Após 12 anos de retrações, instabilidade e avanços tímidos, os repasses do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as prefeituras capixabas voltaram a crescer e, em 2024, superaram o patamar registrado em 2012. De acordo com o anuário Finanças dos Municípios Capixabas, da Aequus Consultoria, o total transferido alcançou R$ 5,19 bilhões no ano passado, um aumento real de 12,6% em relação a 2023, já descontada a inflação medida pelo IPCA. Quedas ao longo da década Segundo a economista Tânia Vilella, editora da publicação, uma série de fatores explica a estagnação ao longo dos últimos anos. Entre eles, a Resolução nº 13/2012, aprovada pelo Senado e em vigor a partir de 2013, que reduziu para 4% a alíquota do ICMS sobre produtos importados pelos portos capixabas — antes fixada em 12%. “A medida afetou duramente as atividades econômicas baseadas no Fundap, um incentivo fiscal que impulsionava o comércio exterior no Espírito Santo. Como reflexo, houve uma queda de 10,9% nos repasses de ICMS aos municípios já em 2013”, relembra a economista. Crises como a recessão de 2015 e 2016, a paralisação das atividades da Samarco em 2015, a pandemia da Covid-19 e a aprovação da Lei Complementar 194/2022 também comprometeram a arrecadação estadual e, consequentemente, a transferência aos municípios. Recuperação em 2024 O cenário mudou no ano passado. “Em 2024, o recolhimento de ICMS foi favorecido pelo crescimento econômico, pelo aumento do consumo das famílias e pela nova sistemática de cobrança do imposto sobre combustíveis, prevista na LC 192/2022 e adotada em meados de 2023, que fixou valores para o diesel e a gasolina. Esses fatores recompuseram o volume de arrecadação e 2024 foi o primeiro ano pleno dessa recuperação”, explicou Tânia Vilella.
Evento reúne estudantes capixabas e premia soluções inovadoras no hub Base27
O Hack27 Ensino Superior chegou à sua 3ª edição e movimentou novamente o ecossistema de inovação capixaba. Realizado no hub Base27, o evento reuniu 96 estudantes de 23 cursos e 12 instituições de ensino do Espírito Santo, que durante três dias participaram de mentorias, workshops e apresentações de pitches finais. As equipes foram desafiadas a resolver problemas reais do mercado e apresentaram propostas com foco em criatividade e aplicabilidade. A Nexus foi a grande destaque, conquistando o desafio da ArcelorMittal e ainda o prêmio de “Ideia Mais Inovadora”. A Red Boost venceu o desafio da Samarco, a Energia27 se sobressaiu no desafio do webPosto, e a UpStation levou o prêmio de “Melhor Pitch”. A competição contou com patrocínio ouro de ArcelorMittal, Samarco e webPosto, além do apoio de empresas locais como Grupo Coroa, Escola Monteiro, Zé Coxinha e Zumbitos. Os prêmios incluíram valores em dinheiro e experiências formativas, como day use no coworking do Base27 e acesso de três meses à plataforma Alura Plus. Equipe Nexus – vencedora Desafio ArcelorMittal: Caio Silva Campos, Sistemas de Informação UVV; Universidade de Vila Velha; Breno Clemente Pereira – Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas – UniSales; Elaine Crevelario de Sousa Lima – Administração – UFES; Amanda Moreira Silva – Publicidade e Propaganda – UVV- Universidade de Vila Velha; Carla Daniela Ferreira Ventura – Ciências Econômicas – IFES; Victor Gabriel Pereira Lopes – Direito – Fucape Business School; Bárbara Rodrigues Pires – Análise e Desenvolvimento de Sistemas – UVV – Universidade de Vila Velha; e Maria Julia Casali de Oliveira – Arquitetura e Urbanismo – UniSales Para Michele Janovik, CEO do Base27, a maratona vai além da disputa: “O Hack27 Ensino Superior é uma oportunidade para que estudantes vivenciem a dinâmica do mercado de inovação, desenvolvam habilidades essenciais e apresentem soluções que podem transformar empresas e setores inteiros. Ao mesmo tempo, é uma chance para que as organizações se conectem com os talentos que vão liderar o futuro”, afirmou. Com a diversidade de instituições participantes e a presença de grandes empresas, o Hack27 reforçou o papel do Base27 como elo entre universidades e mercado, estimulando conexões estratégicas e preparando jovens para os desafios da economia da inovação.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “Dia do bancário: a importância socioeconômica e a tutela jurídica”
A figura do bancário é um dos pilares invisíveis, porém essenciais, da estrutura socioeconômica moderna. Muito além do atendimento ao público e da movimentação de valores, este profissional é o operador direto do sistema financeiro, complexa rede que sustenta o comércio, a indústria e a vida pessoal de milhões de cidadãos. A celebração do Dia do Bancário, mais do que uma data comemorativa, é um marco histórico e jurídico que simboliza a longa luta por melhores condições de trabalho e o reconhecimento da singularidade desta profissão. Este artigo tem por objetivo analisar a origem e importância da profissão bancária, perpassando pela consolidação de seus direitos jurídicos específicos, amparados por uma vasta legislação especial, doutrina e jurisprudência trabalhista. Trata-se de um estudo que demonstra como o direito, nas palavras do sociólogo Max Weber, é um instrumento de racionalização e proteção das relações sociais complexas do capitalismo moderno. O Dia do Bancário é celebrado em 28 de agosto no Brasil. Esta data não foi escolhida aleatoriamente, mas sim como coroamento de uma das primeiras e mais significativas greves da categoria, iniciada em São Paulo, precisamente em 28 de agosto de 1951. Na esteira do processo de industrialização e urbanização do país, os bancários reivindicavam melhores salários e a redução da jornada de trabalho, que chegava a exaustivas 12 horas diárias. O sucesso do movimento, que se espalhou por outros estados, resultou na conquista de direitos fundamentais e eternizou a data como um símbolo de resistência e organização sindical. A origem da data, portanto, está intrinsecamente ligada à conquista de direitos, demonstrando a força da coletividade na busca por um equilíbrio nas relações de trabalho, um princípio basilar da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A importância do bancário transcende a esfera individual do contrato de trabalho. O bancário é, portanto, um agente central nesse sistema, responsável por operacionalizar o crédito, as poupanças, os investimentos e os pagamentos que viabilizam toda a atividade econômica. Contudo, essa posição central implica em riscos peculiares e intensos, que justificam a proteção legal especial. São profissionais submetidos a uma pressão constante por metas, ao risco de assaltos e sequestro relâmpago (cárcere privado), ao estresse do manuseio de grandes quantias (com a responsabilidade civil inerente) e, na modernidade, à pressão psicológica da alta competitividade e da digitalização. Essa exposição a agentes físicos, químicos, biológicos e, principalmente, psicossociais, caracteriza a hiper-riscosidade da profissão, um conceito doutrinário que fundamenta a existência de um regime jurídico diferenciado. O ordenamento jurídico brasileiro, atento a essas peculiaridades, criou um microssistema de proteção ao bancário. A base legal principal é a Lei nº 4.090/1962, que instituiu o adicional de periculosidade para os empregados em instituições financeiras, e a Lei nº 5.760/1971, que consolidou e ampliou esses direitos. Os principais direitos específicos assegurados são, por exemplo, o adicional de Periculosidade: Previsto no art. 193 da CLT e regulamentado pela Lei nº 4.090/62 e pela NR-16, é devido pelo manuseio de valores (dinheiro, títulos, etc.) que expõe o empregado a risco de roubo ou violência física. É fixado em 30% sobre o salário base, sem acréscimo de gratificações, prêmios ou participação nos lucros. A jornada de trabalho reduzida também é prevista na Lei nº 5.760/71, que estabeleceu a jornada de 6 horas para os funcionários que exercem atividades exclusivamente em agências ou casas bancárias. Para os que trabalham em tesouraria ou câmbio, a jornada é de 7 horas. A Súmula nº 269 do TST corrobora que a jornada de 6 horas é inderrogável, salvo por acordo de prorrogação. Além desses direitos legais, as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) celebradas anualmente pelos sindicatos da categoria são fontes extremamente importantes, conquistando benefícios como auxílio-creche, plano de saúde, vale-refeição, e pisos salariais superiores ao piso nacional, demonstrando a vitalidade da negociação coletiva, instrumento defendido por doutrinadores como Amauri Mascaro Nascimento. A trajetória do bancário no Brasil é a narrativa de uma categoria que, consciente de seu papel estratégico e de sua vulnerabilidade, organizou-se para forjar um conjunto de direitos que servem de dique de proteção contra os riscos inerentes à sua atividade. Do marco histórico de 28 de agosto de 1951 às robustas garantias das Leis nº 4.090/62 e 5.760/71, o que se observa é um constante diálogo entre a luta social e a resposta do Direito. A legislação especial bancária não é um privilégio, mas uma necessária compensação pelos riscos profissionais específicos, um conceito que encontra eco na filosofia de John Rawls sobre a justiça como equidade, que busca corrigir, por meio de instituições, as desigualdades geradas pelas contingências sociais. Assim, ao celebrar o Dia do Bancário, celebra-se não apenas uma profissão vital, mas a própria efetividade do Direito do Trabalho em equilibrar a relação capital-trabalho e em garantir que, nas palavras do artigo 7º da Constituição Federal de 1988, haja redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. O bancário, portanto, é um operário de colarinho branco, cuja caneta, outrora de pena, hoje digital, é respaldada por uma poderosa caneta jurídica que garante sua dignidade. *Escrito pelo advogado João Batista Dallapiccola Sampaio, em conjunto com a advogada Eliane Antônia de Melo. *A opinião dos articulistas é de total responsabilidade dos autores e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo.
Serra intensifica limpeza do Canal dos Escravos para prevenir alagamentos
A Secretaria Municipal de Serviços (Sese) da Serra iniciou uma ação de limpeza no Canal dos Escravos, que liga as cidades de Vitória e Serra, com o objetivo de prevenir alagamentos nos bairros Central Carapina, José de Anchieta II e III, Solar de Anchieta, Pitanga e Cantinho do Céu. A intervenção deve durar cerca de 70 dias e segue o protocolo de prevenção de alagamentos do município. Segundo a Sese, todos os bairros atendidos possuem cursos d’água que deságuam no canal, tornando essencial a manutenção regular para garantir o fluxo da água, especialmente durante o período de chuvas intensas. O secretário de Serviços, Enivaldo Dias, destacou que a prefeitura realiza ações de limpeza nos canais de drenagem e nos mais de 50 cursos d’água da cidade ao longo do ano, além de manter a rede pluvial sob constante monitoramento. As equipes também identificam áreas que necessitam de intervenções emergenciais. A limpeza inclui roçada da vegetação e remoção de resíduos, como terra, areia, lixo e vegetação acumulada, realizada de forma manual e mecanizada, com apoio de escavadeiras. De acordo com a Sese, o trabalho restabelece o curso da água, frequentemente obstruído pelo descarte irregular de resíduos, e contribui para a redução de riscos de alagamento nos bairros. A secretaria reforça o pedido à população para não descartar lixo em locais inadequados, evitando o acúmulo de detritos nos canais e cursos d’água. Foto: PMS
Casagrande anuncia concurso com 1.000 vagas para PM e reforço policial no ES
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, anunciou nesta quinta-feira (29), em suas redes sociais, a autorização para a realização de um concurso público para a contratação de mil novos policiais militares no estado. A medida visa reforçar o efetivo das forças de segurança e ampliar o combate à criminalidade e ao crime organizado. No vídeo no Instagram, feito ao lado do prefeito de Cariacica, Euclerio Sampaio, e do vice-governador Ricardo Ferraço, Casagrande também informou que mil novos policiais iniciarão o estágio supervisionado a partir de hoje, passando a atuar nas ruas do estado. Além disso, 650 aprovados no último concurso já terão início de formação autorizado, integrando futuramente o efetivo da Polícia Militar capixaba. Casagrande em vídeo no Instagram nesta quinta O governador destacou que os reforços ocorrerão junto com investimentos em tecnologia, armamentos e meios operacionais, com o objetivo de aumentar a capacidade de atuação da Polícia Militar e demais forças de segurança na proteção da população. “Se alguém praticar o crime, será alcançado pelas nossas forças de segurança, enfrentando a criminalidade e o crime organizado no Espírito Santo”, afirmou Casagrande nas redes sociais. A iniciativa faz parte de um esforço contínuo do governo estadual para fortalecer a segurança pública, ampliando a presença de agentes nas ruas e modernizando os recursos disponíveis para prevenção e repressão a delitos.
