Vila Velha será palco, no próximo dia 27 de maio, do primeiro encontro público promovido pela Associação dos Empresários de Vila Velha (Assevila) em 2026. O 29º Café Empresarial reunirá empresários, lideranças públicas e representantes de instituições estratégicas do Espírito Santo para discutir temas ligados ao desenvolvimento regional, investimentos, infraestrutura e ambiente de negócios. O evento acontece às 7h30, no mezanino da Praça de Alimentação do Shopping Praia da Costa, em Vila Velha, em um momento marcado pela expansão econômica do município e pelas discussões sobre mobilidade, energia, crescimento urbano e atração de novos empreendimentos para o Estado. A programação contará com um painel formado por representantes diretamente ligados à agenda econômica e de infraestrutura capixaba. Participam o presidente do Bandes, Marcelo Saintive; o presidente da ES GÁS, Raphael Pereira; e a presidente da NOVA-ES, Patrícia Gouvêa. O grupo irá debater cenários, oportunidades e estratégias voltadas ao fortalecimento da competitividade e do desenvolvimento regional. O encontro também terá a presença do governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, e do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo. Segundo o presidente da Assevila, Éder Lemke, o evento busca aproximar diferentes setores para discutir o futuro econômico da cidade e do Estado. “Vila Velha vive um período importante de expansão e transformação econômica. Reunir empresários, governo e instituições estratégicas para discutir investimentos, infraestrutura e desenvolvimento regional é contribuir para que esse crescimento aconteça com diálogo, planejamento e visão de futuro. O Café Empresarial nasce justamente com esse propósito de aproximar diferentes setores e estimular debates que impactam diretamente o ambiente de negócios e o desenvolvimento da cidade”, afirmou. O 29º Café Empresarial marca a abertura da agenda pública da Assevila em 2026 e integra a proposta da entidade de fortalecer a articulação entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil em torno de pautas estratégicas para o desenvolvimento econômico de Vila Velha. As inscrições são gratuitas e já estão abertas. Serviço 29º Café Empresarial da Assevila Data: 27 de maio de 2026 Horário: 7h30 Local: Mezanino da Praça de Alimentação do Shopping Praia da Costa – Vila Velha Inscrições gratuitas: Formulário de inscrição
AutoFest transforma Shopping Vitória em hub automotivo com marcas do Grupo Águia Branca
A primeira edição do AutoFest, promovida pela Divisão Comércio do Grupo Águia Branca, começou nesta sexta-feira (22) no estacionamento do Shopping Vitória, reunindo pela primeira vez todas as marcas da operação em um único espaço. O feirão automotivo segue neste sábado (23) e domingo (24), com entrada gratuita, lançamentos, test drives e condições especiais para o público. O evento marca um novo movimento estratégico da companhia no mercado capixaba ao concentrar diferentes marcas e serviços em uma experiência integrada voltada à geração de negócios, relacionamento com clientes e apresentação de novidades do setor automotivo. Nesta sexta-feira, a programação acontece das 10h às 21h; neste sábado, das 10h às 22h; e no domingo, das 12h às 18h. Durante os três dias, todas as concessionárias participantes concentram suas atividades no Shopping Vitória, direcionando equipes comerciais, atendimento e experiências para o feirão. A proposta é transformar o espaço em um verdadeiro hub automotivo, reunindo diferentes perfis de marcas, serviços e soluções de mobilidade em um único ambiente. Participam do AutoFest as marcas Águia Branca Corretora de Seguros, Águia Branca Seminovos, Denza Vitória, godrive, Kurumá, Lexus Vitória, Vitória Motors BYD, Vitória Motors Jeep e Ram e Vitória Motors Mercedes-Benz. Cada operação conta com espaço próprio de exposição, pensado para destacar identidade, portfólio e experiência com o público. Entre os destaques apresentados no evento estão modelos recém-lançados, como Lexus RZ, Denza B5, BYD Atto 8, Dolphin SE, Toyota Yaris Cross e o Novo Renegade, além das novas versões Dakota Warlock e Dakota Laramie, da Ram. Ao todo, mais de 20 modelos estão disponíveis para test drive ao longo da programação. O evento também conta