João Fera, há quase quatro décadas nos Paralamas, é o convidado especial do cantor e guitarrista capixaba Saulo Simonassi no PUB 426. O público capixaba terá uma oportunidade única nesta sexta-feira (14) de unir música e história em uma mesma noite. No palco do PUB 426, na Praia do Canto, o tecladista João Fera — integrante dos Paralamas do Sucesso desde 1986 — se junta ao cantor e guitarrista Saulo Simonassi para um show gratuito, a partir das 21 horas. O evento marca também o lançamento do livro “João Fera, desde 1986”, que poderá ser adquirido com dedicatória e autógrafo do músico. A obra, escrita por seu filho Raphael Silva Gonçalves, revela bastidores de quase quatro décadas de estrada, do surgimento no Clube Social às grandes apresentações internacionais, como o Montreux Jazz Festival, passando por momentos emblemáticos da música brasileira. Em um tom de admiração e afeto, Raphael traça uma verdadeira cartografia da trajetória do pai — do Clube Ecologia ao Maracanã, mostrando o artista por trás dos teclados e o homem por trás da fama. Com uma carreira marcada por criatividade e presença de palco, João Fera consolidou-se como um dos grandes instrumentistas do país, contribuindo para a sonoridade que ajudou a definir o rock nacional. Serviço Evento: Lançamento do livro “João Fera, desde 1986” + show Saulo Simonassi convida João Fera Data: Sexta-feira, 14 de novembro Horário: 21h Local: PUB 426 – Praia do Canto, Vitória Entrada: Gratuita Livro (com dedicatória, autógrafo e foto): R$ 75
Comércio capixaba cresce quatro vezes mais que a média do Sudeste
Varejo do Espírito Santo avança 4% no ano e lidera o desempenho regional; setor de vestuário registra alta de 17,4% O comércio capixaba tem se destacado no cenário nacional. Entre janeiro e agosto de 2025, as vendas no Espírito Santo cresceram 4%, resultado quatro vezes superior à média do Sudeste (1,1%) e bem acima da média brasileira (1,6%). O estado liderou o desempenho na região, à frente de Minas Gerais (1,5%), São Paulo (0,8%) e Rio de Janeiro (-2%). O levantamento do Connect Fecomércio-ES, elaborado com base na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, mostra que o maior impulso veio do segmento de tecidos, vestuário e calçados, que apresentou um crescimento expressivo de 17,4% no período. De acordo com André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o desempenho reflete a vitalidade do setor e o dinamismo das empresas locais. “O comércio capixaba tem mostrado consistência no crescimento, sustentado pela recuperação da renda das famílias, pela confiança do consumidor e pela modernização das estratégias de vendas”, afirmou. Setor mantém ritmo acima da média nacional Spalenza ressalta que o Espírito Santo vem mantendo resultados acima da média nacional há vários meses, o que demonstra uma estrutura empresarial sólida e resiliente. No ranking brasileiro, o estado aparece em 6º lugar no crescimento do volume de vendas do varejo. Além do setor de vestuário, outros segmentos também tiveram desempenho positivo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: +11,8% Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: +5,1% Móveis e eletrodomésticos: +4,3% Hipermercados e supermercados: +2,5% Mesmo com uma leve retração em agosto (-1,2%), os números confirmam o vigor do setor e reforçam as expectativas de um fim de ano aquecido, com a Black Friday e o Natal impulsionando as vendas. Varejo ampliado também avança No varejo ampliado — que inclui veículos, motocicletas, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo — o Espírito Santo também apresentou resultado acima da média: +2,2% no acumulado do ano, frente a -0,4% no Brasil e -0,8% no Sudeste. O destaque foi o atacado de alimentos e bebidas, com crescimento de 23,4%, o melhor desempenho desde 2022. “O Espírito Santo tem conseguido conciliar expansão com sustentabilidade financeira, o que o posiciona como líder regional em competitividade varejista”, completou Spalenza. Inovação e proximidade com o cliente Para o empresário Édson Wander de Souza, sócio-diretor do Grupo Prenda Shop, a inovação tem sido decisiva para manter bons resultados. “Mesmo com um mercado mais estável, temos investido em marketing digital, treinamento e fidelização, com estratégias como o cashback, que estimula o cliente a voltar. Essa recompra contínua cria vínculo e diferencia o comércio físico da concorrência digital”, destacou. A prática do cashback tem se consolidado como tendência no varejo urbano, fortalecendo o relacionamento de longo prazo entre lojistas e consumidores. “Essa tendência mostra que, mesmo em um cenário desafiador, é possível estimular o consumo de forma estratégica. O cashback gera previsibilidade nas vendas e fortalece a fidelização”, avaliou Spalenza. A pesquisa completa pode ser consultada no site portaldocomercio-es.com.br. Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES, integrante da Confederação Nacional do Comércio (CNC), representa mais de 405 mil empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e 652 mil empregos. Com mais de 30 unidades e presença em todos os municípios capixabas, a federação atua por meio do Sesc-ES, Senac-ES e Instituto Fecomércio. O projeto Connect é uma iniciativa da Fecomércio-ES em parceria com a Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Ação pela Cidadania leva serviços e lazer a mais de 10 mil pessoas em Cariacica
