A chegada de 2026 e os primeiros dias do verão capixaba ganham trilha sonora especial com apresentações de artistas locais que movimentam diferentes regiões do Estado. Do litoral às montanhas, músicos capixabas comandam shows que embalam a virada do ano e seguem animando o público ao longo da primeira semana de janeiro. Nas montanhas capixabas, a programação aposta no clima ameno aliado à música ao vivo. Na quarta-feira (31), Anthony Altoé e banda comandam o Réveillon do Pub Red Rock, em Santa Teresa, a partir das 22h, com um repertório de pop rock nacional e internacional. Já na sexta-feira (2), o cantor — que recentemente se aperfeiçoou na Berklee College of Music, uma das mais renomadas escolas de música do mundo, nos Estados Unidos — se apresenta em dose dupla em Pedra Azul: ao meio-dia, na Cervejaria Pedra Azul, e às 20h, na Ronchi Beer Cervejaria. Marcelo Ribeiro agita as noites capixabas Outro destaque da programação é o músico capixaba Marcelo Ribeiro, que mantém uma intensa agenda de shows entre o fim de dezembro e o início de janeiro. Na segunda-feira (29), ele se apresenta às 12h30 no Ilha Vix. Na terça-feira (30), cumpre agenda dupla, com um evento privado às 14h e, à noite, às 19h, no Ilha Boulevard. A virada do ano será celebrada ao som de Marcelo Ribeiro na quarta-feira (31), quando o artista sobe ao palco do Réveillon de Manguinhos, às 22h. A programação segue em janeiro, com show na sexta-feira (2), às 19h, no Itapuã Gran Park, e no sábado (3), também às 19h, no Rancho Acústico. Com repertório que passeia por clássicos da música brasileira e internacional, o músico contribui para manter o clima festivo nas noites de verão capixabas. Com agendas distribuídas por diferentes cenários do Espírito Santo, os artistas locais reforçam o protagonismo da música capixaba nas celebrações de fim de ano e consolidam o verão como um período de intensa movimentação cultural no Estado.
EDP orienta clientes sobre o Desconto Social de Energia, que entra em vigor em janeiro
Programa do Governo Federal garante tarifa reduzida para famílias com renda entre meio e um salário-mínimo por pessoa Vitória, 29 de dezembro de 2025 – A EDP, distribuidora de energia elétrica do Espírito Santo, orienta seus clientes sobre o Desconto Social de Energia, programa do Governo Federal que passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026. O benefício é destinado a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar entre meio e um salário-mínimo por pessoa, e complementa a Tarifa Social de Energia Elétrica, já em vigor. Na nova modalidade, os clientes terão direito a desconto no consumo mensal de até 120 kWh, por meio da isenção da cobrança da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O consumo que ultrapassar esse limite será cobrado pela tarifa regular. O desconto incide exclusivamente sobre o valor da energia, mantendo-se a cobrança de impostos, taxas e demais encargos. Para quem atende aos critérios do programa, o benefício será concedido automaticamente, sem necessidade de solicitação. É necessário, porém, que a conta de energia esteja em nome de um dos integrantes da família cadastrados no CadÚnico. Caso contrário, o cliente deverá solicitar a troca de titularidade. O cadastramento é realizado de forma automática pela EDP, por meio do cruzamento de dados com as bases do Governo Federal. No entanto, se for necessária a atualização ou solicitação do benefício, o cliente deve apresentar os seguintes documentos: • CPF • Documento de identidade com foto • Número de Identificação Social (NIS) • Código Familiar do CadÚnico • Número da unidade consumidora (disponível na conta de energia) Mais informações estão disponíveis no site www.edp.com.br/tarifasocial. Tarifa Social de Energia Elétrica Desde 5 de julho de 2025, famílias com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa passaram a contar com isenção no consumo de até 80 kWh por mês. A partir de 1º de janeiro de 2026, o Desconto Social de Energia amplia o alcance do benefício para famílias com renda entre meio e um salário-mínimo por pessoa. As regras completas da Tarifa Social de Energia Elétrica e do Desconto Social de Energia podem ser consultadas em www.edp.com.br/tarifasocial. O atendimento também está disponível pelo WhatsApp (27) 99772-2549, pelo telefone 0800 721 0707 e nas agências presenciais da distribuidora.
ES amplia investimento para tornar cidades mais resilientes às mudanças climáticas
Com mais de R$ 600 milhões já garantidos, Fundo Cidades–Adaptação às Mudanças Climáticas financia obras e projetos em todas as regiões do Espírito Santo O avanço dos efeitos das mudanças climáticas tem exigido, em todo o mundo, políticas públicas voltadas à prevenção de desastres e à redução dos impactos provocados por eventos extremos, como chuvas intensas e períodos de escassez hídrica. No Espírito Santo, o Governo do Estado tem reforçado essa agenda com investimentos contínuos desde março de 2023, por meio do Fundo Cidades–Adaptação às Mudanças Climáticas, que já assegurou mais de R$ 600 milhões em repasses aos municípios capixabas. Os recursos são destinados à elaboração de projetos e à execução de obras estruturantes voltadas à proteção da população e do patrimônio das famílias, com foco em tornar as cidades mais resilientes aos efeitos do clima. A secretária de Estado do Governo, Emanuela Pedroso, que é gestora do Fundo Cidades desde 2022, destaca que a atuação integrada entre o Governo do Estado e as prefeituras tem sido determinante para transformar a realidade dos municípios. Muro de contenção na Rua Gabino Rios, bairro Porto de Santana – Cariacica “Desde 2019, quando o Governo do Estado reativou o Fundo Cidades, passamos a realizar repasses regulares de recursos aos municípios”, afirma a secretária. Segundo ela, em 2020 os investimentos tiveram como foco a compensação das perdas municipais decorrentes da extinção do Fundo para a Redução das Desigualdades Regionais (FRDR). Já a partir de 2022, a política passou a priorizar o equilíbrio regional, com repasses diretos e sem burocracia aos Fundos Municipais de Investimentos. Macrodrenagem no Canal do Congo – Vila Velha Esses recursos possibilitaram a aquisição de equipamentos como tratores, ambulâncias e outros veículos, além da elaboração de projetos e da execução de obras estruturantes em diversas áreas. Entre as intervenções autorizadas e executadas desde 2022 estão a construção de Centros de Ciência e Tecnologia, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), unidades de saúde, centros empresariais, sistemas de esgotamento sanitário, quadras e ginásios poliesportivos, praças públicas, obras de pavimentação e drenagem, recuperação de estradas vicinais, campos de futebol, centros de convivência para idosos, além de ações de iluminação pública, entre outras iniciativas distribuídas por todo o Estado. Inovação e pioneirismo Em março de 2023, de forma inédita no país, o Governo do Espírito Santo criou o Fundo Cidades–Adaptação às Mudanças Climáticas, como eixo do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas. A iniciativa permitiu que os municípios passassem a executar projetos e obras voltados à prevenção e mitigação de riscos de desastres, à redução dos impactos de eventos hidrológicos extremos e à conservação e revitalização dos recursos hídricos. Macrodregaem com implantação de galeria dupla e construção de parque linear sobre a galeria – Canal da Costa – Vila Velha Atualmente, há obras já concluídas e outras em andamento em diferentes regiões do Estado, com foco em contenção e estabilização de encostas, macrodrenagem, pavimentação, construção de pontes, implantação de muros de gabião em margens de rios, reforço de rochas, barragens, bacias de contenção de enxurradas e perfuração de poços artesianos. Os investimentos contribuem para ampliar a segurança, a mobilidade, a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável dos municípios. “De 2022 a 2025, o volume de recursos realizados em parceria com as prefeituras, por meio do Fundo Cidades, já ultrapassa R$ 1 bilhão. Nosso governo cuida das pessoas, trabalhando com ações planejadas”, ressalta Emanuela Pedroso. Para ela, “no enfrentamento às mudanças climáticas, cada obra representa mais proteção às famílias, mais qualidade de vida e um Espírito Santo preparado para os desafios atuais e futuros”. Contenção e estabilização de talude – Bairro Nossa Senhora das Graças – São Roque do Canaã A secretária também destaca o caráter municipalista da gestão estadual e o uso de instrumentos de governança eficientes, que incluem repasses fundo a fundo, convênios, parcerias estratégicas e ações executadas diretamente pelas secretarias e órgãos do Governo do Estado. “Desde 2019, realizamos, em parceria com as gestões municipais, obras e iniciativas que fortalecem o desenvolvimento local e elevam a qualidade de vida em todas as regiões. Até 2026, os investimentos do nosso governo, liderado pelo governador Renato Casagrande e pelo vice-governador Ricardo Ferraço, devem alcançar R$ 25 bilhões. Mais de 20% desse total são destinados diretamente aos municípios, percentual muito acima da média nacional, que gira em torno de 7%”, afirma.
