Catálogo especial reúne cestas de café da manhã com produção própria e parceria com cerâmicas artesanais desenvolvidas por Thanandra Torres e Mariana Vilas As cestas de café da manhã seguem entre as opções mais procuradas para presentear no Dia das Mães, especialmente quando combinam qualidade, apresentação e significado. Em Vitória, o Empório Joaquim lança seu catálogo especial para a data, apostando em uma experiência que reúne produtos artesanais feitos pela própria casa e uma curadoria de itens selecionados que remetem ao cuidado e à memória afetiva. Neste ano, a novidade é uma parceria com a marca de cerâmicas artesanais Mariana Villas e a influenciadora Thanandra Torres. A collab traz canecas com frases exclusivas para o Dia das Mães, que podem ser incluídas nas cestas como complemento do presente. Entre as opções disponíveis, a Cesta “Bom Dia, Mãe” reúne clássicos da padaria e confeitaria da casa, como bolo formigueiro em formato de coração com brigadeiro — desenvolvido especialmente para a data —, brioche com açúcar e canela, croissant de queijo e presunto, pão de queijo Canastra, além de patê de haddock defumado, bowl de frutas, suco de laranja e itens selecionados como geleia St. Dalfour e doce de leite Rocca. Já a Cesta “Dia de Rainha” aposta em uma composição mais completa, com pães artesanais, quiche, focaccia, presunto italiano, queijo gruyère e doces como cinnamon roll, croissant de Nutella, cookie pink lemonade e mini bolo formigueiro especial. A cesta inclui ainda bowl de frutas, suco de tangerina e acompanhamentos selecionados. Além das opções prontas, o empório também oferece a possibilidade de personalização, permitindo que os clientes montem suas próprias cestas com os produtos preferidos. Serviço Pedidos pelo WhatsApp até 6 de maio: (27) 99612-3779 Retiradas: 07/05 (quinta), 08/05 (sexta) e 09/05 (sábado): 9h às 18h 10/05 (domingo): 9h às 12h As retiradas devem ser feitas na loja. Excepcionalmente, não haverá serviço de entrega. Canecas da collab Mariana Villas: consultar preço e disponibilidade.
Hospital Santa Rita avança e realiza transplante inédito de medula óssea no ES
Procedimento alogênico com coleta em centro cirúrgico foi realizado em paciente com aplasia medular; hospital já soma mais de 900 transplantes O Hospital Santa Rita (HSRC) alcançou um marco inédito na medicina do Espírito Santo ao realizar o primeiro transplante de medula óssea alogênico com células coletadas em centro cirúrgico. O procedimento foi realizado em um paciente de 21 anos diagnosticado com aplasia medular. A coleta ocorreu em um doador aparentado, irmão do receptor, por meio de múltiplas punções no osso da bacia, bilateralmente. O volume coletado, de aproximadamente 1.000 ml, foi infundido no mesmo dia. Ambos evoluíram bem e já receberam alta hospitalar. “Demos um salto qualitativo na forma como tratamos doenças hematológicas graves no estado, ampliando as possibilidades terapêuticas e trazendo perspectivas de cura para pacientes. Essa conquista reflete o amadurecimento da equipe e nosso compromisso com a ciência, a inovação e, sobretudo, com a vida”, afirma Marcelo Aduan (foto), hematologista e coordenador do Serviço de Onco-Hematologia e Transplante de Medula Óssea do hospital. Com o procedimento, a instituição também atingiu a marca de 903 transplantes realizados. “Iniciamos nossa contagem regressiva para o milésimo transplante. Somos o centro mais capacitado do estado para a realização dessas terapias”, destaca o médico. De acordo com o especialista, o hospital deve ampliar em breve as opções terapêuticas com a introdução do tratamento com CAR-T cells, técnica que utiliza células do próprio sistema imunológico do paciente, modificadas em laboratório para reconhecer e atacar células doentes, especialmente as cancerígenas. Aplastia medular A aplasia medular é uma condição rara e grave caracterizada pela falha da medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. Com isso, há redução de plaquetas, glóbulos vermelhos e glóbulos brancos, o