O Carnaval de Vitória 2026 promete dois dias de desfiles intensos no Sambão do Povo, reunindo escolas de samba, público e uma programação ampliada. Para garantir uma experiência segura e organizada, a Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge) divulgou as normas oficiais de acesso aos diferentes setores da avenida. Os desfiles do Grupo Especial acontecem nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2026, sexta-feira e sábado. Os ingressos seguem à venda pela plataforma Brasil Ticket, com cobrança de taxa online, e também em pontos físicos, como a Arena de Verão, em Camburi, e no próprio Sambão do Povo, sem taxa adicional. Regras de acesso: arquibancadas e mesas Nos setores de arquibancadas e mesas, não será permitida a entrada com bebidas em lata ou garrafa. Cada pessoa poderá entrar com até duas garrafas transparentes de 500 ml, contendo água ou suco. Bebidas alcoólicas são proibidas nesses setores. Também não será permitida a entrada com garrafas de vidro, caixas térmicas ou caixas de isopor. Apenas bolsa térmica será aceita. O uso de copo térmico está liberado. Camarotes empresariais e lounges Nos camarotes empresariais e lounges, as regras são mais restritivas. É proibida a entrada com bebidas, sendo a comercialização realizada exclusivamente no interior dos espaços. A entrada com alimentação será permitida somente até as 17h. Após esse horário, não será autorizada a entrada de alimentos. Ampliação do Grupo Especial é novidade em 2026 Uma das principais novidades do Carnaval de Vitória 2026 é a ampliação do Grupo Especial, que passa de sete para dez escolas de samba. Com isso, os desfiles foram reorganizados em dois dias, com cinco agremiações por noite. A mudança garante que todas as escolas desfilem no período noturno, promovendo maior equilíbrio na visibilidade das apresentações e melhor aproveitamento da estrutura do Sambão do Povo. Ingressos e valores Os ingressos para as arquibancadas têm valores a partir de R$ 100 por dia. Já o passaporte para os dois dias pode ser adquirido a partir de R$ 150. O público também pode optar por experiências diferenciadas, como lounges, mesas e camarote superior. Menores de idade Em cumprimento à Portaria da Vara da Infância e Juventude de Vitória, é obrigatória a apresentação de autorização por escrito para a entrada e permanência de crianças e adolescentes menores de 16 anos acompanhados de terceiros. O modelo de autorização deve ser preenchido e assinado pelos pais ou responsáveis legais e está disponível na bio dos canais oficiais do Carnaval de Vitória. Enredos do Carnaval de Vitória 2026 Os enredos deste ano dialogam com temas como ancestralidade, espiritualidade, protagonismo feminino, identidade afro-brasileira e memória capixaba. A atual campeã, Independente de Boa Vista, leva à avenida “A Voz que Dança nas Folhas da Resistência”, exaltando o Congo de Cariacica. Outros destaques incluem “Okê Caboclo Sete Flechas – Guardião Ancestral da Natureza”, da Pega no Samba; “Aruanayê: Guardiãs dos Mistérios Ancestrais”, da Novo Império; e “Arreda homem que aí vem mulher”, da Unidos de Jucutuquara, que aborda a trajetória de Maria Padilha. A Mocidade Unida da Glória (MUG) apresenta “O Diário Verde de Teresa”, inspirado na naturalista Teresa da Baviera e na preservação ambiental. A Imperatriz do Forte traz “Xirê – Festejos às Raízes”, enquanto a Rosas de Ouro destaca a história capixaba em “Cricaré das Origens, o Brasil que Nasce em São Mateus”. A Unidos da Piedade leva à avenida “O Canto Livre de Papo Furado”, a Andaraí revisita sua trajetória em “01/12/1946” e a Chegou o Que Faltava apresenta “Orí – Sua Cabeça é Seu Guia”. Ordem dos desfiles Sexta-feira – 6 de fevereiro Pega no Samba Novo Império Unidos de Jucutuquara Mocidade Unida da Glória (MUG) Imperatriz do Forte Sábado – 7 de fevereiro Rosas de Ouro Unidos da Piedade Independente de Boa Vista Chegou o Que Faltava Andaraí O público também pode acessar a playlist oficial com os sambas-enredo do Carnaval de Vitória 2026, disponível nos canais da Liesge, com versões de estúdio das escolas do Grupo Especial.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “O dane-se generalizado no trânsito”
