Equipamentos combinam exercício físico com infravermelho, vácuo e eletroestimulação em novo espaço na Enseada do Suá Equipamentos que combinam exercício físico com tecnologias como infravermelho, vácuo terapêutico e eletroestimulação começam a ganhar espaço em Vitória com a proposta de potencializar o gasto calórico e os resultados metabólicos em sessões de até 30 minutos. A novidade chega à capital capixaba com a inauguração do Instituto Longevitá, na Enseada do Suá, que passa a oferecer os equipamentos Shape Space e Shape Bike. Segundo o espaço, os protocolos podem alcançar alto gasto calórico, com variações que dependem da intensidade e das características individuais de cada paciente. “Não se trata apenas de queimar calorias, mas de usar a tecnologia para atuar de forma inteligente no corpo, respeitando individualidades e objetivos”, afirma o médico Paulo Mansur, responsável pelo instituto. De acordo com o especialista, o uso do infravermelho pode ter efeito anti-inflamatório e auxiliar em condições como lipedema e celulite, além de estimular a produção de colágeno. Já o vácuo terapêutico atua como recurso de drenagem linfática, enquanto a eletroestimulação intensifica a ativação muscular, contribuindo para o desempenho e a hipertrofia. O Instituto Longevitá foi estruturado como um espaço voltado à saúde, longevidade e qualidade de vida, reunindo diferentes especialidades e protocolos personalizados. Com cerca de 200 metros quadrados, o local conta com consultórios médicos, sala de reposição intravenosa e estrutura com acessibilidade. Entre os recursos disponíveis estão exames como polissonografia sem fios, utilizada para diagnóstico de apneia do sono, e calorimetria indireta, que permite avaliar o gasto energético e o metabolismo de forma individualizada. O espaço também oferece o Shape Estetic, tecnologia voltada ao tratamento de celulite, lipedema e estímulo muscular. “A proposta é oferecer uma abordagem completa, que una tecnologia, ciência e acompanhamento médico para resultados reais e sustentáveis”, afirma Mansur. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Paulo Mansur atua como cirurgião do aparelho digestivo, endoscopista e nutrólogo. Também é professor da pós-graduação de Nutrologia da Afya, em Vitória, e palestrante em cursos no Brasil e no exterior. Serviço Instituto Longevitá Endereço: Rua Abiail do Amaral Carneiro, 85, Ed. The Gallery Art Residence, Enseada do Suá – Vitória Instagram: @instituto_longevita_
Ruraltur 2026 aposta em experiências para impulsionar o turismo rural no ES
Evento será realizado entre os dias 16 e 18 de abril, em Santa Teresa, com entrada gratuita Com a proposta de consolidar o Espírito Santo como vitrine nacional do turismo rural, a Ruraltur 2026 chega à sua 22ª edição com expectativa de ser a maior já realizada no país. Considerada uma das principais feiras do segmento na América Latina, o evento retorna ao Estado após ter sido realizado, em 2019, em Venda Nova do Imigrante. A programação acontece entre os dias 16 e 18 de abril, no Parque de Exposições de Santa Teresa, e reúne experiências turísticas, cultura e negócios, com foco no turismo de experiência e na vivência do campo. Segundo Murilo Vago, presidente do Imigrantes Convention & Visitors Bureau e correalizador do evento, a expectativa é de uma edição recorde. “A Ruraltur reúne tudo isso em um só ambiente e com uma ampla programação. O Espírito Santo tem expertise na realização de eventos como este e acreditamos que esta será a maior edição de todas, em número de expositores, atividades e público”, afirma. A feira contará com mais de 300 expositores e expectativa de público superior a oito mil pessoas ao longo dos três dias. Além da exposição, o evento inclui aulas-show, seminários, apresentações culturais e comercialização de roteiros turísticos integrados. “A pessoa que visita a Ruraltur pode viver tudo ali, mas também pode sair para conhecer os territórios. São roteiros que incluem desde as cachaças de São Roque até a cultura pomerana de Santa Maria, a rota dos queijos de João Neiva e as cachoeiras de Santa Leopoldina”, explica Alfonso Silva, presidente da Cooptures. Dados do Ministério do Turismo apontam que 74% dos turistas buscam destinos no interior para contato com a natureza, cenário que fortalece o potencial do Espírito Santo como rota estratégica. Nesse contexto, a Ruraltur se posiciona como vitrine para pequenos produtores, artesãos e empreendedores apresentarem produtos, rotas e experiências ligadas ao turismo rural. Entre as experiências previstas estão atividades como pisa da uva, produção de