A participação do Espírito Santo nas 500 Milhas V-Kart, disputadas no último dia 11 de abril, no Kartódromo RBC Racing, em Vespasiano (MG), evidenciou a força e a organização do kart rental capixaba em uma das provas de enduro mais exigentes do país. A competição reuniu 92 karts e mais de 330 pilotos de mais de 10 estados brasileiros. Nesse cenário de alto nível técnico, o Espírito Santo marcou presença com uma delegação robusta: foram sete karts e 28 integrantes, entre pilotos e equipe de apoio, colocando o estado entre os mais representativos do grid. A estratégia da delegação foi baseada no trabalho coletivo. De acordo com o piloto Fabrício Medeiros, os sete karts atuaram de forma integrada ao longo da prova, com foco em fortalecer o desempenho de um kart principal. Ao final das 12 horas de corrida, o grupo conquistou a 7ª colocação geral. Kart principal foi definido durante a prova Diferentemente de uma estratégia pré-definida, o kart principal da equipe capixaba foi escolhido ao longo da corrida. Utilizando a numeração entre 184 e 190, o kart 188 acabou assumindo o protagonismo na disputa. A condução ficou a cargo dos pilotos Guido, Ângelo, Fabrício, Christopher, Leonardo e André, que assumiram a responsabilidade de buscar o melhor resultado para o Espírito Santo nos momentos decisivos da prova. Regulamento exigiu estratégia e resistência Com duração de 12 horas, a prova exigiu mais do que velocidade. O regulamento demandou estratégia, resistência física e organização de equipe. Cada kart precisou cumprir 12 paradas obrigatórias, incluindo trocas de kart por sorteio e revezamento de pilotos — sendo 11 paradas de sete minutos e uma parada de 10 minutos com troca obrigatória de equipamento e pilotos. Nesse formato, o desempenho não depende apenas das voltas mais rápidas, mas da consistência, da gestão eficiente das paradas e da capacidade de evitar erros ao longo de toda a corrida. Foi nesse contexto que o trabalho coletivo da delegação capixaba se destacou, com os demais karts atuando como suporte ao principal. Espírito Santo entre os estados com maior presença Além do resultado esportivo, a delegação capixaba chamou atenção pela representatividade no grid nacional. A distribuição de pilotos por estado foi a seguinte: São Paulo: 77 pilotos Minas Gerais: 67 pilotos Distrito Federal: 40 pilotos Paraná: 32 pilotos Goiás: 29 pilotos Espírito Santo: 28 pilotos Rio de Janeiro: 24 pilotos Rio Grande do Sul: 22 pilotos Paraíba: 12 pilotos Santa Catarina: 8 pilotos Com isso, o Espírito Santo figurou entre os estados com maior número de participantes, reforçando o crescimento do kart rental local em competições de alcance nacional. Mais do que a colocação final, a participação capixaba foi avaliada como positiva pela experiência adquirida, pela organização da equipe e pela competitividade demonstrada em uma prova de alto nível. As 500 Milhas V-Kart também evidenciam a evolução do kart capixaba fora do estado. A presença expressiva no grid, o desempenho consistente e o resultado entre os primeiros colocados indicam um grupo em amadurecimento, cada vez mais competitivo no cenário nacional.
