Organização da rotina, metas realistas e atenção ao bem-estar físico e emocional aumentam as chances de manter os compromissos assumidos no início do ano O começo do ano costuma vir acompanhado de listas de metas, planos pessoais e decisões que simbolizam recomeços. Entre as promessas mais comuns estão mudanças na alimentação, prática de atividade física regular, economia financeira e mais tempo para a família. No entanto, transformar o desejo em hábito depende de estratégia, autoconhecimento e constância, não deixando somente escrito na lista. Um primeiro passo importante é definir objetivos possíveis de serem cumpridos dentro da realidade de cada pessoa. Metas genéricas ou muito amplas tendem a perder força com o passar do tempo, enquanto objetivos claros facilitam o acompanhamento. Organizar a rotina, reservar horários fixos para novas atividades e registrar avanços ajuda a manter a motivação e dá visibilidade ao progresso. Os cuidados com a alimentação estão entre os compromissos mais citados. A nutricionista da Unimed Sul Capixaba Adriana Sarzedas explica que mudanças bruscas ou restritivas raramente se sustentam ao longo do ano. “Uma alimentação equilibrada começa com pequenos ajustes diários, como aumentar o consumo de frutas e verduras, reduzir ultraprocessados e manter hidratação adequada. Promessas ligadas ao corpo e ao peso precisam estar associadas ao cuidado com a saúde. Quando a meta respeita o ritmo da pessoa e é construída passo a passo, as chances de continuidade se tornam maiores e o processo fica mais leve”. Para o especialista em Clínica Médica da Unimed Sul Capixaba, Vitor Brasileiro, o corpo responde de forma integrada às mudanças de rotina. “Metas relacionadas a sono, alimentação, controle do estresse e prática regular de exercícios impactam diretamente a prevenção de doenças e o bem-estar geral. “Quando as promessas de ano novo envolvem cuidar da saúde de maneira contínua, com consultas de acompanhamento, exames em dia e atenção aos sinais do organismo, os resultados aparecem de forma mais segura e consistente ao longo do ano”, orienta.
Cantor capixaba Silva leva turnê de verão no Na Vista, em Vitória
O verão capixaba ganha trilha sonora especial no dia 23 de janeiro. O cantor Silva se apresenta em Vitória com a turnê “Silva – Temporada de Verão”, em um show que celebra a estação mais quente do ano e antecipa o clima de carnaval. A apresentação acontece na sexta-feira (23), no Na Vista, na Enseada do Suá, espaço conhecido pela proximidade com o mar e pela atmosfera voltada a shows ao ar livre. Os ingressos já estão à venda, no segundo lote, com valores a partir de R$ 90,00 (meia-entrada). A meia solidária custa R$ 95,00 e a inteira R$ 180,00. As entradas podem ser adquiridas pelo site da Blueticket ou no ponto físico da loja Democrata, no Shopping Vitória. No palco, Silva apresenta um repertório que percorre diferentes fases de sua carreira, reunindo sucessos como “A Cor é Rosa”, “Fica Tudo Bem” e “Um Pôr do Sol na Praia”, além de músicas com clima mais animado, pensadas para convidar o público a cantar, dançar e entrar de vez no espírito do verão. A turnê chega ao Espírito Santo em meio ao sucesso do Bloco do Silva, projeto criado pelo artista que rapidamente conquistou o público em diversas capitais brasileiras. A iniciativa já contou com participações de nomes como João Gomes, Karol Conká, Criolo e Jorge Aragão, e é inspirada na energia do carnaval, com releituras de sucessos dos anos 1990 e arranjos vibrantes. Serviço Evento: Silva – Temporada de Verão Data: 23 de janeiro de 2026 (sexta-feira) Local: Na Vista – Enseada do Suá, Vitória Ingressos: venda pela Blueticket e na loja Democrata (Shopping Vitória)
Durval Lelys faz show gratuito em Guriri: confira a programação de verão no balneário
O balneário de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, recebe nesta sexta-feira (16) uma das atrações mais aguardadas do Verão Guriri 2026. O cantor Durval Lelys, um dos principais nomes da história do axé music, sobe ao palco em um show gratuito que promete transformar a orla em um grande carnaval fora de época. A apresentação está marcada para meia-noite, no palco principal, e deve reunir sucessos que marcaram gerações, como “Dança do Vampiro” e “Bota pra Ferver”. O artista, ex-vocalista da banda Asa de Águia, é a principal atração da programação musical desta semana, que integra uma agenda gratuita de cultura, lazer e esportes até o dia 1º de fevereiro. Além dos grandes