Como todos sabem, afinal foi fartamente noticiado, o filme brasileiro O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça e tendo Wagner Moura como protagonista, recebeu quatro indicações ao Oscar: melhor seleção de elenco, melhor filme internacional, melhor ator para Wagner Moura e melhor filme. Essas indicações, em si mesmo, já atestam a importância atual deste filme em especial, e do cinema brasileiro como um todo. Isso porque ele vem de uma trajetória de prêmios como o festival de Cannes, na França, o Globo de Ouro, nos Estados Unidos. São todas premiações importantes. Esse crescimento qualitativo do nosso cinema não é obra do acaso, é o resultado, em primeiro lugar, do talento do nosso povo para as artes, basta lembrar que nossa música também é genial e tem destaque internacional. Outras linguagens, como a literatura, também têm mostrado a força da criatividade brasileira, nosso soft power. Também é resultado de uma trajetória de grandes talentos, onde destaca-se Glauber Rocha e sua genialidade, e o chamado Cinema Novo, que deu grande projeção a toda uma geração de diretores como Nelson Pereira dos Santos e Cacá Diegues, todos geniais. Temos essas escolas criativas e, mais recentemente, políticas públicas como a Lei Rouanet, que muito alimentam o surgimento de tantos talentos. Na minha infância, íamos ao cinema ver Oscarito e Grande Otelo, Ankito; depois tivemos Mazzaropi, que minha mãe adorava — ria como criança quando via seus filmes — e tantos outros artistas populares que levavam drama e alegria por todo o país. O grande sucesso, nacional e internacional, das novelas da Rede Globo também criou uma escola de dramaturgia importante. Quero com tudo isso dizer que, por trás do sucesso tão merecido de Kleber Mendonça e do seu filme, de todo o competente elenco e da equipe técnica que participou de O Agente Secreto, há uma história coletiva, só interrompida nos trágicos anos do governo Bolsonaro, que tentou desqualificar tudo isso em nome de uma estética brega e de uma afirmação mais bruta no sentido da vida cultural brasileira, alicerçada na força e no machismo tóxico. Mas vamos falar do que me tocou de forma especial nesse delicado filme com tanta cara do Nordeste brasileiro, para mim que me interesso em estudar a sociologia do nosso cotidiano, expressa no campo das artes, seja ela literatura ou cinema. Não me aventuro em fazer uma análise como crítico de cinema, que não sou; meu olhar é outro. É dele que posso dizer que temos no filme um retrato muito fiel do que se passava no Brasil de 1977, que vivi também. O clima de desconfiança, em que parecia sempre haver alguém nos espionando, era sempre presente. Um governo autoritário faz perversidades explícitas como as mostradas no filme que ganhou o Oscar anos passados, o excelente Ainda Estou Aqui, mas também cria outras circunstâncias igualmente ruins. Quando a ditadura brasileira prendeu e expulsou do nosso território artistas como Chico Buarque, Caetano, Gil, Geraldo Vandré, Glauber Rocha e centenas de ativistas, intelectuais e políticos, ela queria provocar o fim das atividades de contestação da ordem vigente, mas queria também provocar o medo na juventude e nos que não concordavam com o que estava se passando. O meu sentimento naqueles anos era o de que a inteligência no Brasil estava se esvaindo; os que a tinham não podiam exercê-la. Vivíamos essa asfixia diária. No ambiente universitário que eu frequentava, não havia mais atividades políticas explícitas; estudante era feito para estudar, gostavam os homens da ordem de repetir. A censura inibia as manifestações artísticas na literatura, na imprensa, no cinema, no teatro ou onde quer que elas estivessem. Para todo esse aparelho repressivo funcionar, foi necessário criar um sistema de informantes, os tais agentes secretos aos quais o título do filme faz referência. Sempre havia a sensação de que, na sala de aula, tinha alguém do pavoroso SNI; na mesa próxima no bar também alguém nos escutava todo o tempo. Qualquer conteúdo mais crítico só podia ser dito nas nossas casas ou em ambientes controlados. O Agente Secreto mostra esse clima, as histórias que a imprensa inventava para ocupar os espaços censurados, como parece ser a tal “perna cabeluda”, criada em Recife nesse contexto. O ar que nos asfixiava o tempo todo está lá na obra de Kleber Mendonça, retratado com rigor e competência em um filme que merece tanta premiação. E pensar que existem brasileiros interessados no retorno de tempos tão tristes; por isso é preciso que os que não viveram aquelas barbáries as conheçam. Recomendo com convicção que todos os que ainda não viram o filme não o percam. Ele é simplesmente genial. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Pazolini anuncia investimento de mais de R$ 50 milhões para construir a Cidade do Samba
