IA e sistemas de monitoramento ampliam pressão por produtividade; especialistas alertam para abuso e perda de direitos A rápida expansão da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo vem modificando a forma como profissionais são contratados, avaliados e gerenciados. Embora amplie eficiência e produtividade, a automação também traz impactos que acendem um sinal de alerta: desvalorização profissional, aumento da sobrecarga e insegurança nas relações de trabalho. Atividades repetitivas e facilmente automatizáveis estão entre as primeiras a desaparecer — fenômeno que já atinge tradutores, atendentes e trabalhadores em início de carreira. O cenário, segundo especialistas, representa o maior desafio trabalhista desde a digitalização. “O avanço tecnológico pode mudar o exercício da profissão, mas não elimina direitos garantidos pela lei”, afirma o advogado Yghor Del Caro, sócio do Ferreira Borges. “Mesmo com automação, seguem obrigatórios o reconhecimento do vínculo, o pagamento justo e condições dignas de trabalho.” Demissões e reestruturação digital Nos Estados Unidos e na Europa, ondas de demissões associadas à adoção de sistemas de IA já motivam debates públicos e ações judiciais. No Brasil, o tema começa a ganhar força. Del Caro lembra que a substituição do trabalho humano por ferramentas digitais não isenta empresas de suas obrigações. Além disso, a redução de equipes pode levar ao acúmulo indevido de funções pelos trabalhadores remanescentes. “Quando a tecnologia vira justificativa para cortar equipes e transferir responsabilidades sem compensação, há violação à CLT. Isso pode resultar em indenizações”, destaca o advogado. Quando o algorítmico vira assédio O uso de softwares para controlar ritmo, metas e desempenho de funcionários está na origem do chamado assédio algorítmico — modalidade já reconhecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O termo descreve o monitoramento e a avaliação automáticos que impõem metas inalcançáveis, vigilância constante e pressão psicológica. “A tecnologia não pode substituir empatia e bom senso”, ressalta Del Caro. “Algoritmos que definem produtividade sem considerar fatores humanos podem caracterizar assédio moral digital.” Embora ainda não exista menção específica à prática na legislação brasileira, princípios constitucionais já garantem proteção à dignidade e ao equilíbrio no ambiente laboral. Empresas podem ser responsabilizadas caso ultrapassem limites de jornada, exponham trabalhadores ou adotem controle desproporcional. Vieses e decisões automatizadas Outro risco é a discriminação algorítmica. Sistemas de IA podem reproduzir vieses históricos relacionados a gênero, raça e idade ao participar de processos seletivos ou avaliações internas. Para o especialista, supervisão humana é indispensável nessas decisões. “A empresa precisa garantir transparência nos critérios e prevenir prejuízos injustificados ao trabalhador.” Sinais de alerta para o empregado Profissionais devem ficar atentos, principalmente, quando observarem: aumento de metas sem explicação; controle excessivo de tempo de tela e pausas; substituição de colegas sem redistribuição justa das tarefas; decisões automatizadas sem justificativa clara. Nessas situações, recomenda-se registrar ocorrências, reunir provas e buscar auxílio sindical ou jurídico. A Justiça do Trabalho já reconhece o dano moral ligado ao controle abusivo e ao adoecimento por sobrecarga. Responsabilidade das empresas Para Del Caro, o futuro do trabalho exige equilíbrio entre inovação e proteção. “Empresas que adotam tecnologias disruptivas precisam definir políticas éticas, assegurar supervisão humana e investir em requalificação”, afirma. “O futuro do trabalho não é apenas digital — é humano e jurídico.”
