Reunião com prefeitos, federações e Sebrae/ES marca nova etapa da obra que promete impulsionar o turismo no interior Prefeitos, vereadores e representantes de federações e associações se reuniram na última quinta-feira (23), no Palácio Anchieta, com o governador Renato Casagrande para discutir a implementação do Aeroporto das Montanhas Capixabas. O Sebrae/ES, que tem atuado em projetos de fortalecimento do turismo regional, foi um dos articuladores do encontro. O superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, destacou a relevância do equipamento para o desenvolvimento econômico: “A instituição apoia a implantação do aeroporto das Montanhas Capixabas, um equipamento importante para a infraestrutura, que, certamente, irá intensificar a movimentação turística no interior do estado, dará impulso à economia local, além de oferecer benefícios até mesmo para atendimentos relacionados à saúde. Esse é um esforço coletivo pelo desenvolvimento. As melhorias na infraestrutura contribuem para que o ambiente de negócios, como um todo, se torne cada vez mais favorável ao empreendedorismo e aos pequenos negócios.” Etapas seguem para licitação e obra Durante a reunião, foram entregues ao governador manifestos de apoio assinados por lideranças municipais e representantes de setores produtivos. Casagrande reforçou que a autorização para seguir com o processo dará início às desapropriações necessárias. “Vamos autorizar a seguir em frente e dar o primeiro passo. Resolvidas as desapropriações, a gente poder avançar com a contratação da obra. O passo seguinte é a publicação do edital para licitar a empresa, que vai fazer o projeto executivo e tirar a licença ambiental. Tivemos algumas reuniões lá na região, e nessas reuniões foi discutida a viabilidade do aeroporto e também os desafios a serem vencidos, para a gente poder, de fato, consolidar e concretizar esse investimento. Não poderíamos começar o investimento sem que a comunidade desejasse isso.” Turismo como prioridade no Estado O secretário de Estado do Turismo, Victor Coelho, destacou que os indicadores comprovam o avanço do setor: “Desde que entrei no cargo até o presente, contabilizando ordens já concluídas, ordens em anúncios, ordens publicadas, tudo isso, temos mais de R$ 1 milhão investidos. Isso mostra a força do Governo do Estado, que está empenhado. A gente fala que o turismo é prioridade e é mesmo! Essa obra vai ser fundamental para desenvolver ainda mais essa região turística já consolidada, que é a região de Montanhas.” “O turismo é a bola da vez” O presidente do Conselho Estadual de Turismo (Contures), Valdeir Nunes, enfatizou que o avanço do setor é resultado de união entre governo, entidades e empresariado. “Foi entregue um manifesto conjunto de apoio à construção do aeroporto das Montanhas Capixabas, representando muitas entidades. Essas entidades disseram sim e manifestaram sua vontade. O manifesto é apresentado como símbolo da união entre empresariado, entidades e governo, visando fortalecer a infraestrutura de turismo. A união é a força motriz do turismo.” Ele avaliou que o Espírito Santo vive um momento histórico na cadeia do turismo: “Turismo se faz com barulho e o Espírito Santo está fazendo barulho no mercado, com maior visibilidade e reconhecimento. Eu nunca vi algo que unisse tantas pessoas. Vamos fazer uma revolução no turismo do estado, sem dúvida, que já vai começar no próximo ano. O turismo é a bola da vez.” Foto e informações: Sebrae-ES
Arquitetos e urbanistas capixabas destacam desafios para cidades mais humanas e sustentáveis
