Ainda dá tempo de aproveitar as férias de julho e conhecer alguns dos destinos mais encantadores do Espírito Santo. Com o mês entrando na reta final, muitos capixabas e turistas ainda têm a oportunidade de fazer uma viagem curta para descansar, curtir o clima agradável do inverno e descobrir paisagens que fazem do estado um dos mais diversos do Brasil. Dos municípios serranos, com temperaturas mais baixas e gastronomia acolhedora, às praias que ficam mais tranquilas nesta época do ano, o Espírito Santo oferece opções para todos os perfis de viajantes. Há roteiros para quem busca aventura, contato com a natureza, turismo rural, boa comida ou simplesmente alguns dias de descanso. A segunda quinzena de julho também é um excelente período para visitar atrações muito procuradas no verão, mas sem o grande movimento da alta temporada. Além disso, diversos municípios seguem com programação cultural, festivais e eventos que movimentam o turismo no estado. Pensando nisso, o News ES selecionou dez destinos que valem a visita nos últimos dias de julho. Confira o que cada cidade oferece e escolha o próximo roteiro para aproveitar o restante das férias. 1. Domingos Martins O principal destino de inverno do Estado combina clima frio, boa gastronomia, cafeterias, cervejarias artesanais e a charmosa Rua de Lazer. Em julho, a cidade fica ainda mais movimentada com eventos culturais e musicais. 2. Pedra Azul (Domingos Martins) Com uma das paisagens mais famosas do Espírito Santo, a região reúne hotéis aconchegantes, restaurantes de alta gastronomia, trilhas e a imponente Pedra Azul, cenário perfeito para quem busca descanso em meio às montanhas. 3. Santa Teresa Conhecida como a primeira cidade de colonização italiana do Brasil, encanta pelos cafés especiais, vinhos, gastronomia, cervejarias artesanais, museus e belas paisagens serranas. 4. Venda Nova do Imigrante Capital nacional do agroturismo, oferece experiências em propriedades rurais, degustação de cafés especiais, queijos, vinhos, embutidos e produtos artesanais, além do clima agradável típico das montanhas. 5. Região do Caparaó Um dos destinos mais procurados em julho, reúne municípios como Ibitirama, Dores do Rio Preto, Iúna, Irupi e Divino de São Lourenço. O grande destaque é o Parque Nacional do Caparaó, onde está o Pico da Bandeira, terceiro ponto mais alto do Brasil, ideal para trilhas, contemplação e amanheceres inesquecíveis. 6. Castelo Além da tradicional gastronomia italiana, o município é porta de entrada para o Parque Estadual do Forno Grande, com mirantes, trilhas e uma das vistas mais bonitas das montanhas capixabas. 7. Alfredo Chaves Destino ideal para quem gosta de ecoturismo, com cachoeiras, esportes de aventura e belas paisagens naturais. A Cachoeira de Matilde é um dos cartões-postais da cidade. 8. Guarapari No inverno, as praias ficam mais tranquilas e agradáveis para caminhadas e passeios. A cidade também oferece excelente gastronomia, especialmente para quem quer experimentar a tradicional moqueca capixaba. 9. Anchieta Além das belas praias, reúne história, turismo religioso e boa culinária. O Santuário Nacional de São José de Anchieta é um dos principais atrativos, acompanhado por praias como Castelhanos e Ubu. 10. Conceição da Barra (Itaúnas) Julho é uma excelente época para conhecer Itaúnas sem o grande movimento do verão. As dunas, as praias preservadas, o forró pé de serra e a natureza exuberante fazem da vila um dos destinos mais charmosos do Estado. Esses dez destinos mostram a diversidade do Espírito Santo nas férias de julho: montanhas com clima frio, ecoturismo, praias mais tranquilas, gastronomia, turismo rural, aventura e cultura, oferecendo opções para todos os perfis de viajantes.