Confraria das Onças celebra 15 anos com collab especial na Nuvem Sublimação
A força e o estilo das mulheres da Confraria das Onças acabam de ganhar uma nova expressão na moda. Na próxima quarta-feira (29), será lançada na Nuvem Concept, na Praia do Canto, a collab Club Felines — uma parceria entre a empresária Rachel Pires, CEO criativa da Nuvem Sublimação, e o tradicional grupo feminino que há 15 anos se reúne com a onça como símbolo principal. Durante o ano de 2025, Rachel realizou diversas parcerias com jornalistas, empresárias e formadoras de opinião, que se transformaram em coleções disputadas. Agora, o Club Felines chega como uma homenagem à força e elegância das 15 integrantes da Confraria das Onças, que se encontram mensalmente e mantêm o felino presente no vestuário, na decoração e em todos os detalhes que reforçam a identidade do grupo. “A linha traz bolsas, necéssaires, cangas de praia, T-shirts, segunda pele e bolsas para vinhos, todas com estampas exclusivas inspiradas nas onças, simbolizando o espírito feminino e a união do grupo”, conta Rachel. O lançamento acontece a partir das 17h, em um evento com decoração assinada por Bruna Medeiros e mesa de bolos e doces da Chocolateria Brasil. O espumante será escolhido pelas sócias Roberta Girelli e Tati Puppim, da Carpe Diem, para harmonizar com os canapés e com o bolo de aniversário. A DJ Larissa Tantan comanda a animação da noite. Confraria das Onças A Confraria das Onças reúne 15 mulheres: Renata Rasseli (presidente), Eulália Chieppe (vice-presidente), Mariana Perini, Marina Monteiro, Beth Dalcolmo, Betty Feliz, Zainer Silva, Trícia Navarro, Edilene Chieppe, Ana Claudia Cardozo, Roberta Rasseli, Andréia Lopes, Rachel Martins e Maria Izabel Braga. “Temos uma agenda anual de encontros que inclui degustações de vinhos, música e festas temáticas, como o Onça Day, o Spa das Onças e o Carna Onças, a ressaca de carnaval do grupo, celebrando nossa amizade”, conta a presidente e jornalista Renata Rasseli.
Administradora de benefícios capixaba amplia presença nacional e chega a 21 estados
A empresa 100% capixaba avança com novas sedes em mercados estratégicos e projeta investimento de R$ 22 milhões em expansão até 2026 A QualiSaúde, administradora de benefícios fundada no Espírito Santo, está consolidando sua atuação em todo o país e já marca presença em 21 estados brasileiros. Além de sua forte operação em território capixaba, a empresa inaugurou unidades em Caxias do Sul (RS), Londrina e Maringá (PR), Distrito Federal (DF), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Com mais de 40 mil vidas assistidas, o crescimento reflete o alcance e a relevância da QualiSaúde no setor de saúde suplementar. Atualmente, cerca de 3,5 mil novos beneficiários passam a ser atendidos pela empresa todos os meses. Segundo o CEO, Flávio Cirilo, a presença física nos mercados onde a companhia já atua é parte fundamental da estratégia de crescimento. “A filial instalada enriquece o produto e a relação com o corretor, porque ele passa a confiar que a empresa realmente está presente e não vai abandoná-lo. Por isso, trabalhamos para consolidar nosso espaço nos locais onde já vendemos os planos”, afirmou. Com foco em tecnologia, inovação e qualidade no atendimento, o modelo de expansão replica os processos que fizeram a QualiSaúde se destacar nacionalmente. A expectativa é encerrar o ano com 60 mil vidas assistidas. Visando sustentar esse avanço, a companhia prevê investir até R$ 22 milhões na expansão até 2026, com a meta de crescer de forma competitiva e sem abrir mão dos valores que definem seu posicionamento. “A QualiSaúde tem o compromisso de humanizar o atendimento ao corretor parceiro e aos beneficiários que contratam os planos, buscando otimizar o processo de venda e valorizando todos os envolvidos nesse ciclo”, completou Cirilo.
Jovem capixaba cria marca de produtos personalizados para cabelo e conquista espaço no mercado nacional
Aos 20 anos, Larissa Lievori se uniu a farmacêutica Liliany Zampiroli e lançou a N’arte, que já chegou a 30 mil clientes O mercado da beleza ganhou uma proposta inovadora nascida no Espírito Santo. A N’arte, fundada em 2022 pelas capixabas Larissa Lievori e Liliany Zampirolli, une ciência, natureza e personalização para oferecer produtos capilares feitos sob medida para cada cliente. Com fabricação em Cariacica, a marca desenvolve shampoos, condicionadores, máscaras e leave-in’s a partir das preferências e necessidades de cada tipo de cabelo — e já soma mais de 30 mil clientes em todo o país. A ideia começou com Larissa, ainda durante a faculdade de Administração na LINK, em São Paulo — instituição muito procurada por jovens que pretendem empreender. “Eu estava assistindo a um vídeo de uma influenciadora americana que fez uma publicidade para uma marca de cosméticos personalizados e achei a ideia boa. Percebi, como consumidora, que existia espaço para esse tipo de produto no Brasil. Algo realmente personalizado, que levasse em conta as características e preferências de cada pessoa””, contou. No Espírito Santo, Larissa iniciou um período intenso de pesquisas e testes, buscando entender a viabilidade de produzir fórmulas personalizadas. Nesse processo, conheceu Liliany Zampiroli, farmacêutica que se tornaria sua sócia e cofundadora da marca. Juntas, transformaram o projeto em uma operação estruturada, com base científica e propósito sustentável. A parceria com Liliany uniu ciência e empreendedorismo “Ter a Liliany ao meu lado foi essencial. Ela trouxe todo o conhecimento técnico para desenvolver produtos seguros e eficazes. Foram inúmeros testes até chegarmos à estrutura ideal das fórmulas”, lembra Larissa. Segundo o manifesto da marca, “Lari, criativa e apaixonada pela natureza, transformou seus momentos de autocuidado em inspiração para empreender. Lili, farmacêutica e alquimista das fórmulas, une ciência e paixão para criar produtos que revelam o melhor de cada cabelo.” O nome N’Arte reflete justamente essa combinação entre natureza e arte — valores que moldam a essência da empresa. “Dias de praia e mar nos uniram em uma amizade inspirada pela natureza e sua beleza única. Nossa conexão se transformou em arte – ou melhor, em N’Arte”, resume o texto institucional da marca. Atualmente, o portfólio da N’arte reúne mais de 10 produtos, entre shampoo, condicionador, máscara e leave-in. A compra é feita pelo site oficial, em um processo interativo: o cliente informa o tipo de cabelo, os objetivos do tratamento (como brilho, controle de volume ou definição de cachos) e escolhe a fragrância. Com base nas respostas, o sistema cria uma fórmula exclusiva e personalizada. Os produtos seguem o compromisso da marca de oferecer fórmulas limpas e exclusivas, com resultados de salão em cosméticos criados especialmente para cada pessoa. Com pouco mais de dois anos de operação, a empresa já envia pedidos para quase todos os estados do Brasil, com foco nas regiões Sudeste e Sul — onde a logística favorece o custo do frete. A N’arte também atende seis hotéis no Nordeste e está negociando a expansão para o varejo e redes de farmácias. A marca aposta em marketing digital e influência para alcançar novos públicos — com presença ativa no Instagram, TikTok, participação em eventos e tráfego pago. Desde o lançamento, mais de um milhão de pessoas já preencheram o questionário de personalização no site. Para Larissa e Liliany, o sucesso é resultado de persistência e propósito. “Escolher o segmento certo é uma das etapas mais importantes. É fácil se empolgar com ideias que parecem boas, mas que não têm espaço de mercado. No nosso caso, a personalização trouxe um diferencial real”, diz Larissa. Com uma trajetória marcada por inovação e parcerias, a N’arte segue crescendo com o propósito de valorizar o que cada pessoa tem de único. “O mercado de beleza é competitivo, mas também muito aberto à inovação. Quando o produto tem propósito e qualidade, o público percebe”, reforça Larissa. “A gente quer continuar crescendo, mas sempre com esse olhar humano — de entender o que cada pessoa realmente precisa.”
Verão 2026: Multiplace Mais terá Alexandre Pires, Filipe Ret, Belo, Lauana, Barão e Jota Quest
Casa de shows de Guarapari celebra 26 anos com mistura de estilos, grandes encontros e atrações para todas as gerações O Verão 2026 do Multiplace Mais, em Guarapari, promete uma das programações mais completas da história da casa. Celebrando 26 anos de trajetória, o 26º Festival de Verão vai reunir artistas consagrados da música brasileira em uma sequência de shows que percorrem o trap, o sertanejo, o samba, o funk e o rock nacional. 29 de dezembro — Filipe Ret celebra os 26 anos do Multiplace Mais Abrindo o festival, o rapper Filipe Ret retorna ao Espírito Santo com a turnê “Nume”, em uma noite que também celebra o aniversário da casa. Com mais de 8,5 bilhões de plays nas plataformas digitais, Ret promete um espetáculo visual e conceitual, marcando o início oficial do verão mais aguardado do Estado. 30 de dezembro — Alexandre Pires encerra o ano com o “Pagonejo Bão” O cantor Alexandre Pires sobe ao palco com seu novo projeto “Pagonejo Bão”, que mistura o romantismo sertanejo com o balanço do pagode. A turnê, que tem rodado o país com sucesso, chega pela primeira vez a Guarapari e promete uma despedida de 2025 em grande estilo. 3 de janeiro — Barão Vermelho e Jota Quest dividem a noite do rock nacional O primeiro sábado do ano será marcado por uma noite histórica. Barão Vermelho apresenta o show “Barão do Tamanho da Vida”, revisitando clássicos como Pro Dia Nascer Feliz, Por Você e Bete Balanço. Na mesma noite, o Jota Quest celebra 25 anos de carreira com o espetáculo “JOTA25”, reunindo sucessos que marcaram gerações como Fácil, Só Hoje e Amor Maior. “Ter Barão e Jota juntos é reviver memórias e celebrar a música que marcou tantas vidas”, destaca Bruno Lawall, fundador do Multiplace Mais. 9 de janeiro — “É o Baile” traz Latino, Bonde do Tigrão e MC Koringa O Multiplace Mais revive o clima dos verões dos anos 2000 com o evento “É o Baile”, que reúne Latino, Bonde do Tigrão e MC Koringa em uma noite de pura nostalgia e energia. Hits como Festa no Apê, Cerol na Mão e Pra Me Provocar prometem transformar o palco em uma pista de dança para todas as idades. “Será uma noite feita para dançar, sorrir e reviver. É o baile da alegria e da música que nunca sai de moda”, afirma Bruno Lawall. 10 de janeiro — Belo e Thiago Martins em noite de samba e romantismo O público poderá curtir dois grandes nomes do pagode romântico na mesma noite. Belo retorna ao Mais com seus clássicos e, ao seu lado, o cantor e ator Thiago Martins apresenta o projeto “Quintal do TG”, inspirado nas rodas de samba do Vidigal. Um encontro de gerações e estilos que promete marcar o verão. 24 de janeiro — Lauana Prado e Os Caras do Arrocha Encerrando o mês, o palco do Mais recebe Lauana Prado, um dos maiores nomes do sertanejo atual, e o projeto Os Caras do Arrocha, formado por Israel Novaes e Thiago Brava. Será uma noite de romantismo e energia, misturando a força feminina do sertanejo com a nostalgia dos sucessos do arrocha. “Lauana representa o novo momento da música brasileira — autêntica, talentosa e com uma presença de palco impressionante”, ressalta Bruno Lawall. 26 anos de história e inovação Com mais de 7 mil m² de área construída e capacidade para 6 mil pessoas, o Multiplace Mais é referência nacional em entretenimento e acessibilidade. Localizado de frente para a praia de Meaípe, o espaço reúne boate, pizzaria, bares, camarotes e uma grande praça de shows, consolidando-se como o maior complexo de entretenimento noturno do Brasil. Serviço — Festival de Verão Mais 2026 📍 Local: Multiplace Mais — Rua Gilda Leal, 110, Meaípe, Guarapari 🌐 Vendas: Brasil Ticket 🎟️ Pré-venda exclusiva: Comunidade Sou Mais — comunidadesoumais.com.br 📱 WhatsApp: (27) 99745-3003 📸 Instagram: @multiplacemais
Licenciamento do Terminal Praia Mole avança com escuta ativa das comunidades locais
O novo Terminal de Granéis Líquidos (TGL) Praia Mole, em Vitória, deu mais um passo importante no processo de licenciamento ambiental, reforçando o compromisso com o diálogo e a transparência junto às comunidades do entorno. A Ambipar, empresa responsável pelo licenciamento do empreendimento, promoveu uma reunião de diagnóstico com representantes de entidades comunitárias, pescadores e lideranças locais. O encontro teve como foco ouvir as demandas da população, esclarecer dúvidas e construir uma agenda de desenvolvimento baseada em crescimento econômico aliado à responsabilidade socioambiental. Com investimento estimado em R$ 340 milhões, o terminal será uma das principais infraestruturas portuárias do Espírito Santo, com capacidade para movimentar até 14 milhões de toneladas de petróleo por ano — o equivalente a cerca de 100 milhões de barris. A previsão é que entre em operação no segundo semestre de 2027. O projeto já tem engenharia conceitual concluída, 44 simulações de manobrabilidade aprovadas e licenciamento ambiental em andamento junto ao Iema. A movimentação prevista deve gerar aumento de até R$ 80 milhões por ano em royalties de petróleo, distribuídos entre Vitória (40%), Serra (30%) e Vila Velha (30%) — o que representa até R$ 32 milhões adicionais anuais para a capital capixaba. Durante a reunião, representantes das comunidades pesqueiras destacaram o potencial do terminal para gerar emprego e renda, sem comprometer o meio ambiente. “A importância do projeto é que ele é bom para Vitória, Serra e Vila Velha, por causa dos royalties. Porque também não prejudica o meio ambiente”, afirmou Álvaro Martins, presidente da Colônia de Pescadores de Vitória. Na mesma linha, Lambisgoia, presidente do Sindicato Estadual de Pescadores, ressaltou os impactos positivos na geração de oportunidades: “A vantagem desse projeto é que vai criar bastante emprego para as pessoas aqui do Estado. Não só em Vila Velha, Vitória, mas para várias pessoas. Inclusive pode ser até que um parente da gente, uma família da gente, possa estar se beneficiando com esse emprego”, destacou. O terminal será operado sob rigorosos padrões de segurança nacional e internacional, com navios de casco duplo, sistemas automatizados de contenção e monitoramento e um centro de controle operacional para garantir a integridade ambiental das operações. Entre 2017 e 2025, mais de 6 mil operações ship to ship foram realizadas no Brasil sem incidentes graves, reforçando a confiabilidade do modelo. Além de fortalecer a infraestrutura portuária do Espírito Santo, o empreendimento deve gerar até R$ 268 milhões por ano em valor adicionado ao PIB capixaba e R$ 156 milhões anuais em tributos (PIS, COFINS, IR e ISS), impulsionando o desenvolvimento econômico e social do Estado. Para André Carvalheira, gerente de projetos da Blue Terminals, o diálogo com a sociedade é um dos pilares do empreendimento. “A transparência, o diálogo e o respeito à comunidade são pilares do projeto. Estamos comprometidos em manter canais de comunicação abertos, compartilhar informações técnicas de forma clara e construir soluções que garantam desenvolvimento econômico sem abrir mão da proteção ambiental e do bem-estar das pessoas.”
Luiz Paulo Vellozo Lucas – “Liberdade de expressão”
O Centro Acadêmico da Engenharia (CAENG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi criado em 1977 e queria comprar um mimeógrafo à tinta para imprimir suas publicações e panfletos. O movimento estudantil fustigava a ditadura desafiando a abertura política lenta e gradual, tentada no governo do general Ernesto Geisel, com manifestações e protestos. As lojas especializadas de material de escritório vendiam duplicadores a tinta com a marca Gestetner, de origem inglesa, condicionada à apresentação de uma autorização emitida pela Polícia Federal — semelhante ao porte de arma. É claro que uma entidade estudantil nunca conseguiria a licença. Ninguém ousaria nem sequer ir à Polícia Federal requisitar o documento, temendo ser preso. Mariazinha Vellozo Lucas, minha mãe, secretária-chefe da Casa Civil no governo Élcio Alvares, conseguiu comprar a máquina para nossa entidade com uma licença policial obtida em nome de uma inocente comunidade religiosa do interior do Estado. A operação subversiva de dona Mariazinha foi consumada com o transporte do mimeógrafo clandestino de Vitória para o Rio de Janeiro no porta-malas do insuspeito carro oficial do governador — um Ford Landau preto, placa 001. Um casal amigo esteve recentemente passando pela fronteira da Venezuela com o Brasil para ter acesso à trilha ecológica do monte Roraima, e o controle feito pelas autoridades aduaneiras venezuelanas incluía inspecionar as redes sociais dos turistas em busca de postagens contrárias ao regime autoritário vigente no país. Publicações virtuais críticas são punidas com proibição de entrada. O casal esportista, sem militância política nas redes, foi liberado para entrar na Venezuela e fazer a deslumbrante trilha de mais de 100 km. Donald Trump entrou com um processo de difamação contra o New York Times pedindo US$ 15 bilhões de danos morais em retaliação às matérias jornalísticas contrárias ao governo, publicadas no jornal. Um juiz federal da Flórida disse que a ação era imprópria e impermissível, pois continha retórica excessiva, ataques políticos e pouca clareza nas alegações. Controles especiais pelo Serviço Secreto e novos protocolos foram implantados na Casa Branca a fim de pressionar a cobertura jornalística sobre as atividades da presidência da República, revoltando jornalistas e agências de notícias independentes. O jornal O Estado de S. Paulo fez duro editorial no último dia 21/10 contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, que requisitou das principais plataformas digitais dados sobre 69 usuários que teriam feito ameaças ao ministro Flávio Dino. “A mixórdia entre crítica e ataque, entre opinião e crime, é terreno fértil para o arbítrio”, diz o Estadão. No mesmo editorial, o jornal afirma não concordar com a impunidade de crimes como aqueles cometidos sob Jair Bolsonaro contra a ordem democrática, mas ressalta que isso não pode servir de pretexto para fazer o STF funcionar como censor permanente das redes sociais. Este tema é complexo e possui diferentes abordagens, quase sempre não convergentes. O historiador israelense Yuval Noah Harari adverte em Nexus, seu último livro, que as redes sociais geram realidades paralelas e bolhas de crenças e indignação, com o poder narrativo saindo da mão dos contadores de histórias profissionais — jornalistas, sacerdotes e professores — e passando para os algoritmos. O massacre de 2017 no Mianmar (antiga Birmânia), onde 700 mil pessoas da minoria rohingya muçulmana foram massacradas e expulsas em massa pelos militares e extremistas que usaram discursos de ódio, boatos e mentiras disseminados pelo Facebook, ilustra bem os perigos do vale-tudo nas redes sociais. A regulação da liberdade de expressão, os limites e as leis sobre injúria, calúnia e difamação, e a proteção da sociedade contra levantes e conspirações baseadas em manipulação de informações precisam ser atualizadas para o mundo de hoje — revolucionado pela internet, pelas redes sociais e pela inteligência artificial: uma revolução dentro da revolução. É necessária uma regulação democrática e equilibrada que não seja nem censura nem licença para o vale-tudo. Trata-se de um desafio político colocado para todos os países do mundo, particularmente para aqueles que almejam ser democráticos. Evidentemente, não é o caso da Venezuela, nem da China, da Rússia e de outros que adotam a censura estatal sem qualquer pudor e nem sequer fingem prezar a liberdade de expressão. Além do desafio regulatório, jurídico e institucional, acredito na crença emergente da moderação e do equilíbrio. Creio que, com o passar do tempo, o extremismo tende a tornar-se cada vez menos atraente e mais rejeitado, valorizando e moldando comportamentos e atitudes mais civilizadas, capazes de influenciar positivamente o mundo digital. Desde o século XVIII, o Iluminismo prega que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Muitos políticos, defensores das liberdades democráticas e adversários do autoritarismo — de Thomas Jefferson a Ulysses Guimarães — reinterpretaram e usaram a frase em diferentes contextos. Precisamos muito dela hoje! *Luiz Paulo Vellozo Lucas é engenheiro de Produção e professor universitário. Mestrado em Desenvolvimento Sustentável. Ex-prefeito de Vitória-ES e ex-deputado federal pelo PSDB-ES. Membro da ABQ – Academia Brasileira da Qualidade. *A opinião dos articulistas é de total responsabilidade dos autores e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
FAESA oferece atendimento gratuito para regularização de MEI e CPF
Iniciativa do Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal une aprendizado prático e apoio à comunidade Empreendedores individuais e cidadãos que precisam regularizar o MEI ou o CPF têm à disposição um atendimento gratuito oferecido pelo Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) da FAESA. A ação é promovida pela Unidade de Gestão e Negócios da instituição e alia prática acadêmica a responsabilidade social. O serviço é realizado por estudantes da área contábil, sob a supervisão de professores, proporcionando uma troca de experiências que beneficia tanto os alunos quanto a comunidade. O NAF oferece suporte para atualização cadastral, emissão de declarações e solução de pendências de Microempreendedores Individuais (MEIs), além de atendimento voltado à regularização de CPF e outras demandas fiscais. Os atendimentos acontecem sempre às segundas-feiras, das 18h45 às 20h15, no campus Vitória da FAESA. Para participar, é necessário realizar agendamento gratuito de segunda a quinta-feira, das 13h às 21h, pelo WhatsApp (27) 99787-0910. No dia do atendimento, o interessado deve apresentar seus documentos pessoais. O serviço é totalmente gratuito e voltado a quem busca se regularizar e manter suas obrigações fiscais em dia. Serviço 📍 NAF FAESA – Atendimento gratuito Local: Avenida Vitória, nº 2.084, sala 601 (pilotis), Monte Belo, Vitória Atendimento: segundas-feiras, das 18h45 às 20h15 Agendamento: segunda a quinta, das 13h às 21h, pelo WhatsApp (27) 99787-0910
Feira Capixaba do Vinil chega à quarta edição neste sábado no Masterplace Mall
Evento reúne mais de 10 mil discos, raridades e colecionadores em celebração à cultura analógica Os apaixonados por vinil têm um encontro marcado neste sábado (25) no Masterplace Mall, em Vitória. A Feira Capixaba do Vinil chega à sua quarta edição reunindo mais de 10 mil discos e colecionadores de todo o Estado, em um ambiente que celebra a nostalgia e o encanto dos LPs. O evento acontece das 10h às 18h, em frente à academia Smart Fit, com entrada gratuita e aberta ao público de todas as idades. Além de garimpar raridades, os visitantes poderão aproveitar promoções especiais — como discos das caixas coloridas a R$ 10 (1 LP) ou R$ 24 (3 LPs) — e encontrar preciosidades que chegam a R$ 1.350, incluindo exemplares ainda lacrados. A curadoria é dos colecionadores Adrian Lube e José Roque Nascimento, à frente das marcas Garagem do Vinil-ES e ZRoque Discos. Além da ampla oferta de LPs, o público será embalado por uma trilha sonora à altura, com a discotecagem do DJ Juliano Serafim, que promete manter o clima retrô durante todo o dia. Entre os expositores confirmados estão Garagem do Vinil, ZRoque Discos, Arte Rock, Amigos do Vinil ES, Legião do Vinil, Vinilmania, China CD.com, Troca Discos, Na Vitrola Discos e convidados especiais. A feira é um convite para quem quer reviver o som da agulha tocando o vinil e celebrar a experiência tátil e sonora que conquistou gerações. Serviço 📍 4ª Feira Capixaba do Vinil Local: Masterplace Mall – Reta da Penha, 2150, Barro Vermelho, Vitória Data: Sábado, 25 de outubro Horário: 10h às 18h Instagram: @feiracapixabadovinil / @masterplacemall
Câncer e as emoções: o impacto do estresse e dos sentimentos reprimidos no corpo
Amor, perdão e alegria também fazem parte da medicina preventiva, alertam especialistas durante o Outubro Rosa Durante o Outubro Rosa, o foco costuma estar nos exames preventivos, no diagnóstico precoce e nos avanços do tratamento do câncer de mama. Mas há uma dimensão igualmente relevante que, muitas vezes, passa despercebida: o papel das emoções na prevenção e na recuperação da doença. Mais do que uma campanha, o mês é um convite à escuta interna. Afinal, o corpo sente o que a mente silencia. Reconhecer emoções e buscar o equilíbrio emocional também são formas de cuidado e de medicina preventiva. É o que defende a psicanalista e neurocientista Joseana Sousa, especialista em Saúde Emocional e Mental da Mulher, com base em estudos de universidades como Harvard, Stanford e Oxford. Emoções e o corpo: uma conexão bioquímica Pesquisas internacionais apontam que emoções intensas e persistentes — como medo, raiva, tristeza e luto — interferem diretamente no sistema nervoso e imunológico, modificando o ambiente celular. “Não é o sentimento em si que causa o câncer, mas o desequilíbrio químico prolongado que ele gera”, explica Joseana. Segundo ela, o corpo em estado constante de alerta libera hormônios como adrenalina e noradrenalina, que em excesso enfraquecem a imunidade, aumentam inflamações e reduzem a oxigenação celular. Estudos indicam ainda que níveis elevados de noradrenalina podem estimular a angiogênese — processo que favorece o crescimento e a metástase de tumores — enquanto a adrenalina crônica compromete as células de defesa, reduzindo a vigilância imunológica. A força das emoções positivas Em contrapartida, sentimentos como amor, gratidão e alegria têm o poder de reequilibrar o corpo. Eles estimulam a produção de dopamina, serotonina e ocitocina, neurotransmissores que ajudam a estabilizar o cortisol, diminuem inflamações e fortalecem o sistema imune. “Quando a pessoa expressa emoções reprimidas e muda a forma como se percebe, há uma reorganização química interna. O corpo responde. A célula responde”, enfatiza a especialista. Joseana compara corpo e mente a um ecossistema bioemocional, em que fatores emocionais, alimentares e ambientais estão interligados. Segundo ela, o estresse crônico e o consumo de alimentos ultraprocessados alteram a microbiota intestinal, diretamente ligada à imunidade. “As emoções são como radares do corpo: quando são ignoradas, ele começa a falar por elas”, diz. Saúde integrativa: corpo e mente em sintonia Para a especialista, o caminho da prevenção passa por uma visão integrativa da saúde. “Cuidar do corpo é essencial, mas cuidar da mente é o que sustenta o equilíbrio. Alimentação consciente, respiração, vínculos saudáveis e autocompaixão são pilares de saúde física e emocional”, ressalta. O que dizem os estudos 📘 Harvard Medical School — Stress and Cancer Progression: Neuroendocrine Pathways (2021): o estresse prolongado pode aumentar a vulnerabilidade do corpo e dificultar o efeito dos tratamentos. 📗 Stanford University — Beta-adrenergic signaling and breast cancer metastasis (2018): tensão e nervosismo constantes podem favorecer a propagação de tumores de mama. 📙 National Cancer Institute (EUA) — Psychological Stress and Cancer (2023): apoio emocional, espiritualidade e momentos de relaxamento fortalecem a imunidade e melhoram as chances de recuperação.