Cirurgia plástica após emagrecimento exige mais do que indicação estética, alerta cirurgiã
A procura por cirurgias plásticas após grandes perdas de peso tem crescido nos consultórios médicos. Seja depois de cirurgia bariátrica ou de processos intensos de emagrecimento, muitos pacientes buscam corrigir o excesso de pele e recuperar o contorno corporal. Esse tipo de procedimento, no entanto, exige critérios específicos e cuidados adicionais. De acordo com a cirurgiã plástica Patricia Lyra, um dos primeiros pontos a serem avaliados é a estabilidade do peso. “O ideal é que o paciente mantenha o peso estável por alguns meses antes de qualquer intervenção cirúrgica. Isso contribui para trazer resultados mais satisfatórios e seguros”, explica. Outro aspecto relevante é o estado geral de saúde. Após perdas significativas de peso, é comum que o paciente apresente deficiências nutricionais, o que pode comprometer a cicatrização e elevar o risco de complicações. “A cirurgia plástica nesse contexto não é apenas estética. Ela também tem caráter funcional, mas precisa ser feita no momento certo e com preparo adequado”, destaca. Entre os procedimentos mais procurados estão a retirada de excesso de pele do abdômen (abdominoplastia), além de intervenções em braços, coxas e mamas. Em alguns casos, é possível associar cirurgias, desde que respeitados os limites de segurança. A especialista também ressalta a importância do acompanhamento multidisciplinar. “Nutricionista, endocrinologista e psicólogo podem fazer parte desse processo. O cuidado com o paciente precisa ser integral”, afirma. Além das questões físicas, o impacto emocional deve ser considerado. Para muitos, a cirurgia representa a etapa final de uma longa transformação. “Existe uma expectativa muito grande, e é fundamental alinhar isso de forma realista. A cirurgia melhora o contorno corporal, mas não resolve todas as questões relacionadas à imagem”, pontua. Por isso, a avaliação individualizada é essencial. Cada caso deve ser analisado de forma única, levando em conta histórico clínico, qualidade da pele, quantidade de excesso cutâneo e expectativas do paciente. “Mais do que transformar o corpo, o objetivo é devolver qualidade de vida e bem-estar, com segurança”, conclui a cirurgiã.
Imposto de Renda 2026 – Preciso declarar herança e doações?
Advogado orienta sobre as operações patrimoniais Chegou a hora de declarar o Imposto de Renda. O prazo começou no dia 23 de março e segue até o dia 29 de maio. A Receita Federal estima receber 44 milhões de declarações este ano. Em meio a diversas regras sobre o recolhimento dos rendimentos e documentações,alguns contribuintes têm tido dúvidas quando o assunto é herança ou doações. Embora esse tipo de transferência patrimonial seja, em regra, isento de imposto de renda, erros no preenchimento ainda são uma das principais causas de retenção em malha fina. De acordo com o advogado especialista em Direito das Sucessões, Alexandre Dalla Bernardina, operações como partilha de bens, antecipação de herança e doações envolvem não apenas o correto preenchimento da declaração, mas também decisões estratégicas que podemgerar impactos tributários relevantes no futuro. “Existe um equívoco comum de que, por não gerarem imposto de renda, heranças e doações não precisam de atenção. Na prática, são justamente essas operações que mais exigem cuidado, porque a Receita Federal cruza dados e identifica facilmente inconsistências patrimoniais”, explica. Heranças: atenção ao valor de transferência No caso de heranças, não há incidência de imposto de renda, já que o tributo devido é o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), de competência estadual, pago no processo de inventário. “Ainda assim, os valores devem ser informados na fichade ‘Rendimentos Isentos e Não Tributáveis’, além da inclusão detalhada dos bens recebidos na ficha ‘Bens e Direitos”, afirma o advogado. Um dos pontos mais relevantes, segundo o especialista, é a definição do valor pelo qual os bens serão transferidos aos herdeiros. “No inventário, as partes devem declarar o valor dos bens para fins de incidência do ITCMD, devendo-se adotar o valor de mercado”, explica. “Essa declaração impacta diretamente a tributação em uma eventual venda dos bens”. Alexandre destaca, ainda, que a declaração do valor de mercado pode ser vantajosa. “No Estado do Espírito Santo, a alíquota do ITCMD é de 4%. A adoção do valor de mercado pode ser vantajosa, pois reduz a apuração de ganho de capital em eventual venda posterior,afastando a incidência do Imposto de Renda, cuja alíquota, em regra, é muito maior do que a do ITCMD”, esclarece. Bens no exterior e estruturas patrimoniais O cenário se torna ainda mais complexo quando envolve bens no exterior, participações societárias ou estruturas como holdings familiares. Segundo o advogado, o nível de transparência dessas operações aumentou. “Os bens no exterior, mesmo que imunes ao ITCMD estadual, devem ser declarados à Receita Federal, inclusive no caso de empresas offshore e trusts. Isso exige planejamento e acompanhamentotécnico”, explica. Risco de malha fina A principal causa de problemas com a Receita Federal, nesses casos, é a chamada incompatibilidade patrimonial — quando há aumento significativo de patrimônio sem a devida justificativa na declaração. “A Receita identifica rapidamente quando há evolução patrimonial sem origem declarada. Omissões, divergências de valores e falta de documentação podem ser encontradas”, alerta. Por isso, a recomendação é manter todos os documentos organizados: comprovantes de pagamento de ITCMD, escrituras e registros de avaliação de bens. Para o advogado, mais do que uma obrigação fiscal, a declaração de heranças e doações deve ser vista como partede um planejamento patrimonial mais amplo. “Em operações de maior valor, não se trata apenas de preencher a declaração, mas de tomar decisões estratégicas que podem gerar economia tributária e segurança jurídica no longo prazo”, conclui.