O cotidiano do trânsito urbano brasileiro tem se transformado em um palco eloquente de uma crise de legitimidade e efetividade do Direito. Comportamentos como a ausência do uso da seta (pisca-alerta), o descumprimento exagerado de normas básicas e a atitude recorrente de motoristas, especialmente de aplicativos como Uber, de pararem e estacionarem em locais proibidos sem consequências aparentes, revelam uma perigosa dissociação entre o ordenamento jurídico e a prática social. Esta análise jurídica busca examinar essa realidade multifacetada, abordando a incongruência de proibir o uso do celular ao volante enquanto se permite seu uso profissional por motoristas de aplicativo, a priorização do conforto individual em detrimento das regras coletivas e, paradoxalmente, a necessidade de flexibilização normativa diante de urgências. Fundamentado no Código de Trânsito Brasileiro, na doutrina do Direito Administrativo e na teoria da legitimidade, o artigo propõe uma reflexão sobre a imperiosa necessidade de sintonia entre a Administração Pública e a população para que o trânsito deixe de ser um espaço de barbárie e se torne um ambiente de cidadania. A postura do “dane-se” no trânsito, materializada em atitudes como a omissão do sinal luminoso de direção (art. 35, II, do CTB) e o descumprimento flagrante de normas de circulação, transcende a mera infração de trânsito. Ela configura um fenômeno sociológico de deslegitimação da norma, onde o indivíduo passa a considerar suas conveniências pessoais como superiores ao interesse coletivo de segurança e fluidez. Este comportamento é exacerbado pela percepção de impunidade, especialmente visível no caso de motoristas de aplicativo que param em fila dupla, em pontos de ônibus ou em esquinas. Embora tais condutas sejam expressamente vedadas pelo CTB (arts. 181 e 182), a fiscalização ineficiente e a cultura do “jeitinho” criam um ambiente onde “nada acontece”, corroendo a autoridade da lei. A doutrina de Norberto Bobbio, ao discutir a eficácia das normas, alerta que uma lei sistematicamente desobedecida perde sua força prescritiva e incentiva o descrédito geral no sistema jurídico. Uma das incongruências mais perigosas deste cenário reside na regulação do uso do celular ao volante. O art. 252 do CTB veda o uso de telefone celular durante a condução do veículo, considerando-a infração gravíssima. No entanto, a própria atividade de motorista de aplicativo exige a constante interação com um smartphone para receber corridas, seguir rotas e processar pagamentos. Esta contradição cria uma zona cinzenta de legitimidade: o uso, em tese ilegal, torna-se funcional e economicamente necessário, sendo socialmente tolerado. Tal situação expõe uma grave falha regulatória. A Administração Pública, através do CONTRAN, precisa urgentemente normatizar especificamente esta atividade, estabelecendo padrões de segurança, como suportes adequados, comando de voz e períodos de interação, sob pena de se legitimar tacitamente uma conduta de alto risco, responsável por milhares de acidentes, demonstrando a necessidade de exigir que a norma seja clara e adaptada à realidade, sob pena de gerar insegurança e arbitrariedade. Este cenário não pode, contudo, ser analisado apenas pelo viés da rigidez normativa. A complexidade da vida urbana impõe a reflexão sobre a necessária flexibilização de certas regras diante de situações de urgência ou necessidade concreta. O princípio da proporcionalidade, intrínseco ao Estado Democrático de Direito, deve ser aplicado também na esfera do trânsito. Uma parada momentânea para embarque ou desembarque de idoso ou pessoa com mobilidade reduzida em local não previsto, por exemplo, pode ser um exercício de razoabilidade que a própria Administração, por meio de uma fiscalização inteligente e pedagógica, deveria saber distinguir de uma parada por mera conveniência. O problema reside na total falta de sintonia entre o desenho normativo, muitas vezes genérico e punitivista, e as necessidades dinâmicas da população. É preciso passar de uma lógica puramente sancionatória para uma lógica de gestão, que dialogue com a cidade real. Como ensina a doutrina administrativista, a eficiência requer adaptabilidade e constante diálogo com o administrado. Muitas outras situações no cotidiano atrapalham o trânsito: estacionamento em vaga de carga e descarga, bem como sua ausência; o motorista que, embora esteja no limite da velocidade permitida, teima em permanecer na pista