Profissionais ressaltam papel estratégico do planejamento urbano em alinhamento com iniciativa mundial da ONU-Habitat O Outubro Urbano, iniciativa da ONU-Habitat, promove em todo o mundo uma reflexão sobre os desafios e as soluções para transformar os centros urbanos em espaços mais inclusivos, sustentáveis, resilientes e integradores. No Brasil, a mobilização resgata a importância do arquiteto e urbanista na construção de cidades que acompanhem as demandas presentes e futuras da sociedade. Planejar cidades é planejar a vida em comunidade Para o arquiteto Heliomar Venâncio, presidente da AsBEA/ES (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Espírito Santo), pensar o futuro urbano é ir muito além de ruas e prédios. “Não se trata apenas de desenhar prédios ou organizar ruas, mas de planejar a vida em comunidade. Uma cidade organizada deve prever mobilidade eficiente, espaços públicos de qualidade, acesso universal a equipamentos de saúde, educação e lazer, preservação ambiental e integração entre as pessoas. A arquitetura e o urbanismo têm o papel de costurar todos esses elementos”, ressalta Heliomar. Ele também destaca a importância da identidade local como elemento estruturante: Preservar a memória urbana, ao mesmo tempo em que se incorporam soluções contemporâneas, é fundamental para fortalecer vínculos sociais e garantir pertencimento. O arquiteto ainda reforça que a expansão desordenada aumenta desigualdades e pressiona o meio ambiente: “Crescer para fora, sem planejamento, significa ampliar desigualdades e pressionar ainda mais os recursos naturais. Requalificar áreas já construídas, incentivar a moradia em regiões centrais e apostar em soluções sustentáveis são caminhos mais inteligentes e responsáveis”, afirma. Soluções que integram sustentabilidade, natureza e pessoas O arquiteto e urbanista Hansley Rampineli Pereira (Studio 3 Arquitetura e Urbanismo) reforça que a transformação das cidades precisa de participação social. “O desenvolvimento urbano precisa ser planejado com foco nas pessoas, na natureza e na coletividade. Um dos caminhos fundamentais é investir em educação ambiental e participação social, para que a população se envolva nas decisões que moldam o espaço urbano.” Ele cita as “cidades esponjas” como modelo inteligente: • pavimentos drenantes • praças e vias que absorvem água • reaproveitamento de águas pluviais Essas soluções ajudam a: ✅ reduzir alagamentos ✅ melhorar o conforto térmico ✅ ampliar áreas verdes Hansley também ressalta mobilidade como prioridade urbana: “É essencial priorizar a mobilidade ativa, com calçadas acessíveis, ciclovias seguras e transporte público de qualidade. A cidade sustentável é aquela que acolhe, integra e garante qualidade de vida para todos.” Técnica, legislação e participação: pilares do desenvolvimento urbano Para o arquiteto e urbanista Juliano Motta Silva (Vivacidade Arquitetura e Urbanismo), dedicar um mês a esse debate é fundamental. “As populações urbanas predominam, tanto no Brasil quanto no Espírito Santo. As cidades médias têm crescido muito e demandam cada vez mais qualidade nos serviços públicos para se desenvolverem de forma harmônica e sustentável.” O desafio central, segundo ele: “Contar com corpo técnico capacitado aliado a uma legislação que atenda às expectativas de desenvolvimento sustentável das cidades, que contribua para a melhoria da qualidade de vida da população e que, ao mesmo tempo, seja aplicável e fiscalizável.” Juliano lembra que a agenda urbana já ganhou força na Grande Vitória: “Temos municípios revisando seus planos diretores, como Vila Velha. Esse movimento abre oportunidade para ampliar a discussão sobre o tema — que tem despertado interesse também da população em geral.” Ele destaca ainda o papel dos Estudos de Impacto de Vizinhança (EIVs): “Eles avaliam empreendimentos que podem gerar impactos urbanos e apontam medidas mitigadoras ou compensatórias necessárias para minimizar ou equilibrar os efeitos que possam surgir.” O futuro das cidades está em pauta — e passa pelo Espírito Santo Com os desafios globais espalhados pelo cotidiano urbano — mobilidade, moradia, mudanças climáticas, desigualdade — o Outubro Urbano reforça um caminho comum: 🟦 cidades mais humanas 🟩 planejamento sustentável 🟧 participação cidadã E os arquitetos e urbanistas capixabas estão no centro dessa construção.