Turismo capixaba mantém alta e cresce pelo quinto mês seguido
Atividade avançou 6,1% em janeiro frente a 2025, impulsionada pelas férias, e alcançou o melhor resultado para o mês desde 2014 O turismo no Espírito Santo iniciou 2026 em ritmo de expansão e registrou crescimento de 6,1% no volume de atividades em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho coloca o estado na sexta posição entre as unidades da federação com maior avanço no período e representa o melhor resultado para o mês desde 2014. O resultado ganha ainda mais relevância ao considerar a base elevada de comparação: em janeiro de 2025, o setor já havia crescido 6,6% em relação a 2024. Com isso, no acumulado de dois anos, a atividade turística no estado apresenta expansão de 13%. Os dados são do Connect Fecomércio-ES, com base no Índice de Atividades Turísticas (Iatur), do IBGE. Para o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o desempenho confirma a consolidação do setor. “O turismo capixaba vem apresentando uma trajetória sólida de crescimento, especialmente em períodos estratégicos como o verão, quando há maior circulação de pessoas e aumento da demanda por serviços”, afirmou. O mês de janeiro concentra o auge da alta temporada, impulsionado pelas férias escolares e pelo maior fluxo de viagens. Esse movimento eleva a procura por hospedagem, alimentação e lazer. Ainda assim, trata-se de um período de forte concorrência entre destinos turísticos, com estados como Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco disputando visitantes. Mesmo nesse cenário, o Espírito Santo tem ampliado sua presença no mercado nacional, com destaque para o turismo de sol e praia. “O estado tem conseguido se posicionar de forma cada vez mais competitiva no cenário nacional, aproveitando suas vantagens naturais e estruturando melhor sua oferta turística”, destacou Spalenza. Ao longo de 2025, o setor manteve desempenho positivo na maior parte do ano. A exceção foi o inverno, entre junho e agosto, quando houve estabilidade ou leve retração na comparação com 2024. Nos demais meses, a atividade avançou, superando o ano anterior em nove dos 12 meses. Nos meses mais recentes, a expansão ganhou força. Desde setembro, o crescimento interanual permanece acima de 4%. No quarto trimestre de 2025, o avanço foi de 5,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Em janeiro, o volume de atividades superou o registrado em 10 dos 12 meses de 2025, ficando abaixo apenas de outubro e dezembro. Mobilidade O aumento da atividade turística também se reflete na movimentação de passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 151.441 pessoas desembarcaram no Aeroporto de Vitória em janeiro de 2026, alta de 17,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Desde julho do ano passado, os desembarques mensais superam a marca de 150 mil passageiros, nível inédito em relação a 2024. No transporte terrestre, os dados também apontam crescimento. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 52.110 passageiros chegaram ao estado em veículos fretados em janeiro de 2026, aumento de 13,9% na comparação anual. O volume é o maior da série recente e supera todos os meses de 2025. Para Spalenza, os números reforçam o peso do turismo na economia capixaba. “O aumento no fluxo de visitantes, seja por via aérea ou terrestre, amplia o impacto econômico do setor e beneficia diretamente atividades como hospedagem, alimentação e lazer”, afirmou. Segundo ele, o desafio agora é manter o ritmo ao longo do ano. “O momento é favorável, mas exige planejamento para sustentar esse crescimento, especialmente em períodos de menor demanda, quando o turismo tende a desacelerar”, concluiu. Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 431.803 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 663 mil pessoas. Com mais de 30 unidades e atuação em todos os municípios capixabas, a entidade representa 24 sindicatos empresariais e atua no desenvolvimento social e econômico do Espírito Santo. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
João Gualberto – “O Porto de Vitória”
Participo de um grupo de pesquisadores da área de história da Ufes, entre os quais se destacam as professoras Adriana Campos e Katia Motta, que está estudando os 190 anos da história da Assembleia Legislativa. Temos encontrado muito material importante sobre diversos aspectos da trajetória histórica de nosso desenvolvimento. Dentre esses temas, nos deparamos com as discussões internas naquela casa de leis sobre a enorme importância do Porto de Vitória no progresso capixaba, desde o fim do período imperial. É bem verdade que somos um porto natural utilizado em navegações, sobretudo de cabotagem, desde o período em que éramos colônia de Portugal. Entretanto, no seu formato original, ele era insuficiente para dar vazão à produção cafeeira que havia crescido muito, e aos desejos de um futuro mais rico o nosso estado, isso no final do século XIX. O jovem historiador Vinicius Borges me passou os documentos que mostram que os deputados da assembleia atuaram ativamente, desde os primeiros tempos, para que o Porto se transformasse na força que representa para o nosso estado. Antes mesmo que as obras que oremodelaram se iniciassem, em 1895, o então congresso legislativo aprovou dois projetos: um destinando recursos de um fundo especial e outro autorizando o presidente do estado a fazer um acordo com o governo federal, ambos visando os melhoramentos no porto. Aliás, saiu da assembleia um projeto chamado alevantamento provincial, conforme os estudos do professor Leandro Quintão, que desenhou o papel logístico do Espírito Santo na região sudeste, em especial em relação a Minas Gerais. Esse mesmo projeto pensou nossa rede de ferrovias e o nosso sistema portuário. Nada disso é obra do acaso. É, antes, prova da capacidade empreendedora de nossas elites, em especial de Muniz Freire, o estadista que operacionalizou tais ideias e projetos. Neste ano de 2026, fazem cento e vinte anos foram iniciadas grandes obras, para a época, na construção do Porto de Vitória, para equipá-lo a fim de ser o escoadouronatural da nossa maior riqueza: o café. Nosso e também do leste de Minas. No dia 28 de março de 1906, durante ogoverno do muitas vezes esquecido Henrique Coutinho, o governo federal autorizou que a Companhia do Porto de Vitória realizasse os melhoramentos necessários ao novo momento. Foi quando viramos a chave. As ferrovias tornariam viáveis, do ponto de vista do transporte, nossas operações portuárias. Era preciso trazer para a capital do Espírito Santo os recursos da área comercial que eram drenados pelo Rio de Janeiro: bancos, casas exportadoras, companhias de seguro e todo o aparato que para cá acabou vindo. Esse foi o grande projeto do Espírito Santo no início da república, nos fins do século XIX. Foi o nosso primeiro projeto de desenvolvimento baseado no café e na nossa vocação logística bem captada pelos deputados e peloentão presidente do estado. Aliás, nesse momento, a principal cidade capixaba não era a capital, e sim Cachoeiro de Itapemirim. As elites do sul do estado queriam levar o porto para a Barra do Itapemirim. Se tivessem conseguido, seria outra a história daquela região. Ouso afirmar que o que consolidou Vitória como a nossa capital foi a decisão de localizar aqui o porto do EspíritoSanto no início do século XX. Quando aquele projeto original ficou pronto nos anos 1940, já começamos a exportar o minério de ferro das Minas Gerais. O nosso interventor, João Punaro Bley, foi da primeira diretoria da recém constituída Companhia Vale do Rio Doce, com sede no capital da república, o Rio de Janeiro. Inicialmente, o cais de embarque ficava no centro de Vitória mesmo, quase em frente ao Palácio Anchieta. Depois, foi para os lados de Vila Velha e, finalmente, para Tubarão, consolidando a nossa vocação portuária e logística, base da nossa industrialização recente. Tudo, entretanto, começou com a ousadia dos capixabas que pensaram o Porto de Vitória e tudo aquilo que ele representa e representou para o desenvolvimento das terras capixabas. Quando o Espírito Santo se transformou no primeiro estado brasileiro que tem uma autoridade portuária privada, isso também não foi obra do acaso. Somos um estado que tem capital social, que soube aproveitar as oportunidades que foram surgindo, que foi crescendo junto com os novos movimentos impostos pelo tempo. O Porto de Vitória sempre esteve no epicentro de tudo isso. Por isso, os seus 106 anos devem ser saudados como a síntese de nosso progresso, como a vertente que deu certo de nossos projetos. Enfim, Vitória se consolidou como cidade e nossa capital graças a localização do Porto de Vitória e da rede logística e comercial que ele provocou. Mais tarde, na metade do século XX, sua expansão para o Tubarão criou as condições para a nossa industrialização, oferecendo mais uma razão para celebrarmos esses 120 anos de fundação do Porto de Vitória.