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, anunciou neste sábado (8), durante a abertura dos desfiles das escolas de samba no Sambão do Povo, a publicação do edital de licitação para a construção da Cidade do Samba, projeto considerado um dos principais investimentos estruturantes para o carnaval capixaba. O anúncio foi feito no início da programação oficial dos desfiles, diante de representantes das escolas de samba, autoridades e do público presente. Segundo o prefeito, o projeto prevê investimento R$ 51 milhões em recursos próprios do município, sendo apresentado como o maior investimento da história da cultura e do samba capixaba. Durante o pronunciamento, o prefeito discursou no palco montado na passarela do samba, cercado por lideranças políticas, entre elas o senador Marcos Do Val,, em um momento simbólico para o início dos desfiles no Sambão do Povo. O anúncio foi acompanhado pelo público nas arquibancadas e por integrantes do carnaval capixaba. Durante o discurso, Pazolini relembrou o início de sua gestão, em 2021, quando, ainda no período da pandemia, visitou barracões e conheceu de perto as condições de trabalho dos profissionais envolvidos na produção do carnaval. Ele afirmou que a realidade enfrentada por soldadores, artesãos e trabalhadores das agremiações foi determinante para a criação do projeto. “Quando a escola passa pela avenida, muita gente não conhece o trabalho feito nos barracões, nas madrugadas, sob sol e chuva. Aquilo me sensibilizou e a pergunta foi o que poderíamos fazer pelo povo do samba”, disse. De acordo com o prefeito, a resposta apresentada pelas escolas foi a criação de um espaço permanente para a produção dos materiais e carros. A partir disso, a proposta da Cidade do Samba passou a ser estruturada pela administração municipal. O edital de licitação para contratação da empresa ou consórcio responsável pela obra foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial, marcando oficialmente o início do processo para construção do complexo cultural. O projeto prevê a criação de barracões para as escolas de samba, áreas de apoio, espaços culturais, estrutura para apresentações artísticas ao longo do ano e áreas de convivência, com o objetivo de garantir melhores condições de trabalho para as agremiações e ampliar o uso cultural do espaço. Segundo Pazolini, a iniciativa busca dar mais dignidade aos trabalhadores do carnaval e fortalecer a cultura popular no Espírito Santo. “Vai acabar o sofrimento do trabalhador exposto ao sol e à chuva. Todos passarão a ter dignidade”, afirmou. O prefeito também destacou o papel das ligas das escolas de samba e de instituições públicas no avanço do projeto, classificando o momento como um marco para o carnaval capixaba. A construção da Cidade do Samba deverá integrar a estrutura cultural permanente do município, com uso previsto durante todo o ano para atividades artísticas e culturais ligadas ao samba e às escolas de Vitória.
Carnaval de Vitória movimenta economia e atrai público ao Sambão do Povo
Mais do que um espetáculo cultural, o Carnaval de Vitória também representa uma importante oportunidade de geração de renda. Durante os desfiles no Sambão do Povo, ambulantes aproveitam o grande fluxo de visitantes para comercializar alimentos, bebidas e diversos produtos, garantindo um reforço no orçamento familiar. Para a ambulante Ester Silva, que trabalha na festa há anos, o período é intenso, mas recompensador. Segundo ela, a grande presença de público e o clima de alegria contribuem diretamente para o aumento das vendas e tornam o Carnaval uma oportunidade significativa de trabalho. Antes mesmo da abertura oficial dos desfiles, arquibancadas, camarotes e a área de concentração já estavam ocupados. Pelo Grupo Especial, passaram pela avenida as escolas Pega no Samba, Novo Império, Jucutuquara, Mocidade Unida da Glória e Imperatriz do Forte, levando enredos e apresentações que animaram o público. Entre os espectadores, a aposentada Vânia Rodrigues, de 57 anos, acompanhou o Carnaval de Vitória pela primeira vez e destacou a organização e a proximidade com a avenida como pontos positivos da experiência. A expectativa é que cerca de 35 mil pessoas passem pelo Sambão do Povo ao longo dos dias de desfile. A programação do Grupo Especial continua neste sábado (7), com novas apresentações e a promessa de manter o clima de festa e celebração do samba capixaba.