da esquerda (como julgar a necessidade de quem vem atrás, talvez em socorro de alguém ou diante de justa necessidade); o motorista “costureiro”, entre tantos outros exemplos. O trânsito urbano da cidade de Vitória, por exemplo, é um caos total, seja pela falta de integração entre as cidades, seja por semáforos sincronizados — ou não — aparentemente para travar o trânsito, pela ausência das polícias de trânsito nos horários de maior fluxo para equilibrar o tráfego, e por muitos outros fatores. Alterei minha rotina chegando às sete da manhã para trabalhar e saindo às 16 horas. E quem não pode fazer isso? O caos aparente do trânsito, simbolizado pelo “dane-se” generalizado, pela impunidade e pelas incongruências regulatórias, é, na verdade, um espelho distorcido de um contrato social rompido. Ele revela o fracasso de um modelo que apenas edita leis sem garantir sua legitimidade social nem sua execução eficaz, e que é incapaz de se adaptar às novas realidades econômicas e tecnológicas, como a dos aplicativos. A solução não está apenas em mais rigor ou em mais regras, mas em um processo de reconstrução dessa legitimidade. Isto exige uma atuação estatal em três frentes: na regulação inteligente e específica, que enfrente dilemas modernos como o uso profissional do celular; na fiscalização consistente e pedagógica, que recupere a credibilidade da ameaça sancionatória; e no diálogo permanente com a sociedade, para flexibilizar onde for razoável e fortalecer onde for essencial. Só quando a Administração Pública e o povo encontrarem uma sintonia, ouvindo-se mutuamente para além do ruído das buzinas, o trânsito deixará de ser uma guerra diária de todos contra todos. Pois, no fim, o verdadeiro sinal que precisamos aprender a dar não é apenas o da seta, mas o do respeito recíproco e da corresponsabilidade na construção de um espaço público mais humano e seguro. João Batista Dallapiccola Sampaio é advogado militante há 39 anos
Semana terá calor e possíveis pancadas de chuva na Grande Vitória
A semana começa com temperaturas elevadas e chance de pancadas de chuva na Grande Vitória, segundo as previsões meteorológicas mais recentes. O clima será marcado por calor durante o dia e períodos de tempo instável no período da tarde e da noite ao longo da semana. De acordo com os modelos de previsão do tempo disponíveis, incluindo a previsão estendida para Vitória, os termômetros devem oscilar entre aproximadamente 24 °C e 33 °C nos próximos dias, com variação entre sol, nuvens e chuva isolada. Como será o clima dia a dia Início da semana – A segunda-feira começa com tempo quente e céu com muitas nuvens. Há previsão de pancadas de chuva isoladas no período da tarde e noite, acompanhadas de trovoadas em alguns momentos. Meio da semana – A tendência é de continuidade do calor, com temperaturas máximas se mantendo acima dos 30 °C. Apesar de períodos de sol e nuvens, o risco de chuva segue presente, especialmente no fim da tarde e durante a noite. Restante da semana – No final da semana, a previsão indica uma mescla de céu parcialmente nublado com a possibilidade de pancadas de chuva em várias áreas da Grande Vitória. A chance de chuva é maior no período da tarde, típico desta época do ano. Tendências gerais Os modelos meteorológicos apontam que a umidade relativa do ar deve se manter alta, favorecendo nuvens carregadas e chuva passageira em pontos isolados da região. Esse padrão se alinha às condições típicas do verão no Espírito Santo, com elevação das temperaturas durante o dia e maior probabilidade de precipitação conforme a tarde avança. Meteorologistas recomendam que moradores e turistas fiquem atentos às atualizações do Instituto Nacional de Meteorologia e demais boletins oficiais ao longo da semana, pois a previsão pode ser ajustada com base na evolução dos sistemas meteorológicos na região
João Gualberto – “A Fazenda Morro das Palmas”*