que pode causar anemia, maior risco de infecções, sangramentos e hematomas. A doença pode ter diferentes causas, como alterações autoimunes, exposição a substâncias tóxicas, uso de determinados medicamentos, infecções virais ou até origem desconhecida. “O tratamento depende da gravidade, podendo incluir medicamentos imunossupressores e, quando estes falham, o transplante de medula óssea é a única opção curativa”, explica Marcelo Aduan. No Brasil, o primeiro transplante alogênico foi realizado no Paraná em um paciente com aplasia medular. “Infelizmente, em 1979, os recursos não eram os que temos hoje e o paciente faleceu”, relata o hematologista. Transplante alogênico No transplante alogênico, as células-tronco hematopoéticas são provenientes de um doador compatível, geralmente um familiar ou um voluntário cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). As células podem ser obtidas por diferentes métodos. A coleta diretamente da medula óssea é feita no osso da bacia, sob anestesia, por meio de punções. Após o procedimento, o doador pode apresentar desconforto leve, com recuperação rápida. O organismo repõe naturalmente a medula retirada. Outra possibilidade é a coleta por sangue periférico, na qual o doador recebe medicação para mobilizar as células-tronco para a corrente sanguínea. Em seguida, o sangue é processado por uma máquina que separa as células necessárias e devolve o restante ao corpo. Trata-se de um método menos invasivo. Também é possível utilizar o sangue do cordão umbilical, coletado logo após o nascimento, sem causar dor à mãe ou ao bebê. Esse material é armazenado em bancos especializados para uso futuro. Vantagens e etapas No caso da aplasia medular, o uso da medula óssea como fonte apresenta vantagens, como menor risco de doença do enxerto contra o hospedeiro e boa taxa de enxertia, especialmente em pacientes jovens. O procedimento envolve etapas como o condicionamento, com uso de quimioterapia para eliminar a medula doente; a infusão das células-tronco, realizada por via intravenosa; e a fase de enxertia, quando as células passam a produzir sangue, geralmente entre duas e quatro semanas. Durante esse período, são necessários cuidados rigorosos para prevenir infecções e complicações. Histórico no Espírito Santo O Hospital Santa Rita acumula histórico de pioneirismo no estado. Foi o primeiro a realizar transplante autólogo, em 2008; transplante alogênico, em 2018; transplante haploidêntico aparentado, em 2023; e transplante não aparentado, em 2024. A instituição é referência em transplante de medula óssea tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pela saúde suplementar. “Alcançar mais de 900 transplantes reforça que estamos no caminho certo, consolidando um serviço sólido de alta complexidade, preparado e em constante evolução. Nós respeitamos nossos pacientes e temos o compromisso com a verdade”, conclui Marcelo Aduan.
Governador assina decreto e lança estudos do ParkLog Sul Capixaba
O governador do Estado, Ricardo Ferraço, assinou nesta segunda-feira (4) o decreto que institui o ParkLog Sul Capixaba como um programa estruturante de caráter estratégico. A medida consolida uma agenda de desenvolvimento para o sul do Espírito Santo baseada em planejamento, integração logística e atração de investimentos, além de marcar o início dos estudos técnicos que vão orientar a organização dos ativos regionais e impulsionar um novo ciclo de crescimento econômico no Estado. O ParkLog Sul Capixaba surge como uma aliança público-privada voltada à transformação da região em um cluster logístico-industrial de padrão internacional. A proposta conecta infraestrutura portuária, ferroviária, rodoviária, aeroportuária e energética dentro de uma estratégia integrada de desenvolvimento sustentável, seguindo o modelo do ParkLog Espírito Santo, já em execução no norte do Estado. “Um Espírito Santo conectado, inovador e eficiente passa pela nossa capacidade de planejar o futuro. O que fizemos no ParkLog de Aracruz mostra isso: o planejamento