com espaço cultural e área kids. Para Marília Ribeiro, Head de Marketing e Inteligência de Mercado da Divisão Comércio do Grupo Águia Branca, o AutoFest representa um novo formato de relacionamento com o consumidor e um movimento importante para o setor automotivo e para a economia do Espírito Santo. “O objetivo do AutoFest é promover uma experiência integrada para o público e fomentar o mercado automotivo capixaba. O AutoFest movimenta não apenas o setor de veículos, mas também toda a cadeia de serviços e consumo envolvida em um evento desse porte. É um projeto estratégico para o grupo, especialmente em um ano simbólico, em que celebramos os 80 anos do Grupo Águia Branca”, afirma. Outro diferencial do feirão é a integração de soluções financeiras e serviços dentro da jornada de compra. Durante o evento, equipes de consórcio e seguradora estão disponíveis para atendimento ao público, oferecendo suporte especializado e condições comerciais diferenciadas. A expectativa é de que o AutoFest passe a integrar o calendário oficial da empresa e ganhe novas versões em outras regionais ainda este ano. O momento é considerado favorável para o setor automotivo no Espírito Santo. Em março de 2026, a Divisão Comércio do grupo registrou o melhor resultado de vendas de sua história, com 6.441 veículos comercializados. Dados do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Espírito Santo (Sincodives) apontam que as vendas de veículos novos no Estado cresceram 24,4% em abril deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. O crescimento acompanha a alta na procura por SUVs, picapes, modelos híbridos e elétricos, além da chegada de novas tecnologias ao mercado. Serviço AutoFest – Feirão Automotivo do Grupo Águia Branca e Divisão Comércio Data: 22, 23 e 24 de maio Horário: nesta sexta-feira (22), das 10h às 21h; neste sábado (23), das 10h às 22h; e domingo (24), das 12h às 18h Local: Shopping Vitória – Av. Américo Buaiz, 200, Enseada do Suá, Vitória Entrada gratuita
Gustavo Varella – “A procuração de oito anos que ninguém lê antes de assinar”
Existe uma categoria de documento que as pessoas assinam sem ler. O contrato de adesão de algum serviço de streaming, os termos e condições que ninguém aceita sem rolar até o fim, a ata de condomínio que aprova obras que ninguém pediu. A esses documentos de leitura voluntariamente dispensada, acrescentamos, a cada dois anos, um outro — menos comentado, muito mais consequente: o voto para senador. Uma procuração de oito anos, outorgada com a solenidade de um clique, em nome de um estado inteiro, a alguém que, em boa parte dos casos, mal conhecemos e sobre o qual, francamente, preferimos não nos deter. Essa displicência com o que assinamos não é, porém, um hábito isolado. É o reflexo de algo maior e mais antigo: a displicência com as palavras – e, por extensão, com o peso que elas carregam. A palavra – falada ou escrita, sussurrada ou vociferada – um dos recursos mais preciosos e prodigiosos da nossa condição humana, é hoje tratada com uma leveza que beira o escândalo. E o adágio popular, velho e sábio como costumam ser os adágios, estará de acordo: falar até papagaio fala – o que serve para lembrar que promessas e discursos vazios são manufaturados com uma facilidade que envergonharia qualquer artesão honesto, ao passo que as escolhas concretas, essas sim, custam atenção, coragem e, às vezes, a disposição de assumir que erramos na assinatura. Observem, por exemplo, o que fazemos com termos como “amor” e “amizade” – palavras que carregam, ou deveriam carregar, o peso de sentimentos sublimes: o vínculo de uma mãe com seu filho, o elo profundo que une duas pessoas ao longo de uma vida inteira. Essas mesmas palavras, no entanto, volta e meia as ouvimos empregadas para registrar o êxtase de alguém diante de um prato de batatas fritas, ou para nomear o vínculo entre um usuário de rede social e algum desconhecido que vive do outro lado do planeta e que, por razões que ninguém sabe ao certo, solicitou ingresso no rol de “amigos” – e foi aceito, naturalmente, porque rejeitar desconhecidos na internet exige uma firmeza de caráter que nem sempre temos, nem sempre queremos ter. Talvez por cultivar a palavra como instrumento máximo de comunicação, ou por venerá-la