A performance de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de opinião, depois de ungido candidato oficial do bolsonarismo, surpreendeu e consolidou a saída de Tarcísio de Freitas da disputa presidencial. O governador de São Paulo é o preferido do establishment empresarial, na medida em que sua candidatura ainda parecia ser a única capaz de unificar o campo oposicionista já no primeiro turno. Com a presença certa de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial para puxar o bonde do 22 nas campanhas para deputado e senador Brasil afora, será inevitável a construção de um outro projeto eleitoral para a oposição. Não será uma obra simples. O favoritismo de Lula e a estreiteza do bolsonarismo empurrarão as forças políticas do centro e da direita democrática para essa tarefa. Não é a primeira vez que isso acontece. Candidaturas vitoriosas de outsiders, como Jânio Quadros, Fernando Collor de Mello e Jair Bolsonaro, bem como as tentativas de Silvio Santos e Luciano Huck, foram fruto de articulações em circunstâncias muito semelhantes. A grande diferença é o cardápio de lideranças emergentes existente hoje na vida política brasileira, a rejeição dos dois líderes dos polos populistas e a ação de caciques partidários experientes e habilidosos, como Gilberto Kassab. Não vejo muito espaço para outsiders, mas essa opção sempre existe. O estado de espírito do ambiente especulativo é de pessimismo, com reflexos no mercado financeiro. Os exercícios de cenários de segundo turno, dando como certas as presenças de Lula e Flávio, afastam do debate o tema mais importante: o terceiro candidato. Seja Ratinho Junior, Eduardo Leite ou um novo nome, o ponto central segue sendo a busca de convergência de líderes e partidos políticos na construção de um projeto de oposição ao Lula 4, longe do bolsonarismo. As primeiras declarações de Flávio Bolsonaro procuram desenhar um personagem moderado, próximo do centro e distante da pauta antissistema da extrema direita que marcou seu pai. Do lado do PT, o movimento é duplo e propositalmente ambíguo. De um lado, reforça o protagonismo da esquerda raiz, com Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos e Lindbergh Farias; de outro, busca papéis importantes para Geraldo Alckmin, Simone Tebet e Fernando Haddad, fiadores do posicionamento de frente ampla vitorioso em 2022 e abandonado no governo. Os dois lados procuram atrair o centro, e o espaço da rejeição a ambos os populismos segue desocupado. Os palanques regionais vinham sendo montados até aqui relativamente desvinculados da disputa presidencial. A liderança e o favoritismo do Lula 4, depois do tarifaço e da ação aloprada do bolsonarismo junto a Trump, encorajaram a formação de projetos eleitorais próprios do PT em estados onde essa opção não era considerada, como no Espírito Santo. Aqui, esse fenômeno pode se repetir, estimulado pela candidatura de Flávio Bolsonaro, que pode ancorar projetos majoritários próprios do PL 22 no estado ou forçar uma presença maior no projeto do prefeito Lorenzo Pazolini, do Republicanos. A velocidade de circulação da informação, factual ou especulativa, multiplicada milhões de vezes pela tecnologia e pela imaginação fantasiosa dos seres humanos, molda a guerra de narrativas e versões que fazem a luta pelo poder. A formação da opinião pública e a força eleitoral dos diferentes projetos e líderes estão em disputa permanente no ambiente digital, e o resultado futuro é trazido a valor presente a cada instante, formando a expectativa dominante. No mercado futuro do poder, só não há acordo possível entre comprados e vendidos. O centro democrático terá um projeto eleitoral para presidente da República nas eleições de 2026, formado pelas forças moderadas representadas apenas marginalmente no Lula 4 e em Flávio Bolsonaro. No Espírito Santo, três palanques já estão de pé: os incumbentes Ricardo Ferraço, governador, e Casagrande, senador; Lorenzo Pazolini, governador e principal desafiante; Helder Salomão, governador, e Fabiano Contarato, senador, pelo PT com o Lula 4; Arnaldinho Borgo, governador, e Luiz Paulo Vellozo Lucas, senador, no PSDB sob nova direção. A posição do PL 22, de Magno Malta, fortalecida pela candidatura de Flávio Bolsonaro, ainda não se definiu. A eleição para deputado federal, a começar pela formação das chapas, é a competição mais acirrada. Mudanças de partido são esperadas na janela que se abre em 5 de janeiro, e a cotação dos principais candidatos sobe também. Os mais bem posicionados têm a primazia de escolher o partido político. Nem todas as legendas conseguirão montar chapas com expectativa de vitória. A eleição é o momento mágico da democracia. Tudo pode mudar. *Luiz Paulo Vellozo Lucas é engenheiro de produção e professor universitário. Mestrado em desenvolvimento sustentável. Foi prefeito de Vitória-ES e deputado federal pelo PSDB-ES. Membro da ABQ — Academia Brasileira da Qualidade. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
João Gualberto – “A hora dos predadores”
Em seu novo livro publicado em 2025, título do presente artigo, Giuliano Da Empoli dá continuidade à análise iniciada em outra obra sua de enorme sucesso mundial, Os Engenheiros do Caos. Neste trabalho mais recente, ele expande a sua reflexão sobre o novo cenário político global e explora a convergência inquietante entre tecnologia, guerra e poder. Como bem registra o livro em sua contracapa, as democracias ocidentais foram seduzidas pelo que ele chama de oligarquias tecnológicas e autocratas carismáticos, que, de fato, as conduzem através do imenso poder das redes sociais. Ele vê tudo isso como uma enorme ameaça ao ambiente democrático e plural, com a construção de uma nova camada de oligarcas mundiais que detêm o controle da comunicação digital e que hoje tendem a governar o mundo. Um grupo extremamente reduzido para governar um universo de produção de riquezas e poder cada vez mais amplo. Em uma narrativa clara e bem construída – o livro é muito bem escrito, aproxima-se de um ensaio de corte histórico e filosófico – Da Empoli expõe como o uso da inteligência artificial, associada a ciberataques, manipulação de dados e guerra de narrativas está redesenhando os campos de batalha do século XXI. A força volta a prevalecer sobre o diálogo e a diplomacia. Para ele, o atual momento, a hora dos predadores, é, no fundo, um retorno à normalidade. Anomalia teria sido o breve período em que se acreditou no ocidente, em ser possível domar a busca sangrenta pelo poder por meio de um sistema de regras. Para o autor, todo o campo diplomático construído no século XXI, em especial depois da segunda grande guerra mundial, está perdendo espaço para personagens autoritários como Donald Trump, Nayib Bukele ou mesmo Jair Bolsonaro. Mais do que isso, esses personagens, em suas trajetórias tirânicas, estão usando sem qualquer princípio ético ou compromisso com a verdade as redes socais, agora potencializadas pela nova versão da Inteligência Artificial. O que dá densidade a tudo isso é o fato de o novo presidente dos EUA ter assumido um cortejo heterogêneo de autocratas sem escrúpulos, conquistadores de tecnologia, reacionários e conspiradores sempre ávidos por confrontos. O objetivo que me parece mais importante em A Hora dos Predadores é o de mostrar que existe uma nova elite dirigente mundial dividida em dois segmentos importantes: os tiranos políticos e os gestores das grandes corporações mundiais como a Meta, dona do Whatsapp, do Intagram e do Facebook. Os dados que o autor apresenta nos convencem facilmente de que isso é verdade. O que Da Empoli nos mostra é que, enquanto as competições políticas ocorriam no mundo real, nas praças públicas e nos meios de comunicação tradicionais, os costumes e as regras de cada país determinavam seus limites. Quando o debate público se transferiu para o ambiente digital, transformou-se numa espécie vale-tudo onde as únicas regras são as das plataformas utilizadas. Para ele, o destino das democracias ocidentais será cada vez mais decidido em uma espécie de Somália digital, uma escala planetária submetida às leis dos senhores das guerras digitais e de suas grandes milícias. Trazendo essas reflexões para o que assistimos no Brasil a partir das eleições de 2018, percebemos que, de fato, a política migrou para as redes sociais. Nesse ambiente é que se formaram as opiniões e ideologias, o apoio às diferentes propostas de poder, sempre em clima de enfrentamento e guerra cultural. Mesmo que essa guerra venha a nos cansar definitivamente, os donos das máquinas lutarão até o fim pela manutenção do poder. O enfrentamento recente do governo Trump com o STF brasileiro contém os elementos dessa disputa. Os novos oligarcas digitais não querem ter disciplinas nacionais, querem antes estar acima das leis de cada país, querem ditar as novas regras do jogo e querem, sobretudo, lucrar muito. Não por acaso estavam todos presentes na posse desse novo senhor do mundo e apoiam-se mutuamente de forma clara e transparente. Elon Musk chegou mesmo a ocupar um lugar claro de poder na estrutura estadunidense de governo. Dentro ou fora do governo o seu poder é imenso, e representa apenas uma amostra do que está acontecendo no mundo atualmente. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Vintage Culture leva potência da música eletrônica ao Verão P12 Guarapari 2026
