 de julho ⏰ Horário: das 14h às 21h 🎟️ Entrada e estacionamento: Gratuitos 🔗 Mais informações: esconstrucaobrasil.com.br
Consórcio imobiliário avança no ES como opção estratégica para conquistar a casa própria
Modalidade sem juros atrai interessados, mas exige planejamento, atenção aos reajustes e orientação especializada Sem cobrança de juros e com maior flexibilidade de uso, o consórcio imobiliário vem ganhando cada vez mais espaço entre os capixabas como uma alternativa viável para quem quer adquirir um imóvel com planejamento e menor pressa. Os números reforçam esse crescimento: segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), entre janeiro e maio de 2025, o setor movimentou mais de R$ 186 bilhões em créditos em todo o país, com 2,07 milhões de cotas vendidas — quase 20% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O modelo funciona por autofinanciamento entre os participantes, que concorrem mensalmente a cartas de crédito por sorteio ou lance. Apesar de não haver juros como em um financiamento convencional, as parcelas do consórcio são corrigidas anualmente com base em índices como o INCC, o que pode aumentar o valor pago ao longo do tempo. Esse ponto, segundo Ricardo Gava — diretor do Ademi-Secovi/ES e à frente da Gava Crédito Imobiliário —, precisa ser bem compreendido. “Apesar de não haver juros, as parcelas do consórcio são corrigidas, e isso impacta diretamente o valor mensal. O importante é que o cliente entenda isso desde o início, com clareza, para evitar frustrações”, alerta o executivo. Outro fator que exige atenção é a análise de crédito, que só ocorre no momento da contemplação. Ou seja, mesmo com todos os pagamentos em dia, o participante ainda precisa comprovar capacidade financeira para utilizar o crédito, respeitando o limite de até 30% da renda familiar comprometida. Além da compra de imóveis, o consórcio também pode ser usado para construção, reforma, aquisição de terreno ou até quitação de financiamentos em andamento. Em muitos casos, ele funciona como uma estratégia complementar ao financiamento, ajudando a reduzir o saldo devedor e a reorganizar o fluxo financeiro. Para quem busca uma alternativa mais planejada, o consórcio pode ser vantajoso — desde que feito com responsabilidade. “Mais do que apenas aderir a um grupo, o que faz a diferença é contar com uma assessoria que oriente com responsabilidade, apresente cenários realistas e ajude o cliente a tomar uma decisão segura, com total transparência — garantindo tranquilidade ao longo de toda a jornada”, destaca Ricardo Gava.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “A Pejotização no Direito do Trabalho Brasileiro”
Em meio a tanta insegurança jurídica, foi possível extrair uma característica que se repete na posição de todos os doutrinadores e em todas as decisões analisadas anteriormente, seja nos TRT’s, TST ou no STF: a fraude, que se revela pela intenção de burlar a relação de emprego por meio da formalidade do contrato de trabalho celebrado entre duas pessoas jurídicas. A partir dessa característica, é possível determinar o conceito jurídico de pejotização. Revela-se, assim, a influência da política neoliberal, que defende a flexibilização de preceitos trabalhistas com a justificativa de que esses seriam um entrave ao avanço econômico por limitarem a atuação do capital. Nesse contexto, surge no cenário brasileiro a Reforma Trabalhista de 2017, com o acentuamento da terceirização. Desse modo, para a correta definição do fenômeno, é preciso compreender o contexto histórico e político que permeou sua formação e deu origem à natureza jurídica da pejotização, advinda de uma política de flexibilização de normas protetivas. Logo, a pejotização tem origem na precarização do trabalho. Embora a figura da pejotização seja atrativa às empresas contratantes e, muitas vezes, até aos trabalhadores contratados, atualmente a prática é um dos fatores preeminentes quando a pauta é a precarização do trabalho, pois a conduta pressupõe a supressão dos direitos trabalhistas e, até mesmo, da dignidade da pessoa humana. O empregador se vê diante de uma situação jurídica respaldada em diversos pontos do ordenamento, como o Tema 725 do STF, que autoriza a prática de novas formas de contratação e é benéfico, pois isenta o contratante de responsabilidades trabalhistas, como concessão de férias, pagamento de 13º salário, aposentadoria, FGTS, aviso prévio indenizado, dentre outros. Dessa forma, consiste em contratar funcionários (pessoas físicas) por meio da constituição de pessoa jurídica para prestação de