A ciclista capixaba Maria Neves conquistou o vice-campeonato brasileiro de BMX Racing na categoria 15 anos – Aro 20, durante a edição 2025 do Campeonato Brasileiro da modalidade, realizada em Salvador (BA). O evento, encerrado no último domingo (13), entrou para a história como o maior já realizado na região Nordeste e o segundo com maior número de participantes no País, reunindo 872 atletas em diversas categorias. Além da medalha de prata, Maria também disputou a prova na categoria 15 anos – Cruiser, terminando na sexta colocação. Outros representantes do Espírito Santo também se destacaram: Kawai Müller ficou em sétimo lugar na categoria 25/29 anos – Cruiser, e Eduardo Lima terminou em sexto na 40/44 anos – Cruiser. A participação da delegação capixaba foi viabilizada pelo programa Voe Atleta, da Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport). A iniciativa do Governo do Estado custeia passagens aéreas para atletas e paratletas de alto rendimento que participam de competições nacionais e internacionais. Foto: Sesport ES
Shopping Vitória recebe a 3ª edição do festival Ilha do Rock com entrada gratuita
Prepare a jaqueta de couro: o Ilha do Rock está de volta ao Shopping Vitória. Em sua terceira edição, o festival gratuito vai tomar conta do estacionamento externo do centro de compras por duas semanas consecutivas — de 17 a 20 e de 24 a 27 de julho — com muito rock’n’roll, cervejas artesanais, gastronomia e diversão para todas as idades. A programação inclui shows de bandas capixabas e atrações nacionais, como a paulista Black Jack, que se apresentou no Rock in Rio 2024 e retorna ao festival pela segunda vez. Também sobem ao palco artistas locais como Casaca, Dona Fran, Jackson Lima e Clube Big Beatles, além das bandas Calibre de Rosas e Letal, conhecidas pelos tributos ao Guns N’ Roses e Metallica, respectivamente. Além da música, o Ilha do Rock traz um circuito gastronômico com opções variadas e uma seleção de cervejarias capixabas e nacionais. Entre as marcas participantes estão: Barba Ruiva, Ronchi, Vikings, Levit, Teresense, Marlin Azul, Mestra, Noi, Nova Estrela, Alquimistas, Hops Club e Trarko. O público também poderá saborear pratos de estandes como Five, Brothers, Frango do Alemão, Humo Argentino e Dom Esfiha, além de drinks autorais do Dose Dupla. Para adoçar a experiência, sobremesas assinadas pelo Te Quiero Churros e pela chef Jessica Cruz completam o cardápio. Pensando em toda a família, o evento terá ainda uma área kids com atividades recreativas sob o comando do Tio Marcelo e da equipe Happy Kids, garantindo a diversão da criançada enquanto os adultos curtem os shows. Foto: Divulgação
ESX 2025 reforça protagonismo do ES em inovação e movimenta mais de R$ 35 milhões
Feira destaca diversidade e tecnologia e consolida evento como o maior hub de inovação do Espírito Santo A 5ª edição do ESX – Innovation Experience Espírito Santo foi encerrada com sucesso, reunindo, ao longo de três dias, milhares de pessoas em torno de ideias, conexões e experiências inovadoras na Praça do Papa, em Vitória. Realizado nos dias 10, 11 e 12 de julho, o evento trouxe uma programação plural, combinando saberes ancestrais com o que há de mais atual em tecnologia, empreendedorismo e transformação digital. No último dia, mais de 20 mil pessoas circularam pelo espaço, comprovando a força do evento como referência em inovação no Espírito Santo. Mais do que um palco para palestras e exposições, o ESX 2025 funcionou como ponto de encontro entre startups e investidores. A programação incluiu uma intensa agenda de rodadas de negócios, promovidas em parceria com a Dealist, conectando 57 startups – em fase de tração e validação comercial – com 11 fundos de investimento. O resultado: 133 encontros realizados e uma expectativa de investimento de R$ 24,9 milhões. “O fundo destaque da edição foi o Quartzo Capital, com alto volume de interações qualificadas. Já o Espírito Santo foi o estado