João Bastista Dallapiccola Sampaio – “Teto salarial do servidor público: afinal, o que é isso?”
O teto salarial do funcionalismo público, estabelecido pelo artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal de 1988, representa um dos princípios fundamentais da administração pública brasileira, limitando a remuneração dos agentes públicos ao subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Contudo, entre o dispositivo constitucional e a realidade dos contracheques, existe um abismo preenchido por uma miríade de vantagens pecuniárias informalmente conhecidas como “penduricalhos”. Este artigo analisa a natureza jurídica do teto remuneratório, o fenômeno das verbas adicionais que o contornam e a recente decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que suspendeu os “penduricalhos” no âmbito da União, discutindo a necessidade de transparência total sobre a remuneração dos servidores para que a sociedade conheça, de fato, quanto custam seus agentes públicos. O teto salarial constitucional, fixado pelo artigo 37, XI, da CF/88, tem como finalidade explícita o controle da despesa com pessoal e a preservação do equilíbrio das contas públicas, refletindo o princípio da moralidade e da eficiência. Dessa maneira, o teto não é apenas um limite contábil, mas uma cláusula de contenção que visa impedir a formação de uma casta privilegiada no serviço público, garantindo proporcionalidade e razoabilidade nas remunerações pagas. A redação original do dispositivo diz, explicitamente, que proventos ou outras espécies remuneratórias não poderão ultrapassar o subsídio mensal. Entretanto, na prática administrativa, surgiu o fenômeno dos “penduricalhos”, expressão popular que designa vantagens pecuniárias acessórias, como adicionais por tempo de serviço, gratificações de desempenho, verbas de representação, auxílios diversos e outras bonificações que, somadas ao vencimento básico, frequentemente ultrapassam o limite constitucional. Juridicamente, tais benefícios muitas vezes encontram amparo em leis específicas ou em decisões judiciais, que vão de encontro e violam os textos constitucionais, criando uma zona cinzenta onde o “teto” deixa de ser um limite efetivo para tornar-se uma base sobre a qual se acumulam complementos. Assim, o espírito do artigo 37, XI, é o de limitar a remuneração total do servidor, não apenas uma parcela dela, sob pena de se esvaziar totalmente a eficácia do dispositivo constitucional. Neste contexto, ganha especial relevância a recente decisão do Ministro Flávio Dino, que suspendeu a concessão de vantagens pecuniárias a servidores da União que impliquem em ultrapassagem do teto constitucional, mas mantendo todos aqueles que possuem previsão legal. O ministro fundamentou seu entendimento no princípio da moralidade administrativa e na necessidade de estrita obediência ao limite remuneratório, afirmando que “o teto constitucional não é flexível”. A decisão, ainda pendente de análise pelo plenário da Corte, reacendeu o debate sobre a legalidade dos “penduricalhos” e a efetividade do controle de gastos com pessoal, além de quais benefícios merecem amparo da lei. Para além da discussão jurídica sobre a validade dessas vantagens, surge uma questão fundamental de transparência e prestação de contas à sociedade. Muitas vezes, o valor divulgado como “teto” de um cargo é significativamente inferior à remuneração total percebida pelo seu ocupante, devido à soma das diversas verbas adicionais. Essa falta de clareza contraria o princípio da publicidade (artigo 37, caput, da CF/88) e dificulta o controle social sobre os gastos públicos. A população tem o direito de saber, de forma precisa e acessível, quanto cada servidor público custa aos cofres estatais, incluindo todas as parcelas que compõem sua remuneração total, e não apenas a base salarial nominal. Ou seja, a sociedade no geral precisa saber quanto ganha cada um dos servidores públicos. De outra banda, o servidor público precisa de salário proporcionalmente compatível ao mercado de trabalho e à função exercida. Ora, os cargos públicos que, na teoria, são destinados ao movimento da máquina pública estatal, utilizam de impostos para a sua manutenção e, portanto, não movimentam e não geram riquezas para o país. Na medida em que há maiores incentivos para o ingresso no serviço público, por meio de “penduricalhos” e outros auxílios que vão contra a Constituição Federal, do que para o exercício empresarial nacional, percebe-se o evidente desequilíbrio. No caso de participantes ativos do mundo jurídico, como o meu, como que se pode pretender atrair advogados bem-sucedidos para o serviço público para carreiras típicas da categoria, se não há remuneração que justifique a troca? Portanto, o teto salarial constitucional foi concebido como um instrumento de racionalidade e moderação na remuneração do serviço público, mas sua efetividade tem sido constantemente desafiada pela proliferação dos chamados “penduricalhos”. A decisão do Ministro Flávio Dino representa um importante passo no sentido de resgatar a força normativa do artigo 37, XI, da Constituição, reafirmando que o limite remuneratório deve ser observado em sua integralidade. No entanto, mais do que uma questão contábil ou legal, trata-se de uma exigência de transparência democrática: a sociedade brasileira merece e precisa conhecer, com clareza irrefutável, o custo total de seus servidores, sem ilusões ou sombras contábeis. Pois, no Estado Democrático de Direito, a legitimidade do serviço público mede-se não apenas pela sua eficiência, mas também pela honestidade com que se apresentam seus números, e o teto, para ser respeitado, precisa primeiro ser visto em toda a sua extensão, sem adornos que o escondam. Por fim, que tenham remuneração digna, no compasso correto entre quem paga e quem recebe, mas que o teto realmente seja o teto, e ponto final. João Batista Dallapiccola Sampaio é advogado militante há 39 anos
Morre influenciador mineiro que era casado com capixaba e fazia propaganda do ES nas redes
O influenciador digital Henrique Maderite, de 50 anos, foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira (6) em um haras no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na região central de Minas Gerais. A causa da morte ainda será investigada, mas há suspeita inicial de infarto. Henrique Maderite somava mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais e ficou conhecido por vídeos bem-humorados publicados principalmente às sextas-feiras, quando repetia o bordão: “sexta-feira, papai, pode olhar aí, meio-dia, quem fez, fez”. Nas redes sociais, o influenciador compartilhava conteúdos sobre viagens, cotidiano, publicidade e sua relação com cavalos, tema frequente em suas postagens. Na quinta-feira (5), ele havia publicado um vídeo andando a cavalo. Maderite mantinha ligação com o Espírito Santo. Ele era casado com a capixaba Nanda Maciel e, há pouco mais de duas semanas, fez uma declaração pública para a esposa nas redes sociais ao comemorar o aniversário dela, destacando sua admiração pela companheira e pela família. No dia 26 de dezembro, fez um vídeo no Morro do Moreno e agradeceu aos seus seguidores pelo carinho: “Sexta-feira, papai! Pode olhar aí! Meia-dia! Ah, meu filho! Quem fez, fez! Quem não fez da agora pra frente, esse ano, não faz mais! Passando aqui, meu povo, só pra agradecer. Agradecer pelo carinho, pela paciência, por acompanhar, por rir junto e por respeitar minha família, minha história e minha casa. Ei, trem chique! A gente passou uma vergonha? Passamos, mas também rimos pra caralho. A gente errou? Erramos, mas também acertamos. E no final, a gente tá aqui, vivo e com saúde. E isso é a verdadeira vitória. E bora pra 2026, porque a gente pode até não estar pronto, mas vamos encará-lo como se tivesse, tá?” No dia 27, na Praia de Camburi, em Vitória, ele filmou um avião pousando no aeroporto da capital e brincou com a semelhança da cena com a famosa aproximação de aeronaves na ilha caribenha de St. Barth. O influenciador também participou de campanhas publicitárias no Espírito Santo, incluindo ações para uma construtora conhecida no estado.
Blocos de carnaval começam a desfilar por Vila Velha neste sábado (6)
A programação de carnaval em Vila Velha começa neste fim de semana, com desfiles de blocos em diferentes regiões da cidade. As primeiras apresentações acontecem no sábado (7), das 13h às 18h, no Centro e na Prainha. No domingo (8), a folia segue na Praça do Ibes e no bairro Santa Mônica. Ao longo da programação, haverá interdições temporárias de ruas conforme a passagem dos blocos, com liberação do trânsito logo após os desfiles. Agentes da Guarda Municipal estarão nos locais para orientar motoristas e garantir a segurança do público. Segundo o secretário de Cultura, Roberto Patrício Junior, a Prefeitura está mobilizada para assegurar que as manifestações culturais ocorram de forma organizada e segura, contando também com a colaboração de moradores e turistas. A programação completa segue até o dia 17 de fevereiro, com blocos tradicionais e atividades em bairros como Barra do Jucu, Itapuã, Coqueiral de Itaparica, Terra Vermelha, Praia da Costa, Ilha das Flores e Ponta da Fruta. Programação do Carnaval de blocos em Vila Velha 07/02 (sábado) 1º Carnaval Vila Velha é um Sentimento — Centro/Prainha — 13h às 18h 08/02 (domingo) Balança Penha na Praça — Ibes — 16h às 18h Bloco do Limão — Santa Mônica — 13h às 19h 13/02 Bloco Surpresa — Barra do Jucu — 13h às 19h Carnaval Florescer — Praia da Costa — 15h às 17h 14/02 Bloco Surpresa — Barra do Jucu — 13h às 19h Bloco do Boi — Ilha das Flores — 13h às 19h Bloco Xixi de Bode — Itapuã — 15h às 19h Bloco Balança Penha — Centro/Prainha — 10h às 16h Folia das Criançadas — Morada do Sol — 16h às 19h 15/02 Bloco Surpresa — Barra do Jucu — 13h às 19h Bloco Unidos da Toca — Itapuã — 15h às 19h Bloco da Comunidade — Barra do Jucu — 15h às 19h Folia Saco Roxo — Coqueiral de Itaparica — 14h às 19h Bloco Unidos da Vovó — Ponta da Fruta — 12h às 18h 16/02 Bloco Surpresa — Barra do Jucu — 13h às 19h GRES Independente de Terra Vermelha — Terra Vermelha — 15h às 19h Bloco Infantil Canelinhas — Itapuã — 9h às 12h Bloco Divino Folia — Divino Espírito Santo — 13h às 19h Bloco da Vaquinha, Mulinha e os Mascarados — Barra do Jucu — 15h às 17h 17/02 Bloco Surpresa — Barra do Jucu — 13h às 19h Bloco Unidos da Toca — Itapuã — 15h às 19h Bloco Papel Velho — Coqueiral de Itaparica — 14h às 19h Bloco da Comunidade — Barra do Jucu — 15h às 19h Bloco Unidos da Terra — Terra Vermelha — 16h às 19h
Empresários trocam escritórios pela areia de Camburi em evento de networking
O networking, tradicionalmente associado a salas de reuniões e ambientes corporativos, ganhará um cenário diferente neste sábado (7), na Praia de Camburi, em Vitória. O BNI Espírito Santo promove um luau que reúne integração empresarial, lazer e conviviência familiar. A iniciativa busca estimular o cross-networking, estratégia voltada para a criação de parcerias entre empresas, marcas e profissionais, com o objetivo de ampliar oportunidades de negócios, fortalecer conexões e aumentar a visibilidade dos participantes. Segundo a diretora-executiva do BNI ES, Vilma Costa, o encontro foi pensado para fortalecer os vínculos entre os membros da rede em um ambiente mais descontraído. “Entendemos que quanto mais os membros se conhecem, maiores são as probabilidades de negócios. Criamos este encontro para gerar interação entre diferentes equipes e, também, envolver as famílias”, afirma. O evento terá formato colaborativo, com os participantes compartilhando comidas e bebidas, enquanto a programação musical ficará por conta de talentos da própria rede empresarial. “Acreditamos que o relacionamento de confiança, base do nosso modelo de negócio, também se fortalece em momentos de lazer. O Luau é uma oportunidade de celebrar resultados e conectar as famílias de quem faz a economia capixaba girar”, completa Vilma Costa. Serviço Evento: Luau BNI ES Data: 07 de fevereiro (sábado) Horário: 18h Local: Praia de Camburi — em frente ao Banco Itaú
Cariacica avança no planejamento e inicia construção do Mapa Estratégico
A Prefeitura de Cariacica deu mais um passo no processo de construção do planejamento estratégico do município, com a realização de um encontro voltado à elaboração do Mapa Estratégico, documento que deverá orientar o desenvolvimento da cidade pelos próximos 15 anos. A reunião, realizada na última quarta-feira (4), reuniu equipes da administração municipal para definir prioridades, metas e diretrizes de curto, médio e longo prazo para o futuro do município. O trabalho conta com o apoio da Fundação Dom Cabral, instituição reconhecida nacionalmente na área de gestão pública e planejamento estratégico. De acordo com o professor associado da fundação, Adso Felizardo Castelo Branco de Oliveira, o processo já avançou após a conclusão da etapa de diagnóstico. Segundo ele, foram analisados os avanços e desafios da gestão municipal, além de tendências de longo prazo, oportunidades, ameaças e as capacidades internas da prefeitura. A coordenação do planejamento está sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Governo, e uma nova etapa do processo está prevista para ocorrer ainda neste mês de fevereiro. Para a vice-prefeita e secretária municipal de Governo, Shymenne de Castro, a iniciativa reforça o compromisso da administração com a construção de políticas públicas voltadas ao futuro da cidade. “Estamos cuidando do presente e construindo o futuro de Cariacica, com responsabilidade e união. Cada etapa deste planejamento reforça nosso compromisso com uma gestão moderna e, acima de tudo, focada no cuidado com as pessoas. Ao definirmos nossa missão e valores, estamos decidindo que cidade queremos ser nos próximos 15 anos, sempre com diálogo e transparência”, afirmou.
Vitória Night Run abre inscrições para corrida noturna na capital capixaba
Os corredores já podem se preparar para mais uma experiência esportiva na capital. A Vitória Night Run está com inscrições abertas para a edição que acontece no dia 28 de março, com largada às 20h, na Praça do Papa, em Vitória. A programação inclui percursos de 5 quilômetros e 10 quilômetros, iluminando a orla e a região central da cidade durante a noite. A corrida é apresentada pela Amstel e organizada pela Pace Eventos. As inscrições podem ser feitas pelos sites paceeventos.com.br e ticketsports.com.br, com opções de desconto para participantes que realizarem doação de alimentos, além de condições especiais para pessoas com deficiência e corredores acima de 60 anos. O kit atleta inclui camiseta oficial, número de identificação, sacola personalizada e chip descartável de cronometragem. A retirada será nos dias 27 de março, das 9h às 18h, e 28 de março, das 9h às 13h, em local que ainda será divulgado pela organização. Segundo Bernardo Ramos, da Pace Eventos, a proposta é transformar a corrida em uma experiência que vá além do esporte. “A Vitória Night Run não é apenas uma corrida, é uma celebração da cidade e da energia dos atletas. Queremos que cada participante sinta que está vivendo um espetáculo, com luzes, movimento e superação”, afirmou. No percurso de 10 quilômetros, os corredores seguirão até a Praça Pio XII, no Centro de Vitória, retornando à Praça do Papa. Já na prova de 5 quilômetros, o trajeto vai até a região do Sam’s Club, em Bento Ferreira, também com retorno ao ponto de largada. Todos os participantes que concluírem a prova receberão medalha de participação. Haverá ainda troféus para os cinco primeiros colocados nas categorias geral masculina e feminina nas provas de 5km e 10km. Na prova de 10km, também serão premiados os três primeiros colocados por faixa etária, além da categoria PCD andantes, que terá premiação para os cinco primeiros colocados. Serviço Vitória Night Run Data: 28 de março Horário da largada: 20h Local: Praça do Papa — Vitória Percursos: 5km e 10km Inscrições: www.paceeventos.com.br | www.ticketsports.com.br
Ferrovias da Vale registram melhor eficiência energética da última década
As operações ferroviárias da Vale alcançaram, em 2025, o melhor desempenho em eficiência energética dos últimos dez anos. O resultado foi registrado na Estrada de Ferro Carajás (EFC) e na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que juntas representam cerca de 14% das emissões da mineradora. A melhoria é resultado de avanços operacionais, otimização de processos e investimentos em tecnologia, que permitiram reduzir o consumo anual previsto em 11 milhões de litros de diesel, o equivalente a cerca de 28 mil toneladas de CO₂. O volume economizado seria suficiente para abastecer aproximadamente 245 mil carros populares ao longo de um ano. O indicador de eficiência energética considera o consumo de combustível em relação à distância percorrida e à carga transportada. No contexto logístico, o transporte ferroviário já é reconhecido por ser mais eficiente em carbono que o rodoviário, podendo reduzir emissões em até 85% em comparação aos caminhões. Segundo o vice-presidente executivo de Operações da Vale, Carlos Medeiros, a empresa tem buscado combinar inovação tecnológica, melhoria contínua e reengenharia operacional para avançar na agenda de sustentabilidade. Entre as principais medidas adotadas estão a priorização da circulação de trens carregados, o mapeamento de trechos críticos e o uso do relevo para condução em marcha lenta em descidas, estratégia que reduz o consumo de combustível. A empresa também desenvolve iniciativas para reduzir o uso de combustíveis fósseis, como testes com biodiesel B30 e B50 e um acordo com a Wabtec Corporation para desenvolvimento de motor flex em locomotivas. Estudos de eletrificação ferroviária e combustíveis alternativos também estão em andamento. A Vale mantém metas de reduzir em 33% as emissões até 2030 e alcançar emissões líquidas zero até 2050, além do compromisso de redução de 15% nas emissões da cadeia de valor.