serviços, camuflando uma relação de emprego — especialmente pela presença da subordinação — com a finalidade exclusiva de afastar o dever de pagamento das verbas e encargos trabalhistas e previdenciários. Trata-se de conduta que, por certo, continua sendo considerada ilegal. Nesse diapasão, é notável o reforço do entendimento de que se trata de fraude para burlar o vínculo de emprego, com a intenção de se livrar dos encargos celetistas. Podemos citar inúmeros entendimentos sobre o instituto da pejotização: “A pejotização refere-se ao ato de realizar contratações fraudulentas de funcionários mediante a criação de pessoas jurídicas, como forma de se eximir do pagamento de encargos trabalhistas e previdenciários.” (Leonel, 2013) Barbosa e Orbem (2015) definem a pejotização como uma forma de contrato em que há a figura de dois agentes: de um lado, a empresa contratante, responsável por efetuar as contratações; e, do outro, a pessoa física contratada — ou funcionário — que, mediante a constituição de pessoa jurídica vinculada a si, passa a prestar serviços à empresa de maneira personalíssima. Ressaltamos que não se trata de uma relação trilateral, como na terceirização. Diferencia-se, pois trata-se de uma relação de trabalho bilateral entre empresas, na qual, em tese, o trabalhador contratado deveria prestar serviços de forma autônoma, livre de subordinação e pessoalidade. Na prática, o que ocorre é a contratação de um MEI, detentor de CNPJ, o qual desempenhará as funções de maneira exclusiva, pessoal e subordinada — ainda que de forma meramente estrutural. A criação do CNPJ serve para constituir a parte contratual que exercerá a prestação laborativa. Nesse molde, o vínculo celetista fica afastado, uma vez que os cinco requisitos da relação de emprego precisam estar cumulados e, nessa hipótese, falta o pressuposto da pessoa natural. Logo, ficou claro que a pejotização é um fenômeno jurídico que consiste na dinâmica da contratação formal de uma pessoa jurídica e real de uma pessoa física, que exercerá a atividade de modo subordinado, com o intuito de afastar o requisito da pessoa natural da relação de emprego. Concluímos que, diante da complexidade da questão e da existência de tantos elementos contraditórios, normas generalistas — como o Tema 725 do STF, que afirma ser lícita qualquer forma de contratação de pessoas jurídicas distintas — convivem com decisões que tentam limitar a ampla abrangência desse enunciado, reconhecendo a fraude até mesmo pelo próprio STF. Destaca-se, ainda, a resistência do Tribunal Superior do Trabalho, órgão máximo especializado, que é orientado pelos princípios protetivos ao trabalhador e vivencia, com mais nitidez, a realidade das relações de trabalho no Brasil. O conjunto de ideias apresentadas demonstra a posição de fragilidade à qual o trabalhador está exposto diante da flexibilização das normas celetistas e da Lei da Terceirização, conforme ideários patronais que se sobrepuseram aos interesses da classe trabalhadora. As análises dos julgados dos TRT’s, TST e STF sobre a pejotização foram essenciais para a compreensão do atual fenômeno e revelaram que a principal característica do instituto é apurar a intenção do empregador de fraudar a relação de emprego ao deturpar o elemento da pessoa natural, realizando contratações por pessoa jurídica, porém com todos os demais requisitos do vínculo de emprego — em especial, a subordinação, que descaracteriza a ideia de autonomia nesse tipo de contratação. Outro ponto cristalino foi a observância dos casos concretos nos quais, muitas vezes, o empregador exigiu a constituição de microempreendedor individual por parte do candidato à vaga como condição para admissão. Também há situações em que o mesmo trabalhador foi demitido sem justa causa, sob o regime celetista, e, logo em seguida, recontratado como um mero prestador de serviço exclusivo, por meio de um contrato civil e não de trabalho. Percebe-se, portanto, uma mudança de paradigma antes e após a Reforma Trabalhista, e o comportamento dos tribunais frente a essas mudanças — em especial, dos TRT’s — que, em suas decisões, cuidaram de ressaltar os princípios constitucionais e os princípios do Direito do Trabalho, sobretudo o da primazia da realidade sobre a forma, essencial para a proteção do trabalhador e segurança de seus direitos. Deixamos claro que o princípio da primazia da realidade sobre a forma foi o principal argumento utilizado para atestar a pejotização e reconhecer o vínculo de trabalho, afastado por uma contratação meramente formal entre pessoas jurídicas, que, diferentemente