com maior volume de intenção de investimento, com R$ 11,8 milhões, seguido por São Paulo, com cerca de R$ 5,3 milhões”, destacou o diretor técnico do Sebrae/ES, Eurípedes Pedrinha. “Esse resultado consolida o ESX como um evento que cumpre sua missão de ser um hub de inovação que conecta, informa, compartilha e qualifica o mercado.” Além disso, o evento gerou a realização de 107 encontros entre empresas âncora e startups fornecedoras, com uma expectativa de mais R$ 11,5 milhões em negócios futuros. Ao todo, participaram 10 empresas âncora e 38 startups fornecedoras, que apresentaram soluções inovadoras em seus estandes. Povos originários e diversidade em destaque Pela primeira vez, o ESX dedicou espaço à valorização dos saberes dos povos originários. Em uma das palestras mais concorridas do Palco Plural, a cacica Marcela Tupiniquim, da aldeia Pau Brasil, e Ará Martins, coordenadora do projeto Nhãdeva Ekuéry, dividiram suas histórias e reflexões. A mediação ficou por conta da professora universitária Cristina Hatab, da área de Direitos Humanos e Cidadania. “É um grande prazer estar aqui hoje, ter esse lugar de fala e poder mostrar um pouco sobre a nossa história e como tudo funciona de fato. Por mais que hoje em dia nós tenhamos mais espaço, ainda é muito difícil das pessoas respeitarem a nossa cultura”, relatou Marcela Tupiniquim. Ará compartilhou sua trajetória empreendedora, iniciada ainda na adolescência, após deixar a escola por conta do preconceito. “Com o Nhãdeva Ekuéry, busco levar a cultura indígena para escolas não indígenas e contar um pouco sobre a nossa história. Do conhecimento nasce o respeito”, afirmou. O Palco Plural também contou com debates sobre empreendedorismo feminino, inovação nas periferias e a importância da ESG na nova economia. Segundo Juliana Castro, gestora do Programa Plural do Sebrae/ES, o espaço representa mais do que voz: representa escuta e pertencimento. “A inovação nasce da pluralidade que nos compõe. Que a gente continue ampliando os horizontes de um ecossistema de inovação mais justo, diverso e inclusivo”, destacou. Criatividade em ação Entre os destaques do evento, esteve a palestra do especialista em improviso e criatividade Márcio Ballas. Na Arena do Conhecimento, ele prendeu a atenção do público com reflexões bem-humoradas sobre como o improviso pode impulsionar lideranças e criatividade em tempos de incerteza. “Tudo começa a partir da gente. E, nesse processo, o ‘sim’ é o elemento central. Sem ele, não há criatividade. É possível criar de qualquer lugar”, afirmou Ballas. Outros grandes nomes marcaram presença no espaço, como Monique Evelle (Inventivos), Amanda Graciano (Trama), Miguel Lannes (Exame) e Aurélio Rosa (ex-Tesla), que trataram de temas como Inteligência Artificial, transformação digital, construção de marcas e impacto social da inovação. Protagonismo capixaba A inovação local também brilhou. No Sebraelab, o diretor de Inovação da TecVitória, Gabriel Torobay, ministrou uma oficina prática para transformar ideias em negócios reais. “A TecVitória foi a primeira incubadora de startups do Espírito Santo e uma das primeiras do Brasil. Em 29 anos, graduamos mais de 80 startups, com R$ 30 milhões captados e mais de 4 mil profissionais inseridos no ecossistema de inovação”, explicou. O espaço ainda sediou meetups, mesas redondas e workshops que abordaram temas como gestão, cultura empreendedora e desafios para startups em diferentes setores. Tecnologia, cidades inteligentes e futuro No Palco Conexão, temas como sustentabilidade, cidades inteligentes, energia, saúde pública e indústria 4.0 foram amplamente debatidos. Destaque para o painel com Pablo Lira (Instituto Jones), Vinícius Marchese (Confea) e Everlam Montibeler (Ufes), sobre a nova era das cidades sustentáveis. Já a palestra “Tecnologia quântica: o futuro a favor dos negócios” trouxe contribuições de Guilherme Musse (Senai/Cimatec), Pamela Bezerra e Luis Augusto Lima (Prodest). A