nos permitiu atrair investimentos importantes, como a fábrica da GWM. Agora, no sul capixaba, o objetivo é organizar e integrar os ativos que já existem, potencializando a capacidade da região de gerar desenvolvimento, emprego e renda. Temos muito potencial ali, mas ele precisa de direção e escala. O Sul não conta com os mesmos incentivos do norte, mas não podemos ficar parados. Temos oportunidades concretas e precisamos dar velocidade a esse projeto, com planejamento, parceria e presença do Estado”, destacou o governador. Com a publicação do decreto, a Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) assume a coordenação do programa e ficará responsável pela criação de um Comitê Executivo que acompanhará os estudos. O grupo contará com representantes do Instituto Capixaba do Transporte e Logística (ICTL), da Federação das Empresas de Transportes do Espírito Santo (Fetransportes), do Porto Central, da Samarco e do movimento ES em Ação. Nesta fase inicial, o programa estabelece a governança institucional necessária para a elaboração dos estudos técnicos que irão subsidiar o plano de ação. O objetivo é definir diretrizes, prioridades e estratégias para a integração dos ativos regionais. Entre os principais vetores logísticos estão os portos de Ubu, em Anchieta, e o Porto Central, em Presidente Kennedy, além do Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim. Juntos, esses ativos formam um tripé estratégico para ampliar a conexão do Espírito Santo com mercados nacionais e internacionais. O projeto também considera a integração com grandes obras estruturantes, como a Ferrovia EF-118 e a ampliação da BR-101, além do potencial de geração de energia, especialmente no segmento eólico offshore. O planejamento definido pelo decreto prioriza quatro frentes principais: a conceituação do modelo de plataforma logística; o inventário dos ativos existentes e das necessidades complementares; as diretrizes para o masterplan da retroárea direta e indireta; e a elaboração de um plano de ação com modelo de monitoramento e governança. O secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, destacou que o ParkLog Sul Capixaba surge em um momento estratégico de crescimento e reorganização econômica do Estado. “Estamos estruturando um ambiente mais eficiente para novos investimentos, conectando ativos existentes com planejamento e infraestrutura. O ParkLog Sul Capixaba vai contribuir para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade e gerar emprego e renda na região.” “O ParkLog Sul Capixaba nasce a partir de uma construção integrada entre o poder público e a iniciativa privada, com base em estudos e diagnóstico territorial. O objetivo é transformar o potencial logístico e industrial da região em resultados concretos, com definição de prioridades, governança e mecanismos de monitoramento”, afirmou o subsecretário de Desenvolvimento Regional da Sedes, Celso Guerra. O presidente da Fetransportes, Renan Chieppe, ressaltou que o sul do Espírito Santo já possui vocação logística consolidada, que tende a ser potencializada com a iniciativa. “O Sul do Espírito Santo já reúne ativos importantes e uma posição estratégica no contexto logístico nacional. O ParkLog vem para integrar esses elementos, enfrentar gargalos históricos e ampliar a competitividade da região. Com planejamento e articulação, conseguimos criar um ambiente mais favorável para investimentos e para o crescimento sustentável das atividades produtivas”, disse. Já o presidente do ES em Ação, Fernando Saliba, enfatizou a importância dos estudos para orientar as próximas etapas do programa. “Os estudos vão nos dar um direcionamento claro sobre quais são as prioridades, quais cadeias produtivas devem ser fortalecidas e onde estão as melhores oportunidades de investimento. É a partir desse diagnóstico que o ParkLog Sul Capixaba deixa de ser uma visão e passa a se consolidar como um plano de ação estruturado, alinhado às diretrizes de desenvolvimento de longo prazo do Estado”, acrescentou.