Intenção de consumo das famílias capixabas permanece acima da média nacional
Confiança do consumidor e melhora na percepção da renda sustentam expectativas para as compras de fim de ano O Espírito Santo encerra o ano com um cenário mais favorável ao consumo em comparação ao restante do país. Em novembro, a intenção de consumo das famílias capixabas permaneceu acima da média nacional e do Sudeste, indicando um nível de confiança que sustenta o planejamento das compras típicas do período de fim de ano, mesmo em um contexto de maior cautela econômica em outras regiões. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Espírito Santo atingiu 104,4 pontos em novembro — patamar considerado satisfatório, já que valores acima de 100 indicam confiança do consumidor. O resultado apresentou leve estabilidade em relação a outubro, com variação negativa de 0,2%. No mesmo período, o índice nacional ficou em 102,4 pontos, após avanço mensal de 1,2%, enquanto o Sudeste registrou 102,8 pontos, reforçando o desempenho superior do estado. As análises são do Connect Fecomércio-ES, com base nos dados do ICF divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o resultado ganha relevância por ocorrer em um período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo. “As famílias capixabas ainda demonstram uma percepção relativamente positiva sobre suas condições econômicas, o que sustenta a intenção de consumo acima da média nacional, mesmo diante de ajustes e maior cautela”, afirmou. Na análise histórica, os dados de novembro mostram que os últimos três anos registraram os maiores patamares do índice desde 2015. Na comparação anual, porém, houve recuo em relação a novembro de 2024. Ainda assim, o indicador permanece acima da zona de satisfação. “O movimento indica ajustes em curso, mas não uma quebra de confiança. O consumidor está mais criterioso, porém segue confiante em relação à renda e ao emprego”, explicou Spalenza. O levantamento também aponta avanço na satisfação com a renda atual das famílias capixabas. O subíndice registrou alta de 2,6% em novembro, alcançando 124,3 pontos. Além disso, a perspectiva de melhoria profissional cresceu 2,7% no mesmo período, sinalizando uma percepção mais positiva do poder de compra no curto prazo. De acordo com André Spalenza, esse conjunto de fatores contribui para manter o índice geral em nível confortável e reforça um ambiente favorável ao comércio capixaba, especialmente nos segmentos ligados às compras de Natal e de fim de ano. A pesquisa completa está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.
Anderson Goggi faz balanço de 2025, destaca foco no cidadão e aponta os desafios de Vitória
Ao completar um ano à frente da presidência da Câmara Municipal de Vitória, o vereador Anderson Goggi (Republicanos) avalia que o período foi marcado por desafios estruturais, ampliação da representatividade política e avanços na transparência e na relação do Legislativo com a população. Em entrevista ao News Espírito Santo, o presidente detalha as principais ações da Casa, os entraves enfrentados, as pautas prioritárias e os caminhos para a cidade para os próximos anos. Goggi lembra que assumiu a presidência em um cenário atípico: a Câmara passou de 15 para 21 vereadores, sem que houvesse estrutura física suficiente para acomodar servidores e parlamentares. Além disso, contratos vencidos e limitações administrativas exigiram ações imediatas. “Assumimos a Câmara em um cenário de muitos desafios, mas terminamos o primeiro ano com a sensação de dever cumprido, porque hoje a Casa começa a se estruturar.” Segundo ele, o primeiro ano terminou com a sensação de dever cumprido. A Câmara iniciou um processo de reorganização interna, acolhimento dos servidores e planejamento estrutural, com foco na modernização da Casa e no cumprimento de seu papel institucional. Projeto de transferência para o Centro e entraves com a Caixa Econômica Um dos principais projetos da gestão foi a tentativa de levar a sede da Câmara para o Centro de Vitória, como estratégia de revitalização econômica e social da região. A proposta previa a ocupação de um prédio público da Caixa Econômica Federal, em parceria com o Executivo municipal, levando cerca de mil colaboradores e serviços públicos para o local. “A Câmara de Vitória hoje é a mais transparente do Espírito Santo, e a população acompanha cada vez mais o dia a dia das sessões. O plano, no entanto, foi interrompido após a invasão do imóvel dias antes da assinatura do contrato. Goggi relata que, posteriormente, a Caixa condicionou a cessão do prédio à entrega de moradia a famílias que ocuparam o espaço, o que, segundo ele, não se alinhava à política habitacional do município. “O município não pode premiar invasões em detrimento de famílias que estão há anos na fila da habitação”, afirmou. Diante do impasse, o projeto foi interrompido, e a Câmara optou por permanecer na atual sede. Reformas, acessibilidade e economia de recursos públicos Com a decisão de permanecer no prédio atual, a gestão iniciou reformas administrativas e estruturais, com destaque para a adequação do plenário à acessibilidade. Goggi ressaltou que não é possível cobrar acessibilidade da cidade se a própria Casa de Leis não dá o exemplo. O presidente também destacou cortes de gastos e medidas de economia interna, que permitiram equilibrar um orçamento herdado com déficit de cerca de R$ 3 milhões. Mesmo assim, a expectativa é de devolução de recursos à Prefeitura de Vitória. Câmara mais produtiva da história recente Goggi enfatizou o aumento expressivo da produtividade legislativa. A Câmara de Vitória realiza três sessões ordinárias semanais, sendo uma das que mais se reúne no país. Ao longo do período, foram mais de 130 sessões ordinárias, além de mais de 25 mil indicações ao Executivo e cerca de 600 projetos de lei apresentados – número considerado histórico. “Vitória se tornou uma referência, um espelho para o Espírito Santo, e muitas pautas acabam sendo ditadas daqui.” Segundo ele, esse volume reflete o aumento da representatividade e o contato direto dos vereadores com as demandas da população. Aliado do prefeito, Goggi atua para garantir a governabilidade, mas afirma não abrir mão da independência Polarização política e respeito aos mandatos Ao comentar o ambiente político, o presidente avaliou que a polarização, embora intensa, faz parte do processo democrático. Ele afirmou que sua postura tem sido a de garantir governabilidade ao Executivo, sem abrir mão da independência do Legislativo. “A polarização existe, mas o meu compromisso como presidente é garantir respeito, governabilidade e condições de trabalho para todos os vereadores.” Ele destacou que foi eleito presidente com votos de vereadores de diferentes campos ideológicos e que seu compromisso é respeitar todos os mandatos, assegurando condições de trabalho iguais para todos. Transparência, comunicação e criação da TV Câmara Entre as inovações, Goggi destacou a criação da TV Câmara, que produz resumos das sessões e dá espaço para que vereadores expliquem projetos aprovados. A iniciativa, segundo ele, ampliou o alcance do trabalho legislativo e aproximou a população das decisões da Casa. Para o presidente, a comunicação é hoje a principal ferramenta da política, permitindo que o cidadão compreenda o papel do vereador mesmo sem acompanhar as sessões ao vivo. Pautas prioritárias: educação, acessibilidade e inclusão social No campo legislativo, Goggi destacou projetos voltados à inclusão de pessoas com deficiência, especialmente no espectro autista, além de ações ligadas à infância. A educação também foi apontada como eixo central, com destaque para a expansão das escolas em tempo integral, que passaram de poucas unidades para mais de 40 na capital. A valorização dos servidores públicos e investimentos em áreas de maior vulnerabilidade social também figuram entre as prioridades da gestão. Segurança pública, tecnologia e resultados sociais Goggi associou os avanços na segurança pública ao uso da tecnologia e à valorização da Guarda Municipal. Ele citou o cerco inteligente como ferramenta fundamental para a redução de crimes, além de resultados sociais expressivos, como a redução feminicídio no município. Para ele, políticas públicas voltadas às áreas mais vulneráveis impactam positivamente toda a cidade. Reforma tributária e desafios econômicos de Vitória O presidente alertou para os impactos da reforma tributária sobre Vitória e o Espírito Santo. Segundo ele, duas estratégias são fundamentais para mitigar os efeitos: incentivo à moradia e fortalecimento do turismo, da cultura e do entretenimento. Como Vitória é uma ilha, com limitações territoriais, o crescimento exige planejamento integrado, especialmente em áreas como mobilidade, saúde e educação. Vitória voltada para o mar e fortalecimento do turismo Goggi destacou projetos voltados à reaproximação da cidade com o mar, valorizando a orla, a gastronomia e os atrativos naturais. Ele citou iniciativas como a Arena Verão, o turismo de negócios, a observação de baleias jubarte e a promoção da chamada “economia do mar azul”. Segundo
João Batista Dallapiccola Sampaio | “Consumação mínima: uma análise jurídica sobre a prática abusiva”
A exigência de consumação mínima em estabelecimentos como bares, boates e restaurantes é uma prática comercial que, embora comum, suscita intensos debates jurídicos e representa uma clara violação aos direitos do consumidor. Trata-se da imposição de um valor pré-fixado que o cliente é obrigado a gastar para frequentar o local, uma condição que limita a liberdade de escolha e configura uma prática abusiva vedada pela legislação brasileira. A caracterização da consumação mínima é simples: ocorre sempre que um estabelecimento condiciona a entrada ou a permanência de um cliente ao consumo de um valor mínimo estipulado. Essa prática é intrinsecamente abusiva porque se enquadra na definição de venda casada, expressamente proibida pelo artigo 39, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A venda casada acontece quando o fornecedor condiciona a aquisição de um produto ou serviço à compra de outro. No contexto da consumação mínima, o serviço de acesso e permanência no ambiente é atrelado à obrigação de adquirir outros produtos, como bebidas e alimentos, em uma quantidade financeira pré-determinada. É fundamental distinguir o que pode e o que não pode ser cobrado. O estabelecimento tem o direito de cobrar uma taxa de entrada ou um couvert artístico, desde que essa informação seja prestada de forma clara e prévia ao consumidor, como determina o princípio da informação (art. 6º, III, do CDC). O que é ilegal é a imposição de um gasto mínimo. O cliente deve ter a liberdade de pagar pela entrada e optar por não consumir nada, ou consumir um valor inferior ao estipulado arbitrariamente pelo local. A cobrança deve se restringir ao que foi efetivamente consumido por livre escolha do cliente. A abusividade da cobrança de consumação mínima é, portanto, inerente à própria prática. Ela viola a boa-fé objetiva e coloca o consumidor em uma posição de desvantagem manifestamente excessiva, o que é vedado pelo CDC. A jurisprudência fundamenta a ilegalidade na proteção da liberdade de escolha do consumidor, sendo a venda casada uma prática repudiada pelo sistema de proteção ao consumidor, impondo a nulidade de tal exigência. Diante dessa prática ilegal, o consumidor é amparado por uma série de direitos. Primeiramente, ele pode recusar-se a pagar a taxa de consumação mínima, devendo arcar apenas com o valor dos produtos que efetivamente consumiu e, se for o caso, da taxa de entrada ou couvert artístico previamente informados. Caso seja coagido a pagar o valor indevido, o consumidor tem o direito à restituição em dobro da quantia paga, acrescida de correção monetária e juros, conforme o parágrafo único do artigo 42 do CDC. Além disso, é um direito do consumidor denunciar o estabelecimento aos órgãos de proteção, como o PROCON, para que as devidas sanções administrativas sejam aplicadas. Se a situação gerar constrangimento, humilhação ou qualquer tipo de dano que ultrapasse o mero aborrecimento, é cabível a busca por reparação por danos morais na esfera judicial. Para tanto, é recomendável que o consumidor reúna provas, como a nota fiscal detalhada, fotos do aviso da cobrança e, se necessário, registre um boletim de ocorrência. Em suma, a cobrança de consumação mínima é uma prática ilegal e abusiva que atenta contra os pilares do Código de Defesa do Consumidor. A legislação e a jurisprudência asseguram ao consumidor as ferramentas necessárias para se opor a essa exigência, garantindo que a relação de consumo seja pautada pelo equilíbrio, transparência e, acima de tudo, pela liberdade de escolha. Escrito por João Batista Dallapiccola Sampaio.
Sheraton Vitória anuncia ceia especial de Réveillon com música ao vivo
Hotel prepara experiência gastronômica para a noite de 31 de dezembro, com buffet exclusivo, bebidas inclusas e apresentação de Graciella D’Ferraz e banda Para quem deseja celebrar a chegada de 2026 com conforto, sofisticação e boa gastronomia, o Hotel Sheraton Vitória anunciou uma ceia especial de Réveillon. O evento acontece no dia 31 de dezembro, das 20h à meia-noite, e foi planejado para oferecer uma experiência completa a hóspedes e convidados. A programação inclui buffet exclusivo, elaborado especialmente para a data, além de bebidas inclusas, como água, refrigerante, sucos, espumante e vinhos tinto e branco. A proposta é proporcionar uma virada de ano tranquila, elegante e memorável. A noite será embalada por música ao vivo de Graciella D’Ferraz e banda, garantindo um clima animado e acolhedor para a celebração. O valor da ceia é de R$ 680 por pessoa. Crianças de até 6 anos têm cortesia, enquanto aquelas entre 7 e 12 anos pagam 50% do valor. As reservas e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail reservas@sheratonvitoria.com.br ou pelos telefones (27) 2125-8000 e (27) 98121-0806.
Aplicativo capixaba moderniza formaturas e muda a experiência dos estudantes
Filas longas, espera cansativa e tempo perdido em uma das noites mais marcantes da vida acadêmica. Esse cenário começou a mudar no Espírito Santo com o desenvolvimento de um aplicativo capixaba que vem transformando a experiência das festas de formatura no estado. Criada pela empresa Na Beca, a ferramenta informa com precisão o momento em que o formando deve se dirigir ao estúdio fotográfico, substituindo o antigo sistema manual e eliminando filas. A proposta é simples: garantir mais tempo para a celebração e menos burocracia durante o evento. “A ideia nasceu da necessidade de romper com um padrão ultrapassado. Queríamos que o formando fosse protagonista da própria celebração, sem perder tempo em filas”, explica a CEO da Na Beca, Mayara Mello. Com mais de cinco mil usuários ativos, o aplicativo reúne em um único ambiente digital diferentes funcionalidades, como controle de pagamentos, compra de ingressos, aquisição de álbuns, acesso às fotos e participação em um clube de descontos exclusivo. A tecnologia também substituiu processos tradicionais, como contratos físicos e ingressos impressos, trazendo mais agilidade, transparência e redução de custos. “Hoje, tudo acontece em poucos cliques. É uma experiência mais moderna, prática e alinhada ao que essa geração espera”, reforça Mayara. Além dos benefícios para os formandos, a inovação trouxe ganhos operacionais para a empresa, como aumento da eficiência, redução de custos e maior escalabilidade do modelo de negócio, ampliando a autonomia dos clientes na gestão dos próprios recursos. Com resultados positivos, a Na Beca já projeta expansão gradual da solução. “Vamos crescer de forma estruturada: primeiro na Grande Vitória, depois em todo o Espírito Santo e, na sequência, em nível nacional. O mercado de eventos nunca mais será o mesmo”, afirma a CEO.
João Gualberto – “Florentino Avidos”
Leandro Quintão é um produtivo historiador capixaba. Mestre e doutor em história por nossa Universidade Federal, tem se dedicado de forma consiste a estudar a primeira república no Espírito Santo. Sua análise sobre a importância política de Muniz Freire, que foi presidente do estado por duas vezes (1892-1896 e 1900-1904) é primorosa e está presente em vários artigos de sua produção científica. Reunir dados e informações, construir análises e interpretações, já o fariam, só por essa razão, um dos nossos maiores estudiosos no campo da política. Ele tem nos brindado, em seus estudos mais recentes, com novas compreensões do passado recente, com um importante olhar sobre as ideias de construção do progresso em nossas terras, desde do “alevantamento provincial”, discutido na Assembleia no final do império, até o fim da primeira república. Não foi pouco o que fez Muniz Freire, o nosso primeiro grande líder republicano, e também não foi pequena a sua importância como chefe político de uma importante oligarquia regional, reunida no Partido Republicano Construtor. Esse partido só perdeu seu protagonismo na cena política capixaba com a ascensão do Partido Republicano Espírito-santense, criado pela oligarquia Monteiro, que viria a substituir a força de Muniz. Tudo isso fica mais fácil de entender lendo a obra de Leandro Quintão. Ele acaba de contribuir com a profundidade de sempre em uma publicação chamada O Espírito Santo no Novecentos (1889-1930), junto a outros importantes intelectuais ligados à área de história na Ufes, com o artigo intitulado Um estranho no ninho? Oligarquia e economia no governo: Florentino Avidos (1924-1928). Nele explora a discussão sobre os três principais governantes, aqueles que tiveram maior notoriedade no período, respectivamente Muniz Freire, Jerônimo Monteiro e Florentino Avidos. A notoriedade a eles atribuída por nossos estudiosos leva em conta as realizações que conduziram à frente do Governo Estadual, tais como estrada de ferro, indústrias, planejamento urbano – sobretudo da capital – e modernização portuária. Para além de meros ícones daquele período, essa tríade de personagens foi interpretada como pertencente a um grupo de governantes responsáveis por alavancar o progresso do Espírito Santo no século XX; Florentino, inclusive. As principais realizações da administração do Presidente Avidos, especialmente no campo econômico, segundo o autor, foram: melhoramentos urbanos, tendo como marco a construção da Avenida Central, hoje chamada de Jerônimo Monteiro, procurando seguir os padrões da avenida com o mesmo nome no Rio de Janeiro, inaugurada décadas antes; continuação das obras de aparelhamento do Porto de Vitória, interrompidas em 1914 e retomadas no governo anterior; planejamento e construção de estradas e pontes, facilitando a comunicação; planejamento de novas vias férreas; apoio à diversificação agrícola; estímulo ao povoamento e colonização de novas terras; e a proteção à produção cafeeira, via criação de um serviço de defesa do café estadual, de suma importância naquele momento. As realizações do Governo Avidos foram responsáveis, em grande parte, pela popularidade alcançada por Florentino ao término de seu mandato, em 1928, reforçando de forma clara o modelo de desenvolvimento capixaba, inteiramente baseado na produção do café. A sua gestão estava comprometida em reforçar a centralização das exportações pelo Porto de Vitória. O aparelhamento do porto era uma de suas maiores aspirações, pois tinha como objetivo garantir que tal centralização fosse assegurada. Para receber o café que chegaria em maior quantidade pela ferrovia, era preciso um porto moderno, com grandes armazéns e guindastes e com capacidade de receber navios de maior calado. Não é difícil supor que o protagonismo das estradas de ferro, no antigo plano de “alevantamento provincial”, era bem compreendido por Florentino Avidos. Dessa forma, a centralidade portuária da capital deveria ser combinada com a centralidade ferroviária, o que, em termos, já era realidade. Os principais troncos ferroviários que atravessavam o estado – a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Leopoldina Railway – iniciavam seu percurso ao lado da capital, mas, a seu ver, esse projeto precisava ser reforçado, o que foi objeto de seus planos. Em suma, Florentino Avidos deu continuidade ao antigo plano de centralização comercial em Vitória, estruturado em ferrovias, portos, economia cafeeira e estreitamento das comunicações com o Sul capixaba e com o Leste de Minas Gerais, fortalecendo o modelo econômico do café. Florentino, portanto, está entre os três grandes personagens da nossa história durante a primeira república, que era a dos coronéis, apoiada no cultivo do café. Mais do que isso, o Espírito Santo teve notáveis governantes que se ombreavam aos grandes políticos brasileiros no século XX. Há um outro presidente muito importante nesse mesmo período, espero a publicação de obra em fase de conclusão do notável biografo Romulo Felipe para voltar ao assunto. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Estado define Índice de Participação dos Municípios para 2026; maior fatia é da Serra
O Governo do Espírito Santo definiu o Índice de Participação dos Municípios (IPM) que será utilizado para o repasse do ICMS aos municípios capixabas em 2026. O decreto com os percentuais finais foi publicado nesta segunda-feira (22) no Diário Oficial do Estado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz). A Serra lidera o ranking estadual, com IPM de 14,449%, seguida por Vitória (10,318%), Cariacica (9,940%), Vila Velha (5,565%) e Linhares (4,894%). Os índices divulgados já consideram o encerramento dos prazos para recursos e a conclusão das análises técnicas. De acordo com a Sefaz, 25% de toda a arrecadação do ICMS no Estado é destinada aos municípios, conforme o IPM. O principal critério de cálculo é o Valor Adicionado Fiscal (VAF), que representa 75% da composição do índice e reflete a atividade econômica local, considerando indústria, comércio e serviços. Além do VAF, o IPM também incorpora indicadores como qualidade da educação, serviços de saúde, área territorial, número de propriedades rurais e produção agrícola. CLIQUE AQUI para conferir o IPM de cada município.