Quem deixou para comprar os ingredientes da tradicional torta capixaba na última hora ainda pode economizar. Pesquisa divulgada pelo Procon Vitória mostra diferenças expressivas de preços entre estabelecimentos e orienta o consumidor a reduzir o custo da receita típica da Semana Santa. O levantamento, realizado entre os dias 23 e 27 de março, identificou variações relevantes em itens essenciais. A cebola apresentou diferença de 50,50%, com preços entre R$ 3,98 e R$ 5,99. O molho de tomate variou 65,33% (de R$ 1,99 a R$ 3,29), enquanto a sardinha enlatada oscilou 34,85%, sendo encontrada entre R$ 5,48 e R$ 7,39. Entre os produtos com maior disparidade, o destaque foi o limão tahiti, com variação de 150,13%, podendo ser encontrado entre R$ 3,99 e R$ 9,98. Também chamaram atenção o coentro (136,09%) e o alho (132,48%), evidenciando que itens de hortifrúti concentram as maiores diferenças de preço. Outro exemplo é o sal refinado, que apresentou variação de 101,52%, com valores entre R$ 1,98 e R$ 3,99, reforçando a importância da pesquisa antes da compra. Nos pescados e mariscos, que têm maior peso no orçamento, a variação percentual é menor, mas ainda impacta o valor final. O camarão médio/grande variou 25%, com preços entre R$ 40 e R$ 50. Já o siri desfiado apresentou diferença de 10%, podendo chegar a R$ 110 em alguns estabelecimentos. A pesquisa também comparou preços entre janeiro e março deste ano e identificou aumentos expressivos em alguns itens. Os ovos brancos (30 unidades) subiram 81,72%, passando de R$ 9,90 para R$ 17,99, enquanto o pimentão verde teve alta de 79,03%. Por outro lado, houve redução no preço do alho (-13,94%) e do atum enlatado (-5,91%), refletindo efeitos da sazonalidade. Segundo o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, a iniciativa busca ampliar o acesso à informação. “Nosso objetivo é garantir transparência e oferecer informações que ajudem o cidadão a economizar, especialmente em um período tão importante para a cultura capixaba. A pesquisa permite que cada pessoa faça escolhas mais conscientes”, destacou. O gerente do Procon Vitória, Breno Panetto, reforçou a estratégia para economizar. “A pesquisa mostra que não existe um único estabelecimento com os melhores preços para todos os produtos. Por isso, o consumidor que puder dividir suas compras entre supermercados e peixarias tende a economizar mais”, explicou. Ao todo, foram analisados 30 itens, sendo 24 ingredientes e 6 pescados/mariscos, em 13 estabelecimentos da capital, incluindo supermercados e peixarias. Os preços referem-se ao período da coleta e podem sofrer alterações. Dicas do Procon Vitória Compare preços entre diferentes estabelecimentos Avalie qualidade, peso e preço dos produtos Verifique procedência e validade dos itens Observe condições de armazenamento, especialmente de pescados Prefira marcas e fornecedores confiáveis Utilize lista de compras Evite compras por impulso e promoções sem vantagem real
Artigos farmacêuticos puxam alta e comércio capixaba começa 2026 acima da média nacional
O comércio do Espírito Santo iniciou 2026 com sinais de sustentação da atividade e desempenho acima da média nacional. Em janeiro, o volume de vendas cresceu 3,2% na comparação com o mesmo mês de 2025, superando o Brasil (2,8%) e o Sudeste (2,2%), segundo dados analisados pelo Connect Fecomércio-ES com base na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE. Na comparação com dezembro de 2025, o resultado foi de leve alta de 0,2%, considerado relevante diante do pico sazonal de consumo registrado no fim do ano. O principal destaque foi o segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que registrou crescimento de 32,3% no interanual e de 14,1% no acumulado de 12 meses, mantendo trajetória consistente de expansão. Também se destacou o setor de móveis e eletrodomésticos, com alta de 19,8% em relação a janeiro de 2025 e de 9,4% no acumulado anual. No consolidado dos últimos 12 meses, o comércio capixaba avançou 3,4%, acima da média do Sudeste (1%) e do Brasil (1,6%). Entre os estados da região, o Espírito Santo liderou o crescimento, seguido por Minas Gerais (1,5%), São Paulo (0,2%) e Rio de Janeiro (-1,1%). Outro indicador reforça o cenário positivo: o índice de volume de vendas com ajuste sazonal atingiu 108 pontos em janeiro de 2026, o maior nível já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2005. Os resultados de janeiro dos últimos cinco anos também estão entre os mais elevados da série. Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o desempenho reflete mudanças no comportamento de consumo. “O crescimento em segmentos ligados a bens essenciais e duráveis indica que, mesmo em um período de maior cautela, as famílias mantêm o consumo, seja por necessidade ou por decisões de investimento no lar”, explicou. Por outro lado, setores ligados a vestuário, moda e itens pessoais apresentaram retração, indicando um consumo mais seletivo no início do ano, influenciado por despesas típicas do período, como impostos e material escolar. No varejo ampliado, que inclui também atividades do atacado e do chamado “atacarejo”, o Espírito Santo registrou crescimento de 2,6% na comparação interanual, acima do Brasil (1,1%) e do Sudeste (1,8%). Entre os destaques, o segmento de material de construção avançou 20,2% em relação a janeiro de 2025, impulsionado por obras, reformas e pela demanda por melhorias em imóveis no início do ano. Para Spalenza, o conjunto dos indicadores aponta para um cenário favorável. “Os resultados mostram que o comércio capixaba inicia 2026 com base sólida, sustentado por segmentos estratégicos e por um ambiente econômico relativamente estável. Isso contribui para manter o ritmo de crescimento acima da média nacional”, afirmou. A pesquisa completa está disponível em: https://portaldocomercio-es.com.br. Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 431.803 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 663 mil pessoas. Com mais de 30 unidades e presença em todos os municípios capixabas, a entidade representa 24 sindicatos empresariais e atua no desenvolvimento social e econômico do Espírito Santo. O Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Pesquisa Quaest: Ricardo lidera para o Governo e Casagrande está à frente para o Senado
Levantamento ouviu 1.104 eleitores entre os dias 22 e 25 de março e testou diferentes cenários eleitorais Pesquisa Genial/Quaest divulgada no último domingo (29) mostra o cenário da disputa pelo governo do Espírito Santo nas eleições de 2026, com liderança do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) na maior parte dos cenários de primeiro turno. Encomendado pelo jornal Estado de Minas, o levantamento ouviu 1.104 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 25 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número ES-09728/2026. No primeiro cenário testado, Ferraço aparece com 26% das intenções de voto, seguido pelo senador Magno Malta (PL), com 18%, e pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 17%, configurando empate técnico entre os dois. O deputado federal Helder Salomão (PT) soma 6%. Indecisos são 20%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 13%. Em um segundo cenário, sem Magno Malta, Ferraço chega a 33%, seguido por Pazolini, com 21%, e Helder, com 8%. Nesse caso, 21% se dizem indecisos e 17% afirmam que vão votar em branco, anular ou não votar. Quando o cenário exclui Pazolini, Ferraço registra 25%, enquanto Magno Malta aparece com 22%, em empate técnico. O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), soma 11%, seguido por Helder Salomão, com 10%. Indecisos são 19% e brancos, nulos ou abstenções totalizam 13%. Arnaldinho, no entanto, já anunciou que não será candidato ao governo. Em outro cenário de primeiro turno, Ferraço lidera com 36%, seguido por Arnaldinho, com 11%, e Helder, com 10%. Indecisos somam 23%, enquanto brancos, nulos e abstenções chegam a 20%. Cenários de 1º turno Cenário 1 Ricardo Ferraço (MDB): 26% Magno Malta (PL): 18% Lorenzo Pazolini (Republicanos): 17% Helder Salomão (PT): 6% Indecisos: 20% Branco/nulo/não vai votar: 13% Cenário 2 Ricardo Ferraço (MDB): 33% Lorenzo Pazolini (Republicanos): 21% Helder Salomão (PT): 8% Indecisos: 21% Branco/nulo/não vai votar: 17% Cenário 3 Ricardo Ferraço (MDB): 36% Arnaldinho Borgo (PSDB): 11% Helder Salomão (PT): 10% Indecisos: 23% Branco/nulo/não vai votar: 20% Cenário 4 Ricardo Ferraço (MDB): 25% Magno Malta (PL): 22% Arnaldinho Borgo (PSDB): 11% Helder Salomão (PT): 10% Indecisos: 19% Branco/nulo/não vai votar: 13% Segundo turno A pesquisa também simulou cenários de segundo turno, com disputas equilibradas em alguns casos. Em um confronto entre Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço, há empate técnico: 34% a 33%, respectivamente. Indecisos são 18% e brancos, nulos ou abstenções somam 15%. Já em um cenário entre Ferraço e Magno Malta, o vice-governador aparece com 38%, contra 29% do senador. Indecisos são 16% e brancos, nulos ou abstenções chegam a 17%. Quando testado contra Arnaldinho Borgo, Ferraço amplia a vantagem, com 42% das intenções de voto, enquanto o tucano soma 17%. Indecisos são 21% e brancos, nulos ou abstenções chegam a 20%. Sem Ferraço no segundo turno, Pazolini aparece com 38% diante de 29% de Magno Malta, com 16% de indecisos e 17% de brancos, nulos ou abstenções. Em outro cenário, Pazolini lidera com 42% contra 16% de Helder Salomão. Indecisos são 20% e brancos, nulos ou abstenções somam 22%. Já em uma disputa entre Magno Malta e Arnaldinho Borgo, o senador aparece com 34%, contra 25% do prefeito. Indecisos são 20% e brancos, nulos ou abstenções chegam a 21%. Cenários de 2º turno Cenário 1 Lorenzo Pazolini (Republicanos): 34% Ricardo Ferraço (MDB): 33% Indecisos: 18% Branco/nulo/não vai votar: 15% Cenário 2 Ricardo Ferraço (MDB): 38% Magno Malta (PL): 29% Indecisos: 16% Branco/nulo/não vai votar: 17% Cenário 3 Lorenzo Pazolini (Republicanos): 38% Magno Malta (PL): 29% Indecisos: 16% Branco/nulo/não vai votar: 17% Cenário 4 Ricardo Ferraço (MDB): 42% Arnaldinho Borgo (PSDB): 17% Indecisos: 21% Branco/nulo/não vai votar: 20% Cenário 5 Lorenzo Pazolini (Republicanos): 42% Helder Salomão (PT): 16% Indecisos: 20% Branco/nulo/não vai votar: 22% Cenário 6 Magno Malta (PL): 34% Arnaldinho Borgo (PSDB): 25% Indecisos: 20% Branco/nulo/não vai votar: 21% Avaliação do governo A pesquisa também avaliou a gestão do governador Renato Casagrande (PSB), que deve deixar o cargo na próxima quarta-feira (2) para disputar o Senado. O governo é aprovado por 77% dos entrevistados. A avaliação é considerada positiva por 57%, regular por 30% e negativa por 8%.
Remédios podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira (1º)
Reajuste anual define teto de preços e varia conforme nível de concorrência Os preços dos medicamentos no Brasil podem ter reajuste a partir desta terça-feira (1º), com aumentos que podem chegar a até 3,81%, conforme definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O percentual não é único para todos os produtos e varia de acordo com o nível de concorrência no mercado. Medicamentos com maior competitividade podem ter reajuste maior, enquanto os de menor concorrência tendem a sofrer aumentos mais baixos. Na prática, o reajuste estabelece um teto máximo de preço, ou seja, as farmacêuticas não são obrigadas a aplicar o aumento integral. Além disso, o impacto para o consumidor pode ser gradual, já que farmácias e fabricantes adotam estratégias comerciais próprias. O cálculo do reajuste leva em conta fatores como inflação, custos da indústria, produtividade e concorrência no setor. Para os consumidores, o impacto tende a ser mais percebido por quem utiliza medicamentos de uso contínuo. Especialistas recomendam pesquisa de preços entre farmácias e atenção a alternativas como medicamentos genéricos.
Feira de Agronegócios Cooabriel 2026 ganhará estrutura ampliada em São Gabriel da Palha
Evento, principal vitrine do agro capixaba, movimentou R$ 1,2 bilhão em 2025 A Feira de Agronegócios Cooabriel 2026 já tem data confirmada e deve voltar a movimentar o setor no Espírito Santo entre os dias 23 e 25 de julho, em São Gabriel da Palha. Considerada a principal vitrine do agro capixaba, a nova edição terá estrutura ampliada para acompanhar o crescimento registrado nos últimos anos. Em 2025, o evento movimentou R$ 1,2 bilhão e recebeu mais de 26 mil visitas. Para este ano, a expectativa é de expansão, com cerca de 150 estandes distribuídos em uma área de 25 mil metros quadrados, que também contará com espaços de convivência, auditório e praça de alimentação. O projeto prevê ainda melhorias na circulação e ampliação das áreas de estacionamento. Entre as novidades está o Espaço Conecta, que deve reunir aproximadamente 30 estandes voltados à integração de empreendedores da região ao ambiente de negócios da feira. A programação ainda está em fase de definição, mas deve manter o perfil diversificado. “Como já é tradicional, a programação deve contar com nomes de referência, reforçando o caráter de oportunidade para geração de conhecimento e a variedade de temas, todos interligados e relevantes para o público”, afirma a coordenadora do comitê organizador, Tayani Mauri. Para o superintendente geral da Cooabriel, Carlos Augusto Pandolfi, o evento tem papel estratégico para o setor. “Além de oferecer condições atrativas para a negociação de insumos, a feira aproxima os produtores das principais tendências e inovações do mercado, encurtando o caminho para o acesso a tecnologias que podem impactar na qualidade e na eficiência da produção. Cria-se assim, um ecossistema ideal para que os produtores e, principalmente, os nossos cooperados façam bons negócios”, destaca. Venda de estandes A comercialização dos estandes terá início no dia 1º de abril. Informações podem ser obtidas pelo telefone (27) 99601-3679.
Saúde e estética: tecnologias de treino com alto gasto calórico chegam a Vitória
Equipamentos combinam exercício físico com infravermelho, vácuo e eletroestimulação em novo espaço na Enseada do Suá Equipamentos que combinam exercício físico com tecnologias como infravermelho, vácuo terapêutico e eletroestimulação começam a ganhar espaço em Vitória com a proposta de potencializar o gasto calórico e os resultados metabólicos em sessões de até 30 minutos. A novidade chega à capital capixaba com a inauguração do Instituto Longevitá, na Enseada do Suá, que passa a oferecer os equipamentos Shape Space e Shape Bike. Segundo o espaço, os protocolos podem alcançar alto gasto calórico, com variações que dependem da intensidade e das características individuais de cada paciente. “Não se trata apenas de queimar calorias, mas de usar a tecnologia para atuar de forma inteligente no corpo, respeitando individualidades e objetivos”, afirma o médico Paulo Mansur, responsável pelo instituto. De acordo com o especialista, o uso do infravermelho pode ter efeito anti-inflamatório e auxiliar em condições como lipedema e celulite, além de estimular a produção de colágeno. Já o vácuo terapêutico atua como recurso de drenagem linfática, enquanto a eletroestimulação intensifica a ativação muscular, contribuindo para o desempenho e a hipertrofia. O Instituto Longevitá foi estruturado como um espaço voltado à saúde, longevidade e qualidade de vida, reunindo diferentes especialidades e protocolos personalizados. Com cerca de 200 metros quadrados, o local conta com consultórios médicos, sala de reposição intravenosa e estrutura com acessibilidade. Entre os recursos disponíveis estão exames como polissonografia sem fios, utilizada para diagnóstico de apneia do sono, e calorimetria indireta, que permite avaliar o gasto energético e o metabolismo de forma individualizada. O espaço também oferece o Shape Estetic, tecnologia voltada ao tratamento de celulite, lipedema e estímulo muscular. “A proposta é oferecer uma abordagem completa, que una tecnologia, ciência e acompanhamento médico para resultados reais e sustentáveis”, afirma Mansur. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Paulo Mansur atua como cirurgião do aparelho digestivo, endoscopista e nutrólogo. Também é professor da pós-graduação de Nutrologia da Afya, em Vitória, e palestrante em cursos no Brasil e no exterior. Serviço Instituto Longevitá Endereço: Rua Abiail do Amaral Carneiro, 85, Ed. The Gallery Art Residence, Enseada do Suá – Vitória Instagram: @instituto_longevita_
Ruraltur 2026 aposta em experiências para impulsionar o turismo rural no ES
Evento será realizado entre os dias 16 e 18 de abril, em Santa Teresa, com entrada gratuita Com a proposta de consolidar o Espírito Santo como vitrine nacional do turismo rural, a Ruraltur 2026 chega à sua 22ª edição com expectativa de ser a maior já realizada no país. Considerada uma das principais feiras do segmento na América Latina, o evento retorna ao Estado após ter sido realizado, em 2019, em Venda Nova do Imigrante. A programação acontece entre os dias 16 e 18 de abril, no Parque de Exposições de Santa Teresa, e reúne experiências turísticas, cultura e negócios, com foco no turismo de experiência e na vivência do campo. Segundo Murilo Vago, presidente do Imigrantes Convention & Visitors Bureau e correalizador do evento, a expectativa é de uma edição recorde. “A Ruraltur reúne tudo isso em um só ambiente e com uma ampla programação. O Espírito Santo tem expertise na realização de eventos como este e acreditamos que esta será a maior edição de todas, em número de expositores, atividades e público”, afirma. A feira contará com mais de 300 expositores e expectativa de público superior a oito mil pessoas ao longo dos três dias. Além da exposição, o evento inclui aulas-show, seminários, apresentações culturais e comercialização de roteiros turísticos integrados. “A pessoa que visita a Ruraltur pode viver tudo ali, mas também pode sair para conhecer os territórios. São roteiros que incluem desde as cachaças de São Roque até a cultura pomerana de Santa Maria, a rota dos queijos de João Neiva e as cachoeiras de Santa Leopoldina”, explica Alfonso Silva, presidente da Cooptures. Dados do Ministério do Turismo apontam que 74% dos turistas buscam destinos no interior para contato com a natureza, cenário que fortalece o potencial do Espírito Santo como rota estratégica. Nesse contexto, a Ruraltur se posiciona como vitrine para pequenos produtores, artesãos e empreendedores apresentarem produtos, rotas e experiências ligadas ao turismo rural. Entre as experiências previstas estão atividades como pisa da uva, produção de açúcar mascavo e degustações, além de atrações culturais e gastronômicas que valorizam a identidade capixaba. Santa Teresa, sede do evento, também será ponto de partida para experiências guiadas, como visitas ao centro histórico, vinícolas e propriedades produtoras de café. “O estado já é o berço do agroturismo no Brasil, e o turismo rural é hoje um dos principais vetores de desenvolvimento. A feira vem para mostrar tudo isso para o país”, afirma Ronald Rodrigues, secretário municipal de Cultura e Turismo de Santa Teresa. Além do Espírito Santo, o evento contará com delegações de estados como Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Minas Gerais e Alagoas. A Ruraltur é realizada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Inades), Sebrae/ES, Prefeitura de Santa Teresa e Imigrantes Convention & Visitors Bureau, com apoio do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Cooptures e Iamonde Design de Eventos. Serviço Ruraltur 2026 Data: 16 a 18 de abril Local: Parque de Exposições de Santa Teresa Atrações: feira com expositores, rodadas de negócios, palestras, gastronomia, atrações culturais e rotas turísticas Mais informações: https://www.instagram.com/ruraltur.sebrae
Especialista alerta para erros comuns no Imposto de Renda que podem levar à malha fina
Com o início da entrega do Imposto de Renda 2026 – ano-base 2025, especialistas reforçam a importância de atenção na declaração para evitar inconsistências que possam levar à malha fina da Receita Federal. A líder da XP no Espírito Santo, Cecília Perini, explica que investidores precisam ter atenção redobrada no preenchimento das informações, principalmente diante do crescimento do número de pessoas físicas no mercado financeiro. Segundo dados da B3, o Espírito Santo está entre os dez estados com maior proporção de investidores na Bolsa em relação à população. Atualmente, cerca de 3,05% dos capixabas investem no mercado acionário, o que reforça a importância de contar com orientação adequada no momento da declaração. “O capixaba está cada vez mais presente no mercado financeiro, mas ainda existem muitas dúvidas sobre as obrigações fiscais relacionadas aos investimentos. Erros simples podem gerar inconsistências na Receita e levar à malha fina”, explica Cecília. Ela destaca que a declaração pré-preenchida, disponível no Programa Gerador da Declaração e no aplicativo Meu Imposto de Renda, facilita o processo, mas não dispensa a conferência dos dados. “A ferramenta ajuda bastante, mas o contribuinte continua responsável pelas informações. É fundamental revisar todos os dados antes de enviar a declaração”, afirma. Os três erros mais comuns entre investidores De acordo com a especialista, os principais equívocos cometidos na declaração do Imposto de Renda envolvem: Erro nas alíquotas das operações: Cada operação financeira possui tributação específica. Aplicar uma alíquota incorreta pode gerar pagamento errado do imposto e divergências com a Receita. Uso inadequado da nota de corretagem: Erros na classificação de operações como day trade ou swing trade, omissão de prejuízos ou custos operacionais e falhas na informação de ativos recebidos por doação ou herança são problemas frequentes. Declaração incorreta de investimentos no exterior: Quem possui aplicações internacionais deve informar corretamente rendimentos e impostos pagos fora do país. Acompanhamento de um contador: Contar com o apoio de um contador pode reduzir erros e trazer mais segurança na declaração do Imposto de Renda. O profissional auxilia na correta apuração de ganhos, compensação de prejuízos, escolha das alíquotas e cumprimento das obrigações acessórias, além de orientar sobre mudanças na legislação e evitar inconsistências que possam levar à malha fina. Sobre a XP A XP é uma das principais instituições financeiras do Brasil. Criada em 2001, nasceu com o propósito de transformar o mercado para melhorar a vida das pessoas — promovendo educação financeira e democratizando o acesso a investimentos de qualidade. Desde então, o Grupo XP lidera uma disrupção no setor ao construir um ecossistema completo de serviços financeiros, com soluções que vão de investimentos a crédito, seguros e banking, no Brasil e no exterior. Com foco em planejamento financeiro completo para investidores, a companhia investe na excelência em servir o cliente como a principal alavanca de crescimento. Esse compromisso com a qualidade já se reflete em reconhecimentos importantes: a XP foi eleita sete vezes consecutivas a Melhor Assessoria de Investimentos de São Paulo pela premiação “O Melhor de São Paulo”, realizada pela Folha de S. Paulo. Saiba mais em www.xp.com.br
Tecnologias quânticas ganham força como agenda nacional, afirma Felipe Belluci em evento na Ufes
As tecnologias quânticas foram destacadas como uma das principais fronteiras de inovação e disrupção no cenário global durante o Quanta ES 2026, realizado na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória, nos últimos dias 26 e 27. Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o coordenador-geral de Tecnologias Habilitadoras, Felipe Bellucci, reforçou a importância da mobilização dos estados para o avanço dessa agenda no Brasil. Segundo Bellucci, o MCTI atua como articulador nacional para impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico, tratando as tecnologias quânticas como um eixo estratégico. “As tecnologias quânticas são uma das fronteiras mais próximas de disrupção. Por isso, é fundamental que os estados compreendam a relevância dessa agenda e comecem a se mobilizar internamente”, afirmou. Durante a programação, Bellucci participou do painel “Plano de Desenvolvimento de Quântica Brasil e Espírito Santo”, ao lado do diretor-presidente da Fapes, Rodrigo Varejão, com mediação do professor doutor Guilherme Pereira, do Instituto Arandu. O debate abordou a construção de estratégias integradas entre União e estados para fortalecer o avanço das tecnologias quânticas, considerando as vocações regionais e o papel das instituições locais. De acordo com o representante do ministério, o impacto dessas tecnologias é transversal, com aplicações em áreas como comunicação, computação e sensoriamento. “Ela funciona como uma camada habilitadora para diversas áreas, porque tudo envolve comunicação, processamento de dados ou captação de informações. Isso mostra o potencial de transformação em grande parte da sociedade”, explicou. Bellucci também destacou o esforço do governo federal em integrar diferentes ministérios na construção de uma política coordenada para o setor. A proposta é elevar o tema ao nível de política de Estado, com atuação conjunta entre as áreas e incentivo à participação de universidades e institutos de pesquisa. “A grande força dessa agenda está nos estados, nas universidades e nos centros de pesquisa. Cabe ao Ministério sensibilizar e convidar a comunidade a colaborar, porque é desse ambiente que surgem as principais soluções”, disse. No caso do Espírito Santo, o coordenador apontou que o estado já possui uma base relevante para avançar no tema, especialmente em áreas como nanotecnologia, fotônica e materiais semicondutores. Para ele, o próximo passo é inserir as tecnologias quânticas na agenda estratégica estadual. “O Espírito Santo já tem tradição em áreas fundamentais para a tecnologia quântica. Agora, é preciso demonstrar a importância do tema para que ele seja incorporado como prioridade. A partir disso, há uma mobilização natural de esforços para o desenvolvimento dessas tecnologias”, afirmou. A articulação nacional, segundo Bellucci, também busca respeitar as vocações regionais. A ideia é que cada estado contribua de forma alinhada às suas características e necessidades locais, fortalecendo a construção de uma política nacional integrada para o setor. A importância da infraestrutura institucional Durante o painel, o diretor-presidente do Instituto Arandu, Guilherme Pereira, destacou a importância da estrutura institucional para o desenvolvimento científico e tecnológico, apontando que o avanço da inovação depende de três pilares centrais: infraestrutura, capital e organização institucional. “A gente fala de infraestrutura, inclusive da infraestrutura da pesquisa. A gente fala de capital e de um terceiro eixo importante, que é a questão institucional, a organização institucional”, afirmou. Segundo ele, políticas públicas consistentes são determinantes para o sucesso de iniciativas tecnológicas no país. Guilherme citou exemplos históricos para ilustrar esse ponto. “Quando se fala da Embraer e da Gurgel, são exemplos clássicos disso, da importância do ambiente institucional e das políticas de apoio ao desenvolvimento”, disse. O diretor também mencionou avanços no reconhecimento dessa agenda no Brasil, destacando a inclusão do tema na Constituição. “A emenda constitucional de 2015 traz um ponto extremamente importante ao afirmar que o mercado interno é patrimônio nacional. A gente precisa cumprir isso”, ressaltou. Para Guilherme, o desafio agora é transformar esse entendimento em ações concretas, conectando diretrizes nacionais com iniciativas práticas nos estados e nos ecossistemas locais de inovação. O avanço do Espírito Santo Durante o painel, o diretor-presidente da Fapes, Rodrigo Varejão, destacou o avanço do Espírito Santo no financiamento à ciência e inovação, com aumento expressivo dos investimentos nos últimos anos. Segundo ele, o volume executado saltou de R$ 160 milhões, em 2023, para R$ 328 milhões em 2025. De acordo com Varejão, o Estado se consolida hoje como um dos principais destinos de investimento per capita em ciência e tecnologia no país, com uma das maiores execuções financeiras entre as fundações de amparo à pesquisa. O dirigente ressaltou que a ampliação de recursos é essencial, mas precisa estar associada a estratégia. “Não basta ter recurso. É preciso direcionar investimentos para áreas que gerem impacto e estejam conectadas com as necessidades do Estado”, afirmou. Nesse sentido, ele destacou a criação de uma agenda estratégica na Fapes, com foco em áreas como transformação digital, supercomputação e inteligência artificial. A proposta é sair de iniciativas isoladas e promover maior conexão entre projetos, aumentando a capacidade de gerar resultados concretos. Varejão também enfatizou a importância de aproximar a produção científica da sociedade e do setor produtivo. “Não pode ficar restrito à academia. É fundamental envolver empresas e ampliar o ciclo de maturidade das pesquisas até sua aplicação”, disse. Outro ponto abordado foi a construção de um planejamento estruturado para o desenvolvimento científico capixaba, com base em diagnóstico realizado em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). A partir disso, foram definidos eixos prioritários, como retenção de talentos, fortalecimento da governança e difusão do conhecimento. O plano da Fapes está organizado em três vetores principais: interiorização da ciência, internacionalização das iniciativas e aumento da maturidade científica e tecnológica. Segundo Varejão, esses pilares devem orientar os próximos investimentos e consolidar o crescimento do setor no Estado. O dirigente destacou ainda a necessidade de ampliar a competitividade do Espírito Santo, inclusive com a criação de mecanismos para atrair pesquisadores e fortalecer redes de colaboração. “Esse é um caminho sem volta. Precisamos estruturar o Estado para competir em nível nacional e internacional”, afirmou.
Nova versão do Mounjaro reforça tendência de tratamento individualizado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou neste mês a chegada ao Brasil de uma nova versão das canetas do medicamento Mounjaro, desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly. O novo dispositivo permite o ajuste de diferentes doses em uma única caneta, ampliando a flexibilidade no tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipo 2, obesidade e síndrome da apneia do sono. Segundo a endocrinologista Gisele Lorenzoni (foto), a aprovação acompanha uma tendência crescente de personalização das terapias no cuidado metabólico. A especialista destaca que a possibilidade de ajuste de dose em um único dispositivo representa um avanço na prática clínica, aproximando o Mounjaro de medicamentos já consolidados no mercado, como Ozempic e Wegovy, que utilizam sistemas semelhantes. “A possibilidade de ajustar a dose em uma mesma caneta torna o uso mais prático e seguro, permitindo uma progressão mais gradual conforme a resposta do paciente e reduzindo efeitos colaterais”, explica. A principal mudança está na concentração de múltiplas doses em um único dispositivo. Apesar da inovação, a administração do medicamento permanece semanal. O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida, um co-agonista dos hormônios intestinais GLP-1 e GIP. Essa combinação atua diretamente no controle da glicemia, na redução do apetite e na regulação do metabolismo energético. Até então, o medicamento era disponibilizado no país em canetas de doses fixas, como 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg e 10 mg, com novas concentrações em expansão. De acordo com a especialista, a tirzepatida se destaca pela ação dupla. “Ao atuar simultaneamente nos receptores de GLP-1 e GIP, o medicamento potencializa os resultados tanto no controle do diabetes quanto na perda de peso, com evidências de maior eficácia em comparação a outras terapias já disponíveis”, afirma. Entre os benefícios associados estão a melhora significativa dos níveis de glicose, maior perda de peso sustentada e possível impacto positivo em comorbidades, como a apneia do sono. “É uma medicação que amplia o arsenal terapêutico e oferece novas perspectivas para pacientes que não tiveram resposta adequada a outros tratamentos”, completa Gisele Lorenzoni.