Evento reúne Zeca Pagodinho, Emicida, João Gomes, Marcelo D2, Gaby Amarantos, Marina Sena, Rachel Reis e outros artistas entre os dias 14 e 16 de agosto O Festival Movimento Cidade já começa a movimentar o turismo no Espírito Santo. Antes mesmo da abertura, o evento já confirmou a presença de visitantes de nove estados brasileiros e do Distrito Federal, consolidando Vila Velha como um dos destinos dos grandes festivais de música e artes do país. Ao todo, turistas de 55 cidades já garantiram ingressos. Além do Espírito Santo, há público confirmado de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, reunindo visitantes de quatro das cinco regiões do Brasil. O interesse nacional acompanha uma programação que reúne alguns dos principais nomes da música brasileira. Na abertura, no dia 14 de agosto, sobem ao palco Roberta de Razão, Ury Vieira, AJulliaCosta e Gaby Amarantos. No sábado (15), o público confere os shows de Zeca Pagodinho, Fabriccio, O Kannalha, Budah — com participações de Duquesa, MC Luanna e Lourena —, Urias e Emicida. O encerramento, no domingo (16), terá Maré Tardia, o encontro inédito entre Rachel Reis e Marina Sena, além de Marcelo D2 e João Gomes. A projeção do festival já foi destaque na imprensa nacional. Em 2024, a Folha de S.Paulo publicou uma reportagem destacando o Movimento Cidade como um dos eventos responsáveis por colocar o Espírito Santo no mapa dos grandes festivais brasileiros. Embora a maior parte do público seja capixaba, especialmente da Grande Vitória, a sócia-diretora do Movimento Cidade, Luísa Costa, afirma que o crescimento do número de visitantes de outros estados demonstra que o festival passou a integrar o calendário nacional de grandes eventos culturais. “Esse movimento de visitantes vindos de diferentes estados mostra que o público busca cada vez mais experiências culturais completas. É muito significativo perceber que o Movimento Cidade tem construído uma identidade própria, baseada em uma curadoria diversa, encontros inéditos e uma programação que vai além dos shows”, destaca. Com o tema “Cidade são pessoas”, a edição de 2026 transforma novamente a Prainha, em Vila Velha, em um espaço de encontro entre música, artes visuais, performances, gastronomia e convivência. Neste ano, o festival adota um novo formato, com abertura gratuita e dois dias de programação paga. No dia 14 de agosto, a entrada será gratuita mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível. Desde 2022, a iniciativa já arrecadou mais de 80 toneladas de alimentos. Já nos dias 15 e 16 de agosto, os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma Sympla, com opções de entrada diária ou passaporte para os dois dias. O festival também disponibilizou ingressos gratuitos para pessoas em situação de vulnerabilidade social, cujas inscrições já foram encerradas. Confira a programação musical: Sexta-feira (14 de agosto) Roberta de Razão Ury Vieira AJulliaCosta Gaby Amarantos Sábado (15 de agosto) Zeca Pagodinho Fabriccio O Kannalha Budah convida Duquesa, MC Luanna e Lourena Urias Emicida Domingo (16 de agosto) Maré Tardia Rachel Reis com participação especial de Marina Sena Marcelo D2 João Gomes
Curta capixaba de ficção científica e terror é selecionado para festival na Holanda
Dirigido por Leandro Sherman, “Zoglins” integra coletânea brasileira que será exibida em agosto no BUT Film Festival O cinema produzido no Espírito Santo conquistou espaço em um dos principais festivais europeus dedicados ao cinema fantástico. O curta-metragem Zoglins, do diretor capixaba Leandro Sherman, foi selecionado para a programação do BUT Film Festival 2026, que acontece em agosto, na Holanda. O filme integra a coletânea Tropical SOV 2: Bizarro Sci-fi Samba, longa formado por curtas-metragens de ficção científica produzidos por cineastas brasileiros e escolhido para participar do festival. Gravado em Santa Leopoldina, Zoglins mistura ficção científica e terror. A trama acompanha um casal que presencia a aparente queda de um meteoro em uma área rural. Ao investigar o fenômeno, eles descobrem que o ocorrido esconde uma realidade muito mais perturbadora do que imaginavam. O elenco reúne os atores Daniel Monjadim e Zachia Lamar. Daniel também interpretou o principal antagonista de Smither, média-metragem lançado por Sherman no ano passado. Após Smither, o diretor retorna ao gênero do terror em um projeto desenvolvido a convite do produtor catarinense Petter Baiestorf, idealizador da coletânea Tropical SOV 2. Para Leandro Sherman, a seleção marca um importante momento para o audiovisual capixaba e representa a primeira exibição internacional de um de seus filmes. “É uma alegria muito grande ver um filme produzido no Espírito Santo chegar a um festival internacional como o BUT Film Festival. Fazemos cinema independente com muita dedicação e criatividade, então esse reconhecimento mostra que nossas histórias podem alcançar públicos de diferentes partes do mundo”, afirma. O diretor também adiantou que Zoglins ganhará uma continuação, que será seu próximo lançamento. “Desde o início eu pensei em Zoglins como uma história que poderia crescer. O público pode esperar uma continuação que vai expandir esse universo e aprofundar os acontecimentos apresentados nesse primeiro filme”, revela. Ao longo de mais de dez anos de carreira, Leandro Sherman vem consolidando sua trajetória no cinema de suspense e terror. Produções como Dilacerados e Meia-noite no Quarto 103 já passaram por festivais nacionais. Agora, com Zoglins no BUT Film Festival, o cineasta amplia a presença do audiovisual capixaba no circuito internacional.