Semana será marcada por sol, calor e pancadas de chuva na Grande Vitória
A semana na Grande Vitória deve ter variação entre períodos de sol, aumento de nuvens e pancadas rápidas de chuva, principalmente a partir da tarde. A previsão é baseada em dados do Climatempo e do Instituto Nacional de Meteorologia, que indicam mudanças típicas do período, com calor e instabilidades pontuais. De acordo com o Climatempo, os primeiros dias da semana começam com temperaturas elevadas e presença de nuvens, com máximas próximas dos 28 °C e mínimas na faixa dos 23 °C. Há previsão de pancadas rápidas de chuva, especialmente entre a tarde e a noite, sem volumes expressivos. Já o INMET aponta predominância de muitas nuvens com possibilidade de chuva ao longo do início da semana, mantendo a umidade elevada — que pode chegar a cerca de 90% — e temperaturas estáveis, com máximas próximas dos 28 °C na região. Ao longo dos dias, a tendência é de manutenção desse padrão: sol entre nuvens pela manhã e aumento das instabilidades à tarde. Entre segunda e terça, por exemplo, a previsão indica pancadas de chuva em diferentes momentos do dia, com temperaturas um pouco mais amenas, variando entre 22 °C e 25 °C. Na metade final da semana, o tempo segue com variação de nebulosidade, mas com períodos mais estáveis e menor volume de chuva. Ainda assim, não se descarta ocorrência de pancadas isoladas, principalmente no litoral. De forma geral, a semana na Grande Vitória será típica de outono: calor moderado, alta umidade e chuva passageira, sem previsão de eventos extremos, mas com mudanças rápidas nas condições do tempo ao longo do dia.
Flashback, pop/rock e tributo a Iron Maiden marcam programação de maio em Vitória
O Espaço Patrick Ribeiro recebe Liga Joe, Ritchie, espetáculo sinfônico e atração voltada ao público jovem na agenda do mês. A programação de maio do Espaço Patrick Ribeiro, em Vitória, segue a partir do dia 08 com uma agenda que reúne flashback, pop/rock, tributos e atrações voltadas ao público jovem. Ao longo do mês, o palco recebe Liga Joe, Ritchie, o espetáculo “The Beast Experience” e a dupla Rafa e Luiz. Na sexta-feira (08), às 21h30, a banda Liga Joe apresenta um show de flashback com sucessos dos anos 70, 80 e 90, além de clássicos do pop/rock. Com trajetória consolidada, o grupo aposta em um repertório conhecido e interação direta com o público. No sábado (09), às 20h, Ritchie sobe ao palco com a turnê “E a vida continua”. O repertório inclui sucessos como “Menina Veneno”, além de novas leituras. O show combina música e tecnologia em uma apresentação que percorre diferentes fases da carreira do artista. No dia 15, às 21h, o espaço recebe “The Beast Experience – The Ultimate Iron Maiden Tribute”. O espetáculo reúne banda e orquestra em um tributo ao Iron Maiden, com cenários, figurinos e repertório voltado aos fãs. A programação segue no dia 16, às 17h, com Rafa e Luiz, conhecidos pelo público jovem por meio de canal no YouTube. A dupla apresenta o espetáculo “Missão Férias”, que aborda uma viagem marcada por desafios e situações inesperadas, com música e interação voltadas ao público infantil e adolescente. SERVIÇO: Banda Liga Joe Data: 08 de maio (sexta-feira). Hora: 21h30. Local: Espaço Patrick Ribeiro. Classificação: 18 anos – menores entram acompanhados dos pais ou responsável. Ingressos: https://www.blueticket.com.br/evento/39290/liga-joe-flash-back-anos-70-80-e-90 Ritchie Data: 09 de maio (sábado). Hora: 20 horas. Local: Espaço Patrick Ribeiro. Classificação: 18 anos – menores deverão estar acompanhados dos pais ou responsável. Ingressos: https://www.blueticket.com.br/evento/39671/ritchie-a-vida-continua “The Beast Experience – The Ultimate Iron Maiden Tribute” Data: 15 de maio (sexta-feira) Hora: 21 horas. Local: Espaço Patrick Ribeiro. Classificação: 18 anos – menores devem ser acompanhados pelos pais ou responsável. Ingressos: https://www.blueticket.com.br/evento/39523/iron-maiden-symphonic-the-beast-experience Rafa e Luiz em Missão Férias Data: 16 de maio (sábado) Hora: 17 horas Local: Espaço Patrick Ribeiro Classificação: Livre Ingressos: https://www.blueticket.com.br/evento/40128/rafa-e-luiz-em-missao-ferias
João Gualberto – “O papel da Vale no desenvolvimento capixaba”
Acredito que não haveria a prosperidade econômica que hoje vivemos no Espírito Santo se não houvesse o Porto de Tubarão e os negócios gigantescos que ele atraiu para a região metropolitana de Vitória. Inaugurado em 1966, comemora agora os seus 60 anos. Devemos ao porto o nosso processo recente de desenvolvimento, ocorrido nas últimas décadas. Podemos até dizer que não existiria o Espírito Santo moderno se não existissem a Vale ou o porto que ela gerou. Vou tentar explicar melhor. Primeiro fator de sucesso nessa arrancada foi o fato de já existir aqui um porto por onde se exportava minério, o Porto de Vitória, que comemorou, no último mês de março, 120 anos de existência. Ele foi fundamental no esforço desenvolvimentista capixaba nos tempos da primeira república e do protagonismo da economia do café. Como esse ciclo cafeeiro se apoiava nas ferrovias para transportar o minério, foi criada a Estrada de Ferro Vitória-Minas. A Vitória-Minas acabou inaugurando outro ciclo, quando começou a transportar não só o café, mas também o minério que vinha das Minas Gerais. Esse minério que obrigou o Porto de Vitória a adaptar as suas instalações para exportá-lo e, mais tarde, criou as condições para a transferência dessas operações para a Ponta de Tubarão, como a região já era conhecida. Uma nota importante: o professor Estilaque Ferreira escreveu um livro sobre a vida do empresário Américo Buaiz, editado pela entidade empresarial Espírito Santo em Ação, em 2011. Nele, Estilaque traça o papel importante do fundador e presidente da Federação das Indústrias no nosso processo de desenvolvimento recente. O autor cita uma pesquisa coordenada pelo sociólogo José Arthur Rios e publicada em 1962 com o título de Desenvolvimento Municipal e Níveis de Vida do Estado do Espírito Santo. Os resultados mostram o que era o Espírito Santo antes do processo de industrialização iniciado nos anos 1960. Naquela altura, segundo o estudo, mais de 70% dos capixabas ainda bebiam água sem qualquer tratamento, a maioria não possuía instalações sanitárias dentro de casa. Entre 50% e 90% da população andava descalça; o nível de mortalidade, no primeiro ano de vida, era superior a 40% em alguns municípios, devido à inexistência de assistência à maternidade ou de hospitais em grande parte das cidades. Havia ainda, aponta o estudo de 1962, casas sujas, predomínio de fogões a lenha, trabalho excessivo das mulheres na agricultura, falta de higiene pessoal, analfabetismo, má conservação de estradas — aliás, não tínhamos ainda um só quilômetro de asfalto. E olha que estamos falando de um momento em que ainda não havia ocorrido o flagelo da erradicação dos cafezais, que jogou grande parte dos capixabas na miséria. Eram os meeiros que tinham que abandonar suas terras para viverem nas maiores cidades, aumentando a miséria, a violência e criando um mundo sem alternativas de prosperidade. Foi nesse ambiente de grandes dificuldades para a maioria da população que foram pensadas as políticas públicas de industrialização que nos transformaram em um dos estados mais prósperos da federação brasileira. O engenheiro Eliezer Batista foi o pai de muitas dessas ideias, gerente da companhia no Espírito Santo e, depois, seu presidente, nomeado em 1961 por Jânio Quadros. Foi ministro das Minas e Energia do governo João Goulart. Teve muitos outros lugares de destaque em sua longa vida, mas quero aqui me centrar mais nesse período que gerou o nosso desenvolvimento atual. Eliezer e um grupo de capixabas pensaram o nosso desenvolvimento. Mais do que isso, pensaram juntos que esse desenvolvimento se daria a partir do Porto de Tubarão, que seria uma espécie de âncora de todo esse processo. Foi o que se deu, efetivamente. O porto seria a cabeça de um complexo metal mecânico que levou à criação da Aracruz Celulose, hoje Suzano, da CST, hoje ArcelorMittal, e da Samarco. Eram esses os chamados Grandes Projetos de Impacto que foram atraídos para o nosso estado pelo governador Arthur Carlos Gerhardt. Por isso, os 60 anos do Porto de Tubarão são um grande marco no perfil de exportação da economia brasileira. É preciso lembrar muito mais do que a importância de um porto. É preciso lembrar que um grupo de formuladores do nosso projeto industrial não apenas concebeu um porto, mas um hub de grandes negócios industriais, a partir da oportunidade de termos aqui esse grande equipamento. É uma invenção social dos capixabas, capazes que foram, ainda nos anos 1960, de visualizar essa enorme oportunidade.