Romaria dos Adolescentes reforça fé jovem na Festa da Penha 2026
Fé que caminha, une e transforma: na Festa da Penha 2026, a Romaria dos Adolescentes ganha força como uma expressão de uma fé jovem, viva e comprometida. A caminhada reúne participantes a partir do Parque da Prainha em direção ao Campinho do Convento, onde será celebrada a Missa. Mais do que um ato religioso, o momento evidencia o papel transformador da Igreja na formação de novas gerações. Em meio aos desafios próprios da idade, os adolescentes encontram um espaço de pertencimento, escuta e protagonismo. Um encontro marcado pela espiritualidade, pela comunhão e pela força de uma juventude que segue fazendo da fé o seu caminho. 📸 Fotos: Taynna Camargo
Arquiteta capixaba expõe peça autoral no principal evento mundial de design
Bruna Rody, da Inspira Conceito e Design, terá a Mesa Dinda apresentada no Salone del Mobile.Milano 2026 A arquiteta capixaba Bruna Rody, cofundadora e diretora criativa da Inspira Conceito e Design, terá sua peça autoral, a Mesa Dinda, apresentada no Salone del Mobile.Milano 2026, considerado o principal evento mundial de design e mobiliário. A edição deste ano será realizada entre os dias 21 e 26 de abril, na Itália. A participação insere o design produzido no Espírito Santo em um dos mais relevantes palcos da criação contemporânea internacional, que reúne marcas, designers e profissionais responsáveis por influenciar tendências globais do setor. A Mesa Dinda ganhou projeção nacional ao conquistar o terceiro lugar no Prêmio Design da Movelaria Nacional, na categoria Potencial Criativo. A premiação conta com realização e apoio institucional da ABIMÓVEL, ApexBrasil e Sebrae Nacional. Resultado de uma pesquisa voltada à materialidade e à sustentabilidade, a peça combina plástico reciclado com vidro fusing — técnica artesanal que reaproveita resíduos de vidro — propondo novas possibilidades para o uso de resíduos industriais no mobiliário. Desenvolvida durante os estudos de Bruna no Istituto Europeo di Design (IED Brasil), a criação é fruto de experimentações com cores, texturas e processos que valorizam a circularidade e o reaproveitamento de materiais. “Minha trajetória no design sempre veio acompanhada da inquietação de criar além da escala arquitetônica, pensando o design também na perspectiva do micro”, afirma a arquiteta. A presença da Mesa Dinda em Milão reforça a inserção do design brasileiro, especialmente o capixaba, no circuito internacional, destacando a produção autoral e a pesquisa em sustentabilidade como vetores contemporâneos da arquitetura e do design de mobiliário. Bruna Rody é sócia da Inspira Conceito e Design ao lado da irmã, Paula Rody. Juntas, assinam projetos de interiores de empreendimentos de alto padrão, como o Manami Ocean Living, em Guarapari, e o Vive Le Vin, em Pedra Azul. No Manami Ocean Living, o projeto parte da relação direta com a paisagem, explorando o conceito de bem-estar associado ao mar, com ambientes que valorizam a luz natural, a fluidez e a contemplação. Já o Vive Le Vin se inspira no universo do vinho, traduzido em espaços que estimulam permanência, convivência e experiências ligadas ao tempo e à apreciação. Ambos os empreendimentos são desenvolvidos pela Invite Inc., incorporadora capixaba que se destaca pela criação de projetos autorais, com foco em identidade, curadoria e integração entre arquitetura, design e experiência.
Projeto social leva concerto ao Convento e emociona fiéis na Festa da Penha 2026
Orquestra formada por jovens atendidos pela Casa Verde, ONG de Cachoeiro, reúne talento e histórias de superação em apresentação no alto da Penha Ao cair da noite no Campinho do Convento da Penha, a música emocionou os fiéis que acompanhavam a programação da Festa da Penha 2026 nesta quinta-feira (9). Jovens músicos da Orquestra de Câmara Casa Verde protagonizaram uma apresentação marcada por talento, fé e histórias de superação, encerrando a programação do quinto dia do oitavário da celebração, considerada a terceira maior festa mariana do Brasil e que segue até 13 de abril. A orquestra integra o Projeto Casa Verde, ONG de Cachoeiro de Itapemirim que atende cerca de 280 crianças, adolescentes e jovens, muitos deles oriundos de comunidades com altos índices de violência e criminalidade. Há duas décadas, a instituição oferece formação musical completa, além de suporte com apostilas, uniformes e alimentação. Desde 2025, o grupo se apresenta na turnê “Igrejas Históricas Capixabas”, que já percorreu diversas igrejas do Espírito Santo e até da Argentina, levando a música de concerto a espaços de memória, fé e identidade. Por isso, a participação na Festa da Penha teve um significado especial ao marcar o encerramento dessa caminhada. Sob a regência do maestro Delins Freitas, a Orquestra de Câmara Casa Verde reuniu 15 jovens músicos, com idades entre 15 e 26 anos. A formação contou com seis violinos, três violas, dois violoncelos e dois instrumentos de sopro. O repertório da noite foi concebido para transitar entre a música sacra e obras de grandes nomes brasileiros, como padre José Maurício Nunes Garcia e Heitor Villa-Lobos, em um diálogo entre arte, espiritualidade e tradição. A apresentação teve ainda a participação da mezzo-soprano Sara Toneto como solista e do violoncelista José Gregório. Segundo a coordenadora pedagógica musical da instituição, Jovania Lima Valiati, o concerto representou um momento de realização para todos os envolvidos. “Hoje encerramos o projeto Circulação de Espetáculo – Igrejas Históricas na Festa da Penha. É um momento de muito orgulho para todos nós, com um repertório sacro, cuidadosamente construído e de grande valor histórico. Chegar ao Convento da Penha como ponto culminante desse projeto é a realização de um sonho antigo — algo que sempre idealizamos, mas que só agora, pela graça de Deus, se tornou possível”, afirmou. O guardião do Convento da Penha, frei Gabriel Dellandrea, também ressaltou o papel transformador da música e o simbolismo de receber a apresentação dentro da programação da festa. “Segundo um filósofo, a música é uma das expressões mais puras da arte, porque lida diretamente com o som e, assim como a alma, não se aprisiona. A música tem essa capacidade de voar, de nos elevar. Ao ouvirmos o concerto, somos convidados a deixar que a nossa alma também se eleve e seja transformada. Essa é a grande missão da arte, da cultura e da música. Por isso, é tão significativo para nós, enquanto Convento da Penha e Festa da Penha 2026, acolher essa orquestra neste espaço tão simbólico”, disse. O público acompanhou um repertório sensível e profundamente sacro, iniciado com o clássico Ave Maria, de Charles Gounod, e seguido por obras do repertório brasileiro, como Ressurreição, de Francisco Mário, e a Abertura em Ré, do padre José Maurício Nunes Garcia. Descendente de escravizados, José Maurício nasceu em condições humildes, mas construiu sólida formação em música, letras e humanidades, sendo reconhecido como um dos mais importantes e prolíficos compositores do Brasil em sua época. A apresentação também incluiu outras obras emblemáticas da música nacional, como Mourão, de César Guerra-Peixe, e a série Bachianas Brasileiras, de Heitor Villa-Lobos. Ao fim do concerto, o maestro Delins Freitas, ex-aluno do projeto, se emocionou ao destacar a experiência de reger a Orquestra de Câmara pela primeira vez. “Foi uma temporada fantástica, repleta de momentos inesquecíveis e concertos que vão ficar para sempre na nossa memória. Só tenho a agradecer a Deus por poder vivenciar tudo isso”, afirmou. É na escola de música “Tocando em Frente” que surgem as formações que dão vida ao projeto. A Orquestra de Câmara, responsável pela apresentação no Convento, é uma das quatro formações mantidas pela instituição, ao lado da Orquestra Infantil, da Orquestra Escola e da Orquestra Juvenil. Festa da Penha 2026 Dedicada a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo, a Festa da Penha 2026 reúne nove dias de oração, devoção, emoção, pedidos e agradecimentos, encerrados no tradicional Dia da Padroeira. A celebração é marcada por romarias, missas, apresentações religiosas, momentos de fé e atividades culturais que mobilizam fiéis de todo o Estado e de várias regiões do país. Neste ano, a programação conta com mais de 50 missas e 14 romarias. A programação segue nesta sexta-feira (10), sexto dia do oitavário, com o tema “Onde houver ódio, que eu leve o amor”. Às 9h, a Penha Peregrina promove o momento “Com a Virgem da Penha, junto aos irmãos que vivem encarcerados”, na Unidade Penitenciária Estadual de Vila Velha VI (PEVV VI), no Xuri. No Convento da Penha, haverá missas na Capela durante a manhã. Às 14h, começa a Romaria dos Militares, com saída do portão do Convento, enquanto, no Campinho, os frades franciscanos conduzem a acolhida e a oração da Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora, também às 14h, seguidas do Devocional, às 15h. A missa do sexto dia do oitavário será celebrada às 16h, reunindo a área pastoral de Vitória. À noite, a programação continua no Parque da Prainha, com bênção para os casais, às 19h, com participação do padre Anderson Gomes e da cantora Fátima Souza, e show da Orquestra de Violões Cordas & Acordes, às 20h30, sob condução do maestro Hugo Leonardo. Neste ano, o tema da festa é “Fazei de nós instrumentos da paz”, inspirado diretamente na espiritualidade franciscana e no legado de São Francisco de Assis, cuja Páscoa completa 800 anos. A proposta convida os devotos a assumirem uma postura ativa de reconciliação, diálogo e serviço, em um tempo marcado por divisões e violências, reforçando o papel da fé como caminho de
Vitória recebe encontro nacional sobre segurança pública e combate ao crime organizado
Vitória vai sediar, nos dias 27 e 28 de abril, o “Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado”, evento que reunirá autoridades do sistema de Justiça, forças de segurança, gestores públicos, representantes de instituições e especialistas para discutir estratégias de enfrentamento à criminalidade no país. Realizado no Espaço Patrick Ribeiro, o encontro terá entre os participantes confirmados o capitão veterano do Bope e especialista em segurança pública Rodrigo Pimentel, o deputado federal Guilherme Derrite, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, o major Eliandro Claudino, comandante da CIPE, a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo Ivana David e o xerife Eliel Teixeira, de Los Angeles, nos Estados Unidos, além de outros convidados nacionais e internacionais com atuação direta no enfrentamento ao crime organizado. A programação prevê palestras e painéis sobre crime organizado, sistema prisional, terrorismo e os impactos da violência na economia e na sociedade. A proposta é promover um diálogo técnico entre diferentes setores envolvidos na segurança pública. Coordenador do encontro, o juiz criminal e professor de Direito Penal da Faculdade de Direito de Vitória (FDV), Carlos Eduardo Ribeiro Lemos (foto), afirma que o evento foi pensado para ampliar o debate sobre o tema no Brasil. “O evento foi idealizado para ampliar o diálogo sobre segurança pública no Brasil, reunindo especialistas e convidados internacionais para discutir, de forma técnica, os desafios do enfrentamento ao crime organizado”, diz. Segundo os organizadores, a iniciativa coloca o Espírito Santo no centro de um debate estratégico de alcance nacional e busca estimular a articulação entre instituições, além da construção de propostas concretas para os desafios contemporâneos da segurança pública. A realização é do Governo do Estado do Espírito Santo, da FDV, da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, do Ministério Público do Espírito Santo, da OAB-ES e da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo. Livro será lançado durante a programação No dia 28, dentro da programação do evento, será lançado o livro O Tiro Necessário, de autoria de Carlos Eduardo Ribeiro Lemos. A obra propõe uma reflexão sobre os limites da atuação do Estado diante da criminalidade armada no Brasil. De acordo com a organização, o livro se insere no atual contexto das discussões sobre segurança pública no país e pretende contribuir para a formulação de respostas jurídicas compatíveis com a gravidade do cenário enfrentado por agentes públicos e pela população. Ao final do encontro, será apresentada a Carta de Vitória, documento-síntese que deve reunir diretrizes e propostas construídas ao longo dos debates. Inscrições As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site da FDV. As vagas são limitadas, e os ingressos custam a partir de R$ 100, valor correspondente à meia-entrada para um dia de evento. Serviço Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado Data: 27 e 28 de abril Horário: das 8h às 18h45 Local: Espaço Patrick Ribeiro, Vitória (ES) Investimento: a partir de R$ 100, referente à meia-entrada para um dia de evento Inscrições: www.fdv.br/encontrodeseguranca/
Após dobrar de tamanho, segmento de alto luxo deve crescer até 20% em 2026
O mercado imobiliário de alto padrão mantém trajetória de expansão no Brasil e deve seguir em crescimento nos próximos anos, impulsionado pela busca por qualidade de vida, proteção patrimonial e diversificação geográfica dos investimentos. Em 2025, o segmento residencial de luxo e superluxo mais que dobrou de tamanho no país. O Valor Geral de Vendas (VGV) lançado avançou mais de 120%, alcançando R$ 37,1 bilhões, enquanto o VGV comercializado cresceu quase 90%, chegando a R$ 34,3 bilhões. No mesmo período, o médio-alto padrão registrou R$ 30 bilhões em lançamentos, alta de 20% em relação a 2024, reforçando o imóvel premium como alternativa de preservação de valor mesmo em cenário de juros elevados. Para 2026, a expectativa é de continuidade desse movimento, com projeção de crescimento de até 20%. O avanço é sustentado por fatores como demanda reprimida, preferência por ativos reais e consolidação do imóvel de alto padrão como instrumento de proteção patrimonial. O Manami Ocean Living, empreendimento da Invite Inc., localizado na Península de Guaibura, na Enseada Azul, em Guarapari, é um dos destaques do mercado de luxo no litoral capixaba “Ao longo dos últimos anos, o imóvel de alto luxo deixou de ser apenas patrimônio e passou a ocupar um papel estratégico de investimento e qualidade de vida”, afirma Lucas Peixoto, diretor da Invite Inc., incorporadora especializada em empreendimentos de médio-alto e alto padrão. Brasil amplia relevância no mercado global O crescimento do setor acompanha uma tendência internacional. A previsão é que o mercado brasileiro de residências de luxo avance de US$ 29,8 bilhões em 2024 para US$ 52,7 bilhões até 2033, consolidando o país como referência na América Latina. O interesse estrangeiro por imóveis no Brasil também segue em alta, impulsionado pelo custo competitivo em comparação a outros mercados e pela busca por destinos que combinem clima favorável, natureza e qualidade de vida. “O Brasil entrou definitivamente no radar global do luxo imobiliário. Vivemos uma nova fase, em que o alto padrão combina investimento, experiência e estilo de vida”, destaca Lucas Peixoto. Interiorização e novos destinos A expansão do segmento também vem acompanhada de uma mudança no perfil dos lançamentos. Empreendimentos deixam de se concentrar apenas nas grandes capitais e avançam para destinos voltados à segunda residência, como cidades de serra e litoral. Segundo o executivo, o movimento reflete uma mudança no comportamento do consumidor. “O comprador de alto padrão hoje procura paisagem, exclusividade e qualidade de vida. Destinos turísticos consolidados passam a receber moradia permanente e investimentos de longo prazo”, afirma. No Espírito Santo, essa tendência já é percebida na valorização de regiões como Domingos Martins e Guarapari, que passam a atrair compradores interessados em moradia, investimento ou segunda residência, acompanhando o processo de interiorização e diversificação do mercado imobiliário de alto padrão.