Aniversário de 474 anos: Vitória faz balanço e apresenta avanços em segurança e educação
Perto de completar 474 anos, a Prefeitura de Vitória começou a divulgar um balanço das principais ações e resultados da gestão municipal. As informações completas estão no site da Prefeitura e reúnem indicadores de segurança e educação obtidos nos últimos anos. Nos últimos cinco anos, Vitória registrou quedas significativas nos índices de criminalidade. Em 2025, os homicídios caíram 46%, os roubos de celulares 38%, os roubos de veículos 34% e as mortes no trânsito 41%, segundo dados da Secretaria de Segurança Urbana. Esses resultados refletem mudanças em políticas de segurança, modernização da Guarda Municipal e maior integração entre órgãos de fiscalização e policiamento. Atualmente, são 1156 câmeras espalhadas em pontos estratégicos, conectadas à Central de Monitoramento da Guarda de Vitória A ampliação do monitoramento eletrônico foi um dos principais pilares da estratégia. De 34 câmeras em 2021, a cidade passou a contar com 1.156 equipamentos distribuídos em pontos estratégicos, todos conectados à Central de Monitoramento da Guarda de Vitória. As imagens são acompanhadas em tempo real por operadores e softwares de inteligência artificial, que identificam movimentos suspeitos, acidentes e situações de risco, acionando equipes de forma imediata. O Cerco Inteligente é outra ferramenta que ampliou a vigilância da cidade, reconhecendo placas de veículos que entram e saem da capital. O número de faixas de leitura passou de 90 para 106, e, em 2025, mais de 300 abordagens resultaram em prisões e recuperação de automóveis roubados. No comércio, o SOS Comércio funciona como um botão de pânico virtual, acionando a Guarda Municipal em até cinco minutos. Nas escolas, todas as 109 unidades receberam o Botão do Pânico, ampliando a segurança de alunos, professores e pais. Além disso, o Botão Maria da Penha protege mulheres com medidas protetivas, permitindo resposta rápida em casos de violência doméstica. No último ano, os registros indicam queda de 67% nos feminicídios, sem novos casos até julho de 2025. A Gerência de Inteligência e Integração, criada há três anos, coordena informações estratégicas e apoia operações de campo. A equipe analisa dados, identifica padrões criminais, define áreas vulneráveis e orienta o patrulhamento, garantindo maior eficiência das ações preventivas e repressivas. A gerência também colabora com Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e FICCO, fortalecendo a integração entre instituições de segurança. Em 2022, a Guarda de Vitória conquistou o Plano de Cargos, Carreira e Subsídios, com aumento médio de 37,5% na remuneração O investimento em pessoal e estrutura inclui renovação completa da frota de viaturas, criação de grupamentos especializados — Romu, GTM e Gaop — e cursos de atualização em direção defensiva, uso de armas longas e atendimento pré-hospitalar. Em 2022, a Guarda implementou o Plano de Cargos, Carreira e Subsídios, com aumento médio de 37,5% na remuneração. O concurso de 2026 prevê 100 novos guardas municipais, reforçando a presença da corporação em toda a cidade. A proximidade com a população é enfatizada nas operações diárias. Segundo a comandante da Guarda, Dayse Barbosa, o patrulhamento contínuo, aliado à inteligência, permite ações mais ágeis e assert Educação: tempo integral, infraestrutura e desempenho A rede municipal de Vitória atende 42 mil estudantes em 104 unidades, entre Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs). Desde 2021, houve aumento significativo no número de escolas em tempo integral, que passaram de quatro para 41 em 2025, com nove horas de atividades diárias. Nos Cmeis, são oferecidas quatro refeições diárias — colação, almoço, lanche da tarde e jantar — enquanto nas Emefs o cardápio inclui colação, lanche da manhã, almoço e lanche da tarde. O currículo das escolas integra disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com práticas diversificadas, incluindo tutoria, acolhimento, Projeto de Vida, protagonismo estudantil, educação científica e tecnológica, orientação de estudos e disciplinas eletivas. Na Educação Infantil, o atendimento abrange crianças de 6 meses a 5 anos, com atividades que estimulam autonomia e participação. No Ensino Fundamental, estudantes de 6 a 14 anos participam de um currículo articulado com foco em aprendizagem e desenvolvimento pessoal. A nova Emef Tempo Integral Paulo Reglus Neves Freire, exemplo da expansão e modernização da rede de ensino Entre as ações de infraestrutura, a gestão inaugurou novas unidades em bairros como Inhanguetá, Jardim Camburi, Tabuazeiro, Jardim da Penha e São Benedito, e promoveu reformas em Cmeis e Emefs de Fradinhos, Monte Belo, Santa Martha e Bela Vista. Além disso, 42 escolas já foram climatizadas, com outras 45 em obras ou licitação. A tecnologia também foi ampliada por meio do programa Conecta Vix, com investimento de R$ 80 milhões em notebooks para professores e computadores para alunos. Em 2025, foram distribuídos 42 mil kits de material escolar, incluindo cadernos, lápis, canetas, régua, tesoura, cola, pincéis e garrafas de água, garantindo recursos pedagógicos para toda a rede. 70% das necessidades diárias da alimentação dos estudantes são supridas no Tempo Integral, com quatro refeições ao longo do dia O desempenho escolar apresenta avanços consistentes. Em 2024, Vitória registrou 73,2% de alfabetização de crianças até 7 anos, segundo o relatório Criança Alfabetizada do MEC, o segundo melhor índice entre as capitais. O Ideb também evoluiu, passando de 5,6 para 6,1 nos anos iniciais e de 4,6 para 5,0 nos anos finais. Programas como Educar para Vitória, voltado a estudantes com dificuldade de aprendizagem, e Avaliar Vitória, que aplica avaliações periódicas do 1º ao 9º ano, ajudam a identificar desafios e orientar intervenções pedagógicas. A valorização dos profissionais da educação também foi ampliada. Desde 2021, os servidores tiveram reajustes de 32,2% nos vencimentos, aumento de 106% no auxílio alimentação e criação de bonificação por desempenho, com investimento total de aproximadamente R$ 44 milhões. Foram nomeados 759 profissionais efetivos, e o concurso público para o magistério trouxe 100 vagas, incluindo 54 destinadas à educação especial. O balanço da gestão destaca que os investimentos em infraestrutura, tecnologia, tempo integral, material escolar e formação de professores contribuem para consolidar Vitória como referência na educação pública, ampliando oportunidades e qualidade de aprendizagem para crianças e adolescentes da cidade. Informações e fotos: PMV
Vila Velha avança na transformação da orla de Nova Ponta da Fruta
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, divulgou na manhã de hoje (28/08) um vídeo para apresentar a nova orla que está em construção entre Nova Ponta da Fruta e Morada do Sol. No vídeo, ele destaca a importância da obra: “Uma obra gigante, calçadão de Nova Ponta da Fruta até o bairro Morada do Sol… este local que era abandonado agora tem luz e está recebendo investimento que vai mudar a vida das pessoas, valorizar o turismo… dar dignidade a quem mora aqui… você vai poder sair do Libanês (Praia da Costa) e chegar até a divisa com Guarapari pela ciclovia… Vila Velha é linda por natureza. Viva Vila Velha, viva Espírito Santo!” O projeto, fruto de parceria entre a Prefeitura de Vila Velha e o Governo do Estado, foi oficializado em dezembro de 2024, com a assinatura da ordem de serviço pelo prefeito e pelo governador Renato Casagrande. Com investimento de mais de R$ 28 milhões, as obras abrangem 6,5 quilômetros entre Nova Ponta da Fruta e Interlagos, contemplando drenagem, calçamento, ciclovia e equipamentos de lazer. O prazo de execução é de 540 dias e os trabalhos estão sob responsabilidade da empresa Engevil Engenharia, vencedora da licitação. Integração, mobilidade e potencial turístico A nova orla vai interligar bairros antes isolados e ampliar a mobilidade de moradores e turistas, que poderão pedalar ou caminhar desde o Alibanês até a divisa com Guarapari. Além da infraestrutura viária e urbanística, o projeto contempla espaços de convivência, equipamentos públicos e melhorias em vias como a avenida Atlântica, avenida Antônio Leite e avenida Sílvio Baratella. Ao falar sobre o projeto, em dezembro de 2024, o prefeito afirmou que a iniciativa representa a realização de um dos principais compromissos de sua gestão. “Fizemos o projeto, buscamos a parceria do Estado, licitamos e agora estamos dando a ordem de serviço. É uma satisfação viver esse momento, fruto de uma gestão pautada no planejamento”, afirmou. Já o governador Renato Casagrande destacou o impacto turístico e econômico da obra: “Estamos fechando o ano com muito resultado. O Espírito Santo é exemplo para todo Brasil e Vila Velha faz parte disso. A gente melhora a região, atende à comunidade e arruma a casa para receber bem quem vem nos visitar”. Com a urbanização da orla, a expectativa é de valorização imobiliária, incremento do turismo e mais qualidade de vida para os moradores da Região 5, que historicamente reivindicavam investimentos estruturantes. Fotos: reprodução do vídeo da PMVV
Risco de câncer: salsicha, presunto e bacon entram no mesmo grupo do cigarro
Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou o alerta sobre o consumo de carnes processadas, ainda muito presentes na alimentação dos brasileiros, em parte pelo baixo custo. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), braço da OMS, classificou alimentos como bacon, presunto, salame, salsicha e linguiça no Grupo 1, categoria que reúne substâncias comprovadamente cancerígenas. Nesse mesmo grupo estão tabaco, álcool e amianto. A oncologista Virgínia Altoé Sessa, do Hospital Santa Rita, explica: Já existem diversos estudos científicos que evidenciam o risco do consumo dessas comidas, principalmente para o câncer colorretal, especialmente quando o consumo é frequente e em grandes quantidades” Apesar de dividirem a mesma classificação, a médica esclarece que o risco não é idêntico: “A inclusão desses alimentos no mesmo grupo do cigarro não significa que os níveis de risco sejam equivalentes. O tabagismo apresenta um perigo ainda maior e continua sendo o principal fator de risco evitável para o câncer”. De acordo com a Iarc, a ingestão diária de 50 gramas de carne processada — o equivalente a duas fatias de bacon — aumenta em cerca de 18% o risco de desenvolver câncer colorretal. O consumo também pode estar associado a outros tipos de câncer, como os de estômago, próstata e pulmão. Para a oncologista, a melhor estratégia é buscar equilíbrio: “A moderação é essencial. Ainda que haja consumo de carnes processadas, o ideal é evitar o excesso e substituí-las aos poucos por alimentos mais saudáveis, como carnes brancas, legumes e oleaginosas. Isso, aliado à prática regular de atividade física e ao afastamento do cigarro, ajuda a reduzir o risco de doenças”.
Projeto transforma paisagens capixabas em música e promove oficinas gratuitas
Uma websérie documental vai unir música, cultura e turismo em diferentes regiões do Espírito Santo. O projeto Compondo na Rua – Sons do Espírito Santo, idealizado pelo saxofonista Marcelo Coelho, vai percorrer oito municípios capixabas para transformar as paisagens e referências culturais locais em composições musicais inéditas. Cada cidade visitada será inspiração para uma nova obra criada in loco, apenas com papel e caneta, em um processo autoral que dará origem a um álbum instrumental com lançamento previsto para 2026. As gravações já começaram em Vitória, Vila Velha e Guarapari, e seguem até setembro por Serra, Afonso Cláudio, Ibiraçu, Pedra Azul e Itaúnas. Música como retrato do território Marcelo Coelho é doutor em composição pela Unicamp, pós-doutor pela USP e referência do jazz no Brasil, com carreira internacional em festivais na América do Sul, Europa e Estados Unidos. “O Espírito Santo é um território potente, ainda pouco retratado pela música instrumental. Nossa ideia é criar uma obra que expresse as paisagens e culturas locais e, ao mesmo tempo, seja um instrumento de memória e divulgação, valorizando o estado nacionalmente”, afirma o músico. Em cada cidade, Marcelo será acompanhado por músicos convidados que possuem ligação com a região. Oficinas de música e formação cultural Além da série, o projeto também oferece oito oficinas gratuitas de composição musical e leitura de partitura, voltadas para estudantes, músicos amadores e profissionais. Os participantes recebem material didático e certificado. Websérie e álbum A produção contará com oito episódios de cerca de 10 minutos, que serão disponibilizados em plataformas digitais como YouTube, Spotify e Instagram. O projeto também resultará em oito músicas gravadas em estúdio e terá três apresentações em festivais capixabas ao longo de 2026. Com realização da Lupino Produções, incentivo da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) e patrocínio da EDP, a iniciativa busca integrar música, audiovisual, educação e valorização do território, colocando o Espírito Santo em destaque como cenário fértil para a arte e a inovação. Serviço Compondo na Rua – Sons do Espírito Santo Série documental e oficinas de música Idealização: Marcelo Coelho Duração: 8 episódios – 10 min cada Oficinas gratuitas em 8 cidades capixabas (cronograma local) Lançamento: dezembro de 2025 Mais informações: @marcelocoelhomusic | @lupinoproducoes
Restaurante capixaba serve mais de 1,5 tonelada de camarão por mês
O nome do restaurante é Ilha do Caranguejo. mas quem também reina por lá é o camarão. Somadas, as unidades de Vitória e Vila Velha vendem mais de 1,5 tonelada do fruto do mar por mês, em períodos em que fazem ações promocionais, como a que começou neste mês e termina no dia 26 de deste setembro. Para conseguir atender à demanda, o restaurante compra os camarões não só no mercado capixaba. De acordo com os proprietários, boa parte vem da Bahia e do Ceará. O Ilha do Caranguejo é um dos nomes mais fortes do Espírito Santo no segmento de frutos do mar, conhecido por pratos como moquecas, casquinhas de siri e camarão ao alho e óleo. Fundado em 2009, em Jardim Camburi, conquistou o público pelo sabor, atendimento diferenciado e um estilo com atrativos turísticos. Seis anos depois, uma nova unidade foi Inaugurada em Vila Velha, no Boulevard Shopping. Ambas as unidades com uma excelente estrutura para as crianças. Adquirido em 2010, o CarangoMóvel é sucesso nas ruas da Grande Vitória Festival inspirado em memes O restaurante está realizando a 6ª edição do seu Festival do Camarão, desta vez com um toque inusitado: pratos inspirados em memes famosos da internet. O evento gastronômico oferece três receitas exclusivas, servidas com um banquete de acompanhamentos, em porções generosas que atendem até três pessoas, com preços a partir de R$ 99,00. Generosas, as porções podem ser divididas por até três pessoas. Entre as novidades está o “Ai que Loucura de Camarão!”, que combina camarões selecionados salteados no alho e pimenta-do-reino, flambados no conhaque e servidos em molho cremoso de catupiry com tomate seco, palmito e sugo artesanal. O prato é finalizado com salsa e cebolinha, coberto por parmesão gratinado e acompanhado por três camarões empanados recheados com catupiry. Outro destaque é o “Camarões para Nossa Alegria”, feito com camarões refogados e flambados no conhaque, envolvidos em creme de mussarela, creme de leite e cubos de tomate fresco, temperados com manjericão e finalizados com farofa crocante de farinha panko com ervas finas. Já o “Que Show de Camarão é Esse?” traz camarões salteados no alho e páprica, servidos em creme de leite de coco aromatizado com cebola, páprica e um toque de açafrão. A apresentação é feita diretamente no coco verde, destacando o visual e o sabor. Todos os pratos são acompanhados por arroz, pirão de camarão, batata palha, batata frita, seis mini pastéis de camarão, camarão paulistinha, banana frita, vinagrete, farofa e molho de maionese. Serviço 📅 Período: 11 de agosto a 26 de setembro de 2025 💰 Preços: A partir de R$ 99,90 no almoço (terça a sexta, 11h30 às 15h) e R$ 109,90 no jantar (segunda a sexta, 17h às 23h) 📍 Onde: Ilha do Caranguejo – Jardim Camburi (Vitória) e Boulevard Shopping Itaparica (Vila Velha) 📱 Instagram: @ilhadocaranguejo