Com estrutura moderna e proposta que une tecnologia, acolhimento e atendimento especializado, a Four Life Academia acaba de abrir as portas na Praia da Costa, em Vila Velha. O empreendimento é comandado pelo professor de Educação Física Rodrigo Nogueira Ramos e pelo sócio André Buzetti Furtado, engenheiro e mestre em logística. Depois de mais de 22 anos atuando no mercado fitness, Rodrigo decidiu tirar do papel o modelo de academia que sempre quis para trabalhar e treinar — um espaço voltado à transformação de pessoas em todas as fases da vida. O nome Four Life representa justamente esse conceito, inspirado nas quatro etapas da vida humana: infância, adolescência, vida adulta e maturidade. “Queremos que cada pessoa, independentemente da idade, gênero ou condição física, encontre na Four Life um espaço seguro e inspirador para viver melhor. Aqui, todos são bem-vindos — crianças podem treinar, mães podem se exercitar com seus bebês e idosos encontram suporte especializado. A Four Life é uma academia feita por pessoas e para pessoas”, afirma Rodrigo. Estrutura e diferenciais A Four Life reúne musculação e treinamento funcional em um único ambiente climatizado e acessível. O espaço conta ainda com sala kids com vidro panorâmico e monitora, sistema de segurança monitorado e equipamentos modernos com foco em biomecânica segura — como esteiras com inclinação de até 15% e aferição de Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) em cada estação. Outro diferencial é no cuidado com a saúde: a Four Life é a primeira academia do Espírito Santo com parceria privada de ambulância e possui desfibrilador (DEA), além de equipe treinada em primeiros socorros. Metodologias exclusivas A academia oferece aulas como: Four Ride: treino na esteira com variação de inclinação e controle de esforço Four Core: fortalecimento global do core Bike Indoor Four Kids (em breve): atividades para crianças a partir de 6 anos No relacionamento com profissionais, os personais não pagam taxa para acompanhar seus alunos e ainda recebem cashback por indicações. Espaço kids com monitora na Four Life Academia Atendimento humanizado como pilar Todos os alunos passam por avaliação física e acompanhamento contínuo, com treinos personalizados de acordo com histórico e objetivos. O corpo técnico é formado por profissionais e estagiários supervisionados. “A essência da Four Life está no equilíbrio entre tecnologia e cuidado, estrutura e afeto, ciência e empatia. Mais do que treinar, nossos alunos vivem uma experiência de pertencimento e superação”, completa Rodrigo. Próximas novidades O projeto prevê a ampliação do espaço com: – nova área para aulas coletivas – Four Kids e Bike Kids – coworking – barbearia – loja de suplementos – lanchonete – consultórios de nutrição e fisioterapia Four Life Academia 📍 Rua Henrique Moscoso, 322 – Praia da Costa, Vila Velha ⏱ Horário de funcionamento: Segunda a sexta: 5h às 23h Sábados: 8h às 18h Domingos e feriados: 7h às 13h 📲 Instagram: @fourlifeacademia
Professor do Ifes lança projeto infantil que une música, educação e lendas capixabas
O doutor em música e professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Ademir Adeodato lança nesta sexta-feira (31) o projeto “Bambicho: Canções para educar e brincar”, que chega com uma proposta de unir arte, educação musical e cultura popular voltada para crianças de 1 a 10 anos. A iniciativa reúne 12 músicas autorais disponíveis nas principais plataformas de streaming, 12 videoclipes animados que serão publicados no YouTube e um livro digital interativo com contos, propostas pedagógicas e atividades voltadas para crianças, famílias e educadores. Adeodato explica que as composições nasceram dentro de sala de aula, durante sua experiência com turmas da educação infantil: “Grande parte das composições foi criada dentro da sala de aula, a partir de projetos, materiais e atividades escolares. Nas minhas lições em creches e escolas de educação infantil, eu trabalhava temas como ritmo, cotidiano, educação ambiental e diversidade e, a partir desses momentos, surgia uma nova música. O projeto também se estendeu para o Instituto Federal, com treinamento para professores e gravações musicais no estúdio da instituição”, relata. O professor afirma que o repertório foi estruturado para ser uma ferramenta inclusiva, capaz de fortalecer a aprendizagem por meio da música, do movimento e da criatividade. Folclore capixaba e cultura popular O projeto também busca valorizar o folclore e as tradições brasileiras, incluindo lendas típicas do Espírito Santo. Em “Amigo Curupira”, a temática central é a educação ambiental. Já “Pássaro de Fogo” recria a lenda dos montes Mestre Álvaro, na Serra, e Moxuara, em Cariacica — símbolos da história capixaba. A canção narra a história dos índios Guaraci e Jaciara, apaixonados e aprisionados nas montanhas até serem libertados por um pássaro. “Existe uma lacuna na formação cultural dos capixabas em relação às lendas do nosso Estado, e a música ajuda a preencher esse espaço”, afirma Adeodato. Linguagem acessível, ritmos variados O trabalho passa por diferentes estilos musicais – do xote e baião ao rock, country e valsa – inspirados no repertório tradicional da infância. A proposta é estimular desenvolvimento motor, rítmico, cognitivo e emocional das crianças. “As composições têm raiz no repertório tradicional da infância e trazem consigo histórias, papéis sociais e valores que ajudam a criança a compreender o mundo de forma lúdica, além de conectá-las a aspectos culturais e emocionais”, destaca o professor. Personagens e valores humanos Os personagens de Bambicho carregam mensagens educativas. Em “Zé Camaleão”, o protagonista não muda de cor para se adaptar, mas sim colore o mundo — um convite à criatividade e à quebra de estereótipos. Em “Lagarta ou Borboleta”, a transformação ganha espaço como parte essencial da jornada, e não apenas o resultado final. Segundo Adeodato, o objetivo é trabalhar valores humanos e sociais de maneira sensível e acessível às crianças. Livro digital interativo O projeto inclui ainda um livro digital que aprofunda as experiências musicais. Cada capítulo apresenta a letra e cifra da música, explicações sobre os elementos sonoros e atividades criadas para cada faixa etária. O material permite, por exemplo, isolar instrumentos, brincar com jogos de memória e realizar exercícios rítmicos. “Cada capítulo é uma pequena jornada. A ideia é que qualquer pessoa, mesmo sem formação musical, possa interagir com as músicas e transformar esses momentos em experiências educativas e afetivas”, explica o professor. Uma versão impressa do livro também será lançada posteriormente. Serviço Lançamento: 31 de outubro Projeto: “Bambicho: Canções para educar e brincar” Conteúdo: 12 músicas autorais, 12 clipes no YouTube e livro digital interativo Plataformas: Spotify e YouTube Artista: Ademir Adeodato, doutor em música e professor do Ifes Nova Venécia Ficha Técnica Criação e Direção Geral – Ademir Adeodato Produção Musical e Arranjos – Shallon Beraldo e Ademir Adeodato Instrumentistas convidados – Michael Oliveira, Luiz Alfredo Santos, Uelge Adeodato, Davi Oliveira, Iago Valois, Diego Baco e Everaldo Pequeno Vozes – Ademir Adeodato Mixagem e Masterização – Shallon Beraldo Faixas Grilo Cirilo Zé Camaleão Zilda e Zelda (As Abelhinhas) Jabuti Titi Amigo Curupira Pássaro de Fogo Lagarta ou Borboleta Hora de Sonhar Banda dos Bichos Pequeno Beija-Flor Bom Dia e Boa Tarde Brincar de Dobrar Papel
Empresas que prosperam colocam vendas no centro da estratégia, defende palestrante do Act!on Experience 2025
Especialista em liderança comercial, Fábio Oliveira afirma que negócios bem-sucedidos são aqueles que estruturam o setor de vendas Por que alguns negócios crescem e se fortalecem enquanto outros fecham as portas? Para o especialista em vendas e liderança comercial Fábio Oliveira, a resposta está em um fator decisivo: vendas não podem ser apenas um departamento — precisam ser a base estratégica da empresa. Confirmado como palestrante do Act!on Experience 2025, que acontece nesta quarta-feira (29), em Vitória, Fábio participará de debates sobre as transformações tecnológicas que estão impactando empresas, organizações e o cotidiano das pessoas. Ele lembra que, segundo o IBGE, cerca de 60% das empresas brasileiras encerram atividades antes de completar cinco anos. Para o especialista, o número revela que estar no mercado não basta: é preciso ter um modelo de vendas sólido, capaz de gerar resultados previsíveis. “Enquanto a operação responde à demanda, o setor comercial é quem a estimula”, explica Fábio. “Quando essa lógica se inverte, o crescimento trava e o negócio se distancia do mercado”, completa. Com atuação como mentor de equipes de alta performance, ele destaca que vender não é apenas persuadir: envolve compreender pessoas, gerar valor e construir relações de confiança. “O foco em vendas não transforma só empresas, mas também as pessoas”, afirma. Para ele, em um cenário cada vez mais competitivo, com margens reduzidas e consumidores exigentes, prosperar exigirá das empresas uma mudança de mentalidade: “Quem entende que vender é o coração do negócio não apenas domina mercados — constrói o futuro com solidez e propósito”, conclui. Act!on Experience 2025 Marcando sua quarta edição, o Act!on Experience se consolida como um dos principais eventos de inovação do Espírito Santo. Totalmente gratuito, reúne profissionais, executivos, startups, representantes do poder público e da academia para discutir soluções e tecnologias como inteligência artificial, redes neurais, internet das coisas (IoT), business intelligence (BI) e analytics. O evento contará ainda com estandes, a primeira edição do Prêmio Destaques Act!on 2025 — que reconhecerá iniciativas de impacto no ecossistema capixaba — e a Rodada de Negócios Sebrae, das 8h30 às 12h30, voltada à geração de parcerias e oportunidades. Além de Fábio Oliveira, já estão confirmados os palestrantes Cristiano Oliveira, Denis Viríssimo, Marcelo Segatto e Vithor da Silva e Silva. Serviço | Act!on Experience 2025 📅 29 de outubro de 2025 (quarta-feira) ⏰ Das 8h às 18h 📍 Ilha Buffet – Vitória/ES 🎟️ Entrada gratuita Realização: Act!on e Assespro-ES ℹ️ Mais informações: action.org.es
Eric Grattz brilha e conquista dois títulos no Circuito Estadual de Base
O surfista capixaba também garantiu o 2º lugar na categoria Sub-16, em competição realizada em Conceição da Barra O talento de Eric Grattz, uma das principais promessas do surf capixaba, segue em alta. No último fim de semana, o atleta de apenas 13 anos conquistou dois títulos no Circuito HB de Surf de Base, vencendo as categorias Open e Sub-14. Eric ainda subiu ao pódio mais uma vez ao garantir o vice-campeonato na Sub-16, em uma performance dominante na Praia de Conceição da Barra. Cheio de confiança após o resultado, o jovem surfista comemorou as conquistas: “Obrigado a todos que estão juntos comigo nessa caminhada e nesse esporte que tanto amo”, disse Eric. O Circuito Estadual de Base é organizado pela Federação de Surfe do Espírito Santo (FESurf) e pela Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), com apoio da Prefeitura de Conceição da Barra, especialmente do secretário municipal de Esportes, Aroldo Paranaguá. A próxima etapa do Circuito HB de Surf de Base será anunciada em breve pelos organizadores.
Do laser ao colírio inteligente: tecnologia avança e transforma a saúde dos olhos no ES
Alta tecnologia já faz parte da rotina de diagnósticos e cirurgias oculares no Espírito Santo, trazendo mais precisão, segurança e qualidade de vida aos pacientes. A evolução é tão rápida que, recentemente, a FDA — agência reguladora dos Estados Unidos, equivalente à Anvisa — aprovou um colírio capaz de corrigir a vista cansada por até 10 horas, oferecendo alternativa temporária aos óculos de leitura. O Hospital de Olhos de Vitória (HOV) destaca que essa revolução já chegou ao Estado — e continua acelerando. “Estamos falando de precisão em nível microscópico. Hoje conseguimos planejar cada detalhe de uma cirurgia de catarata ou córnea com o apoio de exames de imagem e tecnologia, o que reduz riscos e acelera a recuperação”, explica o oftalmologista Dr. Renato Vieira Gomes, do HOV. Diagnósticos mais completos e precoces Antes mesmo da cirurgia, exames de alta definição se tornaram fundamentais para detectar doenças silenciosas que podem levar à cegueira — como glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. Entre os destaques estão: • OCT — tomografia de coerência óptica • Topografia de córnea — mapeamento detalhado da curvatura ocular Essas tecnologias permitem identificar alterações em estágios iniciais, aumentando as chances de tratamento eficaz. Cirurgias com mais segurança e previsibilidade Nos centros especializados, a tecnologia também está dentro das salas cirúrgicas: • Microscópios digitais • Mapeamentos de imagem 3D • Sistemas de planejamento computadorizado O laser de femtossegundo, já consolidado como referência mundial em cirurgias de córnea, segue em expansão no país — embora ainda não esteja disponível no HOV. Cada avanço reduz riscos e amplia o conforto no pós-operatório. Inteligência artificial e telemedicina já são realidade Além dos procedimentos cirúrgicos, novas tecnologias têm ampliado o cuidado contínuo, principalmente em doenças crônicas: • IA que compara exames ao longo dos anos • Alertas automáticos para mudanças no quadro clínico • Monitoramento remoto, com menos deslocamentos ao consultório Esses recursos ajudam a evitar a perda visual silenciosa, comum em enfermidades que evoluem sem sintomas claros. “São avanços que mudam o desfecho de muitas doenças oculares. Mas nada substitui o acompanhamento regular com o oftalmologista”, reforça o Dr. Renato Vieira Gomes. Futuro? Ele já está aqui Para o HOV, a saúde dos olhos está entrando em uma era de tratamentos personalizados, onde tecnologia e bem-estar caminham juntos. “Investir em inovação é investir em qualidade de vida. O paciente volta a enxergar melhor, com segurança, conforto e resultados cada vez mais previsíveis”, conclui o oftalmologista.
Projeto digitaliza e devolve à sociedade registros históricos da cultura capixaba
Reportagens produzidas entre 1976 e 1983, com registros da cena cultural durante a ditadura, serão disponibilizadas ao público Um conjunto raro de imagens que contam a história da cultura no Espírito Santo estará acessível ao público em breve. O projeto Memórias em 16mm – A cultura capixaba pelas lentes da TV Gazeta digitalizou reportagens realizadas entre 1976 e 1983, com registros de apresentações teatrais e musicais, exposições de arte, desfiles de carnaval, manifestações populares e cenas do cotidiano. O lançamento oficial será no dia 28 de outubro, às 9h, no Auditório da Rede Gazeta, em Vitória. No dia seguinte (29/10, às 19h), haverá uma segunda apresentação no Salão Rosa do CCJE/Ufes, no campus de Goiabeiras. A entrada é gratuita, sujeita à lotação, e ambos os eventos terão intérprete de Libras, legendas descritivas e acessibilidade arquitetônica. Acervo histórico preservado Os materiais, originalmente gravados em película 16mm, foram preservados pelo Arquivo Público do Estado do Espírito Santo e agora ganham vida no ambiente digital. O conteúdo ficará disponível para pesquisa e consulta no portal Midiateca Capixaba, plataforma oficial do Governo do Estado, após análise final da prestação de contas. Ao todo, 398 rolos de filme foram digitalizados. As reportagens reúnem entrevistas com nomes marcantes da cultura local e nacional, como Amylton de Almeida, Luiz Tadeu Teixeira, Maurício de Oliveira, Bernadette Lyra, Hermógenes Lima da Fonseca, Beth Caser, Martinho da Vila, Eva Wilma, Raul Seixas, Alceu Valença e Tom Zé. Também destacam o trabalho de jornalistas históricos da TV Gazeta, como Glecy Coutinho, Nilo de Mingo e Marisa Sampaio. Preservar para recontar a história O projeto é realizado pelas produtoras Interferências Filmes e Projetos e Garupa Filmes, selecionado pelo Edital de Memória e Preservação Audiovisual da Secretaria da Cultura (Secult) e Funcultura, com recursos do Ministério da Cultura e da Lei Paulo Gustavo. A iniciativa tem apoio da AARQES, do Departamento de Arquivologia da Ufes, parceria com o Arquivo Público do Estado e apoio institucional da Rede Gazeta. Para o produtor executivo Ricardo Sá, o trabalho