shows, o Verão Guriri conta com eventos fixos ao longo da semana. Às quartas-feiras, o tradicional Luau leva apresentações musicais para um palco montado na areia da praia. Nesta quarta-feira (14), a atração é o grupo SambaDM, a partir das 21h. Aos sábados, a programação da Tardezinha movimenta a orla com música, atividades esportivas e ações de lazer, se estendendo também aos domingos. A agenda do evento contempla ainda artistas e projetos que dialogam com diferentes estilos musicais. Entre os destaques estão o CountryBeat, dos capixabas Mateus Félix e Leo Souzza, que mistura sertanejo, funk e música eletrônica, além da banda Cheiro de Amor, DJs e atrações regionais que animam os luais e as Tardezinhas à beira-mar. O Verão Guriri 2026 também se destaca pela programação esportiva. Durante o período, o balneário sedia competições de futevôlei, beach tennis, vôlei de praia e handebol de areia, reunindo atletas e público em disputas realizadas na orla. A programação inclui ainda a Feira de Negócios de Guriri, voltada ao artesanato, à economia criativa e à gastronomia local, com foco na valorização da produção capixaba. Para o presidente da Instância de Governança Regional de Turismo da Região do Verde e das Águas (Adetur), o evento tem impacto direto no desenvolvimento regional. Segundo ele, iniciativas como o Verão Guriri fortalecem o turismo de forma integrada, ao movimentar a economia local, gerar oportunidades para empreendedores, artistas e atletas, e projetar a região como um destino completo. Nas últimas semanas, o balneário já recebeu atrações como Léo Santana, Tatau, Tony Salles e Pele Morena, consolidando o Verão Guriri como um dos principais eventos da temporada no Espírito Santo. Programação cultural confirmada 14/01 – Quarta-feira (Luau) 21h – SambaDM 16/01 – Sexta-feira 00h – Durval Lelys Início do campeonato de futevôlei 17/01 – Sábado (Tardezinha) Campeonato de futevôlei DJs 18/01 – Domingo Encerramento do campeonato de futevôlei 21/01 – Quarta-feira (Luau) 23/01 – Sexta-feira CountryBeat 24/01 – Sábado (Tardezinha) Cheiro de Amor Vôlei de praia DJs 25/01 – Domingo Arena Livre 28/01 – Quarta-feira (Luau) 30/01 – Sexta-feira Paulo Ricardo 31/01 – Sábado (Tardezinha) Tomate Handebol de areia DJs 01/02 – Domingo Arena Livre
Jéssica Polese – “A poluição do ar e seus efeitos silenciosos na saúde”
A poluição do ar é um problema que, muitas vezes, passa despercebido na rotina cotidiana, mas que provoca impactos profundos e silenciosos na saúde da população. Quando se fala em poluição atmosférica — especialmente nas partículas finas suspensas no ar — estamos diante de uma das maiores ameaças à saúde pública nas áreas urbanas, tanto em escala global quanto aqui, no Espírito Santo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstram de forma consistente que a exposição a partículas inaláveis está associada ao aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares, ao câncer de pulmão e à elevação do risco de mortalidade prematura. Esses números evidenciam que a poluição do ar não é apenas um incômodo ambiental, mas um fator que compromete diretamente a qualidade e a expectativa de vida da população. No Espírito Santo, esse debate é ainda mais próximo da realidade dos moradores. O convívio com o chamado pó de minério é antigo e segue sendo alvo de fiscalizações por órgãos públicos e de discussões recorrentes na sociedade. Neste início de ano, moradores de diferentes municípios voltaram a relatar os impactos do problema. Em Vitória, especialmente na região da Enseada do Suá, houve aumento das reclamações sobre a presença do pó preto dentro das residências. Em Cariacica, moradores do bairro Porto de Santana chegaram a se mobilizar publicamente, denunciando transtornos causados por uma empresa instalada na região, que há anos afeta a qualidade do ar local. Os riscos da poluição atmosférica vão muito além do desconforto visual ou da sujeira aparente. As partículas poluentes são pequenas o suficiente para penetrar profundamente nos pulmões e, em alguns casos, alcançar a corrente sanguínea. Esse processo desencadeia inflamações no organismo e contribui para o surgimento ou agravamento de doenças como asma, bronquite e enfisema, além de piorar quadros em pacientes com doenças cardiovasculares. A exposição prolongada também está associada ao aumento do risco de câncer de pulmão e a outras complicações sistêmicas. Os efeitos tendem a ser ainda mais intensos em pessoas que já convivem com doenças respiratórias crônicas. Nesses casos, a poluição do ar agrava os sintomas, elevando a demanda por atendimentos de emergência e internações hospitalares. Crianças, idosos e indivíduos com condições de saúde pré-existentes formam o grupo mais vulnerável, sofrendo de maneira mais significativa os impactos dessas partículas nocivas. Diante desse cenário, a qualidade do ar precisa ser tratada como uma prioridade de saúde pública. Monitoramento ambiental eficiente, fiscalização rigorosa e políticas públicas efetivas são medidas indispensáveis para reduzir os danos causados pela poluição atmosférica. Da mesma forma, é fundamental ampliar a conscientização da população sobre os riscos invisíveis presentes no ar que respiramos diariamente. Cuidar do ar é, acima de tudo, cuidar da saúde coletiva. Ignorar esse problema significa aceitar que seus efeitos silenciosos continuem adoecendo pessoas e sobrecarregando o sistema de saúde. Jessica Polese é pneumologista e especialista em Medicina do Sono e vice-presidente da Associação Brasileira do Sono – Regional ES
ES lança plano estratégico de marketing e mira crescimento do turismo até 2030
O governo do Espírito Santo anunciou um novo Plano Estratégico de Marketing Turístico 2026–2030, com o objetivo de consolidar o Estado como um destino competitivo no cenário nacional e internacional e atrair cada vez mais visitantes para destinos capixabas. A iniciativa, considerada um marco para o setor, prevê um investimento anual de R$ 26 milhões em ações de promoção turística a partir deste ano, com execução progressiva ao longo dos próximos anos. O plano foi apresentado durante reunião extraordinária do Conselho Estadual de Turismo do Espírito Santo (Contures), em Vitória, e envolve uma série de instituições parceiras, incluindo a Setur-ES (Secretaria de Estado do Turismo), Fecomércio-ES, Sebrae-ES e a Câmara Empresarial de Turismo. A intenção é unir esforços públicos e privados para colocar o Espírito Santo em destaque no mapa de viagens do Brasil e do exterior. Diretrizes e segmentação do plano O novo plano define seis segmentos estratégicos para orientar ações de promoção e desenvolvimento turístico: • Praia e Mar • Natureza e Ecoturismo • Agroturismo e Turismo Rural • Cultura e Patrimônio • Gastronomia • Eventos e Negócios Segundo o documento, essa divisão considera a diversidade territorial e cultural do Estado, buscando valorizar experiências autênticas e produtos turísticos que dialoguem com as tendências de mercado e os diferentes perfis de visitantes. Está previsto no plano um reposicionamento do turismo capixaba, com foco em experiências autênticas, identidade territorial, sustentabilidade e valorização da diversidade cultural do Estado. A nova marca do turismo capixaba integra uma estratégia mais ampla de posicionamento e comunicação e será utilizada como base para campanhas nacionais e internacionais de promoção do destino. O trabalho também prevê o uso de inteligência de dados e monitoramento contínuo, com indicadores para acompanhar desempenho das campanhas, comportamento do visitante, impacto econômico do turismo e retorno das ações de mercado. Investimento, infraestrutura e metas de longo prazo O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (foto), destacou que esse é o primeiro plano formal e de longo prazo dedicado ao marketing turístico do Estado, com diretrizes claras para orientar investimentos e ações coordenadas. Segundo Casagrande, o Espírito Santo, por muitas vezes considerado “o segredo mais bem guardado do Brasil”, agora busca ampliar sua visibilidade para diferentes públicos e mercados. Para sustentar essa ambição, o Estado destinará R$ 26 milhões por ano ao plano, com parte dos recursos já incluída na lei orçamentária de 2026 e o restante a ser incorporado por meio de ações articuladas entre Setur e a Secretaria de Comunicação. O incremento dos investimentos em infraestrutura, como melhorias em aeroportos regionais e a continuidade de projetos que favorecem o fluxo de visitantes, também foi citado como um pilar para apoiar os resultados esperados. A gente tratou do fortalecimento da atividade do turismo por parte da administração pública e também do setor privado, porque o turismo é um trabalho conjunto. Não é só o governo fazer. Tem que ter o governo, mas tem que ter os empreendedores”, afirmou. Segundo o governador, o envolvimento do setor produtivo e o apoio institucional têm sido determinantes. “O Sebrae tem ajudado muito nesse trabalho. Para nós, isso se consolidou como uma ação estratégica. Neste verão, nós já estamos vendo o resultado, com um fluxo maior de pessoas no Espírito Santo.” Direcionamento estratégico e posicionamento do destino Para o superintendente do Sebrae-ES, Pedro Rigo, o plano representa um avanço histórico para o turismo capixaba, ao preencher uma lacuna estratégica que existia até então. “É a primeira vez que o Estado tem um plano de marketing. Como é que a gente quer avançar enquanto destino turístico do Brasil, como referência, se não existe um direcionamento estratégico? Se a gente não sabe, de fato, qual é o nosso posicionamento, o que nós temos e qual o tipo de turista que queremos receber para desfrutar o melhor do Espírito Santo?”, afirmou. Segundo Rigo, o plano cumpre justamente esse papel de organização e clareza estratégica. “O plano vem dando esse direcionamento, vem posicionando o Espírito Santo no turismo. Agora, de fato, nós temos um instrumento importante para avançar e nos tornarmos um dos destinos mais importantes deste país. Faltava o plano de marketing, e agora nós temos.” União entre poder público e empresariado fortalece o setor Para o presidente do Contures, Valdeir Nunes, o principal diferencial do novo momento do turismo capixaba é a união entre governo e iniciativa privada, algo que, segundo ele, não existia de forma estruturada no passado. “O que nós estamos fazendo é essa união. No passado, não muito distante, o empresariado não se envolvia de forma efetiva. Sempre se disse que o turismo é feito por nós, é feito pelo empresário, e hoje o empresário está junto nesse negócio”, afirmou. Segundo Valdeir, essa articulação envolve diferentes instituições. “Hoje estamos juntos: Sebrae, Fecomércio, governo do Estado, através da Setur, o Contures e o empresariado. Essa união já está tendo resultados extraordinários.
Ricardo Ferraço assina na China termo de compromisso para instalação de fábrica da GWM no ES
O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, assinou na China um termo de compromisso com a Great Wall Motors (GWM) que formaliza o interesse da montadora chinesa em implantar uma indústria de produção de veículos no Estado. O anúncio foi feito por meio de uma videochamada com o governador Renato Casagrande, ao lado do fundador da empresa, Jack Wey e divulgado na manhã desta quarta-feira (14) nas redes sociais do governador e do vice-governador. A assinatura do termo marca um passo considerado histórico para o Espírito Santo. Apenas em 2025, a GWM importou mais de 45 mil veículos pelos portos capixabas, o que já coloca o Estado em posição estratégica na logística da montadora no Brasil. Com o novo compromisso, o governo estadual avança nas tratativas para que o Espírito Santo passe também a sediar uma unidade industrial da fabricante. Confira o vídeo divulgado nas redes Durante a videochamada, o governador Renato Casagrande destacou a relevância do acordo e o simbolismo da possível implantação de uma indústria automobilística no Estado. Segundo ele, trata-se de um projeto almejado há décadas e que se tornou viável a partir da organização institucional, do ambiente de negócios e do trabalho de articulação realizado pelo governo capixaba. “Acabamos de assinar um termo de compromisso pelo qual a Great Wall Motors manifesta o interesse de implantar uma indústria para a produção de veículos no Espírito Santo. É uma excelente notícia, uma notícia histórica para nós, porque damos um passo na direção de ter uma indústria de automóveis, um sonho antigo do povo capixaba”, afirmou Casagrande. O governador também ressaltou os impactos econômicos do investimento, como o fortalecimento da economia local, a atração de novos negócios e a geração de oportunidades para a população. Casagrande parabenizou Ricardo Ferraço pela condução das negociações e lembrou que o vice-governador mantém diálogo com a empresa desde uma missão internacional realizada há cerca de dois anos. Ao final da conversa, Casagrande reforçou a disposição do Estado em receber a montadora. “Pode dizer mais uma vez à empresa que estamos de braços abertos para construir uma excelente relação e para que a GWM possa prosperar no Espírito Santo”, declarou. A assinatura do termo de compromisso não representa ainda a instalação definitiva da fábrica, mas formaliza a intenção da Great Wall Motors e abre caminho para o avanço das etapas técnicas, institucionais e legais necessárias para a implantação do empreendimento no Estado.