Setor de serviços puxa retomada e Espírito Santo volta a gerar empregos formais
Depois de dois meses seguidos de retração, o mercado de trabalho capixaba voltou ao campo positivo. Em agosto, o Espírito Santo registrou saldo de 906 novas vagas com carteira assinada — resultado obtido a partir da diferença entre admissões e demissões. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, que respondeu por 1.247 empregos e ajudou a reverter o cenário de queda observado em junho e julho. Os dados integram as análises do Connect Fecomércio-ES, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e refletem uma recuperação gradual do dinamismo econômico estadual. Na sequência dos setores que mais contrataram, aparecem: • Indústria: +394 vagas • Comércio: +177 • Construção: +96 Por outro lado, a agropecuária manteve o ritmo de queda e fechou 1.008 postos de trabalho. Serviços seguem como motor da economia Dentro do setor líder, o maior destaque foi o segmento de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que abriu 778 empregos, distribuídos entre administração pública em geral (237), educação (272) e atenção à saúde humana (264). Outro destaque foi o setor de alojamento e alimentação, que criou 231 vagas, impulsionado pela expansão dos serviços de alimentação corporativa — que, desde 2023, já acumulam crescimento de 25%. Para o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o cenário aponta uma recomposição do mercado após os ajustes provocados pelo pico da colheita do café no primeiro semestre. “O resultado mostra a resiliência do mercado de trabalho capixaba. Os serviços continuam sendo o principal motor da economia, sustentando a geração de empregos formais mesmo em um cenário de desaceleração nacional”, afirmou Spalenza. Vitória lidera contratações Entre os municípios, o saldo de agosto ficou assim: • Vitória: +730 vagas • Vila Velha: +270 • Cachoeiro de Itapemirim: +209 A Grande Vitória encerrou o mês com saldo de 1.021 empregos, enquanto o interior registrou -115, ainda afetado pelo recuo nas atividades agrícolas. Panorama do ano: 19 mil novos empregos De janeiro a agosto, o Espírito Santo soma 19.120 vagas formais, totalizando 928.520 vínculos — alta de 2,4% frente ao mesmo período de 2024. Os setores apresentaram o seguinte desempenho no período: • Indústria: +2,9% • Comércio: +2,8% • Serviços: +2,7% • Construção: -0,6% Nos últimos 12 meses encerrados em agosto, o setor de serviços liderou com 11.288 novos postos, seguido pelo comércio (6.314). Juntos, somam quase 80% das vagas geradas no estado. Spalenza destacou ainda o crescimento da participação feminina: “Mais da metade das vagas criadas no ano, 51,2%, foi ocupada por mulheres (9.785), o que confirma uma tendência de maior protagonismo feminino no mercado formal capixaba”. Mesmo com a retomada, ele aponta desafios: “É preciso tornar o emprego formal mais atrativo, oferecendo melhores pacotes de benefícios e condições de flexibilidade. O futuro do trabalho passa por esse equilíbrio entre segurança e modernidade”. 📊 A pesquisa completa está disponível no Portal do Comércio (https://www.portaldocomercio-es.com.br) Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS recolhido no Estado e por cerca de 652 mil empregos. Com presença em todos os municípios — em unidades físicas, digitais e ações itinerantes —, a entidade reúne 24 sindicatos empresariais e atua para o desenvolvimento econômico e social do Espírito Santo. O Projeto Connect é realizado pela Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Assédio algorítmico já preocupa relações de trabalho e expõe riscos da automação
IA e sistemas de monitoramento ampliam pressão por produtividade; especialistas alertam para abuso e perda de direitos A rápida expansão da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo vem modificando a forma como profissionais são contratados, avaliados e gerenciados. Embora amplie eficiência e produtividade, a automação também traz impactos que acendem um sinal de alerta: desvalorização profissional, aumento da sobrecarga e insegurança nas relações de trabalho. Atividades repetitivas e facilmente automatizáveis estão entre as primeiras a desaparecer — fenômeno que já atinge tradutores, atendentes e trabalhadores em início de carreira. O cenário, segundo especialistas, representa o maior desafio trabalhista desde a digitalização. “O avanço tecnológico pode mudar o exercício da profissão, mas não elimina direitos garantidos pela lei”, afirma o advogado Yghor Del Caro, sócio do Ferreira Borges. “Mesmo com automação, seguem obrigatórios o reconhecimento do vínculo, o pagamento justo e condições dignas de trabalho.” Demissões e reestruturação digital Nos Estados Unidos e na Europa, ondas de demissões associadas à adoção de sistemas de IA já motivam debates públicos e ações judiciais. No Brasil, o tema começa a ganhar força. Del Caro lembra que a substituição do trabalho humano por ferramentas digitais não isenta empresas de suas obrigações. Além disso, a redução de equipes pode levar ao acúmulo indevido de funções pelos trabalhadores remanescentes. “Quando a tecnologia vira justificativa para cortar equipes e transferir responsabilidades sem compensação, há violação à CLT. Isso pode resultar em indenizações”, destaca o advogado. Quando o algorítmico vira assédio O uso de softwares para controlar ritmo, metas e desempenho de funcionários está na origem do chamado assédio algorítmico — modalidade já reconhecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O termo descreve o monitoramento e a avaliação automáticos que impõem metas inalcançáveis, vigilância constante e pressão psicológica. “A tecnologia não pode substituir empatia e bom senso”, ressalta Del Caro. “Algoritmos que definem produtividade sem considerar fatores humanos podem caracterizar assédio moral digital.” Embora ainda não exista menção específica à prática na legislação brasileira, princípios constitucionais já garantem proteção à dignidade e ao equilíbrio no ambiente laboral. Empresas podem ser responsabilizadas caso ultrapassem limites de jornada, exponham trabalhadores ou adotem controle desproporcional. Vieses e decisões automatizadas Outro risco é a discriminação algorítmica. Sistemas de IA podem reproduzir vieses históricos relacionados a gênero, raça e idade ao participar de processos seletivos ou avaliações internas. Para o especialista, supervisão humana é indispensável nessas decisões. “A empresa precisa garantir transparência nos critérios e prevenir prejuízos injustificados ao trabalhador.” Sinais de alerta para o empregado Profissionais devem ficar atentos, principalmente, quando observarem: aumento de metas sem explicação; controle excessivo de tempo de tela e pausas; substituição de colegas sem redistribuição justa das tarefas; decisões automatizadas sem justificativa clara. Nessas situações, recomenda-se registrar ocorrências, reunir provas e buscar auxílio sindical ou jurídico. A Justiça do Trabalho já reconhece o dano moral ligado ao controle abusivo e ao adoecimento por sobrecarga. Responsabilidade das empresas Para Del Caro, o futuro do trabalho exige equilíbrio entre inovação e proteção. “Empresas que adotam tecnologias disruptivas precisam definir políticas éticas, assegurar supervisão humana e investir em requalificação”, afirma. “O futuro do trabalho não é apenas digital — é humano e jurídico.”
Confraria das Onças celebra 15 anos com collab especial na Nuvem Sublimação
A força e o estilo das mulheres da Confraria das Onças acabam de ganhar uma nova expressão na moda. Na próxima quarta-feira (29), será lançada na Nuvem Concept, na Praia do Canto, a collab Club Felines — uma parceria entre a empresária Rachel Pires, CEO criativa da Nuvem Sublimação, e o tradicional grupo feminino que há 15 anos se reúne com a onça como símbolo principal. Durante o ano de 2025, Rachel realizou diversas parcerias com jornalistas, empresárias e formadoras de opinião, que se transformaram em coleções disputadas. Agora, o Club Felines chega como uma homenagem à força e elegância das 15 integrantes da Confraria das Onças, que se encontram mensalmente e mantêm o felino presente no vestuário, na decoração e em todos os detalhes que reforçam a identidade do grupo. “A linha traz bolsas, necéssaires, cangas de praia, T-shirts, segunda pele e bolsas para vinhos, todas com estampas exclusivas inspiradas nas onças, simbolizando o espírito feminino e a união do grupo”, conta Rachel. O lançamento acontece a partir das 17h, em um evento com decoração assinada por Bruna Medeiros e mesa de bolos e doces da Chocolateria Brasil. O espumante será escolhido pelas sócias Roberta Girelli e Tati Puppim, da Carpe Diem, para harmonizar com os canapés e com o bolo de aniversário. A DJ Larissa Tantan comanda a animação da noite. Confraria das Onças A Confraria das Onças reúne 15 mulheres: Renata Rasseli (presidente), Eulália Chieppe (vice-presidente), Mariana Perini, Marina Monteiro, Beth Dalcolmo, Betty Feliz, Zainer Silva, Trícia Navarro, Edilene Chieppe, Ana Claudia Cardozo, Roberta Rasseli, Andréia Lopes, Rachel Martins e Maria Izabel Braga. “Temos uma agenda anual de encontros que inclui degustações de vinhos, música e festas temáticas, como o Onça Day, o Spa das Onças e o Carna Onças, a ressaca de carnaval do grupo, celebrando nossa amizade”, conta a presidente e jornalista Renata Rasseli.
Administradora de benefícios capixaba amplia presença nacional e chega a 21 estados
A empresa 100% capixaba avança com novas sedes em mercados estratégicos e projeta investimento de R$ 22 milhões em expansão até 2026 A QualiSaúde, administradora de benefícios fundada no Espírito Santo, está consolidando sua atuação em todo o país e já marca presença em 21 estados brasileiros. Além de sua forte operação em território capixaba, a empresa inaugurou unidades em Caxias do Sul (RS), Londrina e Maringá (PR), Distrito Federal (DF), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Com mais de 40 mil vidas assistidas, o crescimento reflete o alcance e a relevância da QualiSaúde no setor de saúde suplementar. Atualmente, cerca de 3,5 mil novos beneficiários passam a ser atendidos pela empresa todos os meses. Segundo o CEO, Flávio Cirilo, a presença física nos mercados onde a companhia já atua é parte fundamental da estratégia de crescimento. “A filial instalada enriquece o produto e a relação com o corretor, porque ele passa a confiar que a empresa realmente está presente e não vai abandoná-lo. Por isso, trabalhamos para consolidar nosso espaço nos locais onde já vendemos os planos”, afirmou. Com foco em tecnologia, inovação e qualidade no atendimento, o modelo de expansão replica os processos que fizeram a QualiSaúde se destacar nacionalmente. A expectativa é encerrar o ano com 60 mil vidas assistidas. Visando sustentar esse avanço, a companhia prevê investir até R$ 22 milhões na expansão até 2026, com a meta de crescer de forma competitiva e sem abrir mão dos valores que definem seu posicionamento. “A QualiSaúde tem o compromisso de humanizar o atendimento ao corretor parceiro e aos beneficiários que contratam os planos, buscando otimizar o processo de venda e valorizando todos os envolvidos nesse ciclo”, completou Cirilo.
Jovem capixaba cria marca de produtos personalizados para cabelo e conquista espaço no mercado nacional
Aos 20 anos, Larissa Lievori se uniu a farmacêutica Liliany Zampiroli e lançou a N’arte, que já chegou a 30 mil clientes Por Eduardo Caliman O mercado da beleza ganhou uma proposta inovadora nascida no Espírito Santo. A N’arte, fundada em 2022 pelas capixabas Larissa Lievori e Liliany Zampirolli, une ciência, natureza e personalização para oferecer produtos capilares feitos sob medida para cada cliente. Com fabricação em Cariacica, a marca desenvolve shampoos, condicionadores, máscaras e leave-in’s a partir das preferências e necessidades de cada tipo de cabelo — e já soma mais de 30 mil clientes em todo o país. A ideia começou com Larissa, ainda durante a faculdade de Administração na LINK, em São Paulo — instituição muito procurada por jovens que pretendem empreender. “Eu estava assistindo a um vídeo de uma influenciadora americana que fez uma publicidade para uma marca de cosméticos personalizados e achei a ideia boa. Percebi, como consumidora, que existia espaço para esse tipo de produto no Brasil. Algo realmente personalizado, que levasse em conta as características e preferências de cada pessoa””, contou. No Espírito Santo, Larissa iniciou um período intenso de pesquisas e testes, buscando entender a viabilidade de produzir fórmulas personalizadas. Nesse processo, conheceu Liliany Zampiroli, farmacêutica que se tornaria sua sócia e cofundadora da marca. Juntas, transformaram o projeto em uma operação estruturada, com base científica e propósito sustentável. A parceria com Liliany uniu ciência e empreendedorismo “Ter a Liliany ao meu lado foi essencial. Ela trouxe todo o conhecimento técnico para desenvolver produtos seguros e eficazes. Foram inúmeros testes até chegarmos à estrutura ideal das fórmulas”, lembra Larissa. Segundo o manifesto da marca, “Lari, criativa e apaixonada pela natureza, transformou seus momentos de autocuidado em inspiração para empreender. Lili, farmacêutica e alquimista das fórmulas, une ciência e paixão para criar produtos que revelam o melhor de cada cabelo.” O nome N’Arte reflete justamente essa combinação entre natureza e arte — valores que moldam a essência da empresa. “Dias de praia e mar nos uniram em uma amizade inspirada pela natureza e sua beleza única. Nossa conexão se transformou em arte – ou melhor, em N’Arte”, resume o texto institucional da marca. Atualmente, o portfólio da N’arte reúne mais de 10 produtos, entre shampoo, condicionador, máscara e leave-in. A compra é feita pelo site oficial, em um processo interativo: o cliente informa o tipo de cabelo, os objetivos do tratamento (como brilho, controle de volume ou definição de cachos) e escolhe a fragrância. Com base nas respostas, o sistema cria uma fórmula exclusiva e personalizada. Os produtos seguem o compromisso da marca de oferecer fórmulas limpas e exclusivas, com resultados de salão em cosméticos criados especialmente para cada pessoa. Com pouco mais de dois anos de operação, a empresa já envia pedidos para quase todos os estados do Brasil, com foco nas regiões Sudeste e Sul — onde a logística favorece o custo do frete. A N’arte também atende seis hotéis no Nordeste e está negociando a expansão para o varejo e redes de farmácias. A marca aposta em marketing digital e influência para alcançar novos públicos — com presença ativa no Instagram, TikTok, participação em eventos e tráfego pago. Desde o lançamento, mais de um milhão de pessoas já preencheram o questionário de personalização no site. Para Larissa e Liliany, o sucesso é resultado de persistência e propósito. “Escolher o segmento certo é uma das etapas mais importantes. É fácil se empolgar com ideias que parecem boas, mas que não têm espaço de mercado. No nosso caso, a personalização trouxe um diferencial real”, diz Larissa. Com uma trajetória marcada por inovação e parcerias, a N’arte segue crescendo com o propósito de valorizar o que cada pessoa tem de único. “O mercado de beleza é competitivo, mas também muito aberto à inovação. Quando o produto tem propósito e qualidade, o público percebe”, reforça Larissa. “A gente quer continuar crescendo, mas sempre com esse olhar humano — de entender o que cada pessoa realmente precisa.”