O escritor capixaba Geremias Pignaton é autor de um livro muito interessante sobre a história do desenvolvimento de sua região de origem, onde hoje estão municípios como Ibiraçu, Fundão, João Neiva e Aracruz. A obra narra esse processo histórico a partir da existência da Fazenda Morro das Palmas. Para o autor, como registra no texto, a fazenda foi sede da primeira tentativa de implantação de uma colônia de imigrantes italianos no Brasil. Ali, em 1874, Pietro Tabacchi, então proprietário da fazenda, tentou instalar a colônia Nova Trento nos confins de suas imensas terras, nas proximidades do que hoje é a cidade de Fundão, em uma empreitada que acabou destinada ao fracasso. Com o fim da escravidão, os fazendeiros entendiam ser necessário renovar a força de trabalho. Os italianos vieram tanto para se tornarem proprietários de pequenas glebas de terra quanto para trabalhar nas fazendas. Houve também um processo de divisão das grandes propriedades, com a venda de porções de terra a longo prazo para os imigrantes. Esse modelo transformava os antigos donos de grandes fazendas em compradores do café produzido por uma multidão de pequenos produtores, passando a comandar uma extensa rede de interesses comerciais na cadeia produtiva do café, então carro-chefe da economia do Espírito Santo. O mesmo processo ocorreu, por exemplo, na Fazenda do Centro, no atual município de Castelo, e também em grandes porções de terra em Iconha. Cada um desses municípios gerou figuras centrais do coronelismo, como o Coronel Duarte, em Iconha. Esse é, aliás, um dos elementos mais centrais do coronelismo capixaba: a existência de pequenos produtores imigrantes organizados em redes comerciais por fazendeiros já estabelecidos e próximos ao poder. É importante lembrar que não é apenas a propriedade da terra que determina a formação social de um coronel. O fator decisivo é o controle de uma extensa rede de favores. O domínio sobre a compra da produção dos pequenos proprietários permitiu a construção dessas redes de favorecimento e auxílio cotidiano. O homem pobre, naquele período, não tinha acesso a quase nada: saúde, educação ou financiamentos. No caso específico da Fazenda Morro das Palmas, o empreendimento de Pietro Tabacchi não prosperou, e isso está diretamente relacionado às condições de negócio que ele próprio estabeleceu. Segundo as informações organizadas por Geremias Pignaton, as promessas feitas aos italianos não foram cumpridas, as condições de sobrevivência eram precárias e os recém-chegados acabaram se revoltando. Nesse contexto, muitos partiram em busca de novos horizontes, dirigindo-se, em sua maioria, para outro empreendimento da colonização italiana no Espírito Santo, a colônia de Santa Leopoldina. Essa experiência pioneira fracassada acabou produzindo, a partir do deslocamento desses colonos insatisfeitos, o surgimento da cidade de Santa Teresa, fato histórico relevante que merece, por si só, um texto específico. Entretanto, não foi apenas esse grande empreendimento que marcou a história da Fazenda Morro das Palmas. Anos mais tarde, já na década de 1890, seu novo proprietário, o influente militar, político e homem de negócios Aristides Guaraná, instalou ali uma grande usina de produção de açúcar, uma das maiores do Brasil à época: o Engenho Guaraná. Em uma história pouco conhecida pela maioria dos capixabas, destaca-se o protagonismo de um militar que atuou na Guerra do Paraguai, onde, inclusive, perdeu um dos braços. Por esse motivo, gozava de grande prestígio junto à família imperial, especialmente com o Conde d’Eu. Esse prestígio se estendeu ao início da República, em razão de sua amizade com o presidente Deodoro da Fonseca, com quem havia convivido nos campos de batalha da Guerra do Paraguai. O Dr. Guaraná, que também era engenheiro, é descrito na obra como um escravocrata radical e perverso, responsável por diversos atos de selvageria contra trabalhadores submetidos ao regime forçado em suas terras. Chegou a ser deputado provincial defendendo a continuidade da escravidão. Graças a suas relações e influência política, obteve um grande empréstimo para implantar, a cerca de dois quilômetros da Fazenda Morro das Palmas, um enorme engenho de açúcar, batizado de Engenho Central Guaraná. As obras tiveram início em 1890, e a inauguração oficial ocorreu em 1900. Apesar de sua grandiosidade e importância industrial para a época, o empreendimento fracassou completamente. De toda essa trajetória restaram ruínas e o nome de um distrito do município de Aracruz, situado às margens da BR-101. O resgate dessa história exigiu pesquisa, esforço e dedicação de Geremias Pignaton, mais do que suficientes para celebrar a escrita histórica desse importante trabalho. A leitura da obra é altamente recomendada para quem deseja conhecer fatos tão relevantes da trajetória histórica do Espírito Santo. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Turismo em Vila Velha: saiba como aproveitar as atrações do Sítio Histórico da Prainha
