Resultado acumulado entre janeiro e agosto supera o avanço nacional, de 0,8%, e é impulsionado pela indústria extrativa, que cresceu 26,5% no período A produção industrial do Espírito Santo cresceu 17,7% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima da média nacional, de 0,8%, e colocou o Estado na liderança entre os 18 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pernambuco (+13,9%) e Mato Grosso do Sul (+7,1%) aparecem na sequência. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada na quinta-feira (8) pelo IBGE e compilada pelo OBSERVATÓRIO FINDES. O desempenho da indústria capixaba foi influenciado pelo crescimento dos segmentos extrativo e de transformação. Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, o resultado demonstra a força da indústria capixaba e a importância de transformar o crescimento da atividade em oportunidades para toda a economia estadual. “Liderar o crescimento industrial do país é um resultado importante para o Espírito Santo e demonstra a força de setores estratégicos da nossa economia. O desafio agora é ampliar esses resultados, atrair novos investimentos e fazer com que esse crescimento se espalhe por todo o setor produtivo. O avanço da indústria de transformação é especialmente relevante porque significa agregar valor ao que produzimos, diversificar a atividade industrial e gerar mais riqueza, empregos qualificados e oportunidades para os capixabas”, afirma Baraona. Indústria extrativa impulsiona o resultado A indústria extrativa foi o principal destaque da produção industrial capixaba, com crescimento de 26,5% no acumulado do ano até agosto. O avanço foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a produção média de petróleo no Espírito Santo chegou a 252,9 mil barris por dia entre janeiro e agosto de 2026. O volume representa alta de 40,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção média de gás natural no Estado foi de 7,2 milhões de metros cúbicos por dia nos oito primeiros meses de 2026, crescimento de 57,6% na comparação com igual período de 2025. No mesmo intervalo, a produção offshore avançou 58,2%, impulsionada pelo crescimento no campo de Jubarte (+53,6%) e pela produção do FPSO Maria Quitéria. A unidade produziu, em média, 2,7 milhões de metros cúbicos por dia, o equivalente a cerca de 54,9% de sua capacidade, de 5 milhões de metros cúbicos. “O maior volume produzido no ambiente offshore foi sustentado pelo FPSO Maria Quitéria, que operou com produção média de 68,6 mil barris por dia, correspondente a cerca de 68,6% de sua capacidade instalada de 100 mil barris diários. O campo de Wahoo, pertencente à PRIO, também contribuiu positivamente, registrando média de 29,8 mil barris por dia entre março e agosto e avanço de 20,6% no acumulado do ano até agosto em relação ao mesmo período de 2025”, explica Marília. A produção onshore cresceu 11,1% no acumulado do ano até agosto, em comparação com o mesmo período de 2025. Indústria de transformação também cresce A indústria de transformação avançou 4% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com os mesmos meses do ano passado. Os destaques foram a metalurgia, com alta de 2%, e a fabricação de produtos de minerais não metálicos, que cresceu 1,6%. Na metalurgia, o desempenho foi acompanhado pela expansão das exportações de produtos siderúrgicos. “As vendas externas capixabas do segmento alcançaram US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5 bilhões) entre janeiro e agosto de 2026, alta de 21,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)”, explica Marília. O resultado reflete, entre outros fatores, o redirecionamento de vendas para mercados europeus, como França, Alemanha, Polônia, Espanha, Holanda e Itália. No mesmo período, a fabricação de produtos alimentícios recuou 2,9%, enquanto a produção de celulose, papel e produtos de papel caiu 5,7%. Segundo a economista-chefe da FINDES e gerente-executiva do OBSERVATÓRIO FINDES, Marília Silva, o desempenho da cadeia de celulose está relacionado a um cenário externo mais desafiador, com redução da demanda chinesa, custos logísticos e incertezas econômicas. Outros fatores também influenciaram o resultado. Em agosto de 2025, a Suzano anunciou um corte de 3,5% na produção de celulose para os 12 meses seguintes, até agosto de 2026. Já o terceiro trimestre de 2026 foi marcado por uma parada programada na Linha C da empresa, a maior das três linhas da unidade de Aracruz, conforme informado pela companhia. A linha tem capacidade anual de 920 mil toneladas. “Como efeito de comparação, as linhas A e B possuem capacidades de 590 mil e 830 mil toneladas, respectivamente. Esse conjunto de fatores representa desafios para o segmento de celulose e ajuda a contextualizar o resultado observado no período”, comenta Marília.
