O turismo de experiência deixou de ser tendência e se consolidou como um dos principais motores do setor turístico, impulsionado pela busca por autenticidade, cultura local e vivências personalizadas. É o que aponta a pesquisa “Turismo de Experiência – O que dizem os usuários das redes sociais?”, realizada pelo Sebrae/ES. Segundo o levantamento, cerca de 90% dos turistas brasileiros buscam experiências autênticas, com contato direto com a cultura local — um segmento que já responde por mais de 60% do faturamento dos pequenos negócios turísticos no Brasil. No cenário global, o turismo de experiência movimenta mais de US$ 1 trilhão por ano, com crescimento médio superior a 10%, de acordo com dados da plataforma Statista. Para entender o comportamento digital dos viajantes, o Sebrae/ES analisou 4.011 publicações nas redes sociais Instagram e X (antigo Twitter). O estudo mostra que as redes se tornaram um dos principais espaços de inspiração e decisão de viagem. Cerca de 62% dos conteúdos analisados estavam no Instagram, reforçando o protagonismo da plataforma no turismo. De acordo com o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, o momento exige que empreendedores valorizem as experiências oferecidas ao público. “Mais do que vender serviços, é necessário destacar os benefícios da vivência, como aprendizado, bem-estar, conexão com a cultura local e transformação pessoal”, afirma. A pesquisa também indica que mais da metade das publicações (50,6%) é produzida por empresas ou empreendedores do setor, com predominância de conteúdos positivos — 71,3% das postagens analisadas exaltam o turismo de experiência, valorizando cultura, identidade e interação com o território. Segundo a analista de Relacionamento do Sebrae/ES, Regina Paixão, a presença digital consistente é fundamental para os pequenos negócios turísticos. “Manter perfis atualizados, com informações claras e conteúdos frequentes, ajuda a fortalecer a confiança do público. Mostrar bastidores, processos produtivos, histórias e pessoas torna a comunicação mais próxima e autêntica”, explica. A gastronomia e o agroturismo aparecem como importantes vetores desse movimento, especialmente em destinos como Venda Nova do Imigrante, reconhecida como Capital Nacional do Agroturismo, onde produtos artesanais e experiências locais atraem visitantes interessados em conhecer a origem dos alimentos e a cultura regional. Turismo com propósito O estudo evidencia uma mudança no comportamento dos viajantes. Se antes predominava o interesse genérico por conhecer novos lugares, agora cresce a busca por microvivências, rituais culturais e destinos fora do roteiro tradicional, capazes de gerar o chamado “efeito descoberta” — quando o visitante sente que encontrou uma experiência única. Outro destaque é a associação do turismo ao bem-estar, à saúde mental e à reconexão com a natureza, reforçando o papel dos pequenos empreendedores como mediadores dessas experiências e responsáveis por transmitir confiança e identidade ao visitante.
Bloco Vive Le Vin confirma segunda edição no Carnaval das Montanhas Capixabas
Depois do sucesso da estreia, o Bloco Vive Le Vin retorna ao Carnaval das Montanhas Capixabas em 2026 para sua segunda edição, na Cervejaria Azzurra, na Pedra Azul, em Domingos Martins, consolidando-se como uma das propostas mais charmosas e autorais da folia na região. Idealizado pela Invite Inc., o bloco reúne música, encontros e experiências sensoriais em uma programação que acontece ao longo do feriado de Carnaval, reforçando um novo jeito de viver a festa: com leveza, identidade e celebração do tempo de qualidade. A programação reúne atrações que transitam entre samba, pop, música brasileira e eletrônica, sempre em sintonia com o espírito do Vive Le Vin e com o clima acolhedor das montanhas capixabas. Para Carla Ribeiro, gerente de marketing da Invite Inc., o bloco é um convite à celebração. “A ideia é que as pessoas venham viver o Carnaval de forma leve, descontraída e cheia de boas experiências. O Vive Le Vin é sobre encontros, música, bons momentos e aquele clima gostoso de aproveitar o tempo sem pressa, em um lugar que já inspira isso naturalmente”, afirma. O Bloco Vive Le Vin se firma como um dos movimentos culturais que traduzem o Carnaval contemporâneo nas montanhas capixabas, conectando pessoas por meio de experiências que vão além da festa. BLOCO VIVE LE VIN | CARNAVAL 2026 Local: Cervejaria Azzurra — Rota do Lagarto, s/n — Zona Rural, Domingos Martins (ES) Programação do Carnaval 14/02 — Sábado de Carnaval 19h — Lajota Duo e DJ Dubonzin 15/02 — Domingo de Carnaval 14h às 17h — Bloco Vive Le Vin 17h — Banda Estação Lunar 20h — DJ Avilla (Set Brasilidades / Eletrônico) 16/02 — Segunda-feira de Carnaval 12h — DJ Avilla (Set Brasilidades) 16h — Duets 19h — DJ Avilla (Set Brasilidades / Eletrônico) 17/02 — Terça-feira de Carnaval 12h — DJ Avilla (Set Brasilidades)
Semana deve ter calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva na Grande Vitória
A semana na Grande Vitória deve ser marcada por temperaturas elevadas, variação de nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva típicas do verão, segundo previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Climatempo. De acordo com o Climatempo, os próximos dias devem manter o padrão de sol com aumento de nuvens e chuva rápida em alguns períodos do dia, especialmente entre a tarde e a noite. As temperaturas devem permanecer altas, com mínimas próximas de 23 °C e máximas entre 30 °C e 33 °C na Grande Vitória. Nesta segunda-feira (9), por exemplo, a previsão indica tempo abafado e possibilidade de pancadas isoladas de chuva ao longo do dia, mantendo a sensação de calor típica do verão no litoral capixaba. O Inmet também aponta que a circulação de umidade e o aquecimento diurno favorecem a formação de áreas de instabilidade no Sudeste, condição comum nesta época do ano e que pode provocar chuvas rápidas, trovoadas isoladas e aumento da nebulosidade ao longo da semana. A tendência, segundo os institutos de meteorologia, é que o calor continue predominando na região, com vento fraco a moderado e umidade elevada, mantendo o padrão climático típico do verão capixaba — dias quentes, períodos de sol e chuva irregular ao longo da semana.
Grupo Águia Branca anuncia chegada Denza em Vitória e amplia presença no mercado premium
O Grupo Águia Branca anunciou a chegada da Denza ao Espírito Santo, ampliando sua atuação no segmento de mobilidade premium e veículos de luxo. A novidade será viabilizada por meio da Divisão Comércio do grupo, com operação prevista em Vitória. A marca passará a integrar o portfólio da empresa por meio da Vitória Motors Denza, reforçando o posicionamento do grupo no mercado de veículos elétricos e híbridos plug-in de alto padrão, segmento que cresce no Brasil e no mundo. Segundo o grupo, a iniciativa representa um movimento estratégico de expansão no setor automotivo premium, incorporando ao portfólio uma marca reconhecida globalmente por tecnologia, inovação e sustentabilidade. A base da Denza em Vitória já conta com um canal exclusivo de relacionamento comercial, disponível pelo telefone (27) 99781-4484, para atendimento ao público interessado. Mais detalhes sobre a operação da Vitória Motors Denza no Espírito Santo devem ser divulgados em breve.
Abram alas que o Maluco Beleza vai descer a Rua Sete no Carnaval
Os foliões apaixonados pelo tradicional Carnaval de rua no Centro Histórico de Vitória têm encontro marcado com a alegria: manhã do domingo, 15 de fevereiro. Segurem-se nas cadeiras, ou saltem delas, o Bloco Maluco Beleza vai descer a Rua Sete mais uma vez. Reúna amigos, família e amores que o clima vai ser, como em todos os anos, de sorrisos, cantoria e felicidade ao som do repertório de Raul Seixas. Separe a fantasia, capriche no glitter e vá… Há de ser tudo da lei. Criado em 2019, o Maluco Beleza arrasta foliões pelas ruas do Centro Histórico de Vitória, desde o Carnaval de 2020, em cortejos marcados pela alegria e pela presença de crianças e adultos em um ambiente de irreverência, bom humor e cantoria desde as calçadas até o alto dos prédios, nas janelas animadas por sua passagem. Neste ano, o Maluco Beleza vai se apresentar a partir das 8 horas do domingo de Carnaval (15/02) na Rua Sete, local onde já se tornou uma tradição capixaba do calendário da capital. No repertório deste ano, o Maluco Beleza vai executar as canções de Raul Seixas em vários ritmos marcados por sua bateria com cerca de 60 componentes. Entre as que não podem faltar e levam todas as pessoas a cantar junto, destacam-se: Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante, Aluga-se, Cowboy Fora da Lei, Tente Outra Vez, SOS, Ouro de Tolo, entre outras. Além disso, neste ano, o Bloco vai apresentar músicas de parceiros, amigos e influências de Raul Seixas, como Sérgio Sampaio, Luiz Gonzaga, Jerry Adriani e outros. Tudo em arranjos de Forró, Rock e Samba, em uma miscelânea de ritmos para formar um caldeirão de sonoridades como bem gostava nosso Raulzito. O ambiente da Rua Sete é extremamente seguro e tranquilo, mas cabe aos foliões observar o respeito às pessoas, o cuidado com a desidratação e o uso de protetor solar. Uma dica importante para quem for à apresentação é olhar para cima. Os moradores nas janelas durante o cortejo são um show à parte fazendo a perfeita integração entre o Bloco e a Comunidade do Centro Histórico. Dos seus “camarotes”, homens e mulheres de todas as idades cantam e interagem e compõem um quadro inesquecível da Cultura Popular Capixaba. SERVIÇO Bloco Maluco Beleza Onde: Rua Sete de Setembro, Centro Histórico de Vitória. Dia: Domingo, 15 de Fevereiro. Hora: Concentração às 8 horas e Saída às 10 horas. Drive com imagens para Divulgação: https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1mhK_V8I7fyZUbpRnN1mDvL09ftMveQ9z (caso necessite de outras imagens, fique à vontade em solicitar) Mais informações e entrevistas: Instagram: @bloco.malucobeleza e-mail: contato@blocomalucobeleza.com.br telefone: (27) 99237-3461 (Camila Benezath)
João Gualberto – “O agente secreto”
Como todos sabem, afinal foi fartamente noticiado, o filme brasileiro O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça e tendo Wagner Moura como protagonista, recebeu quatro indicações ao Oscar: melhor seleção de elenco, melhor filme internacional, melhor ator para Wagner Moura e melhor filme. Essas indicações, em si mesmo, já atestam a importância atual deste filme em especial, e do cinema brasileiro como um todo. Isso porque ele vem de uma trajetória de prêmios como o festival de Cannes, na França, o Globo de Ouro, nos Estados Unidos. São todas premiações importantes. Esse crescimento qualitativo do nosso cinema não é obra do acaso, é o resultado, em primeiro lugar, do talento do nosso povo para as artes, basta lembrar que nossa música também é genial e tem destaque internacional. Outras linguagens, como a literatura, também têm mostrado a força da criatividade brasileira, nosso soft power. Também é resultado de uma trajetória de grandes talentos, onde destaca-se Glauber Rocha e sua genialidade, e o chamado Cinema Novo, que deu grande projeção a toda uma geração de diretores como Nelson Pereira dos Santos e Cacá Diegues, todos geniais. Temos essas escolas criativas e, mais recentemente, políticas públicas como a Lei Rouanet, que muito alimentam o surgimento de tantos talentos. Na minha infância, íamos ao cinema ver Oscarito e Grande Otelo, Ankito; depois tivemos Mazzaropi, que minha mãe adorava — ria como criança quando via seus filmes — e tantos outros artistas populares que levavam drama e alegria por todo o país. O grande sucesso, nacional e internacional, das novelas da Rede Globo também criou uma escola de dramaturgia importante. Quero com tudo isso dizer que, por trás do sucesso tão merecido de Kleber Mendonça e do seu filme, de todo o competente elenco e da equipe técnica que participou de O Agente Secreto, há uma história coletiva, só interrompida nos trágicos anos do governo Bolsonaro, que tentou desqualificar tudo isso em nome de uma estética brega e de uma afirmação mais bruta no sentido da vida cultural brasileira, alicerçada na força e no machismo tóxico. Mas vamos falar do que me tocou de forma especial nesse delicado filme com tanta cara do Nordeste brasileiro, para mim que me interesso em estudar a sociologia do nosso cotidiano, expressa no campo das artes, seja ela literatura ou cinema. Não me aventuro em fazer uma análise como crítico de cinema, que não sou; meu olhar é outro. É dele que posso dizer que temos no filme um retrato muito fiel do que se passava no Brasil de 1977, que vivi também. O clima de desconfiança, em que parecia sempre haver alguém nos espionando, era sempre presente. Um governo autoritário faz perversidades explícitas como as mostradas no filme que ganhou o Oscar anos passados, o excelente Ainda Estou Aqui, mas também cria outras circunstâncias igualmente ruins. Quando a ditadura brasileira prendeu e expulsou do nosso território artistas como Chico Buarque, Caetano, Gil, Geraldo Vandré, Glauber Rocha e centenas de ativistas, intelectuais e políticos, ela queria provocar o fim das atividades de contestação da ordem vigente, mas queria também provocar o medo na juventude e nos que não concordavam com o que estava se passando. O meu sentimento naqueles anos era o de que a inteligência no Brasil estava se esvaindo; os que a tinham não podiam exercê-la. Vivíamos essa asfixia diária. No ambiente universitário que eu frequentava, não havia mais atividades políticas explícitas; estudante era feito para estudar, gostavam os homens da ordem de repetir. A censura inibia as manifestações artísticas na literatura, na imprensa, no cinema, no teatro ou onde quer que elas estivessem. Para todo esse aparelho repressivo funcionar, foi necessário criar um sistema de informantes, os tais agentes secretos aos quais o título do filme faz referência. Sempre havia a sensação de que, na sala de aula, tinha alguém do pavoroso SNI; na mesa próxima no bar também alguém nos escutava todo o tempo. Qualquer conteúdo mais crítico só podia ser dito nas nossas casas ou em ambientes controlados. O Agente Secreto mostra esse clima, as histórias que a imprensa inventava para ocupar os espaços censurados, como parece ser a tal “perna cabeluda”, criada em Recife nesse contexto. O ar que nos asfixiava o tempo todo está lá na obra de Kleber Mendonça, retratado com rigor e competência em um filme que merece tanta premiação. E pensar que existem brasileiros interessados no retorno de tempos tão tristes; por isso é preciso que os que não viveram aquelas barbáries as conheçam. Recomendo com convicção que todos os que ainda não viram o filme não o percam. Ele é simplesmente genial. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Pazolini anuncia investimento de mais de R$ 50 milhões para construir a Cidade do Samba
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, anunciou neste sábado (8), durante a abertura dos desfiles das escolas de samba no Sambão do Povo, a publicação do edital de licitação para a construção da Cidade do Samba, projeto considerado um dos principais investimentos estruturantes para o carnaval capixaba. O anúncio foi feito no início da programação oficial dos desfiles, diante de representantes das escolas de samba, autoridades e do público presente. Segundo o prefeito, o projeto prevê investimento R$ 51 milhões em recursos próprios do município, sendo apresentado como o maior investimento da história da cultura e do samba capixaba. Durante o pronunciamento, o prefeito discursou no palco montado na passarela do samba, cercado por lideranças políticas, entre elas o senador Marcos Do Val,, em um momento simbólico para o início dos desfiles no Sambão do Povo. O anúncio foi acompanhado pelo público nas arquibancadas e por integrantes do carnaval capixaba. Durante o discurso, Pazolini relembrou o início de sua gestão, em 2021, quando, ainda no período da pandemia, visitou barracões e conheceu de perto as condições de trabalho dos profissionais envolvidos na produção do carnaval. Ele afirmou que a realidade enfrentada por soldadores, artesãos e trabalhadores das agremiações foi determinante para a criação do projeto. “Quando a escola passa pela avenida, muita gente não conhece o trabalho feito nos barracões, nas madrugadas, sob sol e chuva. Aquilo me sensibilizou e a pergunta foi o que poderíamos fazer pelo povo do samba”, disse. De acordo com o prefeito, a resposta apresentada pelas escolas foi a criação de um espaço permanente para a produção dos materiais e carros. A partir disso, a proposta da Cidade do Samba passou a ser estruturada pela administração municipal. O edital de licitação para contratação da empresa ou consórcio responsável pela obra foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial, marcando oficialmente o início do processo para construção do complexo cultural. O projeto prevê a criação de barracões para as escolas de samba, áreas de apoio, espaços culturais, estrutura para apresentações artísticas ao longo do ano e áreas de convivência, com o objetivo de garantir melhores condições de trabalho para as agremiações e ampliar o uso cultural do espaço. Segundo Pazolini, a iniciativa busca dar mais dignidade aos trabalhadores do carnaval e fortalecer a cultura popular no Espírito Santo. “Vai acabar o sofrimento do trabalhador exposto ao sol e à chuva. Todos passarão a ter dignidade”, afirmou. O prefeito também destacou o papel das ligas das escolas de samba e de instituições públicas no avanço do projeto, classificando o momento como um marco para o carnaval capixaba. A construção da Cidade do Samba deverá integrar a estrutura cultural permanente do município, com uso previsto durante todo o ano para atividades artísticas e culturais ligadas ao samba e às escolas de Vitória.
Carnaval de Vitória movimenta economia e atrai público ao Sambão do Povo
Mais do que um espetáculo cultural, o Carnaval de Vitória também representa uma importante oportunidade de geração de renda. Durante os desfiles no Sambão do Povo, ambulantes aproveitam o grande fluxo de visitantes para comercializar alimentos, bebidas e diversos produtos, garantindo um reforço no orçamento familiar. Para a ambulante Ester Silva, que trabalha na festa há anos, o período é intenso, mas recompensador. Segundo ela, a grande presença de público e o clima de alegria contribuem diretamente para o aumento das vendas e tornam o Carnaval uma oportunidade significativa de trabalho. Antes mesmo da abertura oficial dos desfiles, arquibancadas, camarotes e a área de concentração já estavam ocupados. Pelo Grupo Especial, passaram pela avenida as escolas Pega no Samba, Novo Império, Jucutuquara, Mocidade Unida da Glória e Imperatriz do Forte, levando enredos e apresentações que animaram o público. Entre os espectadores, a aposentada Vânia Rodrigues, de 57 anos, acompanhou o Carnaval de Vitória pela primeira vez e destacou a organização e a proximidade com a avenida como pontos positivos da experiência. A expectativa é que cerca de 35 mil pessoas passem pelo Sambão do Povo ao longo dos dias de desfile. A programação do Grupo Especial continua neste sábado (7), com novas apresentações e a promessa de manter o clima de festa e celebração do samba capixaba.
João Bastista Dallapiccola Sampaio – “Teto salarial do servidor público: afinal, o que é isso?”
O teto salarial do funcionalismo público, estabelecido pelo artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal de 1988, representa um dos princípios fundamentais da administração pública brasileira, limitando a remuneração dos agentes públicos ao subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Contudo, entre o dispositivo constitucional e a realidade dos contracheques, existe um abismo preenchido por uma miríade de vantagens pecuniárias informalmente conhecidas como “penduricalhos”. Este artigo analisa a natureza jurídica do teto remuneratório, o fenômeno das verbas adicionais que o contornam e a recente decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que suspendeu os “penduricalhos” no âmbito da União, discutindo a necessidade de transparência total sobre a remuneração dos servidores para que a sociedade conheça, de fato, quanto custam seus agentes públicos. O teto salarial constitucional, fixado pelo artigo 37, XI, da CF/88, tem como finalidade explícita o controle da despesa com pessoal e a preservação do equilíbrio das contas públicas, refletindo o princípio da moralidade e da eficiência. Dessa maneira, o teto não é apenas um limite contábil, mas uma cláusula de contenção que visa impedir a formação de uma casta privilegiada no serviço público, garantindo proporcionalidade e razoabilidade nas remunerações pagas. A redação original do dispositivo diz, explicitamente, que proventos ou outras espécies remuneratórias não poderão ultrapassar o subsídio mensal. Entretanto, na prática administrativa, surgiu o fenômeno dos “penduricalhos”, expressão popular que designa vantagens pecuniárias acessórias, como adicionais por tempo de serviço, gratificações de desempenho, verbas de representação, auxílios diversos e outras bonificações que, somadas ao vencimento básico, frequentemente ultrapassam o limite constitucional. Juridicamente, tais benefícios muitas vezes encontram amparo em leis específicas ou em decisões judiciais, que vão de encontro e violam os textos constitucionais, criando uma zona cinzenta onde o “teto” deixa de ser um limite efetivo para tornar-se uma base sobre a qual se acumulam complementos. Assim, o espírito do artigo 37, XI, é o de limitar a remuneração total do servidor, não apenas uma parcela dela, sob pena de se esvaziar totalmente a eficácia do dispositivo constitucional. Neste contexto, ganha especial relevância a recente decisão do Ministro Flávio Dino, que suspendeu a concessão de vantagens pecuniárias a servidores da União que impliquem em ultrapassagem do teto constitucional, mas mantendo todos aqueles que possuem previsão legal. O ministro fundamentou seu entendimento no princípio da moralidade administrativa e na necessidade de estrita obediência ao limite remuneratório, afirmando que “o teto constitucional não é flexível”. A decisão, ainda pendente de análise pelo plenário da Corte, reacendeu o debate sobre a legalidade dos “penduricalhos” e a efetividade do controle de gastos com pessoal, além de quais benefícios merecem amparo da lei. Para além da discussão jurídica sobre a validade dessas vantagens, surge uma questão fundamental de transparência e prestação de contas à sociedade. Muitas vezes, o valor divulgado como “teto” de um cargo é significativamente inferior à remuneração total percebida pelo seu ocupante, devido à soma das diversas verbas adicionais. Essa falta de clareza contraria o princípio da publicidade (artigo 37, caput, da CF/88) e dificulta o controle social sobre os gastos públicos. A população tem o direito de saber, de forma precisa e acessível, quanto cada servidor público custa aos cofres estatais, incluindo todas as parcelas que compõem sua remuneração total, e não apenas a base salarial nominal. Ou seja, a sociedade no geral precisa saber quanto ganha cada um dos servidores públicos. De outra banda, o servidor público precisa de salário proporcionalmente compatível ao mercado de trabalho e à função exercida. Ora, os cargos públicos que, na teoria, são destinados ao movimento da máquina pública estatal, utilizam de impostos para a sua manutenção e, portanto, não movimentam e não geram riquezas para o país. Na medida em que há maiores incentivos para o ingresso no serviço público, por meio de “penduricalhos” e outros auxílios que vão contra a Constituição Federal, do que para o exercício empresarial nacional, percebe-se o evidente desequilíbrio. No caso de participantes ativos do mundo jurídico, como o meu, como que se pode pretender atrair advogados bem-sucedidos para o serviço público para carreiras típicas da categoria, se não há remuneração que justifique a troca? Portanto, o teto salarial constitucional foi concebido como um instrumento de racionalidade e moderação na remuneração do serviço público, mas sua efetividade tem sido constantemente desafiada pela proliferação dos chamados “penduricalhos”. A decisão do Ministro Flávio Dino representa um importante passo no sentido de resgatar a força normativa do artigo 37, XI, da Constituição, reafirmando que o limite remuneratório deve ser observado em sua integralidade. No entanto, mais do que uma questão contábil ou legal, trata-se de uma exigência de transparência democrática: a sociedade brasileira merece e precisa conhecer, com clareza irrefutável, o custo total de seus servidores, sem ilusões ou sombras contábeis. Pois, no Estado Democrático de Direito, a legitimidade do serviço público mede-se não apenas pela sua eficiência, mas também pela honestidade com que se apresentam seus números, e o teto, para ser respeitado, precisa primeiro ser visto em toda a sua extensão, sem adornos que o escondam. Por fim, que tenham remuneração digna, no compasso correto entre quem paga e quem recebe, mas que o teto realmente seja o teto, e ponto final. João Batista Dallapiccola Sampaio é advogado militante há 39 anos
Morre influenciador mineiro que era casado com capixaba e fazia propaganda do ES nas redes
O influenciador digital Henrique Maderite, de 50 anos, foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira (6) em um haras no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na região central de Minas Gerais. A causa da morte ainda será investigada, mas há suspeita inicial de infarto. Henrique Maderite somava mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais e ficou conhecido por vídeos bem-humorados publicados principalmente às sextas-feiras, quando repetia o bordão: “sexta-feira, papai, pode olhar aí, meio-dia, quem fez, fez”. Nas redes sociais, o influenciador compartilhava conteúdos sobre viagens, cotidiano, publicidade e sua relação com cavalos, tema frequente em suas postagens. Na quinta-feira (5), ele havia publicado um vídeo andando a cavalo. Maderite mantinha ligação com o Espírito Santo. Ele era casado com a capixaba Nanda Maciel e, há pouco mais de duas semanas, fez uma declaração pública para a esposa nas redes sociais ao comemorar o aniversário dela, destacando sua admiração pela companheira e pela família. No dia 26 de dezembro, fez um vídeo no Morro do Moreno e agradeceu aos seus seguidores pelo carinho: “Sexta-feira, papai! Pode olhar aí! Meia-dia! Ah, meu filho! Quem fez, fez! Quem não fez da agora pra frente, esse ano, não faz mais! Passando aqui, meu povo, só pra agradecer. Agradecer pelo carinho, pela paciência, por acompanhar, por rir junto e por respeitar minha família, minha história e minha casa. Ei, trem chique! A gente passou uma vergonha? Passamos, mas também rimos pra caralho. A gente errou? Erramos, mas também acertamos. E no final, a gente tá aqui, vivo e com saúde. E isso é a verdadeira vitória. E bora pra 2026, porque a gente pode até não estar pronto, mas vamos encará-lo como se tivesse, tá?” No dia 27, na Praia de Camburi, em Vitória, ele filmou um avião pousando no aeroporto da capital e brincou com a semelhança da cena com a famosa aproximação de aeronaves na ilha caribenha de St. Barth. O influenciador também participou de campanhas publicitárias no Espírito Santo, incluindo ações para uma construtora conhecida no estado.