programação também tratou das soluções energéticas inteligentes, das competências do profissional do futuro e da importância das narrativas digitais para impulsionar negócios nas redes sociais. Aceleração e inovação como motor de transformação No Palco Acelera, empreendedores receberam mentorias e participaram de painéis sobre capital de risco, inovação climática e social, e como mensurar o valor da inovação dentro das organizações. Já a Arena de Inovação mostrou cases práticos de startups e apresentou temas como agricultura sustentável, design thinking, presença digital e modelagem com IA. O evento foi uma realização do Sebrae/ES e da Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), com correalização do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), e patrocínio da Vale. Fotos: Divulgação Sebrae ES e equipe News ES
Maior feira do setor no estado, ES Construção Brasil começa nesta quarta (16)
Com mais de 150 expositores e expectativa de gerar R$ 600 milhões em negócios ao longo do ano, a feira ES Construção Brasil 2025 abre as portas nesta quarta-feira (16), no Pavilhão de Carapina, na Serra. A segunda edição do evento vai até sexta-feira (18) e promete reunir cerca de 18 mil visitantes em três dias de conteúdo técnico, inovação, networking e experiências práticas para o setor da construção civil. Com entrada e estacionamento gratuitos, a feira é uma realização do Sinduscon-ES, organizada pela Vozes, e traz o tema “Inovação e sustentabilidade: construindo o futuro das cidades”. A programação soma mais de 50 horas de palestras, painéis e rodadas de negócios — incluindo uma batalha de startups voltada para construtechs, que premiará as melhores iniciativas de inovação no setor. Atrações e experiências Os visitantes poderão conferir de perto uma série de construções montadas durante o evento: um chalé tecnológico erguido em apenas três dias, uma casa de alto padrão com módulos sem alvenaria tradicional, e um loft automatizado com estrutura metálica e poliuretano, material isolante e sustentável. As palestras abordarão temas como planejamento urbano, reforma tributária, construção 4.0, novas tecnologias, sustentabilidade e liderança. Um dos destaques é o painel “Cidades planejadas e sustentáveis”, que abre a programação técnica na quarta (16), às 16h, com nomes como Paulo Takito, Felipe Stracci, Diogo Eythan Magal e Myriam Tschiptschin, sob mediação da jornalista Eliana Gorriti. Reforma tributária e segurança jurídica Na quinta-feira (17), o painel “Impactos da reforma tributária na construção e no mercado imobiliário”, às 15h, contará com a presença do deputado federal Reginaldo Lopes (relator da reforma), Fernando Guedes (CBIC) e da contadora Carla Tasso. No mesmo dia, às 17h, o tema será segurança jurídica, com participação do ministro do TCU Antônio Anastasia, da promotora Bruna Legora (MP-ES) e do advogado Carlos Augusto da Motta Leal (OAB-ES). Na sexta (18), o evento recebe especialistas da Ufes para debater reforço e estabilização de solos, além do cofundador da Timenow, Francisco Carvalho, que falará sobre inovação na gestão. A última palestra será com o humorista Rossini Macedo, o “Tonho dos Couros”, com o tema “Liderar com humor aproxima o colaborador”. Abertura oficial e inscrições A cerimônia oficial de abertura acontece na quarta-feira (16), às 17h30, com presença de autoridades, empresários e representantes do setor. As inscrições podem ser feitas pelo site esconstrucaobrasil.com.br. SERVIÇO 📍 2ª ES Construção Brasil 📆 16 a 18 de julho, das 14h às 21h 📌 Pavilhão de Carapina – Serra (ES) 🎟️ Entrada e estacionamento gratuitos 🔗 Inscrições: esconstrucaobrasil.com.br Realização: Sinduscon-ES Correalização: Sociedade Espírito-Santense de Engenheiros (SEE) Patrocínio: Crea-ES, Banestes, Bandes, Caixa, Sicoob, MRV, ES Gás Apoio: Sebrae-ES, Findes, Sesi, Senai, Aderes, Mútua, Confea, CAU, Acomac/Sindimat, Marca Ambiental, Quality Hotel e Let’s Atlântica.