Cecília Perini – “Quer alcançar os primeiros R$ 100 mil? Veja quanto investir por mês”
Especialista aponta que disciplina, tempo e juros compostos são os principais aliados de quem deseja construir patrimônio, mesmo começando com valores menores O interesse dos capixabas por investimentos segue em alta, acompanhando um movimento nacional de maior educação financeira. Entre os objetivos mais comuns de quem começa a investir está a conquista dos primeiros R$ 100 mil, valor considerado um marco importante na formação de patrimônio. Mas quanto é preciso aplicar mensalmente para atingir essa meta? Segundo Cecília Perini, líder da XP no Espírito Santo, o valor varia de acordo com o prazo escolhido e, principalmente, com a disciplina do investidor. Para ela, mais importante do que começar com grandes quantias é manter a regularidade dos aportes. “Muita gente acredita que só consegue investir quando sobra muito dinheiro, mas a constância faz toda a diferença. Com planejamento e estratégia, alcançar os primeiros R$ 100 mil é uma meta totalmente possível”, afirma. Quanto investir por mês? Considerando aplicações em renda fixa com retorno médio entre 0,7% e 1% ao mês, a estimativa é a seguinte: Em 3 anos (36 meses): entre R$ 2.200 e R$ 2.500 por mês; Em 5 anos (60 meses): entre R$ 1.200 e R$ 1.400 por mês; Em 10 anos (120 meses): entre R$ 300 e R$ 500 por mês. Na avaliação da especialista, o tempo é um dos maiores aliados do investidor. Quanto mais longo o prazo, menor tende a ser o esforço financeiro mensal e maior o efeito dos juros compostos sobre o patrimônio acumulado. Renda fixa segue como destaque Com a taxa de juros ainda em níveis elevados no Brasil, os investimentos em renda fixa continuam entre as alternativas mais procuradas por quem busca segurança e previsibilidade. Entre as principais opções estão o Tesouro Direto, os CDBs, as LCIs e LCAs — que são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas — além dos fundos de renda fixa. De acordo com Cecília Perini, esses produtos permitem montar uma carteira equilibrada, combinando diferentes níveis de liquidez e rentabilidade conforme os objetivos de cada investidor. Capixabas investem cada vez mais No Espírito Santo, o perfil do investidor também vem mudando. Cada vez mais pessoas buscam orientação especializada, diversificam aplicações e passam a tomar decisões financeiras com base em planejamento de longo prazo. “Hoje observamos investidores mais conscientes, que pesquisam, comparam produtos e entendem melhor seus objetivos financeiros. Esse amadurecimento contribui para escolhas mais assertivas”, destaca. O segredo está na consistência Independentemente do valor aplicado, especialistas reforçam que o principal fator para construir patrimônio é criar o hábito de investir todos os meses. Automatizar os aportes e evitar resgates antes do prazo previsto também são estratégias que ajudam a acelerar os resultados. “Não se trata de enriquecer rapidamente, mas de construir uma trajetória consistente. Com disciplina, tempo e o efeito dos juros compostos, os resultados aparecem naturalmente”, conclui a especialista.
