As obras de retirada do canteiro central da Rodovia do Sol, em Itaparica, começaram na tarde desta segunda-feira (16), após a implantação do novo sistema binário com a Avenida Saturnino Rangel Mauro. Pela manhã, às 10h15, a Avenida Saturnino Rangel Mauro passou a operar no sentido Guarapari, com quatro faixas — sendo três de rolamento e uma destinada ao estacionamento. O acesso a moradores e estabelecimentos foi mantido, com apoio da Guarda Municipal na organização do trânsito. Com a mudança, a Rodovia do Sol passou a funcionar no sentido Terceira Ponte, com duas faixas de rolamento. O acesso no sentido Guarapari está restrito a moradores e comerciantes, caracterizando trânsito local durante o período de obras. A intervenção teve início nas proximidades do antigo Hospital Santa Mônica e segue em direção ao Boulevard Shopping. Durante os trabalhos, haverá bloqueios parciais ao longo do canteiro, conforme o avanço das equipes. Ao final, a Rodovia do Sol terá quatro faixas no sentido Terceira Ponte, ampliando a capacidade e melhorando a fluidez do tráfego. A previsão é de que as obras sejam concluídas em cerca de 60 dias.
Lei entra em vigor e busca proteger crianças e adolescentes no ambiente de jogos online
No Brasil, 59% das crianças entre 9 e 10 anos estão conectadas à internet, 42% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos participam de jogos na internet conectados a outros jogadores todos os dias ou quase todos os dias. Dos 15 aos 17 anos, esse percentual chega a 55%. Os dados do estudo “TIC Kids Online, de 2022” apontam a gravidade da exposição de crianças e adolescentes no ambiente dos jogos online. Por esse motivo, diversos países vêm propondo leis e métodos para fiscalizar e proteger as crianças neste universo. Em agosto de 2025, o Senado brasileiro aprovou uma nova lei federal autônoma (LEI Nº 15.211), que complementa o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tratando especificamente das relações e riscos presentes no ambiente online. O chamado “ECA Digital” entra em vigor a partir desta terça-feira, 17 de março de 2026. ECA Digital A nova lei regulariza o processo de verificação de idade, deixando-o mais robusto e completo. A partir do dia 17/03, a autodeclaração de maioridade não será mais aceita. As plataformas digitais serão obrigadas a utilizar mecanismos de validação mais precisos, como biometria, validação documental e estimativa de idade por inteligência artificial, para a criação de novos perfis. Crianças e adolescentes de até 16 anos só poderão acessar redes sociais se vinculadas a um responsável. Além disso, empresas que oferecem serviços on-line para crianças e adolescentes devem ter regras claras e medidas eficazes para evitar a exploração e o abuso sexual, o incentivo à violência física e ao assédio, o cyberbullying, a indução a práticas que levem danos às crianças, a promoção a jogos de azar e produtos tóxicos, a publicidade predatória e a pornografia. A lei abrange também a necessidade de canais de apoio às vítimas e de promover programas educativos para orientar crianças, pais, educadores e equipes de trabalho sobre os riscos do ambiente digital. A remoção do conteúdo pode ser solicitada pelas vítimas, por seus responsáveis, pelo Ministério Público ou por entidades de proteção. No âmbito comercial, será proibida a utilização de dados ou perfis de crianças para fins publicitários. Também são proibidas as “lootboxes”, caixas-surpresa que exigem pagamento sem que o usuário saiba previamente o que vai receber. Parecer do MPES A exigência de mecanismos confiáveis de verificação etária facilita fiscalização institucional e favorece maior rastreabilidade das providências adotadas pelos provedores, elemento essencial para a atuação articulada dos órgãos de proteção. Para o Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAIJ), a nova legislação amplia as possibilidades de atuação preventiva e pedagógica, sem afastar a necessidade de acompanhamento contínuo de sua implementação prática. “Mais do que um novo marco regulatório, o ECA Digital consolida a compreensão de que o ambiente online integra os espaços de desenvolvimento infantojuvenil e, por isso, deve observar os mesmos parâmetros de proteção, dignidade e prioridade absoluta já assegurados no plano físico”, afirma a Dirigente em exercício do CAIJ, Renata Colnago. Sob a perspectiva institucional, o ECA Digital reafirma que a proteção integral no ambiente virtual exige atuação compartilhada entre Estado, família e sociedade, incluindo empresas de tecnologia. Fonte: MPES Mais informações em: 🔗https://mpes.mp.br/noticias/2026/03/17/eca-digital-entra-em-vigor-e-busca-garantir-protecao-de-criancas-e-adolescentes-no-ambiente-de-jogos-online/
