Os moradores da Grande Vitória devem manter o guarda-chuva por perto e se preparar para mudanças bruscas de temperatura nos próximos dias. De acordo com dados cruzados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e do Climatempo, a primeira semana cheia do outono será marcada pela combinação de calor intenso e a chegada de frentes de umidade que trazem instabilidade para a Região Metropolitana. Calor e Alerta de Temporal O início da semana ainda carrega o DNA do verão. Para esta segunda e terça-feira, as máximas podem atingir os 32°C. No entanto, o aquecimento diurno somado à alta umidade cria o cenário perfeito para as chamadas “chuvas de verão” no final da tarde. O Inmet emitiu um aviso de Perigo Potencial (bandeira amarela) para a região, alertando para o risco de chuvas intensas de até 50 mm/dia e ventos que podem chegar a 60 km/h. A recomendação é evitar abrigar-se debaixo de árvores e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão em caso de rajadas de vento. A Virada na Quarta-feira Quem espera por um refresco encontrará alívio a partir de quarta-feira (25). A entrada de uma massa de ar mais fresca e o aumento da nebulosidade devem derrubar as temperaturas máximas, que não devem ultrapassar os 27°C. Programação para o Fim de Semana Para quem planeja atividades ao ar livre, a tendência é de que a instabilidade perca força gradualmente a partir de sexta-feira, embora o céu permaneça com variação de nuvens. A umidade relativa do ar seguirá alta, entre 75% e 90%, mantendo o tempo “abafado” mesmo com temperaturas menores. Confira as máximas previstas: • Terça-feira: 32°C • Quarta-feira: 27°C • Quinta-feira: 27°C • Sexta-feira: 28°C
João Gualberto – “As fofocas como traço identitário”
Nas análises que tenho feito da construção do imaginário social capixaba através da literatura, chamo sempre a atenção para dois elementos que me parecem fundamentais nesse processo: a violência e a fofoca. Creio que sejam organizadores e legitimadores de todo um conjunto de ações na sociedade, que, em seu conjunto, foram o que tenho chamado de imaginário social, sempre dentro do olhar conceitual do filosofo político grego, que produziu toda a sua obra em Paris, Cornelius Castoriadis. Em uma das vezes que citei a fofoca como importante na nossa identidade, a escritora e intelectual renomada Andréia Delmaschio me recomendou ler Os Estabelecidos e os Outsiders, de Norbert Elias & John L. Scotson, já que os autores descrevem e analisam uma longa pesquisa sobre o tema realizada nos anos 1960, em uma comunidade inglesa. Foi o que fiz há alguns dias. O resultado da leitura foi muito útil, e fortalece a ideia que tenho desenvolvido nos meus textos. Quando fiz uma espécie de construção histórica da trajetória da fofoca entre os capixabas, me apoiei fortemente no livro Chamas na Missa, de Luiz Guilherme Santos Neves. Nele vemos como a Santa Inquisição espalhou um clima de desconfiança e intrigas na população de Vitória no século XVIII, fazendo com que fossem à igreja delatar vizinhos e amigos. A lógica investigativa na religião oficial do Império Luso-Brasileiro deu origem a comunidades marcadas pela intriga. A presença do catolicismo muito conservador e punitivo marcou nossa sociedade. Depois fui em Menino de Pedro J. Nunes e vi evidências de como as redes de intriga constituem-se em elementos vivos das pequenas cidades do Espírito Santo, na segunda metade do século XX. Em Renato Pacheco de A Oferta e o Altar busquei entender a lógica das fofocas. No romance de Renato, a personagem Joaninha do Muxá constrói uma rede maldita de destruição de reputações com método,para colher e espalhar suas Fake News, como se diz em tempos das redes sociais. Nela a fofoca é personagem da história, e como elemento central da trama, atinge o seu ápice. Estou convencido de que sem ela não entendemos nossa identidade cultural e nem a lógica política que preside as eleições até hoje. Isso explica por que a indicação de leitura da obra do Norbert Elias me pareceu oportuna. Afinal ele estuda, no único livro propriamente etnográfico, como se organiza a vida em uma comunidade britânica onde as intrigas estão muito presentes. A pesquisa foi feita em três anos de trabalho de campo em uma cidadezinha do interior da Inglaterra, cujo verdadeiro nome é ocultado na obra. No estudo, apesar da base econômica relativamente homogênea, os moradores não tinham essa percepção. Havia um grupo que se percebia como estabelecidos e um outro de famílias outsiders, ou seja, inferiorizados no trato social. A distinção se fazia pelo princípio da antiguidade, e os estabelecidos se viam como representantes dos princípios da tradição e da boa sociedade, enquanto os outros eram estigmatizados por atributos como delinquência e desintegração. O que chama a atenção nas reflexões de Elias é que essa diferença se mantém basicamente em uma rede fofocas que distanciam as pessoas, os comportamentos aceitos e rejeitados e também moldam identidades individuais e coletivas. É como se a força da fofoca em A Oferta e o Altar fosse analisada por um cientista social de muito peso, um dos maiores do século XX. É de Elias a seguinte conclusão: Assim, as calúnias que acionam os sentimentos de vergonha ou culpa do próprio grupo socialmente inferior, diante de símbolos de inferioridade e sinais de caráter imprestável que lhes é atribuído, bem como a paralisia da capacidade de revide que costuma acompanhá-los, fazem parte do aparato social com que os grupos dominantes e superiores mantêm a sua dominação e superioridade em relação aos socialmente inferiores. Arma importante, portanto, de dominação e humilhação. No caso dos capixabas, não diferente do resto do Brasil, a diferenciação vem do longo processo colonial, escravocrata, desigual e injusto. Mas, a coesão social precisa de mais elementos do que a realidade, por isso,gosta da ideia do imaginário social e de quais são os seus cimentos. A prática cotidiana da destruição da imagem alheia seguramente foi fartamente utilizada no nosso caso. O racismo se alimenta disso, assim como a misoginia e o machismo. Os estabelecidos, donos da verdade que impõem ao mundo, manipulam suas redes de intriga de forma perversa e conseguem manter funcionando preconceitos absurdos. É isso que aponto nas análises da literatura pelo viés sociológico que tenho feito. Por isso, a fofoca é tão definidora de identidades coletivas. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Governo do Estado inicia pavimentação da ES-440 entre Bebedouro e Regência
O governador Renato Casagrande assinou, nesta sexta-feira (20), a ordem de serviço para elaboração dos projetos e execução das obras de implantação e pavimentação da ES-440, no trecho entre Bebedouro, na BR-101, e Regência, na ES-010, em Linhares. A intervenção vai conectar a sede do município ao litoral e melhorar a infraestrutura da região norte do Espírito Santo. A obra será viabilizada com recursos do Acordo de Mariana, voltado à recuperação das áreas impactadas pelo desastre na bacia do Rio Doce. A expectativa é de melhoria na mobilidade, aumento da segurança viária e estímulo ao turismo e às atividades econômicas locais. Segundo o governador, o projeto enfrentou entraves judiciais após a licitação, mas foi liberado para execução. A previsão é de cerca de dois anos de obras, com início pelo trecho de Regência. Casagrande também informou que o Estado deve assinar, na próxima semana, convênio com a Prefeitura de Linhares para construção dos portos de Regência e Povoação. O secretário de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi, afirmou que as obras fazem parte de um conjunto de investimentos em infraestrutura na região, incluindo intervenções viárias entre Aracruz e Linhares, com foco no desenvolvimento econômico, no escoamento da produção e na segurança dos moradores.
Amaes realiza caminhada da inclusão em Vitória dia 29 de março
Evento na Orla de Camburi mobiliza famílias e apoiadores com o tema Inclusão não abro mão No dia 29 de março, a Orla de Camburi, em Vitória, recebe a Caminhada da Associação de Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes) 2026. Com o tema “Inclusão não abro mão”, o evento reúne famílias, apoiadores e a sociedade em um ato de conscientização sobre os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A mobilização busca ampliar o debate sobre inclusão, acesso a serviços e respeito às diferenças, dando visibilidade às pessoas com autismo e suas vivências. A camisa oficial da caminhada já está disponível no Bazar da Amaes e simboliza o engajamento de quem participa da causa. A presidente da Amaes, Pollyana Paraguassu, destaca que a iniciativa representa um movimento coletivo em defesa da inclusão. “Quando as famílias ocupam espaços públicos com suas histórias, mostram que a inclusão é um direito que deve ser garantido em todos os ambientes.” A Amaes conta com seis unidades no Espírito Santo e acompanha cerca de 1.500 pessoas com autismo e suas famílias. A instituição oferece atendimentos especializados, apoio educacional e ações de inclusão social, além de atuar na conscientização da sociedade sobre o tema.