Findes alerta que ES está entre os estados mais vulneráveis às novas tarifas dos EUA
Federação da Indústria afirma que taxação de 25% sobre produtos brasileiros ameaça exportações capixabas, pode atingir quase 500 itens e reforça defesa de diálogo entre os dois países A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) manifestou preocupação com o novo ciclo de tarifas anunciado pelo governo dos Estados Unidos para produtos brasileiros e alertou que o Espírito Santo está entre os estados mais expostos aos impactos da medida. A sobretaxa de 25%, confirmada pelos norte-americanos e prevista para entrar em vigor no próximo dia 22 de julho, poderá atingir cerca de 500 produtos exportados pelo Estado. Segundo a entidade, os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Espírito Santo e responderam por 27% das exportações capixabas em 2025, movimentando cerca de US$ 2,8 bilhões. Para a Findes, o aumento das tarifas compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e afeta cadeias produtivas integradas entre os dois países, prejudicando tanto empresas brasileiras quanto norte-americanas. Dados da Comex Stat, compilados pelo Observatório Findes, mostram que entre os produtos que podem sofrer os maiores impactos estão as rochas naturais e o minério de ferro, que haviam ficado de fora das últimas rodadas de taxação. Somente esses dois segmentos exportaram mais de US$ 240 milhões para os Estados Unidos em 2025, valor equivalente a 2,3% de toda a pauta exportadora capixaba e a 8,5% das vendas do Estado ao mercado norte-americano. A entidade destaca que o comércio bilateral já vinha apresentando retração antes mesmo da nova medida. No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13%, uma queda de aproximadamente US$ 2,6 bilhões, puxada principalmente pela redução de 8,7% nas vendas de bens industriais. No Espírito Santo, o impacto foi ainda maior. Entre janeiro e junho deste ano, o Estado exportou quase US$ 1,4 bilhão para os Estados Unidos, resultado que representa uma queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da redução, os EUA continuam sendo destino de 27,5% das exportações capixabas, colocando o Espírito Santo como o terceiro estado brasileiro com maior dependência proporcional desse mercado e o quarto maior exportador em valores absolutos para o país. Em nota, a Findes afirma que atua em alinhamento com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e defende que a solução para o impasse passe pelo diálogo e pela negociação diplomática entre Brasil e Estados Unidos. A entidade ressalta que empresas dos dois países estão sendo prejudicadas pelas medidas tarifárias e reforça que o livre comércio deve prevalecer nas relações bilaterais. O presidente da Findes, Paulo Baraona, também destacou que, paralelamente às negociações, a indústria capixaba continuará investindo na diversificação dos mercados internacionais. “Seguiremos trabalhando para ampliar a presença do Espírito Santo nos mais de 170 mercados com os quais o Estado já mantém relações comerciais. Diversificar a pauta exportadora é uma estratégia fundamental para reduzir riscos, ampliar oportunidades e fortalecer a competitividade da indústria capixaba diante de futuros impactos no comércio internacional”, afirmou.
No Dia da Caridade, solidariedade faz a diferença na vida de famílias que enfrentam o câncer infantil
Após enfrentar um tumor no cérebro há sete anos, Maria Clara Carvalho Putinati, 26, tornou-se voluntária da Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci) e hoje retribui o apoio que recebeu durante um dos momentos mais difíceis de sua vida “O câncer foi descoberto após algumas dificuldades escolares pois eu não conseguia escrever. Após consulta com um neurologista descobrimos o tumor, e com a cirurgia e exame de biopsia foi confirmado o câncer”, conta. Ela conta que a maior dificuldade foi o diagnóstico. “Tivemos dificuldade em descobrir. Tive total apoio da Acacci e hoje sou voluntária na instituição desde 2019”, diz. Celebrado em 19 de julho, o ‘Dia Nacional da Caridade’ reforça a importância da solidariedade como instrumento de transformação social. Mais do que doações financeiras, a data destaca gestos capazes de mudar trajetórias, como o acolhimento, a escuta, o voluntariado e o apoio a pessoas que enfrentam situações de vulnerabilidade. Na Acacci, em Vitória, a solidariedade faz parte da rotina de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e de suas famílias. A instituição oferece hospedagem, alimentação, assistência social, atendimento psicológico e diversos outros serviços que ajudam a reduzir os impactos provocados pela doença. Uma dessas histórias é de Luzinete Cardoso Neres da Silva (foto), mãe da Anna Julia (Foto abaixo), 14 anos, paciente oncológica. A filha foi diagnosticada com câncer em 2020 e desde então, já passou por quatro cirurgias, e atualmente é cadeirante e está se reabilitando. Moradora de Conceição da Barra, a Acacci é sua rede de apoio. “Aqui é a nossa rede de apoio, na qual a gente é abraçada, acolhida, até melhor do que estarmos em casa, porque aqui a gente tem um momento para descansar dos trajetos de hospitais. E o que mais me surpreendeu aqui é que a gente se torna uma família. Conhecemos as mães, as crianças de outros estados, um abraçando o outro, apoiando a causa do outro, então isso ajuda muito, aumenta mais a nossa fé, na esperança da cura. Sou muito grata pela Acacci, pelo carinho, os profissionais em geral”, explica Luzinete. Juscileia da Hora Silva que mora em Linhares e tem uma filha com câncer reforça que o acolhimento, afeto, carinho da instituição fazem a diferença durante o tratamento: “O que mais me surpreendeu é o carinho de todos sem exceção, só tenho a agradecer, gratidão sempre”, diz. Para a superintendente executiva da Acacci, Luciene Sales Sena, a caridade ganha significado quando promove dignidade e esperança. “A solidariedade transforma vidas porque ela chega aonde muitas vezes o tratamento médico sozinho não consegue. Acolher uma família, oferecer segurança, escuta e apoio durante um momento tão delicado faz toda a diferença. O Dia Nacional da Caridade nos lembra que cada gesto de amor ao próximo pode mudar uma história inteira”, afirma. Segundo Luciene, histórias como a de Maria Clara que se tornou voluntária mostram que a solidariedade tem um efeito multiplicador. “Quando uma família que foi acolhida escolhe permanece conosco para acolher outras pessoas, temos a maior prova de que a caridade transforma não apenas quem recebe ajuda, mas também quem decide estender a mão ao próximo”, destaca. Resultados de 2025 Em 2025, a Acacci realizou 30.296 atendimentos, beneficiando 380 pessoas, entre 177 crianças e adolescentes em tratamento oncológico e 203 acompanhantes. Ao longo do ano, a instituição promoveu 23.726 ações de suporte logístico, 3.521 atendimentos de suporte socioeconômico e 3.049 atendimentos multidisciplinares, oferecendo acolhimento que vai muito além do tratamento médico. Atualmente, a rede de solidariedade da instituição conta ainda com 182 voluntários cadastrados, que ajudam a transformar a rotina das famílias atendidas. Café com Resultados No próximo dia 23 de julho, às 08h30 a Acacci realiza o evento “Café com Resultados” onde apresentará os resultados do trabalho do primeiro semestre deste ano, prestando contas aos associados e chamando a sociedade a continuar contribuindo para este trabalho que garante mais qualidade de vida às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer.
Alimentação saudável pode proteger o cérebro e ajudar a reduzir o risco de demência, apontam estudos
Consumo frequente de bebidas açucaradas está associado ao declínio cognitivo, enquanto uma dieta equilibrada pode contribuir para a saúde cerebral ao longo da vida Aquele refrigerante no almoço, o suco industrializado da tarde ou o energético para enfrentar a rotina podem representar muito mais do que um hábito alimentar. Estudos científicos recentes indicam que o consumo frequente de bebidas açucaradas pode estar relacionado ao aumento do risco de declínio cognitivo e demência, especialmente em pessoas que já apresentam fatores de risco para doenças como o Alzheimer. As pesquisas mostram que padrões alimentares saudáveis, com baixo potencial inflamatório e ricos em alimentos naturais, podem exercer um efeito protetor sobre o cérebro, contribuindo para preservar as funções cognitivas durante o envelhecimento, inclusive entre pessoas que já possuem alterações biológicas associadas ao desenvolvimento da demência. Um dos estudos, publicado na revista científica The Journal of Nutrition, Health & Aging, acompanhou mais de 118 mil adultos durante aproximadamente 13 anos por meio do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados de saúde do mundo. Os pesquisadores observaram que pessoas que consumiam mais de um copo de bebidas