Uma das noites mais aguardadas do verão capixaba já tem data marcada. No dia 29 de dezembro, o DJ e produtor Vintage Culture, um dos maiores nomes da música eletrônica mundial, retorna a Guarapari para comandar mais uma edição do Verão P12. A apresentação promete casa cheia, repetindo o sucesso dos últimos anos, com uma experiência sonora e visual de padrão internacional. Ícone absoluto da cena eletrônica, o artista vive um dos momentos mais celebrados da carreira em 2025 e chega ao Espírito Santo com um set especialmente preparado para a temporada de verão. Reconhecido globalmente, Vintage Culture segue como referência do gênero, unindo técnica, sensibilidade musical e uma conexão intensa com o público. Entre as conquistas recentes, o DJ figura, ao lado de Alok e Mochakk, entre os indicados ao prêmio de DJ do Ano no Prêmio Multishow 2025. No mesmo período, realizou apresentações de destaque em festivais de grande porte, como Awakenings e Só Track Boa Festival, além de lançar novos mixes e faixas que ganharam projeção nas plataformas digitais. Um dos destaques foi o set especial gravado para o One World Radio, da Tomorrowland, em julho de 2025. Com uma sonoridade marcada por atmosferas emocionais, vocais expressivos e uma construção musical sofisticada, Vintage Culture é conhecido por arrastar multidões ao redor do mundo. Seus lançamentos figuram entre os mais ouvidos da música eletrônica, e seus shows se destacam pela intensidade, transições precisas e energia capaz de transformar o público em uma experiência coletiva. No palco do P12 Guarapari, o artista deve apresentar uma seleção potente, reunindo grandes sucessos da carreira, remixes reconhecidos internacionalmente e faixas recentes que vêm embalando suas turnês pelo Brasil e pelo exterior. Serviço – Verão P12 Guarapari 2026 Atração: Vintage Culture Data: 29 de dezembro de 2025 (segunda-feira) Abertura dos portões: 20h30 Local: P12 Parador Internacional – Guarapari (ES) Endereço: Rodovia do Sol, Km 26 – Praia de Porto Grande – Guarapari/ES Classificação: 16 anos (De 14 a 16 anos, somente acompanhados pelos pais ou responsável legal) Ingressos e setores: conferir lote vigente no site oficial Área VIP Meia-entrada | Lote 2 – R$ 180,00 (+ taxa R$ 21,60) Ingresso Social (1 kg de alimento) | Lote 2 – R$ 190,00 (+ taxa R$ 22,80) Inteira | Lote 2 – R$ 360,00 (+ taxa R$ 43,20) Front VIP A partir de R$ 230,00 (+ taxas) Valores sujeitos a alteração conforme lote disponível. Vendas: Brasil Ticket Pontos físicos: Country Ville – Cariacica Av. Expedito Garcia, nº 197 – Campo Grande – Cariacica/ES Bilheteria do local: nos dias de abertura Mais informações: @p12guarapari
Multiplace Mais celebra 26 anos com Filipe Ret e TZ da Coronel em noite dedicada ao rap
O Multiplace Mais, em Guarapari, comemora 26 anos de história no próximo dia 29 de dezembro com uma noite especial que marca oficialmente a abertura do verão capixaba. A programação reúne dois grandes nomes do rap nacional: Filipe Ret, com a turnê “Nume”, e TZ da Coronel, um dos principais fenômenos da nova geração do gênero no Brasil. A data une a celebração do aniversário da casa ao retorno de Filipe Ret ao palco do Mais, em um show especial baseado nos discos Nume e Nume Epílogo. A apresentação integra a programação do Verão 2026 e reforça a trajetória de inovação e diversidade musical que consolidou o Multiplace Mais como uma das principais referências do entretenimento no Espírito Santo. Inaugurado em 1999, o Multiplace Mais se tornou um espaço reconhecido nacionalmente por reunir diferentes estilos musicais, públicos e experiências em um único complexo. Ao longo dos anos, a casa construiu uma identidade marcada pela pluralidade, recebendo festas eletrônicas, shows de samba, pop, rock e rap, e se transformando em um verdadeiro festival multicultural durante o verão. “Famílias que começaram essa história no Mais, hoje vêm com os filhos — e esse é o nosso maior orgulho”, afirma Bruno Lawall, do Multiplace Mais. Com mais de 8,5 bilhões de reproduções nas plataformas digitais, Filipe Ret retorna ao Espírito Santo após temporadas de grande público na casa. A turnê “Nume” representa uma fase de maturidade artística do rapper, combinando lirismo, intensidade sonora e uma proposta visual imersiva, ampliando a conexão com o público. Dividindo o palco na mesma noite, TZ da Coronel promete elevar ainda mais a energia da comemoração. O artista acumula milhões de seguidores, hits virais e números expressivos nas plataformas digitais, consolidando-se como um dos principais nomes do rap nacional na atualidade. Com estética marcante e forte presença de palco, TZ leva a Guarapari um show de alto impacto, promovendo um encontro entre diferentes gerações do rap brasileiro. Serviço Aniversário do Multiplace Mais – Filipe Ret (Turnê Nume) e TZ da Coronel Data: 29 de dezembro (segunda-feira) Local: Multiplace Mais Endereço: Rua Gilda Leal, nº 110 – Meaípe, Guarapari (ES) Abertura da casa: 22h Vendas: Brasil Ticket Sem cobrança de taxa de serviço Pontos físicos de venda: Hotel Meaípe – Guarapari (ao lado do Multiplace Mais) Rua Izaltino Alves, nº 74 – Meaípe De segunda a domingo, das 8h às 19h Country Ville – Cariacica Av. Expedito Garcia, nº 195 – Campo Grande Segunda a sexta, das 9h às 18h Sábado, das 9h às 16h Domingo, fechado Danni Marchese Semi Jóias – Guarapari Rua Getúlio Vargas, nº 334 – Centro Segunda a sábado, das 9h às 19h Domingo, fechado Informações: www.multiplacemais.com.br WhatsApp: (27) 99745-3003 Sobre o Multiplace Mais Com mais de 8 mil metros quadrados de terreno e cerca de 7 mil metros quadrados de área construída, o Multiplace Mais é um dos principais ícones do entretenimento noturno no Brasil. Localizado em frente à Praia de Meaípe, em Guarapari, o espaço se destaca pela arquitetura, serviços e programação artística, especialmente durante a temporada de verão. Considerado o primeiro complexo de entretenimento noturno do Espírito Santo e do país, o Mais reúne diversos ambientes integrados, como boate, pizzaria, hamburgueria, sushi bar, camarotes, bares e uma ampla praça de shows, com áreas cobertas e ao ar livre. A estrutura foi planejada para garantir conforto, acessibilidade e livre circulação, incluindo elevadores e banheiros adaptados para pessoas com deficiência. Com capacidade para mais de seis mil pessoas, o Multiplace Mais já recebeu milhares de atrações nacionais e internacionais ao longo de sua trajetória. Esse histórico rendeu à casa o Prêmio Nacional de Qualidade em Turismo, concedido pela FENACTUR, como melhor Complexo de Entretenimento Noturno do Brasil. Desde 1999, o espaço integra a memória afetiva de capixabas e turistas e segue como referência no verão do Espírito Santo.
Impostos chegam a superar 77% do valor de presentes de Natal
Perfumes e maquiagens importados lideram ranking de tributação, com mais de 70% do preço final destinado aos cofres públicos Com a chegada do Natal — principal data do calendário para o varejo brasileiro — os consumidores encontram um peso extra no orçamento: a elevada carga tributária embutida nos preços dos presentes. Levantamento elaborado pelo advogado tributarista Samir Nemer, com base em dados do Impostômetro, revela que, em alguns casos, os impostos representam mais de 77% do valor pago pelo consumidor. Os perfumes importados lideram o ranking, com 77,43% do preço final correspondendo a tributos. Em seguida aparecem as maquiagens importadas, com carga de 71,43%, e os perfumes nacionais, que têm 66,18% do valor destinado aos cofres públicos. Também figuram entre os produtos mais tributados itens tecnológicos e de vestuário importados, como tênis (65,71%), iPads (63,18%) e smartphones (62,46%). “Em períodos como o Natal, o consumidor costuma observar apenas o preço final, sem perceber que uma parcela significativa desse valor corresponde a impostos acumulados ao longo da cadeia produtiva e comercial, especialmente no caso dos produtos importados”, explica Samir Nemer, sócio do escritório FurtadoNemer Advogados e mestre em Direito Tributário. Segundo o advogado, a diferença de tributação entre produtos nacionais e importados é expressiva e pode influenciar diretamente a decisão de compra. “Enquanto um perfume importado carrega mais de 77% de tributos, produtos similares fabricados no Brasil, apesar de também serem bastante onerados, tendem a ter carga menor. Optar pelo produto nacional pode representar uma economia relevante para as famílias”, afirma. Mesmo diante da alta tributação, a expectativa é de um Natal aquecido em todo o país. Pesquisa de Intenção de Compras para o Natal 2025, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil, estima que a data deve movimentar cerca de R$ 84,9 bilhões na economia brasileira. De acordo com o levantamento, 76% dos consumidores pretendem comprar ao menos um presente, com tíquete médio estimado em R$ 174 e média de quatro itens por consumidor. No Espírito Santo, o cenário também é positivo. Dados do Connect Fecomércio-ES, com base em informações da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do IBGE, apontam que o Natal deve gerar R$ 1,57 bilhão em vendas no comércio capixaba apenas na semana da data, crescimento de 3,4% em relação a 2024. Ao longo de todo o mês de dezembro, a expectativa é de que o volume de vendas alcance R$ 9,4 bilhões no estado. Os segmentos de hipermercados, supermercados, vestuário e calçados devem concentrar cerca de 75% da movimentação econômica prevista — justamente categorias que também apresentam elevada carga tributária. No caso das roupas, os impostos chegam a 34,58%. Calçados nacionais têm tributação de 36,02%, enquanto brinquedos, como carrinhos e bonecas, alcançam 39,52%. Para Samir Nemer, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro. “Mesmo em um ambiente de maior aquecimento da economia, o peso dos impostos é significativo. Conhecer a carga tributária ajuda o consumidor a comparar preços, avaliar alternativas e fazer escolhas mais conscientes, especialmente em um período de maior volume de gastos”, analisa. O advogado também destaca a relevância da transparência tributária. “Quando o consumidor entende quanto está pagando em impostos, ele exerce melhor sua cidadania fiscal e passa a cobrar do Estado a contrapartida em serviços públicos essenciais. A educação tributária é fundamental para amadurecer esse debate no país”, conclui. Ranking dos principais presentes e carga tributária: Perfume importado: 77,43% Maquiagem importada: 71,43% Perfume nacional: 66,18% Tênis importado: 65,71% Vinho importado: 64,57% iPad importado: 63,18% Smartphone importado: 62,46% Maquiagem nacional: 53,17% Cosméticos: 52,69% PlayStation: 51,46% iPad nacional: 47,90% Relógio: 47,41% Vinho nacional: 45,56% Óculos de sol: 43,91% Bijuterias: 42,43% Brinquedos (carrinho, boneca e similares): 39,52% Chocolate: 38,25% Sapato: 36,26% Tênis nacional: 36,02% Bermuda e camisa: 34,58% Chinelo: 31,09% Fonte: Levantamento do advogado Samir Nemer com base no Impostômetro. Dados de intenção de compra: Connect Fecomércio-ES e CNDL.
Instituto Tecnológico Vale abre seleção para mais de 190 bolsas de pesquisa
Edital contempla oportunidades para mestrado, doutorado, pós-doutorado e treinamento técnico; inscrições seguem até 5 de janeiro O Instituto Tecnológico Vale – Desenvolvimento Sustentável (ITV DS) está com inscrições abertas para a seleção de novos bolsistas de pesquisa de todo o Brasil. Ao todo, o edital oferta 194 bolsas destinadas às modalidades de Mestrado, Doutorado, Pós-Doutorado e Treinamento Técnico. As atividades poderão ser desenvolvidas de forma presencial na sede do ITV DS, em Belém (PA), ou nos formatos híbrido e remoto, conforme as demandas das linhas de pesquisa. As oportunidades estão distribuídas nas áreas de Biodiversidade e Soluções Ambientais, Genômica Ambiental, Inteligência Ambiental e Territórios e Recursos Naturais. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, até o dia 5 de janeiro de 2026, por meio do portal da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). O edital completo está disponível no site do Instituto Tecnológico Vale e no portal da Fadesp. O resultado final da seleção será divulgado em 30 de janeiro, e o início da vigência das bolsas está previsto para 1º de março. As bolsas são voltadas à participação em projetos que integram a agenda científica do ITV DS, com foco em inovação e sustentabilidade. Segundo o diretor científico do instituto, Guilherme Oliveira, a iniciativa busca atrair talentos para fortalecer estudos aplicados capazes de gerar soluções socioambientais de impacto. Ele destaca que os projetos desenvolvidos pelo instituto abrangem diferentes campos científicos, refletindo a complexidade dos desafios ambientais e tecnológicos atuais. As linhas de pesquisa envolvem temas como monitoramento da saúde do solo, restauração florestal, bioeconomia, sistemas agroflorestais e inteligência ambiental, entre outros. Para atender a essa diversidade, o edital contempla candidatos com formação em áreas como Agronomia, Ciência da Computação, Ciência de Dados, Ciências Ambientais, Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal, Geologia, Geografia, Geoquímica, Meteorologia e Oceanografia, além de áreas correlatas. De acordo com a gerente de Projetos de P&D e Relações Institucionais do ITV, Josiane Martins, os bolsistas terão a oportunidade de atuar em pesquisas que dialogam diretamente com temas estratégicos da sustentabilidade, como mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e desenvolvimento de soluções para territórios amazônicos. Os valores das bolsas variam entre R$ 3.300 e R$ 9.320 mensais, conforme a modalidade e o nível de experiência do candidato. Não há cobrança de taxa de inscrição, e os interessados devem atender aos requisitos obrigatórios e desejáveis previstos no edital. Com sede em Belém, o Instituto Tecnológico Vale – Desenvolvimento Sustentável acumula 15 anos de atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Nesse período, cerca de R$ 700 milhões foram investidos em PD&I, resultando em mais de 1,2 mil publicações científicas e no desenvolvimento de 172 projetos de pesquisa. Atualmente, o instituto mantém 27 parcerias com instituições nacionais e internacionais e conta com 11 laboratórios em operação, equipados com tecnologias de ponta nas áreas de genômica e sociobiodiversidade. Serviço Instituto Tecnológico Vale abre inscrições para bolsas de pesquisa Período de inscrição: até 5 de janeiro de 2026 Resultado final: 30 de janeiro de 2026 Início das bolsas: 1º de março de 2026 Inscrições: portal da Fadesp (https://portalfadesp.org.br) Edital completo: site do Instituto Tecnológico Vale (www.itv.org)
Atleta do Iate Clube é eleita Melhor da Vela no Espírito Santo
Aos 16 anos, Lívia Tavares Martini Quintas passa a integrar a lista dos 40 melhores atletas capixabas de 2025 O Iate Clube do Espírito Santo (ICES) reafirma sua tradição na formação de talentos do esporte náutico com o reconhecimento da jovem velejadora Lívia Tavares Martini Quintas. Aos 16 anos, a atleta foi eleita Melhor Atleta Capixaba de Vela 2025 e passou a integrar a lista dos 40 melhores atletas do Espírito Santo no ano. Iniciada na vela aos 7 anos de idade, no próprio ICES, Lívia construiu uma trajetória marcada por dedicação, disciplina e vínculo com o esporte. O reconhecimento veio durante a cerimônia do Prêmio Melhores do Esporte Capixaba 2025, realizada nesta quinta-feira (18) e promovida pelo Governo do Estado, que homenageou atletas de diferentes modalidades. A premiação foi entregue pelo governador Renato Casagrande ao pai da atleta, Péricles Martini Quintas, já que Lívia está no Rio de Janeiro, onde cumpre uma intensa rotina de treinamentos. Atualmente, após se destacar na classe Optimist, a velejadora compete na classe ILCA (Laser), uma das mais técnicas e respeitadas do cenário olímpico. Nos próximos meses, Lívia se prepara para disputar o Campeonato Brasileiro de Laser, a Copa da Juventude e o Campeonato Sul-Americano, entre janeiro e março, com foco nas classes ILCA 4 e ILCA 6 — esta última considerada a porta de entrada para o ciclo olímpico feminino. Para o comodoro do Iate Clube do Espírito Santo, Fabiano Pereira, a trajetória da atleta reflete a missão do clube. “A Lívia representa tudo aquilo em que o Iate Clube acredita: formação desde a base, disciplina, paixão pelo esporte e apoio contínuo aos nossos atletas. Ver uma jovem que começou aqui, ainda criança, alcançar esse reconhecimento estadual reforça nossa missão como formadores de talentos que levam o nome do Espírito Santo para o Brasil e para o mundo”, afirma. A conquista também destaca o apoio familiar ao longo da carreira da atleta. Para a mãe, Elizabeth Tavares Ferreira, o reconhecimento é resultado de um trabalho coletivo. “Essa vitória é fruto de muito trabalho, do apoio dos técnicos e, acima de tudo, do amor da Lívia pela vela. Seguimos com humildade e vontade de aprender sempre”, diz. A própria atleta resume o momento com simplicidade: “Mamãe, eu não sou isso tudo que você pensa.” O resultado reforça o papel do Iate Clube do Espírito Santo na formação de atletas e no fortalecimento da vela capixaba.
Geovani manda recado ao Vasco e diz que está na torcida pelo título da Copa do Brasil
Ídolo do Vasco da Gama, da Seleção Brasileira e um dos maiores nomes da história do futebol capixaba, Geovani Silva usou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para enviar uma mensagem de apoio ao clube cruzmaltino na reta final da Copa do Brasil. O ex-jogador publicou um vídeo no Instagram demonstrando confiança na equipe antes do segundo jogo da final contra o Corinthians, no Maracanã. Capixaba, revelado pelo futebol do Espírito Santo e eternizado na história do Vasco, Geovani relembrou um momento marcante de sua vida recente ao aparecer vestindo uma camisa recebida dos jogadores durante o período em que enfrentou um grave problema de saúde. “Estou com a camisa que eu ganhei dos jogadores quando eu tive aqueles problemas de saúde, mas agora eu estou aqui para agradecer a camisa, agradecer e torcer muito para que o Vasco consiga nessa Copa do Brasil ser campeão”, afirmou. Na sequência, o ídolo cruzmaltino reforçou sua ligação com o clube e o sentimento de torcida para a decisão. “Eu não tenho dúvida que eu vou estar torcendo, vibrando e frente para frente, Vasco!”, declarou. A manifestação de Geovani repercutiu entre torcedores e admiradores, que reconhecem sua trajetória vitoriosa, marcada por títulos, convocações para a Seleção Brasileira e uma relação histórica com o Vasco da Gama. Mesmo fora dos gramados, o ex-meia segue como uma das vozes mais respeitadas do futebol brasileiro e um dos maiores símbolos do esporte capixaba.
Guilherme Henrique Pereira – “Sua majestade a energia”
Desde a primeira revolução industrial (século 18) o consumo de energia elétrica experimentou uma expansão fantástica tornando-se, sem dúvidas, um dos bens mais importantes para o mundo da produção e para a sobrevivência humana. O noticiário recente, ao apresentar depoimentos das pessoas que foram afetadas pela falta de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo, apenas por poucos dias, evidenciou com eloquência o impacto econômico e emocional que foi provocado. Mobilizou governador, prefeitos e Governo Federal clamando por solução rápida e com certa garantia por estabilidade para que desastre não ocorra mais, pelo menos como aconteceu nos últimos anos. O crescimento da demanda, ao longo dos dois últimos séculos até a essencialidade atual deste “insumo”, exigiu o desenvolvimento de uma indústria extremamente complexa e portadoras de muitas incertezas que exigiram, e ainda exigem, desenvolvimento tecnológico, bem como a evolução de nova especialidade nas instâncias públicas, que é capacidade para regulação. No Brasil, desde o Código de Águas de 1934 (Getúlio Vargas), regulando inclusive a concessão para geração de energia, passando pelos investimentos em grandes usinas hidroelétricas (nas décadas de 1960 a 1980, principalmente), o processo de privatização, desverticalização, abertura de mercado e implantação das estruturas de regulação que se tornaram mais necessárias são marcos importantes da evolução da economia da energia. Inicialmente o segmento era composto por empresas públicas que, grosso modo, eram além de monopólios naturais regionais verticalizados, que operavam em toda a cadeia da produção até a distribuição, da qual predomina até hoje a geração hidroelétrica. As reformas introduzidas no setor estabeleceram segmentação de funções e muitos novos atores: geradoras, transmissão de longa distância, distribuição, ANEEL (agência reguladora), ONS (Operador Nacional do Sistema), CCEE (Câmara de comercialização de energia) que opera a nova possibilidade introduzida de livre contratação de energia para consumidores de maior porte. Sem dúvida, foi modernizada a organização industrial do setor com vista a maior concorrência, bem como expectativas de dinamizar os investimentos requeridos para novos e crescentes padrões de consumo. De outro lado, na sociedade iniciava uma nova revolução tecnológica com base nas tecnologias de comunicação (TIC) com profundas transformações em todas as dimensões da produção e da vida humana. O uso intenso dos computadores, com todas as suas demandas de suporte e de segurança cibernética, amplificou ainda mais a demanda por energia elétrica, além de consagrar sua essencialidade para a vida contemporânea. Em paralelo, as ameaças climáticas exigiam novas fontes de geração de energia mais limpa, promovendo avanços significativos na tecnologia de geração trazendo novas alternativas: solar, eólica, biomassa, etc. Semana passada a consultoria Inventta divulgou o seu estudo Panorama do Setor Elétrico – Macromovimentos e Tendências mostrando que o setor está vivenciando, sobre muitos aspectos, “um período dos mais desafiadores de sua história”. As fontes alternativas de renováveis, que já representam 88% da matriz elétrica nacional, são bem-vindas, porém, sua expansão já com mais de 3 milhões de micro e mini usinas solares conectadas à rede, que somadas às unidades eólicas já representam 1/3 da matriz energética nacional. Ocorre que estas fontes são intermitentes, posto que dependentes do sol e do vento. Gerenciar esta característica nos sistemas de transmissão, de distribuição e a relação com a geração hidráulica, não é tarefa trivial. De fato, impõe enormes desafios para a regulação, bem como de avanços tecnológicos. Chamou atenção no estudo a informação sobre o peso espetacular das demandas de energia dos datacenters instalados e dos novos projetos na pauta. Um novo negócio que vem da revolução tecnológica das TIC, conforme já comentamos. Enfim, para nós consumidores fica claro que se não houver planejamento, público e privado sério nos próximos anos, investimentos, desenvolvimento de tecnologia, avanços em capacidade de regulação para lidar com estes principais agentes de transformação estaremos sob risco de crises frequentes de abastecimento. Vale resumir o que o estudo aponta como agentes de transformação: a geração distribuída (sua intermitência), o mercado livre (estímulo à concorrência, supostamente na expectativa de maior eficiência empresarial), os data centers e a digitalização da rede, não caminham sozinhos. Eles exigem reequilíbrio regulatório, modernização da infraestrutura e novas competências organizacionais. *Guilherme Henrique Pereira é doutor em Ciências Econômicas, autor do livro Economia, Governos e Suas Políticas e diretor executivo do Instituto Gestão e Desenvolvimento Sustentável – IGEDS ARANDU.
Bluzz leva modelo de cuidado integrado a Linhares e amplia presença no ES
A operadora de saúde Bluzz anuncia a expansão de suas operações no Espírito Santo com a chegada a Linhares, levando ao Norte do Estado o mesmo modelo de cuidado integrado que já caracteriza suas unidades na Grande Vitória, em Vitória e na Serra. A nova clínica adota o padrão de atendimento multiprofissional da operadora, reunindo tecnologia, acolhimento e acompanhamento contínuo. A proposta é oferecer uma experiência completa em saúde, com consultórios modernos, equipe qualificada e foco na prevenção, na resolutividade e na qualidade do cuidado prestado aos pacientes. De acordo com o CEO da Bluzz, Dr. Márcio Almeida, a implantação da unidade em Linhares representa um movimento estratégico dentro do plano de crescimento da operadora. “Nosso compromisso é oferecer um atendimento próximo, resolutivo e humano. Assim como nas unidades da Grande Vitória, Linhares contará com uma estrutura pensada para promover bem-estar e qualidade de vida, com foco na prevenção e no cuidado contínuo”, afirma. Inspiração nas Zonas Azuis O nome Bluzz tem origem no conceito das chamadas “Zonas Azuis”, regiões do mundo reconhecidas pelos altos índices de longevidade e baixa incidência de doenças crônicas. Locais como Okinawa, no Japão, e Sardenha, na Itália, compartilham hábitos associados a uma vida mais longa e saudável, como alimentação equilibrada, rotina ativa, fortes conexões sociais e acesso eficiente aos cuidados de saúde. Inspirada nesses territórios, a Bluzz aplica esse conceito à saúde suplementar por meio de um modelo de cuidado integrado, que prioriza a prevenção, o acompanhamento contínuo e a promoção do bem-estar. A operadora parte do entendimento de que viver mais não é suficiente: é preciso viver com qualidade. Nesse sentido, a Bluzz investe em um atendimento próximo e resolutivo, oferecendo suporte para que seus beneficiários adotem hábitos mais saudáveis e mantenham uma vida equilibrada. Assim como ocorre nas Zonas Azuis, onde a longevidade é resultado de escolhas diárias e de um ambiente favorável ao bem-estar, a operadora busca transformar a experiência em saúde, contribuindo para uma vida mais longa e plena.