Estudo aponta que produtividade teria de crescer mais de 8% para compensar eventual jornada de 40 horas semanais sem redução de salários O Brasil poderia levar entre 17 e 30 anos para alcançar ganhos de produtividade suficientes para compensar os efeitos de uma eventual redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, associada à mudança da escala 6×1. A estimativa consta de estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que analisa possíveis impactos da medida sobre produtividade, emprego formal e massa salarial. A projeção considera um cenário em que as empresas mantêm o número de empregados e os salários, absorvendo a redução das horas trabalhadas sem diminuir a remuneração. Segundo o levantamento, o total de horas trabalhadas cairia cerca de 7,8%. Para compensar essa redução, a produtividade por hora trabalhada teria de avançar entre 8,3% e 8,5%. A CNI calcula que, considerando o ritmo histórico de evolução da produtividade brasileira, seriam necessários de 17 a 30 anos para acumular um ganho dessa magnitude. O estudo entra no debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, tema que ganhou espaço na discussão política e econômica do país. Para a indústria, uma eventual mudança precisa considerar seus efeitos sobre custos, geração de empregos e capacidade produtiva das empresas. O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, defende que a discussão seja acompanhada de medidas voltadas ao aumento da produtividade brasileira. Segundo ele, a ampliação de direitos de forma sustentável depende também do crescimento da capacidade do país de gerar riqueza. “Não podemos discutir a redução da jornada de forma isolada, sem enfrentar o desafio estrutural da baixa produtividade”, afirma Baraona. Para o presidente da Findes, investimentos em educação e qualificação profissional, inovação, tecnologia, segurança jurídica e melhoria do ambiente de negócios devem fazer parte desse processo.
Gestão hoteleira e gastronomia avançam em empreendimentos de alto padrão em Pedra Azul
Com 90% das unidades da primeira fase comercializadas, Vive Le Vin terá gestão da Livá Hotéis e operação gastronômica do Uaine Group, responsável pelo Restaurante Aleixo A integração entre hotelaria, gastronomia e mercado imobiliário vem ganhando espaço em empreendimentos de alto padrão voltados a destinos turísticos. Serviços que tradicionalmente eram definidos mais perto da entrega dos projetos começam a ser incorporados ainda na fase de concepção, influenciando o planejamento dos espaços, a operação e as facilidades oferecidas aos proprietários. Essa é a proposta adotada pela Invite Inc. no Vive Le Vin, em Pedra Azul. O empreendimento prepara uma segunda fase de lançamento e já comercializou 90% das unidades da primeira etapa. A gestão ficará a cargo da Livá Hotéis, apontada como a terceira maior rede hoteleira do Brasil, que participará da implantação dos protocolos operacionais e, após a entrega, será responsável pela administração de serviços e facilities. Na área de gastronomia, a operação será conduzida pelo Uaine Group, responsável pelo Restaurante Aleixo. Além de comandar a experiência de alimentos e bebidas do empreendimento, o grupo terá uma unidade exclusiva do restaurante dentro do complexo do Vive Le Vin. A escolha dos parceiros acompanha o perfil do empreendimento e o crescimento de Pedra Azul como destino que reúne turismo, gastronomia, natureza e mercado imobiliário. A região recebe visitantes e proprietários em diferentes períodos do ano, o que amplia a demanda por estruturas capazes de oferecer serviços de forma integrada à hospedagem e à permanência no local. Nesse modelo, hotelaria e gastronomia são planejadas juntamente com a arquitetura, as áreas de convivência e os demais serviços, em vez de serem incorporadas somente depois da conclusão das obras. Para os proprietários, a proposta é concentrar dentro do próprio empreendimento uma série de facilidades relacionadas à estadia. Segundo o diretor da Invite Inc., Caio Valença, a presença de empresas especializadas desde a etapa de desenvolvimento permite adequar a futura operação à concepção original do projeto. “A operação passou a ter um papel estratégico no mercado imobiliário. Arquitetura e localização continuam fundamentais, mas a qualidade da gestão também influencia a percepção de valor de um empreendimento. Por isso buscamos parceiros