açucaradas por dia apresentavam maior risco de desenvolver demência. Em contrapartida, o consumo regular de café e chá esteve associado a um risco menor da doença. Segundo a geriatra Fernanda Sperandio, da MedSênior, embora esse tipo de pesquisa não permita estabelecer uma relação direta de causa e efeito, a repetição dos mesmos resultados em diferentes estudos merece atenção. “Quando observamos esse padrão alimentar associado ao aumento do risco de demência em grandes populações, principalmente entre pessoas com histórico familiar ou outros fatores de risco, é um sinal importante de alerta”, afirma. Quem apresenta maior risco? A idade continua sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento de demências, sobretudo após os 65 anos. No entanto, pessoas com histórico familiar de Alzheimer, hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol elevado, doenças cardiovasculares, sedentarismo, tabagismo, perda auditiva não tratada e baixa escolaridade também apresentam maior probabilidade de desenvolver algum tipo de demência ao longo da vida. De acordo com a especialista, o problema vai além do excesso de açúcar ou do ganho de peso. “O consumo frequente dessas bebidas favorece alterações metabólicas, como resistência à insulina, obesidade e diabetes, além de contribuir para um estado inflamatório crônico e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Todos esses fatores estão relacionados ao maior risco de declínio cognitivo e demência”, explica. Os mecanismos que ligam alimentação e saúde cerebral ainda são estudados, mas pesquisas apontam que alterações metabólicas, inflamação crônica, estresse oxidativo e prejuízos à saúde vascular podem acelerar o envelhecimento do cérebro e comprometer as funções cognitivas. Entre os idosos, o cenário preocupa ainda mais. Segundo Fernanda Sperandio, o cérebro envelhecido torna-se mais vulnerável às alterações metabólicas e vasculares, e uma alimentação rica em açúcar, ultraprocessados e gorduras de baixa qualidade agrava esse processo. Pesquisa brasileira reforça os resultados Os achados internacionais também encontram respaldo no Brasil. Dados do estudo ELSA-Brasil, considerado a maior pesquisa sobre saúde de adultos da América Latina, apontam que uma maior participação de alimentos ultraprocessados na dieta está associada a um declínio cognitivo mais acelerado ao longo do tempo. Embora nenhum alimento, isoladamente, seja responsável pelo desenvolvimento do Alzheimer, especialistas destacam que manter hábitos alimentares saudáveis ao longo da vida é uma das principais estratégias para reduzir o risco de comprometimento cognitivo. O que evitar e o que incluir no cardápio Para a nutricionista Giselli Prucoli, o primeiro passo é deixar de considerar bebidas açucaradas como parte da rotina. “Refrigerantes, sucos industrializados, energéticos, chás prontos, refrescos em pó e bebidas adoçadas não devem ser vistos como formas de hidratação. A água deve ser a principal bebida do dia a dia”, orienta. Ela recomenda que esses produtos sejam consumidos apenas ocasionalmente, principalmente por pessoas com maior risco para demência, diabetes, doenças cardiovasculares ou obesidade. Outro cuidado importante é observar os rótulos dos alimentos. Segundo a nutricionista, a nova rotulagem brasileira, que identifica produtos com alto teor de açúcar adicionado por meio do símbolo da lupa, facilita a escolha de opções mais saudáveis. Dieta neuroprotetora Uma alimentação considerada benéfica para o cérebro deve priorizar alimentos naturais e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha e cereais integrais, além de incluir gorduras saudáveis presentes no azeite de oliva extravirgem, castanhas, nozes, amêndoas e peixes ricos em ômega-3, como sardinha e salmão. Também fazem parte desse padrão alimentar proteínas magras, ovos, aves sem pele, laticínios com menor teor de gordura e carnes magras. Por outro lado, a recomendação é reduzir ao máximo o consumo de alimentos ultraprocessados, refrigerantes — inclusive os sem açúcar —, sucos adoçados, bolachas recheadas, salgadinhos, embutidos, sobremesas industrializadas, cereais açucarados, frituras frequentes, gorduras trans e excesso de açúcar. Além disso, alimentos ricos em antioxidantes, compostos bioativos e especiarias como cúrcuma, gengibre e ervas aromáticas ajudam a reduzir processos inflamatórios e favorecem a manutenção da saúde cerebral ao longo dos anos.
Aprovado projeto de Jack Rocha prevê até R$ 15 bi para combater a violência contra mulheres
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 41, de autoria da deputada federal Jack Rocha (PT-ES), que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta estabelece uma política permanente de financiamento para ações de prevenção, proteção e enfrentamento da violência de gênero, com previsão de destinar R$ 1,5 bilhão por ano durante uma década, totalizando até R$ 15 bilhões. O texto foi aprovado por 470 votos favoráveis e apenas um contrário e segue agora para análise do Senado Federal. O projeto busca fortalecer a rede de atendimento às vítimas em todo o país, permitindo que estados e municípios ampliem ou implantem serviços como casas de acolhimento, centros especializados, delegacias da mulher, atendimento psicológico, assistência social, orientação jurídica, equipes multidisciplinares e programas de capacitação para profissionais das áreas de saúde, segurança pública e assistência social. Também estão previstas campanhas permanentes de prevenção à violência contra mulheres e meninas. A proposta ainda prevê uma atuação integrada entre União, estados e municípios, consolidando o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e garantindo recursos permanentes para a execução das políticas públicas, independentemente das mudanças de governo. Para a autora da proposta, a aprovação representa um avanço no fortalecimento da rede de proteção às mulheres. “Durante muitos anos aprovamos leis importantes, mas muitas delas esbarraram na falta de recursos para chegar à ponta. A mulher denunciava e não encontrava atendimento. Procurava acolhimento e não havia estrutura. Esse projeto muda essa realidade porque garante que o Estado tenha condições de proteger quem mais precisa”, afirmou Jack Rocha. A deputada destacou ainda que a iniciativa transforma o enfrentamento à violência contra as mulheres em uma política permanente de Estado. “Não estamos falando apenas de orçamento. Estamos falando da vida de meninas e mulheres. Cada recurso investido significa mais prevenção, mais acolhimento, mais proteção e mais chances de interromper um ciclo de violência antes que ele termine em feminicídio”, declarou. Segundo Jack Rocha, o objetivo é reduzir as desigualdades no acesso aos serviços de proteção, especialmente em municípios onde a estrutura de atendimento ainda é limitada. “Queremos que uma mulher do interior tenha o mesmo direito à proteção que uma mulher da capital. Que ela encontre uma equipe preparada, tenha acesso ao atendimento psicológico, assistência social, orientação jurídica e, quando necessário, um local seguro para reconstruir sua vida. Nenhuma mulher pode ficar desprotegida por causa do lugar onde mora”, afirmou. A parlamentar também ressaltou o trabalho conjunto que possibilitou a aprovação do projeto e destacou a atuação da relatora da matéria, deputada federal Jandira Feghali. “Essa vitória foi construída com diálogo, compromisso e pela união da Bancada Feminina, da relatora Jandira Feghali e de parlamentares que compreenderam que proteger a vida das mulheres está acima de qualquer diferença política”, disse. Após a aprovação na Câmara, o Projeto de Lei Complementar 41 será analisado pelo Senado Federal. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial.
Maratona de Vitória deve reunir 10 mil corredores e distribuir R$ 30 mil em premiações
Vitória se prepara para receber, nos dias 29 e 30 de agosto, a quinta edição da Maratona de Vitória, um dos maiores eventos esportivos do Espírito Santo. A expectativa é reunir cerca de 10 mil corredores, entre atletas amadores e profissionais, além de movimentar o turismo e a economia da capital. Os detalhes da edição de 2026 foram apresentados nesta segunda-feira (13). Durante o lançamento, a prefeita Cris Samorini destacou que a cidade reúne infraestrutura, segurança e belas paisagens para sediar grandes competições esportivas, consolidando a maratona como um dos principais eventos do calendário de aniversário de Vitória. A organização estima que cerca de mil participantes sejam de outros estados e países, incluindo corredores dos Estados Unidos, Canadá e nações da Europa, reforçando o potencial turístico da prova. Entre as histórias que marcarão esta edição está a da atleta Karina Vaillant, que disputará o desafio 5+21 km. Há três anos e meio, ela sofreu um grave atropelamento durante um treino, teve fratura exposta no fêmur, entrou em coma e, após um longo processo de recuperação, retorna agora às competições. Outro destaque é o maratonista e professor de Educação Física Carlos Gusmão, que sempre defendeu a realização de uma maratona na capital capixaba. Segundo ele, a prova faz parte da preparação para o desafio de percorrer 242 quilômetros no fim de setembro. A programação contempla sete modalidades: Maratoninha de Vitória (50 a 400 metros), Orla de Vitória (5 km e 10 km), Meia Maratona (21 km), Maratona (42 km), além dos desafios 10 km + 42 km e 5 km + 21 km. As largadas serão divididas por categoria, com percursos pela orla da cidade e postos de hidratação a cada três quilômetros. A Arena da Maratona contará com banheiros, guarda-volumes, praça de alimentação, atendimento médico, área de recuperação, hidratação, ativações de patrocinadores e espaços de entretenimento para os atletas e o público. Ao todo, serão distribuídos cerca de R$ 30 mil em premiações entre as categorias participantes. As inscrições seguem abertas até 21 de agosto, ou enquanto houver vagas disponíveis, pelo site oficial da Maratona de Vitória.
Padeiro capixaba é eleito o melhor do mundo e coloca o ES em destaque na panificação
Natural de Nova Venécia, João Carlos Butske é o segundo brasileiro a conquistar o título de melhor padeiro do mundo. O Espírito Santo acaba de conquistar um marco histórico na panificação mundial. O chef padeiro João Carlos Butske, natural de Nova Venécia, foi eleito o UIBC World Baker of the Year 2026, principal prêmio internacional da categoria. O anúncio foi feito na última segunda-feira (14), em Singapura, durante evento promovido pela União Internacional de Padeiros e Confeiteiros (UIBC). Com o reconhecimento, João se torna apenas o segundo brasileiro a receber a honraria. Antes dele, o paulista Rogério Shimura havia conquistado o título em 2019. A premiação consagra uma trajetória construída com dedicação, aperfeiçoamento constante, inovação e excelência na produção artesanal. Ao longo dos últimos anos, o padeiro participou de diversos programas de capacitação e desenvolvimento empresarial promovidos pelo Sebrae/ES, que acompanhou sua evolução profissional e contribuiu para sua preparação para competir em alto nível no cenário internacional. Toda a capacitação adquirida junto ao Sebrae/ES contribuiu para o momento histórico e especial na vida de João Carlos Butske. Foto: divulgação Logo após receber o prêmio, João compartilhou a emoção da conquista nas redes sociais e agradeceu o apoio recebido ao longo da trajetória. “Melhor padeiro do ano! Obrigado a cada um que acompanhou, torceu e acreditou. Vocês fazem parte dessa conquista. Representar o Brasil e o Espírito Santo no maior palco da panificação mundial é algo que vou carregar para sempre no coração.” A gerente de Competitividade do Sebrae/ES, Ana Karla Macabu, destacou que a conquista reforça a importância do investimento em qualificação profissional. “João é um velho conhecido do Sebrae/ES. Participou de diversos cursos, fez também o Empretec, e esse resultado reafirma nossa missão de desenvolver pessoas e negócios capazes de transformar talento em competitividade, valorizando os produtos e a identidade regional”, afirmou. A indicação de João Butske ao prêmio foi feita pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que destacou sua dedicação, talento e contribuição para o fortalecimento da panificação brasileira. O reconhecimento internacional evidencia, ainda, o potencial dos empreendedores capixabas para competir entre os melhores do mundo quando investem em qualificação, inovação e gestão.
Governador visita obras da nova loja da Havan em Vila Velha
Unidade, que será a segunda da rede no Espírito Santo, recebeu investimento de R$ 120 milhões e tem inauguração prevista para outubro O governador Ricardo Ferraço visitou, na manhã desta quarta-feira (15), as obras da nova unidade da Havan em Vila Velha, ao lado do proprietário da rede, Luciano Hang. A loja está sendo construída na Avenida Carlos Lindenberg, no bairro Nossa Senhora da Penha, com inauguração prevista para outubro. O empreendimento recebeu investimento de aproximadamente R$ 120 milhões e deve gerar cerca de 200 empregos diretos. A unidade terá aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída e será a maior da rede no Espírito Santo, contando com estacionamento e estrutura administrativa e comercial. Durante a visita, o governador destacou a importância da chegada de novos empreendimentos para a economia capixaba. “A instalação de novos empreendimentos contribui para a geração de empregos e para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo. Seguimos trabalhando para criar um ambiente favorável aos investimentos em todas as regiões do Estado”, afirmou Ricardo Ferraço. Luciano Hang ressaltou o potencial do Estado para novos investimentos e afirmou que a empresa avalia a abertura de unidades em outras cidades capixabas. “Estamos investindo cerca de R$ 120 milhões nesta unidade e avaliando outras cidades do Espírito Santo para novos investimentos e geração de empregos”, disse. A nova loja está sendo construída em um terreno de cerca de 28 mil metros quadrados, ao lado do Assaí Atacadista, próximo à Rodovia Darly Santos, e contará com centenas de vagas de estacionamento para carros, motos e bicicletas. foto: Caio Favel/Governo do ES.
Feira de Cerâmica e Decoração reúne mais de 100 expositores em Jardim Camburi
Evento gratuito acontece entre 30 de julho e 1º de agosto, em Vitória, com peças autorais, oficinas, gastronomia e música ao vivo A arte feita à mão será a grande protagonista da 4ª Feira de Cerâmica e Decoração do Espírito Santo, que acontece entre os dias 30 de julho e 1º de agosto, no Centro de Celebrações da Igreja Batista, em Jardim Camburi, Vitória. Com entrada gratuita, o evento reúne ceramistas, artistas e empreendedores para celebrar a tradição, a criatividade e a economia criativa capixaba. Nesta edição, a feira contará com mais de 100 expositores, distribuídos em 74 estandes, oferecendo ao público peças exclusivas em cerâmica, artigos de madeira, flores, além de uma programação com gastronomia, oficinas e atrações culturais. Reconhecido pela tradição das Paneleiras de Goiabeiras, o Espírito Santo tem na cerâmica uma de suas principais expressões culturais. Para a curadora Paoletti Avellar, a feira fortalece esse patrimônio ao aproximar artistas e consumidores. “A cerâmica capixaba carrega uma alma única, que une técnica, afeto e ancestralidade. Nosso objetivo é criar uma ponte entre quem produz e quem valoriza o feito à mão, mostrando que a cerâmica vai muito além do utilitário: ela é história, arte e design”, afirma. Além da exposição e comercialização das peças, os visitantes poderão acompanhar demonstrações ao vivo de diferentes técnicas de produção na área “O Fazer Cerâmica”, com processos como torno, modelagem em placas, acordelado e pinch pot. Também serão oferecidas cerca de quatro oficinas gratuitas por dia para quem deseja experimentar a prática. A programação inclui ainda música ao vivo, praça de alimentação e uma homenagem aos 25 anos da Associação de Ceramistas do Espírito Santo (Cerames). A entidade também promoverá uma exposição comemorativa na Casa Porto de Artes Plásticas, no Centro de Vitória. Serviço 4ª Feira de Cerâmica e Decoração do Espírito Santo Data: 30 de julho a 1º de agosto Local: Centro de Celebrações da Igreja Batista – Avenida José Maria Vivácqua Santos (Avenida Norte-Sul), 720, Jardim Camburi, Vitória Entrada: Gratuita Horários: 30 de julho (quinta-feira): 16h às 22h 31 de julho (sexta-feira): 10h às 22h 1º de agosto (sábado): 10h às 19h Realização: Associação Comercial e Empresarial do Espírito Santo (ACE-ES) Parceria e apoio: Faciapes, CMEC, Cerames, Sebrae Espírito Santo, Ufes e Governo do Estado do Espírito Santo.