Quem busca um passeio gratuito, acessível e repleto de história em Vila Velha encontra no Sítio Histórico da Prainha um dos roteiros mais completos do Espírito Santo. A região onde começou a colonização capixaba concentra atrações culturais, áreas de lazer ao ar livre e importantes espaços de religiosidade, ideais para visitas em família, com crianças, adultos e idosos. Entre os destaques estão o Parque da Prainha, a Casa da Memória de Vila Velha, o Museu Homero Massena, a Igreja do Rosário e o Convento da Penha. A maioria dos equipamentos é mantida pela Prefeitura de Vila Velha. Parque da Prainha Inaugurado em março de 2024, o parque marca simbolicamente o local do desembarque de Vasco Coutinho, em 1535, com a instalação do Marco Zero da colonização do Espírito Santo. A área conta com mais de 42 mil m² e oferece parquinho infantil, espaço pet, academia popular, pistas de caminhada e corrida, ciclovia, áreas gramadas para piquenique, banheiros e ampla área de convivência. Fonte Interativa Instalada no Parque da Prainha, a Fonte Interativa é um dos pontos mais procurados nos dias quentes. Com 339,92 m² e 24 jatos d’água, o espaço se tornou atração para crianças e famílias, com funcionamento em horários específicos ao longo do dia. Casa da Memória de Vila Velha O casarão do século XIX abriga exposições permanentes com fotografias, objetos e registros históricos da formação do município e do Estado. O espaço também preserva, em sua área externa, um antigo bonde que circulou por Vila Velha. O imóvel passou recentemente por reforma em toda a sua estrutura. Museu Homero Massena O museu funciona na antiga residência do artista Homero Massena, onde ele viveu e produziu parte importante de sua obra entre 1951 e 1974. O imóvel, tombado pelo Conselho Estadual de Cultura, é uma das últimas construções da primeira metade do século XX na região. Igreja do Rosário Considerada um dos mais antigos templos religiosos do Brasil em funcionamento contínuo, a igreja teve origem em uma ermida construída em 1535. O prédio é tombado pelo IPHAN e, todos os anos, no dia 7 de outubro, recebe celebrações em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Vila Velha. Convento da Penha Principal cartão-postal do Espírito Santo, o Convento foi iniciado em 1566 e está localizado a 154 metros de altitude. Além da relevância histórica e religiosa, o local oferece uma das vistas panorâmicas mais conhecidas da Grande Vitória, com visual para a capital, a baía e a Terceira Ponte. Em abril, o espaço recebe a tradicional Festa da Penha. Horários de funcionamento Fonte Interativa – Parque da Prainha • Segunda a sexta: 9h às 10h | 14h às 15h | 19h às 20h • Sábados, domingos e feriados: 10h às 12h | 15h às 17h | 19h às 21h Museu Homero Massena • Terça a domingo e feriados: 8h30 às 17h30 Casa da Memória de Vila Velha • Terça a domingo e feriados: 8h30 às 17h30 Igreja do Rosário • Segunda a sexta e feriados: 9h às 16h30 (entrada do último grupo) Convento da Penha – Missas na Capela • Segunda a sábado: 7h, 9h, 11h e 15h • Domingo: 5h, 7h, 11h e 15h Missas no Campinho do Convento • Missa da Saúde: quarta-feira, às 15h • Domingo: às 9h (ambas com transmissão pelas redes sociais) Acesso de veículos ao Campinho • Segunda a sexta: 6h às 16h45 (subida liberada) • Sábado: 6h às 16h45 (apenas 50 veículos para a missa das 5h) • Domingo: 4h às 16h45 (apenas 50 veículos para a missa das 5h) Veículos que transportam cadeirantes têm acesso liberado ao longo do dia. Transporte interno • Vans: R$ 6,00 (ida e volta) • Trenzinho das Alegrias: R$ 20,00 (ida e volta)
Planejar agora pode ser o caminho para alcançar as metas de 2026 sem frustração