com expertise em suas áreas de atuação, capazes de preservar o nível de qualidade do Vive Le Vin e garantir que a experiência e comodidade idealizadas no projeto sejam sentidas pelos proprietários ao longo do tempo”, afirma. Serviços planejados com o empreendimento No Vive Le Vin, a Livá será responsável por áreas como recepção, governança, manutenção, concierge, limpeza e outros serviços destinados aos proprietários. A definição antecipada da empresa responsável pela gestão permite que fluxos, necessidades operacionais e funcionamento dos ambientes sejam considerados ainda durante o desenvolvimento e a implantação do empreendimento. Na gastronomia, o Uaine Group levará para Pedra Azul a experiência do Restaurante Aleixo, nome conhecido da gastronomia capixaba. O restaurante funcionará ao longo da semana dentro do empreendimento, atendendo proprietários e visitantes durante a permanência na região. A participação do grupo não ficará restrita ao restaurante. O Aleixo será responsável por toda a operação de alimentos e bebidas do Vive Le Vin, incluindo café da manhã, refeições, room service, bar da piscina, degustações de vinhos, eventos de harmonização e curadoria da carta de rótulos comercializados no empreendimento. O modelo de adega aberta utilizado pelo restaurante também será levado para Pedra Azul. A proposta permitirá que os clientes escolham pessoalmente os vinhos e tenham orientação especializada para as harmonizações. Inspirado no universo do vinho, o Vive Le Vin reúne em sua concepção arquitetura, arte, gastronomia e bem-estar. O empreendimento contará com mais de 6 mil metros quadrados de áreas de lazer e convivência, incluindo espaços destinados a experiências enogastronômicas, wellness e contemplação da paisagem de Pedra Azul. Sobre a Invite Inc. A Invite Inc. é uma incorporadora boutique cujos sócios reúnem mais de 40 anos de experiência no mercado imobiliário. A empresa atua nos segmentos de médio-alto e luxo, com empreendimentos residenciais, hoteleiros e comerciais no Brasil e em Portugal. Os projetos são desenvolvidos a partir de uma abordagem tailor-made, que busca integrar arquitetura, design, conceito e estilo de vida. Com atuação também ligada à hotelaria, a incorporadora inclui em seus empreendimentos serviços, facilidades e experiências associados às características de cada projeto e de seu destino.
Empresas têm até 30 de setembro para aderir ao Simples Nacional em 2027
Prazo para adesão ao Simples Nacional começa nesta terça-feira e vai até 30 de setembro Empresas que pretendem ingressar no regime em 2027 terão de formalizar a opção em setembro; período também será destinado à escolha sobre o recolhimento de IBS e CBS As empresas que pretendem aderir ao Simples Nacional em 2027 precisam ficar atentas ao novo calendário. O prazo para formalizar a opção começa nesta terça-feira (1º) e segue até 30 de setembro, segundo alerta da Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual. A mudança foi estabelecida pela Resolução CGSN nº 186/2026. Até então, a adesão ao Simples Nacional era solicitada em janeiro do próprio ano em que o enquadramento passaria a valer. Pela nova regra, a opção deverá ser feita em setembro do ano anterior. A solicitação continuará sendo realizada pelo Portal do Simples Nacional. Além da adesão ao regime, setembro será marcado por outra decisão importante para micro e pequenos empreendedores em razão da Reforma Tributária. As empresas que já integram o Simples Nacional, assim como aquelas que solicitarem ingresso para 2027, terão de definir como será feito o recolhimento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS). Os contribuintes terão duas possibilidades: manter IBS e CBS dentro do regime simplificado ou apurar e recolher os dois tributos separadamente, pelo regime ordinário de tributação. A escolha feita em setembro terá validade para o primeiro semestre de 2027. Em março, será aberto um novo período de opção, desta vez válido para o segundo semestre. A decisão sobre a forma de recolhimento do IBS e da CBS deverá levar em consideração as características de cada negócio, incluindo atividade econômica, relação com fornecedores e clientes e os impactos tributários de cada alternativa. Por isso, não existe uma modalidade que seja necessariamente mais vantajosa para todas as empresas. As mudanças nos períodos de opção não se aplicam aos Microempreendedores