Vila Velha comemora 491 anos com 51 obras em andamento pela cidade
Vila Velha completa 491 anos no próximo dia 23 de maio com 51 obras em execução simultânea em diferentes regiões do município. As intervenções contemplam áreas como infraestrutura urbana, mobilidade, saúde e requalificação de espaços públicos. Fundada em 1535 e considerada o berço da colonização do Espírito Santo, a cidade chega ao novo aniversário mantendo o ritmo de investimentos iniciado em 2021, com a retomada de projetos aguardados há décadas e a ampliação da atuação do poder público nos bairros. As frentes de trabalho estão distribuídas por todas as regiões administrativas e não incluem serviços de manutenção, como tapa-buracos e conservação viária. Entre as principais intervenções está o binário da Rodovia do Sol, que prevê a reorganização do tráfego entre a Rodovia do Sol e a Avenida Saturnino Rangel Mauro, dois dos principais corredores viários do município. A obra inclui novo pavimento, sistema de drenagem, iluminação e sinalização, com investimento de R$ 23,8 milhões. Na área ambiental e turística, segue em execução a obra no Monumento Natural Morro do Moreno, na Praia da Costa, iniciada no fim de 2025. O projeto busca estruturar o espaço para visitação, aliado à preservação ambiental, com investimento de R$ 10,4 milhões, em parceria com o Governo do Estado. Na saúde, o município avança com a construção de novas unidades nos bairros Araçás, Vale Encantado, Jardim Colorado, Boa Vista e Santa Rita, que também receberá um Centro de Atenção Psicossocial. Já as unidades de Riviera da Barra e Novo México estão em fase final de execução. Outro destaque é a requalificação do Parque Urbano de Cocal, com mais de 21 mil metros quadrados de área e investimento de R$ 8,29 milhões, também em parceria com o Governo do Estado. Praças nos bairros Morada da Barra, Cobi de Cima e Riviera da Barra passam por revitalização completa, ampliando os espaços de lazer e convivência. O município também mantém frentes de recapeamento em diversos bairros, contribuindo para a melhoria da mobilidade urbana e das condições de circulação. Nos últimos anos, as intervenções passaram a alcançar regiões historicamente afetadas por problemas de drenagem e infraestrutura, com obras que incluem implantação de sistemas de escoamento de águas pluviais, pavimentação e urbanização. Para o prefeito Arnaldinho Borgo, o volume de obras reflete uma mudança na forma de conduzir a gestão pública. “Vila Velha passou a trabalhar com planejamento contínuo e várias frentes ao mesmo tempo. Isso permite avançar em diferentes regiões e enfrentar problemas antigos sem interromper novos investimentos. Hoje são 51 obras em execução simultânea, levando infraestrutura e qualidade de vida para a população. E vamos seguir trabalhando até a conclusão do nosso mandato, em dezembro de 2028”, afirmou. A secretária municipal de Obras, Menara Cavalcante, destacou que a condução simultânea das frentes exige organização técnica e definição de prioridades. “Cada obra tem um impacto específico, seja na mobilidade, na drenagem ou na ampliação dos serviços. O acompanhamento é permanente, para garantir o cumprimento dos prazos e que as intervenções atendam às demandas de cada região”, disse.
