Capacitação promovida pela Guarda Municipal, em parceria com a LAF Brasil, abordou regras de circulação, direção defensiva e prevenção de acidentes Com o aumento da circulação de bicicletas elétricas nas ruas de Vila Velha, a segurança no trânsito foi tema de uma capacitação realizada neste sábado (7), em Coqueiral de Itaparica. Promovido pela Guarda Municipal, em parceria com a LAF Brasil, o primeiro Curso de Mobilidade Segura reuniu usuários de bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos para orientações sobre legislação, direção defensiva e prevenção de acidentes. Durante o treinamento, os participantes receberam informações sobre regras de circulação, identificação de situações de risco e cuidados com os equipamentos. A programação também incluiu atividades práticas com bicicletas elétricas disponibilizadas pela LAF Brasil, orientações sobre manutenção e distribuição de capacetes aos participantes. Segundo a subinspetora de Educação para o Trânsito da Guarda Municipal, Clarisse Senatore, o conhecimento das normas e a capacidade de antecipar situações de perigo são fundamentais para evitar acidentes. Ela destacou comportamentos de risco, como circular na contramão ou sobre calçadas, além da necessidade de atenção aos pontos cegos de veículos maiores e ao controle da velocidade, especialmente nas curvas. A manutenção preventiva também foi abordada durante o curso. Entre os cuidados recomendados estão a revisão periódica dos freios, a regulagem dos faróis e a utilização de capacetes adequados. Para o diretor de Marketing da LAF Brasil, Daniel Fitaroni, a expansão da mobilidade elétrica precisa ser acompanhada de informação e responsabilidade. “Quanto mais os usuários conhecem as regras de circulação, os equipamentos de segurança e os riscos do trânsito, maiores são as chances de uma convivência segura entre ciclistas, condutores, pedestres e motoristas”, afirmou. A iniciativa deverá ter novas turmas nos próximos meses, ampliando as orientações aos usuários de bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos em Vila Velha. A proposta é incentivar o uso responsável desses veículos e melhorar a convivência entre ciclistas, pedestres e motoristas nas vias da cidade.
Defesa Civil esclarece orientação nacional sobre kit de emergência para 72 horas
Órgão informa que recomendação é preventiva e não representa alerta de desastre iminente no Espírito Santo; tempestades pontuais são o principal risco previsto para o estado A recomendação nacional para que a população mantenha em casa suprimentos básicos suficientes para até 72 horas levou a Defesa Civil do Espírito Santo a publicar, neste sábado (7), uma nota de esclarecimento. O órgão explicou que a orientação tem caráter preventivo e não está relacionada à previsão de um desastre iminente no território capixaba. A medida segue práticas internacionais de preparação para emergências e considera situações em que desastres de grande magnitude podem comprometer temporariamente o fornecimento de serviços essenciais ou dificultar a chegada de equipes de socorro. A proposta é que as famílias tenham condições de atender às necessidades básicas durante os primeiros três dias de uma eventual emergência. Segundo a Defesa Civil estadual, a recomendação nacional não significa que exista uma previsão de enchentes generalizadas no Espírito Santo. As condições meteorológicas atuais não apontam para esse cenário, embora permaneça a possibilidade de ocorrência de tempestades localizadas, acompanhadas de chuvas intensas em curto período, rajadas de vento, granizo e alagamentos pontuais. O órgão também esclareceu a relação entre a orientação preventiva e o fenômeno El Niño, que altera os padrões de circulação atmosférica e a distribuição das chuvas no Brasil. O fenômeno pode favorecer episódios de precipitação mais intensa, especialmente na Região Sul, mas seus efeitos variam conforme as características climáticas e meteorológicas de cada região. No Espírito Santo, a atenção deve ser maior entre moradores de áreas vulneráveis a alagamentos, enxurradas e deslizamentos, além de comunidades que possam ficar temporariamente isoladas em situações de chuva intensa. Para esses locais, a preparação antecipada é uma medida importante para reduzir riscos e facilitar a resposta a possíveis emergências. A Defesa Civil reforçou que as orientações de preparação são válidas, mas precisam ser compreendidas dentro do contexto correto. A recomendação para manter suprimentos por até 72 horas é uma medida geral de prevenção, e não uma resposta a um cenário de desastre iminente no estado. O órgão informou ainda que continua monitorando as condições meteorológicas e orientou a população a acompanhar os avisos e boletins oficiais, que apresentam informações atualizadas sobre eventuais riscos no Espírito Santo.
Projeto oferece aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres na Grande Vitória
Treinamentos começam nesta segunda-feira (9), em Cariacica, e também serão realizados na Serra e em Vitória, com técnicas de taekwondo e orientações sobre direitos e prevenção à violência Mulheres de Cariacica, Serra e Vitória terão acesso a treinamentos gratuitos de defesa pessoal a partir desta segunda-feira (9). A iniciativa faz parte do projeto social Força Feminina, que já atendeu cerca de 650 mulheres e inicia uma nova etapa de atividades na Grande Vitória. Além das aulas práticas, a programação inclui rodas de conversa sobre prevenção à violência, direitos e autonomia feminina. As atividades são destinadas a mulheres cis e trans a partir dos 18 anos e contam com patrocínio da Vale, Solenis e Grupo Águia Branca, por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. O projeto prioriza participantes em situação de vulnerabilidade social, incluindo mulheres negras, indígenas, mães solo, pessoas com deficiência e mulheres lésbicas, bissexuais e trans. Em Cariacica, os treinamentos começam nesta segunda-feira (9), na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Oliveira Castro, em Itaquari. Na Serra, as aulas terão início na quarta-feira (11), no Centro Comunitário Castro Alves, em Conjunto Carapina I. Já em Vitória, a primeira atividade está marcada para sexta-feira (13), no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Ana Maria Chaves Colares, em Atlântica Ville. Os encontros serão realizados semanalmente, das 18h30 às 21h, com duração de duas horas e meia. Desse período, uma hora será dedicada ao aprendizado de técnicas de defesa pessoal, enquanto a outra hora e meia será destinada a rodas de conversa conduzidas por profissionais das áreas de psicologia e direito. As atividades práticas são inspiradas no taekwondo, arte marcial que desenvolve habilidades como coordenação motora, agilidade, disciplina e autoconfiança. A proposta é ensinar movimentos e estratégias que possam ajudar as participantes a identificar situações de risco e ampliar suas possibilidades de reação diante de ameaças. Além da preparação física, o projeto busca oferecer informações que contribuam para o reconhecimento e a prevenção de diferentes formas de violência contra a mulher. Os encontros abordarão temas como machismo, feminismo, maternidade, mercado de trabalho, violência psicológica, dependência e intimidação. As participantes também receberão orientações sobre seus direitos, canais de denúncia e serviços de assistência social disponíveis para mulheres em situação de violência. As rodas de conversa foram planejadas como espaços de acolhimento, compartilhamento de experiências e fortalecimento das relações entre as participantes. Esporte e informação como ferramentas de prevenção O Força Feminina foi idealizado pela mestra de taekwondo Manuela Feliz, técnica da Seleção Brasileira, e pela faixa-preta Andiara Caneo. Desenvolvida pela Associação de Taekwondo da Grande Vitória, a iniciativa utiliza o esporte como instrumento de fortalecimento da autonomia e da confiança das mulheres. As idealizadoras destacam que a violência contra a mulher não se manifesta apenas por meio de agressões físicas. Comportamentos de controle, intimidação, dependência e silenciamento também podem fazer parte de situações de abuso, o que reforça a importância do acesso à informação e às redes de proteção. “Esse projeto é mais do que uma formação: é um movimento de resistência e reconstrução”, afirma Manuela Feliz. Com a abertura das novas turmas, o projeto pretende ampliar o alcance das ações de prevenção à violência e proporcionar às participantes conhecimentos que possam ser aplicados em diferentes situações do cotidiano. Serviço Projeto: Força Feminina 2026 Cariacica: segunda-feira (9), na EMEF Oliveira Castro, em Itaquari. Serra: quarta-feira (11), no Centro Comunitário Castro Alves, em Conjunto Carapina I. Vitória: sexta-feira (13), no CMEI Ana Maria Chaves Colares, em Atlântica Ville. Horário: das 18h30 às 21h. Público: mulheres cis e trans a partir de 18 anos. Participação: gratuita. Informações: Instagram @ffdefesapessoal.