Fabrício Augusto de Oliveira – “O PIB em 2026: as pedras no caminho”
O crescimento de 2,3% do PIB brasileiro em 2025 veio em linha com as previsões do mercado, do governo e das instituições de pesquisa. Não atingiu os níveis de crescimento dos anos anteriores, que foram de 2,9% em 2022, 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Mas, considerando as turbulências no mercado mundial provocadas pela política econômica do governo Trump a partir de 2024, pode ser considerado um sucesso. Mais importante, diante disso, é avaliar o que se pode esperar em 2026 num cenário em que as políticas trumpistas continuam imprevisíveis, com as guerras no mundo se acentuando, enquanto, no Brasil, o país continua enfrentando graves problemas, caso da elevada taxa de juros e do crescente risco fiscal. Para início de conversa, é preciso considerar o processo de desaceleração por que vem passando a economia brasileira. No último trimestre do ano, o PIB cresceu minguados 0,1%, a mesma taxa registrada no trimestre anterior, contra 0,4% no segundo trimestre e 1,4% no primeiro, sempre em relação aos trimestres anteriores. Não existem maiores evidências do que essas sobre a força dessa desaceleração, mas é importante conhecer os setores que têm se enfraquecido nesse processo. Sob a ótica da oferta, o que tem garantido maior crescimento da economia nos últimos anos são, principalmente, o setor de serviços, que tem participação expressiva no PIB, e, mais episodicamente, a agropecuária, já que a indústria vem apresentando desempenho modesto, quando não negativo. Em 2025, enquanto a agropecuária cresceu, no ano, 11,7%, o crescimento do setor de serviços foi de 1,8% e o da indústria, 1,4%. Mas houve acentuada perda de força desses setores no último trimestre do ano frente ao trimestre anterior: a agropecuária cresceu apenas 0,5%, os serviços, 0,8%, e a indústria recuou 0,7%. Pela ótica das despesas, o consumo das famílias teve um crescimento de apenas 1,3% em relação a 2024, contra um crescimento de 4,8% neste último ano, e o consumo do governo, de 2,1%, enquanto em 2024 este foi de 1,9%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBKF) avançou 2,9%, puxada pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de softwares, além da alta na indústria da construção, mas ante uma expansão de 7,3% em 2024. Em decorrência desse pior desempenho, a taxa de investimento caiu de 17% em 2024 para 16,8% em 2025, um nível muito baixo que vem se arrastando há anos. O cenário do último trimestre do ano foi, no entanto, desolador: enquanto o consumo das famílias, carro-chefe do crescimento, manteve-se estável (crescimento de 0%), a Formação Bruta de Capital recuou 3,5%, mantendo-se positivo apenas o consumo do governo, com expansão de 1%. Não se pode dizer ser um cenário animador. Pelo contrário. Mesmo que o Banco Central dê início à redução da taxa de juros, essa deverá continuar, em termos reais, muito elevada, em torno de 10%, inibindo o consumo e o investimento. O consumo do governo, por outro lado, que tem ajudado a incrementar o consumo das famílias com as políticas de transferências de renda, vem encontrando dificuldades para se manter diante do crescimento da dívida bruta do governo geral (DBGG), que atingiu 78,7% em dezembro de 2025, e pela necessidade de cumprir as metas do arcabouço fiscal, se se pretende evitar o descrédito desse instrumento. Externamente, a insegurança é total com a guerra Estados Unidos/Israel contra o Irã. Os preços do petróleo dispararam e seus efeitos inflacionários no mundo são inevitáveis, o que pode conduzir à reversão da queda de juros no planeta ou a novos apertos monetários, enquanto a política tarifária de Trump, tornada um fetiche, dificulta qualquer previsão sobre essa questão. Por se tratar de um ano de eleições, o governo pode até relaxar a política fiscal para tentar garantir sua reeleição, mas a sociedade poderá pagar um preço muito alto pelos ajustes que terão de ser feitos em 2027. Como se costuma dizer nessa situação: “o mar não está para peixe”. *Fabricio Augusto de Oliveira é doutor em economia pela Unicamp, membro da Plataforma de Política Social e do Grupo de Estudos de Conjuntura do Departamento de Economia da UFES, articulista do Debates em Rede, e autor, entre outros, do livro “Karl Marx: a luta pela emancipação humana e a crítica da Economia Política”, publicado, em 2025, pela Editora Contracorrente. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
PMES recebe novos fuzis e viaturas semiblindadas com investimento de R$ 21,5 milhões
A Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) recebeu, nesta segunda-feira (16), novos fuzis e viaturas semiblindadas para reforçar o policiamento ostensivo em diferentes regiões do Estado. A entrega foi realizada pelo vice-governador Ricardo Ferraço, no Quartel do Comando-Geral (QCG), em Maruípe, Vitória. O investimento total supera R$ 21,5 milhões. Ao todo, foram adquiridos 1.039 fuzis calibre 7,62, modelo Arad 7, com parte dos recursos oriunda de emenda parlamentar. Desse total, 170 armamentos contam com luneta para uso de atirador designado, com alcance de até 1.000 metros, enquanto os demais são voltados ao patrulhamento, com alcance de até 500 metros. Durante a solenidade, também foram entregues 39 viaturas semiblindadas modelo Renault Duster, equipadas com motor turbo, câmbio automático e tecnologias que ampliam o desempenho nas operações policiais. Os veículos serão distribuídos para municípios da Grande Vitória e do interior. Segundo o Governo do Estado, a iniciativa faz parte de uma estratégia contínua de fortalecimento da segurança pública, com ampliação de efetivo, modernização de equipamentos e incorporação de tecnologia. As 39 viaturas entregues integram um total de 151 veículos adquiridos, cuja distribuição ocorrerá de forma gradual até meados deste ano.
João Gualberto – “A reinvenção aristocrática brasileira”
Estamos todos acompanhando, já há algum tempo, o desenrolar do intrincado caso do Banco Master, misto de fraude, corrupção e toda uma sorte de privilégios. Nas apurações, podemos ver de forma clara o envolvimento de vários personagens da cúpula da república. Os três poderes estão presentes nas denúncias apuradas, o legislativo, o executivo e o judiciário aparecem inclusive nas gravações retiradas do telefone do principal envolvido nas inúmeras falcatruas. As evidências são as de que foram montadas operações para lesar instituições, com a participação de agentes públicos que deveriam controlar a legalidade ehonestidade no funcionamento dos bancos. O que chama a atenção hoje, é a frequência como que casos tão escabrosos veem à tona, se repetem de forma sistemática. Somos um país extremamente burocratizado, os controles atazanam nossa vida, e quem opera com o setor público sabe das dificuldades para estabelecer contratos e receber valores. Eles, entretanto, não evitam as grandes fraudes. Para a minha geração, houve um tempo em que sonhamos que o Brasil iria avançar na construção de uma sociedade mais justa, e com mais controle desses e de outros eventos desastrosos. Nos anos 1980, com o fim da ditadura e a nova constituição a esperança foi nossa marca, e não foi sem motivo. As eleições começaram a renovação dos quadros da política, o fim da censura liberou a produção artística de um controle asfixiante. Filmes com Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto mostram isso com clareza a situação para os que não viveram aqueles pesadelos. O que a vida tem nos demonstrado, entretanto, é que os mecanismos constitucionais e dispositivos legais não são suficientes para vencer os padrões culturais que apoiam a corrupção e a apropriação do estado por parte do estamento burocrático. Fizemos muitos progressos nesses anos de construção democrática, para ficar alguns exemplos do que o exercício da liberdade nos fez, temos uma produção cinematográfica muito premiada internacionalmente, a cultura popular vem alcançando espaços onde não era reconhecida antes, com por exemplo a divulgação de festejos populares e a valorização da religiosidade afro-brasileira, o respeito pela diversidade aumentou muito. Entretanto, o coração da nossa desigualdade continua batendo com a mesma intensidade, e a cultura que dá ao doutor o privilégio de sentir-se superior aos brasileiros comuns não diminuiu com os avanços no campo da democracia, antes pelo contrário. Aliás, a maior autonomia orçamentária que os poderes