açúcar mascavo e degustações, além de atrações culturais e gastronômicas que valorizam a identidade capixaba. Santa Teresa, sede do evento, também será ponto de partida para experiências guiadas, como visitas ao centro histórico, vinícolas e propriedades produtoras de café. “O estado já é o berço do agroturismo no Brasil, e o turismo rural é hoje um dos principais vetores de desenvolvimento. A feira vem para mostrar tudo isso para o país”, afirma Ronald Rodrigues, secretário municipal de Cultura e Turismo de Santa Teresa. Além do Espírito Santo, o evento contará com delegações de estados como Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Minas Gerais e Alagoas. A Ruraltur é realizada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Inades), Sebrae/ES, Prefeitura de Santa Teresa e Imigrantes Convention & Visitors Bureau, com apoio do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Cooptures e Iamonde Design de Eventos. Serviço Ruraltur 2026 Data: 16 a 18 de abril Local: Parque de Exposições de Santa Teresa Atrações: feira com expositores, rodadas de negócios, palestras, gastronomia, atrações culturais e rotas turísticas Mais informações: https://www.instagram.com/ruraltur.sebrae
Especialista alerta para erros comuns no Imposto de Renda que podem levar à malha fina
Com o início da entrega do Imposto de Renda 2026 – ano-base 2025, especialistas reforçam a importância de atenção na declaração para evitar inconsistências que possam levar à malha fina da Receita Federal. A líder da XP no Espírito Santo, Cecília Perini, explica que investidores precisam ter atenção redobrada no preenchimento das informações, principalmente diante do crescimento do número de pessoas físicas no mercado financeiro. Segundo dados da B3, o Espírito Santo está entre os dez estados com maior proporção de investidores na Bolsa em relação à população. Atualmente, cerca de 3,05% dos capixabas investem no mercado acionário, o que reforça a importância de contar com orientação adequada no momento da declaração. “O capixaba está cada vez mais presente no mercado financeiro, mas ainda existem muitas dúvidas sobre as obrigações fiscais relacionadas aos investimentos. Erros simples podem gerar inconsistências na Receita e levar à malha fina”, explica Cecília. Ela destaca que a declaração pré-preenchida, disponível no Programa Gerador da Declaração e no aplicativo Meu Imposto de Renda, facilita o processo, mas não dispensa a conferência dos dados. “A ferramenta ajuda bastante, mas o contribuinte continua responsável pelas informações. É fundamental revisar todos os dados antes de enviar a declaração”, afirma. Os três erros mais comuns entre investidores De acordo com a especialista, os principais equívocos cometidos na declaração do Imposto de Renda envolvem: Erro nas alíquotas das operações: Cada operação financeira possui tributação específica. Aplicar uma alíquota incorreta pode gerar pagamento errado do imposto e divergências com a Receita. Uso inadequado da nota de corretagem: Erros na classificação de operações como day trade ou swing trade, omissão de prejuízos ou custos operacionais e falhas na informação de ativos recebidos por doação ou herança são problemas frequentes. Declaração incorreta de investimentos no exterior: Quem possui aplicações internacionais deve informar corretamente rendimentos e impostos pagos fora do país. Acompanhamento de um contador: Contar com o apoio de um contador pode reduzir erros e trazer mais segurança na declaração do Imposto de Renda. O profissional auxilia na correta apuração de ganhos, compensação de prejuízos, escolha das alíquotas e cumprimento das obrigações acessórias, além de orientar sobre mudanças na legislação e evitar inconsistências que possam levar à malha fina. Sobre a XP A XP é uma das principais instituições financeiras do Brasil. Criada em 2001, nasceu com o propósito de transformar o mercado para melhorar a vida das pessoas — promovendo educação financeira e democratizando o acesso a investimentos de qualidade. Desde então, o Grupo XP lidera uma disrupção no setor ao construir um ecossistema completo de serviços financeiros, com soluções que vão de investimentos a crédito, seguros e banking, no Brasil e no exterior. Com foco em planejamento financeiro completo para investidores, a companhia investe na excelência em servir o cliente como a principal alavanca de crescimento. Esse compromisso com a qualidade já se reflete em reconhecimentos importantes: a XP foi eleita sete vezes consecutivas a Melhor Assessoria de Investimentos de São Paulo pela premiação “O Melhor de São Paulo”, realizada pela Folha de S. Paulo. Saiba mais em www.xp.com.br