Aos 85 anos, Leonor Rato lança livro sobre a origem do Bairro de Fátima e a construção de santuário
Obra de 272 páginas reúne fotografias históricas e memórias da família de Henrique Rato, imigrante português que participou da formação do bairro e idealizou o templo dedicado a Nossa Senhora de Fátima A história da formação do Bairro de Fátima, na Serra, e da construção de um dos principais espaços de devoção religiosa da região ganha um novo registro com o lançamento do livro “O Manto que me deram”, de Leonor Rato. Aos 85 anos, a autora reúne lembranças familiares, documentos e fotografias para contar a trajetória de seu pai, Henrique Rato, imigrante português que participou do desenvolvimento urbano da Grande Vitória ao longo do século XX. O lançamento será realizado no próximo domingo (15), após a missa das 10h30, no salão anexo ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Serra. Com 272 páginas e 52 capítulos, a publicação aborda a imigração portuguesa, os empreendimentos da família e a transformação de uma antiga fazenda no bairro que hoje abriga o santuário. A narrativa começa em Portugal, no início do século passado, e acompanha a chegada de Henrique Rato ao Brasil, em 21 de março de 1929. Aos 26 anos, ele desembarcou no Rio de Janeiro a bordo do vapor inglês Astúrias, com o objetivo de construir uma nova vida e preparar a vinda da mãe e do irmão mais novo, que enfrentava uma doença grave. Depois de trabalhar no comércio carioca, Henrique recebeu uma oportunidade profissional em Vitória, onde participou da implantação das Casas Pernambucanas, na Vila Rubim, e da abertura de filiais no Espírito Santo e em Minas Gerais. No interior capixaba, conheceu Anna Fiorotti, com quem se casou e constituiu família. Sua trajetória empresarial passou por diferentes atividades. Em Itarana, investiu na produção de aguardente, negócio interrompido durante a Segunda Guerra Mundial por restrições governamentais. Para garantir o sustento da família, passou a transportar café do interior do Espírito Santo para o Rio de Janeiro, enfrentando viagens de até cinco dias por estradas de terra. Após a guerra, retomou a fabricação da bebida, comercializada como Cachaça Ipiranga. O livro apresenta registros desse período, incluindo um rótulo original da década de 1940. Foi durante suas viagens pelo Estado que Henrique identificou a oportunidade de adquirir as terras que dariam origem ao Bairro de Fátima. De uma fazenda ao surgimento de um bairro A antiga Fazenda Pau Brasil, localizada na Serra, foi adquirida inicialmente para o cultivo de cana-de-açúcar. Os planos mudaram após uma visita do então bispo de Vitória, Dom José Joaquim Gonçalves, que sugeriu a construção de um santuário dedicado a Nossa Senhora de Fátima e a criação de um loteamento ao redor do templo. A proposta começou a se concretizar na década de 1950. A intenção era estabelecer um novo centro de devoção religiosa na Grande Vitória, somando-se ao Convento da Penha, em Vila Velha. Ao apresentar sua ideia, o bispo afirmou que o santuário seria o coração da futura comunidade. A transformação da propriedade rural em bairro exigiu investimentos na abertura de ruas, construção de moradias e implantação de serviços. Henrique chegou a criar uma linha de ônibus para facilitar o deslocamento dos moradores e doou uma área de seis mil metros quadrados para a construção de uma escola estadual, posteriormente batizada com o nome de sua mãe, Clotilde Rato. Além dos empreendimentos imobiliários, Henrique também ficou conhecido pela criação do restaurante Madragoa, que se tornou uma referência gastronômica e ponto de encontro da sociedade capixaba. Uma devoção iniciada em Portugal A relação de Henrique Rato com Nossa Senhora de Fátima começou ainda na adolescência, em Lisboa, quando acompanhou, em 1917, a movimentação de fiéis em direção à cidade portuguesa de Fátima. Ao longo da vida, manteve consigo uma pequena imagem da santa, que o acompanhava durante as mudanças de residência e viagens. Em um trecho do livro, Leonor descreve o significado desse objeto para a família: “A Santa não era apenas uma estátua. Era o ponto fixo em meio às mudanças”. A imagem também esteve envolvida em um episódio marcante da infância da autora. Quando Leonor ainda era bebê, em Itarana, uma vela acesa em devoção à santa atingiu uma cortina e provocou um incêndio. A menina foi retirada do berço pela tia pouco antes de as chamas se espalharem. A imagem ficou danificada pelo fogo e, anos depois, foi restaurada pela própria Leonor. Outro acontecimento registrado na obra