O nível de consumo atual das famílias capixabas registrou crescimento de 5,3% em fevereiro na comparação com janeiro, alcançando 107 pontos — o maior resultado para o mês nos últimos nove anos. O indicador permanece acima da linha dos 100 pontos, patamar que sinaliza satisfação e maior predisposição ao consumo, e também supera a média nacional, que ficou em 94,2 pontos.
Os dados fazem parte do relatório mensal do Connect/Fecomércio-ES, elaborado a partir do Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
No resultado geral do ICF, o Espírito Santo alcançou 109,9 pontos em fevereiro, com crescimento de 1,2% em relação a janeiro, quando o índice havia registrado 108,6 pontos. Com esse desempenho, o estado se mantém acima da média brasileira, que ficou em 106 pontos, e também supera o resultado da região Sudeste, de 107,7 pontos.
De acordo com o coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, a evolução dos dados mostra uma tendência de crescimento nos últimos anos. Considerando os resultados de fevereiro desde 2016, quando o índice estava em 70,3 pontos, a intenção de consumo das famílias capixabas passou a registrar os maiores patamares a partir de 2024, alcançando 110,7, 112,6 e 109,9 pontos.
“O resultado indica consolidação de um cenário mais estável para o consumo no estado e propício para o planejamento financeiro. O crescimento do Nível de Consumo Atual, subíndice do ICF, aponta para uma confiança maior por parte das famílias capixabas na manutenção ou ampliação das compras. Mesmo com sinais de cautela em relação ao emprego e à renda, o ambiente segue favorável, com perspectivas mais positivas do que no restante da região e do país”, avaliou Spalenza.
Entre os demais componentes do índice, o subíndice “Acesso ao Crédito (compras a prazo)” registrou crescimento de 2,7%, passando de 104,8 para 107,6 pontos em fevereiro. Já os indicadores “Segurança em relação ao Emprego Atual” (-1,4%) e “Satisfação com a Renda Atual” (-1,8%) apresentaram pequenas retrações, embora a maioria dos subíndices permaneça acima da zona considerada de satisfação.
A pesquisa completa está disponível no portal da Fecomércio-ES.