Vitória é a segunda capital do Brasil em alfabetização infantil, aponta MEC
Vitória conquistou o segundo lugar entre as capitais brasileiras no Indicador Criança Alfabetizada, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O levantamento mede o percentual de crianças alfabetizadas até os 7 anos e mostrou que, em 2024, a capital capixaba alcançou 73,2% — superando metas projetadas até 2026 e ficando atrás apenas de Fortaleza (74,8%). O resultado representa um salto expressivo em relação a 2021, quando Vitória registrava apenas 28% de crianças alfabetizadas, e também coloca a cidade na liderança do Sudeste, à frente de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. O desempenho superou ainda as médias nacional (59,2%) e estadual (71,7%). O avanço é atribuído a uma série de políticas públicas implementadas pela rede municipal, como os programas Educar para Vitória e Avaliar Vitória, investimentos em infraestrutura escolar, formação continuada de professores e ampliação da oferta de tempo integral. Desde 2021, todas as 104 escolas da rede passaram por melhorias, e 41 unidades já funcionam em tempo integral. A digitalização também foi destaque, com mais de R$ 80 milhões investidos em tecnologia educacional. A secretária de Educação de Vitória, Juliana Rohsner, destacou que o resultado é fruto do trabalho coletivo e do compromisso com a equidade no acesso à aprendizagem: “Estamos garantindo alfabetização de qualidade em todos os territórios da cidade, reduzindo desigualdades históricas”. Foto: PMV
Confiança do comércio cresce no ES e aponta retomada de investimentos
A confiança dos empresários do comércio capixaba voltou a subir em junho, registrando crescimento pelo segundo mês consecutivo. O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec) no Espírito Santo atingiu 100,3 pontos, de acordo com levantamento do Connect Fecomércio-ES, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O número está acima da linha dos 100 pontos, considerada como zona de otimismo em relação ao ambiente de negócios. O resultado coloca o Espírito Santo entre os estados com os melhores desempenhos da região Sudeste. O índice nacional também cresceu, chegando a 102,2 pontos. Em comparação, São Paulo marcou 101, Minas Gerais ficou em 99,5 e o Rio de Janeiro recuou para 93,2. A alta foi puxada principalmente pelas expectativas dos empresários quanto ao futuro da economia e do setor. O subíndice de Expectativas Futuras subiu 4,7% (124,6 pontos), enquanto o de Intenções de Investimento avançou 5,3%, chegando a 107 pontos. A pretensão de contratação de funcionários aumentou 6,6%. Para André Spalenza, coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, o avanço indica que o varejo capixaba começa a vislumbrar uma retomada gradual dos investimentos, apesar das incertezas econômicas. “Há uma melhora nas expectativas, o que abre espaço para modernização, ampliação de estoques e contratações, mesmo que de forma cautelosa”, avalia. Segundo José Carlos Bergamin, 3º vice-presidente do Sistema Fecomércio-ES (Sesc/Senac), o estado tem apresentado crescimento real próximo de 3%, com destaque para o desempenho do varejo popular. “A recuperação da renda, os programas sociais e a alta empregabilidade têm contribuído para essa movimentação positiva”, afirma. O levantamento completo está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.
Moda capixaba ganha vitrine no ES Fashion 2025, na Praça do Papa
Evento gratuito entre os dias 7 e 10 de agosto reúne desfiles, oficinas, música e gastronomia para impulsionar o setor de vestuário do Espírito Santo A moda feita no Espírito Santo ganha palco, holofotes e espaço para negócios na primeira edição do ES Fashion 2025, que acontece de 7 a 10 de agosto, na Praça do Papa, em Vitória. Com entrada gratuita, o evento promete movimentar a cadeia produtiva do vestuário no estado com uma programação diversa, que vai de desfiles a oficinas, passando por shows, gastronomia e muito networking. A proposta é valorizar a criatividade, a inovação e o empreendedorismo capixaba por meio de uma imersão no universo da moda. O evento reunirá marcas locais, estilistas, lojistas, atacadistas, consumidores e entusiastas do setor, promovendo conexões entre a criação e o mercado. Moda, cultura e negócios em um só lugar O ES Fashion foi pensado para atrair diferentes públicos, misturando conteúdo técnico, vendas no varejo e atacado, entretenimento