BYD Vitória Motors inicia 2026 com ações voltadas à tecnologia e eficiência
A BYD Vitória Motors, marca da Divisão Comércio do Grupo Águia Branca, inicia o calendário de ações de 2026 com uma programação voltada a produtores rurais, pessoas jurídicas e consumidores interessados em veículos com maior autonomia, tecnologia e eficiência energética. A primeira iniciativa está marcada para o dia 17 de janeiro e será direcionada a produtores rurais e clientes com CNPJ. A ação tem como objetivo apresentar soluções de mobilidade que atendem às necessidades específicas desses públicos, reunindo tecnologia embarcada, eficiência, conforto e desempenho. Durante o evento, os visitantes poderão conhecer os modelos da montadora, obter informações sobre condições comerciais especiais e entender como os veículos se adaptam tanto ao uso profissional quanto ao cotidiano. Na sequência, entre os dias 19 e 25 de janeiro, a concessionária promove a Semana BYD King, com foco em um dos sedãs híbridos mais completos do portfólio da marca. O modelo estará em destaque por seus diferenciais em design, eficiência energética, tecnologia embarcada e economia. Ao longo do período, o público poderá acessar informações técnicas detalhadas sobre o veículo e conferir condições comerciais exclusivas, válidas apenas durante a campanha. A BYD Vitória Motors é concessionária especializada em veículos elétricos e híbridos da fabricante chinesa BYD, uma das líderes globais em mobilidade sustentável. Integrante do Grupo Águia Branca, a marca atua no mercado brasileiro com um portfólio voltado à inovação, eficiência energética e redução do impacto ambiental.
ES chega à marca de 600 prisões com uso de tecnologia de reconhecimento facial
O Espírito Santo alcançou, nesta terça-feira (13), a marca de 600 pessoas presas com o auxílio da tecnologia de reconhecimento facial. O recurso é utilizado em câmeras de videomonitoramento integradas às forças de segurança pública e faz parte da estratégia de fortalecimento da inteligência policial no Estado. A tecnologia permite a identificação de pessoas com mandados de prisão em aberto a partir do cruzamento de imagens captadas em tempo real com bancos de dados oficiais. As prisões são efetuadas após a confirmação da identidade pelos agentes de segurança, seguindo os protocolos operacionais definidos pelos órgãos responsáveis. O resultado é atribuído aos investimentos realizados no âmbito do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, que reúne ações de prevenção, repressão qualificada e integração entre diferentes instituições da área de segurança pública. O uso de ferramentas tecnológicas tem sido ampliado como apoio às atividades de policiamento ostensivo e investigativo. De acordo com o Governo do Estado, o sistema de reconhecimento facial segue sendo expandido para novos pontos estratégicos, com o objetivo de aumentar a capacidade de resposta das forças de segurança e contribuir para a redução da criminalidade no Espírito Santo. foto: Governo ES
Efigênia Brasilino – “Afinal, o que é a Saída Fiscal e por que o Paraguai virou destino estratégico?”
O tema do momento é a reforma tributária — e prepare-se, porque vamos falar muito disso por aqui. Mas, nos bastidores, a pergunta que realmente não quer calar é outra: ainda vale a pena ficar no Brasil? Com a inflação em 4,05%, segundo o Boletim Focus, a taxa Selic na casa dos 15% e a discussão sobre a tributação de dividendos, o imaginário de quem tem patrimônio começa a voar mais longe. Afinal, sair do Brasil para pagar menos imposto é uma decisão estratégica ou uma armadilha bem disfarçada? Além de tratar das regras de saída fiscal da pessoa física, vou apresentar uma alternativa frequentemente debatida entre empresários: a estruturação fiscal da pessoa jurídica no Paraguai. É com essa provocação que inauguro nossos artigos semanais da Estratégia Tributária. Vamos direto ao ponto. Onde você mora e paga imposto (para o Leão) No Brasil, a residência fiscal não é definida apenas pela presença física, mas por um marco jurídico rigoroso. Compreender essa distinção é fundamental para evitar que um brasileiro, mesmo morando no exterior, continue sob o radar do fisco nacional. O residente fiscal brasileiro é tributado sobre a renda mundial, ou seja, tanto sobre os rendimentos auferidos no Brasil quanto no exterior. A legislação prevê dois cenários distintos de saída do país: 1. Saída em caráter permanente A condição de não residente nasce na data da saída física, desde que formalizada por meio da Comunicação de Saída Definitiva do País (CSDP). O efeito é imediato: encerra-se a tributação sobre a renda mundial, e o Brasil passa a tributar apenas os rendimentos produzidos em território nacional. Nessa hipótese, os valores recebidos no Brasil sofrem retenção do Imposto de Renda na Fonte (IRRF) antes do envio ao exterior. Trata-se de uma tributação definitiva, sem possibilidade de restituição. 2. Saída em caráter temporário Quando não há declaração inicial de intenção definitiva, a lei presume a manutenção da residência fiscal no Brasil por até 12 meses consecutivos fora do país. A condição de não residente somente se consolida a partir do 13º mês. O ponto de atenção é claro: estar fisicamente fora do Brasil não significa estar fora do sistema tributário. Sem a formalização adequada, o vínculo jurídico permanece, e o custo dessa omissão pode ser a tributação da renda brasileira e estrangeira à alíquota de até 27,5%. Prazos e obrigações relacionados à saída fiscal Independentemente da forma de saída, a legislação exige dois atos formais essenciais para garantir regularidade e segurança jurídica: 1. Comunicação de Saída Definitiva (CSDP): deve ser entregue até o último dia de fevereiro do ano seguinte ao da saída. É o aviso oficial ao fisco sobre a mudança de status fiscal. 2. Declaração de Saída Definitiva (DSDP): deve ser apresentada até o último dia de abril. Trata-se do balanço final como residente fiscal, consolidando rendimentos e patrimônio até a data da partida. O cumprimento desses marcos gera efeitos objetivos: cessação da tributação sobre rendimentos auferidos no exterior, tributação exclusiva na fonte dos rendimentos de origem brasileira e extinção da obrigação de entrega da declaração anual de ajuste como residente. O risco de “fingir” que saiu A ausência da CSDP e da DSDP mantém o contribuinte na condição de residente presumido. A Receita Federal atua com base na realidade econômica, e não apenas em documentos formais. A manutenção de imóveis disponíveis, contas bancárias ativas, gestão de empresas ou vínculos familiares relevantes no Brasil pode levar à desconsideração da suposta saída. O resultado prático é a exigência de imposto sobre a renda mundial, aplicação de multas elevadas — que podem chegar a 20% por não entrega da declaração e até 150% por não pagamento do imposto — além de uma insegurança patrimonial prolongada. O risco não está na legislação estrangeira, mas na forma como a desvinculação fiscal foi conduzida ou negligenciada no Brasil. Por que todo mundo fala do Paraguai? É fundamental destacar que somente após o correto encerramento da residência fiscal brasileira faz sentido analisar alternativas em outras jurisdições. Nesse contexto, o Paraguai se destaca por razões objetivas. A Lei nº 6.380/2019 consolidou no país o regime de tributação territorial da renda. Diferentemente do Brasil, o Paraguai tributa apenas rendimentos de fonte local. Ganhos produzidos fora do território paraguaio não integram automaticamente a base tributável, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. O sistema é direto, previsível e com baixa margem para interpretações expansivas por parte do fisco. A tributação da renda é simples e eficiente. O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) incide sobre rendas locais à alíquota única de 10%, sem tabelas progressivas complexas. Para as pessoas jurídicas, a lógica é a mesma: tributação geral também de 10%. Esse desenho privilegia a previsibilidade e reduz significativamente o custo de conformidade. Para usufruir desses benefícios, é essencial compreender o processo de obtenção da residência paraguaia, regido pela Lei nº 6.984/2022. Inicialmente, é emitido o carnet de residente temporário, cujo processo leva entre 90 e 120 dias úteis. Somente após 21 meses de vigência dessa residência temporária é possível solicitar a residência permanente. No campo empresarial, além da alíquota reduzida, o Paraguai oferece um ambiente corporativo atrativo: menor burocracia para abertura e manutenção de empresas e encargos trabalhistas significativamente inferiores aos brasileiros. Isso cria um ecossistema de alta competitividade e baixo custo operacional. Para o empresário que busca uma base para atuação no mercado global, o Paraguai pode funcionar como um hub logístico e financeiro eficiente, permitindo maior acumulação de capital para reinvestimento no próprio negócio. Contudo, a estratégia precisa ser bem avaliada. Se a empresa paraguaia vender produtos ou serviços para o Brasil, a operação será caracterizada como exportação, sujeita à tributação na importação brasileira e, possivelmente, às regras de preços de transferência. Assim, a economia obtida na origem deve ser confrontada com os custos tributários e burocráticos na entrada no mercado brasileiro. Essa dinâmica reforça que a internacionalização exige cálculo técnico e análise de viabilidade. O benefício real surge quando a operação é desenhada para aproveitar a territorialidade paraguaia sem ignorar as barreiras fiscais brasileiras. Avaliar o
Comércio e serviços puxam retomada de crescimento do emprego formal no Espírito Santo
Setores criaram mais de 2,3 mil vagas com carteira assinada em novembro, impulsionados pela Black Friday. Número reflete o saldo entre admissões e demissões no mês O ritmo intenso das promoções e o aumento do consumo típicos da Black Friday voltaram a aquecer o mercado de trabalho capixaba no penúltimo mês do ano. Em novembro, o Espírito Santo registrou a criação de 1.009 empregos formais com carteira assinada, indicador do saldo entre admissões e demissões. O resultado reverteu o dado negativo observado em outubro (-183) e indica a retomada do crescimento do emprego no estado, puxada principalmente pelos setores de comércio e serviços. O comércio gerou 1.579 empregos formais em novembro, enquanto os serviços contribuíram com a criação de 732 novas vagas. Juntos, responderam por 2.311 postos de trabalho no mês, o que mostra o papel central dos setores na sustentação do dinamismo do mercado de trabalho capixaba. Apesar disso, três grandes setores da economia apresentaram mais desligamentos do que contratações. A indústria teve o pior resultado, com o encerramento de 800 postos de trabalho, seguida pela construção civil, que fechou 489 vagas, e pela agropecuária, com saldo negativo de 13 empregos. As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “A Black Friday funciona como um gatilho importante para a retomada das contratações no fim do ano. O aumento do fluxo de consumidores exige reforço nos quadros das empresas, especialmente no comércio e nos serviços ligados à logística e ao atendimento”, avaliou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES. Na comparação interanual, o resultado capixaba também foi expressivo. Em novembro de 2024, o Espírito Santo havia criado apenas 155 vagas formais. Em 2025, o saldo do mês foi 854 empregos a mais. No acumulado de janeiro a novembro, o estado contabilizou a criação de 23.683 empregos formais, mantendo trajetória positiva ao longo do ano. Com o desempenho, o Espírito Santo passou a contabilizar 933.062 vínculos formais de trabalho, o que representa um crescimento de 1,8% em relação ao mesmo mês de 2024. No período, os maiores avanços proporcionais foram registrados no comércio, com expansão de 2,5%, e nos serviços, com crescimento de 2,2%. Em termos absolutos, o setor de serviços liderou a criação de vagas entre novembro de 2024 e o mesmo mês de 2025, com 9.397 novos postos de trabalho. O comércio aparece na sequência, com 5.874 empregos criados no mesmo intervalo. Em novembro, das 1.579 vagas geradas pelo comércio, 1.444 foram concentradas no segmento varejista, o que representa mais de 90% do total. “O comportamento do comércio em novembro reflete uma sazonalidade típica do último trimestre do ano, quando as empresas ampliam suas equipes para atender ao aumento das vendas provocado pelas promoções e pelas festas de fim de ano”, explicou Spalenza. O setor de serviços também apresentou desempenho consistente em novembro, com a criação de 732 empregos formais. O principal destaque foi o segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, responsável por 391 novas vagas. Outro fator relevante foi o avanço das atividades ligadas à logística e ao transporte. O segmento de transporte, armazenagem e correio registrou a criação de 318 postos de trabalho. Regionalmente, a geração de empregos em novembro concentrou-se na Região Metropolitana da Grande Vitória. Vila Velha liderou o saldo positivo, com 402 postos de trabalho, seguida por Guarapari, com 365 vagas, Vitória, com 193, Viana, com 135, e Cariacica, com 113 empregos. Juntos, os municípios da Grande Vitória responderam pela criação de 1.252 postos no mês. No interior do estado, os principais destaques foram Cachoeiro de Itapemirim, com 177 empregos gerados, Anchieta, com 85, Venda Nova do Imigrante, com 64, e Pinheiros, com 60 vagas. A pesquisa completa pode ser acessada no site www.portaldocomercio-es.com.br. Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).