Individuais (MEI), que continuarão submetidos às regras próprias do SIMEI. O que é o Simples Nacional O Simples Nacional é um regime especial unificado destinado à arrecadação de tributos e contribuições devidos pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), conforme estabelece a Lei Complementar nº 123/2006. Nesse sistema, a arrecadação, a cobrança e a fiscalização dos tributos são compartilhadas entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Atualmente, o regime reúne IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição Patronal Previdenciária (CPP) destinada à Seguridade Social. Com a Reforma Tributária, a partir de 2027 também passarão a ser recolhidos pelo Simples Nacional o IBS, que substituirá gradativamente ICMS e ISS, e a CBS, que substituirá PIS e Cofins. Para aderir ao Simples Nacional, a empresa precisa estar enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte, atender aos requisitos previstos na legislação e formalizar a opção pelo regime. Entenda as mudanças e tire suas dúvidas Qual é o novo prazo para opção pelo Simples Nacional? A opção pelo Simples Nacional para 2027 deverá ser realizada entre 1º e 30 de setembro de 2026. Anteriormente, o ingresso no regime poderia ser solicitado até o último dia útil de janeiro, com validade para o próprio ano. Agora, a formalização será antecipada e ocorrerá em setembro do ano anterior. A solicitação continuará sendo feita pelo Portal do Simples Nacional. O que significa recolher IBS e CBS “por fora” do Simples Nacional? Entre 1º e 30 de setembro de 2026, tanto as empresas que já fazem parte do Simples Nacional quanto aquelas que solicitarem ingresso no regime poderão optar por recolher IBS e CBS dentro do Simples ou separadamente, seguindo o regime ordinário de tributação. A decisão tomada em setembro valerá de janeiro a junho de 2027. Serão abertos dois períodos por ano para essa escolha: setembro, com efeitos no primeiro semestre do ano seguinte, e março, com validade para o segundo semestre do mesmo ano. Dessa forma, em março de 2027 haverá uma nova oportunidade para optar pelo recolhimento de IBS e CBS fora do Simples Nacional, com efeitos entre julho e dezembro de 2027. O que acontece se o contribuinte não optar por recolher IBS e CBS “por fora” do Simples Nacional? Caso o contribuinte não faça a opção, IBS e CBS serão recolhidos dentro do Simples Nacional, de maneira unificada. A partir de 2027, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) passará a reunir os seguintes tributos: IRPJ, CSLL, CBS, CPP, IPI, ICMS, ISS e IBS. Qual forma de recolhimento pode ser mais vantajosa para a empresa? Não existe uma resposta única para todos os contribuintes. Cada empresa deverá analisar sua atividade econômica e realizar estudos para identificar qual forma de apuração e recolhimento é mais adequada às características do negócio. É possível cancelar a opção pelo Simples Nacional após o pedido? Sim. A empresa que formalizar a opção em setembro poderá cancelar o pedido até o último dia de novembro de 2026. Quem já está no Simples Nacional precisa fazer uma nova opção? Em regra, não. A permanência no Simples Nacional continua sendo automática. Apesar disso, é importante que a empresa acesse o Portal do Simples Nacional para verificar se houve exclusão do regime para 2027 em decorrência de débitos ou outras pendências. Caso conste exclusão do Simples Nacional em 2026 ou a partir de janeiro de 2027, o contribuinte poderá apresentar uma nova opção durante setembro de 2026. Mesmo as empresas que estiverem regularmente enquadradas poderão acessar o portal em setembro para optar pelo recolhimento de IBS e CBS pelo regime ordinário, fora do Simples. Caso nenhuma escolha seja feita, os dois tributos continuarão sendo recolhidos dentro da guia única. O que acontece com empresas abertas após setembro de 2026? Para empresas cuja inscrição no CNPJ seja solicitada entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026, a opção pelo Simples Nacional deverá ocorrer no momento da inscrição no CNPJ. Nesse caso, o enquadramento valerá tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027. Se a empresa optar pelo recolhimento
Morre Dona Hilda Cabas, que por décadas cuidou do Cerimonial do Palácio Anchieta