Apae da Serra completa 45 anos com mais de 79 mil atendimentos
Com média superior a 6,5 mil atendimentos mensais, instituição se consolida como referência no apoio a pessoas com deficiência e suas famílias no município A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais da Serra (Apae da Serra) completa 45 anos de atuação marcada pelo acolhimento e pelo suporte contínuo a pessoas com deficiência e suas famílias. Ao longo dessa trajetória, a instituição se consolidou como um dos principais pontos de apoio no município, acompanhando de perto histórias de superação, desenvolvimento e inclusão. Em 2025, a Apae da Serra registrou 79.156 atendimentos. O volume reflete o alcance do trabalho desenvolvido, que envolve crianças, jovens e adultos em diferentes etapas da vida. Na área da saúde, foram realizados 41.861 atendimentos, incluindo consultas em especialidades como psiquiatria, neuropediatria, pediatria e otorrinolaringologia, além de serviços odontológicos. A instituição também oferece atendimentos em fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e psicopedagogia, além de exames que contribuem para diagnósticos mais precisos e acompanhamento individualizado. Na educação, o Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) contabilizou 32.670 atendimentos. O espaço atua no fortalecimento do aprendizado e na promoção da inclusão, respeitando o ritmo e as potencialidades de cada aluno. Já na assistência social, o Centro de Referência Ruth Matos Pinto realizou 4.625 atendimentos, com foco em orientação, apoio às famílias e fortalecimento de vínculos. A presidente da Apae da Serra, Elzimar Maria Pereira de Souza, destaca que o impacto da instituição vai além dos números. “Muitas vezes, a Apae é a única forma de uma família acessar algum acompanhamento especializado para uma criança com deficiência. Nesses 45 anos, podemos ver o impacto real que o trabalho articulado entre os serviços, uma educação realmente inclusiva e, acima de tudo, o respeito podem ter na vida das pessoas”, afirma. Ao completar 45 anos, a Apae da Serra reafirma sua importância como espaço de cuidado, inclusão e desenvolvimento. Embora os dados evidenciem a dimensão do trabalho realizado, são as histórias construídas ao longo dessas décadas que revelam o verdadeiro impacto da instituição na vida de milhares de famílias.
Programa de educação ambiental projeta impactar mais de 60 mil pessoas no ES em 2026
Em alusão ao Dia Mundial da Educação Ambiental, as operações da Aegea no Espírito Santo lançaram a terceira edição do Programa de Educação Ambiental em Saneamento (PEAS), com a expectativa de alcançar mais de 60 mil pessoas ao longo de 2026. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação sobre saneamento básico e fortalecer o engajamento das comunidades atendidas, por meio de ações educativas e aproximação com lideranças locais. No Estado, a Aegea atua em parceria público-privada com a Cesan, sendo responsável pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto nos municípios da Serra, Vila Velha e Cariacica. O contexto reforça a importância de iniciativas como o PEAS na promoção do uso adequado dos sistemas e na conscientização da população. A programação inclui visitas às comunidades, com foco no relacionamento direto com lideranças comunitárias, além do programa Portas Abertas, que permite a visitação às Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Também estão previstas capacitações de agentes multiplicadores sobre saneamento básico, com ênfase no sistema de esgotamento sanitário, além de blitz educativas e eventos lúdicos voltados a diferentes públicos. Segundo a diretora-presidente das operações da Aegea no Espírito Santo, Bruna Buldrini, a iniciativa reforça o papel do saneamento como vetor de transformação social. “O acesso à informação é fundamental para que as pessoas compreendam a importância do saneamento no dia a dia. Quando conseguimos estabelecer esse diálogo com as comunidades, ampliamos o impacto das nossas ações e fortalecemos uma cultura de cuidado com o meio ambiente”, afirma. Nas edições anteriores, o PEAS já impactou mais de 43 mil pessoas no Espírito Santo, consolidando-se como uma das principais iniciativas da companhia voltadas à educação ambiental e ao fortalecimento do vínculo com a população.
Capixabas transformam amizade de infância em empreendimento milionário
Jovens de 22 anos criam solução de inteligência artificial para clínicas de saúde e já atraem investidores Do Espírito Santo para o mercado de tecnologia, os capixabas Miguel Monjardim e Bruno Pimentel, ambos de 22 anos, transformaram uma amizade de infância em um negócio que começa a ganhar espaço no setor de saúde. A dupla é responsável pelo desenvolvimento do Ailum, uma plataforma baseada em inteligência artificial voltada para a gestão de clínicas. A história dos dois começa ainda na infância, muito antes de qualquer plano empresarial. Entre escola, rotina familiar e convivência cotidiana, a relação evoluiu até se transformar, anos depois, em uma sociedade com foco em inovação. O movimento acompanha uma tendência nacional. Levantamento do Sebrae, com base na PNAD Contínua, aponta que o Brasil alcançou quase 5 milhões de jovens empreendedores em 2024. Em uma década, a participação desse público entre os donos de negócios cresceu mais de 20%, refletindo mudanças no perfil do empreendedor brasileiro. Paralelamente, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como ferramenta prática nas empresas. Dados do AI Index Report 2025 indicam que mais de 75% das companhias no mundo já utilizam algum tipo de IA em seus processos. A consultoria McKinsey estima que a tecnologia pode adicionar até US$ 4,4 trilhões por ano à economia global. É nesse cenário que surge o Ailum. A plataforma desenvolvida pelos capixabas atua diretamente na operação das clínicas, desde o primeiro contato com o paciente até o acompanhamento clínico. A tecnologia organiza atendimentos, realiza agendamentos, confirma consultas, conduz cobranças e mantém o relacionamento com os pacientes. Também auxilia os profissionais de saúde na organização de prontuários, estruturação de informações e realização de teleconsultas. Investimento e validação Mesmo em fase inicial, o projeto já recebeu um aporte superior a R$ 500 mil de investidores-anjo ligados aos setores de construção civil e automotivo. A rodada avaliou a empresa em aproximadamente R$ 12 milhões. O investimento acompanha um movimento crescente do mercado, que tem direcionado recursos para soluções com aplicação prática de inteligência artificial e potencial de escala. A origem da ideia está diretamente ligada à trajetória dos fundadores. Miguel começou a trabalhar ainda na adolescência com marketing e passou a atender clínicas privadas, onde identificou uma falha recorrente na conversão de pacientes. “Muitas vezes o paciente chegava até a clínica, demonstrava interesse, mas não recebia resposta no tempo certo ou não era conduzido até o agendamento. Isso acontecia com frequência, sem que o médico tivesse clareza do impacto disso no resultado”, afirma. Enquanto isso, Bruno seguiu pela área técnica. Estudante do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no curso de Engenharia Aeronáutica, ele desenvolveu experiência com sistemas e automação em projetos de grande escala. A decisão de empreender juntos surgiu da combinação dessas vivências. “Percebemos que não era uma dor pontual. Clínicas inteiras operam sem processo comercial estruturado, dependendo de esforço humano para dar conta de tudo. A gente entendeu que dava para organizar isso de forma mais consistente”, explica Bruno. Funcionamento da plataforma Integrado ao WhatsApp, principal canal de comunicação entre clínicas e pacientes, o Ailum passa a conduzir o atendimento de forma automatizada. A ferramenta interpreta mensagens, responde de forma contextual, sugere horários, agenda consultas e mantém o acompanhamento dos pacientes ao longo do tempo. Além da parte comercial, a tecnologia também atua na organização clínica. O sistema auxilia na construção de prontuários, organiza o histórico do paciente em uma linha do tempo estruturada e permite a realização de teleconsultas com registro automático das informações. “Ela consegue operar sozinha, realmente sendo um ‘copiloto’ para o gestor, com o diferencial de conduzir toda a gestão e ainda oferecer um serviço personalizado de acordo com cada clínica”, afirma Miguel. Em um dos primeiros testes, a plataforma foi capaz de atender e agendar mais de 30 pacientes em um único dia, além de manter o acompanhamento ativo desses contatos. Atuação em escala Apesar da origem capixaba, a proposta da empresa não se limita ao mercado local. “O problema que a gente resolveu com o Ailum não é local. Ele se repete em qualquer clínica que dependa de atendimento e organização de agenda. Desde o início, a ideia foi construir algo que pudesse crescer em escala”, destaca Miguel. A trajetória dos dois empreendedores reflete um movimento crescente no país, em que jovens têm optado por desenvolver soluções próprias a partir de problemas concretos, muitas vezes antes mesmo de consolidar uma carreira tradicional.