FINDES e TJES firmam parceria para modernizar gestão de estágios no Judiciário capixaba
Por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-ES), a iniciativa prevê melhorias nos processos de seleção, acompanhamento e desenvolvimento dos estudantes. A Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-ES), e o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) formalizaram, na terça-feira (13), uma parceria para modernizar a gestão do Programa de Estágio do Poder Judiciário capixaba. Com o acordo, o IEL-ES ficará responsável pela seleção e pela gestão dos estagiários do Tribunal. A assinatura contou com a presença do presidente da FINDES, Paulo Baraona, e da presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões. Também participaram o secretário-geral do Tribunal, juiz de Direito Anselmo Laghi Laranja; a secretária de Gestão de Pessoas, Eufania Franck; o diretor-geral da FINDES, Roberto Campos de Lima; a superintendente do IEL-ES, Gessica Germana Fonseca de Souza; e o gerente-executivo de Relações Institucionais, Leonardo de Paula. Baraona afirmou que a parceria reforça o trabalho da FINDES para aproximar os jovens do mercado de trabalho. “O estágio permite que os estudantes coloquem em prática o que aprendem em sala de aula e conheçam a rotina profissional. Com a experiência do IEL-ES, vamos contribuir para uma gestão mais eficiente dos estágios no Tribunal de Justiça e para uma formação que faça a diferença na trajetória desses jovens”, disse. A presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões, destacou que o acordo representa um avanço na organização e no acompanhamento dos estágios no Poder Judiciário. “Essa parceria vai possibilitar um gerenciamento mais eficiente do nosso Programa de Estágio, além de aprimorar os serviços desenvolvidos pela Secretaria de Gestão de Pessoas. É uma iniciativa que fortalece a nossa estrutura administrativa e permite que possamos oferecer um acompanhamento cada vez melhor aos estudantes que integram o Poder Judiciário”, ressaltou. A iniciativa prevê a prestação contínua de serviços especializados para a gestão integrada do programa. O objetivo é aprimorar os procedimentos administrativos, fortalecer o acompanhamento dos estudantes e dar mais eficiência às atividades relacionadas aos estágios. Entre as atribuições do IEL-ES estarão o recrutamento e a seleção de estudantes, a formalização dos vínculos de estágio, a gestão de documentos, o acompanhamento dos estagiários e a administração operacional da folha de bolsas e benefícios. A parceria também prevê uma plataforma tecnológica para centralizar informações, acompanhar os vínculos e fornecer indicadores que auxiliem no planejamento e na gestão do programa. Outro ponto do acordo é a realização de diagnóstico organizacional e de gestão por competências, com foco no aperfeiçoamento das atividades e no desenvolvimento dos estudantes que integram o Poder Judiciário estadual.
ES pode criar observatório sobre violência digital contra crianças e adolescentes
Projeto prevê plataforma pública para reunir registros de violações recebidos por instituições que integram a rede de proteção Uma proposta em análise na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) prevê a criação do Observatório Estadual de Violência Digital contra Crianças e Adolescentes. A iniciativa busca reunir, em uma plataforma pública, informações sobre violações de direitos de crianças e adolescentes no ambiente on-line. O Projeto de Lei (PL) 440/2026 é de autoria da deputada Camila Valadão (Psol). A proposta parte do entendimento de que, embora a internet ofereça acesso à informação e ao entretenimento, também pode ser palco de violações, especialmente contra grupos mais vulneráveis. Entre os casos registrados por instituições públicas estão assédio sexual virtual, violência psicológica e sexual on-line, exposição indevida de imagens e dados pessoais, discursos de ódio e aliciamento para exploração sexual. Como os registros estão dispersos entre diferentes órgãos, a identificação da dimensão do problema e a adoção de medidas mais abrangentes podem ser dificultadas. Pelo projeto, a plataforma reuniria indicadores alimentados por informações recebidas nas áreas de segurança pública, educação, saúde, assistência social e direitos humanos. Também poderiam contribuir conselhos tutelares, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública e outras instituições e entidades da rede de proteção. A reunião, sistematização e análise desses dados serviriam de base para a formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes na internet. “A criação do Observatório permitirá não apenas conhecer melhor a incidência e as características dessas violências, mas também identificar tendências, grupos mais vulneráveis, territórios prioritários, gargalos da rede de proteção e oportunidades de aperfeiçoamento das políticas públicas existentes”, explica a deputada. Na justificativa, Camila Valadão aponta que a iniciativa pode contribuir para a transparência, o controle social e a produção de conhecimento sobre um fenômeno que desafia famílias, escolas, instituições públicas e a sociedade. “Trata-se, portanto, de medida voltada ao fortalecimento da capacidade do Estado de compreender, prevenir e enfrentar as violências digitais que atingem crianças e adolescentes, promovendo uma atuação mais integrada, eficiente e baseada em evidências”, afirma. A proposta cita como fundamentos jurídicos o princípio constitucional da proteção integral e da prioridade absoluta de crianças e adolescentes, previsto no artigo 227 da Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e as diretrizes da Política Nacional de Educação Digital (PNED), instituída pela Lei Federal nº 14.533/2023. A deputada também destaca que a PNED reconhece que a inclusão digital vai além do acesso a equipamentos e à conectividade e “envolve o desenvolvimento de competências para o uso crítico, seguro, ético e responsável das tecnologias digitais”. Segundo ela, a política estabelece como eixos estruturantes “a educação digital escolar, a cidadania digital e a promoção de ambientes digitais mais seguros para crianças e adolescentes”. O PL 440/2026 está em análise na Comissão de Justiça. A proposta também será avaliada por outros quatro colegiados da Ales: Direitos Humanos, Proteção à Criança e ao Adolescente, Ciência e Tecnologia e Finanças.
João Machado – “O direito à cidade começa pelo reconhecimento”
Ao longo dos artigos anteriores, partimos da ideia de que a cidade não cresce sozinha. Sua forma é resultado de decisões que definem onde, quanto e de que maneira podemos construir; decisões que, depois de materializadas, muitas vezes passam a ser narradas como consequências naturais do crescimento urbano. Se reconhecemos esse processo, chegamos a uma questão inevitável: quais condições temos, enquanto sociedade, para compreender e participar dessas escolhas? Nas últimas décadas, a ampliação dos mecanismos formais de participação representou uma conquista importante do processo democrático brasileiro. Audiências públicas, conselhos, consultas, oficinas e processos participativos criaram espaços institucionais nos quais diferentes setores da sociedade podem interferir na elaboração das políticas urbanas. O próprio Estatuto da Cidade incorporou a gestão democrática como parte fundamental do planejamento urbano. Entretanto, a existência desses mecanismos não elimina automaticamente as diferenças entre aqueles que participam deles. Imagine uma audiência pública para discutir a revisão de um Plano Diretor. Na mesma sala podem estar moradores, proprietários, representantes do mercado imobiliário, movimentos sociais, arquitetos, urbanistas, técnicos municipais e agentes políticos. Formalmente, todos participam do mesmo processo. Mas alguns chegam conhecendo profundamente os mecanismos jurídicos, econômicos e urbanísticos que estão sendo discutidos, enquanto outros descobrem durante a própria audiência que esses mecanismos existem. Para uns, a alteração de um coeficiente de aproveitamento pode ser imediatamente traduzida em metros quadrados, viabilidade econômica e transformação da paisagem; para outros, o próprio significado daquele número pode não estar suficientemente claro. Essa diferença não torna ilegítima a participação de quem conhece melhor os instrumentos urbanos. Incorporadores, construtores, técnicos, proprietários e demais agentes que atuam diretamente na produção da cidade naturalmente desenvolveram conhecimento especializado sobre aquilo que interfere em suas atividades. O problema aparece quando confundimos a igualdade formal de acesso a uma discussão com igualdade efetiva de condições para participar dela. Estar presente em uma decisão e compreender plenamente aquilo que está sendo decidido são coisas diferentes. Talvez seja justamente por isso que a discussão sobre o direito à cidade precise começar antes da audiência pública. Henri Lefebvre formulou esse direito não apenas como possibilidade de acessar aquilo que a cidade oferece, mas como capacidade de participar da própria produção da vida urbana. Para que essa participação seja possível, entretanto, existe uma condição anterior: é preciso reconhecer a cidade como algo produzido. Só podemos disputar conscientemente uma escolha quando percebemos que existe uma escolha sendo feita. Essa percepção se torna especialmente importante quando lembramos que a ausência de determinados grupos de um processo decisório não significa ausência de decisão. Se moradores participam pouco da elaboração de um Plano Diretor, outros agentes continuam participando. Se parte da sociedade desconhece os efeitos de determinada alteração urbanística, isso não significa que esses efeitos sejam desconhecidos por todos. Se deixamos de perceber um parâmetro urbanístico como objeto de escolha, ele não se torna neutro por isso. O espaço decisório não permanece vazio simplesmente porque alguns de seus possíveis participantes não conseguiram ocupá-lo. Nesse sentido, ampliar o direito à cidade talvez exija algo além de criar mais espaços formais de participação. Exige também tornar os mecanismos de produção urbana mais compreensíveis. Discutir densidade, potencial construtivo, infraestrutura, mobilidade ou valorização territorial não deveria ser uma conversa restrita àqueles que dominam previamente a linguagem técnica do planejamento. Quanto maior a capacidade coletiva de compreender como essas decisões funcionam, maior também a possibilidade de discutir seus efeitos, construir alternativas e estabelecer consensos sobre os caminhos desejados para a cidade. Isso não significa imaginar uma cidade sem conflitos ou acreditar que todos os interesses possam ser permanentemente conciliados. Cidades são produzidas por agentes diferentes, com necessidades, responsabilidades e objetivos que nem sempre coincidem. O desafio democrático não está em eliminar essas diferenças, mas em criar condições para que sejam reconhecidas e debatidas como parte legítima da construção urbana, em vez de permitir que determinadas escolhas sejam apresentadas como resultados inevitáveis de forças abstratas. Talvez seja esse o ponto que conecta toda esta discussão. Reconhecer que a cidade é produzida não significa procurar um único responsável por suas transformações, mas recuperar os sujeitos que desaparecem quando atribuímos ao território uma vontade própria. A cidade não decide sua altura, sua densidade, sua expansão ou seus investimentos. Essas escolhas surgem das relações entre governos, empresas, proprietários, profissionais, moradores e diferentes organizações da sociedade. O direito à cidade começa, portanto, antes mesmo do momento em que levantamos a mão em uma audiência ou apresentamos uma proposta para um Plano Diretor. Começa quando conseguimos olhar para um edifício, uma infraestrutura, uma mudança de legislação ou uma transformação da paisagem e reconhecer que aquilo possui uma história de decisões. A cidade não nasce, não cresce e não descobre sozinha sua vocação. Ela é continuamente produzida por nós. A questão fundamental é compreender quem, em cada momento, possui efetivamente condições de participar desse “nós”. *João Machado é arquiteto e urbanista formado pela UFES. Passou os últimos 14 anos entre projetos de grande porte e empreendimentos de alto padrão no Rio de Janeiro. De volta ao Espírito Santo, traz na bagagem essa experiência e um olhar atento às relações entre arquitetura, mercado imobiliário e as transformações que constroem nossas cidades.
Meio ambiente: Serra oferece cinco pontos gratuitos para descarte de resíduos
Moradores podem entregar entulho, móveis, recicláveis e restos de poda sem agendamento Quem precisa descartar entulho de uma pequena reforma, móveis sem uso ou restos de poda pode contar com cinco pontos gratuitos de entrega voluntária na Serra. Mantidos pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Serviços (Sese), os espaços recebem diferentes tipos de materiais e ajudam a evitar o descarte irregular em ruas e terrenos. São três Ecopontos, nos bairros Jardim Carapina, Novo Porto Canoa e Vila Nova de Colares, e duas Áreas de Triagem e Transbordo (ATTs), em Cidade Pomar e Barcelona. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e aos sábados, das 7h às 16h. Não é preciso agendar a entrega. Nos Ecopontos, podem ser descartados resíduos de pequenas obras e reformas, respeitando o limite de 1 metro cúbico ou 15 sacos de ráfia por dia. Também são recebidos papel, plástico, vidro, metal, móveis, eletrodomésticos, galhos e restos de poda de árvores. Os materiais devem ser separados por tipo e colocados nos espaços indicados pelas equipes. A oferta dos pontos facilita o descarte adequado de pequenos volumes e contribui para evitar o acúmulo de resíduos em ruas, rios e áreas abertas. Quando deixados em locais impróprios, esses materiais podem representar riscos à saúde, prejudicar o meio ambiente e elevar os custos da limpeza urbana. O que não pode ser entregue Os Ecopontos não recebem resíduos orgânicos, como lixo doméstico, vidros automotivos, pneus, isopor, restos de asfalto, resíduos de oficinas mecânicas nem latas com tinta, thinner, piche, óleo, soda cáustica ou outros produtos químicos. Também não é permitido levar resíduos em caminhões, caçambas ou carretas de empresas particulares. A Secretaria de Serviços orienta os moradores a separar os materiais antes do descarte e procurar o ponto de entrega mais próximo. A destinação correta ajuda a manter a cidade limpa e a preservar o meio ambiente. Onde entregar ATT – Cidade Pomar: Avenida Norte Sul, s/nº. ATT – Barcelona: Avenida Região Sudeste, s/nº. O acesso ao bairro é feito pela BR-101. Ecoponto – Jardim Carapina: Rua Presidente Kennedy, 60, próximo à UAPS. Ecoponto – Novo Porto Canoa (João de Barro): Avenida Domingos José Martins, 142, atrás da Estação de Cidadania e Cultura. Ecoponto – Vila Nova de Colares: Rua Floriano Peixoto, 353, ao lado da empresa Corpus. Horários e atendimento De segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Aos sábados, das 7h às 16h. O serviço é gratuito e não exige agendamento. Denúncias de descarte irregular Casos de descarte irregular podem ser comunicados à Fiscalização de Posturas pelo telefone (27) 99951-2321 ou à Fiscalização Ambiental pelo aplicativo Colab. foto: PMS
Zé Ibarra apresenta álbum “AFIM” no Centro Cultural Sesc Glória
Show será realizado em 30 de outubro, às 20h, e marca a estreia do artista no Espírito Santo com a turnê do segundo disco solo O cantor, compositor e multi-instrumentista carioca Zé Ibarra se apresenta no Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória, no dia 30 de outubro. O show começa às 20h e integra a turnê de “AFIM”, segundo álbum solo do artista, lançado em 2025. Esta será a primeira apresentação dele no Espírito Santo. No novo trabalho, Zé Ibarra explora uma sonoridade que combina referências da MPB, do jazz, do pop e do rock progressivo. O disco também marca uma mudança em relação à atmosfera intimista do violão, com arranjos mais densos e uma proposta visual que acompanha a construção musical. Além das faixas de “AFIM”, o repertório inclui canções de compositores contemporâneos, como Dora Morelenbaum, Sophia Chablau, Maria Beraldo, Tom Veloso e Ítallo França. Os ingressos estão à venda pela plataforma Let’s Events e na bilheteria do Sesc Glória, a partir de R$ 50, na modalidade meia-entrada solidária. Trajetória na música Zé Ibarra ganhou projeção em 2014 como vocalista, compositor e pianista da banda carioca Dônica, com a qual conquistou o 27º Prêmio da Música Brasileira. Depois, foi convidado por Milton Nascimento para integrar os vocais de apoio no último ciclo de shows do artista. Nesse período, também se aproximou de nomes como Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Gal Costa, Ivete Sangalo e Margareth Menezes. Em 2022, integrou o Bala Desejo, grupo que celebrou a nova música brasileira e venceu um Grammy Latino. No ano seguinte, lançou o primeiro álbum solo, “Marquês, 256.”. O trabalho acústico e não autoral percorreu diferentes cidades do Brasil e do exterior, com apresentações de ingressos esgotados. Nos últimos três anos, o artista passou por palcos brasileiros e internacionais. Entre os destaques estão uma turnê solo no Japão, duas turnês pela Europa e duas em Portugal, além de apresentações em todas as regiões do Brasil. Zé Ibarra também se apresentou em espaços como o Sesc Pompeia, a Casa Natura Musical e o Teatro Riachuelo Rio. Serviço Zé Ibarra — turnê “AFIM” Data: 30 de outubro Horário: 20h Local: Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória Ingressos: a partir de R$ 50, na modalidade meia-entrada solidária Vendas: plataforma Let’s Events e bilheteria do Sesc Glória Mais informações: sesc-es.com.br
Headscon volta a Vitória em novembro com torneios, cosplay e programação geek
Evento será realizado nos dias 20 e 21, no Sesi de Jardim da Penha, e terá mostras competitivas de jogos, eSports, palestras, feira geek e atividades para diferentes públicos A Headscon retorna a Vitória nos dias 20 e 21 de novembro com uma programação dedicada a games, cultura digital, formação e negócios. O evento será realizado no Sesi de Jardim da Penha e contará com quatro mostras competitivas de jogos, arena de eSports, cosplay, feira geek, palestras e outras atrações. Na edição de 2025, mais de 5 mil pessoas participaram do evento. Ao longo de três dias, foram desenvolvidos mais de 12 protótipos de jogos, e mais de 60 desenvolvedores participaram de atividades práticas e colaborativas. A programação também teve mais de 25 ações de formação, mentorias e capacitações, além de palestras com mais de 15 convidados entre especialistas e mentores. Mais de R$ 50 mil foram distribuídos em premiações, contemplando 12 desenvolvedores capixabas. Para Marcelo Minutti, pesquisador das áreas de inovação e curador da Headscon, o Espírito Santo tem potencial para participar do crescimento da indústria brasileira de games. “É essa convicção que traz a Headscon de volta e sustenta nossa aposta no Estado. Vemos nos talentos capixabas a capacidade de criar, empreender e conquistar espaço no mercado nacional e internacional”. A edição de 2026 terá atividades voltadas a desenvolvedores e empreendedores do setor, além de crianças, jovens, famílias e pessoas interessadas em games e cultura digital. A proposta reúne formação, oportunidades de negócio e entretenimento. Competições e experiências Entre as atrações estão quatro Mostras Competitivas de Jogos: Mostra Capixaba, Mostra Sistema S, Mostra Amazônica e Mostra GovTech. A programação também prevê Headscon Talks, Agência Collab, Meet & Greet com influenciadores, Arena de eSports, cosplay, Feira Geek e espaço de Board Games. “Nosso compromisso é ampliar os caminhos para que esse potencial se transforme em carreiras, negócios e desenvolvimento para o estado. Isso exige presença, formação e conexões que permaneçam além de cada edição. Queremos contribuir para que mais pessoas possam construir seu futuro a partir daqui, levando a criatividade e a inovação do Espírito Santo para o mundo”, ressalta Minutti. A organização da edição conta com a participação de instituições ligadas a games, formação profissional, economia criativa e poder público. Entre elas estão GameDEV ES, Sesi/Senai-ES, Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES), Federação Capixaba de Esportes Eletrônicos (Fecapees), Abragames, Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Sebrae-ES, Secretaria de Turismo do Espírito Santo (Setur-ES) e Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Marcelo Herzog, presidente da Associação de Empresas de Desenvolvimento de Games do Espírito Santo (Gamedev-ES), afirma que a realização da Headscon no Estado reforça o potencial capixaba para se tornar um polo da indústria criativa de games. “Neste ano, o evento conta com mais parcerias de instituições que atuam no desenvolvimento do mercado, como Sebrae, Senai e Secult, entre outras. A Gamedev-ES está com uma expectativa muito positiva e esperamos que as empresas tenham uma experiência rica em aprendizado e relacionamento, contribuindo para ampliar o potencial de crescimento do setor no estado”, afirma Herzog. Mercado de games cresce no Brasil e no Espírito Santo Relatório da Newzoo publicado em agosto de 2026 aponta que o mercado mundial de games movimentou US$ 201,6 bilhões em 2025, um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. Para 2026, a projeção é de US$ 213,9 bilhões, alta de 6,1%. O Brasil é o maior mercado de videogames da América Latina e responde por aproximadamente metade da receita do setor na região. No Espírito Santo, foram publicados 105 jogos e gerados 135 postos de trabalho, formais e informais. Segundo os dados apresentados pela organização, muitos profissionais da área têm formação em Desenvolvimento de Jogos Digitais, Sistemas de Informação e Design. A remuneração média varia de R$ 4 mil a R$ 8 mil, conforme a função e a experiência. Plataforma nacional Idealizada pelo Instituto Gamecon, a Headscon é uma plataforma nacional voltada a games, tecnologia, cultura e inovação. Desde 2018, realiza atividades em diferentes regiões do país, com passagens por Brasília, Acre, Amazonas e Espírito Santo. A iniciativa promove ações de formação, desenvolvimento de jogos, competições e articulação do setor. O Instituto Gamecon é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) qualificada como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).