adquiriram em relação ao executivo não tornou o legislativo e o judiciário mais ágeis ou bem equipados, apenas mais centrados no bem-estar de alguns poucos. O que temos visto é um crescimento dos ganhos salariais dos grandes burocratas encastelados nos três poderes. Adesigualdade se aprofundou no Brasil. O fosso salarial entre os trabalhadores comuns e as cúpulas do setor público é um dos maiores do mundo. O país tem gerado mais negócios, mais impostos, mais riqueza, e ela tem ficado concentrada nas cúpulas empresariais e do setor público, ou é desperdiçado pela corrupção. É uma espécie de reinvenção aristocrática brasileira, enquanto o grosso da população se embola em um sistema de transporte coletivo medíocre nas grandes cidades, se amontoa em filas intermináveis nos locais onde se presta serviços públicos, os magnatas do poder público desfilam em carros blindados, os prédios públicos que os abriga substituíram os velhos palácios dos tempos imperiais. O coração do problema não foi tocado, que é a cultura da desigualdade e o sentimento das elites que elas tudo podem. Nós temos que começar uma desconstrução desse elemento imaginário o mais rápido possível. Os poderosos das instituições públicas não podem multiplicar seus salários por expedientes baseados na cultura do jeitinho brasileiro, em uma legislação que permite interpretações ao gosto dos julgadores. Creio ser essa a verdadeira revolução brasileira, punir os corruptos e controlar os altos salários do poder público. Tirar os poderes de quem pode se aproveitar deles, nossa construção democrática tem que acabar com esses privilégios todos, senão seremos para sempre um país injusto em nome da justiça.
Comércio entre Espírito Santo e União Europeia movimenta US$ 3,2 bilhões
A aprovação, pelo Senado, do acordo entre a União Europeia e o Mercosul — que pode formar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo — recoloca em evidência as relações comerciais entre o Brasil e o bloco europeu. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas que hoje incidem sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos. Nesse contexto, o Espírito Santo pode ampliar sua participação nesse mercado. Em 2025, a corrente de comércio entre o estado e a União Europeia alcançou US$ 3,2 bilhões. Desse total, US$ 1,40 bilhão correspondeu às exportações capixabas, com destaque para café e minério, enquanto as importações somaram US$ 1,79 bilhão, impulsionadas principalmente pela compra de veículos. No cenário nacional, a União Europeia também ocupa posição relevante. Em 2025, o bloco foi o segundo maior parceiro comercial do Brasil, responsável por 14,3% das exportações brasileiras e 17,9% das importações, totalizando uma corrente de comércio de US$ 99,8 bilhões. As informações são do Connect Fecomércio-ES, com base em dados do Comex Stat, sistema oficial do governo federal para estatísticas de comércio exterior. O levantamento mostra que a União Europeia figura como o terceiro principal destino e origem das trocas internacionais do Espírito Santo. Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o resultado reflete o perfil produtivo capixaba e a importância do mercado europeu para setores estratégicos da economia estadual. “A relação comercial com a União Europeia mostra uma complementaridade clara. O Espírito Santo exporta principalmente commodities e insumos industriais, como café e minério, enquanto importa produtos de maior valor tecnológico, como veículos e aeronaves”, afirmou. Entre os produtos exportados pelo estado para a União Europeia, o café não torrado liderou a pauta em 2025, respondendo por cerca de 35% das vendas externas e movimentando aproximadamente US$ 490 milhões. Em seguida aparecem o minério de ferro e seus concentrados, com cerca de 30% das exportações, além de semimanufaturados de ferro e aço, que representaram 14%. “Esses dados evidenciam a força das cadeias agroindustrial e mineral do Espírito Santo no comércio internacional. Café e minério seguem como produtos estruturais da pauta exportadora capixaba”, destacou Spalenza. No caso das importações, predominam bens industriais de maior complexidade tecnológica. Veículos automóveis e suas peças representaram cerca de 42% das compras realizadas pelo estado junto ao bloco europeu, somando aproximadamente US$ 752 milhões. Também se destacaram aeronaves e suas partes, produtos de perfumaria e cosméticos e gorduras e óleos vegetais e animais. De acordo com Spalenza, esse perfil reforça a complementaridade entre as economias. “Enquanto o Espírito Santo fornece insumos e produtos agrícolas, a União Europeia se destaca como fornecedora de bens industriais e tecnológicos, o que também contribui para modernizar cadeias produtivas locais”. Para o especialista, o acordo entre União Europeia e Mercosul pode ampliar ainda mais essa dinâmica comercial. “A redução de tarifas tende a ampliar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu e, ao mesmo tempo, baratear a importação de equipamentos e insumos tecnológicos. Isso aumenta a competitividade das empresas e cria oportunidades para diferentes setores da economia capixaba, como agropecuária, mineração e indústria”, explicou. Segundo ele, a maior integração comercial também pode fortalecer o papel logístico e industrial do Espírito Santo no comércio exterior brasileiro, ampliando a participação do estado em cadeias globais de valor. Análise por município A distribuição das exportações dentro do estado também revela concentração em alguns municípios. Serra, Nova Venécia e Vitória responderam juntas por cerca de US$ 744 milhões em vendas para a União Europeia. Serra liderou com US$ 267 milhões, impulsionada pela cadeia siderúrgica. Nova Venécia aparece na sequência, com US$ 247 milhões em exportações concentradas em café, seguida por Vitória, com US$ 230 milhões. Nas importações, Cariacica, Vitória e Serra concentraram aproximadamente US$ 1,52 bilhão das compras capixabas provenientes da União Europeia. Cariacica liderou com US$ 868 milhões, com predominância de veículos automotores, consolidando o município como uma das principais portas de entrada desse tipo de produto no estado. A pesquisa completa está disponível em: https://portaldocomercio-es.com.br. Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 431.803 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 1,4 milhão de pessoas. Com mais de 30 unidades, ações itinerantes e presença em todos os municípios capixabas — de forma física ou on-line —, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Arnaldinho anuncia vice-prefeita de São Mateus como pré-candidata a deputada federal
Em mais uma articulação política pelo comando do PSDB no Espírito Santo, o presidente estadual do partido e pré-candidato ao Governo do Estado, prefeito de Vila Velha Arnaldinho Borgo, anunciou nesta sexta-feira (13) a filiação da vice-prefeita de São Mateus, professora Raquel, à legenda. Ela passa a integrar o partido como pré-candidata a deputada federal, reforçando a composição da chapa tucana para as eleições. O anúncio foi feito após reunião entre Arnaldinho e Raquel, em mais um movimento de fortalecimento do PSDB no Espírito Santo, especialmente na região norte do Estado. “Fico muito feliz em receber a professora Raquel no nosso partido. Vice-prefeita de São Mateus, professora, mulher de fé e de muita luta, ela chega para fortalecer a nossa caminhada como pré-candidata a deputada federal pelo PSDB. Tenho certeza de que vai representar com coragem, sensibilidade e compromisso o povo de São Mateus e de toda a região norte do Espírito Santo. Seja muito bem-vinda, professora Raquel. Vamos caminhar juntos”, afirmou Arnaldinho. Raquel destacou que aceitou o convite com entusiasmo e senso de responsabilidade. “Recebo esse convite com muita honra. Aceitei o desafio que o prefeito Arnaldinho me fez e estou cheia de energia para representar o povo de São Mateus e de toda a região norte na Câmara dos Deputados, defendendo as pautas que realmente importam para a nossa gente”, afirmou. Chapa competitiva Com a chegada da vice-prefeita de São Mateus, o PSDB avança na formação de uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados. O partido já conta com nomes como o deputado federal Dr. Victor Linhalis, o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga e o ex-prefeito de Vitória e atual presidente do Instituto Teotônio Vilela no Espírito Santo, Luiz Paulo Vellozo Lucas. Segundo Arnaldinho, o objetivo é reunir lideranças com representatividade em diferentes regiões do Estado. “Estamos montando chapas fortes e competitivas para deputado federal e deputado estadual, com lideranças que conhecem a realidade das cidades e que possam representar com seriedade e compromisso o povo capixaba”, destacou.