como vetor cultural de primeira grandeza, ou ainda por uma curiosidade etimológica que nunca me abandonou, sempre que posso reflito sobre o que falo, leio ou ouço – uma homenagem silenciosa e modesta, mas também um exercício de higiene intelectual, porque é preciso corrigir percepções, confirmar impressões e, quando possível, aprender alguma coisa antes que o dia acabe. “Senado” – e é ela a nossa palavra de hoje. Objetivamente, nos remete a uma das duas câmaras que compõem o Congresso Nacional, onde atuam oitenta e um senadores eleitos para mandatos de oito anos, representando os estados e o Distrito Federal, com a missão de criar e revisar leis, fiscalizar o governo e julgar autoridades, entre outras atribuições que a Constituição lhes conferiu com uma generosidade que, convenhamos, alguns trataram como carta branca. A etimologia nos leva mais longe: a palavra remonta ao latim senatus, que designava o conjunto de anciãos, os chefes do patriarcado que exerciam papel central nos tempos do Império Romano – homens de experiência, de gravidade, de uma solenidade que não era postura nem encenação, mas a expressão natural de quem carregava sobre os ombros o destino de um povo. Esse, de maneira singela, é o seu significado. Quando mudamos a lente, porém, e passamos a examinar a significância – e é aqui que a coisa fica séria, e também um pouco triste, e também, convenhamos, levemente cômica, como costumam ser as tragédias brasileiras – deparamo-nos com algo que deveria ser importante, grave, relevante e, sobretudo, solene. A senatoria é, na minha opinião, a maior distinção representativa, a maior honra eletiva que um cidadão pode ostentar neste país. A Presidência da República, os governos estaduais, as prefeituras são, sem dúvida, funções imensamente dignificantes –mas a escolha de um presidente ou de um prefeito admite, e todos sabemos disso ainda que poucos o admitam em voz alta, razões as mais variadas e algumas delas as mais tortuosas: a confiança na figura do candidato, a falta de opção melhor, o fato de ser o menos horroroso entre as alternativas disponíveis, a promessa de alguma recompensa – material, simbólica ou simplesmente o imperativo de um “vote com nóis” proferido por alguém com autoridade suficiente para que não fosse ignorado. Escolher um senador, porém, é – ou deveria ser – diferente. Ao menos pela solenidade que a função historicamente ostenta. E por solenidade não me refiro aos rapapés protocolares ou às liturgias do poder, mas à consciência de que se está elegendo alguém para representar um estado inteiro, com toda a sua complexidade humana, econômica e cultural, por oito longos anos durante os quais muita coisa pode acontecer – e geralmente acontece. Ajuda bastante, nesse ponto, recorrer a certas instituições consagradas pela experiência coletiva, como o casamento. Ninguém comparece a uma cerimônia de casamento – seja entre pessoas riquíssimas e famosas ou entre pessoas humildes e desconhecidas – de chinelo de dedo, sunga de praia e mastigando uma mexerica: seria, e é quando acontece, um desrespeito para com os noivos, suas famílias, os presentes e as autoridades que oficializam ou abençoam o enlace. Há ocasiões que exigem de nós uma postura à altura – não por vaidade, mas por respeito: pelo ato, pelos outros e por nós mesmos. Ocorre que – e cada dia nos oferece novos e mais eloquentes indicativos disso – nos tempos presentes, assistimos a uma banalização inquietante na composição do nosso Senado. Cenas mais próprias a ambientes circenses, a delegacias de polícia ou a brigas de vizinhos enciumados vêm tomando de assalto, subvertendo e personalizando – no pior sentido possível – não apenas a Instituição e seu papel fundamental, mas o próprio conceito de representação política que seus membros deveriam encarnar com alguma dignidade. São consequências, em parte, da ignorância que grassa no
Comédia que já levou mais de 4 milhões de pessoas ao teatro chega pela 1ª vez ao ES