ocorreu em 17 de abril de 1953, quando a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, trazida de Portugal, visitou o terreno onde seria construído o santuário. Henrique participou da organização da celebração e providenciou transporte para meninas do Orfanato Santa Luzia acompanharem a solenidade. Na ocasião, foi lançada a pedra fundamental do templo. Leonor, então com 12 anos, presenciou o evento, que reuniu autoridades religiosas e moradores da região. Para financiar a construção, a família promoveu campanhas de arrecadação, distribuiu cartões que simbolizavam tijolos e organizou rifas de terrenos. Ainda crianças, Leonor e sua irmã Adelaide percorriam residências em busca de contribuições. Henrique também encomendou ao artista Carlo Crepaz uma imagem de Nossa Senhora de Fátima esculpida em madeira de jacarandá. Enquanto o santuário não estava concluído, a escultura permanecia na residência da família e era levada à capela de madeira para celebrações religiosas. O sonho que a família preservou A construção do santuário enfrentou dificuldades ao longo dos anos. O projeto original previa uma torre de grandes proporções, mas a proximidade com o aeroporto de Vitória impôs restrições à altura da estrutura. Mudanças na administração religiosa também contribuíram para a interrupção das obras. Henrique Rato morreu em 11 de julho de 1984, sem ver o templo concluído. Antes de falecer, porém, pediu aos filhos que preservassem o terreno destinado à construção. Diante da possibilidade de comercialização da área, deixou uma orientação que se tornou parte da memória familiar: “Este terreno não se vende”. O compromisso foi mantido pelos descendentes. Cerca de duas décadas depois, a imagem de jacarandá que permanecia na casa da família foi transferida definitivamente para o altar-mor do Santuário
Skincare coreano conquista Bruna Marquezine e ganha popularidade entre brasileiras
Com foco na hidratação, prevenção do envelhecimento e cuidados diários, tendência de beleza da Coreia do Sul desperta interesse; dermatologista explica benefícios e cuidados necessários A rotina de cuidados com a pele adotada por celebridades como Bruna Marquezine tem contribuído para popularizar o skincare coreano no Brasil. Conhecida como K-beauty, a tendência originária da Coreia do Sul valoriza a hidratação, a prevenção dos sinais de envelhecimento e o uso de cosméticos com formulações inovadoras. Nas redes sociais, um dos principais atrativos é a chamada glass skin, ou “pele de vidro”, caracterizada pela aparência luminosa, uniforme e hidratada. O interesse pela beleza coreana acompanha o crescimento da indústria de cosméticos sul-coreana, reconhecida pelo desenvolvimento de produtos e tecnologias voltados aos cuidados com a pele. Diferentemente de abordagens concentradas na correção de rugas, manchas e outros sinais já existentes, a K-beauty prioriza a manutenção da saúde da pele por meio de uma rotina preventiva. A dermatologista Karina Mazzini, que acompanha as inovações da dermatologia sul-coreana, explica que essa filosofia de cuidado contínuo é um dos principais diferenciais da tendência. “O que mais me encanta na beleza coreana é essa preocupação em cuidar da pele de forma contínua. A Coreia do Sul é referência em inovação e desenvolveu uma cultura muito interessante de prevenção. Não se trata apenas de buscar uma aparência bonita, mas de manter a pele hidratada, protegida e saudável ao longo dos anos”, destaca a médica. Entre os ingredientes mais utilizados nos cosméticos coreanos estão o ácido hialurônico, conhecido por sua capacidade de contribuir para a hidratação, a centella asiática, presente em formulações com propriedades calmantes, e as ceramidas, que ajudam a preservar a barreira de proteção natural da pele. Segundo Karina, esses componentes podem ser incorporados aos cuidados diários de diferentes tipos de pele. No entanto, a escolha dos produtos deve considerar características individuais, como sensibilidade, oleosidade, presença de acne e tendência ao aparecimento de manchas. Como conquistar o efeito de pele de vidro? Embora o skincare coreano seja frequentemente associado a rotinas extensas, com várias etapas e diferentes cosméticos, a dermatologista esclarece que não é necessário utilizar uma grande quantidade de produtos para obter resultados satisfatórios. O efeito conhecido como glass skin está relacionado principalmente à manutenção da hidratação, à uniformidade da textura e à luminosidade natural da pele. Para alcançar essas características, a especialista recomenda uma rotina simples, realizada de maneira consistente. Pela manhã, os cuidados devem incluir limpeza suave, aplicação de hidratante e uso de protetor solar. À noite, a orientação é remover adequadamente a maquiagem e as impurezas acumuladas durante o dia, finalizando com a hidratação. A dermatologista também recomenda cautela na introdução de novos cosméticos. Pessoas com pele sensível, por exemplo, devem incorporar os produtos gradualmente para observar possíveis reações e evitar irritações. “Não é preciso ter uma prateleira cheia de produtos para conseguir bons resultados. Uma das grandes lições da beleza coreana é a constância. Pequenos cuidados, quando realizados corretamente, fazem diferença na qualidade da pele. O importante é adaptar essa filosofia às necessidades de cada pessoa”, explica Karina. Cuidados devem respeitar as características de cada pele A popularização dos cosméticos coreanos nas redes sociais também exige atenção às recomendações feitas por influenciadores e celebridades. De acordo com a especialista, um produto que apresenta bons resultados para determinada pessoa pode não ser o mais indicado para outra. Fatores como tipo de pele, sensibilidade a ingredientes, histórico de acne e predisposição a manchas influenciam diretamente a escolha dos cosméticos e a resposta aos tratamentos. Por isso, a dermatologista reforça que a tendência deve ser encarada como uma inspiração para desenvolver hábitos saudáveis, e não como uma obrigação de reproduzir todas as etapas ou adquirir os mesmos produtos utilizados por personalidades conhecidas. Para Karina Mazzini, a principal contribuição da K-beauty está na valorização dos cuidados preventivos e na compreensão de que uma pele saudável depende mais da regularidade e da escolha adequada dos produtos do que da quantidade de cosméticos utilizados.
Meeting debate investimentos de R$ 120 bilhões e desafios da indústria capixaba
Encontro em Pedra Azul reúne empresários, economistas e lideranças para discutir competitividade, inovação e perspectivas econômicas para o Brasil e o Espírito Santo Com uma carteira de mais de R$ 120 bilhões em investimentos previstos até 2031, o Espírito Santo tem oportunidades de expansão industrial, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura, qualificação profissional e competitividade. Esses temas estiveram no centro do primeiro dia do Meeting de Líderes Industriais 2026, realizado nesta sexta-feira (6), em Pedra Azul, Domingos Martins. Promovido pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) e pelo Centro da Indústria do Espírito Santo (CINDES), o encontro segue até este sábado (7), reunindo empresários, economistas e representantes de instituições públicas e privadas. O evento é apresentado pela Vale e conta com o patrocínio de ArcelorMittal, Banestes, ES Gás, Samarco, Sebrae, SENAI ES, SESI ES, Sicoob e Suzano. Na abertura, o presidente da FINDES, Paulo Baraona, destacou a necessidade de planejamento diante das incertezas econômicas. Ele apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento das empresas capixabas, como a Câmara de Mediação e Arbitragem CINDES/FINDES, a plataforma Conexão CINDES e o Indicador de Ambiente de Negócios (IAN), que reúne informações sobre os 78 municípios do Estado. Baraona também mencionou a atuação da Federação e do SENAI na preparação de fornecedores para a chegada da montadora GWM ao Espírito Santo. Segundo ele, a indústria desempenha papel fundamental na agregação de valor à produção e na geração de oportunidades econômicas. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu a união das lideranças empresariais para enfrentar problemas estruturais do país. Entre os principais obstáculos, citou o Custo Brasil e as distorções no setor energético, que elevam as despesas das empresas e comprometem a competitividade. A vice-presidente do CINDES, Sandra Kwak, ressaltou a importância da integração entre empresas para ampliar as oportunidades comerciais. Já o procurador-geral de Justiça do Espírito Santo, Francisco Berdeal, destacou a segurança jurídica e o diálogo institucional como fatores essenciais ao desenvolvimento econômico. O governador eleito Lorenzo Pazolini e o deputado federal e senador eleito Evair de Melo também participaram do encontro. Ambos defenderam a aproximação entre o poder público e o setor produtivo para estimular investimentos e fortalecer a economia capixaba. Cenário econômico e investimentos Em palestra sobre as perspectivas econômicas nacionais e internacionais, o economista André Perfeito analisou os impactos dos juros elevados, das transformações no mercado de trabalho e dos custos de produção sobre as empresas brasileiras. Segundo ele, a pressão sobre as margens de lucro pode acelerar processos de aquisição e consolidação empresarial, criando oportunidades para incorporação de tecnologias e expansão para novos mercados. O economista também destacou o potencial do Espírito Santo para atrair investimentos e fortalecer suas cadeias produtivas. Durante o painel “Indústria em Alta”, Paulo Baraona afirmou que o país ainda enfrenta problemas históricos de infraestrutura, logística e saneamento. Em contrapartida, ressaltou que o Espírito Santo possui mais de R$ 120 bilhões em investimentos previstos até 2031, dos quais mais de 80% são privados, conforme levantamento do OBSERVATÓRIO FINDES. Qualificação, inovação e sustentabilidade A vice-presidente financeira da FINDES, Eduarda Buaiz, destacou a necessidade de investir na qualificação profissional, na inovação e na retenção de talentos. Segundo ela, o avanço da inteligência artificial e da automação exige novas estratégias de gestão, sem perder de vista as necessidades dos consumidores. A executiva também defendeu a ampliação da participação feminina na indústria. A representante da Vale, Leidiane Frade, abordou a sustentabilidade e a gestão dos recursos naturais. Ela informou que 80% do abastecimento de água das unidades da empresa vem de fontes como reaproveitamento, captação de chuva e tratamento. Também ressaltou a importância de ambientes de trabalho que valorizem o diálogo e a integração entre diferentes gerações. O encontro reforçou a importância de combinar investimentos, inovação, qualificação profissional e segurança jurídica para ampliar a competitividade da indústria e aproveitar as oportunidades de crescimento econômico no Espírito Santo.
Segurança jurídica é apontada como desafio para eficiência dos portos brasileiros
Especialistas discutiram em Vitória os impactos da insegurança jurídica sobre a movimentação de cargas, a regulação portuária e o comércio exterior A importância da segurança jurídica para o funcionamento dos portos brasileiros foi um dos principais temas do 1º Congresso de Direito Marítimo, realizado nos dias 5 e 6 de novembro, no Hotel Sheraton, em Vitória. O debate reuniu representantes da advocacia, do Judiciário e do setor portuário para discutir os desafios da gestão, o combate a ilícitos e a eficiência na movimentação de cargas. Mediador do painel, o advogado Bruno Reis Finamore Simoni, sócio da Finamore Simoni Advogados, destacou que a falta de previsibilidade nas decisões jurídicas afeta diretamente importadores, exportadores e operadores portuários. Segundo ele, retenções de cargas, autuações e mudanças de entendimento são algumas das consequências enfrentadas pelas empresas. “A advocacia é a primeira a perceber as consequências da insegurança jurídica”, afirmou. O assunto tem relevância para a economia do Espírito Santo. Administrados pela Vports desde a desestatização da Codesa, os portos de Vitória e Vila Velha movimentaram 7,9 milhões de toneladas em 2025. As importações alcançaram 5,3 milhões de toneladas, crescimento de 9%. A concessionária pretende ampliar a capacidade dos terminais para 16 milhões de toneladas anuais até 2030. Durante o painel, o advogado Pedro Calmon Neto, do escritório Pedro Calmon Filho e Associados, defendeu o equilíbrio na regulação do setor como condição para garantir segurança jurídica. Já o juiz federal Aylton Bonomo, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), destacou a atuação das três varas federais de Vitória especializadas em questões marítimas, aduaneiras e portuárias. Entre os conflitos recorrentes estão divergências na classificação de mercadorias pela Receita Federal, que podem provocar cobranças tributárias, retenção de cargas e atrasos nas operações. Também participaram do debate Adriana Pessotti, diretora jurídica e regulatória da Vports, e o juiz Leonardo Grecco, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Organizado pelo Instituto dos Magistrados do Brasil (IMB) e realizado pela LEAD, o congresso reuniu representantes do Tribunal Marítimo, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), da OAB-ES, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e de tribunais superiores. A programação, coordenada pela desembargadora Maria da Penha Nobre Mauro, abordou ainda direito aduaneiro, arbitragem e especialização da Justiça marítima, com palestra de encerramento do ministro Afrânio Vilela, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).