Verão 2026: Multiplace Mais terá Alexandre Pires, Filipe Ret, Belo, Lauana, Barão e Jota Quest
Casa de shows de Guarapari celebra 26 anos com mistura de estilos, grandes encontros e atrações para todas as gerações O Verão 2026 do Multiplace Mais, em Guarapari, promete uma das programações mais completas da história da casa. Celebrando 26 anos de trajetória, o 26º Festival de Verão vai reunir artistas consagrados da música brasileira em uma sequência de shows que percorrem o trap, o sertanejo, o samba, o funk e o rock nacional. 29 de dezembro — Filipe Ret celebra os 26 anos do Multiplace Mais Abrindo o festival, o rapper Filipe Ret retorna ao Espírito Santo com a turnê “Nume”, em uma noite que também celebra o aniversário da casa. Com mais de 8,5 bilhões de plays nas plataformas digitais, Ret promete um espetáculo visual e conceitual, marcando o início oficial do verão mais aguardado do Estado. 30 de dezembro — Alexandre Pires encerra o ano com o “Pagonejo Bão” O cantor Alexandre Pires sobe ao palco com seu novo projeto “Pagonejo Bão”, que mistura o romantismo sertanejo com o balanço do pagode. A turnê, que tem rodado o país com sucesso, chega pela primeira vez a Guarapari e promete uma despedida de 2025 em grande estilo. 3 de janeiro — Barão Vermelho e Jota Quest dividem a noite do rock nacional O primeiro sábado do ano será marcado por uma noite histórica. Barão Vermelho apresenta o show “Barão do Tamanho da Vida”, revisitando clássicos como Pro Dia Nascer Feliz, Por Você e Bete Balanço. Na mesma noite, o Jota Quest celebra 25 anos de carreira com o espetáculo “JOTA25”, reunindo sucessos que marcaram gerações como Fácil, Só Hoje e Amor Maior. “Ter Barão e Jota juntos é reviver memórias e celebrar a música que marcou tantas vidas”, destaca Bruno Lawall, fundador do Multiplace Mais. 9 de janeiro — “É o Baile” traz Latino, Bonde do Tigrão e MC Koringa O Multiplace Mais revive o clima dos verões dos anos 2000 com o evento “É o Baile”, que reúne Latino, Bonde do Tigrão e MC Koringa em uma noite de pura nostalgia e energia. Hits como Festa no Apê, Cerol na Mão e Pra Me Provocar prometem transformar o palco em uma pista de dança para todas as idades. “Será uma noite feita para dançar, sorrir e reviver. É o baile da alegria e da música que nunca sai de moda”, afirma Bruno Lawall. 10 de janeiro — Belo e Thiago Martins em noite de samba e romantismo O público poderá curtir dois grandes nomes do pagode romântico na mesma noite. Belo retorna ao Mais com seus clássicos e, ao seu lado, o cantor e ator Thiago Martins apresenta o projeto “Quintal do TG”, inspirado nas rodas de samba do Vidigal. Um encontro de gerações e estilos que promete marcar o verão. 24 de janeiro — Lauana Prado e Os Caras do Arrocha Encerrando o mês, o palco do Mais recebe Lauana Prado, um dos maiores nomes do sertanejo atual, e o projeto Os Caras do Arrocha, formado por Israel Novaes e Thiago Brava. Será uma noite de romantismo e energia, misturando a força feminina do sertanejo com a nostalgia dos sucessos do arrocha. “Lauana representa o novo momento da música brasileira — autêntica, talentosa e com uma presença de palco impressionante”, ressalta Bruno Lawall. 26 anos de história e inovação Com mais de 7 mil m² de área construída e capacidade para 6 mil pessoas, o Multiplace Mais é referência nacional em entretenimento e acessibilidade. Localizado de frente para a praia de Meaípe, o espaço reúne boate, pizzaria, bares, camarotes e uma grande praça de shows, consolidando-se como o maior complexo de entretenimento noturno do Brasil. Serviço — Festival de Verão Mais 2026 📍 Local: Multiplace Mais — Rua Gilda Leal, 110, Meaípe, Guarapari 🌐 Vendas: Brasil Ticket 🎟️ Pré-venda exclusiva: Comunidade Sou Mais — comunidadesoumais.com.br 📱 WhatsApp: (27) 99745-3003 📸 Instagram: @multiplacemais