Após quase três décadas em cartaz e consolidada como um dos maiores sucessos do teatro brasileiro, a comédia “Acredite, um Espírito Baixou em Mim” será apresentada pela primeira vez no Espírito Santo. O espetáculo acontece em sessão única no próximo dia 30 de maio, às 19h30, no Teatro do SESI, dentro do projeto SESI em Cena. Recordista de público em Minas Gerais, a peça já ultrapassou a marca de 4 milhões de espectadores ao longo de quase 28 anos de trajetória nos palcos. Com texto de Ronaldo Ciambroni e direção de Sandra Pêra, a montagem mistura humor popular, ritmo acelerado e situações inusitadas. A história acompanha um homem homossexual assumido que, inconformado com a própria morte, foge do céu em busca de novas experiências. A trama ganha novos rumos quando ele incorpora em um machista radical, provocando uma sequência de conflitos, confusões e cenas cômicas. Além do humor, o espetáculo também aborda temas ligados à diversidade, respeito, afeto e preconceito de maneira leve e acessível. Criada em 1998, a peça segue atual ao utilizar a comédia como ferramenta para aproximar diferentes públicos e estimular reflexões sem abrir mão do entretenimento. O elenco reúne Ilvio Amaral, Maurício Canguçu, Ana Cândida, Déavila Marques e Marino Canguçu. A produção é assinada pela Cangaral Produções Artísticas. Serviço SESI em Cena apresenta: “Acredite, um Espírito Baixou em Mim” Data: 30 de maio de 2026 Horário: 19h30 Local: Teatro do SESI Classificação: 12 anos Duração: 80 minutos Ingressos: Sympla – Acredite, um Espírito Baixou em Mim
Empresas já terão de adaptar sistemas fiscais com avanço da reforma tributária
A regulamentação da reforma tributária começou a avançar no Brasil e já exige mudanças práticas por parte das empresas. O Governo Federal publicou as regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enquanto o Comitê Gestor do IBS divulgou os primeiros regulamentos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos que irão substituir gradualmente PIS, Cofins, ICMS e ISS. Apesar de a implementação completa ocorrer de forma gradual, o cronograma da reforma já prevê obrigações práticas ainda neste ano. Nesta primeira etapa de transição, a CBS entra em fase de testes e, a partir de agosto, empresas fora do Simples Nacional deverão incluir informações do novo tributo nos documentos fiscais eletrônicos. O advogado tributarista Samir Nemer, mestre em Direito Tributário e sócio do escritório FurtadoNemer Advogados, alerta que irregularidades relacionadas às novas obrigações acessórias já poderão gerar autuações e multas. “A partir de agosto, empresas que cometerem algum tipo de irregularidade relacionada às obrigações acessórias do novo sistema tributário poderão começar a ser autuadas e multadas. Caso seja identificada alguma irregularidade, haverá prazo de 60 dias para regularização. Se isso não ocorrer, a multa poderá ser aplicada”, explica. Segundo o especialista, muitas empresas ainda enxergam a reforma tributária como um tema distante, apesar das mudanças operacionais já previstas para os próximos meses. Ele destaca que a adaptação começa antes da entrada em vigor definitiva dos novos tributos, exigindo revisão de sistemas, contratos, documentos fiscais e rotinas internas. Os regulamentos já publicados trazem definições sobre pontos considerados centrais no novo modelo tributário, como a padronização nacional dos documentos fiscais, centralização da apuração tributária e regras para aproveitamento e ressarcimento de créditos tributários. Outro ponto em debate é o chamado split payment, mecanismo que prevê o recolhimento automático do imposto no momento do pagamento das operações. Para Samir Nemer, embora o novo sistema tenha potencial para ampliar a transparência e reduzir parte da complexidade tributária atual, ainda existem pontos relevantes pendentes de regulamentação complementar. “Muitas regras ainda dependerão de atos posteriores da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. Por isso, o cenário exige acompanhamento constante e planejamento desde já”, afirma. O cronograma da reforma prevê que a CBS siga em fase de testes neste ano, inicialmente com alíquota reduzida. Em 2027, PIS e Cofins serão extintos e o novo modelo começará efetivamente a substituir os atuais tributos sobre consumo. O especialista reforça que o momento exige atuação preventiva por parte das empresas. “A reforma tributária muda a forma de apuração e controle dos tributos sobre consumo no Brasil. Empresas que se anteciparem terão mais segurança para atravessar esse período de transição”, conclui.
Evento em casarão histórico propõe imersão criativa para empresários e gestores
O histórico Clube Saldanha da Gama será palco, no próximo dia 18 de junho, do Efervescência 2026, evento voltado a empresários e gestores com foco em criatividade, inovação e tendências globais de negócios. A proposta é promover uma experiência imersiva em um dos espaços mais tradicionais da Capital capixaba. As inscrições já estão abertas. Com programação composta por palestras internacionais, painéis e dinâmicas interativas, o encontro pretende estimular reflexões sobre o futuro do marketing, das marcas e das conexões humanas no ambiente corporativo. O evento também irá apresentar cases de sucesso que destacam a criatividade como ferramenta de transformação nos negócios. Idealizador do Efervescência 2026, Rafael Phoca afirma que, mesmo diante do avanço da tecnologia, o diferencial das marcas continua sendo a valorização das relações humanas. “Ao longo dos últimos dez anos, tive a oportunidade de colaborar com eventos internacionais e trocar experiências com líderes de diversos países. Essas vivências reforçam que o toque humano é o que impulsiona mudanças reais na sociedade e nos negócios. A criatividade é a base desse processo”, destacou. Apesar da proposta internacional, o evento também terá forte participação de empresas capixabas com atuação nacional e global, que irão compartilhar experiências e estratégias de mercado. “A proposta é equilibrar referências internacionais com exemplos locais, reunindo todos no mesmo palco. Isso evidencia que o Espírito Santo tem protagonismo e não fica atrás de outros polos ao redor do mundo”, afirmou Phoca. A escolha do Clube Saldanha da Gama como sede do evento faz parte da proposta da experiência. O casarão histórico localizado no Forte São João foi escolhido para simbolizar a relação entre tradição, identidade cultural e criatividade. “Queremos destacar a força dos rituais e mostrar que a criatividade de uma cidade nasce de suas raízes. O Saldanha, bem como o Forte São João, representam isso na Capital”, explicou o idealizador. O Efervescência é organizado pela Ativação, agência especializada em experiências de live marketing. O evento é gratuito e terá capacidade limitada para 150 participantes selecionados. Serviço Efervescência 2026 Data: 18 de junho Horário: 14h Local: Clube Saldanha da Gama Inscrições: Sympla – Efervescência 2026
Jorge Aragão, Durval Lelys e Raça Negra são atrações da festa de aniversário de Vila Velha
O Parque da Prainha, em Vila Velha, será palco da programação cultural em comemoração aos 491 anos da colonização do solo espírito-santense. O evento acontece nos dias 23 e 24 de maio, reunindo atrações nacionais, artistas capixabas e uma programação diversificada com samba, axé, reggae, forró e atividades infantis. A programação de sábado (23) começa ao meio-dia com apresentação do DJ Luciano Pankada. Ao longo da tarde, sobem ao palco Derengos, com samba rock, Xá da Índia em um especial de axé retrô e o grupo Samba Jr. A principal atração da noite será o grupo Raça Negra, com show previsto para as 19h30. Após a apresentação do grupo paulista, a programação segue com a bateria da Mocidade Unida da Glória, atual campeã do carnaval capixaba, e com o cantor Alemão do Forró. A Tenda Alternativa terá o projeto PIKE V.V, com atrações das 18h à meia-noite. No domingo (24), as atividades começam pela manhã com o grupo Estripolia, voltado ao público infantil. Durante a tarde e a noite, a programação terá apresentações do DJ Zappie, Andrea Nery, Jorge Aragão, da banda Macucos com o especial Timbamarley e do cantor Durval Lelys, responsável pelo encerramento da festa. A Tenda Alternativa também terá programação especial no domingo, com o “Forró da Vila”, reunindo Felipe Peó, Barbara Greco, Bem te Vi e DJ Fabricio Bravim, das 16h às 22h. As comemorações culturais acontecem após o desfile cívico-militar marcado para a manhã de sábado (23), na Orla de Itaparica. Neste ano, o desfile será realizado fora do Centro da cidade e contará com estudantes, bandas escolares e forças de segurança. O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, afirmou que a programação foi organizada para atender diferentes públicos. “Preparamos uma grande festa para a população, com atrações para todos os gostos e gerações. É um momento de celebrar a nossa história, fortalecer o orgulho de ser canela-verde e reunir as famílias em um dos lugares mais simbólicos de Vila Velha. Convido toda a população e os visitantes para viverem essa grande celebração na Prainha”, destacou. O secretário de Cultura de Vila Velha, Felipe Marques Fonseca, ressaltou a importância da ocupação cultural dos espaços públicos. “As comemorações dos 491 anos também fortalecem os vínculos da população com a memória cultural de Vila Velha. A programação reúne manifestações populares, artistas locais e nomes nacionais em diferentes linguagens musicais, ampliando o acesso da população às atividades culturais”, afirmou. Confira a programação completa Sábado (23) 12h – DJ Luciano Pankada 13h30 – Derengos (Samba Rock) 15h30 – Xá da Índia (especial Axé Retrô) 17h30 – Samba Jr. (Roda de Samba) 19h30 – Raça Negra 21h – Bateria da MUG 22h – Alemão do Forró Tenda Alternativa 18h às 00h – PIKE V.V Domingo (24) 09h às 12h – Estripolia (Infantil) 12h – DJ Zappie 15h – Andrea Nery 17h – Jorge Aragão 18h30 – Macucos especial Timbamarley 20h – Durval Lelys Tenda Alternativa 16h às 22h – Forró da Vila com Felipe Peó convida Barbara Greco, Bem te Vi e DJ Fabricio Bravim
Espetáculo “SOMA” une dança, luz e referências internacionais no Theatro Carlos Gomes
O espetáculo “SOMA” constrói sua linguagem artística a partir de um amplo campo de referências da dança, fotografia, iluminação e artes visuais contemporâneas. Na dança, o trabalho dialoga com o coreógrafo norte-americano Alwin Nikolais, especialmente na obra Noumenon Mobilus (1953), ao explorar o corpo como elemento visual e matéria cênica. A criação também estabelece conexões com as pesquisas da bailarina coreana Haeni Kim. No universo da imagem, o espetáculo se aproxima das linguagens desenvolvidas pela fotógrafa norte-americana Francesca Woodman, pelo fotógrafo francês Denis Darzacq e pelo australiano Bill Henson. A iluminação da montagem também recebe influência das obras do pintor italiano Caravaggio. A proposta artística ainda apresenta ressonâncias com instalações e experiências imersivas de artistas como o britânico Anthony McCall, o norte-americano James Turrell e o artista islandês-dinamarquês Olafur Eliasson, além de dialogar com coletivos contemporâneos como teamLab e Random International. Glauber e Gabriela – Crédito: divulgação Outro elemento presente na construção de “SOMA” é a improvisação, inspirada nas coreografias do israelense Ohad Naharin e do britânico Wayne McGregor. SERVIÇO Espetáculo: “SOMA” Datas: • 28 de maio (quinta-feira), às 20h — Pré-estreia gratuita (ingressos esgotados) • 29 de maio (sexta-feira), às 20h • 30 de maio (sábado), com sessões às 17h30 e 19h30 • 31 de maio (domingo), às 17h30 Local: Theatro Carlos Gomes Classificação indicativa: Livre+ Ingressos: R$ 35 (promocional), R$ 22 (meia) e R$ 44 (inteira) Vendas: Sympla – SOMA FICHA TÉCNICA Direção Geral: Gabriela Moriondo e Glauber Vianna Direção Coreográfica: Gabriela Moriondo Direção Artística: Glauber Vianna Bailarina: Gabriela Moriondo Ensaiador: Maicom Souza Participações: Claudia de Souza e Vera Moriondo A. do Nascimento Produção Executiva: Fernanda Holz Cenário: Glauber Vianna Iluminação: Vitor Lorenção Edição de Trilha Sonora: Glauber Vianna Mixagem: Marcus Neves Técnico de Som: Luci Fernandes Figurino: Regina Schimitt Direção de Fotografia / Estúdio: Alexandre Barcelos Assistente / Estúdio: Luigi Alegro Sistema de Espelho / Programação Arduino: Arthur Barreto das Graças, Kauã Araujo Dias da Silva, Odair de Barros Junior, Philipe Rangel Demuth, Samuel Lopes Ferreira e Thiago Loureiro Carvalho (EEEM Arnulpho Mattos) Montagem: Lucas Mixirica, Murilo Cabelo e André Magnago Contrarregra: Lucas Mixirica Fotógrafo do Espetáculo: Bernardo Firme Fotógrafo do Cartaz: Alexandre Barcelos Identidade Visual: Glauber Vianna Assessoria de Imprensa: Purpurina Social Media: Pâmella Fernandes Intérprete de Libras: Cláudia Vieira Estúdio de Ensaio: Coletivo Emaranhado Projetor e Laser: Pixxfluxx Estúdio de Filmagem: Finordia Filmes Catering: Bar do Beco Apoio Theatro Carlos Gomes Fixxfluxx Purpurina Coletivo Emaranhado Finordia Filmes Conecta Audiovisual Produção associada Gabriela Moriondo
Projeto gratuito transforma trilha do Parque Botânico Vale em experiência musical na floresta
O som dos instrumentos se mistura aos cantos dos pássaros, ao vento entre as árvores e aos ruídos da Mata Atlântica. Em Vitória, uma nova experiência cultural promete transformar a forma como o público vivencia a música e a natureza. O projeto “Música na Floresta”, realizado no Parque Botânico Vale, passa a promover apresentações gratuitas ao ar livre em meio às trilhas do espaço ambiental. A proposta une arte, contemplação e conexão com a natureza em uma experiência sensorial diferente do convencional. Durante o percurso pela mata, os visitantes encontram apresentações musicais espalhadas pela trilha, criando uma atmosfera imersiva em meio ao verde da floresta. As sessões são conduzidas pela Orquestra Jovem Capixaba, formada por jovens músicos de diferentes comunidades e sob gestão do Instituto Cultura Viva. À frente do grupo está o maestro Eduardo Lucas, referência nacional na formação musical instrumental. O projeto prevê uma apresentação por mês até novembro. A primeira sessão aberta ao público será realizada no dia 31 de maio, às 9 horas. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na administração do parque a partir das 8 horas do dia do evento. As vagas são limitadas. Mais do que um concerto tradicional, o Música na Floresta propõe uma pausa na rotina urbana. A ideia é que o público desacelere, caminhe pela mata, ouça a música integrada aos sons naturais e vivencie uma experiência de contemplação e sensibilização ambiental. As apresentações acontecem sempre no período da manhã e integram cultura, sustentabilidade e valorização dos espaços verdes urbanos. Além do projeto musical, o Parque Botânico Vale terá outras atividades gratuitas ao longo do mês de maio. Entre elas estão oficinas de botânica, ações educativas da Polícia Ambiental e experiências de falcoaria com aves de rapina. O Parque Botânico Vale possui 33 hectares de Mata Atlântica em plena área urbana de Vitória e é considerado um importante espaço de preservação ambiental, lazer e educação ambiental no Espírito Santo. As músicas apresentadas O News ES participou, nesta quarta-feira (20), de uma apresentação para a imprensa. O percurso musical no meio da Mata Atlântica contou com obras que dialogam diretamente com elementos como natureza, água, transformação e sensibilidade humana. Entre as apresentações esteve “O Lago dos Cisnes” (foto abaixo), de Piotr Ilitch Tchaikovski, clássico que narra a história de Odette, princesa transformada em cisne por um feitiço. A execução teve como solistas Adriel Nathan, no violoncelo, e Bárbara Caldeiras, na dança. Outra obra apresentada foi “Das águas” (foto abaixo) de Léo de Paula e Katerina Bessmertnova, inspirada na tradição afro-brasileira e nos mistérios das profundezas oceânicas. A apresentação contou com Léo de Paula no handpan e Katerina Bessmertnova como cantora. O público também acompanhou a execução da “Sinfonia nº 18 – Os Cinco Elementos”, de Marcelo Rauta, obra inspirada nos elementos fogo, água, terra, ar e éter, tendo como referência o poema “Tardes de maio”, de Carlos Drummond de Andrade. A soprano Luana Shaeffer participou como solista. Já a obra “Suíte Sementes”, de Leonardo Gorosito, trouxe uma experiência sonora baseada em instrumentos de percussão e chocalhos, dividida em três partes: Dentro da Terra, Transformação e Dança das Sementes. O solo foi executado por Léo de Paula. Ficha técnica A realização do projeto contou com execução da equipe do Parque Botânico Vale e produção da Coreto Produções em parceria com a Orquestra Jovem Capixaba. A direção artística e regência são de Eduardo Lucas. A produção é assinada por Diego Lyra, com assistência de produção de Lorena Dalvi. A coordenação financeira ficou a cargo de Jaqueline Vieira. Os figurinos foram desenvolvidos por Eduardo Lucas, Arlete Taufner e Penha Taufner. A poética do espetáculo é assinada por Flávia Santos. Confira a programação: Música na Floresta Quando: 31/05 (domingo) Hora: 9h Onde: Trilha do Parque Botânico Vale Inscrições: gratuitas, na administração do parque a partir das 8h. Vagas limitadas. Oficina Aprendendo Botânica por meio do Desenho Quando: 23/05 (sábado) Hora: 14h Onde: Sala Espaço Conhecimento Ação Educativa da Polícia Ambiental Quando: 24/05 (domingo) Hora: 9h às 12h e 13h às 15h Onde: Área verde Falcoaria – experiência educativa com aves de rapina Quando: 30 e 31/05 Hora: sábado, das 14h às 16h; domingo, das 9h às 11h e das 14h às 16h Onde: Área verde Oficina Arte Botânica: montagem de exsicatas Quando: 30 e 31/05 Hora: 14h Onde: Sala Espaço Conhecimento
Jack Rocha destaca avanços no combate ao feminicídio após 100 dias de pacto nacional
A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) apresentou, nesta quarta-feira (20), no Palácio do Planalto, um balanço dos primeiros 100 dias do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, firmado em fevereiro deste ano. Coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, a parlamentar ressaltou os avanços legislativos conquistados no período e defendeu a atuação conjunta dos Três Poderes no combate à violência contra meninas e mulheres. Segundo os dados apresentados, a Câmara aprovou 73 proposições voltadas à proteção das mulheres nos primeiros 100 dias do pacto, entre elas 27 projetos de lei, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e 33 requerimentos de urgência. As medidas têm como foco o enfrentamento à impunidade, o fortalecimento da rede de proteção e a prevenção da violência de gênero. Para Jack Rocha, os resultados reforçam a necessidade de uma atuação permanente e integrada. “A gente bate todos os dias na mesma tecla: sobre a importância do Pacto entre os Três Poderes neste enfrentamento, porque nenhuma instituição sozinha dará conta de enfrentar um problema que é tão profundo e estrutural”, afirmou. Entre as legislações já sancionadas pelo governo federal, a deputada destacou a Lei nº 15.384/2026, que tipificou a violência vicária e incluiu o homicídio vicário na Lei Maria da Penha e no rol de crimes hediondos. Também citou a Lei nº 15.383/2026, que estabeleceu o uso prioritário de tornozeleiras eletrônicas para agressores, além da criação do Programa Antes que Aconteça, instituído pela Lei nº 15.398/2026, voltado à prevenção integrada da violência de gênero. A parlamentar afirmou ainda que o combate ao feminicídio precisa ir além da punição dos crimes. “Nós precisamos fortalecer a rede de proteção de mulheres, porque combater o feminicídio exige prevenção, acolhimento, justiça e políticas públicas”, destacou. Jack Rocha também defendeu a ampliação dos investimentos públicos destinados às políticas para mulheres. Segundo ela, garantir orçamento específico para o enfrentamento da violência é fundamental para assegurar visibilidade e proteção às mulheres dentro da estrutura do Estado. “Nunca tivemos nesse sentido uma ação diretamente voltada para as mulheres. E nós precisamos mudar essa realidade. O Brasil tem 106 milhões de mulheres”, afirmou. Nesse contexto, a deputada defende a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 41/2026, que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta prevê investimento de R$ 5 bilhões em políticas públicas voltadas à prevenção, acolhimento, proteção e autonomia econômica das mulheres. “A aprovação do projeto é urgente e primordial, pois cria o Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres, uma proposta estruturante que prevê R$ 5 bilhões para ampliar as políticas públicas de prevenção, proteção, acolhimento e garantia da vida das mulheres brasileiras. Estamos falando do fortalecimento das delegacias, das casas de acolhimento, do monitoramento de agressores, do atendimento psicológico e da integração das redes de proteção em todo o país”, ressaltou. Outro tema destacado pela parlamentar foi o avanço das discussões sobre misoginia e violência digital. Neste mês, a Câmara instalou um grupo de trabalho para discutir o Projeto de Lei 896/2023, que criminaliza a misoginia, além de outras propostas voltadas ao combate à violência contra mulheres nas redes sociais. “Precisamos avançar em um debate muito importante que ainda está na Casa, que é o projeto que criminaliza a misoginia e a violência digital”, afirmou. Ao concluir, Jack Rocha reforçou a necessidade de ações estruturadas e contínuas no enfrentamento ao feminicídio. “Combater o feminicídio exige mais do que indignação, exige estrutura, orçamento, articulação institucional e compromisso permanente com a vida”, finalizou. Principais resultados apresentados nos 100 dias do pacto: • Redução do tempo de análise das Medidas Protetivas de Urgência, que passou de 16 dias para cerca de 3 dias; • 53% das decisões passaram a ser proferidas no mesmo dia; • 90% das medidas apreciadas em até dois dias; • Operações Mulher Segura realizadas nos 27 estados e em 2.615 municípios; • 30.388 medidas protetivas acompanhadas; • 38.801 vítimas atendidas; • Ampliação da integração entre sistemas estaduais de segurança pública para monitoramento de vulnerabilidades e prevenção de feminicídios; • 148 mil atendimentos realizados entre janeiro e abril de 2026 nas unidades da Casa da Mulher Brasileira; • Modernização do Ligue 180; • Ampliação da telessaúde em saúde mental para mulheres em situação de violência; • Inclusão da temática de combate à violência contra a mulher nos currículos escolares e criação da Semana Escolar de Combate à Violência.