Cafeicultores capixabas recebem mais de R$ 2,2 milhões por produção sustentável
A adoção de práticas sustentáveis na cafeicultura tem gerado retorno financeiro direto para produtores rurais. Na Cooabriel, cooperativa referência nacional na produção de café conilon, cerca de mil cooperados certificados pelo protocolo internacional 4C receberam, juntos, mais de R$ 2,2 milhões em premiações no último ciclo produtivo. A Certificação 4C (Código Comum da Comunidade Cafeeira) é reconhecida como uma das principais do setor cafeeiro e estabelece critérios econômicos, sociais e ambientais exigidos por compradores internacionais. Ao atender a essas exigências, os produtores ampliam o acesso a mercados mais exigentes e passam a ser remunerados por práticas alinhadas a princípios de sustentabilidade, rastreabilidade e responsabilidade social. Para integrar o programa, as propriedades precisam cumprir o Código de Conduta 4C, que inclui o respeito à legislação trabalhista, capacitação de trabalhadores, preservação ambiental, uso consciente de defensivos agrícolas e conservação do solo e da água. Do total de cooperados certificados, parte integra grupos geridos diretamente pela Cooabriel, enquanto outro grupo recebe suporte da Nestlé, parceira no processo de certificação. Em 2025, os produtores vinculados ao grupo com apoio da multinacional receberam mais de R$ 1,22 milhão em premiações, valores pagos em novembro e distribuídos proporcionalmente entre os cooperados participantes. Já os produtores integrantes dos grupos administrados pela própria Cooabriel somaram mais de R$ 970 mil em premiações, pagos em fevereiro de 2026. Nesse caso, a remuneração leva em consideração o volume de café armazenado por cada cooperado. O gerente corporativo de comercialização e mercado da cooperativa, Edimilson Calegari, afirma que a certificação tem contribuído para ampliar a competitividade do café produzido pelos cooperados. “O mercado busca a segurança de que está adquirindo um café produzido dentro de práticas sustentáveis. A certificação, obtida por meio de auditorias, contribui para demonstrar que o produto atende a essas exigências, gerando mais confiança ao mercado”, afirma. Atualmente, os cooperados certificados pelo protocolo 4C recebem um diferencial de R$ 10 por saca de café produzida de acordo com os critérios do programa. Para o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, a certificação representa não apenas uma estratégia econômica, mas também um avanço nas práticas sociais e ambientais da produção cafeeira. “A produção sustentável é pensada para deixar um meio ambiente melhor para as próximas gerações. Esse processo envolve um trabalho realizado dentro de boas práticas, como uso correto de equipamentos de proteção e uso racional de defensivos, pensando na proteção das pessoas e das famílias produtoras”, destaca. Segundo ele, esse modelo de produção ganha ainda mais relevância considerando que grande parte dos cooperados da Cooabriel atua na agricultura de base familiar.
Festival Nostra Cultura reúne mais de 40 restaurantes e celebra tradição italiana em Santa Teresa
Santa Teresa recebe, entre os dias 20 e 22 de março, a sexta edição do Festival Nostra Cultura, considerado o maior festival de cultura italiana do Espírito Santo. Durante três dias, o município da região serrana reúne gastronomia, música e manifestações culturais que celebram a herança italiana presente na história da cidade. Nesta edição, mais de 40 restaurantes participam do evento, com a criação de mais de 50 pratos exclusivos inspirados nas tradições italianas. Entre as opções confirmadas estão preparações como choripan, parmegiana, espaguete ao pesto, ravioli recheado de espinafre e ricota, croquete de costela bovina e panna cotta de limão-siciliano com geleia de amora. Uma das novidades deste ano é a criação de circuitos gastronômicos, pensados para incentivar os visitantes a explorarem diferentes regiões do município. O público poderá percorrer rotas como Centro Histórico, Vale do Canaã, Circuito Caravaggio e redondezas, Circuito das Flores, Portal da Cidade e Tabocas e redondezas, conhecendo restaurantes, vinícolas e outras experiências espalhadas pelo interior. Segundo um dos idealizadores do festival, Diomedes Mognato, a proposta é transformar Santa Teresa em um grande roteiro de experiências culturais e gastronômicas. “A proposta do festival é transformar Santa Teresa em um grande roteiro de experiências. Queremos que o visitante caminhe pela cidade, experimente os pratos criados para o evento, conheça os restaurantes e as vinícolas e perceba