Mais de 10 mil pessoas participaram, neste sábado (8), de mais uma edição do Circuito Cultural e Turístico Ação pela Cidadania – Estado Presente em Defesa da Vida, promovido pelo Governo do Estado no Parque O Cravo e a Rosa, em Cariacica. O evento reuniu cerca de 90 serviços gratuitos nas áreas de saúde, cidadania, assistência social, cultura, segurança pública e lazer, beneficiando moradores de todas as idades. O governador Renato Casagrande destacou o caráter social do programa: “A Ação pela Cidadania integra o Programa Estado Presente, que vai além da atuação policial. É também um esforço de inclusão e de oferta de serviços públicos essenciais. O Estado não é apenas polícia, é também saúde, infraestrutura e educação.” O circuito é uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Casa Civil, e o ES Convention & Visitors Bureau, com apoio da Prefeitura de Cariacica. Mais de 600 profissionais participaram da mobilização. Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Abreu, essa foi “a maior ação da história do Espírito Santo”, unindo cultura, turismo e cidadania em um mesmo espaço. Entre os serviços oferecidos, houve vacinação contra diversas doenças, testes rápidos, consultas oftalmológicas, emissão de documentos civis e trabalhistas, atendimentos jurídicos gratuitos, orientações de saúde e inscrições em cursos do QualificarES. A estrutura contou ainda com Delegacia Móvel, carreta do Programa Pet Vida para castração e microchipagem de animais, corte de cabelo gratuito, renegociação de dívidas e substituição de lâmpadas por modelos de LED. O evento também teve apresentações culturais, exposições das forças de segurança e estrutura acessível com intérpretes de Libras, consolidando-se como um dia de cidadania, inclusão e lazer para a população capixaba.
João Gualberto – “Urupema”
Boa parte da ação de Urupema se passa na fazenda que pertence aos avós da menina que narra a história. Urupema é o nome de um extraordinário romance de Andréia Delmaschio, publicado recentemente, vencedor do prêmio Carolina Maria de Jesus, do Ministério da Cultura, para literatura produzida por mulheres de 2023. É mais um trabalho que atesta o argumento que venho sustentando em vários artigos publicados neste espaço, de que no Espírito Santo se produz uma literatura de alta qualidade. Basta ler Urupema para termos certeza disso. Entretanto, não me sinto confortável para realizar uma análise do conteúdo literário da obra, por isso me atenho às dimensões sociológicas do trabalho. Tenho tentado – os que seguem meus artigos são testemunhas disso – levantar, através da boa literatura que se faz no Espírito Santo, os fragmentos da construção do nosso imaginário social, no qual as dimensões do político são sempre muito importantes. Boa parte da ação de Urupema se passa na fazenda que pertence aos avós da menina que narra a história. A personagem, logo no início da trama, é apresentada assim: “Férias na fazenda já eram aventura de sobra para a criança cerceada que eu era, o ano inteiro gasto entre a pequena casa de tábuas, ao pé do mangue, e a escola periférica, no alto do morro mais pobre no bairro pobre.” Não se trata, portanto, de uma história que se passa no interior das classes capixabas mais ricas. É, antes, pelo contrário, um mergulho no mundo daqueles que abandonaram a vida no campo para viver o dia a dia das periferias da nossa região metropolitana. Em outros romances já apresentados aqui podemos ver o mundo rural capixaba, que tão bem conheço da minha infância nos anos 1950 e 1960, como em O Menino; ou então a dura vida da periferia da Grande Vitória, como nos contos reunidos em A última Noite ou no romance Aninhanha, todos do grande escritor Pedro J. Nunes. Em Urupema, o recurso narrativo utilizado por Andréia Delmaschio é muito original. Nele a periferia, suas feiuras a agruras estão muito próximas do mundo rural, visitado pela narradora em sua infância, mais exatamente no Patrimônio do Ouro e na Vila do Quinze, na região Norte do Espírito Santo. Assim, lá pelo auge da ditadura militar, vemos a coexistência desses dois mundos, embora o começo da história se passe justamente nos anos 1950 e 1960. Essa fusão e transição de dois mundos nos dão pistas importantes para entender como uma espécie de longa duração, na tradição historiográfica francesa, se deu entre o universo da roça e da cidade, na modernização industrial