Licenciamento do Terminal Praia Mole avança com escuta ativa das comunidades locais
O novo Terminal de Granéis Líquidos (TGL) Praia Mole, em Vitória, deu mais um passo importante no processo de licenciamento ambiental, reforçando o compromisso com o diálogo e a transparência junto às comunidades do entorno. A Ambipar, empresa responsável pelo licenciamento do empreendimento, promoveu uma reunião de diagnóstico com representantes de entidades comunitárias, pescadores e lideranças locais. O encontro teve como foco ouvir as demandas da população, esclarecer dúvidas e construir uma agenda de desenvolvimento baseada em crescimento econômico aliado à responsabilidade socioambiental. Com investimento estimado em R$ 340 milhões, o terminal será uma das principais infraestruturas portuárias do Espírito Santo, com capacidade para movimentar até 14 milhões de toneladas de petróleo por ano — o equivalente a cerca de 100 milhões de barris. A previsão é que entre em operação no segundo semestre de 2027. O projeto já tem engenharia conceitual concluída, 44 simulações de manobrabilidade aprovadas e licenciamento ambiental em andamento junto ao Iema. A movimentação prevista deve gerar aumento de até R$ 80 milhões por ano em royalties de petróleo, distribuídos entre Vitória (40%), Serra (30%) e Vila Velha (30%) — o que representa até R$ 32 milhões adicionais anuais para a capital capixaba. Durante a reunião, representantes das comunidades pesqueiras destacaram o potencial do terminal para gerar emprego e renda, sem comprometer o meio ambiente. “A importância do projeto é que ele é bom para Vitória, Serra e Vila Velha, por causa dos royalties. Porque também não prejudica o meio ambiente”, afirmou Álvaro Martins, presidente da Colônia de Pescadores de Vitória. Na mesma linha, Lambisgoia, presidente do Sindicato Estadual de Pescadores, ressaltou os impactos positivos na geração de oportunidades: “A vantagem desse projeto é que vai criar bastante emprego para as pessoas aqui do Estado. Não só em Vila Velha, Vitória, mas para várias pessoas. Inclusive pode ser até que um parente da gente, uma família da gente, possa estar se beneficiando com esse emprego”, destacou. O terminal será operado sob rigorosos padrões de segurança nacional e internacional, com navios de casco duplo, sistemas automatizados de contenção e monitoramento e um centro de controle operacional para garantir a integridade ambiental das operações. Entre 2017 e 2025, mais de 6 mil operações ship to ship foram realizadas no Brasil sem incidentes graves, reforçando a confiabilidade do modelo. Além de fortalecer a infraestrutura portuária do Espírito Santo, o empreendimento deve gerar até R$ 268 milhões por ano em valor adicionado ao PIB capixaba e R$ 156 milhões anuais em tributos (PIS, COFINS, IR e ISS), impulsionando o desenvolvimento econômico e social do Estado. Para André Carvalheira, gerente de projetos da Blue Terminals, o diálogo com a sociedade é um dos pilares do empreendimento. “A transparência, o diálogo e o respeito à comunidade são pilares do projeto. Estamos comprometidos em manter canais de comunicação abertos, compartilhar informações técnicas de forma clara e construir soluções que garantam desenvolvimento econômico sem abrir mão da proteção ambiental e do bem-estar das pessoas.”
Luiz Paulo Vellozo Lucas – “Liberdade de expressão”
O Centro Acadêmico da Engenharia (CAENG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi criado em 1977 e queria comprar um mimeógrafo à tinta para imprimir suas publicações e panfletos. O movimento estudantil fustigava a ditadura desafiando a abertura política lenta e gradual, tentada no governo do general Ernesto Geisel, com manifestações e protestos. As lojas especializadas de material de escritório vendiam duplicadores a tinta com a marca Gestetner, de origem inglesa, condicionada à apresentação de uma autorização emitida pela Polícia Federal — semelhante ao porte de arma. É claro que uma entidade estudantil nunca conseguiria a licença. Ninguém ousaria nem sequer ir à Polícia Federal requisitar o documento, temendo ser preso. Mariazinha Vellozo Lucas, minha mãe, secretária-chefe da Casa Civil no governo Élcio Alvares, conseguiu comprar a máquina para nossa entidade com uma licença policial obtida em nome de uma inocente comunidade religiosa do interior do Estado. A operação subversiva de dona Mariazinha foi consumada com o transporte do mimeógrafo clandestino de Vitória para o Rio de Janeiro no porta-malas do insuspeito carro oficial do governador — um Ford Landau preto, placa 001. Um casal amigo esteve recentemente passando pela fronteira da Venezuela com o Brasil para ter acesso à trilha ecológica do monte Roraima, e o controle feito pelas autoridades aduaneiras venezuelanas incluía inspecionar as redes sociais dos turistas em busca de postagens contrárias ao regime autoritário vigente no país. Publicações virtuais críticas são punidas com proibição de entrada. O casal esportista, sem militância política nas redes, foi liberado para entrar na Venezuela e fazer a deslumbrante trilha de mais de 100 km. Donald Trump entrou com um processo de difamação contra o New York Times pedindo US$ 15 bilhões de danos morais em retaliação às matérias jornalísticas contrárias ao governo, publicadas no jornal. Um juiz federal da Flórida disse que a ação era imprópria e impermissível, pois continha retórica excessiva, ataques políticos e pouca clareza nas alegações. Controles especiais pelo Serviço Secreto e novos protocolos foram implantados na Casa Branca a fim de pressionar a cobertura jornalística sobre as atividades da presidência da República, revoltando jornalistas e agências de notícias independentes. O jornal O Estado de S. Paulo fez duro editorial no último dia 21/10 contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, que requisitou das principais plataformas digitais dados sobre 69 usuários que teriam feito ameaças ao ministro Flávio Dino. “A mixórdia entre crítica e ataque, entre opinião e crime, é terreno fértil para o arbítrio”, diz o Estadão. No mesmo editorial, o jornal afirma não concordar com a impunidade de crimes como aqueles cometidos sob Jair Bolsonaro contra a ordem democrática, mas ressalta que isso não pode servir de pretexto para fazer o STF funcionar como censor permanente das redes sociais. Este tema é complexo e possui diferentes abordagens, quase sempre não convergentes. O historiador israelense Yuval Noah Harari adverte em Nexus, seu último livro, que as redes sociais geram realidades paralelas e bolhas de crenças e indignação, com o poder narrativo saindo da mão dos contadores de histórias profissionais — jornalistas, sacerdotes e professores — e passando para os algoritmos. O massacre de 2017 no Mianmar (antiga Birmânia), onde 700 mil pessoas da minoria rohingya muçulmana foram massacradas e expulsas em massa pelos militares e extremistas que usaram discursos de ódio, boatos e mentiras disseminados pelo Facebook, ilustra bem os perigos do vale-tudo nas redes sociais. A regulação da liberdade de expressão, os limites e as leis sobre injúria, calúnia e difamação, e a proteção da sociedade contra levantes e conspirações baseadas em manipulação de informações precisam ser atualizadas para o mundo de hoje — revolucionado pela internet, pelas redes sociais e pela inteligência artificial: uma revolução dentro da revolução. É necessária uma regulação democrática e equilibrada que não seja nem censura nem licença para o vale-tudo. Trata-se de um desafio político colocado para todos os países do mundo, particularmente para aqueles que almejam ser democráticos. Evidentemente, não é o caso da Venezuela, nem da China, da Rússia e de outros que adotam a censura estatal sem qualquer pudor e nem sequer fingem prezar a liberdade de expressão. Além do desafio regulatório, jurídico e institucional, acredito na crença emergente da moderação e do equilíbrio. Creio que, com o passar do tempo, o extremismo tende a tornar-se cada vez menos atraente e mais rejeitado, valorizando e moldando comportamentos e atitudes mais civilizadas, capazes de influenciar positivamente o mundo digital. Desde o século XVIII, o Iluminismo prega que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Muitos políticos, defensores das liberdades democráticas e adversários do autoritarismo — de Thomas Jefferson a Ulysses Guimarães — reinterpretaram e usaram a frase em diferentes contextos. Precisamos muito dela hoje! *Luiz Paulo Vellozo Lucas é engenheiro de Produção e professor universitário. Mestrado em Desenvolvimento Sustentável. Ex-prefeito de Vitória-ES e ex-deputado federal pelo PSDB-ES. Membro da ABQ – Academia Brasileira da Qualidade. *A opinião dos articulistas é de total responsabilidade dos autores e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo