Setores criaram mais de 2,3 mil vagas com carteira assinada em novembro, impulsionados pela Black Friday. Número reflete o saldo entre admissões e demissões no mês O ritmo intenso das promoções e o aumento do consumo típicos da Black Friday voltaram a aquecer o mercado de trabalho capixaba no penúltimo mês do ano. Em novembro, o Espírito Santo registrou a criação de 1.009 empregos formais com carteira assinada, indicador do saldo entre admissões e demissões. O resultado reverteu o dado negativo observado em outubro (-183) e indica a retomada do crescimento do emprego no estado, puxada principalmente pelos setores de comércio e serviços. O comércio gerou 1.579 empregos formais em novembro, enquanto os serviços contribuíram com a criação de 732 novas vagas. Juntos, responderam por 2.311 postos de trabalho no mês, o que mostra o papel central dos setores na sustentação do dinamismo do mercado de trabalho capixaba. Apesar disso, três grandes setores da economia apresentaram mais desligamentos do que contratações. A indústria teve o pior resultado, com o encerramento de 800 postos de trabalho, seguida pela construção civil, que fechou 489 vagas, e pela agropecuária, com saldo negativo de 13 empregos. As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “A Black Friday funciona como um gatilho importante para a retomada das contratações no fim do ano. O aumento do fluxo de consumidores exige reforço nos quadros das empresas, especialmente no comércio e nos serviços ligados à logística e ao atendimento”, avaliou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES. Na comparação interanual, o resultado capixaba também foi expressivo. Em novembro de 2024, o Espírito Santo havia criado apenas 155 vagas formais. Em 2025, o saldo do mês foi 854 empregos a mais. No acumulado de janeiro a novembro, o estado contabilizou a criação de 23.683 empregos formais, mantendo trajetória positiva ao longo do ano. Com o desempenho, o Espírito Santo passou a contabilizar 933.062 vínculos formais de trabalho, o que representa um crescimento de 1,8% em relação ao mesmo mês de 2024. No período, os maiores avanços proporcionais foram registrados no comércio, com expansão de 2,5%, e nos serviços, com crescimento de 2,2%. Em termos absolutos, o setor de serviços liderou a criação de vagas entre novembro de 2024 e o mesmo mês de 2025, com 9.397 novos postos de trabalho. O comércio aparece na sequência, com 5.874 empregos criados no mesmo intervalo. Em novembro, das 1.579 vagas geradas pelo comércio, 1.444 foram concentradas no segmento varejista, o que representa mais de 90% do total. “O comportamento do comércio em novembro reflete uma sazonalidade típica do último trimestre do ano, quando as empresas ampliam suas equipes para atender ao aumento das vendas provocado pelas promoções e pelas festas de fim de ano”, explicou Spalenza. O setor de serviços também apresentou desempenho consistente em novembro, com a criação de 732 empregos formais. O principal destaque foi o segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, responsável por 391 novas vagas. Outro fator relevante foi o avanço das atividades ligadas à logística e ao transporte. O segmento de transporte, armazenagem e correio registrou a criação de 318 postos de trabalho. Regionalmente, a geração de empregos em novembro concentrou-se na Região Metropolitana da Grande Vitória. Vila Velha liderou o saldo positivo, com 402 postos de trabalho, seguida por Guarapari, com 365 vagas, Vitória, com 193, Viana, com 135, e Cariacica, com 113 empregos. Juntos, os municípios da Grande Vitória responderam pela criação de 1.252 postos no mês. No interior do estado, os principais destaques foram Cachoeiro de Itapemirim, com 177 empregos gerados, Anchieta, com 85, Venda Nova do Imigrante, com 64, e Pinheiros, com 60 vagas. A pesquisa completa pode ser acessada no site www.portaldocomercio-es.com.br. Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Comissões da Assembleia apresentam balanço de 2025. Confira como foi o trabalho
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) encerrou 2025 com uma atuação intensa e diversificada de seus colegiados, que somaram centenas de reuniões, audiências públicas, visitas técnicas e ações institucionais ao longo do ano. O trabalho envolveu as 18 comissões permanentes, quatro comissões especiais em funcionamento, duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e 40 frentes parlamentares ativas, das quais nove foram instaladas no ano passado. Dados consolidados pela Secretaria-Geral da Mesa (SGM) e pela Coordenação Especial das Comissões Temporárias e Órgãos Especiais apontam que, somente as comissões permanentes, realizaram 205 reuniões em 2025 — sendo 142 ordinárias e 63 extraordinárias. Como resultado dos trabalhos, foram emitidos 1.012 pareceres sobre matérias em tramitação na Casa. A Comissão de Justiça concentrou o maior volume de atividades, com 33 reuniões e 753 pareceres emitidos. Além da análise técnica das proposições legislativas, os colegiados também se destacaram pelo debate de temas de interesse da sociedade capixaba. Ao longo do ano, foram promovidas 25 audiências públicas, realizadas tanto na sede da Ales quanto em municípios do interior do Estado, abordando pautas como saúde, segurança pública, educação e acesso a direitos. A Comissão de Direitos Humanos liderou esse quesito, com a realização de 13 audiências. Os números divulgados no site da Ales. A atuação fiscalizatória também foi reforçada em 2025. As comissões permanentes realizaram 28 visitas técnicas para acompanhar obras e o funcionamento de serviços públicos, especialmente nas áreas de saúde e educação. A Comissão de Infraestrutura foi responsável por quase metade dessas agendas, com 13 visitas técnicas ao longo do ano. Os colegiados ainda promoveram 17 campanhas institucionais e sete sessões solenes. No campo dos colegiados temporários, as comissões especiais e frentes parlamentares registraram 15 reuniões deliberativas, além de 250 reuniões administrativas e 125 movimentações e outros atos oficiais. A Frente Parlamentar do Desenvolvimento Econômico e Inovação foi a que mais realizou reuniões deliberativas, com quatro encontros. Entre as frentes parlamentares, destacaram-se pelo volume de reuniões administrativas aquelas voltadas à defesa da liberdade econômica, do agronegócio, da valorização de categorias profissionais e de políticas públicas setoriais. Cada uma das frentes mais ativas somou dez reuniões administrativas em 2025. Já no quesito movimentações e atos oficiais, lideraram as Frentes da Micro e Pequena Empresa e do Empreendedorismo Capixaba e do Agronegócio e Desenvolvimento Ambiental, com oito registros cada. No âmbito das CPIs e comissões especiais, foram realizadas 33 reuniões extraordinárias ao longo do ano, além de duas ordinárias. A CPI dos Maus-tratos contra os Animais concentrou a maior parte dessas atividades, com 13 reuniões extraordinárias, reforçando o papel investigativo do Legislativo estadual em temas sensíveis à sociedade.
Arena de Verão 2026: Espaço Sabores Capixabas passa a ter atrações também às quartas
O Espaço Sabores Capixabas, integrado à Arena de Verão 2026, na praia de Camburi, amplia a programação e passa a contar com atrações musicais também às quartas-feiras a partir desta semana. A estreia da nova data acontece no dia 14 e marca o início da etapa temática dedicada aos frutos do mar, reforçando a proposta de valorizar a gastronomia e a cultura capixaba durante a temporada de verão. Com funcionamento a partir das 17 horas, o espaço reúne restaurantes e empreendedores locais que apresentam pratos típicos e releituras da culinária do Espírito Santo, sempre com foco em ingredientes regionais. A programação musical segue gratuita e aberta ao público, ampliando as opções de lazer para moradores e turistas que frequentam a orla de Vitória. Ao longo do mês de janeiro, o Espaço Sabores Capixabas recebe etapas temáticas gastronômicas. Nos dois primeiros fins de semana, o destaque ficou por conta dos botecos de Vitória, reunindo estabelecimentos tradicionais da capital. Agora, o protagonismo passa a ser dos frutos do mar, com receitas que celebram peixes, camarões e outros sabores característicos do litoral capixaba. Entre os dias 22 e 25 de janeiro, o espaço entra na etapa Cultura Capixaba, com pratos que refletem as diversas influências culturais do Estado. A programação contará com participantes de Vitória, da Grande Vitória e de municípios do litoral, reforçando a diversidade gastronômica e cultural do Espírito Santo. Para o secretário municipal de Turismo de Vitória, Luciano Forrechi, a ampliação da programação atende a uma demanda do público e fortalece ainda mais a Arena de Verão como um espaço ativo ao longo de toda a semana. Segundo ele, o Sabores Capixabas funciona como uma vitrine da gastronomia, da música e da hospitalidade capixaba, além de contribuir para o fortalecimento do turismo e da economia local. A Arena de Verão 2026 segue até o fim de janeiro com uma agenda diversificada, que inclui atividades esportivas, ações de lazer, eventos culturais e grandes shows nacionais no palco principal. Dentro desse contexto, o Espaço Sabores Capixabas se consolida como um ambiente de convivência, valorização cultural e estímulo ao empreendedorismo local. Programação musical – Espaço Sabores Capixabas Quarta-feira (14) • 19h – Banda 522 Quinta-feira (15) • 18h – Aulão de forró com o professor Wagner Lima • 19h – Mafuá Palco Arena 16/01 – Gabriel Sabadin e Thiago Aquino 17/01 – O Giro e Psirico 18/01 – Herança Negra e Lenine 23/01 – Picnic Dogs e Paralamas do Sucesso 24/01 – Ubando e Latino 25/01 – Banda Agitu’s (Conceição da Barra) e Banda Eva Serviço Espaço Sabores Capixabas – Arena de Verão 2026 Local: Praia de Camburi, Vitória Período: até 25 de janeiro Abertura dos restaurantes: 17h Atrações musicais gratuitas
Brasil bate recorde nas exportações de rochas em 2025, com o ES na liderança
Maior exportador do país, Espírito Santo responde por quase 80% das vendas externas e ajuda a consolidar 2025 como o melhor ano da história do setor de rochas naturais brasileiro Vitória (ES), 12 de janeiro de 2026 – O setor brasileiro de rochas naturais encerrou 2025 com o melhor desempenho de sua história, alcançando US$ 1,48 bilhão em exportações, crescimento de 17,5% em faturamento em relação a 2024. O resultado supera o recorde anterior, registrado em 2021, e consolida um novo patamar para a indústria nacional. Maior exportador do país, o Espírito Santo respondeu por 78,5% das exportações brasileiras do setor, segundo dados da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). A atuação conjunta com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do projeto setorial It’s Natural – Brazilian Natural Stone, tem contribuído de forma consistente para esse desempenho. As ações envolvem inteligência comercial, promoção da imagem do produto brasileiro, aproximação com compradores internacionais e abertura de canais em mercados estratégicos de alto consumo. Além do crescimento em faturamento, o setor também avançou em volume físico exportado. Em 2025, as vendas externas totalizaram 2,11 milhões de toneladas, alta de 2,9% em relação ao ano anterior. O resultado reforça um movimento consistente de valorização das rochas naturais brasileiras, impulsionado principalmente pela elevação do preço médio de exportação, que ficou 14,2% acima do registrado em 2024. “Os números impressionam, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Se esses materiais tivessem mantido o ritmo de vendas do primeiro semestre, o setor poderia ter alcançado um faturamento próximo de US$ 1,6 bilhão em 2025”, avalia Tales Machado, presidente da Centrorochas. Na análise do dirigente, pesam a queda de 8,7% no volume de granitos exportados em 2025 e a retração de 7,5% nas vendas de mármores no mesmo período. “Para as empresas focadas exclusivamente na extração de mármore e granito, o ano foi marcado por retração. Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor, nos surpreendendo com esse recorde histórico”, explica. Estados Unidos, China e Itália lideram compras Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino das rochas naturais brasileiras em 2025, respondendo por 53,6% das exportações, com faturamento de US$ 795 milhões, crescimento de 11,8% em relação ao ano anterior. Na sequência aparecem China, com 17,5% de participação (US$ 260,1 milhões; +19,0%), e Itália, que alcançou US$ 117,7 milhões, registrando crescimento expressivo de 42,2%. México, Reino Unido e Espanha completam o ranking dos seis principais mercados, todos com desempenho positivo. O resultado reforça a diversificação geográfica das exportações brasileiras e a ampliação da presença do setor em mercados estratégicos. Estados que impulsionam o resultado nacional No recorte estadual, Espírito Santo, Minas Gerais e Ceará concentraram a maior contribuição para as exportações brasileiras de rochas naturais em 2025. O Espírito Santo manteve ampla liderança, respondendo por 78,5% das exportações nacionais e registrando crescimento de 12,2% em valor, reafirmando sua posição como principal polo exportador do país. Minas Gerais participou com 9,1% das exportações, enquanto o Ceará, com 7,4%, apresentou o crescimento mais acelerado entre os principais estados exportadores, com alta de 141,3% no ano. O avanço cearense está diretamente associado à consolidação do estado como importante polo produtor de quartzitos, material cuja demanda foi ampliada após o tarifaço, por estar enquadrado em código incluído na lista de exceções às tarifas adicionais, elevando a participação do estado no cenário nacional. Sobre o It’s Natural – Brazilian Natural Stone O It’s Natural – Brazilian Natural Stone é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O projeto tem como objetivo estimular e ampliar as exportações brasileiras de rochas naturais por meio de ações estratégicas de internacionalização, promoção comercial, fortalecimento da imagem do setor e desenvolvimento da indústria no mercado global. Sobre a Centrorochas A Associação Brasileira de Rochas Naturais atua de forma institucional para ampliar a competitividade do setor de rochas ornamentais. A entidade oferece suporte às empresas brasileiras em ações comerciais, operacionais e estratégicas, especialmente nos trâmites relacionados à presença no mercado internacional e à ampliação das exportações. Sobre a ApexBrasil A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua na promoção de produtos e serviços brasileiros no exterior e na atração de investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia nacional. A instituição desenvolve ações de promoção comercial, como missões empresariais, rodadas de negócios, apoio à participação em feiras internacionais e articulação com atores públicos e privados para fortalecer a marca Brasil e ampliar a competitividade das empresas brasileiras no mercado global.
OAB-ES inicia processo de avaliação das faculdades de Direito no ES
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB-ES) iniciou uma avaliação dos cursos de Direito em funcionamento no Estado. A iniciativa tem como foco o fortalecimento da qualidade do ensino jurídico, a partir da escuta das instituições, da identificação de desafios e da construção de contribuições que serão encaminhadas ao Conselho Federal da OAB (CFOAB), com reflexos na formação dos futuros profissionais da advocacia. As instituições participantes foram selecionadas com base em critérios técnicos, como o desempenho no Exame de Ordem Unificado de 2025 e dados públicos relacionados ao selo “OAB Recomenda”. A OAB-ES esclarece que os relatórios finais resultantes do processo serão encaminhados exclusivamente ao Conselho Federal da OAB, responsável pela interlocução institucional junto ao Ministério da Educação (MEC). O trabalho será desenvolvido em três etapas. Na primeira fase, as instituições serão convidadas a encaminhar informações e documentos relacionados a diferentes eixos de avaliação, como corpo docente, infraestrutura, Núcleos de Prática Jurídica e outros aspectos considerados fundamentais para a formação acadêmica dos estudantes de Direito. Na segunda etapa, o material será analisado pela Comissão de Ensino Jurídico, em conjunto com a diretoria da OAB-ES. Nessa fase, poderão ocorrer reuniões técnicas e visitas às instituições, previamente dialogadas, sempre com caráter institucional, técnico e colaborativo. A etapa final prevê a elaboração de um relatório individualizado para cada instituição avaliada. As faculdades terão a oportunidade de se manifestar sobre os apontamentos apresentados. As conclusões serão encaminhadas ao Conselho Federal da OAB, contribuindo para o debate nacional sobre o ensino jurídico em articulação com o Ministério da Educação e servindo como parâmetro para a reavaliação do selo OAB Recomenda. O presidente em exercício da OAB-ES e professor universitário, José Antônio Neffa Junior, destaca o caráter construtivo da iniciativa. “Vivemos diariamente a realidade das salas de aula e sabemos dos desafios enfrentados pelas instituições. Essa ação nasce com o propósito de somar, de contribuir com soluções e de fortalecer o ensino jurídico no Espírito Santo”, afirma. Para a presidente da OAB-ES, Érica Neves, a proposta reafirma o compromisso institucional da Ordem com a qualidade da formação acadêmica e com o futuro da advocacia. “A OAB tem o dever institucional de contribuir para o aprimoramento do ensino jurídico. Nosso objetivo é caminhar junto às faculdades, oferecendo apoio, escuta qualificada e colaboração, sempre pensando na formação ética e técnica dos futuros profissionais e no interesse da sociedade”, destaca. A presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OAB-ES, Alessandra Lignani de Miranda Starling e Albuquerque, ressalta que a iniciativa surge como resposta ao crescimento acelerado dos cursos de Direito e à necessidade de fortalecer o ensino de qualidade no Estado. Segundo ela, a ação busca respeitar o trabalho desenvolvido pelas instituições capixabas e, ao mesmo tempo, apresentar à sociedade a realidade do ensino jurídico. “Essa iniciativa nasce com o propósito de somar, ouvir as instituições e contribuir para o fortalecimento do ensino jurídico no Espírito Santo, sempre em diálogo e cooperação, no intuito de melhorar cada vez mais a qualidade do ensino. A OAB-ES quer caminhar junto às faculdades contribuindo com soluções e melhorias para a formação dos futuros profissionais do Direito”, reforça.
Vila Velha define regras e prazos para autorização de blocos de carnaval
A Prefeitura de Vila Velha publicou no Diário Oficial do Município, na última terça-feira (6), a portaria que estabelece as regras para a realização de blocos de carnaval durante o período de pré-carnaval e o carnaval oficial de 2026. A normativa define prazos, critérios de funcionamento e procedimentos para solicitação de autorização, com o objetivo de organizar as atividades carnavalescas em espaços públicos da cidade. De acordo com a Portaria Conjunta nº 001/2026, o período de pré-carnaval está programado para ocorrer entre os dias 31 de janeiro e 13 de fevereiro. Já o carnaval oficial será realizado de 14 a 17 de fevereiro. Para atuar nesses períodos, os blocos interessados devem solicitar autorização com antecedência mínima de 30 dias em relação à data prevista para o desfile. O pedido deve ser feito junto à Comissão Municipal de Eventos (Comune), por meio do site oficial da Prefeitura de Vila Velha. A autorização está condicionada ao cumprimento de todos os critérios previstos na portaria, que também podem ser consultados no Diário Oficial do Município. Cada bloco está autorizado a desfilar por até um dia no período de pré-carnaval e por até dois dias durante o carnaval oficial. O tempo máximo permitido para cada saída é de seis horas, com encerramento das atividades até as 19 horas do mesmo dia. Após esse horário, os organizadores devem desligar a sonorização e promover a dispersão do público. A norma também estabelece limites territoriais para os desfiles. Blocos vinculados às regiões administrativas 1 e 2 ficam impedidos de realizar percursos com destino à avenida da orla. Além disso, o município autoriza a realização de até dois blocos por região, por dia, levando em consideração o porte do evento e o trajeto proposto. Os organizadores são responsáveis pela contratação de segurança privada e pela assinatura de um Termo de Compromisso com a Prefeitura, no qual assumem a responsabilidade pelo cumprimento de todas as condicionantes previstas. O uso de trio elétrico depende da apresentação da documentação de regularidade do veículo e da realização de vistoria técnica pelo setor competente do município. A Guarda Municipal participa da análise e aprovação dos percursos, especialmente nos casos de circuitos realizados em vias urbanas. A fiscalização dos eventos será feita por agentes das secretarias municipais, em conjunto com a Guarda Municipal e outros órgãos de segurança pública. A portaria também proíbe a realização de shows pirotécnicos com fogos de artifício em áreas públicas durante o período carnavalesco. Blocos que utilizarem equipamentos de som devem observar rigorosamente as normas ambientais e urbanas vigentes no município. Para o secretário municipal de Cultura, Roberto José Patrício Júnior, a definição prévia das regras contribui para equilibrar a valorização das manifestações culturais com a organização da cidade. Segundo ele, “o carnaval de rua integra práticas culturais que fortalecem a identidade local e ampliam a ocupação simbólica dos espaços urbanos. A regulamentação cria condições para que essas expressões aconteçam de forma estruturada, com impacto social positivo e valorização da cultura do município”. Foto: PMVV
Ações de modernização portuária colocam Vila Velha no centro logístico do país
Nos últimos anos, o Espírito Santo vem se consolidando como um dos principais corredores logísticos do Brasil, especialmente no escoamento de commodities. Nesse contexto, Vila Velha assume papel estratégico ao concentrar um complexo portuário multipropósito que ganha protagonismo à medida que o mapa da logística nacional redesenha suas rotas. O Complexo Portuário de Vila Velha tornou-se uma peça-chave na movimentação de cargas pesadas, reunindo operações com grãos, contêineres, combustíveis, aço e outras mercadorias em um ambiente que combina eficiência operacional, tecnologia e infraestrutura preparada para receber navios de grande porte. Administrado pela Vports, primeira e única autoridade portuária privada do país, o porto canela-verde passou por um processo contínuo de modernização, com impactos diretos na competitividade logística da região. Entre as principais intervenções realizadas estão a dragagem, a ampliação dos acessos marítimos, a modernização de armazéns, a expansão de retroáreas, a melhoria das conexões ferroviárias e a revisão de normas operacionais. Essas ações viabilizaram a operação de navios da classe Panamax, com até 245 metros de comprimento e 32,5 metros de largura, ampliando significativamente a capacidade do terminal. Como resultado desse conjunto de investimentos, o número de embarcações aptas a operar no complexo mais que dobrou, passando de 504 para 1.089 navios. O aumento da capacidade operacional contribui para a redução de custos logísticos e fortalece a posição de Vila Velha no cenário portuário nacional. Novo ciclo econômico Para o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) ultrapassa a função de infraestrutura pesada e se consolida como um ativo estratégico para o futuro do município. Segundo ele, o investimento em logística está diretamente associado à geração de competitividade, empregos e desenvolvimento sustentável. “Vila Velha está preparada para o novo ciclo da economia brasileira. Investir em logística é garantir competitividade, empregos e desenvolvimento sustentável. O terminal portuário é um ativo decisivo para posicionar a cidade no centro das grandes rotas do comércio exterior”, afirma. Diante desse cenário, o desafio do porto de Vila Velha passa a ser não apenas a ampliação da integração com a malha ferroviária, mas também o aumento da capacidade para receber navios de maior porte, que operam no transporte de longo curso, sem necessidade de transbordo, diferentemente da navegação de cabotagem. Os investimentos em logística também ganham relevância no contexto da implantação da Reforma Tributária, que altera o modelo de arrecadação ao priorizar o consumo em detrimento da produção. Nesse novo ambiente, a ampliação da capacidade do TVV ao longo dos últimos anos foi determinante para preparar o porto para atender às demandas atuais e futuras do mercado. Capacidade de armazenagem Sob gestão da Vports, o Complexo Portuário de Vila Velha registrou um crescimento expressivo em sua capacidade estática de armazenagem de granéis sólidos. Desde o início da concessão, o volume aumentou 270%, alcançando 191 mil toneladas. De acordo com a empresa, a dragagem e a melhoria dos acessos marítimos estão entre as principais prioridades. Recentemente, a Vports investiu mais de R$ 30 milhões em melhorias nos Portos de Vila Velha e Barra do Riacho, com foco na ampliação da capacidade operacional e na oferta de serviços com padrão elevado de qualidade. O porto de Vila Velha opera de forma multipropósito, movimentando contêineres, combustíveis, soda cáustica, gás liquefeito de petróleo (GLP), granéis sólidos minerais e vegetais, veículos, cargas gerais e atendendo também ao setor offshore. A diversidade de cargas reforça a relevância estratégica do terminal nos âmbitos estadual e nacional. Avanços em tecnologia A modernização do TVV também é sustentada por investimentos robustos em tecnologia. Um dos principais marcos desse avanço é a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System), sistema pioneiro no Brasil que funciona como uma torre de controle marítimo, operando 24 horas por dia no monitoramento das manobras, entradas e saídas de embarcações. Outras melhorias incluem a balança ferroviária de Capuaba, o uso de balanças rodoviárias automatizadas, novos softwares de modelagem matemática e a incorporação de equipamentos de grande porte. Também foi ampliada a retroárea do porto, com mais de 70 mil metros quadrados, além da previsão de investimentos de R$ 35 milhões destinados à movimentação de contêineres, granito, fertilizantes e produtos siderúrgicos. Infraestrutura e visão estratégica Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Vila Velha (em exercício), Luiz Eduardo Dalfior, o momento atual reflete um alinhamento entre infraestrutura e visão estratégica de desenvolvimento. “A reforma tributária muda a lógica do desenvolvimento, que passa a ser orientado pelo consumo. Ter um porto moderno, conectado por ferrovia e rodovias, coloca Vila Velha em vantagem competitiva real para atrair investimentos e consolidar novas rotas logísticas”, avalia. A retomada das operações ferroviárias, integrando Vila Velha à Estrada de Ferro Vitória a Minas e à Ferrovia Centro-Atlântica, completa esse arranjo logístico. A combinação entre trilhos, cais e tecnologia reforça a posição do município dentro do sistema logístico nacional, ampliando sua capacidade de atendimento às demandas do comércio exterior e da economia brasileira.
Semana começa com sol e calor, mas há chance de chuva isolada na Grande Vitória
A semana na Grande Vitória começa com tempo firme, sol e temperaturas elevadas típicas do verão. Segundo as previsões meteorológicas atualizadas por serviços como Climatempo e bases de meteorologia consultadas, a tendência é de variação entre dias ensolarados e possibilidade de chuva isolada ao longo dos próximos dias, reflexo da atuação de um sistema de alta pressão e umidade relativa do ar típica da estação. Segunda-feira (12/01) O dia amanhece com céu com poucas nuvens na Grande Vitória, sem previsão de chuva significativa, de acordo com dados meteorológicos regionais. As temperaturas variam entre 22 °C e 34 °C, com vento fraco a moderado soprando do litoral. Terça-feira (13/01) A terça-feira segue com sol e aumento de nuvens ao longo do dia. As máximas devem se manter elevadas, na casa dos 30 °C, e há previsão de possíveis pancadas de chuva fraca no fim da tarde. Quarta-feira (14/01) Na metade da semana, a tendência é de tempo parcialmente nublado, com chance fraca de chuvas isoladas e temperaturas entre 29 °C e 30 °C. O clima segue típico de verão, com sensação de calor em grande parte do dia. Quinta-feira (15/01) A quinta deve apresentar nuvens dispersas e tempo firme. A probabilidade de chuva diminui e as temperaturas máximas ficam próximas a 29 °C a 30 °C. Sexta-feira (16/01) As condições permanecem estáveis com céu parcialmente nublado e calor diário. Não há previsão de chuva expressiva para a região metropolitana. Sábado (17/01) No sábado, a previsão indica sol com algumas nuvens e possibilidade de chuva fraca isolada, sem registro de eventos significativos. As máximas devem ficar por volta dos 28 °C a 30 °C. Domingo (18/01) No fim de semana, há maior chance de chuvas isoladas no período da tarde ou noite, com termômetros marcando cerca de 31 °C de máxima.
Dois hospitais do ES estão entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil
O Espírito Santo conquistou um reconhecimento de grande relevância nacional ao ter dois hospitais públicos incluídos na lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil. O levantamento inédito reforça o protagonismo da rede pública capixaba na oferta de uma assistência em saúde de qualidade, integral e resolutiva. As unidades contempladas são o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, localizado na Serra, e o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória. A presença dessas duas instituições ao lado de hospitais de referência de outros 19 estados evidencia a força, a maturidade e a capacidade de entrega do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. De acordo com o diretor-geral do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, Joubert Andrade da Silva, a inclusão das unidades capixabas no ranking nacional demonstra o impacto positivo dos investimentos contínuos em gestão, estrutura e qualidade assistencial. Segundo ele, o reconhecimento consolida o papel estratégico dos hospitais públicos do Estado no atendimento de média e alta complexidade. Para a definição dos 100 hospitais selecionados, foram considerados critérios rigorosos, como nível de acreditação hospitalar, taxas de ocupação e de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva, tempo médio de permanência dos pacientes internados, além de indicadores de eficiência e qualidade assistencial. A análise também levou em conta dados de produção hospitalar registrados no Sistema de Informações Hospitalares (SIH), do Ministério da Saúde, referentes ao período entre agosto de 2024 e julho de 2025. A seleção foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e outras entidades, com o objetivo de destacar experiências de excelência no âmbito do Sistema Único de Saúde. A partir dessa lista inicial, serão definidos os dez melhores hospitais públicos do país, que serão anunciados em maio, durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil. Segundo a diretora de Cuidados Integrais do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, Alessandra Bernardino, outro diferencial do levantamento foi a avaliação de aspectos como compliance institucional, eficiência na utilização dos recursos financeiros e, em etapas posteriores, a satisfação dos pacientes atendidos. Ela ressaltou ainda que a lista contempla exclusivamente hospitais com atendimento 100% SUS, sem qualquer vínculo com operadoras de planos de saúde, reforçando o compromisso com a saúde pública universal e gratuita.
João Gualberto – “A Capitoa”
A Capitoa é um romance escrito por Bernadette Lyra, autora de prestígio nacional, dona de uma vasta obra. Nascida em Conceição da Barra, ela dedica um outro livro, chamado Água Salobra, às memórias de sua infância e juventude naquela pequena cidade, vividas antes que as rodovias a ligassem ao resto do Espírito Santo e do Brasil. Chegava-se ali no lombo dos burros e cavalos ou através das embarcações que levavam gente e mercadorias, ansiosamente esperadas pela cidade toda. São de uma enorme delicadeza as memórias narradas em Água Salobra. Elas contam sua relação com o seu meio social e com a prodigiosa natureza que a cercava: o mar, os pássaros, o rio Cricaré. Mostram também como se organizava sua família, aliás, a maioria das famílias daqueles tempos, que eram mais lentos, mais restritos em termos de possibilidades sociais, portanto mais simples, em todos os sentidos. No texto de Bernadette tudo se revela menos estressante. Quando criança, os adultos que a cercavam viviam em um universo mais mágico, perfumado a sal e povoado de beijus, de peixes, de sargaços, de estrelas celestes e de algas marinhas, como ela registra na crônica As Damas, que faz parte do livro. Entretanto, o livro que dá título a esta coluna, A Capitoa, nada tem a ver com esse universo infantil mais romantizado; ele expressa um outro olhar da autora. Trata das histórias de vida de três mulheres que deixam seu país, no continente europeu, para virem morar na Capitania do Espírito Santo, no alvorecer da conquista da terra e dos povos pelos lusitanos. São elas Ana, Luíza e Antônia, que cruzam o oceano para participarem dessa enorme aventura junto a fidalgos, degredados, piratas, frades, noviços, bastardos, desorelhados, prostitutas e órfãs enviadas pelo reino. As três são respectivamente a mãe, a mulher e a amante do Capitão-Mor Vasco Coutinho, filho do nosso primeiro donatário. Com a morte do segundo donatário, sua esposa, Luíza Grinalda, a Capitoa, passou a governar a capitania, em 1589, por ser sua viúva e o casal não ter gerado filhos. Ela governou durante quatro anos, apesar da legislação não permitir uma mulher no poder naquela época. Aliás, essa é a força da ficção de Bernadette. A verdadeira viagem que o livro permite ao seu leitor, pelo menos na minha visão, é justamente a da vida das mulheres naquela época. As teorias vigentes davam a ideia de que mulheres eram seres de segunda categoria. Todo um imaginário ainda imerso no mundo medieval português permitia essa visão, de modo incrivelmente perverso para o universo feminino. A começar pelo desprezo que se tinha pela Capitoa, pelo fato de ela nunca haver engravidado. Não havia a noção de amor, de romance ou mesmo de respeito como motor principal do casamento. Ele era movido sobretudo pela geração de filhos. Consequentemente, a mulher que não podia conceber, a “mulher seca” — como é dito no texto — não cumpria seu papel no mundo. A incapacidade de ser mãe era vista como obra satânica, como a possessão por um espírito maldito. Assim, a cada mês, a chegada da menstruação era o tormento de Luíza, que acabou se livrando das obrigações do casamento quando Vasco Coutinho encontrou Antônia, que se tornou sua amante, e teve com ela três filhos. Foi um alívio à alma atormentada de Luíza. Tudo em torno do mundo feminino na colônia compunha-se de solidão, desrespeito, violência e obrigações. Isso era muito acentuado pelo fato de as elites lusitanas enviarem para a colônia prostitutas, prisioneiras e outras pessoas tidas como pervertidas pela moral tacanha da época. Ser mulher significava ter o desprezo do mundo masculino, que era cercado de teorias propagadas pelo catolicismo popular português, as quais alimentavam essa ideia da inferioridade feminina, tão presente na obra. Luíza, vitimada por esse preconceito, foi afastada da gestão da capitania. Mesmo enquanto governou, foi secundada por um fidalgo que dividia com ela o poder e legitimava sua governança. As indígenas eram tratadas ainda com mais desprezo e falta de respeito, condições que eram agudizadas por suas origens e seu sangue. Tidas como selvagens, eram usadas como objetos sexuais pelos invasores, que, além de brutos e violentos, julgavam-se duplamente superiores. Não era fácil para elas a vida aqui naqueles tempos, situação que só fez piorar com a chegada da Inquisição do Santo Ofício na colônia. Aí as penas tornaram-se mais duras e o preconceito só fez enraizar-se cada vez mais. A ficção a partir da história, que nos faz a grande escritora capixaba, é de muita utilidade para entendermos o presente, afinal essa chaga histórica precisa ser superada. Temos todos uma dívida social com as mulheres que vivem e viveram no Brasil desde os tempos coloniais. A Capitoa é uma obra genial que trata desse aspecto fundamental da origem do imaginário social capixaba, além de estabelecer um diálogo interessante com Vilão Farto, de Renato Pacheco, e Capitão do Fim, de Luiz Guilherme Santos Neves. Ambos também tratam da vida do nosso primeiro donatário, de suas aventuras e desventuras em solo capixaba. Trata-se, portanto, de história e literatura andando de mãos dadas para nos ensinarem um pouco mais sobre nossas raízes imaginárias. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. • A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo