Encontro gratuito reunirá especialistas, indústria, academia e governo para discutir a nova fronteira tecnológica nos dias 26 e 27 de março Vitória será sede, nos dias 26 e 27 de março de 2026, de um dos principais encontros brasileiros dedicados às tecnologias quânticas. O QUANTA 2026 — Evento Nacional de Tecnologias Quânticas — acontecerá na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e promete reunir especialistas nacionais e internacionais para debater os avanços, desafios e aplicações da chamada revolução quântica. Durante dois dias de programação intensiva, o evento vai promover a integração entre indústria, academia e governo, abordando temas como computação quântica, inteligência artificial, segurança da informação, inovação tecnológica e impactos econômicos das novas tecnologias. Com entrada gratuita e vagas limitadas, a iniciativa busca posicionar o Brasil — e especialmente o Espírito Santo — no mapa global da inovação de ponta, estimulando parcerias estratégicas e o desenvolvimento científico e tecnológico. Os organizadores destacam que o QUANTA 2026 será uma oportunidade única para estudantes, pesquisadores, profissionais do setor produtivo e gestores públicos acompanharem de perto o estado da arte das tecnologias quânticas e suas aplicações práticas. Tecnologias quânticas abrem nova fronteira científica e industrial A conselheira e pesquisadora do Instituto Arandu, Maria José Pontes (foto abaixo), Maria José Pontes, destaca que o campo das tecnologias quânticas evoluiu rapidamente nos últimos anos e já começa a gerar aplicações concretas. “Esse novo campo de estudo e desenvolvimento que envolve conceitos da física quântica avançou muito nos últimos anos. Vem gerando tecnologias e produtos como o computador quântico, há avanços na segurança de redes de comunicação e sensores quânticos. E cria capacidade para atender a alta demanda por processamento das ferramentas que utilizam inteligência artificial”, afirma. Segundo ela, trata-se de uma área emergente da física e da engenharia, com grande potencial de expansão científica e tecnológica. Para a pesquisadora, a realização do Quanta 2026 no Espírito Santo tem papel estratégico ao ampliar o debate qualificado sobre o tema no país. “Hoje é um campo de pesquisa da física e da engenharia, que está despontando e tem muito para ser desenvolvido. A importância desse evento no Espírito Santo é trazer a discussão qualificada sobre as tecnologias quânticas. Esse é um tema novo, em crescimento, com enormes oportunidades para contribuições científicas, formação de jovens profissionais para atuação nesta área e avanço da indústria de tecnologia no Espírito Santo. É um despertar para um novo campo de desenvolvimento.” Serviço QUANTA 2026 – Evento Nacional de Tecnologias Quânticas 📍 UFES — Vitória (ES) 🗓 26 e 27 de março de 2026 ⏰ 8h às 18h 🎟 Entrada gratuita (vagas limitadas) Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/quanta-es-2026/3154775 Entidades apoiadoras Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) IN-FOTON — Instituto Nacional de Tecnologias Fotônicas para Transformação Digital Instituto SENAI de Tecnologia FINDES — Federação das Indústrias do Espírito Santo Fapes — Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo CREA-ES — Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo Instituto Arandu PPGEnCIN SBPC — Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência QuIIN — Quantum Industrial Innovation Network SENAI CIMATEC
Júlio Diógenes – “Quando a tecnologia e a IA deixam de ser promessas e passam a ser serviços funcionando”
Se a América Latina vai continuar reclamando do viés das IAs globais ou vai construir as próprias ferramentas, alguém decidiu agir. Em fevereiro de 2026, foi lançado o LATAM-GPT, primeiro grande modelo de linguagem desenvolvido de forma colaborativa na região. A proposta é clara: criar uma inteligência artificial treinada com dados latino-americanos, reduzir dependência externa, diminuir distorções culturais e ampliar a soberania digital. Enquanto isso, no Brasil, a Prefeitura de Vitória já testa IA no dia a dia da gestão pública. Em janeiro de 2026, a capital capixaba lançou um novo canal de atendimento via WhatsApp integrado à inteligência artificial VitórIA e ao sistema Rede Bem-Estar. Agora, o cidadão pode agendar consultas, exames e buscar informações sobre medicamentos pelo aplicativo. O antigo SMS foi substituído. O objetivo é simples: menos fila, mais agilidade e maior integração da rede de saúde. Outra iniciativa é o FacilitaVix. Totens de autoatendimento instalados nas unidades de saúde permitem acesso aos serviços mesmo para quem não tem internet no celular. Tecnologia aplicada para resolver um gargalo real. A estratégia municipal tem dois pilares claros: tecnologia com governança e ampliação do horário de atendimento. Vitória também avança no campo da experimentação. O Laboratório Urbano Vivo (LUV) selecionou quatro soluções para a fase de MVP baseadas em inteligência artificial, visão computacional e Internet das Coisas. Entre elas estão plataformas de diagnóstico urbano com análise de dados geoespaciais, inteligência territorial para mobilidade, automação de processos administrativos e sensores para monitoramento climático. O que isso mostra? Que o debate sobre IA não precisa ficar preso ao discurso ou ao hype. Ele pode se traduzir em consulta marcada, processo agilizado e política pública mais eficiente. O LATAM-GPT representa a infraestrutura regional. Vitória representa a aplicação prática. Quando essas duas camadas se encontram, a tecnologia deixa de ser promessa e passa a ser serviço funcionando. *Júlio Diógenes é gerente de inovação do Laboratório Urbano Vivo de Vitória
Governo apresenta novas etapas da implantação da fábrica da GWM no ES
O Governo do Estado e executivos da Great Wall Motors (GWM) apresentaram, nesta terça-feira (24), no Palácio Anchieta, em Vitória, as próximas fases do projeto de instalação da montadora no Espírito Santo. A iniciativa conta com apoio da Agência de Atração de Investimentos do Estado (Nova ES) e consolida Aracruz como polo estratégico da indústria automotiva nacional. A futura unidade será construída no Parque Industrial de Aracruz, na região de Barra do Riacho, em uma área de cerca de 1,7 milhão de metros quadrados, dentro de um perímetro declarado de utilidade pública por decreto estadual. O projeto prevê a integração da planta à estrutura logística do ParklogBR/ES. Para o governador Renato Casagrande, a escolha do Estado reforça a confiança da empresa no ambiente de negócios capixaba. “Esse é um passo muito importante. Temos investido em infraestrutura e construído um ambiente favorável ao setor produtivo. A presença de uma grande indústria fortalece a geração de empregos, atrai fornecedores e amplia a diversificação econômica”, afirmou. O vice-governador Ricardo Ferraço, que participou de missões oficiais na China para tratar do investimento, destacou o caráter estruturante do projeto. Segundo ele, a GWM prevê investimentos de até R$ 10 bilhões no Brasil, com uma parcela significativa destinada ao Espírito Santo. Em plena operação, a estimativa é de até 10 mil empregos diretos e indiretos. Ferraço também ressaltou que a atração da empresa envolveu a apresentação das vantagens competitivas do Estado, como infraestrutura, incentivos e segurança jurídica. A expectativa é de que a instalação da montadora impulsione a cadeia produtiva local, atraindo novos fornecedores e aumentando o valor agregado da produção industrial. De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, a planta contará com processo produtivo completo — incluindo estamparia, soldagem, pintura e montagem final — e capacidade de produção de até 200 mil veículos por ano, podendo se tornar a unidade mais avançada da GWM nas Américas. Durante a fase de construção, a previsão é de geração entre 1.500 e 3.500 empregos, principalmente na construção civil. O impacto econômico também inclui alta demanda por insumos, como concreto e aço, além da movimentação de fornecedores locais e do setor de serviços quando a fábrica estiver em operação. Representantes da GWM afirmaram que a decisão de investir no Espírito Santo ocorreu após análise de diversos estados brasileiros, com destaque para as condições de competitividade encontradas no território capixaba. A Nova ES ressaltou que o projeto resulta de uma estratégia estruturada de atração de investimentos, baseada na articulação entre setor público e iniciativa privada. O empreendimento é fruto de negociações iniciadas em 2023, com visitas técnicas, reuniões com órgãos estaduais e missões internacionais. Em janeiro de 2026, foi assinado o Termo de Compromisso de Investimento durante agenda oficial na China, consolidando o acordo entre as partes. As próximas etapas incluem levantamentos topográficos, sondagens, licenciamento ambiental e início das obras de terraplanagem. Com a implantação da GWM, o Espírito Santo busca consolidar sua posição como destino de grandes investimentos industriais, apoiado por infraestrutura logística, localização estratégica e ambiente institucional favorável.
Luiz Paulo assume instituto e prioriza plano de governo para Arnaldinho
O presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela (ITV), Marconi Perillo, assinou um ato que nomeia o ex-prefeito e ex-deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas como presidente do ITV no Espírito Santo. O instituto é o órgão de estudos e formação política do PSDB. Segundo Luiz Paulo, a principal prioridade da entidade no Estado será colaborar na elaboração do programa de governo do pré-candidato tucano ao Palácio Anchieta, Arnaldinho Borgo. “Vamos reunir subsídios para construir um plano de governo baseado no diálogo e na experiência do PSDB, alinhado ao momento vivido pelo Espírito Santo, marcado pela transição da reforma tributária e pela diversificação da economia. O partido é parte importante do processo de recuperação do Estado nas últimas duas décadas e seguirá contribuindo para um novo salto de desenvolvimento, que o cenário atual exige”, afirmou Luiz Paulo.
Prefeito assina ordem para construção de nova ponte em Vila Velha
O prefeito Arnaldinho Borgo assinou, nesta segunda-feira (23), duas ordens de serviço para obras de mobilidade urbana em Vila Velha: a construção de uma ponte ligando os bairros Praia das Gaivotas e Ilha dos Bentos e a pavimentação da Avenida França, em Jabaeté. A autorização para a ponte foi formalizada na Rua Copo de Leite, na Ilha dos Bentos, com a presença do deputado federal Victor Linhalis, vereadores, lideranças comunitárias e moradores da região. A estrutura será construída em concreto, com cerca de 17 metros de extensão e 11,5 metros de largura, sobre o canal Guaranhuns, conectando a Avenida do Canal à Rua Coronel José Gabriel Marquês Filho. Durante a execução, a prefeitura orienta motoristas e pedestres a redobrarem a atenção e respeitarem a sinalização no entorno do canal. O investimento estimado é de R$ 1,8 milhão, com prazo de conclusão de 12 meses. Além de criar uma nova ligação viária entre os bairros, a obra permitirá a futura implantação de um sistema binário entre a Avenida Leila Diniz e a Rua Copo de Leite, com objetivo de reorganizar o tráfego e ampliar a fluidez na região. A ponte integra o chamado Corredor Amarelo de mobilidade urbana, um conjunto de intervenções viárias que soma cerca de 13 quilômetros e já está em andamento em bairros como Praia das Gaivotas, Novo México, Araçás, Guaranhuns, Nova Itaparica, Ilha dos Bentos e Praia de Itaparica. Pavimentação em Jabaeté No mesmo dia, o prefeito também assinou a ordem de serviço para o tratamento asfáltico da Avenida França, em Jabaeté. A obra prevê pavimentação de aproximadamente 2 mil metros quadrados, ao longo de cerca de 250 metros de extensão e largura média de 8 metros. O investimento estimado para a intervenção é de R$ 300 mil.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “Desafios jurídicos do empreendedorismo à luz da lógica do Cisne Negro”
O ambiente empresarial contemporâneo vive sob a sombra constante da incerteza. Inspirando-se na obra A Lógica do Cisne Negro, famoso e clássico livro escrito por Nassim Nicholas Taleb, percebe-se que o empreendedorismo opera dentro de um cenário marcado por eventos raros, imprevisíveis e capazes de provocar impactos profundos e abruptos. Esses eventos, denominados de “Cisnes Negros”, podem alterar mercados inteiros, derrubar modelos de negócios ou criar oportunidades extraordinárias. No campo jurídico, tais fenômenos exigem que empresas estejam preparadas não apenas para os riscos previsíveis, mas, sobretudo, para aqueles que escapam aos modelos tradicionais de avaliação. A imprevisibilidade, defendida por Taleb como elemento estrutural da realidade, afeta diretamente o cotidiano do empreendedor. Mudanças regulatórias repentinas, crises econômicas inesperadas, inovações disruptivas e decisões judiciais de alto impacto podem transformar completamente a dinâmica de uma organização. Embora seja impossível prever a natureza exata desses eventos, o ordenamento jurídico e a gestão empresarial devem estar estruturados para absorver choques e garantir a continuidade do negócio. Nesse sentido, a presença de uma equipe jurídica robusta deixa de ser opcional e torna-se fator de sobrevivência no mercado. No cenário global, grandes empresas têm demonstrado que a atenção à transformação do mercado é uma questão estratégica. Gigantes como Blockbuster, Kodak e Nokia figuram como exemplos clássicos de organizações que não conseguiram interpretar ou se adaptar a tempos de mudança. Embora seus problemas não tenham sido exclusivamente jurídicos, a falta de preparação para cenários extremos, como mudança de tecnologia, alteração contratual massiva, propriedade intelectual e compliance, contribuiu para sua decadência. Assim, compreender a lógica dos Cisnes Negros é também reconhecer que a inércia corporativa pode ser fatal. Ao mesmo tempo, empresas como Amazon, Tesla e Mercado Livre se destacaram não apenas pela inovação tecnológica, mas também pela capacidade de lidar rapidamente com questões regulatórias, tributárias, operacionais e contratuais. Em setores cujo marco regulatório muda rapidamente, tais como e-commerce, fintechs, inteligência artificial, proteção de dados e energia renovável, sobreviver significa antecipar riscos jurídicos e estruturar mecanismos internos capazes de absorver impactos inesperados. Na verdade, a fragilidade é inimiga da evolução. O jurídico empresarial, portanto, precisa trabalhar para transformar estruturas frágeis em robustas, ou até antifrágeis. A incerteza como elemento central no empreendedorismo O empreendedor não opera em um ambiente estático, e sim em um ecossistema de mudanças constantes. A cada nova tecnologia lançada, a cada decisão política ou judicial inesperada, o mercado pode sofrer alterações profundas. A teoria do Cisne Negro reforça que, mesmo com análises sofisticadas e modelos estatísticos avançados, eventos extremos continuarão surgindo. Por isso, o jurídico não deve trabalhar apenas com o previsível: precisa preparar mecanismos de resposta rápida, evitando vulnerabilidades contratuais e regulatórias que possam comprometer a estabilidade da empresa. Além disso, o empreendedorismo moderno exige uma mentalidade de humildade epistemológica, como defende Taleb. Isso significa admitir que não é possível prever tudo e que a estratégia empresarial deve incluir margem para falhas, redundâncias, diversificação e cláusulas de proteção. Essa perspectiva transforma o jurídico em ator fundamental: é ele quem atua para blindar contratos, minimizar litígios, orientar decisões e construir uma arquitetura legal resistente ao inesperado. Assim, a empresa reduz sua dependência de previsões falhas e amplia sua capacidade de adaptação. Impacto das inovações e a necessidade de respostas jurídicas rápidas Em setores altamente dinâmicos, a inovação surge muitas vezes como um verdadeiro Cisne Negro. A chegada de novos modelos de negócio, como plataformas digitais, criptomoedas, veículos autônomos e inteligência artificial, cria desafios jurídicos imediatos. Para as empresas já consolidadas, lidar com essas inovações exige reestruturação de processos, revisão de compliance, novos contratos com parceiros e adequação a legislações emergentes. Um jurídico fraco ou lento pode impedir a adoção rápida de tecnologias que garantiriam vantagem competitiva. Grandes empresas do varejo, por exemplo, enfrentaram desafios significativos com a expansão do comércio eletrônico. Questões tributárias interestaduais, logística reversa, proteção de dados e responsabilidade pelo produto exigiram soluções jurídicas complexas e imediatas. Empresas que se adaptaram rapidamente prosperaram; as que resistiram ou subestimaram a mudança perderam espaço. Isso reflete exatamente a crítica de Taleb: a incapacidade de reconhecer a transição de um mercado estável para um mercado dominado por eventos extremos e descontinuidades. Grandes empresas e o monitoramento constante das mudanças do mercado O histórico corporativo demonstra que nenhuma empresa está imune a mudanças repentinas. Gigantes tradicionais podem ser surpreendidas por startups pequenas, mas ágeis, que introduzem novas soluções e modelos de negócio — como ocorreu no transporte com o surgimento do Uber, na hotelaria com o Airbnb e no mercado editorial com a divulgação digital de conteúdo. Em todas essas transformações, emergiram complexos desafios jurídicos: regulação estatal, responsabilidade civil, direito trabalhista, segurança do consumidor, direitos autorais e gestão tributária. Assim, o desafio das empresas não é apenas inovar, mas também responder juridicamente às inovações. É necessário acompanhar projetos de lei, decisões administrativas, mudanças normativas e posicionamentos jurisprudenciais. Igualmente importante é manter um canal permanente com órgãos reguladores, associações de classe e consultorias jurídicas externas. A presença de uma equipe jurídica forte não serve apenas para apagar incêndios, mas, sobretudo, para identificar riscos legais antes que se tornem crises estruturais. O papel do jurídico na prevenção de Cisnes Negros empresariais Embora não seja possível prever Cisnes Negros, é possível reduzir vulnerabilidades internas. No campo jurídico, isso envolve auditorias permanentes, governança sólida, contratos bem elaborados, políticas de compliance e gestão assertiva de riscos. Empresas robustas conseguem absorver impactos porque possuem cláusulas de salvaguarda, reservas estratégicas, controles internos e processos decisórios transparentes. A área jurídica torna-se a guardiã dessa robustez, traduzindo incertezas externas em normas internas que protejam o negócio. Além disso, a postura preventiva reduz significativamente a litigiosidade, economizando tempo e recursos que podem ser direcionados à inovação. Empresas que negligenciam o jurídico acabam dependentes do acaso, vulneráveis a multas, processos, sanções regulatórias e escândalos reputacionais. Conforme sugere Taleb, sistemas frágeis entram em colapso diante do inesperado — e, no ambiente corporativo, uma única decisão judicial desfavorável pode gerar danos irreversíveis. Assim, o jurídico deixa de ser visto como setor burocrático e passa a ser compreendido como núcleo
Parceria entre Prefeitura de Vila Velha e UVV amplia oferta de consultas com médicos especialistas
A Secretaria de Saúde de Vila Velha, por meio do Centro Municipal de Atenção Secundária (CEMAS), firmou parceria com a Universidade Vila Velha (UVV) para ampliar o acesso da população a atendimentos médicos especializados. A iniciativa passa a valer a partir desta segunda-feira (23) e prevê um acréscimo de aproximadamente 288 consultas mensais nas áreas de dermatologia, cardiologia, endocrinologia e geriatria. Os atendimentos serão realizados tanto no CEMAS, localizado no bairro Olaria, quanto na Policlínica da UVV, no Campus de Biopráticas, no bairro Boa Vista. O espaço conta com consultórios completos e recepção com equipe administrativa. As vagas serão destinadas a pacientes encaminhados pela rede municipal, por meio do sistema de regulação. De acordo com a secretária municipal de Saúde, Cátia Lisboa, a iniciativa fortalece a rede pública ao ampliar a capacidade de atendimento especializado, reduzir o tempo de espera por consultas e aliviar a demanda sobre outras unidades de saúde. A parceria também promove a integração entre ensino e serviço, contribuindo para a qualificação técnica das equipes, incentivando a troca de conhecimentos e aproximando a formação acadêmica da prática no Sistema Único de Saúde (SUS).
Festa da Penha 2026 terá Ano Jubilar de São Francisco como tema central
Papa Leão proclama Ano Jubilar de São Francisco, tema da Festa da Penha 2026 Fé e significado marcam a preparação da Festa da Penha 2026. Embora não estivesse previsto no início da organização, o Ano Jubilar de São Francisco de Assis — proclamado recentemente pelo Papa Leão XIV — tornou-se o tema central da edição deste ano, considerada a terceira maior festa mariana do Brasil. O lema “Fazei de nós instrumentos da paz” dialoga diretamente com os 800 anos da morte do santo e com a presença histórica franciscana no Convento da Penha, reforçando o sentido espiritual da celebração. Para o guardião e reitor do Convento da Penha, Frei Gabriel Dellandrea, o Jubileu amplia o horizonte da festa ao destacar o desejo de paz presente na espiritualidade de São Francisco, em sintonia com Maria, venerada como intercessora e Rainha da Paz. A edição de 2026 será realizada entre os dias 5 e 13 de abril. Na tradição católica, o Jubileu é vivido como Ano Santo dedicado à renovação espiritual, à reconciliação e ao perdão, concretizados por meio de indulgências e gestos de conversão pessoal e comunitária. O Jubileu Franciscano de 2026 é classificado como extraordinário e propõe atualizar o legado de São Francisco de Assis, enfatizando valores como pobreza, humildade e amor à criação como referências para os desafios do mundo contemporâneo. A conexão com o Jubileu reforça a identidade franciscana da Festa da Penha e aprofunda o sentido do tema escolhido. A proposta convida os fiéis a refletirem sobre reconciliação, simplicidade e serviço em um contexto mundial marcado por conflitos e divisões, apontando a fé como caminho de diálogo e construção da paz. Segundo Frei Gabriel Dellandrea, a proclamação fortalece a missão evangelizadora do Convento e seu vínculo com a espiritualidade franciscana. “A Festa da Penha evidencia que o Convento é a casa de Nossa Senhora, cuidada pelos franciscanos. Vivemos aqui como frades menores, invocando diariamente a proteção amorosa de Maria, e o Jubileu nos convida a aprofundar esse caminho de fé, perdão e conversão interior”, afirmou. O reitor explicou ainda que a incorporação prática do Ano Jubilar à programação está em construção. “O Ano Jubilar surge como um impulso que amplia o sentido da Festa da Penha, mas esse processo será desenvolvido com cuidado. Estamos observando, com atenção, como integrar essa realidade jubilar à vivência da celebração, respeitando sua identidade e sua história. Aos poucos, as novidades serão apresentadas, não apenas durante a Festa, mas ao longo de todo o ano, no Convento da Penha”, concluiu. A dimensão jubilar dialoga também com o caráter peregrino da festa. Assim como os fiéis percorrem trajetos nas romarias, o Ano Santo propõe um itinerário espiritual interior, conduzindo ao encontro com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Nesse contexto, a espiritualidade franciscana aparece como convite à leveza, ao desapego e à alegria comprometida. Ao destacar os 800 anos da Páscoa de São Francisco de Assis, a edição de 2026 busca ampliar a compreensão dos devotos sobre a figura do santo, frequentemente associada apenas à natureza e aos animais, apresentando-o como referência atual para a promoção da paz, da fraternidade e do cuidado com a vida. Festa da Penha 2026 Considerada a terceira maior celebração mariana do Brasil, a Festa da Penha 2026 será realizada de 5 a 13 de abril, em Vila Velha, em homenagem a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo. Ao longo de nove dias, a programação reúne intensos momentos de fé e devoção, com mais de 40 missas, 14 romarias, apresentações religiosas e atividades culturais. Os festejos atraem fiéis de todo o Estado e de diversas regiões do país, consolidando a Festa da Penha como uma das principais expressões da religiosidade popular brasileira e como espaço de encontro, espiritualidade e esperança. Programação completa 04 de abril (Sábado) 9h – Instalação do terço gigante no Campinho do Convento da Penha 05 de abril (Domingo de Páscoa) — 1º DIA DO OITAVÁRIO Tema: “Onde houver desespero, que eu leve a esperança” 5h e 7h – Missas na Capela do Convento 7h30 – Corrida da Penha — Praça do Ciclista x Parque da Prainha 9h e 11h – Missas no Campinho 14h – Acolhida com os frades e oração da Coroa Franciscana 15h – Devocional 16h – Missa de abertura — Área pastoral: Vila Velha 17h – Romaria dos Cavaleiros 19h – Acendimento das imagens iluminadas 06 de abril (Segunda-feira) — 2º DIA Tema: “Onde houver tristeza, que eu leve a alegria” Penha Peregrina — 9h — Paróquia Bom Pastor, Cariacica 7h, 9h e 11h – Missas na Capela 14h – Acolhida e oração 15h – Devocional 16h – Missa — Área pastoral: Serrana 07 de abril (Terça-feira) — 3º DIA Tema: “Onde houver dúvida, que eu leve a fé” Penha Peregrina — 9h — Paróquia N. Sra. da Conceição, Alfredo Chaves Missas às 7h, 9h e 11h 14h – Acolhida e oração 15h – Devocional 16h – Missa — Área pastoral: Cariacica/Viana 19h – Terço no Campinho 08 de abril (Quarta-feira) — 4º DIA Tema: “Onde houver erro, que eu leve a verdade” Penha Peregrina — Capelania Militar (Quartel da PM) Missas às 7h, 9h e 11h 14h – Acolhida e oração 15h – Devocional 16h – Missa — Área pastoral: Benevente 09 de abril (Quinta-feira) — 5º DIA Tema: “Onde houver discórdia, que eu leve a união” Penha Peregrina — Paróquia Santa Rita, Vila Velha Missas às 7h, 9h e 11h 14h – Acolhida e oração 15h – Devocional 16h – Missa — Área pastoral: Serra/Fundão 19h – Concerto Projeto Casa Verde 10 de abril (Sexta-feira) — 6º DIA Tema: “Onde houver ódio, que eu leve o amor” Penha Peregrina — Unidade Prisional PEVV VI Missas às 7h, 9h e 11h 14h – Romaria dos Militares 14h – Acolhida e oração 15h – Devocional 16h – Missa — Área pastoral: Vitória 19h – Bênção para casais — Parque da Prainha 11 de abril (Sábado) — 7º DIA Tema: “Onde houver trevas, que eu leve a luz”
Empresários da Serra debatem restrição a caminhões na Avenida Mestre Álvaro
A Associação dos Empresários da Serra (Ases) recebeu, nesta semana, representantes do setor produtivo e do poder público para discutir a proposta da Prefeitura da Serra de restringir a circulação de caminhões pesados na Avenida Mestre Álvaro (antiga BR-101) em determinados horários. O encontro foi conduzido pela presidente da entidade, Leonelle Lamas, e contou com a participação de dirigentes de federações e sindicatos empresariais, além de secretários municipais, representantes da Findes, da Polícia Rodoviária Federal e lideranças de diversos segmentos econômicos. Entre os presentes estavam o 1º vice-presidente da Fecomércio-ES, Luiz Coutinho, o superintendente Wagner Corrêa, o presidente do Sindilojas Serra, Rogério Alcântara, e o presidente do Sindivarejista, João Falqueto. Durante a reunião, as entidades destacaram a importância de que a medida seja analisada com critérios técnicos e flexibilidade, de modo a reduzir possíveis impactos sobre a logística, a atividade econômica e a geração de empregos no município. O encontro foi marcado por um tom institucional e pela busca de diálogo entre o setor produtivo e a administração municipal. Segundo Leonelle Lamas, o debate reforça o papel da Ases como interlocutora entre empresários e poder público em temas estratégicos para o desenvolvimento da cidade. “Temas estruturantes para a cidade exigem diálogo, responsabilidade e visão estratégica. A Ases atua como ponte entre o setor produtivo e o poder público, sempre com o objetivo de contribuir para decisões que preservem a competitividade da Serra e garantam desenvolvimento sustentável. Nosso compromisso é construir soluções que minimizem impactos e fortaleçam o ambiente de negócios”, afirmou. A presidente também ressaltou que a Serra é o maior polo industrial do Espírito Santo e um dos principais centros logísticos do Estado, o que exige que decisões sobre mobilidade e transporte considerem a complexidade e a relevância econômica do município.
Semana terá chuva frequente e temperaturas amenas na Grande Vitória
A próxima semana na Grande Vitória será marcada por tempo instável, com predomínio de nuvens, pancadas de chuva quase diárias e temperaturas mais amenas para o padrão de verão. As previsões são do Climatempo e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o Climatempo, a segunda-feira (23) começa com sol entre nuvens e chuva rápida ao longo do dia e à noite, com temperaturas variando entre 23 °C e 26 °C. Na terça-feira (24), o cenário se intensifica, com céu nublado, chuva pela manhã e possibilidade de temporais à tarde e à noite. Na quarta-feira (25), a previsão indica aberturas de sol, mas ainda com pancadas isoladas ao longo do dia. As temperaturas podem subir um pouco, chegando perto dos 29 °C, mas a sensação continua abafada devido à alta umidade. Segundo o Inmet, o padrão de instabilidade é típico do verão no Sudeste, período em que a combinação de calor, umidade elevada e sistemas atmosféricos favorece a formação de nuvens carregadas e chuva frequente, muitas vezes em forma de pancadas intensas. De forma geral, a semana deve alternar momentos de sol com períodos de chuva, sem previsão de frio. As temperaturas mínimas ficam em torno de 23 °C a 24 °C, enquanto as máximas devem oscilar entre 26 °C e 30 °C, mantendo o clima quente e úmido característico desta época do ano.