Conhecida pela elegância e pelo tratamento acolhedor, Dona Hilda marcou gerações na vida pública do Espírito Santo. Velório será nesta segunda-feira (31), no Palácio Anchieta Morreu nesta segunda-feira (31) Dona Hilda Cabas, que durante décadas esteve à frente do Cerimonial do Palácio Anchieta e fez parte da história da vida pública do Espírito Santo. Conhecida pela elegância, dedicação e maneira acolhedora de receber as pessoas, Dona Hilda conviveu com diferentes gerações de autoridades e servidores que passaram pela sede do Governo do Estado. A morte provocou manifestações de pesar de lideranças capixabas. O ex-governador Renato Casagrande afirmou ter recebido a notícia com “muita tristeza” e destacou o carinho que mantinha por Dona Hilda. Segundo ele, a atuação dela durante décadas no Palácio Anchieta foi marcada pela dedicação e pela forma atenciosa de tratar as pessoas. “Guardarei comigo sua doçura, sua sabedoria e tantos momentos de convivência e amizade”, escreveu Casagrande nas redes sociais ao prestar solidariedade aos familiares e amigos. O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado estadual Marcelo Santos, também lamentou a morte. Em nota, afirmou que Dona Hilda Cabas marcou gerações no Palácio Anchieta e na vida pública capixaba, destacando sua elegância, ternura e o respeito com que se relacionava com as pessoas. Marcelo lembrou ainda que conheceu Dona Hilda no início de sua trajetória política, durante suas primeiras agendas no Palácio Anchieta. “Dona Hilda sempre me recebeu e me tratou com muito carinho, atenção e respeito, gestos que jamais esquecerei”, afirmou. O velório de Dona Hilda Cabas será realizado nesta segunda-feira (31), a partir das 17h, no Palácio Anchieta, no Centro de Vitória.
João Gualberto – “A magia do segundo voto”
Durante todo o período democrático, que se estendeu de 1945, com a queda de Getúlio Vargas, até 1964, ano do Golpe Militar, a política do Espírito Santo esteve polarizada entre o PSD – Partido Social Democrático – e os seus rivais, organizados na Coligação Democrática, com a presença marcante da UDN – União Democrática Nacional. Sem dúvida alguma, Carlos Lindenberg dividia com Jones dos Santos Neves o protagonismo eleitoral do PSD, partido que permaneceu mais tempo no poder. Jones foi interventor em 1943 e, depois, governador eleito em 1951, além de senador da República. O grande articulador dos votos, a grande liderança do interior, era Carlos Lindenberg, duas vezes governador e outras duas vezes senador, além de deputado federal. Dr. Carlos terminou seu último mandato como governador em 1962, ano em que renunciou para candidatar-se ao Senado. Nessa eleição de 1962, Dr. Carlos caiu numa pegadinha da eleição ao Senado com dois votos. Ele, a liderança mais importante da política capixaba daquela época, perdeu, para a surpresa de todos, a eleição. Mas, por quê? Como era o candidato mais forte, pediu o seu voto e deixou o eleitor escolhesse o seu segundo candidato. Os mais populares eram Raul Giuberti e Eurico Rezende, que não queriam fortalecer a candidatura de Lindenberg e pediram o segundo voto entre si. Resultado: os dois se elegeram, deixando a candidatura favorita para trás. Quem já havia escolhido Lindember dividiu seu segundo voto, e quem tinha um dos dois outros candidatos como primeiro voto não destinou voto a Lindenberg. Esse antigo caso da política capixaba me ocorreu agora, em função da eleição que se aproxima, que também permitirá dois votos. Por todas as evidências, o candidato favorito na corrida senatorial é o ex-governador Renato Casagrande, e uma questão importante para os demais postulantes é saber quem o eleitor que já escolheu Casagrande escolherá como segunda alternativa. Pela lógica da política brasileira, entre os candidatos já lançados, os eleitores mais à esquerda devem escolher o já senador Contarato. Os de direita têm mais opções: Marcos Do Val, Sérgio Meneguelli, Rose de Freitas, entre os mais alinhados com a candidatura de Casagrande. Enquanto isso, do lado da chapa de Pazolini, saíram dois candidatos que, até o momento, estão 100% alinhados ao bolsonarismo: Maguinha Malta, filho do atual senador Magno Malta, e Evair de Melo, deputado federal com bons serviços prestados ao estado, mas fã absoluto de Jair Bolsonaro e ativista do impecheament do Ministro Alexandre de Moraes, do STF. Parece que as duas candidaturas de extrema-direita estão fechadas numa dupla bem firme. Caso a dupla bolsonarista não faça movimentos em direção ao eleitor de Casagrande no primeiro voto e se feche contra a centro-esquerda, corre o risco de afugentar o eleitor moderado de Casagrande na primeira escolha. Se isso acontecer, esses votos vão se destinar a Sérgio Meneguelli, à direita, e a Contarato, à esquerda, como já assinalei, derrotando os dois direitistas. Não estou querendo afirmar que isso ocorrerá. Quero, antes, chamar a atenção dos meus leitores para o fato de que existe uma aritmética eleitoral bem simples nas candidaturas que disputam o segundo voto do eleitor já definido por Renato no primeiro. Penso que isso deve ser levado em conta nos planejamentos de campanha, que agora começam a se materializar em panfletos, publicações nas redes sociais, discursos e outros elementos que compõem a construção de imagem de um candidato. Claro que não estou dizendo que alguém que vem batendo em Casagrande de forma sistemática há muitos anos, ou mesmo que tenha uma defesa intransigente do impeachement dos ministros do supremo, deva mudar agora de postura. Não se trata disso, até porque o eleitor não costuma ser bobo e percebe bem esses oportunismos de última hora. É outra a minha tese, e bem mais simples. É a tese da compreensão das razões do voto dos eleitores. As complicadas ilações ideológicas não pertencem ao universo das pessoas simples; elas, antes, fazem raciocínios mais imediatos no campo da simpatia pessoal ou nos benefícios que recebeu do governante. Como o atual governo do estado teve muito tempo – afinal, foram três mandatos – para distribuir favores, existem muitos a serem retribuídos. O alinhamento com esses favores pode ser de várias ordens, desde emendas parlamentares até o reconhecimento da importância de obras e outras ações governamentais. Enfim, há uma magia no segundo voto de qualquer um dos candidatos quanto ao destino do segundo voto. Usei exemplos para justificar essa mensagem, só isso.
Investigação da Polícia Civil do ES mira jogador do Vasco e leva à prisão de atleta do Santos
Operação contra grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e armas tem desdobramentos no Rio de Janeiro e em São Paulo Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo ganhou repercussão nacional nesta segunda-feira (31) ao chegar a jogadores de grandes clubes do futebol brasileiro. Segundo informações publicadas pelo g1, a operação tem entre os alvos o atacante David Corrêa, do Vasco, e resultou na prisão de um jogador do Santos, em São Paulo. David é alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos no Rio de Janeiro. Policiais foram à residência do atacante, na Barra da Tijuca, e ao centro de treinamento do Vasco, em Jacarepaguá. Até o momento, não há informação de que o jogador vascaíno tenha sido preso. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa interestadual suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e armas e possíveis ligações com uma facção criminosa. Também são investigadas eventuais participações de outros atletas profissionais e empresários no esquema. No Rio de Janeiro, a operação conta com a participação da 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades da Polícia Civil fluminense. As medidas judiciais são desdobramentos da investigação iniciada no Espírito Santo. A ação ocorre simultaneamente em diferentes estados e mobiliza cerca de 100 policiais civis, mais de 38 viaturas e dois helicópteros. Em São Paulo, um jogador ligado ao Santos foi preso durante o cumprimento das medidas. A identidade do atleta ainda não havia sido divulgada nas informações disponíveis no início da manhã desta segunda-feira. A operação busca aprofundar as investigações sobre as ramificações do grupo e identificar a eventual participação de outras pessoas no esquema. Novas informações sobre os alvos e os resultados das buscas devem ser divulgadas ao longo do dia. Com informações do g1
Vila Velha entrega pavimentação e requalificação de mais de 40 vias em agosto