conservadora que tivemos na época. A total ausência de políticas públicas por parte das autoridades capixabas para acolher esses deserdados do campo explica muito das mazelas trazidas pela violência, pelo autoritarismo e pela continuidade das desigualdades vindas do campo. O livro não fantasia e nem romantiza o mundo rural, lá onde está fincada a colonização europeia do século XIX dos italianos, personagens da história, como os avós paternos da menina. Ali também se fundem a maldade, o preconceito e a discriminação, muitas vezes típicos desses personagens históricos. É muito bem construída a forma como a perversidade machista desse avô paterno se mostra a todo momento. Mau marido, mau pai, mau vizinho, nazifascista. O personagem não deixa que pensemos que tudo o que vem da roça é ingênuo e puro, como muitas vezes se constrói na fantasia urbana. A grande diferença entre os dois mundos vividos pela menina no romance é a coesão social: “É provável que a minha pequena família, já nessa época migrada para a cidade há uma década, fosse bem mais despossuída que aquelas outras, dos meus parentes, mesmo os mais pobres, porque eles viviam todos integrados a uma comunidade coesa, na qual grande parte dos serviços e bens era compartilhada e realizada conjuntamente. Antes de tudo, eles tinham uns aos outros.” Quanto à vida na cidade maior, é tudo muito mais duro: “Os festejos religiosos, único tópico em que nossos pais aparentavam plena concordância, formaram um capítulo especial no grosso livro dos constrangimentos públicos que nos eram impostos pela mais singela ignorância e farta insensibilidade do casal. A nossa assídua participação neles expunha com imodéstia uma espécie de triunfo dos desejos estéticos e de socialização daqueles dois caipiras suburbanizados.” Na família, que vive na periferia da Grande Vitória, onde parece que a paz e a felicidade estavam sempre ausentes, tem destaque a história de um menino particularmente perverso, ligado a toda uma simbologia de violências. Nada vou adiantar de sua participação na trama de Andréia Delmaschio, para não tirar do leitor o desejo de ler essa obra, que engrandece a nossa literatura e é mostra do vigor intelectual das mulheres que escrevem em nosso estado. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Semana na Grande Vitória: céu carregado nos primeiros dias e sol firme a partir de quarta
A região da Grande Vitória inicia esta segunda-feira sob um cenário de transição climática — com sol tímido e céu encoberto, as condições não prometem maior estabilidade até meados da semana. Os alertas meteorológicos permanecem ativos, exigindo atenção especial da população para possíveis quedas de temperatura e instabilidades pontuais. A partir de quarta-feira, a previsão aponta para mudança de padrão: o céu clareia, o sol ganha protagonismo e as máximas sobem, promovendo ambiente mais propício para atividades ao ar livre, passeios e programas fora de casa. Ainda assim, o fim de semana reserva possibilidade de pancadas de chuva — o que reforça a importância de acompanhar as atualizações meteorológicas. Detalhamento por dia Segunda-feira (10/11) Um pouco de sol pela manhã, evoluindo para céu predominantemente nublado ao longo do dia. A mínima estimada para a manhã é de 19 °C, com máxima próxima a 25 °C. Posiciona-se como dia de transição, exigindo atenção sobretudo quanto ao vestuário e possíveis áreas de instabilidade. Terça-feira (11/11) Céu com nuvens baixas se mantendo durante a maior parte do dia. A mínima prevista gira em torno de 17 °C, e a máxima chega próxima de 26 °C. Ainda se recomenda cautela com o declínio térmico nas primeiras horas do dia. Quarta-feira (12/11) O dia marca a virada: sol abundante, céu mais limpo e melhor condição para atividades externas. Mínima da manhã em torno de 18 °C e máxima aproximada de 27 °C. Uma janela mais favorável se abre para lazer e deslocamentos. Quinta-feira (13/11) Predominantemente ensolarado, com mínima estimada de 19 °C e máxima aproximada de 30 °C — a maior da semana até o momento. Dia ideal para programas ao ar livre ou aproveitar o clima mais estável. Sexta-feira (14/11) Ainda com sol em destaque, embora com aumento de nuvens. As temperaturas variam entre mínima de 21 °C e máxima de cerca de 29 °C. O fim da semana se aproxima com clima propício, porém com leve atenção ao céu que já antecipa variações. Sábado (15/11) Retorno de instabilidade: a previsão indica máxima na casa de 27 °C e mínima de 21 °C, com possibilidade de algumas pancadas de chuva. Para quem tem compromissos externos, convém planejar alternativa ou monitorar atualizações meteorológicas de última hora. Domingo (16/11) Máxima estimada em torno de 27 °C, mínima de aproximadamente 22 °C, com chance de uma pancada de chuva ao longo do dia. Um fim de semana com alerta para quem pretende atividades ao ar livre — melhor confirmar o tempo antes de sair.
