Dados de 2025 pautaram debate na Serra sobre riscos psicossociais, produtividade e gestão no ambiente de trabalho Mais de 546 mil benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais foram concedidos no Brasil em 2025, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O número, cerca de 15,6% superior ao registrado no ano anterior, foi um dos destaques do 236º Café de Negócios da Associação dos Empresários da Serra (Ases), realizado no Steffen Centro de Eventos, na Serra. Durante o encontro, a psicóloga Sátina Pimenta, mestre em Gestão de Pessoas e especialista em Saúde Mental Organizacional, alertou para os impactos dos riscos psicossociais sobre produtividade, custos e sustentabilidade das empresas. “Quando falamos de riscos psicossociais, não estamos falando apenas de saúde e bem-estar. Estamos falando de produtividade, lucratividade e sustentabilidade do negócio”, afirmou. Segundo ela, cabe às organizações identificar, avaliar, intervir e acompanhar fatores do ambiente profissional que possam contribuir para o adoecimento. Os dados apresentados reforçam a dimensão do problema. Somente ansiedade e depressão foram responsáveis por mais de 293 mil afastamentos no país em 2025, sendo 166.489 relacionados a transtornos de ansiedade e 126.608 a episódios depressivos. Além do impacto sobre os trabalhadores, os afastamentos geram reflexos para as empresas, como perda de produtividade e aumento dos custos com recrutamento, seleção, integração de novos profissionais e desligamentos. A diretora Comercial e de Marketing da Up Health, Karol Cavêdo, apresentou medidas adotadas para incorporar a gestão dos riscos psicossociais à rotina empresarial, entre elas mapeamento de riscos, criação de comitês e acompanhamento das ações. Para ela, o tema não pode ficar restrito ao setor de Recursos Humanos. “É uma responsabilidade de toda a empresa, que envolve líderes, gestores e diferentes áreas”, destacou, ressaltando também a importância de registrar e comprovar as medidas implementadas. O presidente da Ases, Leonelle Lamas, chamou atenção para o ritmo da rotina profissional e a necessidade de conciliar resultados com qualidade de vida. “Cuidar da saúde mental também é cuidar da sustentabilidade das empresas”, afirmou. Já o CEO da Le Card, Erly Vieira, destacou a importância da escuta e da compreensão dos colaboradores para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. O debate ocorre em meio às discussões sobre a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a ampliar a atenção aos riscos psicossociais na gestão de saúde e segurança do trabalho. O tema reforça uma mudança na forma como as empresas lidam com a saúde mental, que deixa de ser tratada apenas como questão de bem-estar e passa a integrar também as estratégias de gestão de riscos, produtividade e sustentabilidade dos negócios.
ES tem 580 candidaturas registradas para as eleições de 2026; veja quem está na disputa
Estado tem 5 candidatos ao governo, 11 ao Senado e 402 à Assembleia O Espírito Santo tem 580 candidaturas registradas para as eleições de 2026, considerando todos os cargos e também os suplentes ao Senado. De acordo com os dados disponíveis no DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são cinco candidatos a governador, cinco a vice-governador, 11 a senador, 11 a primeiro suplente, 11 a segundo suplente, 135 a deputado federal e 402 a deputado estadual. A maior disputa em número de candidatos ocorre pelas 30 cadeiras da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), com 402 nomes. Para a Câmara dos Deputados, onde o Espírito Santo elege dez representantes, são 135 candidatos. Já a corrida pelo Senado reúne 11 nomes, além dos respectivos primeiros e segundos suplentes. Cinco candidatos disputam o Palácio Anchieta Na corrida pelo Governo do Espírito Santo, cinco chapas foram registradas. Ricardo Ferraço (MDB), atual governador, concorre à reeleição. Sua candidatura reúne uma aliança formada por MDB, Podemos, Agir, PSB e PDT, além das federações PSDB-Cidadania e União Progressista. Lorenzo Pazolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, também disputa o Palácio Anchieta, pela coligação Republicanos, PL e Democrata. Helder Salomão (PT), deputado federal, concorre ao governo pela coligação da Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV). Completam a relação Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP). Os pedidos de registro dos cinco candidatos ao governo aparecem no sistema da Justiça Eleitoral como “aguardando julgamento”. Isso significa que as candidaturas foram apresentadas e ainda dependem da análise da Justiça Eleitoral. Senado tem 11 candidatos A disputa pelo Senado também reúne nomes conhecidos da política capixaba. São 11 candidatos, entre eles os senadores Fabiano Contarato e Marcos do Val, que concorrem à reeleição. Também estão na disputa o ex-governador Renato Casagrande, Wellington Callegari, Evair de Melo, Leonardo Monjardim, Maguinha Malta, Professor Fabian, Rodney Miranda, Rose de Freitas e Sergio Meneguelli. Contarato disputa pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), enquanto Marcos do Val concorre pelo Avante. Renato Casagrande e Rose de Freitas, pela Agora é o Futuro, Callegari pela aliança Senado Forte; Evair de Melo e Maguinha Malta, pela Paz pra Viver um Novo Tempo; Leonardo Monjardim, pelo Novo; Professor Fabian, pela Federação PSOL-Rede; Rodney Miranda, pelo PRTB; e Sergio Meneguelli, pelo PSD. Além dos 11 candidatos ao Senado, foram registradas 11 candidaturas a primeiro suplente e outras 11 a segundo suplente, totalizando 33 nomes nas chapas para a representação capixaba no Senado. Mais de 500 candidatos disputam Câmara e Assembleia Nas eleições proporcionais está concentrada a maior parte das candidaturas registradas no Espírito Santo. São 135 candidatos a deputado federal, que disputam as dez cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados. Para a Assembleia Legislativa, a concorrência é ainda maior. 402 candidatos disputam as 30 cadeiras da Ales, o equivalente a mais de 13 candidatos por vaga.
Autora capixaba transforma experiência da maternidade em literatura
Segundo livro de Camila Ungarato, “A mãe”, será lançado no dia 22 de agosto, em Vila Velha, e aborda as transformações vividas da gestação ao puerpério A maternidade, com suas descobertas, contradições e transformações, inspirou o segundo livro da escritora capixaba Camila Ungarato. “A mãe – Como a maternidade mudou a minha vida, de novo” será lançado no próximo sábado (22), das 9h às 11h, na Livraria Içá-Içá, no Centro de Vila Velha. Durante o encontro, a autora vai autografar exemplares e conversar com os leitores. A ideia da obra ganhou força durante o puerpério. Camila já escrevia desde a descoberta da gravidez, mas foi nos meses seguintes ao nascimento da filha que os textos começaram a tomar a forma de um livro. Em uma narrativa autobiográfica em prosa poética, ela aborda as mudanças provocadas pela maternidade sem romantizar a experiência nem reduzi-la às dificuldades. “Enquanto todos celebravam o nascimento da minha filha, eu tentava compreender o nascimento de uma nova mulher. Percebi que muitas das transformações mais profundas aconteciam por dentro e eram difíceis de colocar em palavras. Escrever foi a forma que encontrei de atravessar essa experiência com presença e honestidade”, conta. Ao longo das 92 páginas, temas como amor, medo, exaustão, culpa e pertencimento aparecem como parte dos sentimentos que podem coexistir na experiência materna. Embora tenha partido de uma vivência pessoal, Camila considera que a obra também pode dialogar com homens e outros integrantes da família. “Talvez o livro ajude mulheres a se sentirem compreendidas e homens a compreenderem um pouco melhor essa experiência”, afirma. Nascida em Castelo e moradora de Vila Velha, Camila Zancanella Ungarato é fisioterapeuta, servidora pública do município de Afonso Cláudio e escritora. Seu primeiro livro, “A Peregrina: como o Caminho de Santiago mudou a minha vida”, foi publicado em 2023 e surgiu após uma peregrinação entre Lourdes, na França, e Santiago de Compostela, na Espanha. Entre suas referências literárias estão Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Ana Suy, Laura Gutman e Clarissa Pinkola Estés. Serviço Lançamento: “A mãe – Como a maternidade mudou a minha vida, de novo” Autora: Camila Zancanella Ungarato Data: 22 de agosto (sábado) Horário: das 9h às 11h Local: Livraria Içá-Içá – Rua Prof. Telmo de Souza Torres, 30, Centro, Vila Velha Preço: R$ 49,90 Páginas: 92 Editora: independente Onde comprar: no lançamento, diretamente com a autora e, em pré-venda, nos formatos físico e e-book pela Amazon.