como a cultura italiana está presente no dia a dia do município”, afirma. Para ele, os circuitos gastronômicos ampliam a experiência do evento e incentivam o público a conhecer diferentes pontos da cidade. “Os circuitos convidam o público a percorrer Santa Teresa com mais calma, descobrindo restaurantes, vinícolas e paisagens ao longo do caminho. A ideia é que as pessoas circulem por vários pontos e vivam o festival como uma experiência completa”, destaca. Programação cultural Além da gastronomia, o festival contará com uma programação cultural gratuita durante os três dias de evento. Estão previstas apresentações musicais e performances que celebram as tradições italianas, com atrações como Ferna e Banda, Trio Zuppa, Banda Brasitália, Grupo de Concertina de Colatina, DJ Rossi, Cantoria Italiana, Banda Circolo Trentino di Santa Teresa e as tradicionais Nonnas do grupo Viver e Reviver. Entre as experiências mais aguardadas estão as aulas-show gastronômicas realizadas em parceria com chefs da Federação Italiana de Cozinheiros (FIC) e chefs locais. Serão duas aulas gratuitas, na sexta-feira (20), às 18h, e no sábado (21), às 11h, no Senac de Santa Teresa. A programação inclui ainda atividades para crianças com a Cucina Bambino – A Fantástica Fábrica de Biscoitos, conduzida pela chef Claide Rasseli, da Claids Biscoitos. A oficina é voltada para crianças de 7 a 12 anos e terá duas turmas no dia 21, às 10h e às 14h. Os detalhes completos da programação, com horários e locais das atividades, serão divulgados nas redes sociais do evento. Realização O Festival Nostra Cultura é realizado pela R Cout Filmes, com patrocínio de Claids, Sicredi, Cervejaria Berger Bier, Grupo Orletti e Orvel, Sicoob, Sebrae e Aderes, além do apoio da Prefeitura de Santa Teresa, Lions Club Colibri, Santa Teresa Convention, Imigrantes Convention, Federação Italiana de Cozinheiros (FIC Brasil), CDL, ESFA e Senac.
Especialista alerta: emagrecimento com ‘canetas’ pode ignorar causas emocionais do sobrepeso
O crescimento do uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento, conhecidos popularmente como “canetas”, tem acendido um alerta entre profissionais de saúde. Em meio à promessa de perda rápida de peso, muitas pessoas têm recorrido a substâncias como o Mounjaro sem acompanhamento médico, adquirindo produtos de procedência duvidosa e, em alguns casos, utilizando o medicamento apenas por razões estéticas. Para a psicoterapeuta e psicanalista Joseana Sousa, especialista em análise corporal e comportamental, esse movimento revela que a questão do peso nem sempre está restrita a fatores metabólicos ou hormonais. Segundo ela, o sobrepeso também pode estar associado a aspectos emocionais e a mecanismos inconscientes de defesa. De acordo com a especialista, estudos da psicanálise e da psicossomática indicam que o corpo pode responder a vivências emocionais não elaboradas, especialmente traumas. Nesses casos, o ganho de peso pode cumprir funções simbólicas como proteção, força ou visibilidade. Pesquisas publicadas na área de saúde mental e comportamental apontam, por exemplo, uma associação significativa entre experiências adversas na infância, como abusos, e maior risco de obesidade na vida adulta. “Em muitos casos, o corpo passa a funcionar como uma barreira de proteção. Subconscientemente, um corpo maior pode ser percebido como um mecanismo de segurança para afastar avanços indesejados ou até para se tornar ‘invisível’ socialmente, protegendo contra abusos ou rejeições”, explica Joseana. Segundo a psicanalista, mulheres que vivenciaram episódios de violência ou relações afetivas difíceis podem, de forma inconsciente, modificar a própria aparência como mecanismo de defesa emocional. “O inconsciente fala através do corpo. Quando essa consciência desperta, é possível tratar a causa raiz do ganho de peso e não apenas o sintoma”, afirma. Joseana ressalta, no entanto, que o sobrepeso é uma condição multifatorial e que não deve ser explicado por apenas um fator isolado. “O sobrepeso exige uma investigação cuidadosa e individualizada. Questões hormonais, metabólicas, genéticas, alimentares e de estilo de vida precisam ser avaliadas junto ao histórico emocional. Cada corpo tem uma história e cada história precisa ser escutada com responsabilidade e profundidade”, diz. Nesse contexto, o uso de medicamentos para emagrecimento sem acompanhamento profissional pode mascarar temporariamente o problema sem tratar suas causas. “Cuidar do peso também é cuidar da história emocional. Sem esse olhar, qualquer solução rápida tende a ser incompleta”, conclui.