Editorial | Quando a ciclovia vira pista: o uso das bikes elétricas e o risco que cresce nas orlas capixabas
A cena é cada vez mais comum nas orlas do Espírito Santo: ciclovias que antes eram espaços de lazer, convivência e esporte se transformaram, em pouco tempo, em vias de alta velocidade. O motivo tem nome e motor: as bicicletas elétricas. O avanço desse tipo de veículo é natural. Sustentável, prático e silencioso, ele representa uma alternativa moderna à mobilidade urbana tradicional. Mas a transição aconteceu rápido demais — e o que nasceu como solução está se tornando um problema cada vez mais grave. Em pontos movimentados da Grande Vitória, como a orla de Vila Velha, a Curva da Jurema e a Praia de Camburi, em Vitória, o cenário é o mesmo: pedestres, muitas vezes com pouca mobilidade, correndo risco ao atravessarem o espaço onde as bicicletas passam a 30, 40 ou até 50 km/h. Não há emplacamento, não há exigência de habilitação e, em grande parte dos casos, quem pilota é um adolescente apressado a caminho da escola ou um trabalhador tentando não se atrasar. O resultado é previsível e preocupante. As ciclovias nasceram para outro propósito. Eram destinadas ao uso mais “tranquilo”, à bicicleta convencional, movida pelo esforço físico e limitada pela velocidade das pernas humanas. Hoje, viraram corredores de transporte urbano, usados como atalhos por quem se desloca com pressa no dia a dia. A cidade não acompanhou essa mudança, e a falta de regulação adequada expõe um conflito silencioso entre a mobilidade elétrica e a segurança dos pedestres. Casos recentes de atropelamentos — como o de uma idosa em Vitória e de um idoso em Vila Velha, ambos amplamente comentados na imprensa e nas redes sociais — mostram que o problema já é real. Não se trata de demonizar a bike elétrica. Pelo contrário: cada bicicleta é, em tese, um carro a menos nas ruas e uma contribuição à redução da poluição. Mas é preciso reconhecer que, sem regras claras, o que é ecologicamente correto pode se tornar socialmente perigoso. O tema, aos poucos, começa a entrar na agenda do poder público. Em maio deste ano, a Câmara de Vitória aprovou o Projeto de Lei nº 144/2025, conhecido como “Bike Legal”, de autoria do vereador Aylton Dadalto (Republicanos). A proposta estabelece diretrizes específicas para o uso de bicicletas elétricas em vias públicas, ciclovias e calçadas, com o objetivo de garantir mais segurança e organizar o trânsito. “Não queremos proibir nada — queremos organizar”, afirmou o autor do projeto, ao defender a medida. A capital capixaba, portanto, dá um passo importante na tentativa de adaptar suas regras a uma realidade que já está nas ruas. No plano federal, a discussão também avança. No Senado, o capixaba Fabiano Contarato (PT-ES) tem sido uma das vozes mais ativas em defesa de uma legislação mais moderna e segura para o trânsito urbano, com atenção especial à mobilidade elétrica. Há projetos em tramitação que buscam definir parâmetros de potência, velocidade máxima e equipamentos obrigatórios para bicicletas elétricas, além de propostas que ampliam a responsabilidade dos municípios sobre fiscalização e campanhas educativas. Ainda que caminhem lentamente, essas iniciativas indicam que o Brasil começa a olhar para o tema com a seriedade necessária. O desafio, portanto, não é proibir, mas conscientizar e disciplinar. Limites de velocidade precisam ser discutidos. Campanhas educativas, fiscalização e até adaptações no desenho urbano das ciclovias devem entrar no debate. É preciso agir antes que as orlas, símbolo de convivência e bem-estar, se transformem em territórios de risco. A discussão é urgente — e inadiável. Porque a mobilidade do futuro precisa ser limpa, sim. Mas também precisa ser segura.
A história do restaurante que desafiou padrões e mudou a gastronomia do Espírito Santo
Da ousadia à plenitude: Bárbara Verzola, Pablo Pavón e Marly Farah celebram 15 anos do Soeta e revisitam as lições de uma trajetória pioneira Em 2010, quando os chefs Bárbara Verzola e Pablo Pavón e a administradora Marly Farah abriram o Soeta, a proposta parecia ousada demais para o cenário gastronômico de Vitória. Um restaurante de vanguarda, com menu degustação de 30 etapas, em uma época em que muitos clientes ainda perguntavam se havia rodízio. Dezesseis anos depois, o Soeta não apenas sobreviveu à própria ousadia — transformou-se em referência de persistência, identidade e maturidade. Um nome com origem afetiva O nome do restaurante nasceu antes mesmo da parceria. “Soeta” significa coruja em dialeto vêneto, apelido carinhoso que o pai de Bárbara usava quando ela era criança. Formada em Direito, ela sempre soube que seu destino estava na cozinha. Durante uma temporada na Espanha, fez amizade com Pablo, então cozinheiro do lendário El Bulli, e o convidou a participar de um sonho que começava a tomar forma. “Quando voltei para o Brasil, já tinha o projeto e o nome. O restaurante estava em obra. O Pablo resolveu sair do El Bulli depois de cinco anos e topou vir ajudar. A ideia era ficar três meses, curtir o verão… e ele acabou ficando”, lembra Bárbara. Os primeiros anos: paixão e aprendizado O início foi movido pela paixão — e também pela inexperiência. “Éramos três pessoas apaixonadas pela profissão, mas que nunca tiveram um negócio”, recorda Bárbara, referindo-se a ela, Pablo e Marly Farah. “O Soeta nasceu do amor pela cozinha, e só depois virou um empreendimento. Esse foi um erro que nos ensinou muito.” Pablo lembra da energia daquele começo. “A gente chegou com uma inspiração enorme, achando que ninguém podia nos parar. Viemos com vontade de fazer diferente, e fizemos. Trouxemos uma proposta que Vitória não conhecia.” Entre prêmios e realidade Nos primeiros anos, o Soeta chamou atenção de críticos e revistas especializadas. Vieram prêmios, participações em eventos e até pop-ups em São Paulo. Mas, à medida que o reconhecimento crescia, Bárbara e Pablo perceberam que o verdadeiro desafio era sustentar um projeto autoral em uma cidade com público ainda em formação. “Chegamos a pensar em mudar, mas entendemos que nosso lugar era aqui. Queríamos viver disso e viver bem. Hoje nosso trabalho é para o cliente ficar feliz, não para jurados de premiação”, afirma Bárbara. “A comida deixou de ser um manifesto. Passou a ser um prazer.” A cozinha em transformação O tempo trouxe uma nova filosofia: menos conceitos e mais sabor. “Hoje só fazemos comida gostosa. A gente quer que a pessoa coma e saia feliz. Se já existe algo parecido, tudo bem — o importante é ser bom”, diz Pablo. Eles também passaram a equilibrar criatividade e praticidade. “Aprendemos que não adianta usar um queijo maravilhoso de Venda Nova se não temos como buscá-lo duas vezes por semana. Hoje priorizamos produtos bons, mas com entrega garantida. Isso é o que sustenta um restaurante”, acrescentou. A busca por uma culinária acessível e afetiva virou parte da identidade do Soeta. “Queremos que as pessoas tenham prazer em vir. Não dá para agradar só os 2% que têm vivência gastronômica”, resume Bárbara. Desafios e potencial capixaba Os chefs veem no Espírito Santo um potencial imenso para o turismo gastronômico — ainda pouco explorado. As experiências com turistas reforçam essa percepção. “Uma cliente de Curitiba ficou encantada e disse: ‘Como ninguém fala dessa cidade?’”, conta Pablo. “As pessoas se surpreendem com Vitória, com a qualidade da comida, com a hospitalidade.” Marly Farah acrescenta que, no Soeta, já ocorreram inúmeras iniciativas voltadas a levar o Espírito Santo para o Brasil e para o mundo. “Foi assim desde o início — o Soeta nasceu com essa força, com esse sonho de quebrar paradigmas e de criar um restaurante não só para Vitória, mas para o mundo. Fomos muito bem-sucedidos nisso. Depois, fomos amadurecendo o trabalho e a proposta gastronômica, olhando também o restaurante como um negócio, e não apenas como um sonho — fazendo todos os ajustes necessários até chegarmos à proposta de hoje”, lembrou. Temos o projeto Soeta Recebe, existente desde o início do restaurante. É um calendário anual em que convidamos chefs renomados de todo o Brasil para cozinharem com a Bárbara e com o Pablo. Nesse projeto, já passaram praticamente todos os grandes chefs do país. E ele é uma oportunidade incrível, porque sempre que trazemos esses chefs, apresentamos o Espírito Santo a eles — levamos, quando há tempo, às montanhas, às paneleiras, à Ilha das Caieiras, para conhecerem a nossa cultura”, acrescentou. Um time que cresceu junto Parte do segredo da longevidade do Soeta está na equipe. “Temos funcionários com 10, 15 anos de casa. É um orgulho ver que o salão e a cozinha cresceram junto com a gente”, diz Bárbara. “Hoje somos uma empresa sólida, com pessoas realizadas.” Depois de anos vivendo intensamente o restaurante, Bárbara e Pablo encontraram equilíbrio. “Passamos seis anos vivendo só para o Soeta. Depois percebemos que havia mais na vida. Antes, sair um prêmio era felicidade. Hoje, estar bem e ter tempo também é”, reflete Bárbara. Pablo complementa: “A experiência na Espanha me fez entender que o sonho é importante, mas a tranquilidade é essencial. A gente abriu o Soeta sem dinheiro, mas com coragem. E construímos algo que nos enche de orgulho.” O sabor da permanência Dezesseis anos depois, o Soeta segue fiel à sua essência. Não é mais um restaurante de vanguarda, mas um espaço de criação contínua, onde cada prato carrega um pouco da história dos dois chefs e da cidade que escolheram para chamar de casa. “Nosso sonho hoje é simples: restaurante cheio, cliente feliz e a certeza de que estamos fazendo o que amamos”, resume Bárbara. O amor por Vitória Capixaba, Bárbara foi a responsável por promover a união dos três sócios no projeto em Vitória. “Em alguns momentos, até nos questionamos sobre caminhos e possibilidades, mas tudo só fez sentido aqui. O Soeta, em Vitória,
Jacaraípe terá primeira edição de festival gastronômico com opções a partir de R$ 15
Jacaraípe Gourmet acontece nos fins de semana de 14 a 16 e 21 a 23 de novembro, reunindo 17 estabelecimentos, entre restaurantes, docerias e sorveteria O balneário de Jacaraípe se prepara para receber a 1ª edição do Jacaraípe Gourmet, festival que vai transformar o destino em um roteiro de sabores, experiências e boa música. O evento acontece nos fins de semana de 14 a 16 e 21 a 23 de novembro, reunindo 17 estabelecimentos locais em uma celebração à gastronomia, entre restaurantes, docerias e sorveteria, com opções a partir de R$ 15. Cada estabelecimento participante criou uma receita exclusiva especialmente para o festival. Há opções individuais e também para compartilhar. Uma outra novidade é o Bustour gastronômico, um passeio gratuito pelos restaurantes, com paradas de cinco minutos em cada local e um guia apresentando curiosidades sobre a região, os pratos e os pontos turísticos de Jacaraípe. Entre as opções do roteiro, há criações que valorizam ingredientes locais e exploram novas combinações. As versões reduzidas custam a partir de R$ 35. No Restaurante Dona Nete, por exemplo, o destaque é a Puxada de Rede, com lagostim, lula, polvo e camarão servidos sobre milho de canjica. Já o Sargo apresenta a Moqueca no Espeto, reinvenção do clássico capixaba com purê de banana-da-terra e farofa panko. No Catuá Restaurante, por sua vez, a Paella Sabores Catuá traz uma mistura de frutos do mar, lombinho de porco e cubos de frango cobertos por camarão VM, tentáculos de polvo e lambretas gratinadas com creme de aipim. O Rei do Mariscoaposta na tradicional Casquinha de Siri Gratinada, e o Recanto Miramar serve a Moqueca de Cação, com pirão e moquequinha de banana-da-terra. Outros destaques incluem o Torresmo Praiano da Casa do Torresmo, o Príncipe do Mar do Cabana do Luiz, o Bacalhau do Coco do Delícias do Coco, o Beachs Surf and Turf do Beach’s Hamburgueria e Gastrobar e o Encontro das Águas do Bar do Mineiro. Entre as opções doces, o público vai poder se deliciar com o Avalanche de Chocolate (40 Sabores), o Merengue Roll (Suspiraria Sonhos de Maria) e a Fatia do Amor (Tatah Doceria Gourmet), todas com versões especiais de degustação a R$ 15. Além da boa gastronomia, o 1º Jacaraípe Gourmet contará ainda com música ao vivo em todos os estabelecimentos participantes e hospedagens parceiras para quem deseja pernoitar e aproveitar melhor a região. O evento é uma realização da ACEBAJ (Associação Comercial do Balneário de Jacaraípe), em parceria com o Instituto Panela de Barro e o Sebrae-ES. Confira os estabelecimentos e pratos a serem servidos no 1º Jacaraípe Gourmet! 40 Sabores Avalanche de Chocolate – Feito com petit gâteau, ganache de chocolate e mix de frutas cítricas + picolé de sabor à escolha. Na versão degustação, acompanha 01 bola de sorvete à escolha do cliente no lugar do picolé. Valor: Prato do Festival – R$35 | Degustação individual – R$ 15 Tatah Doceria Fatia do Amor – Fatia de bolo Red Velvet com massa leve e saborosa, recheada com mousse de cream cheese, geleia de Frutas vermelhas artesanal e um cremoso brigadeiro de ninho. Acompanha um toque extra de calda. Valor: Degustação individual – R$ 15 Suspiraria Sonhos de Maria Merengue Roll – Roll de suspiro com chantininho e geleia de frutas vermelhas. Valor: Degustação individual – R$ 15 Dona Nete Puxada de Rede – Uma combinação entre lagostim, lula, polvo e camarão, servidos com um toque surpreendente: o tradicional arroz cremoso dá lugar a um delicioso milho de canjica. Valor: Prato Festival R$179,90 (serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação Individual – R$35 Bar do Mineiro Encontro das Águas – Porção mista de pastel de camarão cremoso e bolinho de tilápia crocante. Valor: Prato Festival – R$ 44,90 (serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação individual – R$ 35 Sargo Moqueca no Espeto – O sabor da moqueca capixaba reinventado. Espeto de camarão e cação ao molho de moqueca, servido com purê de banana-da-terra, farofa panko e vinagrete. Valor: Prato Festival – R$89 (serve 1 pessoa) | Degustação Individual – R$35 Delícias do Coco Bacalhau do Coco – Uma combinação entre arroz, lombo