e vivências culturais. A programação inclui: 👗 Desfiles de marcas locais e novos talentos da moda 🛍️ Comércio com foco em atacado e varejo 🧵 Oficinas, painéis e workshops sobre tendências e inovação 🎙️ Podcast ao vivo e ativações interativas 🎶 Shows com artistas capixabas, como Marcelo Ribeiro, Serginho Oliveira, Banda Black Sete e DJs convidados 🍽️ Praça gastronômica com chefs renomados, como Gilson Surrage e Thiago Correia Serão quatro dias de moda, cultura e oportunidades de negócios, conectando os bastidores da criação às vitrines do consumo. Valorização da economia criativa capixaba De acordo com Alberto Gavini, diretor-geral da Aderes, o evento tem papel estratégico para o fortalecimento de um dos setores que mais gera emprego e renda no estado. “Nosso objetivo é destacar o setor de vestuário, que gera inúmeras oportunidades de trabalho no Espírito Santo. Trata-se de um segmento importante para o desenvolvimento da economia local”, afirma Gavini. Parcerias que fortalecem o setor O ES Fashion é uma realização do Instituto Capixaba de Ecoturismo e Eventos (ICEE) e da Ferrari Eventos, com apoio institucional do SEBRAE, da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) e do Governo do Estado do Espírito Santo. Serviço: ES Fashion 2025 Data: de 07 a 10 de agosto Local: Praça do Papa – Vitória/ES Entrada: Gratuita Instagram oficial: @esfashionoficial
Transcapixaba Hike and Fly vai cruzar montanhas do ES com atletas do Brasil e do exterior
Terceira edição da prova une caminhada e voo livre e percorre 150 km entre Venda Nova do Imigrante e Mimoso do Sul O Espírito Santo será palco, a partir desta terça-feira (16), da 3ª edição da Transcapixaba Hike and Fly – A Travessia do Espírito Santo, competição que une montanhismo e voo livre e reúne 30 atletas de várias partes do Brasil e de outros países. A prova segue até sábado (20) e percorre 150 km em linha reta pelas montanhas capixabas, com largada em Venda Nova do Imigrante e chegada no distrito de Ponte do Itabapoana, em Mimoso do Sul, na divisa com o Rio de Janeiro. A competição é considerada uma das maiores do gênero no país e tem chancela da Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL) e da Federação Internacional de Aerodesporto (FAI). O evento é idealizado pelos atletas Lucas Porto e Micheli Sossai Spadeto e conta com apoio da Secretaria de Esportes e Lazer do Espírito Santo (Sesport), do Sebrae-ES, da Federação Capixaba de Voo Livre (FCVL) e de empresas como Liquidz e Ranking Frotas. Hike and Fly: por terra e pelo ar A modalidade, que cresce entre os esportes de aventura, consiste em caminhar até pontos altos carregando o parapente e, de lá, decolar. Durante o trajeto, os atletas alternam entre o voo e a caminhada para alcançar os chamados “turnpoints”, pontos obrigatórios de passagem, como Pedra Azul, Parque Estadual do Forno Grande, Fazenda da Mata/Alto Planalto (Alegre) e São Pedro do Itabapoana, entre outros. Cada atleta escolhe sua própria rota para completar o percurso. Ganha quem cruzar a linha de chegada primeiro. A prova é acompanhada em tempo real por meio de rastreadores via satélite, com link de monitoramento disponível no Instagram do evento no dia da largada. “Este ano batemos recorde de participantes e reforçamos a estrutura de segurança. A equipe de resgate foi ampliada com equipamentos e especialistas em áreas remotas”, destaca Lucas Porto, que pratica Hike and Fly há 21 anos. Atletas de quatro continentes Entre os competidores, estão atletas de Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia, além de representantes da Áustria, Suíça, África do Sul e Argentina. Eles foram selecionados em um processo que avaliou a experiência e o preparo técnico dos inscritos. Segundo Micheli Sossai, a largada oficial será às 9h da terça-feira (16), em frente ao Sebrae de Venda Nova do Imigrante, de onde os atletas seguem rumo à Rampa do Filete, primeiro ponto obrigatório da prova. Mais que uma prova, uma experiência capixaba Além da adrenalina, a Transcapixaba H&F também cumpre papel importante na promoção do turismo de aventura e no estímulo à economia local. Os organizadores destacam que a competição é uma oportunidade de mostrar ao mundo as belezas naturais do Espírito Santo, com seus vales, picos e trilhas desafiadoras. “O evento une técnica, resistência, estratégia e conexão com a natureza. É uma experiência que transforma não só os atletas, mas também todos os que acompanham a prova”, afirma Lucas Porto. Origem e expansão A ideia da travessia nasceu em 2022, quando Lucas e Micheli, junto de dois amigos pilotos, cruzaram o Espírito Santo andando e voando, de Vila Pereira (divisa com MG) a Mimoso do Sul, em 16 dias. O projeto cresceu e, em 2023, a primeira edição oficial percorreu o trecho entre Ecoporanga e Pancas. Em 2024, a segunda edição foi de Pancas a Venda Nova, com a primeira participação feminina, da atleta Raquel Canale. Agora, a terceira etapa completa a travessia pelo sul capixaba, passando por regiões como Domingos Martins, Castelo, Burarama, Alegre e Jerônimo Monteiro. Serviço: 3ª Transcapixaba Hike and Fly – A Travessia do Espírito Santo Data: de 15 a 20 de julho Largada: 16/07, às 9h, no Sebrae de Venda Nova do Imigrante Chegada: 20/07, em Ponte do Itabapoana, distrito de Mimoso do Sul Percurso: 150 km em linha reta, com passagens obrigatórias por: Rampa do Filete (Venda Nova do Imigrante) Pedra Azul Parque Estadual do Forno Grande (Castelo) Fazenda da Mata/Alto Planalto (Alegre) Alegre Pontões São Pedro do Itabapoana (Mimoso do Sul)
Queijos capixabas conquistam medalhas de ouro no Prêmio Queijo Brasil 2025
Produtos artesanais de Domingos Martins, João Neiva e Cachoeiro de Itapemirim se destacaram entre os melhores do país no maior concurso do setor O Espírito Santo brilhou no cenário nacional da produção de queijos artesanais ao conquistar três medalhas de ouro no VIII Prêmio Queijo Brasil, realizado na última quinta-feira (10), em Blumenau (SC). O evento reuniu mais de 2.200 participantes de 20 estados e avaliou centenas de produtos feitos por pequenas queijarias de todo o país. Entre os destaques da premiação estão três queijos capixabas que ultrapassaram 95 pontos em 100 possíveis no julgamento técnico, conquistando o topo do pódio: Boursin Erve de Provence, da Queijaria Pedrazul (Domingos Martins) Queijo Morbier, da Vila Veneto (João Neiva) Queijo Minas Meia Cura Calvi, da Calvi Laticínios (Cachoeiro de Itapemirim) As queijarias capixabas também faturaram medalhas de prata e bronze com outros produtos. A Queijaria Pedrazul levou prêmios com os queijos Boursin Lemon e Boursin Alecrim; a Vila Veneto foi premiada com o Queijo Asiago e até com o doce de leite. Já o Sítio Hollunder, de Marechal Floriano, e a Queijaria Giacomin, de João Neiva, também foram reconhecidos com premiações em diversas categorias. Tradição, qualidade e reconhecimento Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o bom desempenho dos produtores capixabas reforça a força do setor. “Essas premiações são motivo de orgulho para todo o Espírito Santo. Mostram que nossos produtores têm excelência, criatividade e tradição, conquistando consumidores em todo o Brasil. O Governo do Estado está comprometido em apoiar ainda mais esse segmento, que fortalece a economia local, gera renda e mantém viva a cultura capixaba”, destacou. Iniciativas para valorizar os queijos artesanais do ES O Governo do Estado também está investindo em ações para fortalecer o setor. Um dos destaques é o projeto inédito de mapeamento e valorização dos queijos artesanais capixabas, desenvolvido pela Seag com recursos do Programa Inovagro. A iniciativa conta com o apoio do Incaper, Ufes e Epamig. A pesquisa, iniciada em fevereiro deste ano, busca identificar os diferentes tipos de queijo produzidos no Espírito Santo, promover a regularização sanitária, melhorar as práticas produtivas, reduzir perdas, ampliar mercados e fortalecer rotas turísticas, como a Rota do Queijo Artesanal, que já atrai visitantes às Montanhas Capixabas, ao Caparaó e à região de João Neiva. Atualmente, segundo o IBGE, as queijarias artesanais representam mais de 40% das agroindústrias familiares capixabas, com cerca de 1.763 estabelecimentos espalhados pelo território estadual — um patrimônio cultural, econômico e cada vez mais premiado. Informações: governo ES
JOÃO GUALBERTO – “Teoria da solidão”
Quando o Estado regula até os vínculos afetivos, a solidão deixa de ser apenas um sentimento e se transforma em política. Escrevi há algumas semanas neste mesmo espaço um texto sobre a solidão em nossos tempos. Na verdade, minha intenção foi mostrar que existe atualmente uma apropriação da solidão pelas redes sociais. Citei, inclusive, que há uma “economia da solidão”, a qual opera oferecendo produtos e serviços que vão desde encontros e pornografia até a terapia realizada pela Inteligência Artificial. Não quero igualar essas coisas, apenas lembrar que elas existem. Recebi alguns comentários muito interessantes, como é de hábito, mas um deles foi feito por Nathalia Alves, pessoa de sólida formação intelectual e amiga querida que, de certa forma, ajudei a criar, e por quem nutro admiração e respeito. Ela indicou um documentário sueco de 2015 dirigido por Erick Gandini, que oferece um olhar crítico sobre as ideias e práticas do que poderíamos chamar de “individualismo estatal”. Isso porque, segundo os críticos, a maioria dos benefícios oferecidos pelo governo no que tem sido chamado de Estado Sueco do Bem-Estar Social está ligado a cada indivíduo e não em famílias, como ocorre em outros países do mundo. Em sueco, essa ideologia é chamada de “individualismo estatista”. O documentário mostra como a sociedade sueca criou um manifesto público sobre a independência de todos frente a todos, inclusive entre pais e filhos e vice-versa. Nesse contexto, o estado assume essa função reguladora. Como consequência existem, entre outras, políticas públicas de incentivo à concepção das mulheres por meio da inseminação artificial, o que faz com que a função paterna se altere inteiramente. Sem saber a origem familiar do doador masculino, as crianças são criadas somente pela mãe. Os vínculos familiares são muito mais restritos. É uma forma de fortalecer essa política pública. Além disso, o estado pode disciplinar os que queiram – na visão sueca – exceder seus direitos. A ideia central é criar indivíduos independentes e livres de uma autoridade que, no nosso mundo latino, atribuímos ao amor, embora seja uma ideia sobre a qual precisamos nos aprofundar. Aquela mãe cuidadora e centralizadora de amor e controle, que Woody Allen gosta de explorar de forma exagerada em seus filmes, tende a ficar totalmente ausente nesse tipo de sociedade, tanto para o bem quanto para o mal. É importante esclarecer que estou me atendo ao texto do documentário, sem conhecer outros olhares. Por meio dele, infere-se que o manifesto que instituiu esse comportamento por parte do estado, desde de 1972, acabou por radicalizar o individualismo sueco. Não que ele não exista em outras sociedades. Antes, pelo contrário, nos países europeus e nas sociedades mais ricas e cultivadas do mundo, a tendência ao individualismo é muito clara. O papel das famílias nas sociedades tradicionais entrou em colapso no mundo atual. As moradas com uma só pessoa tornaram-se muito numerosas. Enfim, o que parece importante notar no exemplo que estou trazendo é o radicalismo como política pública, enfraquecendo a vida social mais espontânea. Segundo Gandini, o resultado prático é que muitas e muitas pessoas idosas que vivem sozinhas, apartadas de vínculos sociais mais densos, terminam a vida muito solitárias. São frequentes as mortes dos mais velhos que não são nem mesmo percebidas. Nesses casos, um serviço importante que existe é o de recolher os restos mortais dessas pessoas. São frequentes os casos que duram até dois anos para serem executados. Ninguém percebe essas mortes, o que mostra que a solidão era a mais intensa possível. O que me parece mais importante, do ponto de vista das análises que venho fazendo da vida em nossos tempos, é como esse caminho radical está presente mesmo nos setores sociais mais privilegiados das grandes cidades, inclusive as brasileiras. As famílias muito ampliadas que havia nos séculos que antecedem ao nosso estão mesmo desaparecendo. Os velhos coronéis e sua parentela, que costumavam mandar em todo um território, vão mesmo ficando para trás. A tendência normal hoje é o individualismo. Ele de fato trouxe um nível de liberdade individual extraordinário, o que é muito bom, mas isolou cada um em si mesmo, dificultando a espontaneidade do amor. É claro que o amor é uma instituição imaginária social, que é vivida de forma diferente em cada sociedade específica. Para nós, brasileiros, é muito difícil entender essa Teoria Sueca do Amor, onde ele é fortemente ligado à ideia de dependência. Vamos admitir que, de alguma forma, ele realmente o é. Os homens, sobretudo, gostam de forçar esses vínculos em suas relações. Mas, convenhamos, a paixão é um momento em que os amorosos se fundem. Penso ser difícil que o amor sobreviva, do modo como o conhecemos, frente a um individualismo regulado pelo estado. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo