O Dia do Oftalmologista, celebrado em 7 de maio, reforça a importância dos cuidados preventivos com a saúde dos olhos e do diagnóstico precoce de doenças que podem levar à cegueira. Entre as principais condições estão o glaucoma, a catarata, a degeneração macular relacionada à idade e a retinopatia diabética.
Considerado a principal causa de cegueira irreversível no mundo, o glaucoma é uma doença silenciosa, que normalmente não apresenta sintomas nas fases iniciais e pode comprometer a visão de forma definitiva quando não tratado a tempo. Para ampliar a conscientização sobre o tema, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) lançaram a campanha “24 Horas pelo Glaucoma – 24 Dias de Cuidado”.
No Brasil, cerca de 1,7 milhão de pessoas convivem com a doença, muitas delas sem diagnóstico. Dados da Agência Brasil apontam que, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2025, mais de 12 milhões de exames específicos para diagnóstico de glaucoma foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o CBO, embora o número de procedimentos tenha crescido ao longo dos anos, ainda existem desigualdades regionais no acesso aos exames. O total saltou de 1.377.397 exames em 2019 para 2.269.919 em 2025, crescimento de 65%. O Sudeste apresentou aumento de 115%, enquanto o Nordeste registrou crescimento de 36%.

Para o oftalmologista Cesar Ronaldo Filho, do Hospital de Olhos de Vitória, a prevenção continua sendo a principal aliada da saúde ocular.
“Grande parte das doenças oculares evolui sem sintomas no início. Quando o paciente percebe, a visão já pode estar comprometida. Por isso, o acompanhamento com um especialista é essencial”, afirma.
Além do glaucoma, a catarata também exige atenção. A doença é a principal causa de cegueira reversível no mundo e está diretamente ligada ao envelhecimento.
“A catarata provoca a opacificação do cristalino, deixando a visão embaçada e progressivamente mais limitada. Apesar de ser tratável com cirurgia, muitas pessoas ainda demoram a buscar atendimento”, explica o médico.
Outra condição relevante é a degeneração macular relacionada à idade, que afeta a região central da retina e dificulta atividades como leitura e reconhecimento de rostos. Já a retinopatia diabética, associada ao diabetes, pode causar danos graves à visão quando a doença de base não é controlada adequadamente.
O especialista destaca ainda que hábitos do dia a dia têm influência direta na preservação da visão. Controle de doenças como diabetes e hipertensão, alimentação equilibrada, proteção contra radiação solar e pausas durante o uso de telas estão entre as recomendações.
“O ideal é não esperar sintomas. A consulta preventiva é o melhor caminho para evitar complicações e garantir qualidade de vida”, reforça Cesar Ronaldo Filho.