se tornou uma “maratona da preservação”, envolvendo dezenas de profissionais ao longo de meses. “Ver o acervo preservado e acessível é testemunhar que o esforço de tantas mãos envolvidas se transformou em legado. Mais do que imagens e registros, entregamos à sociedade capixaba um pedaço vivo da sua própria história”, afirma. Técnica e memória caminhando juntas O processo de digitalização foi coordenado pelo idealizador do projeto e técnico audiovisual Lucas Bonini, com supervisão de conteúdo de Monica Nitz e pesquisa arquivística de André Malverdes. As películas foram escaneadas quadro a quadro em 2K, com recuperação de imagem e som, utilizando scanner sprocketless, tecnologia que evita danos em filmes fragilizados. “Muitos materiais não poderiam mais ser reproduzidos sem risco de perda irreversível. O cuidado com cada obra foi total, para prolongar sua vida sem apagar seus traços de origem”, explica Bonini. Com a conclusão do trabalho, o público – pesquisadores, estudantes, jornalistas e curiosos pela própria identidade cultural – poderá revisitar uma parte importante da memória capixaba, marcada pelo período da ditadura militar e pela expansão da cena cultural no Estado. SERVIÇO Lançamento do Memórias em 16mm 📅 28 de outubro (terça-feira) ⏰ 9h 📍 Auditório da Rede Gazeta – Monte Belo, Vitória (ES) Programação Abertura com realizadores e apoiadores Exibição do making of Lançamento do Catálogo Seletivo da Cultura Capixaba nos Telejornais (André Malverdes) Masterclass com Lucas Bonini e André Malverdes Apresentação do portal Midiateca Capixaba Apresentação do projeto na Ufes 📅 29 de outubro (quarta-feira) ⏰ 19h 📍 Salão Rosa do CCJE/ED2 — Ufes, Goiabeiras, Vitória (ES) Programação Exibição do making of Lançamento do catálogo Masterclass com Lucas Bonini e André Malverdes Entrada gratuita, por ordem de chegada, sujeita à lotação (90 lugares), com acessibilidade arquitetônica e comunicacional.
Morre Sérgio Bermudes, jurista capixaba de destaque nacional e referência no Direito Processual
Morreu nesta segunda-feira (27), aos 79 anos, o advogado Sérgio Bermudes, capixaba de Cachoeiro de Itapemirim e reconhecido como um dos maiores nomes do Direito Processual brasileiro. Ele estava internado no Rio de Janeiro e enfrentava complicações de saúde agravadas desde a Covid-19. Nascido em 1946, Bermudes se mudou ainda jovem para o Rio de Janeiro, onde formou-se em Direito em 1969. No mesmo ano, fundou o escritório que leva seu nome, hoje um dos mais prestigiados do país, com sedes em Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Sua atuação ultrapassou fronteiras, com estrutura de mais de 130 advogados e consultores, além de centenas de colaboradores e estagiários. Jurista de grande produção intelectual, Bermudes foi autor de ao menos 15 obras jurídicas e professor universitário por cinco décadas, com passagem por instituições como PUC-Rio, Universidade do Estado da Guanabara e Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas. Também integrou importantes entidades nacionais e internacionais de Direito Processual. Sua trajetória foi marcada por causas emblemáticas. Nos anos 1970, Bermudes atuou na defesa de Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog, e obteve o reconhecimento judicial de que ele foi assassinado pelo Estado durante a ditadura militar — um marco histórico para os direitos humanos no Brasil. Mesmo com carreira consolidada no cenário nacional, Sérgio Bermudes nunca se afastou de suas origens. Em janeiro de 2020, após as fortes enchentes que atingiram sua cidade natal, ele destinou R$ 1 milhão para auxiliar famílias e comerciantes de Cachoeiro de Itapemirim. Luto oficial Nas redes sociais, o governador do Estado, Renato Casagrande, lamentou a morte e anunciou luto oficial no Estado:”Lamento profundamente o falecimento do advogado e jurista capixaba, cachoeirense Sérgio Bermudes, referência nacional no Direito e orgulho para o nosso Estado.Em homenagem à sua trajetória, decretarei luto oficial de três dias em todo o Espírito Santo. Minha solidariedade à família, aos amigos e à comunidade jurídica.”
André Luis conquista o Slab Bodyboarding Contest no D2, em Vila Velha
Competição desafiou atletas em condições extremas nas bancadas de pedra da Praia da Costa Nem o vento forte, nem a chuva insistente, nem o mar revolto impediram o espetáculo no Slab Bodyboarding Contest 2025, realizado neste sábado (25), no famoso D2, na Praia da Costa, em Vila Velha. Em meio a condições consideradas entre as mais difíceis do Brasil, o capixaba Lucas Nogueira defendia o título, mas quem brilhou foi André Luis, de São João da Barra (RJ), que surpreendeu os favoritos e garantiu uma vitória histórica. A disputa reuniu 21 atletas de alto nível e foi ativada após monitoramento em tempo real das previsões de vento e ondulação. Mesmo com a expectativa de uma janela perfeita, o mar apareceu com potência extra: ondas pesadas quebrando diretamente sobre as pedras rasas, exigindo precisão técnica, coragem e controle emocional. Nas fases iniciais, nomes como Peter Alves e Fillipe Mathias abriram o campeonato com boas notas. Lucas Nogueira também avançou sólido. Mas já ali André Luis mostrava que vinha para brigar pelo título, acertando uma onda avaliada em 7,17 ao arriscar tudo na bancada. O destaque do round foi Renato Ribeiro (Arraial do Cabo/RJ), que cravou 8,33, a maior média da primeira fase. Com o mar ganhando força, os atletas foram direto para as semifinais. Na primeira, Henrique Andrade superou Lucas Nogueira e garantiu a vaga na final. Na segunda, Peter Alves venceu sua bateria e André Luis avançou em segundo — o suficiente para colocá-lo na grande decisão. A final foi um teste de bravura. Visibilidade reduzida, vento cruzado e séries pesadas tornaram cada tentativa arriscada. Lucas Nogueira chegou a assumir a liderança com uma excelente onda da série. Mas André Luis resolveu apostar nas ondas mais rasas e perigosas. A estratégia funcionou: em sua última manobra completa, conquistou a virada e o título. “Vencer aqui em Vila Velha é inesquecível. Condições bem difíceis, mas um campeonato incrível. Quero voltar na próxima edição”, comemorou André Luis (foto). Resultado Final – Slab Bodyboarding Contest 2025 (D2 – Vila Velha, ES) 1º André Luis — São João da Barra (RJ) 2º Lucas Nogueira — Vila Velha (ES) 3º Henrique Andrade — Vitória (ES) 4º Peter Alves — Vila Velha (ES) 🏅 Melhor Onda: Thiago Abul Muito além do esporte Além de reforçar Vila Velha como palco das ondas mais extremas do país, o evento também promove conscientização ambiental, com ações voltadas à preservação do litoral capixaba e valorização das formações rochosas que ajudam a moldar picos como o próprio D2 — parte do mesmo conjunto geológico que faz do Espírito Santo o líder nacional em exportação de rochas ornamentais. O Slab Bodyboarding Contest 2025 é organizado pelo Coletivo Slab BB e pelo atleta Thiago Abul, com apoio de parceiros e patrocinadores locais. Fotos: Andréa Faria, Romeritto Filmmaker, Eric Alvarenga, DroneVini_027 e News ES
Semana do Lixo Zero mobiliza estudantes e famílias em Vitória
A Semana do Lixo Zero ganhou reforço nesta sexta-feira (24) com a participação do Centro de Educação Ambiental (CEA) Pedra da Cebola na Mostra Cultural “O meu lugar, cuidar e preservar”, realizada na Emef Lenir Borlot, em Vitória. A ação integra o projeto Vitória Cidade Limpa, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que trabalha o tema resíduos sólidos durante todo o ano com escolas e comunidades da capital. Durante o evento, estudantes e familiares participaram de palestras e atividades lúdicas sobre consumo consciente, separação correta de resíduos e os impactos do descarte irregular. Entre os destaques esteve o “Jogo da Vida Sustentável”, que apresentou, de forma divertida, noções sobre tempo de decomposição dos materiais, compostagem e atitudes mais responsáveis no dia a dia. Ao envolver a comunidade escolar, o projeto busca ampliar a conscientização e incentivar mudanças de hábitos, contribuindo para uma cidade mais limpa e sustentável. Foto: PMV
João Gualberto – “Marapé”
Com a liberdade da ficção e os conhecimentos da história, grandes autores formam o tecido dessa teia que nos mostra as significações imaginárias sociais que nos enredam. Tenho tentado reunir, na boa literatura que se faz no Espírito Santo, elementos que nos mostrem como foi construído o nosso imaginário social e venho escrevendo sobre isso. Com a liberdade da ficção e os conhecimentos da história, grandes autores formam o tecido dessa teia que nos mostra as significações imaginárias sociais que nos enredam. Dentro dessa perspectiva, li recentemente um romance bastante interessante, do qual gostei muito. Trata-se de Marapé, de Levy Rocha, editado em 1978 por meio do então Ministério da Educação e Cultura. A leitura foi feita por indicação de meu amigo Francisco Aurélio Ribeiro, cujos conhecimentos em termos de literatura são excepcionais, um dos maiores conhecedores do que se produz nessa área em nosso estado, sendo ele próprio um autor muito respeitado. Levy Rocha, capixaba nascido em 1916 na região cenário do romance, São João do Muqui, foi casado com a importante educadora Anna Bernardes da Silveira. Ele passou a infância no arraial de São Felipe, sendo o relato produto de suas recordações e vivências. Eu gosto muito de analisar esse tipo de literatura, na qual o que se passa mistura ficção e realidade, permitindo ao leitor vislumbrar com clareza a alma e o imaginário do nosso povo. São dele também as obras Viagem de Dom Pedro II ao Espírito Santo, Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo, Crônicas de Cachoeiro, De Vasco Fernandes Coutinho aos Contemporâneos, além de outras contribuições à vida intelectual capixaba e brasileira com a publicação de artigos em jornais e revistas. Produziu, portanto, uma obra importante em termos da historiografia capixaba. O romance articula o bom texto, a vivência pessoal e os conhecimentos de história. A cidade que dá nome ao livro, Marapé, chama-se atualmente Atilio Vivacqua e fica ao Sul do Espírito Santo, não muito longe de Cachoeiro de Itapemirim. No romance, entretanto, chamava-se ainda São Felipe, pois a ação se passa nos tempos da primeira república, no mundo dos coronéis e do coronelismo. Essa é, aliás, a sua graça, a exploração bem estruturada daquele mundo antigo e cheio de hierarquias, violências e desigualdade. Nada de romantizar o passado. A pobreza em que estavam mergulhados os personagens chama a nossa atenção. Narrando o dia a dia de um camponês que trabalha na roça de seu patrão, diz o autor: “Andava sempre sem dinheiro. Só havia fartura de miséria e de serviço. A lavoura era trabalho para quatro homens. Tocava com a única ajuda da mulher.” Havia também os ambientes frequentados pelos coronéis, os proprietários de terra, suas famílias e agregados. Esses lugares eram descritos com os requintes da época em termos de mobiliário, decoração e outros detalhes. Já os ambientes da imensa maioria dos moradores do lugarejo eram despidos de tudo, onde havia somente trecos improvisados e desconfortáveis. Comiam muita abóbora, batata-doce, inhaminho, mandioca, taioba; era tudo comida de engordar porco, mais satisfazia os muitos filhos que cada casal pobre possuía. Havia ainda os peixes: acarás, piabas, lambaris, bagres e traíras. Era o mundo dos pobres trabalhadores do campo do interior do Espírito Santo, que a maioria dos leitores muito bem conhece. Em Levy Rocha, tanto quanto em outros autores aos quais tenho me referido, neste espaço, para ilustrar a construção do imaginário capixaba (Renato Pacheco, Getúlio Neves, Adilson Vilaça, Pedro Nunes e outros), também temos a presença sempre marcante da violência, encarnada pela presença policial. Nesses tempos que antecederam a chamada Revolução de 1930, era nas pequenas delegacias que o pau quebrava no lombo dos pobres. Coronel Odorico representava e exercia essa violência do poder contra o povo desfavorecido, organizava as eleições fraudadas e controlava os postos públicos, sobretudo os da polícia. Em São Felipe, mandava em todo mundo. Foi vencido pelos que implantaram um novo governo, que, como todos sabemos, não mudou tanto assim esse quadro de penúria e violência contra os mais pobres. No final do romance, como em um desabafo, diz o narrador: “Bastava de tantas mortes. Morriam os bons, assassinados; os covardes, suicidados; os maus, tocaiados, morriam crianças pobres, de fome. Afinal de contas, morrer por que, se viver era tão bom? Morar na lavoura, numa casa de estuque e chão batido, com uma companheira sacudida, trabalhadeira, de mãos grossas de calos do cacumbu, com mãos de macho, rodeados da filharada.” Era assim o Espírito Santo das primeiras décadas da república, no início do século XX, para os que não foram premiados com a sorte de pertencer às famílias poderosas; um estado muito bem retratado pela escrita saborosa de Levy Rocha. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo