A RE/MAX Espírito Santo reafirmou sua posição de destaque no mercado imobiliário capixaba ao atingir, em 2025, o maior resultado de sua história. A regional contabilizou R$ 504.257.399 em volume de vendas de imóveis, com 1.114 transações concluídas e R$ 21,2 milhões em comissões geradas. O desempenho colocou o Espírito Santo na quarta colocação nacional em crescimento percentual, com avanço de 29,64%, em meio a uma rede composta por mais de 600 imobiliárias em todo o país. O resultado foi anunciado durante o evento “Melhores do Ano 2025”, realizado na Casa Mizzi, que celebrou também a presença de quatro agências capixabas entre as dez melhores do Brasil. Reconhecimento e destaques do setor A premiação “Melhores do Ano” é considerada a principal distinção da rede, baseada em indicadores como Valor Geral de Vendas (VGV), volume de captações e produtividade por corretor. Em 2025, Hudnei Calmon foi eleito o corretor nº 1 do Espírito Santo e Top 6 do Brasil pelo segundo ano consecutivo. Juliana Leão ficou na segunda colocação estadual e alcançou a vice-liderança nacional entre equipes de pequeno porte, enquanto Jaqueline Oliveira liderou o ranking de captações. Entre as agências, a RE/MAX Rede Foccus Prime, situada na Praia do Canto, conquistou o título de melhor do Estado. O evento, organizado pelos anfitriões Aluísio Sarlo, Eduardo Ambrósio, André Rodrigues e Thiago Setúbal, reuniu também autoridades como o presidente do Creci-ES, Manoel Dias, além de convidados do setor, ao som da DJ Larissa Tantan, evidenciando a relevância da regional para a economia capixaba.
Casagrande e Ferraço acompanham obras e inauguração de abrigo em Domingos Martins
O município de Domingos Martins recebeu, neste domingo (22), dois importantes investimentos do Governo do Estado: a autorização para início das obras de drenagem pluvial na Avenida Módulo, no distrito de Pedra Azul, e a inauguração do Abrigo Institucional “Pecinhas para Unir”, no bairro Morada Panorâmica. As iniciativas contam com recursos do Fundo Cidades, coordenado pela secretária de Estado do Governo, Emanuela Pedroso. A intervenção de drenagem em Pedra Azul — um dos principais destinos turísticos das montanhas capixabas — prevê a instalação de uma galeria dupla na Avenida Módulo, com 41,50 metros de extensão cada. Serão utilizados corpos de bueiro celular de concreto, incluindo estruturas simples de 2,00 m por 2,00 m e bueiro duplo de 2,5 m por 1,5 m. A água captada será direcionada ao leito natural do córrego. O trecho também receberá pavimentação com blocos intertravados do tipo Pavi-S, além de paisagismo com plantio de grama e arbustos. O objetivo é reduzir riscos de alagamentos provocados pelo transbordamento do córrego, sobretudo no período chuvoso, beneficiando diretamente mais de 500 moradores e melhorando a aparência urbana de uma área de grande circulação turística. “Com a obra que realizaremos em parceria com a prefeitura, vamos garantir qualidade de vida para quem mora e circula na área, além de melhorar a mobilidade urbana, valorizar imóveis e ampliar a atratividade turística da bela Pedra Azul”, afirmou a secretária Emanuela Pedroso. Abrigo “Pecinhas para Unir” Ainda no mesmo dia, também com a presença do vice-governador Ricardo Ferraço e de autoridades locais, foi inaugurado o Abrigo Institucional “Pecinhas para Unir”, destinado ao acolhimento de crianças e adolescentes sob medidas protetivas judiciais em razão de abandono, negligência ou violência. Construída em um terreno com aproximadamente 376,85 m² e distribuída em dois pavimentos, a unidade conta com pátio externo, rampa de acessibilidade e área cercada por muro com gradil de dois metros de altura. No primeiro pavimento estão garagem, recepção, salas administrativa e de reuniões, além de despensa, depósito, lavabo, área de serviço e varanda. O segundo piso abriga cinco dormitórios, cada um com capacidade para três a seis acolhidos, totalizando cerca de 141 m², além de quarto para cuidadores, três banheiros, sala de estar integrada ao refeitório, pátio coberto, cozinha, sala de estudos e varanda. “A construção do abrigo é de grande importância para proteger crianças e adolescentes em situação de risco, garantindo acolhimento com conforto e atendimento profissional especializado”, destacou Emanuela Pedroso. Segundo ela, a unidade também oferecerá apoio escolar para assegurar a continuidade dos estudos durante o período de permanência no local.
João Gualberto – “Kassab e a terceira via”
Todos os que acompanham atentamente a política nacional, certamente conhecem o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Afinal, ele já foi vereador e prefeito de São Paulo, deputado federal e ministro de estado. Hoje é um dos mais importantes quadros políticosdo governador Tarcísio de Freitas. Não só secretário do governo, mas antes de tudo o grande articulador da vitória do novato político em São Paulo na eleição de 2022. Seu partido fez centenas de prefeituras no interior daquele estado, e por essa razão é avalista e ponto central da governabilidade dentro do maior colégio eleitoral brasileiro. Kassab é um personagem que poderíamos chamar de CEO de partido, faz uma gestão intensiva dos interesses partidários nacionalmente, e é certamente um dos grandes responsáveis pelo grande sucesso eleitoral do seu PSD, fundado em 2011 por ele e por Guilherme Afif. O PSDque tem hoje o maior número de prefeituras do Brasil, 887 eleitos em 2024. Além disso, conta com 47 deputados federais, 14 senadores e 6 governadores. Vamos convir que é um ativo eleitoral respeitável. Kassb faz parte do movimento chamado de Centrão, do qual é um dos caciques, e tem uma lógica de ação política nitidamente de centro-direita, mesmo que não goste de nenhum rótulo ideológico. Movimenta-se como um ator chave no tabuleiro que vai influenciar as próximas eleições, e tem ao seu lado como companheiro de partido o ex-governador Paulo Hartung, com quem anda a jogar xadrez, pelo que se vê nas redes sociais. Xadrez para profissional, como costumava dizer o meu amigo Sérgio Egito. Até a bem pouco tempo, ele estava empenhado na construção da candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas, que se mostrava muito viável como alguém que poderia enfrentar a força política do presidente Lula, o que não é pouco. Entretanto, o projeto de direita moderada de Tarcísio começou a fazer água quando o ex-presidente Jair Bolsonoro indicou de forma unilateral, e sem ouvir ninguém, seu próprio filho como candidato a presidente da república. Bem ao estilo Bolsonaro, foi uma decisão solitária, sem ouvir parceiros e correligionários. Lembrou o General João Batista Figueiredo, o último de nossos ditadores, que escolheu a candidatura de Paulo Malluf e ficou sozinho contra a grande articulação de Tancredo Neves no colégio eleitoral. Política é alguma coisa se faz em grupo, e quando um líder se isola, acaba produzindo ruptura e fragmentação ao seu lado. Tudo o que estamos vendo me leva a crer que esse isolamento pode comprometer o futuro da candidatura de Flávio Bolsonaro, feita a partir de relações de sangue e quase nada a mais. Flávio tem a relevância política e eleitoral que precisa entre os grandes atores nacionais. Aqui entra a genialidade de Kassab: diante de um quadro eleitoral que caminha para a velha polarização Lula xBolsonaro, com um Bolsonaro enfraquecido e um Lula desgastado pelo tempo, ele percebe que poderá haver um lugar para a chamada terceira via. Existem eleitores que querem ter uma escolha com base em seus próprios julgamentos, e não por verdades instaladas desde 2018. Kassab começou a movimentar o tabuleiro. Nos últimos dias de janeiro fez um movimento mais definitivo: convidou Ronaldo Caiado para o seu partido, e são agora três presidenciáveis no PSD Caiado, Ratinho e Eduardo Leite. São três governadores em exercício – Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul – com perfis conservadores, mas tonalidades diferentes. Ele provavelmente quer lançar Ratinho, mas dentro de um contexto de força em que jamais abandonará o governo Lula, já que seu partido tem ministérios que não pretende abrir mãol. Eu, em minhas análises, parto do princípio de que a candidatura de Flávio Bolsonaro enfrentará uma jornada muito difícil, cheia de raios e tempestades. Afinal sua relação com as terríveis milícias cariocas são inequívocas, e elas nos remetem imediatamente aos grandes carteis do crime organizado. Além disso, as tais rachadinhas nunca foram esclarecidas e creio que inúmeros processos e depoimentos vão pular no colo do candidato da extrema-direita. Enquanto isso, Kassab, o PSD, o Centrão e um número expressivos de cardeais da política brasileira estarão na espreita, prontos para sacar uma solução à direita, mas não comprometida com discursos radicais.
Sicredi alcança 10 milhões de associados no Brasil e ES acompanha expansão
A instituição financeira cooperativa Sicredi atingiu a marca de 10 milhões de associados no país, mais que dobrando sua base em cinco anos. Em 2021, eram 5 milhões; hoje, o número chega ao novo patamar após um crescimento de 13% apenas nos últimos 12 meses. O resultado consolida o Sicredi entre os principais sistemas financeiros cooperativos do Brasil. Atualmente, 75% dos associados são pessoas físicas. As pessoas jurídicas representam 16%, com forte presença entre micro, pequenas e médias empresas — cerca de 27% das pequenas empresas brasileiras já são atendidas, o equivalente a aproximadamente 400 mil CNPJs. O segmento agropecuário responde por 9% da base. Segundo o presidente do Conselho de Administração da SicrediPar, Fernando Dall’Agnese, o desempenho reflete a confiança no cooperativismo. “Alcançar a marca de 10 milhões de associados é um momento histórico e motivo de orgulho para as 100 cooperativas que integram o Sistema. Esse resultado demonstra a confiança das pessoas em um modelo que alia crescimento sustentável, relacionamento próximo e impacto positivo nas comunidades”, afirma. Espírito Santo segue trajetória de alta No Espírito Santo, o avanço acompanha o ritmo nacional. A primeira agência foi inaugurada em 2021 e, dois anos depois, a base já ultrapassava 55 mil associados. Em 2024, o número superou 105 mil — alta de 93% em relação ao ano anterior, praticamente dobrando em um ano. Entre 2024 e 2025, o crescimento foi de 48%, encerrando dezembro com mais de 157 mil associados no Estado. Para o diretor executivo da Sicredi Serrana, Fabrício Cambruzzi, o desempenho está ligado à interiorização do cooperativismo e à proximidade com as comunidades. “O Espírito Santo tem demonstrado maturidade e abertura para o modelo cooperativo. Nosso crescimento reflete a capacidade de atender diferentes perfis, do produtor rural ao empreendedor urbano”, destaca. Rede em expansão e retorno aos associados Para sustentar o crescimento, o Sicredi mantém mais de 3 mil pontos de atendimento distribuídos por cerca de 2,2 mil municípios brasileiros. Apenas no último ano, foram abertas mais de 190 agências, e a previsão é encerrar 2026 com aproximadamente 200 novas unidades. A instituição também destaca o chamado Benefício Econômico do Sicredi, indicador calculado com base na metodologia do Banco Central. Em 2024, foram gerados R$ 25,5 bilhões aos associados — o equivalente a uma economia média de R$ 2.931,17 por pessoa. De acordo com o diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, César Bochi, o crescimento está diretamente ligado ao impacto regional. “A marca de 10 milhões de associados vai além de um número e evidencia a força de um modelo que cresce gerando benefícios concretos para as pessoas e para as comunidades onde atuamos”, afirma. Investimentos sociais e crédito sustentável O Relatório de Sustentabilidade 2025 indica que, ao longo de 2024, foram destinados mais de R$ 435 milhões a iniciativas sociais por meio do FATES, Fundo Social, doações, leis de incentivo e patrocínios socioculturais. No mesmo período, cerca de R$ 15 bilhões foram liberados para o empreendedorismo feminino, enquanto a carteira de crédito voltada à Economia Verde alcançou aproximadamente R$ 58 bilhões. Com a marca de 10 milhões de associados e expansão contínua da rede, o Sicredi mantém foco na ampliação da base, na presença territorial e na geração de impacto econômico e social nas regiões onde atua.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “O canto da sereia”
Em 21 de fevereiro de 1848, um documento de profunda ressonância histórica foi lançado ao mundo: o Manifesto Comunista, obra de Karl Marx e Friedrich Engels. Publicado em meio à efervescência da Primavera dos Povos, um período de intensas revoluções e transformações sociais na Europa, o Manifesto prometia uma nova era, livre das amarras da exploração e da desigualdade. Suas palavras, carregadas de um idealismo revolucionário e de uma visão utópica de uma sociedade sem classes, ecoaram como um canto sedutor, uma melodia que prometia a libertação e a justiça absoluta para as massas oprimidas. Essa promessa, contudo, assemelha-se perigosamente ao canto das sereias na epopeia homérica da Odisseia. Na narrativa de Homero, as sereias, com suas vozes maravilhosas e irresistíveis, atraíam os marinheiros para um destino fatal, onde seus navios se despedaçavam contra as rochas e suas vidas eram ceifadas. A doçura de seu chamado mascarava a destruição iminente, e apenas Ulisses, amarrado ao mastro de seu navio e com a tripulação de ouvidos vedados, conseguiu testemunhar a sedução sem sucumbir à sua força aniquiladora. O Manifesto Comunista, em sua essência, apresentou-se como um convite igualmente irresistível, um apelo à revolução que, sob o véu de uma retórica de emancipação, conduziria a humanidade a um abismo de infâmia e sofrimento. As ideias contidas no Manifesto, embora apresentadas como o caminho para a redenção social, revelaram-se, na prática, a gênese de uma das maiores chagas da história humana. A busca pela utopia comunista, que prometia o paraíso na terra, frequentemente se traduziu em regimes totalitários, supressão das liberdades individuais, perseguição política e crises humanitárias de proporções catastróficas. Exemplos como a União Soviética e a Coreia do Norte, entre outros, servem como testemunhos sombrios de como a promessa de libertação se converteu em opressão e miséria para milhões. A voz que prometia igualdade e prosperidade para todos, em muitos contextos, silenciou a dissidência, esmagou a iniciativa individual e mergulhou nações inteiras em um ciclo de pobreza e opressão. Entretanto, a crítica a esse “canto” não deve ser interpretada como uma anuência ao capitalismo selvagem, que, em sua busca desenfreada pelo lucro, muitas vezes ignora a dignidade humana e a justiça social, valores expressamente consagrados na Constituição Federal de 1988. O verdadeiro desafio do governante e do indivíduo consciente reside na busca pelo “meio termo” — o centro político e ético. É nesse equilíbrio que se encontra a verdadeira arte da administração pública: a capacidade de promover a liberdade econômica e a iniciativa individual sem abdicar da responsabilidade social e da proteção aos mais vulneráveis. O objetivo supremo de qualquer sistema deve ser, invariavelmente, o bem-estar dos administrados, garantindo que o progresso material caminhe lado a lado com a justiça e a estabilidade democrática. Assim, o 21 de fevereiro de 1848 não é apenas uma data de publicação, mas um marco que assinala o início de uma trajetória que, sob a bandeira de uma revolução libertadora, pavimentou o caminho para a tirania e a desumanização em larga escala. O “canto da sereia” do comunismo, com suas promessas de um mundo ideal, seduziu milhões, mas, ao invés de levá-los a um porto seguro, os conduziu a um naufrágio coletivo, deixando um legado de dor e uma mancha indelével na civilização. A história, com sua impiedosa clareza, demonstra que as mais belas utopias, quando impostas pela força e desprovidas de respeito pela dignidade humana, podem se transformar nos mais cruéis dos pesadelos. *Artigo escrito pelo advogado João Batista Dallapiccola Sampaio em parceria com o advogado Américo Pereira Rocha.
Findes leva inovação à Marmomac Brazil com novos cursos para o setor de rochas
Findes, Senai, Findeslab, IEL e Observatório Findesparticipam da maior feira mundial de rochas naturais com lançamento de cursos, mentorias e painéis técnicos A Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) marca presença na segunda edição da Marmomac Brazil, que acontece de 24 a 26 de fevereiro, em São Paulo, com uma agenda voltada à qualificação profissional e à inovação industrial. O principal destaque é o lançamento de novos cursos do SENAI ES direcionados ao segmento de rochas ornamentais. A programação inclui ainda mentorias, demonstrações tecnológicas e debates técnicos com participação do IEL, do FINDESLAB e do Observatório FINDES. Reconhecida como a maior feira mundial do setor de rochas naturais, a Marmomac reúne empresas e profissionais de diversos países e consolida o Brasil como vitrine internacional do segmento. Na edição de estreia no país, em 2025, o evento recebeu mais de 12 mil visitantes, cerca de 200 marcas expositoras e participantes de 75 países. Durante o evento, a unidade do SENAI em Cachoeiro de Itapemirim apresenta um novo portfólio de cursos presenciais voltados à indústria de rochas ornamentais, com foco no aperfeiçoamento técnico, na melhoria dos processos produtivos e no desenvolvimento de lideranças industriais. Técnicos da instituição estarão no estande para apresentar as soluções educacionais e dialogar com empresários e profissionais do setor. Ao longo dos três dias de feira, o estande da FINDES reunirá soluções voltadas à transformação digital e à modernização industrial. Entre as experiências disponíveis estão óculos de realidade virtual para simulação de automação, bancada de visão computacional para análise de objetos e aplicações de machine learning e inteligência artificial generativa voltadas à otimização de processos. O espaço também oferecerá mentorias de 20 minutos conduzidas pelo IEL-ES e pelo SENAI-SP. Um dos destaques é o encontro “Da extração ao algoritmo: quem vai liderar a próxima década”, conduzido pelo gerente de Negócios do IEL-ES, Flávio da Silva Velasquez. Espírito Santo lidera o setor De acordo com dados do Comex Stat e da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), o setor brasileiro de rochas naturais encerrou 2025 com o melhor desempenho de sua história, alcançando US$ 1,48 bilhão em exportações — crescimento de 17,5% em relação a 2024. O Espírito Santo mantém a liderança nacional na produção e exportação de rochas ornamentais, respondendo por 78,5% das vendas externas do país e registrando aumento de 12,2% no valor exportado na comparação anual. Para o presidente da FINDES, Paulo Baraona, a participação na Marmomac reforça o compromisso da indústria capixaba com a inovação e o posicionamento internacional. “O Espírito Santo é líder no setor de rochas e precisa continuar inovando para manter essa posição. Nossa presença na Marmomac reforça esse compromisso: apoiar as empresas com tecnologia, qualificação e visão estratégica para competir globalmente”, afirma. Programação dos painéis 24/02, das 15h às 16h – Espaço Stone Tech Rocha 4.0: Transformando Tecnologia em Valor e Competitividade Global A FINDES participa do palco Stone Tech com um debate sobre inovação e competitividade no setor de rochas ornamentais. A atividade será conduzida pela gerente executiva de Tecnologia e Inovação do SENAI ES, Juliana Gavini Uliana, e pela diretora da Escola SENAI de Construção Civil do SENAI-SP, Camila Pimenta. 25/02, das 10h15 às 12h – Auditório principal SENAI TALK: “Desafios e Oportunidades que transformam a Indústria de Rochas Ornamentais” O painel reúne especialistas e lideranças para discutir tendências, transformação digital e novos caminhos para a cadeia produtiva. Participam: • Juliana Gavini Uliana, gerente executiva de Tecnologia e Inovação do SENAI ES • Flávio da Silva Velasquez, gerente de Negócios do IEL-ES • Carolina Coelho Ferreira, gerente de Estudos Estratégicos do Observatório FINDES • Executivos representantes da indústria A mediação será da diretora da Escola SENAI de Construção Civil do SENAI-SP, Camila Pimenta. SERVIÇO Marmomac Brazil 2026 Data: 24 a 26 de fevereiro de 2026 Local: Pavilhão de Exposições do Distrito Anhembi — São Paulo (SP) Horário: 10h às 19h Informações e inscrições: https://www.marmomacbrazil.com.br/
Inadimplência recua e 76,9 mil capixabas deixam a negativação em janeiro
O Espírito Santo iniciou 2026 com melhora nos indicadores de inadimplência. Em janeiro, cerca de 76,9 mil moradores saíram da condição de negativados, reduzindo a taxa estadual para 33,9%, o que representa queda de 1,8 ponto percentual em relação a dezembro de 2025, quando o índice era de 35,7%. Os dados são do Connect Fecomércio-ES, com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC. A redução foi mais significativa entre famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 16.210), cuja inadimplência caiu de 40,1% para 38%, o que corresponde a aproximadamente 73,9 mil pessoas deixando o vermelho. Já entre famílias com renda superior a esse patamar, o índice recuou de 11% para 10,5%, mantendo-se abaixo da média nacional para essa faixa, de 14,8%. Apesar da melhora, o nível de inadimplência permanece elevado e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o cenário ainda exige cautela. “O resultado é positivo, mas não significa que o problema esteja superado. A redução da inadimplência representa um alívio para milhares de famílias, especialmente as de menor renda. No entanto, seguimos em um patamar elevado e acima da média brasileira, o que mostra que o ambiente de crédito continua pressionado”, afirmou. Dados do Serasa Experian analisados no relatório indicam que o tíquete médio da dívida no estado ficou em R$ 1.499,10 em janeiro, com cada inadimplente acumulando, em média, quase quatro dívidas. Houve também melhora na capacidade de pagamento entre famílias de menor renda: a proporção das que afirmam conseguir quitar os débitos no mês seguinte subiu de 13,3% para 15%. Outro sinal positivo foi o aumento das dívidas com atraso de até 30 dias, indicando regularização mais rápida. Entre famílias de menor renda, essa parcela chegou a 15,7%, enquanto entre as de maior renda saltou para 33,3%. Para Spalenza, isso reduz juros, evita o agravamento das pendências e diminui impactos sociais como restrição ao crédito e queda no consumo. Cartão de crédito lidera endividamento O cartão de crédito continua sendo a principal forma de endividamento no estado. Ele é utilizado por 99,4% das famílias de maior renda e por 91,6% das de menor renda. Entre os grupos com menor poder aquisitivo, também são comuns carnês e crédito pessoal, geralmente associados a juros mais altos. Já entre famílias de maior renda, predominam financiamentos imobiliários e de veículos, ligados à aquisição de bens de maior valor. No total, 89,5% das famílias capixabas possuem algum tipo de dívida. A pesquisa completa está disponível no site portaldocomercio-es.com.br. Sistema Fecomércio-ES Integrante da CNC, a Fecomércio-ES representa mais de 405 mil empresas responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pela geração de cerca de 652 mil empregos. Com presença em todos os municípios capixabas, por meio de unidades físicas e serviços on-line, o sistema reúne 24 sindicatos empresariais e desenvolve ações voltadas ao crescimento social e econômico do Espírito Santo. O projeto Connect é realizado em parceria com a Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação.
Governo do ES comemora decisão dos EUA que derruba tarifas e favorece exportações
O governador Renato Casagrande destacou a importância da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou as tarifas de importação impostas pelo governo norte-americano. Em manifestação nas redes sociais, ele afirmou que a medida reforça a necessidade de equilíbrio nas relações comerciais e protege setores produtivos. Segundo o governador, a decisão demonstra que o comércio internacional deve ser conduzido com base na legalidade e no diálogo, evitando prejuízos a quem produz e gera empregos. O vice-governador Ricardo Ferraço, coordenador do Comitê de Enfrentamento das Consequências do Aumento das Tarifas de Importação (CETAX), também avaliou que a medida representa um alívio importante para a economia capixaba, especialmente para cadeias produtivas estratégicas. “Uma ótima decisão para a economia do Espírito Santo por tudo que pode representar de retomada de competitividade de alguns arranjos muito importantes que temos aqui, não apenas do ponto de vista econômico mas também do ponto de vista social. São setores que geram milhares de empregos e muita renda, dando estabilidade às famílias, e divisas ao Governo do Espírito Santo, recursos para realização de investimentos nos municípios”, afirmou. Entre os produtos impactados pelas tarifas estão itens tradicionais da pauta exportadora do Estado, como café, rochas ornamentais, pescados, gengibre, macadâmia e aço, todos com forte presença no mercado norte-americano. “Nossos cafés, mármore e granito, pescados, gengibre e macadâmia, por exemplo, são produtos muito apreciados no mercado norte-americano, assim como o aço também tem sua importância. Com os maiores custos, preços elevados e inflação no dia a dia, os próprios americanos ingressaram na Suprema Corte para questionar a medida que determinava a taxação”, disse. Ferraço lembrou que o governo estadual vinha monitorando os impactos desde a adoção das tarifas e adotando medidas para preservar empregos e buscar novos mercados. “Estamos acompanhando esses desdobramentos desde quando o governo dos Estados Unidos impôs a taxação. Reunimos o setor produtivo capixaba, anunciamos medidas para amenizar os impactos e buscamos alternativas de mercado. Tudo isso tendo como contrapartida e objetivo a manutenção dos empregos, dos postos de trabalho. Alguns produtos foram excluídos da taxação anteriormente e agora vem essa ótima notícia da Suprema Corte americana”, afirmou. Para o vice-governador, os Estados Unidos continuam sendo um parceiro comercial estratégico e de difícil substituição para diversos produtos capixabas, o que amplia a relevância da decisão. “Os Estados Unidos são um mercado muito importante, tradicional e fiel para um conjunto significativo de produtos capixabas, não muito simples de ser substituído, e a decisão certamente contribui para melhorar as condições de competitividade dos produtos do Espírito Santo”, concluiu.
TCE-ES aponta avanços e pendências em medidas para fortalecer a Polícia Civil
O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) concluiu o primeiro ciclo de monitoramento das recomendações feitas após auditoria sobre a investigação de crimes contra o patrimônio no Estado. O acompanhamento avaliou providências adotadas pela Polícia Civil, pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e pela Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), constatando que a maior parte das ações foi apenas parcialmente cumprida. Ao todo, foram analisadas 21 recomendações aprovadas em 2023. Segundo o relatório, oito medidas foram totalmente implementadas, duas parcialmente, dez estão em execução e uma não foi adotada. O monitoramento examinou ações implantadas, resultados obtidos e pendências relacionadas à investigação de furtos, roubos, estelionatos, extorsões, receptação e outros crimes patrimoniais. A auditoria havia identificado problemas estruturais e operacionais, como limitações físicas em delegacias, baixa capacidade investigativa e ausência de indicadores para medir o esclarecimento dos crimes. Em levantamento de 2021, apenas 9,4% das ocorrências registradas tiveram abertura de investigação, 4% resultaram em procedimentos com potencial de indiciamento e somente 2,4% foram concluídas ou encaminhadas à Justiça. Dados mais recentes mostram que o Espírito Santo registrou 78.161 ocorrências desse tipo em 2024, redução de 2,1% em relação ao ano anterior. Ainda assim, a média anual entre 2022 e 2024 — cerca de 80,8 mil casos — permanece superior à observada no período anterior analisado pelo TCE-ES. Em média, foram aproximadamente 214 crimes patrimoniais por dia no ano passado. Entre as melhorias identificadas está a implementação de mecanismos para que todos os procedimentos investigativos tramitem integralmente em sistema informatizado. Outras recomendações seguem em andamento, como a criação de monitoramento contínuo dos índices de esclarecimento desses crimes. Por outro lado, não foi adotada a proposta de implantar um sistema automatizado para informar as vítimas sobre o andamento das ocorrências por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagem. O relatório também destacou desafios persistentes, como a limitada capacidade investigativa das delegacias distritais, deficiências na infraestrutura, ausência de acompanhamento sistemático da saúde psicológica dos policiais e fragilidades no controle de jornada e produtividade. Diante das pendências, o TCE-ES decidiu manter o acompanhamento de 13 recomendações ainda não plenamente cumpridas. Para o relator do processo, conselheiro Rodrigo Chamoun, a continuidade do monitoramento é necessária para garantir transparência, fortalecer a atuação da Polícia Civil e aprimorar a política pública de segurança, especialmente no combate aos crimes contra o patrimônio.
Aposentados passam a ter prazo mais curto para cobrar perdas na complementação
TST define regra para indenização por falhas na complementação de aposentadoria Trabalhadores que recebem ou irão receber complementação de aposentadoria devem redobrar a atenção. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) estabeleceu que o prazo para solicitar indenização por valores não considerados no cálculo do benefício segue a mesma lógica das ações trabalhistas: até cinco anos durante o vínculo empregatício e, no máximo, dois anos após o término do contrato. A tese foi fixada no Tema Repetitivo nº 20 e envolve situações em que parcelas salariais — como horas extras e outras verbas — não foram incluídas na base de contribuição para planos de previdência complementar vinculados à empresa. Quando começa a contagem do prazo A principal definição diz respeito ao início da prescrição. O trabalhador só poderá pleitear indenização após a concessão da complementação de aposentadoria ou quando o plano for encerrado para novas contribuições, momento em que não há mais possibilidade de corrigir os recolhimentos anteriores. Segundo o advogado Caio Vairo, sócio do escritório Ferreira Borges, o prazo não começa quando ocorreu o pagamento incorreto das verbas, mas quando se torna inviável ajustar as contribuições. “A partir da concessão do benefício ou do fechamento do plano é que surge o direito de pedir indenização. Antes disso, ainda seria possível regularizar os valores devidos”, explica. Na prática, é necessário observar tanto a data de início da aposentadoria complementar quanto a existência de ações trabalhistas que tenham discutido verbas como horas extras. Marcos para casos anteriores Para situações anteriores a entendimentos do Superior Tribunal de Justiça, o TST definiu datas de referência. Em ações envolvendo horas extras, o prazo de cinco anos passa a contar a partir de 16 de agosto de 2018, desde que o processo trabalhista já tenha sido concluído ou não tenha sido ajuizado. Para outras parcelas salariais, o marco é 11 de dezembro de 2020. Se a ação ainda estava em andamento nessas datas, a contagem começa a partir do trânsito em julgado — ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso. De acordo com Vairo, essas datas servem para uniformizar a análise de processos antigos e evitar interpretações divergentes sobre o início da prescrição. Prazo de dois anos após o desligamento O limite de dois anos para ingressar com a ação após o fim do contrato de trabalho vale apenas para quem deixou a empresa depois da fixação da tese no Tema 20. Contratos encerrados antes dessa definição podem receber tratamento diferente, dependendo das circunstâncias de cada caso. Indenização pode continuar sendo possível O Tribunal também esclareceu que a impossibilidade de cobrar diretamente os reflexos das verbas na previdência complementar não elimina automaticamente o direito à indenização. Segundo o advogado, o pedido só estará prescrito se a própria verba salarial que fundamenta a ação já tiver ultrapassado o prazo legal. “O fato de não ser mais possível discutir o reflexo direto no plano não impede, por si só, a busca por reparação”, afirma. Orientação aos trabalhadores Quem participa de plano de previdência complementar vinculado à empresa — especialmente aqueles que já discutiram horas extras ou outras parcelas na Justiça — deve revisar atentamente datas e decisões judiciais. A contagem do prazo depende do momento da aposentadoria complementar, do encerramento do vínculo empregatício e da situação do processo trabalhista. Com a tese consolidada, o entendimento passa a valer em todo o país e tende a uniformizar decisões nos tribunais. Para os trabalhadores, a principal mensagem é objetiva: o direito pode existir, mas há um limite de tempo para reivindicá-lo.