Congresso em Pedra Azul reúne magistrados e especialistas para discutir recuperação judicial, endividamento, falências e os impactos da IA no Judiciário O avanço das recuperações judiciais no Brasil e os desafios enfrentados por empresas, credores e pelo Poder Judiciário estarão no centro dos debates do III Congresso Brasileiro e Capixaba de Direito da Empresa. O evento será realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no Cerimonial Itamaraty, em Pedra Azul, reunindo ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), magistrados, advogados e especialistas de diferentes regiões do país. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito da Empresa (IBDE), o congresso ocorre em um cenário de maior pressão sobre o setor produtivo. Em 2025, os pedidos de recuperação judicial cresceram 13% no país, em meio aos efeitos dos juros elevados, da restrição ao crédito, da inflação e do aumento dos custos de produção sobre empresas de diferentes portes. A programação começa no dia 27, às 9 horas, com o ministro do STJ Afrânio Vilela, que apresentará a palestra “A IA no Judiciário: o que é e o que será”. Ao longo dos dois dias, também estarão em discussão recuperação judicial e extrajudicial, falências, transação tributária, direito marítimo, direito regulatório, superendividamento, governança e a possibilidade de pedido de falência pelo Fisco, além dos efeitos de decisões recentes dos tribunais superiores. Ministro Afrânio Vilela Além de Afrânio Vilela, estão confirmados os ministros do STJ Raul Araújo, Teodoro Santos Silva e Sebastião Alves dos Reis Júnior. A programação contará ainda com especialistas de atuação nacional em Direito Empresarial. Para o presidente do IBDE, Gustavo Nobre, o encontro busca aproximar profissionais e acadêmicos e ampliar o debate sobre temas que vêm ganhando espaço na jurisprudência. “Reunir profissionais e acadêmicos para debater temas atuais e a evolução da jurisprudência no STJ, sobre questões sensíveis, possibilita aprimorar o nível de conhecimento dos congressistas, além de criar um ótimo ambiente de networking com profissionais do Brasil inteiro”, afirma. Segundo Bruno Finamore, diretor jurídico do IBDE e um dos organizadores, a reestruturação empresarial passou a ocupar espaço cada vez maior também no debate econômico. “O Brasil vive um momento em que a reestruturação empresarial deixou de ser um tema restrito ao meio jurídico e passou a fazer parte da realidade econômica do país. O congresso será um espaço para discutir soluções que contribuam para preservar empresas, empregos e a atividade econômica”, destaca. Sem vinculação político-partidária, o Instituto Brasileiro de Direito da Empresa atua na promoção do estudo e do aperfeiçoamento do Direito Empresarial, com iniciativas voltadas à produção científica, à qualificação profissional e ao debate sobre mecanismos de preservação da atividade econômica.
Estudo revela potencial do ES para transformar resíduos em energia limpa
Elaborado em parceira da Findes com o Bandes, levantamento aponta oportunidades para transformar resíduos da agropecuária e do saneamento em energia renovável, investimentos e novos negócios Resíduos gerados pela pecuária, agricultura e pelo saneamento podem colocar o Espírito Santo em uma posição de destaque na produção de energia renovável. Estudo desenvolvido pelo Observatório Findes estima que o Estado tenha potencial para produzir cerca de 317 milhões de metros cúbicos de biogás por ano a partir dessas fontes. Os dados fazem parte do projeto “Economia Verde no Espírito Santo: Impactos Socioeconômicos e Estratégias para um Ecossistema de Negócios Baseado em Biomassa”, desenvolvido pela Findes em parceria com o Bandes e a Open Society Foundations. Os primeiros resultados foram apresentados nesta quarta-feira (12), em Vitória. Do potencial estimado de produção de biogás, 42% têm origem na pecuária, 33% na agricultura e 25% no saneamento. Com isso, as atividades agropecuárias respondem por 75% do volume identificado. O estudo também avalia a possibilidade de produção de biometano, combustível renovável que pode substituir fontes fósseis em diferentes atividades. O levantamento considera não apenas a quantidade de biomassa disponível nos 78 municípios capixabas, mas também sua localização, os possíveis consumidores e as condições de infraestrutura, logística e regulação. Um dos desafios identificados é que grande parte dos resíduos agropecuários está no interior, enquanto importantes consumidores de energia estão concentrados nos polos industriais, especialmente na Grande Vitória. Para detalhar essas diferenças, o Estado foi dividido nas oito Regiões Geográficas Imediatas definidas pelo IBGE. A próxima etapa deverá identificar áreas com melhores condições para receber projetos de biogás e biometano, considerando as características produtivas e as necessidades de infraestrutura de cada território. Outra frente do projeto analisará os chamados empregos verdes e os efeitos que investimentos em descarbonização podem provocar na economia capixaba. O trabalho pretende identificar setores, ocupações e regiões ligados às atividades sustentáveis e estimar impactos sobre produção, emprego e renda. Os resultados poderão servir de base para empresas, produtores, investidores e poder público na estruturação de projetos e políticas voltados à economia de baixo carbono.
Cooabriel leva mulheres cooperativistas para encontros na Bahia
Agenda passa por Camacã, Itabela e Teixeira de Freitas e marca a primeira ação do Núcleo Feminino da cooperativa fora do Espírito Santo A Cooabriel realiza, entre os dias 17 e 19 de agosto, uma série de encontros destinados a mulheres cooperativistas em três municípios da Bahia. A programação passará por Camacã, Itabela e Teixeira de Freitas, cidades onde a cooperativa mantém atuação, e representa a primeira agenda do Núcleo Feminino fora do Espírito Santo. Os encontros serão destinados a cooperadas e mulheres que tenham vínculo familiar com associados da Cooabriel. A programação abordará temas como relacionamento interpessoal, construção de vínculos e protagonismo feminino, tendo o cooperativismo como eixo das atividades. A proposta é aproximar as participantes do ambiente cooperativista e criar espaços para integração e troca de experiências. As atividades serão conduzidas por Ney Guimarães, especialista em pedagogia da cooperação e metodologias colaborativas. “Quando as participantes se reconhecem como parte da cooperativa, esse vínculo se fortalece. É esse sentimento de pertença que queremos estimular, aproximando cada vez mais essas mulheres do ambiente cooperativista”, afirma a coordenadora do Núcleo Feminino, Nadya Bronelle. Criado em 2009, o Núcleo Feminino da Cooabriel reúne atualmente cerca de 130 participantes e desenvolve ações de formação, integração e desenvolvimento de lideranças. Nos últimos anos, o projeto ampliou sua presença no Espírito Santo, com grupos regionais que abrangem municípios como Nova Venécia, Vila Pavão, Boa Esperança, Jaguaré, Sooretama e São Mateus. Com a chegada à Bahia, a cooperativa pretende conhecer mais de perto as mulheres ligadas ao cooperativismo na região e avaliar novas ações de formação e integração. A programação começa no dia 17, em Camacã, segue para Itabela no dia 18 e termina em Teixeira de Freitas no dia 19. Serviço | Encontro de Mulheres Cooperativistas Cooabriel Camacã 17 de agosto, às 16h Xiquetaria Club — Rua Renato Cabral, 396, Centro Itabela 18 de agosto, às 17h30 Pizzaria Pizza Bellas — Av. Guaratinga, 167, Centro Teixeira de Freitas 19 de agosto, às 16h Auditório Lord Plaza Hotel — Rua Teixeira de Freitas, 123, Centro As inscrições são gratuitas. Mais informações podem ser obtidas nas unidades da Cooabriel em cada município.
Open de Beach Tennis reúne 360 atletas em Vitória neste fim de semana
Competição na Curva da Jurema vale classificação para etapa nacional e terá disputas em quatro categorias O beach tennis movimenta Vitória neste fim de semana com a participação de cerca de 360 atletas em uma etapa regional de um circuito nacional. O Track&Field Open Beach Tennis Vitória será disputado neste sábado (15) e domingo (16), nas quadras do Oásis Beach Tennis, na Curva da Jurema. A competição acontece em meio ao crescimento da modalidade no Espírito Santo, que nos últimos anos ganhou novos clubes, centros de treinamento e um número cada vez maior de praticantes. Além do lazer, muitos atletas passaram a disputar torneios e buscar posições nos rankings estaduais e nacionais. Em Vitória, os participantes competem nas categorias Iniciante, C, B e A, com disputas entre duplas masculinas, femininas e mistas. As duplas que chegarem às semifinais no sábado retornam às quadras no domingo para as fases decisivas e a definição dos campeões. Entre os participantes está Daniel Marinho, professor de beach tennis e jogador profissional. Campeão da categoria C na edição passada, ele representou o Espírito Santo na Conference Finals, em João Pessoa, e terminou a competição nacional em terceiro lugar. “O Open teve mais de 60 etapas, então ser privilegiado de ir para a última com somente seis duplas restantes realmente foi uma sensação muito boa. Espero viver isso este ano novamente”, afirmou. Também retornam à competição Giane Mello e Antônio Azevedo, campeões da etapa de Vitória no ano passado. Amigos que se conheceram por meio do esporte, os dois destacam a importância da parceria dentro das quadras. “A gente entende o jogo um do outro, já conhece os pontos fortes e fracos e, principalmente, aprendemos muito juntos. Acho que essa amizade também ajuda bastante dentro de quadra”, disse Giane. Os campeões de cada categoria serão convidados a representar o Espírito Santo na Conference Finals, competição que reúne vencedores de etapas realizadas em diferentes regiões do país. Campeões e vice-campeões classificados também disputarão a definição do primeiro lugar geral do circuito, com hospedagem incluída para os dois eventos. Serviço Track&Field Open Beach Tennis Vitória Local: Oásis Beach Tennis, Curva da Jurema, Vitória Data: 15 e 16 de agosto Horário: a partir das 7h Categorias: Iniciante, C, B e A Ingressos e regulamento: aplicativo TFSports Retirada dos kits: 14 de agosto, das 11h às 21h, na Track&Field do Shopping Vitória (1º piso).
Apex Partners emite nota sobre projetos imobiliários em meio à crise financeira
A Apex Partners, plataforma de investimentos com forte atuação no Espírito Santo, utilizou suas redes sociais para se posicionar sobre a situação de seu portfólio de empreendimentos imobiliários. Em nota oficial, a companhia assegurou que todos os projetos em seu portfólio mantêm sua gestão financeira e operacional sob a responsabilidade das construtoras e incorporadoras parceiras. Segundo a empresa, a estrutura dos empreendimentos é organizada por meio de Sociedades de Propósito Específico (SPE), o que garante que o patrimônio de cada projeto seja segregado e vinculado exclusivamente ao seu desenvolvimento. A Apex reforçou que, apesar do momento conturbado da companhia, as obras — que incluem projetos em andamento em bairros de destaque na Grande Vitória, como na Praia da Costa, em Vila Velha, além de Jardim Camburi, na Enseada do Suá, em Vitória, e polos logísticos no município da Serra — seguem em ritmo normal de execução e algumas delas já se encontram concluídas. A empresa destacou que foi a própria organização quem identificou as “inconsistências financeiras” internamente. Como medida corretiva, a companhia informou ter afastado o então presidente, Fernando Antonio Kulnig Cinelli, e que uma auditoria externa está em fase final de contratação para dimensionar os impactos, aprofundar as apurações e fornecer segurança aos clientes, investidores e parceiros. O caso: Entenda a crise e o cenário jurídico A crise na Apex Partners teve como estopim uma investigação interna que apontou graves inconsistências financeiras. A situação culminou no afastamento do fundador e então presidente, Fernando Cinelli, e do diretor financeiro, Eduardo Siqueira. Relatos apontam que o ponto de virada para a descoberta dessas irregularidades teria sido um prejuízo expressivo envolvendo investimentos em ações da CVC através de um fundo da casa. O cenário é complexo e envolve passivos preliminares que, segundo documentos apresentados ao Judiciário, giram em torno de R$ 985,6 milhões. Na esfera judicial, a empresa obteve recentemente uma proteção cautelar junto à Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, que suspende execuções contra o patrimônio de 178 empresas ligadas ao grupo, concedendo um prazo de 30 dias para um eventual pedido de recuperação judicial. Paralelamente, o ex-presidente Fernando Cinelli também acionou a Justiça para exigir acesso a documentos internos, como atas e contratos, argumentando que deseja provar que as decisões financeiras não eram tomadas de forma isolada, mas sim compartilhadas em comitês da empresa. O que fazia a Apex Partners? Para quem não é do mercado financeiro, a melhor forma de entender a Apex Partners é imaginá-la como uma grande ponte de investimentos e negócios. Fundada em Vitória (ES), a empresa funcionava essencialmente como uma central financeira voltada para conectar pessoas que têm dinheiro (investidores) a empresas, indústrias e projetos que precisam desse capital para crescer. Na prática, as atividades da empresa dividiam-se em quatro grandes frentes: Gestão de Fundos e Investimentos (Asset Management): A Apex criava e administrava fundos. Ela convencia investidores a colocarem seu dinheiro ali com a promessa de rentabilidade, aplicando esses recursos em diferentes frentes, como ações de grandes empresas ou participações em negócios promissores. Mercado Imobiliário (Real Estate): A empresa estruturava negócios do setor de construção civil. Ela desenhava operações para viabilizar a construção de prédios e empreendimentos, unindo construtoras a investidores por meio de estruturas jurídicas específicas (como as SPEs, que isolam o risco de cada obra). Banco de Investimento e Finanças Corporativas: A Apex assessorava empresas em momentos cruciais, como na compra de outras empresas, renegociação de dívidas ou na captação de recursos no mercado de capitais (emitindo títulos de crédito para financiar indústrias e o agronegócio). Planejamento Patrimonial (Advisory e Wealth Management): Prestava consultoria financeira de alta complexidade para famílias ricas, empresários e clientes de grande porte, cuidando de estratégias de câmbio, seguros, planejamento de sucessão familiar e proteção de patrimônio. Em suma, a Apex funcionava como um motor financeiro regional de grande porte – atuando muito além de um banco tradicional – estruturando desde investimentos imobiliários locais até apostas arrojadas em grandes companhias de capital aberto. O que fazia a Apex Partners? (Em termos simples) Para quem não é do mercado financeiro, a melhor forma de entender a Apex Partners é imaginá-la como uma grande ponte de investimentos e negócios. Fundada em Vitória (ES), a empresa funcionava essencialmente como uma central financeira voltada para conectar pessoas que têm dinheiro (investidores) a empresas, indústrias e projetos que precisam desse capital para crescer. Na prática, as atividades da empresa dividiam-se em quatro grandes frentes: Gestão de Fundos e Investimentos (Asset Management): A Apex criava e administrava fundos. Ela convencia investidores a colocarem seu dinheiro ali com a promessa de rentabilidade, aplicando esses recursos em diferentes frentes, como ações de grandes empresas ou participações em negócios promissores. Mercado Imobiliário (Real Estate): A empresa estruturava negócios do setor de construção civil. Ela desenhava operações para viabilizar a construção de prédios e empreendimentos, unindo construtoras a investidores por meio de estruturas jurídicas específicas (como as SPEs, que isolam o risco de cada obra). Banco de Investimento e Finanças Corporativas: A Apex assessorava empresas em momentos cruciais, como na compra de outras empresas, renegociação de dívidas ou na captação de recursos no mercado de capitais (emitindo títulos de crédito para financiar indústrias e o agronegócio). Planejamento Patrimonial (Advisory e Wealth Management): Prestava consultoria financeira de alta complexidade para famílias ricas, empresários e clientes de grande porte, cuidando de estratégias de câmbio, seguros, planejamento de sucessão familiar e proteção de patrimônio. Em suma, a Apex funcionava como um motor financeiro regional de grande porte — atuando muito além de um banco tradicional —, estruturando desde investimentos imobiliários locais até apostas arrojadas em grandes companhias de capital aberto.
Vale abre mais de 450 vagas para estágio técnico; Espírito Santo está entre os estados contemplados
Programa oferece bolsa de R$ 1,4 mil e benefícios para estudantes de cursos técnicos; inscrições seguem até 10 de setembro A Vale abriu nesta quinta-feira (13) as inscrições para o Programa de Estágio Técnico 2026, com mais de 450 vagas distribuídas pelo Espírito Santo, Maranhão, Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os interessados podem se candidatar até 10 de setembro, e a previsão é que os selecionados comecem a atuar a partir de novembro. O programa é direcionado a estudantes de cursos técnicos e busca formar profissionais para áreas consideradas essenciais às operações da companhia. Durante o estágio, os participantes terão contato com atividades relacionadas à automação, digitalização, análise de dados e outras tecnologias que vêm transformando a indústria e a mineração. Podem participar candidatos com 18 anos ou mais que estejam, no mínimo, a partir do sexto mês de um curso técnico e tenham disponibilidade para estagiar por pelo menos um ano. Também é necessário residir em uma localidade onde a Vale atua e ter previsão de conclusão do curso até junho de 2028. Entre as formações aceitas estão Mecânica, Eletromecânica, Eletrotécnica, Automação Industrial, Soldagem, Mecatrônica, Metalurgia, Manutenção Industrial, Desenvolvimento de Sistemas, Mineração, Meio Ambiente, Logística, Transporte Ferroviário, Portos, Segurança do Trabalho, Redes de Computadores, Automação e TI Industrial, entre outras. “A mineração está se transformando, e as pessoas têm um papel fundamental nessa evolução. Preparar novos profissionais, conectando formação técnica, aprendizado e experiência prática, é parte importante da construção do futuro do setor e da Vale”, afirma Bruna Maffra, diretora de RH da companhia. Os selecionados receberão bolsa de R$ 1.400, além de assistência médica, seguro de vida, vale-refeição ou acesso a refeitório, vale-transporte ou transporte no local de atuação, incentivo à atividade física e cesta de Natal. O programa também oferece assistência psicológica e orientações financeira e nutricional. O processo seletivo será composto por inscrições e testes on-line, entrevistas com profissionais de Recursos Humanos e gestores, teste psicológico e etapa de admissão. A entrada dos novos estagiários está prevista a partir de novembro. Serviço Programa de Estágio Técnico Vale 2026 Inscrições: até 10 de setembro Vagas: mais de 450 em cinco estados, incluindo o Espírito Santo Bolsa: R$ 1.400 + benefícios Previsão de início: a partir de novembro Inscrições: site da Vale
Jantar reúne rótulos da vinícola espanhola Vega Sicilia na Gran Cave, em Vitória
Experiência para 16 participantes apresentou seis vinhos selecionados de uma das mais prestigiadas casas vitivinícolas da Espanha A Gran Cave recebeu, nesta terça-feira (12), um jantar harmonizado dedicado aos vinhos da Vega Sicilia, uma das mais reconhecidas casas vitivinícolas da Espanha. Realizado em parceria com a Mistral, o encontro reuniu 16 participantes para uma experiência que combinou gastronomia e diferentes rótulos do grupo espanhol. Servido em etapas, o jantar contou com harmonizações elaboradas para acompanhar seis vinhos: Valbuena 5º Año 2019, Vega Sicilia Único 2012, Pintia 2019, Alión 2020, Macán Clásico 2021 e Tokaji Oremus Aszú 3 Puttonyos 2016. A seleção permitiu aos participantes conhecer diferentes estilos e características dos vinhos ligados ao grupo Vega Sicilia, tendo a gastronomia como parte da experiência de degustação. Os convidados foram recebidos pela empresária e sommelier da casa, Francielly Ramos O encontro integra a programação de experiências enogastronômicas promovidas pela Gran Cave, com grupos reduzidos, curadoria de rótulos e harmonizações desenvolvidas para cada ocasião.
Festival COFFEES chega à 4ª edição com cafés premiados, chocolate e competições em Vitória
Evento será realizado de 20 a 22 de agosto, no estacionamento do Shopping Vitória, com entrada gratuita; programação inclui degustações, workshops, Campeonato Brasileiro de Aeropress e Salão do Chocolate Artesanal Capixaba O Espírito Santo, segundo maior produtor de café do Brasil, recebe entre os dias 20 e 22 de agosto a quarta edição do Festival COFFEES. Considerado o maior evento do setor no Estado, o festival será realizado no estacionamento do Shopping Vitória, com entrada gratuita, reunindo produtores, especialistas, baristas, empreendedores e consumidores em torno dos cafés capixabas. Durante os três dias, o público poderá participar de degustações gratuitas, acompanhar experiências de torra e provas profissionais de café, conhecer diferentes métodos de preparo e participar de workshops e aulas-shows. A programação também terá competições de baristas, o Salão do Chocolate Artesanal Capixaba e espaços voltados às regiões turísticas, à agroindústria e ao artesanato do Espírito Santo. A proposta é aproximar o consumidor da diversidade e da qualidade dos cafés produzidos no Estado. “Nossa proposta é fazer com que o capixaba conheça o café de qualidade excepcional que é produzido aqui na região, com toda sua peculiaridade”, afirma Eduardo Destefani, diretor do Instituto Panela de Barro. Segundo ele, o festival pretende mostrar as diferentes opções de cafés e suas características sensoriais. O presidente do Instituto Panela de Barro, Alessandro Eller, destaca também a relação do café com a gastronomia. “O Festival COFFEES é mais do que café: é gastronomia, cultura e identidade capixaba. Como chef, vejo no café um ingrediente que vai muito além da xícara, capaz de transformar receitas e experiências à mesa”, afirma. Cafés, workshops e experiências Mais de 40 empreendedores participarão do festival, que também funcionará como plataforma de negócios para o setor. Entre os convidados estão especialistas, baristas, mestres de torra e provadores que comandarão workshops, cursos, mesas-redondas e experiências para o público. A programação terá nomes como Andrea Menocci, do Cafeística Lab; Mayonn Del Sant, da Del Sant Coffee; K.J. Yeung, classificador e provador profissional Q-Grader; Regina Machado, da Tear Cafés; Eliana Relvas, barista, Q-Grader e consultora da Abics; Lucas Eibs, da Cafeteria Porto Farrô, de Porto Alegre; e Eduardo Olímpio, tricampeão brasileiro de Latte Art. Também participam Mulheres do Canaã, Vinícola Tabocas, Família Braun, Laticínios Giacomin, Café Zanotti e ACAU. Outro destaque é o Espaço Regiões Turísticas, que dará visibilidade ao Caparaó Capixaba, às Montanhas Capixabas e à Região dos Imigrantes. Pelo segundo ano consecutivo, o festival terá o Salão do Chocolate Artesanal Capixaba, dedicado ao cacau produzido no Espírito Santo e às possibilidades de harmonização entre cafés e chocolates artesanais. Campeonato de Aeropress e Latte Art Vitória também será palco de uma etapa regional do Campeonato Brasileiro de Aeropress. A competição, realizada em mais de 70 países, reúne baristas de diferentes regiões do Brasil. Depois das seletivas em Andradas (MG), Porto Alegre (RS) e Santos (SP), a capital capixaba recebe a disputa nos dias 21 e 22 de agosto. A semifinal e a final da etapa Vitória acontecem no sábado (22). Os classificados seguem para a final nacional, em São Paulo, e o campeão brasileiro representará o país no Mundial de Aeropress, no México, em dezembro. Já no dia 20, o COFFEES e a Terrafé Cafeteria promovem o TNT Latte Art. A sigla significa Thursday Night Throwdown e identifica uma competição descontraída entre baristas. No festival, o desafio será produzir desenhos no café utilizando leite vegetal. Torra e prova profissional de café Outra experiência permitirá ao visitante acompanhar ao vivo o processo de torra do café. A atividade será realizada em parceria com a Ruralmac, e o público poderá levar para casa os grãos torrados durante a programação. Também haverá sessões de cupping, a prova profissional utilizada para avaliar cafés. Conduzidas por especialistas, as degustações guiadas vão apresentar ao público técnicas para reconhecer aromas, sabores e diferentes notas sensoriais presentes na bebida. A curadoria do Festival COFFEES é assinada pela jornalista Mariana Proença, especialista em conteúdo e estratégia no setor cafeeiro e com experiência em projetos como Revista Espresso, Guia de Cafeterias do Brasil, Semana Internacional do Café e IWCA Brasil. “É uma grande alegria acompanhar o crescimento dos cafés do Espírito Santo e o interesse do público em provar esses produtos”, destaca. Coffee Week movimenta cafeterias de Vitória e Vila Velha A programação começa antes mesmo da abertura oficial do festival. Entre 14 e 22 de agosto, Vitória e Vila Velha recebem a Coffee Week 2026, circuito que reúne cafeterias das duas cidades e apresenta diferentes métodos de preparo acompanhados de opções gastronômicas criadas para a ocasião. A experiência funciona com o Passaporte COFFEES. Ao consumir o Combo COFFEES em um dos estabelecimentos participantes, o cliente recebe um carimbo e pode continuar o circuito pelas demais cafeterias. Participam da Coffee Week o Caffè Lorenzon e a Cafeteria Colher de Pau, em Vila Velha; e Make a Coffee, Mangalô Café, Padaria Odara, Simpático Café Bistrô e Terrafé, em Vitória. Os combos custam entre R$ 25 e R$ 95 e incluem preparos em métodos como V60, Chemex e AeroPress, além de Cold Brew. Programação do Festival COFFEES Quinta-feira (20) O festival começa às 13h. Às 15h, Andrea Menocci, Mayonn Del Sant, Lucas Eibs e Eduardo Olímpio participam do bate-papo “Como iniciar na profissão de barista?”. Às 17h30, haverá palestra sobre aromas e sabores dos cafés do Espírito Santo, seguida da abertura oficial, às 18h30. Às 19h30, acontece o TNT Latte Art. Os workshops incluem harmonização de biscoitos e cafés especiais, influência da água no preparo da bebida, degustação de vinhos premiados, harmonização com cafés especiais e uma aula sobre o método AeroPress. As experiências de torra acontecem das 15h às 20h, com sessões de cupping às 16h, 18h e 19h. Sexta-feira (21) A programação começa às 13h. Entre os destaques estão as atividades “Café não é tudo igual”, com Andrea Menocci; “Café e Saúde”; um debate sobre mulheres no café; e uma apresentação de Eduardo Olímpio sobre desenhos no café com leite. Às 18h30 será exibido o documentário Terrafé – Cafés Especiais do Espírito
Gustavo Varella – “O sorriso que nunca diz não”
ou: como o brasileiro usa a cordialidade para fugir do único conflito que poderia salvá-lo O brasileiro não briga. Contorna. Não recusa. Enrola. Não discorda. Sorri, concorda, acena — e faz o que queria fazer desde o início, ou simplesmente não faz nada, que é mais frequente. Chama isso de “jeitinho”. A sociologia chama de cordialidade. O nome bonito não muda o que é: uma forma altamente refinada de fugir do conflito necessário. E conflito necessário é o que constrói democracia. Sérgio Buarque de Holanda diagnosticou o homem cordial em 1936 e o Brasil passou os noventa anos seguintes confirmando o diagnóstico sem lê-lo. Mas há algo que Buarque descreveu como traço cultural e que merece ser chamado pelo nome mais preciso: covardia institucionalizada. Não a covardia individual, que é humana e universal — mas a covardia elevada à categoria de virtude social, celebrada como flexibilidade, inteligência relacional, habilidade de navegação. O “jeitinho” não é esperteza. É a recusa de dizer não com todas as letras e assumir as consequências disso. O problema não é o sorriso. É o que ele esconde. Esconde a opinião que não foi dita na reunião e foi dita no corredor depois. Esconde o voto que contraria a conversa da mesa. Esconde a discordância que virou fofoca em vez de argumento. Esconde o “não” que se transformou em “vou ver”, que virou “tô tentando”, que sumiu sem explicação. No Brasil, evitar o conflito direto não é educação — é protocolo. E protocolo, quando universal, vira cultura. E cultura, quando não examinada, vira destino. A democracia exige o contrário disso tudo. Exige que se diga não em público. Que se sustente uma posição quando ela é impopular. Que se entre em conflito com quem tem mais poder, mais dinheiro, mais trânsito — e se sustente esse conflito até o fim, sem acordo de bastidor, sem sorriso conciliatório, sem “vamos deixar pra lá”. Exige que a discordância seja verbalizada, argumentada, defendida — não gerenciada até desaparecer. Exige, em uma palavra, confronto. E confronto é exatamente o que a cordialidade brasileira foi construída, ao longo de séculos, para evitar. Não é coincidência histórica. Um país formado sobre hierarquias rígidas — senhor e escravo, coronel e agregado, patrão e cliente — desenvolveu a cordialidade como tecnologia de sobrevivência. Discordar abertamente custava caro. O sorriso era proteção. O “jeitinho” era escudo. Faz sentido como estratégia de quem não tem poder. O problema é que a estratégia do impotente foi herdada pelo cidadão — que tem, em tese, poder — e virou reflexo, hábito, identidade. O brasileiro de 2026 sorri e contorna não porque precisa, mas porque não sabe mais fazer diferente. Porque nunca treinou o músculo do conflito direto. Porque aprendeu, desde criança, que quem briga perde e quem sorri passa. E essa é a armadilha: passar não é o mesmo que avançar. O país que não briga em público briga em privado — nas redes, nos grupos de WhatsApp, nas conversas de corredor onde tudo é dito com virulência porque não há consequência. A agressividade que não encontra canal institucional não desaparece. Ferve. E quando explode, explode sem forma, sem argumento, sem propósito — puro ressentimento acumulado de quem passou anos sorrindo quando deveria ter discordado. O Brasil não tem déficit de opinião. Tem déficit de coragem para sustentá-la onde ela importa. O sorriso que nunca diz não não é gentileza. É o rosto mais educado da rendição. * *Gustavo Varella é advogado, jornalista, professor e mestre em Direitos e Garantias Fundamentais pela FDV
Ceramista capixaba conquista Grande Prêmio em salão internacional de artes visuais
Luiz Paulo Comério venceu a principal premiação do XVI Salão Internacional de Artes Visuais SINAP/AIAP/Unesco, em São Paulo, com instalação formada por centenas de tijolos de cerâmica Durante anos, Luiz Paulo Comério trabalhou com projetos, cálculos e estruturas como arquiteto e urbanista. Foi no barro, no entanto, que encontrou espaço para experimentar com maior liberdade. A mudança de trajetória levou o artista capixaba ao Grande Prêmio do XVI Salão Internacional de Artes Visuais SINAP/AIAP/Unesco, realizado em São Paulo. Comério (foto acima) conquistou a principal premiação do salão com a obra “(Des)construção Coletiva”. A instalação disputou espaço com trabalhos de mais de 60 artistas de diferentes estados brasileiros e foi apresentada na Galeria Olido, em exposição promovida pelo Sindicato Nacional dos Artistas Plásticos (SINAP-ESP). A obra é composta por centenas de tijolos de cerâmica. Em uma das faces aparecem palavras como “empatia”, “gentileza”, “honestidade” e “prudência”; no verso, estão seus respectivos antônimos. Mais do que observar, o visitante era convidado a interferir diretamente na instalação, escolhendo um dos tijolos e levando-o para casa. Com isso, a obra se modificava ao longo da exposição e ganhava novos destinos à medida que as peças deixavam a galeria. “Esse prêmio me encheu de orgulho. Ver as peças sendo levadas pelos visitantes e ouvir suas histórias foi muito gratificante. É um sentimento de continuidade em cada casa”, conta Luiz Paulo. Obras que se transformam com o público A interação entre obra e espectador também está presente em outro trabalho do artista, “Desmanche Programado”, que integra a exposição “Alquimia do Barro – Revolver-se nessa Terra”, em cartaz na Casa Porto das Artes Plásticas, no Centro de Vitória. Na instalação, barcos feitos de barro são colocados sobre a água e, com o passar do tempo, começam a perder sua forma. Para chegar ao resultado, Luiz Paulo realizou diferentes testes até encontrar o tempo necessário para que as peças começassem a se desfazer. A proposta aborda questões relacionadas à memória, ao fazer manual e ao desaparecimento de tradições culturais ligadas às comunidades pesqueiras. Mas o artista prefere não estabelecer uma interpretação única para o trabalho. Durante a exposição, por exemplo, um visitante enxergou na instalação uma representação da perda da beleza. “No início o barco está perfeito e depois vai se desmanchando”, comentou. “Gosto mais de observar como as pessoas interagem com a obra do que explicar o que ela significa. A arte não precisa ficar distante das pessoas. Aproximá-la é o que busco”, afirma Luiz Paulo. Para o ceramista, o trabalho se completa justamente quando deixa de pertencer exclusivamente ao artista e passa a incorporar as interpretações e experiências de quem entra em contato com ele. Da arquitetura para a cerâmica A mudança profissional de Luiz Paulo ocorreu de maneira gradual. Formado em Arquitetura e Urbanismo e acostumado a trabalhar dentro de normas, medidas, cálculos e demandas de clientes, ele encontrou na cerâmica um território para experimentar, errar e criar com maior liberdade. Incentivado por uma amiga, começou a frequentar aulas de cerâmica com Águeda Valentim, fundadora da CERAMES. O que inicialmente era uma atividade paralela ganhou espaço até se transformar em profissão. Há seis anos, Luiz Paulo fez a transição definitiva de carreira. A trajetória também se cruza com a história da CERAMES, associação na qual encontrou ambiente para desenvolver seu trabalho e ganhar confiança para participar de exposições nacionais. CERAMES celebra 25 anos A exposição “Alquimia do Barro – Revolver-se nessa Terra”, da qual Luiz Paulo participa, celebra os 25 anos da CERAMES e apresenta diferentes vertentes da produção contemporânea de cerâmica no Espírito Santo. Criada em 2001, a entidade surgiu da iniciativa de ceramistas interessados em compartilhar conhecimentos e fortalecer uma atividade que, naquele momento, era desenvolvida de maneira mais isolada nos ateliês. Ao longo de 25 anos, a CERAMES ampliou a integração entre artistas e a presença da produção capixaba em exposições e eventos dentro e fora do Estado. Atualmente, reúne 62 integrantes e já teve cerca de 150 associados ao longo de sua trajetória. A conquista de Luiz Paulo em São Paulo também reforça essa presença da cerâmica produzida no Espírito Santo no circuito nacional. Entre tijolos que deixam a exposição nas mãos dos visitantes e barcos que desaparecem lentamente sobre a água, o artista constrói trabalhos nos quais público, memória e transformação tornam-se parte da própria obra. Serviço Exposição: Alquimia do Barro – Revolver-se nessa Terra Local: Casa Porto das Artes Plásticas — Centro de Vitória Visitação: até 16 de agosto de 2026 Entrada: gratuita Realização: CERAMES Curadoria: Lindomberto Ferreira Alves Curadoria adjunta: Amanda Amaral