de bacalhau, pimentões vermelho e amarelo, azeitonas, cheiro verde, tomate, cebola, alho, lascas de coco grelhado e azeite. Valor: Degustação Individual – R$35 Beach’s Hamburgueria e Gastrobar Beachs Surf and Turf – Polvo grelhado e bife ancho acompanhado de tomate recheado com creme de queijo, bacon e queijo minas, molho chimichurri, maionese de limão siciliano e torradas. Valor: Prato Festival – R$275 (Serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação Individual – R$35 Berro D’Água Ceviche – Ceviche de peixe branco acompanhado de chips de banana da terra. Valor: Degustação Individual – R$35 Cabana do Luiz Príncipe do Mar – Risoto cremoso de alho-poró com camarão e parmesão defumado, acompanhado de camarões VG empanados, crocantes por fora e recheados com muito catupiry. Para completar, banana chips artesanal feita na casa. Valor: Prato Festival – R$199,90 | Degustação Individual – R$35 Casa do Torresmo Torresmo Praiano – Purê de aipim com manteiga e queijo, acompanhado de um delicado confit de camarões, finalizado com lascas crocantes de barriguinha. Valor: Degustação Individual – R$35 Catuá Paella Sabores Catuá – Elaborada com polvo, siri desfiado, camarões, lombinho de porco e frango em cubos, traz ingredientes levemente salteados na manteiga e servidos sobre um delicioso arroz paella, preparado com ingredientes frescos e cheios de sabor. Finalizada com ervilhas salteadas, camarões VG, tentáculos de polvo e lambretas gratinadas com creme de mandioca e queijo especial. Valor: Prato Festival – R$289 | Degustação Individual – R$35 Encontro Pizzaria Tentação de Camarão – Camarão cremoso feito com creme de aipim, catupiry e muito queijo gratinado, servido com arroz. Valor: Prato Festival – R$149,90 (Serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação Individual – R$35 Rei do Marisco Casquinha de siri gratinada – Uma tradição caiçara que combina a delicadeza da carne de siri ao molho branco com a crocância de uma cobertura perfeitamente gratinada com queijos especiais. Acompanha farofa e vinagrete. Valor: Degustação Individual – R$35 Pizzaria e Restaurante Surf Lasanha de Camarão – Camadas de massa fresca intercaladas com um cremoso molho de camarões, catupiry e queijo derretido. Valor: Prato Festival – R$102,30 (Serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação Individual – R$35 Santuzzi Paella – Uma versão
Bodytech amplia presença no Espírito Santo com unidades em Cariacica e na Serra
Rede consolida atuação no mercado capixaba com a inauguração das academias Bodytech Mestre Álvaro e Bodytech Moxuara, reforçando seu posicionamento no segmento de bem-estar de alto padrão. A Bodytech, referência nacional em academias Premium, expande sua atuação no Espírito Santo com a abertura de duas novas unidades localizadas nos shoppings Mestre Álvaro (Serra) e Moxuara (Cariacica) — ambos empreendimentos do Grupo Sá Cavalcante. As inaugurações estão previstas para novembro de 2025, com a Bodytech Mestre Álvaro abrindo as portas no dia 18 e a Bodytech Moxuara no dia 25, marcando uma nova etapa da marca no estado. Com quase 100 unidades em operação no país, a Bodytech é reconhecida por unir tecnologia, excelência em atendimento e ambientes inspiradores, oferecendo experiências completas e personalizadas. A expansão reforça o propósito da rede: “transformar histórias através do movimento”, conectando saúde, bem-estar e performance. “Nossas academias estão de cara nova para oferecer uma experiência única. Com equipamentos modernos, ambientes renovados e iluminação aconchegante, a rotina de treinos será ainda mais eficiente e prazerosa. Expandir a Bodytech no Espírito Santo é reafirmar nosso compromisso com o bem-estar e a qualidade de vida”, destaca Paulo Pereira, presidente da Sá Investimentos. Transição estratégica e fortalecimento da marca As novas unidades também representam a transição das antigas academias Fórmula para Bodytech, em um movimento estratégico que busca consolidar a presença da marca no Espírito Santo e oferecer ao público uma experiência mais sofisticada e completa. A mudança reforça a sinergia entre as empresas do Grupo Sá Cavalcante e o foco em investimentos em setores de alto potencial de crescimento. Ambientes inovadores e modalidades exclusivas Com infraestrutura de alto padrão e múltiplas modalidades inclusas em uma única mensalidade, as novas Bodytech chegam com a proposta de entregar mais valor e conveniência. Entre os destaques, o Pilates ganha protagonismo como uma das modalidades mais procuradas, reconhecida pelos benefícios à força, flexibilidade e postura. As academias também contarão com Bike Studio para aulas de indoor cycle e cycle moove, além de espaços de cafeteria e coworking, promovendo integração entre bem-estar, convivência e estilo de vida urbano. Um novo padrão de experiência fitness Com design moderno e ambientes projetados para inspirar conforto e motivação, as unidades Bodytech Mestre Álvaro e Bodytech Moxuara consolidam a marca como símbolo de aspiração e qualidade de vida. Mais do que academias, são Health Clubs completos, planejados para oferecer uma experiência de bem-estar que une movimento, tecnologia e propósito.