Dia Mundial da Água: ação no Rio Jacaraípe mobiliza voluntários e reforça importância do saneamento
O Instituto Aegea, braço de responsabilidade socioambiental da Aegea, apoia a 2ª Descida Ecológica na Bacia Hidrográfica do Rio Jacaraípe, que será realizada no dia 22 de março, no município da Serra (ES), em alusão ao Dia Mundial da Água. Promovida pelo Projeto Naturartes IBRAFF, a iniciativa reúne sociedade civil, organizações e voluntários em uma mobilização em prol da preservação dos recursos hídricos, com percurso entre a Lagoa do Juara e a Orla do Rio Jacaraípe. Como parte do apoio institucional, a ação contará também com a participação de colaboradores voluntários das concessionárias da Aegea no Espírito Santo, fortalecendo a conexão entre investimento social, atuação no território e mobilização cidadã. A iniciativa reforça a importância da conservação dos mananciais e amplia o debate sobre o papel do saneamento na proteção ambiental. O tratamento adequado do esgoto é um dos principais fatores para a melhoria da qualidade dos corpos hídricos e para a sustentabilidade das cidades. “A preservação dos nossos rios passa, necessariamente, por uma mudança de consciência coletiva. Apoiar iniciativas como essa é também reforçar que o saneamento é parte fundamental dessa agenda, ao contribuir diretamente para a melhoria da qualidade da água e para a sustentabilidade das cidades”, afirma Bruna Buldrini, diretora-presidente das concessões da Aegea no Espírito Santo.
Banestes reúne investidores em São Paulo e apresenta resultados recordes de 2025
O Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo) realizou, na manhã desta quarta-feira (18), em São Paulo, a terceira edição do Investor Day. O evento, promovido anualmente na capital paulista, tem como objetivo aproximar a instituição do principal polo financeiro do país, responsável por concentrar 31% da base acionária do banco. O encontro ocorreu na MZ Arena, na Vila Olímpia, e reuniu empresários, investidores, analistas e potenciais parceiros. Durante a apresentação, o diretor-presidente do banco, José Amarildo Casagrande, destacou a evolução dos resultados nos últimos anos, com ênfase no lucro líquido recorde de R$ 413 milhões em 2025, o maior da história da instituição. Também foram apresentados produtos voltados à ampliação da atuação nacional e ao fortalecimento da presença no Espírito Santo. “A estratégia continua com o banco forte, na sua trilha de resultados e de busca por melhores negócios. Os dados atuais reforçam a confiança dos clientes e dos acionistas no Banestes”, afirmou. Segundo ele, a remuneração aos acionistas totalizou R$ 236,8 milhões em 2025, considerando Juros sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos. O presidente também mencionou o desempenho das coligadas Banestes Seguros, Banestes Corretora e Banestes Asset, que somaram R$ 108,2 milhões em resultados. Entre os lançamentos apresentados estão o cartão Banescard Visa Absoluto, voltado ao público de alta renda, e a conta Global Banestes, prevista para operações internacionais ainda neste mês. O diretor de Relações com Investidores e de Finanças, Silvio Grillo, reforçou a trajetória de crescimento da instituição, baseada na ampliação de parcerias, especialmente nas áreas de seguridade e contas internacionais, além da manutenção da confiança de clientes e acionistas. Ele destacou ainda a bonificação de R$ 300 milhões em ações realizada em 2025 e o histórico de pagamento de proventos. Já o diretor de Negócios e Recuperação de Ativos, Carlos Artur Hauschild, indicado para assumir a presidência do banco a partir de maio, afirmou que a mudança sinaliza continuidade na estratégia adotada. “Não foi uma vitória pessoal, mas coletiva. O êxito nos resultados está no alinhamento interno e na confiança do mercado”, disse. Também participaram do evento a diretora de Riscos e Controle, Joseane Zoghbi; o presidente do Conselho de Administração, Maelcio Maurício Soares; a gerente de Relações com Investidores, Sibia Bozetti; o diretor-presidente da Banestes Corretora, Gilvan Cola Rodrigues; a diretora de Controle e Risco da Banestes Corretora, Arianny Magnago Tosi; e o superintendente Comercial, Marcus Jesus Taveira. Selo Apimec Durante o Investor Day, o presidente da Apimec Brasil (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais do Brasil), Ricardo Martins, entregou ao banco o Selo de Assiduidade Apimec Brasil Bronze 2026. A certificação é concedida a companhias que realizam reuniões públicas contínuas para divulgação de informações, de forma presencial, híbrida ou on-line. “O selo atesta a boa governança corporativa, a transparência e a equidade na divulgação das informações”, afirmou Ricardo Martins. Banestes em números Lucro líquido (2025): R$ 413 milhões Crescimento do lucro (10 anos): +156,3% ROE: 17,3% Carteira de crédito ampliada: R$ 15,1 bilhões Carteira de crédito comercial: R$ 12,7 bilhões Inadimplência: 2,3% (comercial) / 1,9% (ampliada) Patrimônio líquido: R$ 2,4 bilhões Valor de mercado: R$ 2,8 bilhões Clientes: 1,4 milhão Contas totais: 1,7 milhão Contas correntes: 1,1 milhão
Evento “Carpintaria Aberta” promove ocupação lúdica do espaço público em Vitória
Encontro será realizado no dia 28 de março, no Centro de Vitória, e encerra o ciclo de ações do Programa Educativo A Fantástica Carpintaria, com o tema “Laboratório de Sonhos” O programa educativo A Fantástica Carpintaria 2025-2026 encerra seu ciclo de atividades interdisciplinares no próximo dia 28 de março, das 15h30 às 18h30, com o evento “Carpintaria Aberta #8”. A iniciativa tem como proposta promover uma ocupação lúdica e reflexiva da sede do laboratório e da Praça Irmã Josepha Hosanah, no Centro de Vitória, a partir do tema “Laboratório de Sonhos”. O encontro busca proporcionar ao público criativo, à vizinhança, a especialistas e interessados em geral o acesso às atividades desenvolvidas pelo laboratório A Fantástica Carpintaria, que atua desde 2020 como espaço de reciclagem criativa, design circular e práticas educativas. Com participação aberta ao público, o projeto conta com patrocínio master do Grupo Águia Branca e parceria com o ProDesign Ufes. A criação e realização são da Cidade Quintal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), do Governo do Estado do Espírito Santo. Do descarte à ação territorial A oitava edição do evento propõe transformar conceitos teóricos em criações materiais e vivências, por meio da reutilização de materiais e da ocupação do espaço público. A programação será dividida em quatro momentos. A primeira atração será o Sonhário, uma instalação imersiva e inflável construída inteiramente com sacolas plásticas pós-consumo reutilizadas, resultado de uma residência artística entre a Cidade Quintal e o Coletivo Flutua. Em seguida, integrantes do Coletivo Flutua realizam a Oficina de Birutas, baseada na criação artesanal de indicadores de vento a partir do uso de plásticos descartados. A programação inclui ainda música e dança, com uma vivência corporal conduzida pela coreógrafa, artista e gestora Yuriê Perazzini. A atividade é acessível a pessoas de diferentes faixas etárias, corpos e níveis de mobilidade, incluindo pessoas com deficiência (PCD) e usuárias de cadeira de rodas. O encerramento contará com ações lúdicas e narrativas, como número circense de perna de pau com contação de histórias, discotecagem com o coletivo Portafora, atividades com bolhas de sabão e recreação para crianças. O sonho como laboratório do possível A diretora executiva e fundadora do projeto, Juliana Lisboa, explica que a proposta do evento parte da ideia de que sonhar pode ser uma ferramenta para enfrentar crises climáticas e sociais. “E se a gente conseguisse passar um dia sem consumir plástico? E imaginar um futuro sem esse material na natureza, qual a tarefa de cada um? É o convite que fazemos, reprogramar nossos desejos e mover nossa atenção do consumo predatório para as práticas regenerativas”, afirma. Inspirado nas perspectivas do neurocientista Sidarta Ribeiro, o evento aborda o sonho como um “oráculo probabilístico”, um espaço em que o cérebro processa o passado para ensaiar respostas aos desafios do futuro. Segundo os organizadores, a proposta vai além da regeneração material, buscando também a reconstrução das relações sociais e dos desejos humanos, incentivando os participantes a se reconhecerem como agentes transformadores de suas realidades. Reciclagem do plástico Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que apenas 9% do plástico produzido globalmente é reciclado. No Brasil, esse índice é de 1,3%. Estima-se que, até 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. Diante desse cenário, o projeto desenvolve parcerias no Centro de Vitória para coleta de tampinhas plásticas, que são reaproveitadas no laboratório, integrante da rede global Precious Plastic. “É uma experiência que aproxima o público dos bastidores da transformação e promove uma compreensão mais profunda sobre o valor dos materiais e das pessoas envolvidas na cadeia da reciclagem”, destaca Juliana Lisboa. Evento com descarte mínimo O programa adota o conceito de evento plástico zero, priorizando a redução de resíduos. “Eliminamos o uso de plásticos descartáveis e adotamos utensílios reutilizáveis ou compostáveis. Os resíduos orgânicos são encaminhados para compostagem e os recicláveis são separados, com parte sendo processada no laboratório e parte destinada à coleta seletiva”, explica a diretora. Serviço ▪ Programa Educativo – A Fantástica Carpintaria 2025-2026 apresenta: “Carpintaria Aberta #8 – Laboratório de Sonhos” ▪ Data: 28 de março ▪ Horário: 15h30 às 18h30 ▪ Local: Rua Coutinho Mascarenhas, 55, e Praça Irmã Josepha Hosanah (Praça do Carmo), Centro de Vitória ▪ Entrada: gratuita ▪ Patrocínio master: Grupo Águia Branca ▪ Parceria: ProDesign Ufes ▪ Criação e realização: Cidade Quintal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), do Governo do Estado do Espírito Santo Sobre a Fantástica Carpintaria A Fantástica Carpintaria é um laboratório de reciclagem criativa e design circular localizado no Centro de Vitória, que desde 2020 transforma resíduos plásticos em novos materiais e mobiliários. Por meio do ciclo “Carpintaria Aberta”, o projeto promove oficinas, educação ambiental e requalificação urbana. O Programa Educativo 2025–2026 reúne atividades interdisciplinares com foco em arte, tecnologia e sustentabilidade, organizadas nos ciclos Semeadores, Escola e Criativos.
Instituto Ponte entra na reta final de inscrições para 2026 e projeta novo recorde
São 130 vagas para participar do programa que oferece bolsas de estudo e oportunidades Com inscrições abertas até o dia 22 de março, o Instituto Ponte intensifica a mobilização para o processo seletivo 2026. A ONG capixaba, que há onze anos promove ascensão social por meio da educação de qualidade, espera novamente superar o recorde histórico registrado na edição anterior, quando mais de 2 mil estudantes se inscreveram – o maior número já alcançado pela instituição. Fundado em 2014, em Vitória (ES), o Instituto Ponte atende atualmente 440 alunos de 18 estados brasileiros. Para 2026, a previsão é selecionar mais de 130 novos estudantes, ampliando o alcance do programa e mantendo o crescimento consistente observado nos últimos anos. O processo seletivo é destinado a alunos de escolas públicas ou bolsistas integrais, do 7º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio, com renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa. Os aprovados passam a receber acompanhamento educacional de longo prazo, até a conclusão do Ensino Superior, com benefícios que incluem bolsas em escolas particulares para o Ensino Médio, custeio de materiais, uniforme, vale-transporte, curso de inglês em escolas parceiras e atividades no contraturno, em formato presencial e on-line. Para a fundadora e presidente do Instituto Ponte, Bartira Almeida, o crescimento contínuo do processo seletivo demonstra a confiança no trabalho desenvolvido. “Todos os anos temos o maior processo seletivo da nossa história. Isso mostra que mais jovens acreditam que a educação pode ser um caminho real de transformação. Nosso compromisso é identificar talentos e oferecer as condições necessárias para que eles se desenvolvam e alcancem a ascensão social em uma geração”, afirma. A coordenadora de seleção, Maria Luiza Pacheco, reforça que o momento é decisivo para quem deseja participar. “Na edição passada, tivemos mais de 2 mil inscritos e selecionamos mais de 100 alunos. Para este ano, esperamos novamente um número expressivo de candidaturas. Nosso olhar vai além do desempenho escolar: buscamos estudantes com potencial, dedicação e vontade de crescer”, explica. Os resultados confirmam a efetividade do programa: 93% dos alunos ingressam na universidade em até um ano após o Ensino Médio, em instituições como ITA, Unicamp, USP, Insper, Inteli, FGV, UFMG e UFES. Atualmente, 10% dos universitários cursam Medicina e 47% estão nas áreas de Engenharia e Tecnologia. Além disso, 92% dos alunos graduados recebem em média 7 vezes superior à renda per capita de suas famílias, reflexo direto do propósito do Instituto Ponte: promover ascensão social em uma geração por meio da educação. As inscrições e informações completas estão disponíveis no site oficial do Instituto Ponte – www.institutoponte.org.br
Governo do ES anuncia reajuste linear de 4% para servidores a partir de julho
O Governo do Espírito Santo anunciou que os servidores públicos estaduais terão reajuste salarial linear de 4%, com início previsto para o mês de julho. A medida foi divulgada pelo governador Renato Casagrande e pelo vice-governador Ricardo Ferraço, como parte da política de revisão geral anual do funcionalismo. Segundo o comunicado, o reajuste será aplicado de forma linear, alcançando os profissionais da administração pública estadual. O governo afirma que a iniciativa busca reconhecer o trabalho dos servidores e manter a valorização das carreiras públicas. Nos últimos anos, o Estado tem adotado reajustes próximos à inflação, considerando o comportamento da arrecadação e os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Em 2025, por exemplo, o reajuste linear foi de 4,5%. O percentual anunciado para este ano segue a linha de reajustes moderados adotados pela gestão estadual, em um cenário de crescimento econômico mais lento e atenção ao equilíbrio das contas públicas.
Hospital Santa Rita e FAESA firmam parceria para atividades de estudantes de Medicina
O Hospital Santa Rita e a FAESA firmaram uma parceria para que estudantes do curso de Medicina da instituição realizem atividades práticas assistenciais em um dos principais complexos hospitalares do Espírito Santo. A iniciativa amplia as oportunidades de formação prática e fortalece a integração entre o ensino superior e os serviços de saúde no Estado. Com atuação consolidada na área da saúde, o Hospital Santa Rita reúne diversas especialidades médicas, tecnologia e equipes multidisciplinares, proporcionando um ambiente em que os estudantes poderão acompanhar casos clínicos reais e vivenciar a rotina hospitalar. A proposta é contribuir para o desenvolvimento de competências essenciais à formação médica, como o raciocínio clínico, a tomada de decisão baseada em evidências e a atenção humanizada ao paciente. Outro ponto da parceria é a possibilidade de contato dos estudantes com o trabalho desenvolvido pela Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc), mantenedora do hospital. “Essa experiência aproxima os futuros médicos da dimensão social e emocional do cuidado em saúde, reforçando valores como empatia, solidariedade e atenção integral ao paciente e seus familiares”, afirma a presidente da entidade, Marilucia Dalla. O reitor da FAESA, professor Alexandre Nunes Theodoro, destaca que a parceria amplia a formação acadêmica dos estudantes. “A formação médica passa necessariamente pela vivência prática em ambientes hospitalares de excelência. Essa parceria fortalece nossa proposta acadêmica ao ampliar as oportunidades para que nossos estudantes desenvolvam competências clínicas, sensibilidade humana e valores éticos, pilares fundamentais para o exercício da medicina”, afirma. O curso de Medicina da FAESA possui nota máxima na avaliação do Ministério da Educação (MEC) e é recomendado pelo Conselho Nacional de Saúde. A graduação adota uma proposta pedagógica voltada à saúde digital, com foco na formação de profissionais preparados para os desafios da medicina contemporânea. A unidade conta com infraestrutura dedicada à formação médica, incluindo um Centro de Simulação Clínica equipado com simuladores para atendimento adulto e infantil, além de ambientes planejados para integrar teoria e prática ao longo do curso.