Especialista explica como transformar objetivos em ações possíveis e preservar a saúde mental ao longo do processo Mesmo com o ano em curso e a chegada do segundo mês no calendário, ainda há tempo — e talvez este seja o momento mais lúcido — para pensar com mais clareza no futuro. Distante da euforia típica de janeiro, o planejamento de metas para 2026 feito agora tende a ser mais consciente, realista e alinhado à rotina. É justamente após o entusiasmo inicial que muitas pessoas percebem a dificuldade de sustentar objetivos ao longo do tempo, o que reforça a importância de um planejamento que considere não apenas desejos, mas também limites, emoções e estratégias práticas. Estudos indicam que apenas entre 8% e 10% das pessoas conseguem cumprir suas resoluções anuais. Grande parte abandona os objetivos ainda nos primeiros meses do ano. Quando observadas as diferenças por gênero, alguns levantamentos apontam que as mulheres relatam taxas mais elevadas de abandono das metas, possivelmente em razão da sobrecarga de demandas pessoais e profissionais, embora também apresentem maior engajamento em objetivos ligados à saúde e ao bem-estar. Para a psicanalista e neurocientista Joseana Sousa, especialista em comportamento humano, essa distância entre intenção e resultado está diretamente ligada à forma como a mente lida com expectativas, frustrações e planejamento. “Quando traçamos metas movidos apenas pela motivação do início do ano, sem um plano concreto ou uma compreensão interna do que realmente queremos e precisamos, é comum que o entusiasmo inicial dê lugar à frustração ou ao desânimo”, explica. Segundo ela, esse processo pode gerar culpa e autocrítica, que funcionam como barreiras emocionais tão relevantes quanto os desafios práticos. Como se organizar A especialista orienta que o planejamento comece de forma reflexiva, conectando as metas a valores pessoais mais profundos. “É importante se perguntar por que essa meta é importante, o que ela representa e como pode ser transformada em hábitos concretos e sustentáveis”, afirma. Metas menores e específicas, como caminhar 30 minutos quatro vezes por semana ou ler um livro por mês, ajudam a criar sensação de constância e progresso, reduzindo a sobrecarga emocional. Joseana também ressalta a importância de equilibrar expectativa e autocompaixão. “O cérebro reage intensamente à frustração. Metas irreais ou cobranças excessivas ativam mecanismos de estresse que afastam a pessoa dos resultados desejados”, destaca. Segundo ela, cuidados com a saúde mental — como pausas regulares, atividade física, sono adequado, apoio psicológico e momentos de descanso — fortalecem tanto a disciplina quanto a resiliência emocional. A recomendação final é que o planejamento seja revisto ao longo do ano. “As metas não devem ser rígidas. Planejar é um processo dinâmico de autoconhecimento e ajuste contínuo. Não se trata de listar desejos, mas de construir um caminho possível, com ações graduais, para que a mente consiga se adaptar. A gentileza consigo mesmo faz parte desse processo”, conclui a especialista.
Projeto Praia Limpa promove ações na Ilha do Boi e em Camburi neste fim de semana
Com o tema “Corpo, mente e ambiente: saúde é Praia Limpa”, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória (Semmam) realiza, neste fim de semana, novas atividades da campanha Praia Limpa em dois pontos do litoral da capital. As ações acontecem das 8h às 12h, no sábado (31), na Ilha do Boi, e no domingo (1º), na Praia de Camburi. As atividades são coordenadas pela Gerência de Educação Ambiental (GEA) e desenvolvidas em parceria com o Instituto Últimos Refúgios. O objetivo é sensibilizar moradores, banhistas e visitantes sobre a importância do cuidado com os espaços costeiros e a relação direta entre saúde humana, equilíbrio ambiental e qualidade de vida. A programação inclui esquete teatral, abordagens educativas, ações de sensibilização ambiental e mutirões de limpeza de praia, com metodologia participativa e lúdica, estimulando a reflexão sobre o descarte correto de resíduos, a preservação dos ecossistemas marinhos e a corresponsabilidade no cuidado com o território. No sábado, na Ilha do Boi, as ações contam com a atuação da GEA em articulação com a Central de Serviços, a CVSA, o Instituto Últimos Refúgios — por meio do Vitória da Restinga —, o Projeto Baleia Jubarte e associações de moradores. Já no domingo, em Camburi, a programação reúne a GEA, o Serviço de Orientação ao Exercício (SOE) e o Instituto Unimed. Segundo Juliana Sardinha Silvestre, gerente de Educação Ambiental da Semmam, o projeto busca fortalecer o diálogo com munícipes e turistas, incentivando práticas como o descarte adequado de resíduos e ampliando a consciência sobre a preservação dos ecossistemas costeiros.
Explante de silicone cresce e reforça busca por naturalidade
Redução de próteses e retirada de implantes avançam e refletem mudança no padrão estético e de conforto das pacientes O explante de silicone e as cirurgias para redução de próteses mamárias vêm ganhando espaço nos consultórios de cirurgia plástica em todo o país. O último levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) revelou que a redução mamária cresceu 21% e o explante de silicone aumentou 2,5%. O cirurgião plástico Ariosto Santos avalia que a busca por resultados mais naturais e proporcionais continua sendo uma tendência. Muitas pacientes estão optando por próteses menores ou até pelo explante, buscando harmonia corporal ao invés de volume excessivo. O movimento reflete também uma mudança de comportamento: cada vez mais mulheres têm priorizado conforto, proporção corporal e naturalidade, em vez de volumes maiores. A decisão envolve diversos fatores, são eles estéticos, funcionais e, em alguns casos, queixas como dor nas costas, peso excessivo das mamas e insatisfação com o resultado ao longo do tempo. Segundo Ariosto Santos, o perfil das pacientes mudou nos últimos anos. “Hoje existe uma busca clara por equilíbrio e bem-estar. Muitas mulheres que colocaram próteses grandes no passado agora desejam reduzir o volume ou retirar os implantes para ter mais leveza e harmonia corporal”, explica. Segundo o especialista, o planejamento cirúrgico é individualizado e leva em conta medidas do tórax, qualidade da pele e expectativa de resultado. O interesse pelo tema aumentou também após casos de famosas que optaram por reduzir as próteses, ampliando o debate sobre escolhas estéticas ao longo da vida. Sobre isso, o médico destaca: “Dr. Ariosto explica sobre a cirurgia de redução de prótese mamária e o pós-operatório, cada vez mais procurados por mulheres que buscam conforto e naturalidade. Na última semana, Eliana passou por uma cirurgia para reduzir o tamanho das próteses de silicone nos seios.” Ele ressalta que a visibilidade desses casos ajuda a informar, mas a decisão deve ser sempre personalizada. Técnicas otimizadas Tecnicamente, o procedimento pode envolver apenas a retirada do implante ou a retirada associada à mastopexia, que é a cirurgia para remodelar e reposicionar as mamas. “Nem sempre tirar a prótese significa simplesmente remover o volume. Muitas vezes é necessário ajustar o formato, retirar excesso de pele e reposicionar a aréola para alcançar um resultado estético satisfatório”, explica Ariosto Santos. Em casos de redução, pode haver também a troca por implantes menores. Pós-operatório O pós-operatório tende a ser semelhante ao de outras cirurgias mamárias, com afastamento temporário de atividades físicas e uso de sutiã cirúrgico. “O período de recuperação exige alguns cuidados, como evitar esforço com os braços, dormir na posição indicada e seguir corretamente a prescrição médica. Quando a paciente respeita as orientações, a recuperação costuma ser tranquila”, diz o cirurgião. O tempo de retorno à rotina varia conforme a técnica utilizada e a resposta individual do organismo. Para o especialista, o ponto central é a autonomia da paciente bem informada. “A cirurgia plástica acompanha fases da vida. O que fez sentido há dez anos pode não fazer hoje. O mais importante é avaliar com critério, entender riscos e benefícios e escolher o que traz mais conforto físico e emocional”, conclui Ariosto Santos.
Empreendedores têm até este sábado (31) para aderir ao Simples Nacional
Serviço pode ser acessado de forma on-line por MEIs, micro e pequenas empresas. Regime permite o pagamento de tributos de forma simplificada Microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm até o próximo sábado (31) para aderir ou retornar ao Simples Nacional, regime tributário que unifica e simplifica o pagamento de diversos impostos federais, estaduais e municipais. O pedido deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Simples Nacional (https://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/), com acesso via conta Gov.br ou código de acesso. Segundo a Receita Federal, até meados de janeiro, mais de 447 mil solicitações já haviam sido registradas em todo o país. Quem perder o prazo só poderá solicitar nova adesão em janeiro de 2027, passando a recolher tributos por regimes mais complexos, como o Lucro Presumido ou o Lucro Real. O advogado tributarista Samir Nemer alerta que o Simples Nacional representa uma vantagem relevante para pequenos negócios, mas exige atenção aos requisitos legais. “O regime reduz a burocracia, facilita o recolhimento de impostos e melhora o fluxo de caixa das empresas. Mas a adesão só é aprovada se o CNPJ estiver totalmente regularizado junto à Receita Federal, estados e municípios”, explicou Nemer, mestre em Direito Tributário e sócio do escritório FurtadoNemer Advogados. Após a solicitação, o sistema realiza uma verificação automática de pendências fiscais. Se não houver irregularidades, a opção é aprovada de forma imediata. Caso contrário, o pedido fica “em análise” até que todas as inconsistências sejam sanadas dentro do prazo legal. Entre os principais motivos que impedem a adesão ou levam à exclusão do Simples estão débitos tributários, excesso de faturamento, falta de documentos, parcelamentos pendentes e o exercício de atividades não permitidas pelo regime. No caso dos MEIs, são comuns pendências relacionadas ao não pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), atraso na entrega da declaração anual (DASN) ou faturamento acima do limite permitido. “Nessas situações, o empreendedor pode ser desenquadrado não apenas do MEI, mas também do Simples Nacional, passando a recolher impostos mais elevados. Por isso, é fundamental buscar orientação contábil e jurídica para regularizar a situação a tempo”, destacou o advogado. A Receita Federal permite a regularização das dívidas por meio de pagamento à vista, parcelamentos ou transações. Débitos com a Receita devem ser negociados no Portal do Simples Nacional, enquanto dívidas inscritas na Dívida Ativa da União devem ser tratadas pelo Portal Regularize. Pendências estaduais ou municipais precisam ser resolvidas diretamente com os respectivos órgãos. Para os MEIs excluídos ou desenquadrados, o procedimento envolve verificar a situação do CNPJ no Portal do Simples Nacional, quitar ou parcelar os débitos no e-CAC e, após a regularização, solicitar novamente a opção pelo Simples e o reenquadramento no Simei. Os pedidos são analisados de forma sequencial e só produzem efeitos se forem realizados dentro do prazo. Se não houver irregularidades, a opção é aprovada. Caso existam inconsistências, o pedido fica “em análise” até a regularização. O acompanhamento pode ser feito no próprio portal, e o resultado está previsto para a segunda quinzena de fevereiro. Samir Nemer frisou que a atenção ao calendário é decisiva. “Quem deixar para depois perde um ano inteiro de benefícios. Regularizar agora garante a permanência em um regime mais simples e adequado à realidade das micro e pequenas empresas”, concluiu.
Carreta do Ministério da Saúde reforça atendimento à saúde da mulher em Guarapari
Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de Guarapari, no litoral do Espírito Santo, passaram a contar, a partir desta sexta-feira (30), com uma carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas. A unidade móvel chega ao município na nova rodada de deslocamento das carretas do Ministério da Saúde, que passam a atender 32 novos municípios em 20 estados brasileiros. Antes de chegar a Guarapari, a carreta especializada em saúde da mulher estava em Cariacica (ES), onde realizou atendimentos à população da rede pública. No Espírito Santo, esta é a primeira vez que o município recebe uma unidade móvel do programa com foco específico na saúde feminina. As carretas do Agora Tem Especialistas ofertam atendimentos especializados voltados à prevenção e ao diagnóstico precoce de doenças, como câncer de mama e câncer do colo do útero, além de cirurgias de catarata, correções de visão e exames de imagem, considerados essenciais para garantir o tratamento no tempo adequado. Nesta nova etapa, os estados do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe, São Paulo e Tocantins recebem as 47 unidades móveis de saúde especializada atualmente em operação. As carretas são posicionadas, prioritariamente, em regiões de difícil acesso, cidades-polo ou locais com alta demanda reprimida por atendimento especializado. Em Guarapari, os pacientes previamente agendados e encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde podem realizar consultas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além de biópsias, permitindo o diagnóstico precoce de cânceres ginecológicos. A unidade conta com equipe multiprofissional, formada por médico, enfermeiro e técnico de enfermagem. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o programa tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços especializados do SUS: “O Agora Tem Especialistas nasceu para levar atendimento especializado para onde antes faltava, encurtar distâncias, reduzir filas e garantir que a assistência chegue mais perto do povo”. Desde outubro do ano passado, quando começaram a circular pelo país, as carretas de saúde da mulher concentram a maior parte dos atendimentos em procedimentos ligados ao diagnóstico de câncer de mama e à avaliação ginecológica, que representam 67,61% de todo o atendimento realizado, segundo dados do Ministério da Saúde. O programa também conta com carretas oftalmológicas e unidades especializadas em exames de imagem. Fernando Figueiras, diretor do Ministério da Saúde, destaca o alcance do programa Até o fim de 2026, a previsão é de que 150 unidades móveis estejam em funcionamento em todo o Brasil. Atualmente, das 47 carretas em operação, 33 são voltadas à saúde da mulher, nove a exames de imagem e cinco à oftalmologia. De acordo com o governo federal, 15 municípios já conseguiram zerar filas por atendimento especializado após a passagem das unidades móveis. Além das carretas, o Agora Tem Especialistas também atua com mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas, provimento de médicos especialistas e parcerias com hospitais privados, com o objetivo de reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso da população aos serviços especializados do SUS.