Findes articula parcerias entre empresas capixabas e profissionais refugiados
A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) está ampliando seu papel social ao promover a inclusão produtiva de migrantes e refugiados no mercado de trabalho capixaba. Nesta terça-feira (4), o Conselho Temático de Responsabilidade Social (Cores) da instituição recebeu representantes do Exército Brasileiro de Roraima para apresentar o programa Operação Acolhida, iniciativa do Governo Federal voltada à acolhida, capacitação e interiorização de refugiados e migrantes, especialmente venezuelanos. O encontro reuniu empresários e lideranças do setor produtivo para conhecer as oportunidades de contratação de profissionais qualificados que hoje vivem em abrigos no Norte do país. A apresentação foi conduzida pelo chefe do Centro de Coordenação de Interiorização (CCI), coronel Paulo Eduardo Gressler da Rocha Paiva, e pelo chefe do Centro de Capacitação e Educação (CCE), tenente-coronel Otacílio Freire. “A Findes reafirma, com esta iniciativa, seu compromisso com o desenvolvimento social e econômico do Espírito Santo, reconhecendo o papel fundamental do Exército Brasileiro na condução de ações humanitárias que promovem dignidade, cidadania e integração socioeconômica”, destacou o presidente da Federação, Paulo Baraona. Fabio Dias, gerente de Desenvolvimento e Competitividade da Indústria da FINDES e Coronel Paulo Eduardo Gressler da Rocha Paiva, chefe do Centro de Coordenação de Interiorização (CCI) da Operação Acolhida Parceria para inclusão e desenvolvimento A iniciativa integra as ações da Findes voltadas à conexão entre empresas e o programa Operação Acolhida, aproximando a demanda por profissionais qualificados das oportunidades de inclusão de migrantes e refugiados. O objetivo é unir estratégia econômica e impacto social, oferecendo mão de obra treinada e oportunidades de trabalho formal. Criada em 2018, a Operação Acolhida já abrigou mais de 181 mil migrantes e interiorizou mais de 154 mil pessoas em todo o país. No Espírito Santo, mais de 1.060 pessoas foram beneficiadas, sendo 820 contratadas por empresas locais — com destaque para os municípios de Linhares, Vila Velha, Vitória, Aracruz e Marechal Floriano. Capacitação e interiorização Coordenada pelo Exército Brasileiro, a Operação Acolhida atua em duas frentes principais: capacitação e interiorização. O Centro de Capacitação e Educação (CCE) oferece formações adaptadas às necessidades de cada grupo, que vão desde cursos de idioma e cidadania até treinamentos técnicos e profissionalizantes, em parceria com instituições como o SENAI. A Interiorização ocorre por quatro modalidades: • Reunificação familiar e reunião social, com acolhimento por familiares ou amigos; • Institucional, por meio de centros de integração; • Vaga de Emprego Sinalizada (VES), modalidade prioritária, em que o migrante é transferido já com emprego garantido, formalizado pela Declaração de Intenção Inicial das Partes (DIIP). Como as empresas podem participar As empresas interessadas podem aderir ao programa oferecendo vagas de emprego sinalizadas (VES) para migrantes e refugiados. O processo é gratuito, seguro e coordenado pelo Exército Brasileiro, com duração média de 45 a 90 dias. O fluxo inclui: Cadastro da empresa – preenchimento de formulário e perfil da vaga; Seleção e exames – entrevistas e avaliação médica; Revisão documental – conferência de dados e documentos; Fit for Travel – verificação de vacinas e aptidão para viagem; Logística – transporte e acompanhamento até a cidade de destino. As empresas participantes se comprometem a garantir alojamento e alimentação durante o primeiro mês de trabalho, facilitando a adaptação dos novos colaboradores. Resultados e impacto Desde 2018, mais de 28 mil migrantes foram interiorizados por meio de vagas de emprego, sendo 4,3 mil apenas em 2025. A cidade de Vila Velha está entre as que mais contratam no país. Empresas participantes destacam o comprometimento e a rápida adaptação dos profissionais, além do impacto positivo na cultura organizacional. A inclusão produtiva de refugiados tem se mostrado uma estratégia de sucesso, que alia propósito social, diversidade e fortalecimento dos negócios. Serviço Contato com a Operação Acolhida 📞 (61) 98294-6264 — TC Otacílio (Chefe do CCE) 📞 (95) 99165-0412 — Cel Paiva (Chefe do CCI) 📧 protocolo.opacolhida@defesa.gov.br 📲 Instagram: @opacolhida