Obras foram realizadas em bairros como Olaria, Alvorada, Vila Garrido, Itapuã, Santa Paula I e Ponta da Fruta Mais de 40 vias de Vila Velha receberam obras de pavimentação, recapeamento ou requalificação ao longo do mês de agosto. As entregas foram realizadas em diferentes regiões do município, incluindo os bairros Olaria, Alvorada, Vila Garrido, Itapuã, Santa Paula I e Ponta da Fruta. As primeiras inaugurações ocorreram no dia 1º de agosto, no Morro da Floresta, em Olaria. As ruas João Folegati e Vicente Folegati receberam 5,6 mil metros quadrados de pavimentação com blocos intertravados, além da implantação de meio-fio. No bairro Alvorada, 20 vias foram contempladas com serviços de requalificação asfáltica entregues no dia 14. Ao todo, cerca de 13,5 mil metros quadrados passaram por recuperação. Também foram realizados o recapeamento de 1,5 mil metros da Rua Ana Siqueira e de outros 600 metros da Rua Felicidade Siqueira. Entre as vias atendidas em Alvorada estão a Avenida Saturno, as travessas Jubaí, Marte e Sol e as ruas Capricórnio, Jucati, Sargento José Gomes, Macapá, Benjamin Canal, Veiga, do Sol, Mercúrio, Cleto Correia Netto, 3 de Maio, Gil Veloso, Américo Bernardes, Adelina Dossi e São Pedro, além das ruas Ana Siqueira e Felicidade Siqueira. No dia 21, foi a vez de Vila Garrido receber a entrega de obras em 14 vias. A pavimentação asfáltica contemplou a Travessa Isabel Basílio e as ruas Isabel Basílio, Capitão Vieira de Melo, Tenente Antônio Pereira, Etelvina Pereira, São Sebastião, João Correia de Lemos, José Souza, Boa Sorte, Aurélio Forechi, Operária, Vieira Machado e Clério Falcão, além do Beco da Torneira. As entregas continuaram no dia 22, com obras em Itapuã, Santa Paula I e Ponta da Fruta. Em Itapuã, foi inaugurado um trecho da Avenida da Praia. Já a Rua Ébano, em Santa Paula I, recebeu mais de 4,3 mil metros quadrados de pavimentação com blocos intertravados e implantação de rede de drenagem pluvial. Na Ponta da Fruta, a Avenida Um ganhou 173 metros de pavimentação, enquanto a Rua Edimar Meneguelli, conhecida como Rua Dois, teve 347 metros de extensão contemplados, totalizando mais de 2 mil metros quadrados pavimentados. Também receberam intervenções a Rua Fonseca Alves, com 61 metros, a Rua Treze, com 80 metros, e outro trecho da Rua Dois, com 148 metros. As melhorias complementam intervenções realizadas anteriormente na região. Em março, a Prefeitura entregou a pavimentação da Rua Jaime Meneguelli, no entorno da lagoa, com 829 metros de extensão e área superior a 6,6 mil metros quadrados. Segundo o município, as obras de drenagem e pavimentação das ruas Jaime Meneguelli e Edimar Meneguelli somaram investimento de R$ 3,2 milhões.
Sicredi supera R$ 500 bilhões em ativos e quase triplica de tamanho em cinco anos
Instituição chegou a 10,5 milhões de associados e ampliou para mais de 3,1 mil o número de pontos de atendimento no país O Sicredi ultrapassou R$ 500 bilhões em ativos totais em julho de 2026. Segundo dados divulgados pela instituição, o volume passou de R$ 182,5 bilhões, em julho de 2021, para R$ 502 bilhões neste ano, crescimento de aproximadamente 175% em cinco anos. No mesmo período, a base de associados passou de 5,28 milhões para 10,5 milhões. A instituição também abriu mais de mil agências desde 2021 e atualmente possui mais de 3,1 mil pontos de atendimento distribuídos por mais de 2,1 mil municípios brasileiros. De acordo com o Sicredi, em mais de 200 desses municípios, a cooperativa é a única instituição financeira a manter atendimento físico à população. Paralelamente à ampliação da rede de agências, a instituição também investiu na expansão dos serviços digitais oferecidos aos associados. “O alcance do marco reflete a confiança dos associados, a solidez do nosso modelo de negócio e a capacidade de crescer de forma sustentável, mantendo uma estrutura financeira robusta para apoiar o desenvolvimento das pessoas, das empresas e das comunidades onde atuamos”, afirma Alexandre Barbosa, diretor executivo de Administração e Finanças do Sicredi. A carteira de crédito expandida também cresceu no período. O volume passou de R$ 111,7 bilhões em julho de 2021 para R$ 296,7 bilhões em julho deste ano, alta de 165,5%. Além das operações de crédito, os ativos da instituição incluem títulos, aplicações interfinanceiras de liquidez e outros ativos financeiros. Os números do Sicredi acompanham o crescimento do cooperativismo financeiro no Brasil. Segundo dados do Banco Central, os ativos do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo ultrapassaram R$ 1 trilhão em dezembro de 2025. Considerando os R$ 502 bilhões informados pelo Sicredi, a instituição representa aproximadamente metade desse volume. O Sicredi funciona sob o modelo de instituição financeira cooperativa, no qual os associados também participam como donos do negócio. Atualmente, reúne mais de 10,5 milhões de associados e mantém presença física em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
Espírito Santo lidera ranking nacional de solidez fiscal pelo terceiro ano consecutivo
Estado também aparece em segundo lugar em Infraestrutura e sobe duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados 2026 O Espírito Santo ficou em primeiro lugar no pilar Solidez Fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). É o terceiro ano consecutivo em que o Estado ocupa a liderança nacional nesse quesito. O pilar reúne nove indicadores relacionados às finanças estaduais: Taxa de Investimentos, Regra de Ouro, Solvência Fiscal, Sucesso do Planejamento Orçamentário, Dependência Fiscal, Resultado Primário, Gasto com Pessoal, Índice de Liquidez e Poupança Corrente. Entre esses indicadores, o Espírito Santo ficou em primeiro lugar no País em Regra de Ouro, Solvência Fiscal e Poupança Corrente. O Estado também alcançou a segunda colocação em Taxa de Investimentos e Gasto com Pessoal. A Regra de Ouro está relacionada aos limites para utilização de operações de crédito no financiamento de despesas correntes. Já a Solvência Fiscal considera a relação entre a dívida estadual e a receita disponível para seu pagamento. A Poupança Corrente mede a parcela das receitas correntes que permanece disponível depois do pagamento das despesas de funcionamento da administração. Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, os resultados estão relacionados à política fiscal adotada pelo Estado. “O Espírito Santo se tornou referência nacional em solidez fiscal porque construiu, ao longo dos anos, uma gestão baseada em responsabilidade, planejamento e equilíbrio das contas públicas. E esse equilíbrio não é um fim em si mesmo: é o que permite ao Estado transformar recursos em investimentos que fazem diferença na vida das pessoas. É por manter as contas organizadas que conseguimos ser, proporcionalmente, o Estado que mais investe no País, ampliando nossa capacidade de entregar infraestrutura, serviços públicos e oportunidades aos capixabas”, destacou Benicio Costa. O subsecretário da Receita Estadual, Thiago Venâncio, também relacionou o desempenho fiscal ao ambiente econômico. “Uma gestão fiscal equilibrada transmite segurança para quem pretende investir, produzir e gerar empregos. Quando o Estado mantém suas contas organizadas, preserva capacidade de investimento e oferece previsibilidade, cria um ambiente de negócios mais confiável. Isso fortalece a competitividade do Espírito Santo, contribui para a atração de novos empreendimentos e amplia as oportunidades de desenvolvimento, emprego e renda”, afirmou. Além do resultado no levantamento do CLP, o Espírito Santo recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, Nota A+ na avaliação de gestão fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Estado também acumula 14 anos consecutivos com Nota A na avaliação da Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag) e obteve Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal. Segundo o subsecretário do Tesouro Estadual, Daniel Corrêa, a sequência de avaliações indica continuidade na política fiscal. “Os diferentes indicadores nacionais mostram que o Espírito Santo construiu uma gestão fiscal que combina eficiência, responsabilidade e transparência. São três anos consecutivos com Nota A+ na avaliação do Tesouro Nacional, 14 anos com Nota A na Capag e novamente Nota A em qualidade da informação contábil e fiscal. Essa continuidade demonstra que não se trata de um resultado pontual, mas de uma política de Estado baseada em planejamento, qualidade da informação e rigor na gestão dos recursos públicos”, ressaltou. Espírito Santo também é segundo em Infraestrutura No mesmo Ranking de Competitividade, o Espírito Santo ficou na segunda colocação nacional no pilar Infraestrutura. O levantamento considera aspectos relacionados a energia elétrica, telecomunicações, saneamento e infraestrutura de transportes. Na classificação geral, o Estado aparece na quinta posição entre as 27 unidades da Federação, duas colocações acima da posição registrada em 2025. O ranking geral reúne dez pilares temáticos e 100 indicadores. Criado em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados avalia as unidades da Federação a partir de indicadores relacionados ao desenvolvimento e ao bem-estar da população.
Desastre no Nepal acende alerta para riscos provocados pelo derretimento de geleiras
Tragédia chama a atenção para os efeitos do aquecimento global e para a necessidade de preparar cidades e comunidades para eventos climáticos extremos O desastre que atingiu o Nepal e o Tibete nesta semana, deixando mortes e destruição, voltou a chamar a atenção para os riscos enfrentados por regiões montanhosas. As causas da tragédia ainda estão sendo investigadas, mas análises preliminares indicam que o desprendimento de parte de uma geleira teria provocado um grande deslocamento de gelo, rochas e sedimentos, seguido por uma inundação repentina. Embora ainda não seja possível estabelecer uma relação direta entre o episódio e as mudanças climáticas, o aquecimento do planeta é apontado por cientistas como um fator que acelera a perda de massa das geleiras e pode aumentar a instabilidade em determinadas regiões. “O que aconteceu no Nepal mostra que a crise climática não é uma previsão distante. Seus sinais já estão nas geleiras, nas ondas de calor, nas secas, nos incêndios e nas chuvas extremas que atingem diferentes partes do planeta”, afirma Luana Romero, especialista em sustentabilidade e presidente do Instituto Ideias. As geleiras são grandes massas de gelo formadas ao longo de centenas ou milhares de anos e desempenham papel importante no equilíbrio ambiental. Além de armazenarem água, alimentam rios utilizados para abastecimento humano, agricultura e geração de energia. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), entre 2000 e 2023, as geleiras do planeta perderam, em média, 273 bilhões de toneladas de gelo por ano. Com o aumento das temperaturas, o recuo dessas massas de gelo pode provocar a formação ou ampliação de lagos glaciais, aumentar a instabilidade de encostas e elevar o risco de avalanches, deslizamentos e inundações repentinas. A perda de gelo também contribui para a elevação do nível do mar e pode comprometer, no longo prazo, regiões que dependem das geleiras para alimentar seus rios. “Quando uma geleira derrete, a consequência não é apenas a perda do gelo. No curto prazo, podem aumentar os riscos para as comunidades que vivem nas montanhas e nos vales. No longo prazo, o desaparecimento dessas reservas ameaça o abastecimento de água, a produção de alimentos, a geração de energia e o equilíbrio dos ecossistemas”, explica Luana. Dados da OMM mostram ainda que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados. Os impactos do aumento das temperaturas são percebidos em diferentes regiões do planeta por meio de ondas de calor mais intensas, secas prolongadas, incêndios florestais e episódios de chuvas extremas e enchentes. Para Luana Romero, o enfrentamento do problema passa tanto pela redução das emissões de gases de efeito estufa quanto pela adaptação das cidades e comunidades aos impactos já em curso. Entre as medidas estão investimentos em sistemas de alerta e planos de emergência, proteção de encostas, recuperação de rios e florestas, ampliação de áreas verdes, segurança hídrica e infraestrutura mais resistente aos eventos extremos. “Não basta assumir compromissos para as próximas décadas se as decisões tomadas hoje continuam nos levando na direção contrária. Governos e empresas precisam transformar metas em ações concretas, enquanto as comunidades devem participar da construção das soluções”, ressalta. A especialista também destaca que atitudes individuais, como reduzir desperdícios e adotar formas mais conscientes de consumo, têm importância, mas não substituem políticas públicas e mudanças estruturais. “Ainda podemos evitar os cenários mais graves, mas precisamos reduzir emissões, preparar os territórios e agir com a urgência que a vida das pessoas exige”, conclui.