Tecnologias quânticas ganham força como agenda nacional, afirma Felipe Belluci em evento na Ufes
As tecnologias quânticas foram destacadas como uma das principais fronteiras de inovação e disrupção no cenário global durante o Quanta ES 2026, realizado na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória, nos últimos dias 26 e 27. Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o coordenador-geral de Tecnologias Habilitadoras, Felipe Bellucci, reforçou a importância da mobilização dos estados para o avanço dessa agenda no Brasil. Segundo Bellucci, o MCTI atua como articulador nacional para impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico, tratando as tecnologias quânticas como um eixo estratégico. “As tecnologias quânticas são uma das fronteiras mais próximas de disrupção. Por isso, é fundamental que os estados compreendam a relevância dessa agenda e comecem a se mobilizar internamente”, afirmou. Durante a programação, Bellucci participou do painel “Plano de Desenvolvimento de Quântica Brasil e Espírito Santo”, ao lado do diretor-presidente da Fapes, Rodrigo Varejão, com mediação do professor doutor Guilherme Pereira, do Instituto Arandu. O debate abordou a construção de estratégias integradas entre União e estados para fortalecer o avanço das tecnologias quânticas, considerando as vocações regionais e o papel das instituições locais. De acordo com o representante do ministério, o impacto dessas tecnologias é transversal, com aplicações em áreas como comunicação, computação e sensoriamento. “Ela funciona como uma camada habilitadora para diversas áreas, porque tudo envolve comunicação, processamento de dados ou captação de informações. Isso mostra o potencial de transformação em grande parte da sociedade”, explicou. Bellucci também destacou o esforço do governo federal em integrar diferentes ministérios na construção de uma política coordenada para o setor. A proposta é elevar o tema ao nível de política de Estado, com atuação conjunta entre as áreas e incentivo à participação de universidades e institutos de pesquisa. “A grande força dessa agenda está nos estados, nas universidades e nos centros de pesquisa. Cabe ao Ministério sensibilizar e convidar a comunidade a colaborar, porque é desse ambiente que surgem as principais soluções”, disse. No caso do Espírito Santo, o coordenador apontou que o estado já possui uma base relevante para avançar no tema, especialmente em áreas como nanotecnologia, fotônica e materiais semicondutores. Para ele, o próximo passo é inserir as tecnologias quânticas na agenda estratégica estadual. “O Espírito Santo já tem tradição em áreas fundamentais para a tecnologia quântica. Agora, é preciso demonstrar a importância do tema para que ele seja incorporado como prioridade. A partir disso, há uma mobilização natural de esforços para o desenvolvimento dessas tecnologias”, afirmou. A articulação nacional, segundo Bellucci, também busca respeitar as vocações regionais. A ideia é que cada estado contribua de forma alinhada às suas características e necessidades locais, fortalecendo a construção de uma política nacional integrada para o setor. A importância da infraestrutura institucional Durante o painel, o diretor-presidente do Instituto Arandu, Guilherme Pereira, destacou a importância da estrutura institucional para o desenvolvimento científico e tecnológico, apontando que o avanço da inovação depende de três pilares centrais: infraestrutura, capital e organização institucional. “A gente fala de infraestrutura, inclusive da infraestrutura da pesquisa. A gente fala de capital e de um terceiro eixo importante, que é a questão institucional, a organização institucional”, afirmou. Segundo ele, políticas públicas consistentes são determinantes para o sucesso de iniciativas tecnológicas no país. Guilherme citou exemplos históricos para ilustrar esse ponto. “Quando se fala da Embraer e da Gurgel, são exemplos clássicos disso, da importância do ambiente institucional e das políticas de apoio ao desenvolvimento”, disse. O diretor também mencionou avanços no reconhecimento dessa agenda no Brasil, destacando a inclusão do tema na Constituição. “A emenda constitucional de 2015 traz um ponto extremamente importante ao afirmar que o mercado interno é patrimônio nacional. A gente precisa cumprir isso”, ressaltou. Para Guilherme, o desafio agora é transformar esse entendimento em ações concretas, conectando diretrizes nacionais com iniciativas práticas nos estados e nos ecossistemas locais de inovação. O avanço do Espírito Santo Durante