Circuito Gastronômico POCAR valoriza sabores e tradições em Conceição da Barra
Restaurantes criam pratos inéditos inspirados no tema “Terra e Mar” para aquecer o público para o POCAR Festival de Cultura, que acontece de 30 de julho a 2 de agosto A gastronomia do Sapê do Norte ganha destaque no Circuito Gastronômico POCAR, que integra a programação do POCAR Festival de Cultura 2026. Até 2 de agosto, quatro restaurantes de Conceição da Barra oferecem pratos exclusivos inspirados no tema “Terra e Mar”, preparados com ingredientes produzidos por agricultores familiares, comunidades quilombolas e pescadores artesanais da região. Participam desta edição o Casarão do Cais, Restaurante do Pintinho, Casarão da Barra e Resenha Beer. As receitas valorizam ingredientes locais e reforçam a identidade cultural barrense, aproximando moradores e visitantes da história, dos modos de produção e dos sabores tradicionais do município. Além de incentivar a criatividade dos estabelecimentos, o circuito fortalece a economia local ao conectar produtores, restaurantes e consumidores, promovendo a valorização da agricultura familiar e da pesca artesanal. Entre os destaques estão a Barquinha da Terra com Camarão, do Casarão do Cais; o Maré & Memórias do Sapê, do Restaurante do Pintinho; o Velho Manduca, do Casarão da Barra; e o Sabores do Quilombo, do Resenha Beer. O Circuito Gastronômico antecede a 12ª edição do POCAR Festival de Cultura, que será realizada entre 30 de julho e 2 de agosto, com mais de 50 atrações gratuitas de música, teatro, dança, circo, literatura, cinema e formação artística, reunindo artistas capixabas e nomes de projeção nacional. O festival tem patrocínio master da Petrobras, por meio do programa Petrobras Cultural, e é realizado pelo Instituto Cultural Tambor de Raiz, reforçando a valorização da cultura, da gastronomia e dos saberes tradicionais do Sapê do Norte. Programação – POCAR Festival de Cultura 2026 Quinta-feira – 30 de julho Praça da Matriz 19h30 – Cortejo da Chegança com Palhaço Viralata & Palhaço Cloro – O Riso Vai Te Pegar, Jongo de São Cosme e Damião, Jongo de Nossa Senhora Aparecida, Banda Pôr do Sol, Barroco Jazz Band e artistas convidados. Beira do Cais 20h – Cerimônia de abertura e espetáculo de dança “Ilê de Oxóssi”, da Escola de Artes do Instituto Cultural Tambor de Raiz. 23h59 – Show “Forró da Lú: no Rastro da Onça Caetana”. Palco Petrobras 20h30 – Show “El Baile de Claudia Manzo”, com Claudia Manzo. 22h – Show Hemaidam e Banda. Tenda Teatro Kirikerê 23h – Show “Rock Afrogressivo”, com Banda Galanga. Sexta-feira – 31 de julho Feira da Praça São Pedro 9h – Espetáculo teatral “As Fantásticas Histórias Mágicas”, com Vitor Passarim. 10h – Literatura a Quilo, com Editora Cousa. 10h30 – Ajuntamento de Sanfona, Viola e Pandeiro Mestre Mirtinho. ABLA – Academia de Letras e Artes de Conceição da Barra 16h30 – Espetáculo teatral “Tropeço”, da Tato Criação Cênica. Beira do Cais 16h – Show com Ronnie Silveira, Vitu & Moreati. 17h30 – Show com Tacho Trio. Praça da Matriz 18h – Espetáculo teatral “Pequenos Baobás”, da Escola de Artes do Instituto Cultural Tambor de Raiz. Tenda Teatro Kirikerê 19h – Espetáculo teatral “Espiral Brinquedo Meu”, com Helder Vasconcelos. 20h30 – Show de Sérgio Pererê e Quinteto. 1h – Show Fogumano convida Mariana Aydar. Palco Petrobras 19h30 – Show “Santo Forte”, com Silvia Gomes. 22h – Concerto Orquestra da Quebrada, com participações de Lazzo Matumbi e Gabi Guedes. 23h45 – Show de Jauperi e Banda. Sábado – 1º de agosto Em frente à Kabana Kaique 11h – Espetáculo teatral “Batuque, Canto e Viola”, da Cia. Boca do Lixo. Tenda Teatro Kirikerê 13h – Palestra “Educação Antirracista”, com Bárbara Carine. 19h – Espetáculo teatral “MACACOS”, com Clayton Nascimento (Cia. do Sal). Palco Petrobras 16h – Show “Miudinho”, com Grupo Triii. 22h – Show “Música Ancestral Contemporânea”, com Luccas Martins, Amaro Freitas e Quarteto Zuri. Praça da Matriz 17h30 – Espetáculo circense “Circo do Só Eu”, do Barracão Teatro. 19h30 – Mostra de Cinema: “Ticumbi”, de Apoena Medeiros. Praça Petrobras 20h – Cortejo com a Banda Pôr do Sol. Beira do Cais 1h – Show da Banda Agitus. Domingo – 2 de agosto Próximo à Kabana Kaique 11h – Espetáculo circense “DizemCana”, da Cia. Pé de Cana. 11h50 – Cortejo com a Barroco Jazz Band. Restaurante do Pintinho 12h – Lançamento dos livros “Causos de Brasêro”, de Marcelino Xibil, e “Akenda Mbani” e “É Agora José!”, de Rosana Mont’Alverne. Show “Novos Caminhos”, com Igor Souza e Ian Coury. Dança dos Guerreiros Tupinikim, da Aldeia Caieiras Velha. Roda de samba “Moro na Roça, Iaiá”, com Fernando Procópio. Ajuntamento POCAR.
Galeria Homero Massena recebe primeira exposição individual de Fayra Moreira
“A Linguagem do Transe” reúne obras inéditas da artista visual e propõe uma reflexão sobre memória, afeto e liberdade por meio da pintura abstrata A Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória, recebe entre os dias 25 de julho e 26 de setembro a exposição “A Linguagem do Transe”, primeira mostra individual da artista visual Fayra Moreira. Com curadoria de Lorraine Mendes, a exposição apresenta obras inéditas produzidas ao longo de anos de pesquisa e convida o público a percorrer temas como memória, intimidade, afeto e liberdade por meio da abstração. A abertura acontece no dia 25 de julho, das 10h às 13h, com visita mediada pela artista e pela curadora. A entrada é gratuita. As pinturas não apresentam narrativas fechadas, mas propõem experiências sensíveis, permitindo que cada visitante estabeleça suas próprias conexões com as obras. O trabalho de Fayra parte da ideia de que a arte pode despertar lembranças, emoções e diferentes formas de compreender o amor. O título da exposição foi inspirado em uma reflexão presente no documentário Orí (1989), que relaciona memória e experiência. A partir desse conceito, a artista investiga como as lembranças afetivas podem se transformar em permanência e expressão artística, abordando diferentes dimensões do amor, como os vínculos familiares, afetivos, coletivos e consigo mesma. Entre os destaques da mostra está a obra “Mãe”, pintura de grandes dimensões inspirada na relação da artista com sua mãe. Também integra a exposição a série “Ele vem me visitar nos meus sonhos de vez em quando”, composta por dez pinturas organizadas a partir do ritmo cardíaco de um coração apaixonado. Em ambas, cores, texturas e gestos substituem a figuração para construir narrativas abertas à interpretação do público. Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e mestranda pela Escola de Belas Artes da UFRJ, Fayra Moreira vive entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. Seu trabalho investiga temas ligados ao mistério, à intimidade e ao amor por meio da pintura abstrata. A artista também integra o coletivo Nacional Trovoa e possui obras no acervo permanente do Museu de Arte do Espírito Santo (Maes). O catálogo da exposição será lançado no dia 22 de agosto, durante o período da mostra. Serviço Exposição: A Linguagem do Transe Artista: Fayra Moreira Curadoria: Lorraine Mendes Período: 25 de julho a 26 de setembro de 2026 Abertura e visita mediada: 25 de julho, das 10h às 13h Local: Galeria Homero Massena – Rua Pedro Palácios, 99, Cidade Alta, Vitória Entrada: Gratuita
Festival de churrasco reúne 3 toneladas de carne para o Dia dos Pais em Vitória
Parrillada do Chefe chega pela primeira vez à Capital com entrada gratuita, atrações musicais, gastronomia e atividades para toda a família A Curva da Jurema, em Vitória, recebe entre os dias 7 e 9 de agosto a quinta edição da Parrillada do Chefe, maior festival de churrasco do Espírito Santo. Realizado pela primeira vez na Capital, o evento promete reunir gastronomia, música ao vivo e entretenimento para toda a família, com entrada gratuita e programação especial para o fim de semana do Dia dos Pais. Após passar por Vila Velha e Cariacica, o festival desembarca em Vitória com cerca de três toneladas de carne preparadas em diferentes técnicas de churrasco. O público poderá saborear cortes tradicionais, como picanha, ancho, costela no fogo de chão e cordeiro, além de pratos inspirados em diferentes regiões do país, como carne de sol, torresmo defumado e peixe assado. A programação terá shows ao vivo durante os três dias de evento, com apresentações de Saulo Simonassi, Cadu Caruzo e Rodrigo Balla, além de cerveja artesanal, drinks, espaço kids e atrações para todas as idades. No domingo (9), quando é celebrado o Dia dos Pais, o festival contará com sorteio de brindes e ações especiais para as famílias que escolherem comemorar a data na Curva da Jurema. Segundo o organizador Guilherme Resende, a chegada da Parrillada do Chefe a Vitória marca uma nova etapa da história do evento. “Vitória sempre esteve nos nossos planos e estamos muito felizes em realizar essa primeira edição na capital justamente em um fim de semana tão especial quanto o Dia dos Pais. Será uma oportunidade para reunir famílias e amigos em torno do fogo, da boa música e da gastronomia de qualidade.” Além da programação gastronômica, a Parrillada do Chefe também reúne produtores, fornecedores e especialistas ligados ao setor, promovendo um encontro entre profissionais e apaixonados pelo universo do churrasco. Serviço Parrillada do Chefe – 5ª edição Quando: de 7 a 9 de agosto Onde: Arena Evo, Curva da Jurema, Vitória Entrada: gratuita Pratos: a partir de R$ 30 Atrações: shows com Saulo Simonassi, Cadu Caruzo e Rodrigo Balla, churrasco com mais de 3 toneladas de carne, cerveja artesanal, drinks, espaço kids e programação especial para o Dia dos Pais.
Concertos gratuitos celebram a música barroca em Vitória e Viana
A Trupe Barroca apresenta “A Magia dos Concertos Grossos” nos dias 17 e 18 de julho com repertório dedicado a uma das mais importantes formas musicais do período barroco A Orquestra A Trupe Barroca realiza, nos dias 17 e 18 de julho, o concerto “A Magia dos Concertos Grossos”, primeira apresentação da série Uma Nova Música Antiga 2026, projeto voltado à difusão da música dos séculos XVII e XVIII e da interpretação historicamente orientada. As apresentações são gratuitas e acontecem em Vitória e Viana. O primeiro concerto será realizado na sexta-feira (17), às 20h30, no Santuário Basílica de Santo Antônio, em Vitória. Já a segunda apresentação acontece no sábado (18), às 17h, na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Araçatiba, Viana. O programa convida o público a conhecer o universo dos concertos grossos, uma das principais formas instrumentais do período barroco. Desenvolvido na Itália entre os séculos XVII e XVIII, o gênero se caracteriza pelo diálogo entre um pequeno grupo de solistas, chamado concertino, e o restante da orquestra, conhecido como ripieno ou tutti, criando contrastes sonoros que marcaram a música da época. Consolidado por Arcangelo Corelli e posteriormente aperfeiçoado por compositores como Georg Friedrich Handel, Alessandro Scarlatti e Francesco Geminiani, o concerto grosso exerceu grande influência na evolução da música orquestral ocidental. A montagem contará com a participação do violinista Juliano Buosi, especialista em performance histórica, que será o mestre concertista convidado. Bacharel, mestre e doutor pela Unicamp, Buosi também é formado em Violino Barroco pela Escola Superior de Música da Catalunha (ESMUC), em Barcelona, e desenvolve carreira artística e acadêmica no Brasil e no exterior. Segundo o diretor artístico da Trupe Barroca, Washington Luiz Sielemann Almeida, o objetivo é ampliar o acesso do público capixaba ao repertório barroco e estimular a formação de novas plateias. “Os concertos grossos representam um dos momentos mais criativos e inovadores da música barroca. Com este projeto, queremos proporcionar ao público uma experiência artística de alta qualidade, aproximando-o de um repertório fundamental para a história da música e ainda pouco conhecido fora dos grandes centros especializados.” Para Juliano Buosi, o concerto grosso transforma o diálogo entre os músicos em elemento central da composição, permitindo ao público perceber os contrastes de timbres, a riqueza sonora e a inventividade de compositores que seguem influenciando a música até os dias atuais. A série Uma Nova Música Antiga 2026 terá ainda outras três apresentações entre este ano e o início de 2027. O projeto reafirma o compromisso da Trupe Barroca com a pesquisa, a valorização e a difusão da música histórica, além de promover ações de formação de público no Espírito Santo. A iniciativa conta com patrocínio da EDP e apoio do Instituto Modus Vivendi, do Centro de Interpretação Fazenda Araçatiba e do Santuário Basílica de Santo Antônio. O projeto tem parceria do Instituto Brasileiro de Cultura e Artes (IBRAC) e é realizado pela WS Projetos Criativos, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) e da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Espírito Santo. Serviço A Magia dos Concertos Grossos – Série Uma Nova Música Antiga 2026 17 de julho (sexta-feira) 20h30 Santuário Basílica de Santo Antônio Vitória Entrada gratuita 18 de julho (sábado) 17h Igreja de Nossa Senhora da Ajuda Araçatiba – Viana Entrada gratuita
Samir Nemer – “Imposto sobre exportação de minerais gera impasse e pode parar no STF”
Debate sobre novo tributo da reforma tributária deve impactar empresas de mineração, petróleo, siderurgia e rochas naturais do Espírito Santo_ Uma disputa que ainda está nas mãos do Congresso Nacional pode acabar sendo decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo é um dos novos impostos criados pela reforma tributária: o Imposto Seletivo (IS). A discussão é se esse tributo deve ou não incidir sobre minerais destinados à exportação, tema que preocupa empresas do setor mineral e pode afetar diretamente a competitividade de importantes segmentos da economia brasileira. O impasse surgiu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar um trecho da Lei Complementar nº 214/2025 que afastava a cobrança do Imposto Seletivo sobre bens minerais exportados. Agora, o Congresso decidirá se mantém ou derruba esse veto. Independentemente do resultado, especialistas avaliam que a questão deverá ser levada ao STF para uma definição. Para o advogado tributarista Samir Nemer, sócio do escritório FurtadoNemer Advogados e mestre em Direito Tributário, o debate exige mais discussão. “A Constituição Federal protege as exportações da incidência de tributos justamente para que os produtos brasileiros sejam mais competitivos no mercado internacional. Por isso, existe um debate jurídico importante sobre a possibilidade de o Imposto Seletivo alcançar os bens minerais destinados ao exterior”, explicou. O governo federal defende que, nesse caso, o imposto não seria cobrado na exportação propriamente dita, mas na etapa de extração do minério, independentemente de ele ser vendido no Brasil ou para outros países. Já representantes do setor entendem que, na prática, esse custo acaba sendo incorporado ao produto exportado, contrariando o princípio constitucional de desonerar as exportações. Segundo Nemer, essa diferença de interpretação é o que deve alimentar uma disputa judicial. “Se o veto for mantido, empresas e entidades do setor podem questionar a cobrança do imposto. Se o Congresso derrubar o veto, existe a possibilidade de a própria União contestar essa decisão. Ou seja, há uma grande chance de que o Supremo Tribunal Federal seja chamado a decidir qual interpretação deve prevalecer”, afirmou. A preocupação também envolve os impactos econômicos. Caso o imposto permaneça incidindo sobre minerais exportados, o custo pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. “Quando um tributo aumenta o custo de produção de um produto destinado à exportação, ele pode diminuir a capacidade de concorrência das empresas brasileiras frente a produtores de outros países. Esse é um dos principais argumentos apresentados pelo setor”, destacou Nemer. No Espírito Santo, um dos maiores polos brasileiros de mineração, siderurgia e rochas naturais, a decisão pode ter efeitos significativos. Empresas como Vale, Samarco, ArcelorMittal e diversas indústrias de mármore e granito acompanham o tema com atenção. “O Espírito Santo possui uma economia fortemente ligada às exportações minerais e de rochas ornamentais. Qualquer mudança na tributação desses produtos pode gerar reflexos importantes na competitividade das empresas, nos investimentos e até na geração de empregos no Estado”, ressaltou Samir Nemer.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “Aparições Marianas”
O dia em que o céu voltou a falar em Fátima Há uma data que se repete todos os anos no calendário, mas que carrega dentro de si a memória de um instante único, ocorrido há mais de um século numa pequena aldeia portuguesa. Hoje, 13 de julho, é o dia em que a Igreja e milhões de fiéis ao redor do mundo recordam a terceira aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, um episódio que se tornou um dos capítulos mais marcantes da devoção mariana em todo o planeta. Tudo começou em 1917, num tempo de guerra e incertezas na Europa. Numa região agrícola e simples de Portugal, chamada Fátima, viviam três crianças que pastoreavam ovelhas nos campos da família: Lúcia dos Santos, de dez anos, e seus primos Francisco e Jacinta, de nove e sete anos. Nenhum deles imaginava que aquele ano transformaria suas vidas para sempre e faria daquele pedaço de terra, conhecido como Cova da Iria, um dos lugares mais visitados e reverenciados do mundo cristão. Foi em 13 de maio daquele ano que os pastorinhos relataram, pela primeira vez, ter visto uma senhora envolta em luz, mais brilhante que o sol, que lhes pedia oração e penitência pela conversão dos pecadores. A aparição prometeu retornar no mesmo dia dos meses seguintes, e assim aconteceu, atraindo cada vez mais atenção e multidões curiosas, céticas ou fervorosas, que acompanhavam as crianças até o local indicado. A terceira aparição, exatamente neste dia, 13 de julho de 1917, ficou marcada como um dos momentos mais intensos de toda a série de encontros. Segundo o relato posterior de Lúcia, já adulta e religiosa, foi nessa ocasião que a Senhora confiou às crianças aquilo que ficaria conhecido como o Segredo de Fátima, um conjunto de revelações divididas em três partes, que incluíam uma visão impactante do inferno, um pedido de consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria e o anúncio de sofrimentos futuros para o mundo e para a própria Igreja. A primeira parte revela aos pastorinhos a visão do inferno, um alerta espiritual que Nossa Senhora não se limita a descrever, mas mostra diretamente às crianças, para que compreendessem com clareza o destino reservado às almas que partem desta vida em pecado e sem arrependimento. Já a segunda parte surge como um desdobramento natural da primeira. Depois de expor a realidade das almas perdidas, Nossa Senhora aponta o remédio para essa condição. A mensagem deixa de ser apenas advertência e passa a ser também caminho, mostrando que há uma saída possível diante do que fora revelado. Esse caminho se apoia em dois pilares que caminham juntos. O primeiro é a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, ato que caberia ao Papa realizar em comunhão com os bispos, entregando aquela nação a Deus. É um gesto que reconhece que também o destino dos povos se constrói, ou se perde, conforme sua relação com o divino. O segundo pilar é a prática da comunhão reparadora dos primeiros sábados, que chama os fiéis à participação direta. Ela reúne confissão, comunhão, recitação do Rosário e um momento de meditação, tudo oferecido como reparação às ofensas contra o Imaculado Coração de Maria. Dessa forma, a resposta ao pedido celestial não fica restrita às autoridades da Igreja, mas alcança a vida cotidiana de cada cristão. Por fim, a terceira parte do segredo se expressa por meio de imagens simbólicas e só veio a público muito depois das duas primeiras. Se a primeira parte trata do destino das almas e a segunda aponta os meios de salvação, esta última volta o olhar para a trajetória da Igreja através dos séculos, sobretudo nos momentos de dor e perseguição que marcaram sua história. Ao mesmo tempo em que revelava conteúdos tão graves, a mensagem trazia também uma promessa de esperança. A Virgem garantiu às crianças que, ao final, o seu Imaculado Coração triunfaria, e que um tempo de paz seria concedido à humanidade. Foi também nesse encontro que ficou marcada a frase que resumiria toda a espiritualidade de Fátima nos anos seguintes, o convite constante à oração do terço, repetido em quase todas as aparições, como forma simples e acessível de buscar a paz para o mundo. Os relatos das crianças, feitos num tempo em que a comunicação era lenta e a desconfiança das autoridades locais era grande, foram inicialmente recebidos com ironia e até perseguição. Francisco e Jacinta chegaram a ser ameaçados e interrogados por autoridades civis que suspeitavam de manipulação religiosa. Ainda assim, mantiveram-se firmes naquilo que haviam visto e ouvido, uma coerência que impressionou até os mais céticos e que, décadas depois, seria um dos elementos considerados pela Igreja Católica ao reconhecer oficialmente as aparições, em 1930. Francisco e Jacinta não viveriam para ver esse reconhecimento. Ambos morreram ainda crianças, vítimas da gripe espanhola que assolava a Europa naquele período, e foram canonizados por São João Paulo II em 2000, tornando-se os santos mais jovens da história a serem canonizados sem o título de mártires. Lúcia, por sua vez, viveu quase um século, tornou-se religiosa carmelita e dedicou o restante da vida a relatar, preservar e explicar os detalhes daquilo que havia testemunhado quando ainda era uma menina simples do campo português. Mais de um século depois, o Santuário de Fátima continua recebendo peregrinos de todos os continentes, e o dia 13 de cada mês, de maio a outubro, mantém viva a tradição de vigílias, procissões e momentos de oração que recordam aquele ano extraordinário. O 13 de julho, em particular, carrega o peso simbólico de ser o dia em que o mistério de Fátima se aprofundou, revelando que aquelas aparições não eram apenas um fenômeno local, mas traziam uma mensagem dirigida ao mundo inteiro. Para além da fé de cada pessoa, a história de Fátima permanece como um retrato comovente de simplicidade e coragem, a de três crianças que, em meio a um mundo em guerra, tornaram-se protagonistas de um dos episódios espirituais mais estudados e comentados do século
Circuito da Moqueca Capixaba leva pratos exclusivos e programação cultural a Manguinhos
Evento acontece em dois finais de semana de julho com receitas inéditas a preços fixos, atrações para toda a família e valorização da gastronomia capixaba A moqueca capixaba, um dos maiores símbolos da culinária do Espírito Santo, será a grande estrela da 5ª edição do Circuito da Moqueca Capixaba de Manguinhos, na Serra. O evento será realizado nos dias 17, 18 e 19, e 24, 25 e 26 de julho, sempre das 12h às 17h, reunindo restaurantes, docerias, atrações culturais e opções de hospedagem no balneário. Promovido pela Associação Comercial do Balneário de Manguinhos (ACBM), o circuito reúne receitas criadas especialmente para o festival. Os restaurantes participantes servirão porções individuais de moqueca por R$ 40, enquanto as docerias oferecerão sobremesas exclusivas por R$ 25. Além da gastronomia, a programação inclui atrações para toda a família. A tradicional Jardineira Gourmet fará passeios gratuitos pelos estabelecimentos participantes nos dias 18, 19, 25 e 26 de julho, a partir do meio-dia. No Restaurante Quinta da Praia, aos sábados (18 e 25), haverá teatro infantil e atividades recreativas gratuitas para crianças, das 13h às 14h, além de feira de artesanato local, das 11h às 16h. O circuito também contará com exposições de arte e espaços dedicados ao artesanato em restaurantes e pousadas do balneário. Entre os destaques do cardápio estão a Moqueca de Fogo, preparada com peixe na brasa; a Moqueca Mar & Bacon, que combina cação, camarão e bacon crocante; a Tábua de Moqueca, com quatro versões do prato capixaba; e a Sinfonia das Estrelas, que une peixe e lagosta em uma receita especial. Ao todo, participam do circuito os restaurantes Espaço Maresia’s, Quinta da Praia, Enseada de Manguinhos, Recanto das Estrelas e Espaço Chico Bento, além das docerias Carmen Carloni Confeitaria e Mavi Sucreé Doceria. O balneário também contará com pousadas preparadas para receber turistas durante os dois finais de semana do evento. O 5º Circuito da Moqueca Capixaba é uma realização da Associação Comercial do Balneário de Manguinhos (ACBM), em parceria com a Associação dos Moradores de Manguinhos (AMMAN), Prefeitura da Serra, Sebrae-ES e Sindibares/Abrasel. Serviço 5º Circuito da Moqueca Capixaba de Manguinhos Quando: 17, 18 e 19; e 24, 25 e 26 de julho. Horário: das 12h às 17h. Onde: Balneário de Manguinhos, Serra. Valores: moquecas individuais por R$ 40 e sobremesas por R$ 25. Fotos: Marcio Scheppa
Capixabas antecipam doação de imóveis diante de possível aumento do imposto sobre heranças
Número de escrituras de doação bate recorde no Espírito Santo enquanto mudanças da Reforma Tributária podem elevar a tributação a partir de 2027 A possibilidade de mudanças nas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) tem levado famílias capixabas a anteciparem a transferência de imóveis para filhos e herdeiros. Com a Reforma Tributária prevendo alterações na cobrança do tributo e a possibilidade de aumento da alíquota dos atuais 4% para até 8% nos próximos anos, os Cartórios de Notas do Espírito Santo registraram, em 2025, o maior número de escrituras públicas de doação de imóveis da série histórica. Foram 2.064 escrituras lavradas no ano passado, um crescimento de 53% em relação a 2020, quando o Estado registrou 1.346 atos. O aumento reflete a busca pelo planejamento sucessório antes da entrada em vigor das novas regras tributárias, prevista para ocorrer a partir de 2027, caso a legislação estadual seja aprovada ainda neste ano. Além do aumento nas doações, a arrecadação do ITCMD também avançou no Espírito Santo. Segundo dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a receita com o imposto passou de aproximadamente R$ 105 milhões, em 2020, para R$ 246 milhões em 2025, crescimento de 134% em cinco anos. Atualmente, o Estado adota uma alíquota única de 4% para heranças e doações, independentemente do valor do patrimônio. Com a Lei Complementar nº 227/2026, os estados que utilizam esse modelo deverão adotar alíquotas progressivas, nas quais a tributação aumenta conforme o valor dos bens transmitidos. A legislação também estabelece diretrizes para que a cobrança considere o valor de mercado dos imóveis. Como qualquer alteração aprovada em 2026 precisará respeitar os princípios constitucionais da anterioridade anual e da noventena, especialistas avaliam que este pode ser o último ano para realizar doações seguindo as regras atuais. Entre as alternativas mais utilizadas está a doação com reserva de usufruto. Nesse modelo, os pais transferem a propriedade do imóvel aos filhos, mas permanecem com o direito de utilizar, administrar e até receber rendimentos do bem durante toda a vida. Segundo o presidente do Sindicato dos Notários e Registradores do Estado do Espírito Santo (Sinoreg-ES), Marcio Romaguera, a procura por soluções de planejamento sucessório aumentou significativamente nos últimos meses. “A Reforma Tributária trouxe urgência a uma discussão que muitas famílias vinham adiando. Diante da possibilidade de mudanças na tributação, cresce a busca por mecanismos que permitam organizar a sucessão patrimonial de forma segura, transparente e dentro da legislação”, afirma. Os dados confirmam essa tendência. Depois de registrar 1.693 escrituras de doação de imóveis em 2023 e 1.982 em 2024, o Espírito Santo atingiu o recorde de 2.064 atos em 2025, movimento que pode ganhar ainda mais força ao longo deste ano. Para Romaguera, a combinação entre alíquotas progressivas e a utilização do valor de mercado dos imóveis como base de cálculo tende a elevar o custo da transmissão patrimonial, tornando 2026 um período estratégico para quem pretende organizar a sucessão familiar com maior previsibilidade e menor impacto tributário.