IEL-ES abre 20 vagas de estágio e emprego com bolsas de até R$ 6 mil
Oportunidades estão distribuídas por sete municípios do Espírito Santo e incluem estágio, contratação com carteira assinada e vagas pelo programa Inova Talentos O Instituto Euvaldo Lodi do Espírito Santo (IEL-ES) está com 20 oportunidades abertas para estudantes e profissionais interessados em ingressar no mercado de trabalho, avançar na carreira ou participar de projetos voltados à inovação. As vagas estão distribuídas por Vitória, Cariacica, Vila Velha, Serra, Linhares, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim. Do total, 13 oportunidades são destinadas a estágio para estudantes dos níveis superior e técnico. Há ainda duas vagas para contratação de profissionais e outras cinco oferecidas por meio do programa Inova Talentos. As oportunidades contemplam diferentes áreas de formação, entre elas Administração, Pedagogia, Psicologia, Comunicação Social, Fonoaudiologia, Engenharia Civil, Técnico em Eletrotécnica e Marketing. Para os estudantes de nível técnico, as bolsas de estágio variam de R$ 700 a R$ 1.500. Já as vagas de nível superior oferecem bolsas entre R$ 900 e R$ 1.300. As oportunidades profissionais com carteira assinada têm salários de até R$ 2.355,63, além de benefícios que variam conforme a empresa contratante. O Inova Talentos oferece cinco vagas com bolsas que vão de R$ 4.400 a R$ 6 mil. O programa nacional do IEL aproxima estudantes e profissionais qualificados de empresas privadas para o desenvolvimento de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Os interessados podem conferir os requisitos, benefícios e detalhes de cada oportunidade e realizar a candidatura pelo portal de carreiras do IEL-ES, em carreiras.iel.org.br/ES.
João Gualberto – “João Dalmácio e sua hotelaria de inovações”
A atual edição da CasaCor capixaba se realiza na antiga sede do Hotel Porto do Sol, onde há, inclusive, um espaço que presta homenagem ao fundador do hotel, o empresário João Dalmácio Castelo. Homenagem mais do que merecida, já que o empreendimento teve um caráter muito inovador, pelas razões que quero abordar. João foi, ele próprio, um homem muito à frente de seu tempo, com grande visão de futuro. É preciso lembrar que Vitória começava a se transformar, mais uma vez, nos anos 1980, quando o hotel foi construído, com os aterros na Enseada do Suá, a duplicação da Avenida Dante Michelini e o deslocamento do comércio do Centro da cidade. A dinâmica da cidade definitivamente se deslocava para a Região Norte. Os maiores responsáveis pelas profundas transformações urbanas pelas quais passávamos eram os novos empreendimentos econômicos, impulsionados pelo Porto de Tubarão, pela antiga CST e pelas indústrias instaladas no CIVIT, para ficar nos mais importantes. Dentre essas novidades, tinha especial relevância a localização, na Serra, do CIVIT, que abriga até hoje muitas indústrias importantes; a proximidade com a Aracruz Celulose e o novo polo que se instalaria naquele município; a ampliação do movimento no aeroporto de Vitória; e as novas zonas residenciais delimitadas pela Praia de Camburi, seu calçadão e seus quiosques. Era uma outra cidade que nascia. Nenhuma outra capital brasileira fez uma mudança tão radical de seu centro dinâmico quanto Vitória. A começar pela Prefeitura, que se instalou na Avenida Beira-Mar ainda nos anos 1970, seguida pela Câmara Municipal de Vitória. Logo depois dessas mudanças, ficou pronto o aterro da Enseada do Suá, que trouxe consigo o edifício do Palácio do Café, outrora um espaço econômico importante na Praça Costa Pereira. A vinda do Shopping Vitória foi definitiva, logo depois do Boulevard e do Centro da Praia. Estava, assim, consolidada a vinda do comércio para a Região Norte. Em termos da administração pública, a transferência da sede do Tribunal de Justiça foi simbólica do esvaziamento do Centro da cidade e da consolidação de uma nova versão da capital do Espírito Santo. O que foi acontecendo na sequência é do conhecimento de todos: a Enseada do Suá passou a receber edifícios comerciais e residenciais, e a dinâmica social abandonou o antigo Centro. Quem percebeu essas transformações com profundidade e espírito empreendedor, muito antes que tudo isso tivesse acontecido, foi João Dalmácio Castelo Miguel. Ele sonhou com um hotel que fosse capaz de captar e multiplicar as demandas dos novos tempos e as realizou em um projeto arquitetônico e de funcionamento muito moderno. Ele ajudou a cidade a mudar em direção ao progresso. O Hotel Porto do Sol não ficava mais próximo ao poder expresso pelos governos, mas sim a uma nova dimensão que se instalava no campo dos negócios e nas mudanças no estilo de vida que ela inspiraria. De forma impensável até então, o hotel foi instalado no extremo da Praia de Camburi. A modernidade do Hotel Porto do Sol era absoluta: salões para convenções, restaurante com cozinha internacional, eventos elegantes, música sofisticada. Enfim, um novo tempo capixaba que se expressava nesse empreendimento inovador. A própria concepção arquitetônica do renomado Paulo Casé, os detalhes da beleza interior do Porto do Sol, inclusive a participação de Ziraldo, tudo isso fez do hotel a marca de um tempo. Em seus apartamentos, hospedaram-se os maiores visitantes que a cidade teve por longo período, entre eles o grande cronista Carlinhos de Oliveira, que morou ali nos momentos finais de sua vida. Era muito amigo de João Dalmácio. A hotelaria de Vitória não seria a mesma sem o Porto do Sol, e o hotel não seria o mesmo sem João Dalmácio. Requinte, bom gosto, qualidade, inovação, um novo estilo de vida. Tudo isso foi, um dia, o Hotel Porto do Sol e o seu simpático proprietário à sua frente, com charme e elegância. Referenciar todos esses aspectos presentes na hotelaria inovadora que o empreendimento expressou é mais do que o nosso dever: é resgatar uma dívida de gratidão que a cidade deve ter para com ele.
Emanuela Pedroso reforça preparação para disputa à Câmara Federal
Ex-secretária participou de formação nacional do PSB em São Paulo e se prepara para lançar oficialmente sua candidatura a deputada federal Às vésperas do lançamento oficial de sua candidatura à Câmara dos Deputados, a ex-secretária de Estado do Governo Emanuela Pedroso participou, nesta sexta-feira (14), em São Paulo, de mais uma etapa do Lidera 40. O programa reúne pré-candidatas do PSB de diferentes estados apontadas pelo partido como nomes com potencial para as eleições de outubro. Emanuela, também conhecida como Manu, está entre as 15 participantes convidadas para a iniciativa, criada pelo PSB para ampliar a presença feminina na política e oferecer formação e apoio às pré-candidatas. O partido estabeleceu como meta alcançar ao menos 40% de candidaturas femininas em espaços de poder. “Nós, mulheres, compomos a maioria da população, mas ocupamos menos de 20% das cadeiras legislativas no nosso país”, afirma Emanuela. Para ela, ampliar a participação feminina na política e em outros espaços de decisão é fundamental para construir uma sociedade mais representativa. Natural de Alto Rio Novo, Emanuela iniciou sua trajetória política como vereadora do município e, posteriormente, foi eleita prefeita. Depois, atuou como secretária municipal em Viana e como secretária-executiva da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), período em que participou das articulações relacionadas às políticas voltadas ao fortalecimento das administrações municipais. No Governo do Espírito Santo, ocupou os cargos de subsecretária administrativa da Secretaria de Estado do Governo, secretária de Estado de Economia e Planejamento e, posteriormente, secretária de Estado do Governo. Nessa última função, esteve à frente da gestão do Fundo Cidades, mecanismo estadual responsável pelo repasse de recursos aos municípios para investimentos em projetos e obras. Em abril deste ano, Emanuela deixou a Secretaria de Estado do Governo para viabilizar sua participação nas eleições de 2026. Desde então, tem percorrido municípios de diferentes regiões do Espírito Santo, mantendo encontros com comunidades, gestores públicos, lideranças locais e representantes do setor privado. A participação no Lidera 40 integra essa fase de preparação para a disputa por uma cadeira na Câmara Federal. O próximo passo será o lançamento oficial de sua candidatura, consolidando a entrada da ex-secretária na corrida eleitoral deste ano.
Jack Rocha cita alerta da ONU e defende projeto de proteção a crianças vítimas de violência sexual
Deputada apresentou proposta em novembro de 2025 após votação no Congresso e afirma que texto busca fortalecer a rede de atendimento às vítimas A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) voltou a defender o Projeto de Lei nº 5.736/2025, apresentado por ela em novembro do ano passado com o objetivo de estabelecer diretrizes nacionais para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A parlamentar relaciona a iniciativa a um documento da Organização das Nações Unidas (ONU) que manifesta preocupação com mudanças aprovadas pelo Congresso na legislação brasileira sobre o tema. “Em novembro do ano passado, lutamos até o fim para que esse retrocesso não fosse aprovado. Perdemos na votação e seguimos outro caminho: apresentando um projeto de lei para proteger crianças e adolescentes. Agora, o documento da ONU comprova o tamanho do absurdo que o Parlamento aprovou no ano passado”, afirmou Jack Rocha. O projeto apresentado pela deputada prevê parâmetros nacionais para o acolhimento das vítimas e a atuação integrada das áreas de saúde, assistência social, educação, Conselho Tutelar, segurança pública e sistema de Justiça. A proposta também assegura escuta especializada, sigilo das informações, atendimento prioritário e capacitação permanente dos profissionais envolvidos. Segundo Jack Rocha, a intenção é evitar que crianças e adolescentes sejam submetidos à revitimização durante o atendimento. “Quando uma criança rompe o silêncio para denunciar uma violência sexual, ela já demonstrou uma coragem imensa. O mínimo que o Estado deve oferecer é acolhimento, proteção e respeito. Nenhuma vítima pode ser obrigada a reviver esse trauma por falta de preparo ou de protocolos claros”, declarou. A proposta também busca dar maior segurança à atuação de médicos, psicólogos, assistentes sociais, conselheiros tutelares e demais integrantes da rede de proteção. “Nosso projeto oferece segurança jurídica para que os profissionais saibam exatamente como agir. Isso significa menos desencontros, menos demora e mais proteção para quem precisa”, disse a deputada. Outro ponto previsto no texto é o fortalecimento da participação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) na construção das políticas públicas da área. O projeto pretende ainda uniformizar procedimentos em todo o país e consolidar uma política permanente de atendimento às vítimas de violência sexual. “A infância não pode depender do CEP onde a criança nasceu nem da interpretação de quem a atende. Proteção não pode ser um privilégio. Ela precisa ser uma garantia do Estado”, afirmou Jack Rocha. Para a parlamentar, o enfrentamento à violência sexual também passa pelo rompimento do silêncio em torno desses crimes e pela garantia de que as vítimas tenham acesso à rede pública de proteção.
Ministros do STJ vêm ao ES debater desafios das empresas e inteligência artificial
Congresso em Pedra Azul reúne magistrados e especialistas para discutir recuperação judicial, endividamento, falências e os impactos da IA no Judiciário O avanço das recuperações judiciais no Brasil e os desafios enfrentados por empresas, credores e pelo Poder Judiciário estarão no centro dos debates do III Congresso Brasileiro e Capixaba de Direito da Empresa. O evento será realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no Cerimonial Itamaraty, em Pedra Azul, reunindo ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), magistrados, advogados e especialistas de diferentes regiões do país. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito da Empresa (IBDE), o congresso ocorre em um cenário de maior pressão sobre o setor produtivo. Em 2025, os pedidos de recuperação judicial cresceram 13% no país, em meio aos efeitos dos juros elevados, da restrição ao crédito, da inflação e do aumento dos custos de produção sobre empresas de diferentes portes. A programação começa no dia 27, às 9 horas, com o ministro do STJ Afrânio Vilela, que apresentará a palestra “A IA no Judiciário: o que é e o que será”. Ao longo dos dois dias, também estarão em discussão recuperação judicial e extrajudicial, falências, transação tributária, direito marítimo, direito regulatório, superendividamento, governança e a possibilidade de pedido de falência pelo Fisco, além dos efeitos de decisões recentes dos tribunais superiores. Ministro Afrânio Vilela Além de Afrânio Vilela, estão confirmados os ministros do STJ Raul Araújo, Teodoro Santos Silva e Sebastião Alves dos Reis Júnior. A programação contará ainda com especialistas de atuação nacional em Direito Empresarial. Para o presidente do IBDE, Gustavo Nobre, o encontro busca aproximar profissionais e acadêmicos e ampliar o debate sobre temas que vêm ganhando espaço na jurisprudência. “Reunir profissionais e acadêmicos para debater temas atuais e a evolução da jurisprudência no STJ, sobre questões sensíveis, possibilita aprimorar o nível de conhecimento dos congressistas, além de criar um ótimo ambiente de networking com profissionais do Brasil inteiro”, afirma. Segundo Bruno Finamore, diretor jurídico do IBDE e um dos organizadores, a reestruturação empresarial passou a ocupar espaço cada vez maior também no debate econômico. “O Brasil vive um momento em que a reestruturação empresarial deixou de ser um tema restrito ao meio jurídico e passou a fazer parte da realidade econômica do país. O congresso será um espaço para discutir soluções que contribuam para preservar empresas, empregos e a atividade econômica”, destaca. Sem vinculação político-partidária, o Instituto Brasileiro de Direito da Empresa atua na promoção do estudo e do aperfeiçoamento do Direito Empresarial, com iniciativas voltadas à produção científica, à qualificação profissional e ao debate sobre mecanismos de preservação da atividade econômica.
Estudo revela potencial do ES para transformar resíduos em energia limpa
Elaborado em parceira da Findes com o Bandes, levantamento aponta oportunidades para transformar resíduos da agropecuária e do saneamento em energia renovável, investimentos e novos negócios Resíduos gerados pela pecuária, agricultura e pelo saneamento podem colocar o Espírito Santo em uma posição de destaque na produção de energia renovável. Estudo desenvolvido pelo Observatório Findes estima que o Estado tenha potencial para produzir cerca de 317 milhões de metros cúbicos de biogás por ano a partir dessas fontes. Os dados fazem parte do projeto “Economia Verde no Espírito Santo: Impactos Socioeconômicos e Estratégias para um Ecossistema de Negócios Baseado em Biomassa”, desenvolvido pela Findes em parceria com o Bandes e a Open Society Foundations. Os primeiros resultados foram apresentados nesta quarta-feira (12), em Vitória. Do potencial estimado de produção de biogás, 42% têm origem na pecuária, 33% na agricultura e 25% no saneamento. Com isso, as atividades agropecuárias respondem por 75% do volume identificado. O estudo também avalia a possibilidade de produção de biometano, combustível renovável que pode substituir fontes fósseis em diferentes atividades. O levantamento considera não apenas a quantidade de biomassa disponível nos 78 municípios capixabas, mas também sua localização, os possíveis consumidores e as condições de infraestrutura, logística e regulação. Um dos desafios identificados é que grande parte dos resíduos agropecuários está no interior, enquanto importantes consumidores de energia estão concentrados nos polos industriais, especialmente na Grande Vitória. Para detalhar essas diferenças, o Estado foi dividido nas oito Regiões Geográficas Imediatas definidas pelo IBGE. A próxima etapa deverá identificar áreas com melhores condições para receber projetos de biogás e biometano, considerando as características produtivas e as necessidades de infraestrutura de cada território. Outra frente do projeto analisará os chamados empregos verdes e os efeitos que investimentos em descarbonização podem provocar na economia capixaba. O trabalho pretende identificar setores, ocupações e regiões ligados às atividades sustentáveis e estimar impactos sobre produção, emprego e renda. Os resultados poderão servir de base para empresas, produtores, investidores e poder público na estruturação de projetos e políticas voltados à economia de baixo carbono.
Cooabriel leva mulheres cooperativistas para encontros na Bahia
Agenda passa por Camacã, Itabela e Teixeira de Freitas e marca a primeira ação do Núcleo Feminino da cooperativa fora do Espírito Santo A Cooabriel realiza, entre os dias 17 e 19 de agosto, uma série de encontros destinados a mulheres cooperativistas em três municípios da Bahia. A programação passará por Camacã, Itabela e Teixeira de Freitas, cidades onde a cooperativa mantém atuação, e representa a primeira agenda do Núcleo Feminino fora do Espírito Santo. Os encontros serão destinados a cooperadas e mulheres que tenham vínculo familiar com associados da Cooabriel. A programação abordará temas como relacionamento interpessoal, construção de vínculos e protagonismo feminino, tendo o cooperativismo como eixo das atividades. A proposta é aproximar as participantes do ambiente cooperativista e criar espaços para integração e troca de experiências. As atividades serão conduzidas por Ney Guimarães, especialista em pedagogia da cooperação e metodologias colaborativas. “Quando as participantes se reconhecem como parte da cooperativa, esse vínculo se fortalece. É esse sentimento de pertença que queremos estimular, aproximando cada vez mais essas mulheres do ambiente cooperativista”, afirma a coordenadora do Núcleo Feminino, Nadya Bronelle. Criado em 2009, o Núcleo Feminino da Cooabriel reúne atualmente cerca de 130 participantes e desenvolve ações de formação, integração e desenvolvimento de lideranças. Nos últimos anos, o projeto ampliou sua presença no Espírito Santo, com grupos regionais que abrangem municípios como Nova Venécia, Vila Pavão, Boa Esperança, Jaguaré, Sooretama e São Mateus. Com a chegada à Bahia, a cooperativa pretende conhecer mais de perto as mulheres ligadas ao cooperativismo na região e avaliar novas ações de formação e integração. A programação começa no dia 17, em Camacã, segue para Itabela no dia 18 e termina em Teixeira de Freitas no dia 19. Serviço | Encontro de Mulheres Cooperativistas Cooabriel Camacã 17 de agosto, às 16h Xiquetaria Club — Rua Renato Cabral, 396, Centro Itabela 18 de agosto, às 17h30 Pizzaria Pizza Bellas — Av. Guaratinga, 167, Centro Teixeira de Freitas 19 de agosto, às 16h Auditório Lord Plaza Hotel — Rua Teixeira de Freitas, 123, Centro As inscrições são gratuitas. Mais informações podem ser obtidas nas unidades da Cooabriel em cada município.