o painel, o diretor-presidente da Fapes, Rodrigo Varejão, destacou o avanço do Espírito Santo no financiamento à ciência e inovação, com aumento expressivo dos investimentos nos últimos anos. Segundo ele, o volume executado saltou de R$ 160 milhões, em 2023, para R$ 328 milhões em 2025. De acordo com Varejão, o Estado se consolida hoje como um dos principais destinos de investimento per capita em ciência e tecnologia no país, com uma das maiores execuções financeiras entre as fundações de amparo à pesquisa. O dirigente ressaltou que a ampliação de recursos é essencial, mas precisa estar associada a estratégia. “Não basta ter recurso. É preciso direcionar investimentos para áreas que gerem impacto e estejam conectadas com as necessidades do Estado”, afirmou. Nesse sentido, ele destacou a criação de uma agenda estratégica na Fapes, com foco em áreas como transformação digital, supercomputação e inteligência artificial. A proposta é sair de iniciativas isoladas e promover maior conexão entre projetos, aumentando a capacidade de gerar resultados concretos. Varejão também enfatizou a importância de aproximar a produção científica da sociedade e do setor produtivo. “Não pode ficar restrito à academia. É fundamental envolver empresas e ampliar o ciclo de maturidade das pesquisas até sua aplicação”, disse. Outro ponto abordado foi a construção de um planejamento estruturado para o desenvolvimento científico capixaba, com base em diagnóstico realizado em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). A partir disso, foram definidos eixos prioritários, como retenção de talentos, fortalecimento da governança e difusão do conhecimento. O plano da Fapes está organizado em três vetores principais: interiorização da ciência, internacionalização das iniciativas e aumento da maturidade científica e tecnológica. Segundo Varejão, esses pilares devem orientar os próximos investimentos e consolidar o crescimento do setor no Estado. O dirigente destacou ainda a necessidade de ampliar a competitividade do Espírito Santo, inclusive com a criação de mecanismos para atrair pesquisadores e fortalecer redes de colaboração. “Esse é um caminho sem volta. Precisamos estruturar o Estado para competir em nível nacional e internacional”, afirmou.
Nova versão do Mounjaro reforça tendência de tratamento individualizado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou neste mês a chegada ao Brasil de uma nova versão das canetas do medicamento Mounjaro, desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly. O novo dispositivo permite o ajuste de diferentes doses em uma única caneta, ampliando a flexibilidade no tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipo 2, obesidade e síndrome da apneia do sono. Segundo a endocrinologista Gisele Lorenzoni (foto), a aprovação acompanha uma tendência crescente de personalização das terapias no cuidado metabólico. A especialista destaca que a possibilidade de ajuste de dose em um único dispositivo representa um avanço na prática clínica, aproximando o Mounjaro de medicamentos já consolidados no mercado, como Ozempic e Wegovy, que utilizam sistemas semelhantes. “A possibilidade de ajustar a dose em uma mesma caneta torna o uso mais prático e seguro, permitindo uma progressão mais gradual conforme a resposta do paciente e reduzindo efeitos colaterais”, explica. A principal mudança está na concentração de múltiplas doses em um único dispositivo. Apesar da inovação, a administração do medicamento permanece semanal. O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida, um co-agonista dos hormônios intestinais GLP-1 e GIP. Essa combinação atua diretamente no controle da glicemia, na redução do apetite e na regulação do metabolismo energético. Até então, o medicamento era disponibilizado no país em canetas de doses fixas, como 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg e 10 mg, com novas concentrações em expansão. De acordo com a especialista, a tirzepatida se destaca pela ação dupla. “Ao atuar simultaneamente nos receptores de GLP-1 e GIP, o medicamento potencializa os resultados tanto no controle do diabetes quanto na perda de peso, com evidências de maior eficácia em comparação a outras terapias já disponíveis”, afirma. Entre os benefícios associados estão a melhora significativa dos níveis de glicose, maior perda de peso sustentada e possível impacto positivo em comorbidades, como a apneia do sono. “É uma medicação que amplia o arsenal terapêutico e oferece novas perspectivas para pacientes que não tiveram resposta adequada a outros tratamentos”, completa Gisele Lorenzoni.
Turismo capixaba avança, bate recorde e já soma mais de 74 mil empresas no setor
O Espírito Santo vem consolidando um novo momento no turismo nacional. Dados do Sebrae/ES indicam um ciclo de expansão impulsionado por investimentos de R$ 52,6 milhões entre 2024 e 2025, realizados em parceria com diversas instituições. Nesse período, o número de empresas ligadas ao setor saltou de 59 mil para mais de 74 mil, um crescimento de 25,77%. O panorama foi apresentado durante a coletiva “Comunicar para Transformar”, que destacou a articulação entre Governo do Estado, Sebrae/ES, Conselho Estadual de Turismo (Contures), CET/Fecomércio-ES e o trade turístico na conversão do potencial capixaba em resultados concretos. Segundo o Relatório do Turismo no Espírito Santo Connect/Fecomércio-ES, com base em dados do IBGE, janeiro de 2026 foi o melhor desempenho do setor para o mês desde 2014. Durante o evento, o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, ressaltou a importância da análise de dados para compreender o novo cenário e identificar oportunidades para empreendedores. “O turismo movimenta uma ampla cadeia de pequenos negócios e tem enorme potencial de geração de renda e desenvolvimento para o estado. Apresentamos números inéditos, que mostram como esse crescimento vem impactando diretamente empreendedores capixabas”. A estratégia de regionalização aparece como um dos principais fatores desse avanço. Em 2025, o Sebrae/ES realizou mais de 87,5 mil atendimentos a pequenos negócios do setor, com destaque para a região do Caparaó, que registrou aumento de 37,4% na demanda por suporte técnico e consultorias. “O que vemos hoje é resultado de planejamento e presença contínua nas regiões turísticas. Além de estimular a abertura de empresas, garantimos acesso ao crédito. Mais de R$ 11 milhões foram viabilizados por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe)”, afirmou Rigo. Em relação ao crédito, o Sebrae/ES mais que dobrou o número de operações com o Fampe em 2025, ampliando o acesso de empresas ao sistema financeiro. O total de operações cresceu 142%, passando de 47 em 2024 para 114 no ano passado. O volume liberado para o setor turístico chegou a R$ 11.173.884,75, com ticket médio de R$ 360.480,31 por empresa. Os segmentos que mais acessaram os recursos foram os de restaurantes e serviços de alimentação e bebidas, com R$ 6.788.721,00, seguidos por serviços de catering e bufê, que somaram R$ 826 mil. A promoção do destino também avançou com a marca “Espírito Santo: Encontre-se”, que reforça o posicionamento do estado como um destino de experiências autênticas. O portfólio de produtos turísticos catalogados cresceu de 78 para 208 opções. A visibilidade nacional foi ampliada com a capacitação de 15 mil agentes de viagens em mercados emissores estratégicos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O reconhecimento já começa a se refletir no mercado, com operadoras como CVC Corp e Azul Viagens classificando o Espírito Santo como um destino de “Série A”. “Nosso papel é contribuir para um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento do turismo e de toda a sua cadeia produtiva. Ao mesmo tempo, capacitamos empreendedores para atender essa nova demanda, de forma consciente e sustentável”, destacou Pedro Rigo.
Governo do ES lança Rede Abraço Mulher com foco em acolhimento para mulheres
O Governo do Espírito Santo lança, na próxima segunda-feira (30), às 9h30, a Rede Abraço Mulher, nova estratégia de atenção e acolhimento voltada a mulheres e meninas a partir de 14 anos em situação de vulnerabilidade relacionada ao uso problemático de álcool, outras drogas e comportamentos aditivos, como jogos e apostas. O evento será realizado no Palácio Anchieta, em Vitória, com entrada gratuita. A iniciativa, coordenada pela Rede Abraço, foi estruturada com base na perspectiva de gênero e no conceito de vulnerabilidade multidimensional. A proposta considera que o sofrimento feminino pode ser agravado por fatores como violência de gênero, racismo, dependência econômica e maternidade sem rede de apoio, o que impacta diretamente o acesso aos serviços públicos. A advogada e comunicadora Gabriela Prioli será a palestrante principal do evento de lançamento. Ela vai abordar o tema “Cuidando de quem cuida: acolhimento, propósito e protagonismo feminino”. De acordo com o coordenador do Programa Rede Abraço, Carlos Lopes, a iniciativa amplia o alcance das políticas públicas voltadas ao público feminino. “A Rede Abraço Mulher não é apenas uma expansão de serviços, mas um compromisso institucional com o acolhimento digno e com a proteção das mulheres. Queremos que cada mulher saiba que existe um lugar onde sua voz é ouvida, sua dor é cuidada e sua vida é protegida”, afirmou. A estratégia está organizada em quatro eixos: prevenção, cuidado, proteção e autonomia. O atendimento especializado será realizado, preferencialmente, por profissionais mulheres, com foco em escuta qualificada e ambiente seguro. O programa prevê atendimento ambulatorial, grupos terapêuticos com plano de cuidado individual e espaços de acolhimento exclusivos para mulheres. Também haverá suporte específico para familiares afetados pelo uso de substâncias por terceiros, como mães, esposas, filhas e irmãs. Na área de proteção, a Rede Abraço Mulher terá integração com os Centros Margaridas, além de articulação com a rede pública de saúde (SUS), assistência social (SUAS) e o sistema de justiça. Já na frente de autonomia, estão previstos cursos de qualificação profissional por meio do Qualificar ES, apoio a projetos de vida e incentivo à independência econômica e emocional. As unidades contarão ainda com Espaço Kids, ações de dignidade menstrual e concessão de Vale Social, com o objetivo de reduzir barreiras de acesso e ampliar a adesão ao tratamento. Criada em 2013 e reformulada em 2019, a Rede Abraço é uma política pública estadual voltada ao atendimento de pessoas e famílias com problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas, com foco em prevenção, cuidado, tratamento e reinserção social. Serviço Lançamento da Rede Abraço Mulher Data: 30 de março de 2026 (segunda-feira) Horário: 9h30 Local: Palácio Anchieta, Centro, Vitória (ES) Entrada gratuita, sem necessidade de inscrição prévia
João Gualberto – “Eleição nas redes sociais”
Desde 2011, quando as manifestações políticas na chamada Primavera Árabe tomaram conta do debate político em todo o mundo, vimos que havia uma nova força em ação nas sociedades: as redes sociais. O mesmo se deu em 2013, aqui no Brasil, com as Jornadas de Junho, que tiveram forte impacto no impeachment da presidente Dilma Rousseff. Houve também eventos importantes na Espanha que levaram o sociólogo Manuel Castells a fazer reflexões, em encontros públicos também em 2011, que considero pioneiras quanto ao fato de as redes sociais despertarem novos modos de vida e sentido nos novos sistemas de comunicação. Castells, com sua influência internacional, nos ajudou a entender que as redes facilitam a conexão e o compartilhamento de ideias, mas também nos alertou que elas criam bolhas de filtro, nas quais as pessoas só veem informações que confirmam suas crenças. As redes sociais impactaram fortemente a noção de liderança, até então centrada em instituições como partidos políticos, sindicatos, imprensa e igreja, dentre outras. Elas ficaram mais difusas e fragmentadas, dando origem a um sem-número de influenciadores sociais, que são, de fato, os novos formadores de opinião. Isso democratizou tanto a produção quanto o consumo de notícias, informações e opiniões. Não foi só isso, entretanto, o que ocorreu com o sucesso das redes sociais e das novas tecnologias de informação. Foi muito mais. Vamos pensar em um bom exemplo: o caso brasileiro nas eleições de 2026. Como muito bem sabem os meus leitores, teremos eleições este ano. Serão, certamente, muito disputadas, tanto regional quanto nacionalmente. A polarização existente desde 2018 tende a continuar, e a continuar através das redes sociais, já que a política migrou para elas. Eu acredito que teremos em 2026 uma disputa muito intensa centralizada justamente nas redes, e a formação de opinião, antes centrada nos grandes veículos da imprensa diária, mudou de lugar. As esquerdas, que sempre dominaram as redações dos maiores veículos, perderam a sua hegemonia para essa democratização, às vezes muito perigosa, hoje existente. São centenas de influenciadores que marcam as sociedades no mundo todo. Mais do que isso, as pessoas imaginam que são muito bem informadas, que estudam os grandes problemas, têm opinião formada sobre tudo. Uma multidão de operadores das informações que chegam ao cidadão comum, o fluxo e a forma das informações dão às pessoas a impressão de controle do processo, embora os algoritmos controlem tudo. Esses sentimentos de ser bem informado e não ser manipulado pela grande mídia são alimentados pelos bastidores dessas centrais de informação, em boa parte falsas, em um nível que a maioria não entende. Tanto é assim que os brasileiros costumam negar as notícias dos grandes veículos. Os gigantes das novas mídias manipulam tanto quanto a mídia que os antecedeu, ou mais. Mas a forma como o fluxo chega ao cidadão comum os deixa confusos, ou enganados. É essa massa de cidadãos ligados ao WhatsApp e a toda a cadeia de construtores de notícias que existe por trás dele que vai decidir o futuro da nossa sociedade. É uma oportunidade e um risco. E vamos então à pergunta que creio que deva conduzir as nossas ações nesse campo: o que instituições de representação da sociedade, de uma forma geral, devem fazer para ter influência nesse contexto e como evitar uma produção em série de mentiras e manipulações? A primeira coisa é entender que a construção da política mudou de lugar. Ela se dá nas redes sociais. Portanto, é fundamental modernizar os canais de comunicação com o grande público. Participar das novas mídias de forma contundente. A segunda é entender que a geração de lideranças passa por outros meios. A Virginia Fonseca sabe disso. Nossas plataformas programáticas e a profundidade de nossas propostas devem passar por um filtro de atualização, e as propostas devem ser simples e objetivas. A lógica que tudo preside é a da economia da atenção: em poucos segundos, uma pessoa abandona uma mensagem que não lhe interessa. Querer dialogar com o conjunto dos empreendedores, por exemplo, ou com outro setor da opinião de brasileiros e capixabas exige esse esforço. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Caminhada da Amaes reúne mais de 3 mil participantes na Orla de Camburi
Evento mobiliza sociedade em torno da inclusão e dos direitos das pessoas com autismo A Associação de Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes) realizou, neste domingo 29/03, a Caminhada da Inclusão na Orla de Camburi, em Vitória. Com o tema “Inclusão não abro mão”, o evento reuniu mais de 3 mil pessoas, segundo a Guarda Municipal de Vitória, entre famílias, apoiadores e representantes da sociedade civil em um momento de conscientização sobre os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A mobilização teve concentração próximo ao Quiosque 1 e percorreu a orla com participantes vestindo camisetas azuis e levando mensagens de inclusão e respeito às diferenças. Durante o trajeto, o público reforçou a importância de ampliar o debate sobre acesso a serviços, visibilidade e garantia de direitos para pessoas com autismo. A presidente da Amaes, Pollyana Paraguassu, destacou o significado da participação coletiva. Segundo ela, a caminhada mostra o engajamento da sociedade com a causa e evidencia que a inclusão deve estar presente em todos os espaços. “Cada pessoa presente contribui para fortalecer a luta por mais respeito, oportunidades e qualidade de vida para pessoas com autismo e suas famílias”, disse. O evento também contou com a presença do governador do Estado, Renato Casagrande; do vice-governador, Ricardo Ferraço; do senador Fabiano Contarato; do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini; da presidente da OAB-ES, Erica Neves; da primeira-dama do Estado Virgínia Casagrande; da primeira-dama, da Capital, Paula Pazolini; do presidente da Comissão de Defesa dos direitos da Pessoa Autista da OAB-ES, Denys Moraes; da secretária de Estado das Mulheres, Jaqueline Moraes; do secretário de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade de Vila Velha, Joel Rangel; do secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho de Vitória, Luciano Forrechi; e de deputados e vereadores, que se uniram à iniciativa e acompanharam a caminhada ao lado das famílias atendidas pela associação. A participação de lideranças e apoiadores amplia a visibilidade da causa e contribui para o avanço das discussões sobre inclusão. Com seis unidades no Espírito Santo, a Amaes acompanha cerca de 1.500 pessoas com autismo e suas famílias. A instituição oferece atendimentos especializados, apoio educacional e ações voltadas à inclusão social, além de atuar de forma permanente na conscientização da sociedade e na defesa de políticas públicas voltadas ao tema.
Evento reúne 500 agentes de turismo e reforça o ES como destino nacional
O Espírito Santo deve ganhar protagonismo no cenário turístico nacional com a realização do ESTour – Salão Capixaba do Turismo, que acontece entre os dias 25 e 28 de abril, no Aeroporto de Vitória. O evento já tem confirmada a participação de 542 agentes de viagens de todos os estados do Brasil, consolidando a iniciativa como uma das mais estratégicas já realizadas para promover o Estado no país. Apresentado oficialmente nesta quinta-feira (26), no Salão Nobre da Casa do Turismo (Setur), o ESTour é considerado um evento inédito no Brasil e marca uma mudança de posicionamento do turismo capixaba, que busca deixar de disputar atenção para ocupar espaço de protagonismo no mercado nacional. Idealizado pela Cooperativa de Eventos e Turismo do Espírito Santo (Cooptures) e alinhado ao Plano de Marketing do Governo do Estado (2026–2030), o evento terá foco na geração de negócios e na promoção de experiências imersivas. A proposta é que os agentes saiam do Espírito Santo com conhecimento prático e argumentos concretos para comercializar o destino em seus mercados. Dentro do espaço do evento, serão montadas réplicas de pontos turísticos icônicos, como o Convento da Penha e o Buda Gigante, além de experiências interativas ligadas ao agroturismo e à cultura capixaba. Entre as vivências previstas estão colheita de morangos, preparo da moqueca capixaba, apresentação do tombo da polenta e atividades inspiradas no litoral, como a Praia de Camburi. Organizado em eixos como Sol e Mar, Agroturismo e Turismo Rural, Cultura e Patrimônio, Montanhas e Natureza, o ESTour reunirá 20 operadoras de turismo e 45 guias, que irão percorrer 12 roteiros estruturados, contemplando as 10 regiões turísticas capixabas. A programação inclui ainda rodadas de negócios, capacitações em parceria com o Sebrae-ES e famtours para destinos como Caparaó, Guarapari e Itaúnas. “O evento aposta em um modelo que não termina quando as luzes se apagam no salão. Ele se desdobra em vendas, roteiros comercializados e no aumento do fluxo turístico ao longo dos meses seguintes”, destaca Alfonso Silva, presidente da Cooptures. Com formato voltado exclusivamente para profissionais do setor, o evento não será aberto ao público geral, com acesso restrito a participantes credenciados. “O ESTour é um espaço estratégico para integrar, promover e fortalecer o turismo do Espírito Santo, valorizando a diversidade de seus destinos e consolidando o estado como referência nacional”, afirma o secretário de Estado do Turismo, Victor Coelho. A iniciativa também contará com a participação de operadoras nacionais, além de famtours e press trips com jornalistas e influenciadores. “O turismo capixaba está vivendo um momento inédito em sua história, e o ESTour se apresenta como uma estratégia para acelerar essa convergência entre o destino e o trade”, afirma Pedro Rigo, superintendente do Sebrae/ES. Realizado pela Cooptures, em correalização com o Sebrae/ES e a Secretaria de Estado do Turismo, o evento conta ainda com apoio do Contures e da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio-ES. Serviço ESTour – Salão Capixaba do Turismo Data: 25 a 28 de abril Local: Aeroporto de Vitória Mais informações: https://estour.com.br/ Instagram: @estourcapixaba