Evento será realizado nos dias 7 e 8 de agosto, em Patrimônio da Penha, com programação gratuita que inclui cortejos, exposições, música, oficinas e a inauguração da Sala de Memórias do Armazém Multiverso A vila de Patrimônio da Penha, em Divino de São Lourenço, na região do Caparaó capixaba, recebe nos dias 7 e 8 de agosto a sexta edição do Festival de Inverno do Armazém Multiverso. Com o tema “A Máquina do Tempo: Memórias do Futuro”, o evento propõe uma reflexão sobre os caminhos da vida no campo, reunindo arte, cultura, memória, sustentabilidade e inovação em uma programação gratuita aberta ao público. Mais do que um festival cultural, o encontro convida moradores e visitantes a imaginar como será o futuro das comunidades rurais, abordando temas como produção de alimentos, tecnologias, energia, cultura, educação e formas de convivência em equilíbrio com a natureza. Um dos principais destaques desta edição será a inauguração da Sala de Memórias, novo espaço permanente do Armazém Multiverso dedicado à preservação da história e da identidade da região. O ambiente reunirá visitas mediadas, rodas de conversa, oficinas, exibições audiovisuais, apresentações artísticas e experiências sensoriais que conectam passado, presente e futuro. O espaço abriga uma antiga máquina beneficiadora de café, fabricada em 1953, que durante décadas foi utilizada no processamento da produção cafeeira de municípios como Divino de São Lourenço e Ibitirama. Restaurada e transformada em uma instalação artística inspirada nos princípios da Museologia Social, a estrutura deixa de beneficiar grãos para se tornar um instrumento de valorização da memória coletiva da comunidade. A programação do festival começa na sexta-feira (7), às 19 horas, com a inauguração oficial da Sala de Memórias, seguida de visita guiada, jam sessions, projeções audiovisuais e apresentações dos DJs Tupicaína e Ian. O espaço contará ainda com bar e cozinha funcionando durante toda a noite. No sábado (8), as atividades começam às 10 horas com o tradicional cortejo cultural pelas ruas e pela feira de Patrimônio da Penha. À tarde, o público poderá visitar a exposição Processos da Residência Artística, participar de visitas guiadas, conferir a Feira Multiverso e vivências culturais. A programação segue durante a noite com música, projeções, apresentações de DJs e o Baile do Juá. Antes mesmo do festival, o Armazém Multiverso promove uma Residência Artística que reúne artistas, pesquisadores, educadores e agentes culturais em uma imersão voltada à construção coletiva de projetos ligados à memória, ao território, à natureza e às tecnologias sociais. As atividades incluem oficinas, laboratórios criativos, rodas de conversa, exibição de filmes, trilhas, vivências e encontros com a comunidade. Realizado pelo Armazém Multiverso e pela Associação Permacultural Jacutinga do Caparaó, o Festival de Inverno conta com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura), da Política Nacional Aldir Blanc, da Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES) e do Ministério da Cultura. A Residência Artística tem patrocínio da EDP, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba. Serviço Festival de Inverno de Patrimônio da Penha Quando: 7 e 8 de agosto (Residência Artística com programação de 30 de julho a 6 de agosto) Onde: Armazém Multiverso, Patrimônio da Penha, Divino de São Lourenço (ES) Entrada: Gratuita Mais informações: Instagram @armazemmultiversocaparao
Herança verde: novas gerações impulsionam cafeicultura sustentável no ES
Jovens produtores apostam em inovação, manejo responsável e sucessão familiar para fortalecer uma cafeicultura mais competitiva e ambientalmente equilibrada Enquanto o mundo acelera o desenvolvimento de novas tecnologias, uma transformação igualmente importante acontece no campo. Nas propriedades rurais, a sucessão entre gerações vem acompanhada de uma nova forma de produzir, que combina tradição, inovação e responsabilidade ambiental. Cada vez mais, jovens agricultores investem em práticas sustentáveis capazes de preservar os recursos naturais, aumentar a produtividade e garantir competitividade para a cafeicultura capixaba. Esse movimento pode ser visto no Sítio Água Viva, em Nova Venécia, no noroeste do Espírito Santo. Desde 2010, a família Meneghetti cultiva alimentos orgânicos e possui certificação do Organismo de Controle Social (OCS), que atesta a produção orgânica destinada à venda direta ao consumidor. Além de frutas e hortaliças, a propriedade passou a investir também na produção de café conilon dentro de um Sistema Agroflorestal (SAF). A experiência vivida ao lado dos pais despertou em Sandro Gonçalves Meneghetti, de apenas 20 anos, o desejo de permanecer no campo e construir seu próprio projeto de vida. A aposta foi no café orgânico cultivado em sistema agroflorestal, conciliando a lavoura com outras culturas durante os primeiros anos de desenvolvimento do cafezal. “Decidi plantar café em um sistema de agrofloresta. Como a primeira colheita leva cerca de dois anos, nesse período conseguimos plantar hortaliças entre as linhas, como cebola e couve, garantindo renda até a produção começar”, explica o jovem produtor. A realidade vivida por Sandro representa uma tendência cada vez mais presente na agricultura. Em diferentes regiões do Espírito Santo, produtores têm incorporado práticas regenerativas e modelos produtivos que valorizam não apenas o volume da produção, mas também a origem dos alimentos, a conservação ambiental e a eficiência econômica das propriedades. Em Sooretama, no norte do Estado, o produtor Tiago Camiletti também encontrou na sustentabilidade uma oportunidade para inovar. Em uma área experimental, ele desenvolveu um sistema que integra o cultivo de café e pimenta-do-reino, promovendo benefícios ambientais e produtivos. “É uma área pequena, mas os resultados foram muito positivos. Houve aumento da biodiversidade de insetos, redução na necessidade de defensivos agrícolas, menor impacto ambiental e ainda benefícios relacionados à pegada de carbono”, afirma. Os resultados chamam atenção. Após quatro anos de pesquisas, a área experimental alcançou produtividade muito superior à média estadual. Enquanto o Espírito Santo registra, em média, entre 35 e 37 sacas de café por hectare, o sistema implantado por Camiletti produziu 120 sacas na primeira safra, chegando a 160 sacas por hectare na quarta colheita. Segundo o produtor, os números são resultado da combinação entre planejamento, escolha do material genético, preparo adequado do solo e manejo eficiente da lavoura. Ele ressalta, no entanto, que o objetivo não é estabelecer um padrão para todas as propriedades, mas demonstrar que existem alternativas capazes de elevar a produtividade de forma sustentável e economicamente viável. Para Camiletti, a sustentabilidade só faz sentido quando reúne equilíbrio entre os aspectos ambiental, social e econômico. “A cafeicultura sustentável precisa ser ambientalmente correta, socialmente harmônica e financeiramente viável. Não adianta preservar o meio ambiente se a atividade não gera renda para quem produz”, destaca. Essa transformação também é observada pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). De acordo com a gerente de Projetos de Cafeicultura da pasta, Aline dos Santos Silva, o Espírito Santo consolidou sua posição como referência nacional e internacional na produção de cafés de qualidade graças aos investimentos em assistência técnica, pesquisa, inovação e organização da cadeia produtiva. Segundo ela, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma exigência de mercado e passou a representar uma oportunidade de agregar valor ao produto, ampliar mercados e aumentar a rentabilidade das propriedades rurais. Aline destaca ainda que o fortalecimento da sucessão familiar tem sido decisivo para esse novo cenário. Muitas famílias incentivam os filhos a buscar formação técnica e universitária, permitindo que retornem às propriedades com novos conhecimentos em gestão, tecnologia, inovação e comercialização. Na prática, esse processo fortalece os empreendimentos familiares e amplia a capacidade de adaptação da cafeicultura às novas demandas do mercado. Para Tiago Camiletti, preparar a próxima geração também faz parte da sustentabilidade. Depois de enfrentar dificuldades durante a infância por crescer no meio rural, ele afirma que procura construir uma realidade diferente para seus filhos, valorizando a educação e mostrando que é possível construir uma carreira de sucesso na agricultura. Sandro compartilha dessa visão. Para ele, a convivência com a família e a troca de experiências foram determinantes para a decisão de permanecer no campo. “A troca de experiências influenciou muito na escolha do caminho que eu queria seguir e no projeto de vida que estou construindo”, afirma. Histórias como as das famílias Meneghetti e Camiletti mostram que a sucessão rural vai além da continuidade da propriedade. Ela representa a construção de uma cafeicultura mais moderna, inovadora e sustentável, em que conhecimento, tecnologia e respeito ao meio ambiente caminham lado a lado para garantir o futuro do agronegócio capixaba.
João Gualberto – “Um defeito de cor”
Nos últimos dias, li, encantado, o romance histórico que tem o título que dei à coluna hoje: Um Defeito de Cor, escrito pela premiada escritora Ana Maria Gonçalves, que ingressou, recentemente, na Academia Brasileira de Letras. É daqueles livros que são uma travessia: chega-se ao outro lado da viagem vendo a vida de forma diferente, em especial nos temas que foram tratados. É considerada uma das obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. A autora consegue, com maestria, traçar um perfil da escravidão e da vida dos escravizados no Brasil do século XIX, a começar pelo título. Em nosso período colonial, havia uma norma que exigia que pessoas negras ou mulatas, como se dizia na época, que desejassem participar da administração pública, do clero ou do exército precisassem solicitar uma “dispensa do defeito de cor” à Coroa, em ato feito de propósito para humilhar e fortalecer a supremacia branca no Antigo Regime. A obra narra a longa trajetória de Kehinde, uma mulher africana escravizada no Brasil do século XIX, em busca da afirmação de sua liberdade, e foi baseada na história real de Luísa Mahin, mãe do grande poeta e abolicionista Luiz Gama. A história se passa desde a sua infância no Daomé, onde nasceu em 1810, passando pela conquista de sua alforria até o seu retorno para a África, onde passa muitos anos até o fim de sua longa vida. Um recurso narrativo genial é fazer com que Kehinde, ou Luísa, nome que recebeu no batismo cristão, passe por muitas situações diferentes. Chega ao cativeiro aos 6 anos e traz para sempre todos os elementos da religiosidade africana de sua região, acentuados pela adoração que tem pela figura de sua avó, que a acompanha na viagem feita nas imundícies que eram os navios negreiros. Na Bahia, vai morar na Ilha de Itaparica, inicialmente na Casa Grande, ou na senzala pequena, como diz, e depois na senzala grande, junto com os demais escravizados. Duas perspectivas. Depois de violentada pelo Sinhô e ter um filho dele, foi alugada para trabalhar com uma família de ingleses. Aprende a falar a língua deles e entende as diferenças de tratamento daqueles que queriam o fim da escravidão brasileira. Depois, vira escrava de ganho, como se dizia à época, quando consegue comprar a sua alforria. Esse percurso permite à autora descrever de forma muito clara o que se passava nesses ambientes tão diferentes entre si. Podemos dizer que eram escravidões, com nuances e detalhes de cada grupo: africanos, crioulos, mulatos, alforriados ou mesmo os que estavam pagando as prestações de sua alforria, os quase libertos. É, entretanto, um romance, aliás, um bom romance. Então, não faltam cenas de muita emoção, sobretudo durante a Revolta dos Malês, da qual ela participa. Depois, tem que fugir; foi quando o português, pai de seu filho, o vende como escravizado, e ele deixa a Província da Bahia. Daí se inicia uma longa busca pelo filho, que a leva a São Sebastião do Rio de Janeiro, São Paulo e tem uma passagem pelo Maranhão. Termina indo para a África, onde é uma retornada. Lá convive e torna-se amiga de Domingos José Martins, filho do herói capixaba, um homem riquíssimo com o comércio escravocrata. O livro cria as situações para a autora exercitar a descrição da enorme perversidade que foi a escravidão brasileira e tangenciar a vida de vários cidadãos ilustres, como Joaquim Manoel de Macedo, autor de A Moreninha, ou Bartolomeu de Gusmão, o padre voador. É aí que vemos com clareza a profundidade da pesquisa realizada ao longo de cinco anos. No fundo, trata-se de recontar a história brasileira através do olhar de uma mulher negra, inteligente, bonita, destemida. O livro nos dá um outro olhar sobre as bases apodrecidas sobre as quais foram assentados os pilares da nossa sociedade tão desigual, racista, machista e centrada no elemento branco. A intolerância religiosa com os cultos de matriz africana é brutal. Proibidos de acreditar em seus deuses, ficam sem ter uma âncora imaginária para o seu sofrimento, obrigados a crer nos deuses dos que os massacravam. É preciso contar e recontar essas histórias. É preciso trabalhar contra a tentativa sempre presente de desqualificar tudo que pertence ao mundo africano. O que vemos no livro é a força da cultura que veio daquele continente e que ganhou uma expressão muito especial no Brasil. Há no Brasil uma África que nem em África existe, como tantas vezes nos chamou a atenção o grande africanólogo Alberto Costa e Silva, porque aqui foram forçados a se misturarem e criarem cultos, línguas, celebrações com base nos saberes de seus antepassados, mas recriados nas trágicas condições brasileiras.
Escolas da Grande Vitória receberão programa de educação ambiental voltado ao saneamento
Iniciativa da Aegea levará ações para estudantes, comerciantes e comunidades de Serra, Vila Velha e Cariacica, incentivando o uso correto da rede de esgoto e a preservação dos recursos hídricos Escolas, bares, restaurantes e comunidades de Serra, Vila Velha e Cariacica passarão a receber, a partir deste mês, uma série de ações de educação ambiental voltadas ao uso correto da rede de esgoto e à preservação dos recursos hídricos. A iniciativa faz parte do Programa de Educação Ambiental em Saneamento (PEAS), desenvolvido pela Aegea para incentivar práticas que contribuam para a saúde pública e a proteção do meio ambiente. No Espírito Santo, onde a empresa atua por meio de parcerias público-privadas (PPPs) com a Cesan, o programa será lançado em três eventos. A primeira apresentação acontece no dia 5 de agosto, na sede administrativa da Ambiental Serra. No dia 6, o lançamento será realizado no mezanino da Ambiental Vila Velha e, no dia 7, na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Bandeirantes, em Cariacica. O PEAS foi estruturado em quatro eixos de atuação. O primeiro, Mobilizar, contempla o lançamento do programa, a realização de um Workshop de Negócios Sustentáveis e a formação de multiplicadores. O eixo Educar reúne atividades em escolas, capacitações para bares e restaurantes e conteúdos educativos em ambiente digital. Já o eixo Transformar promove ações de mobilização comunitária, a Blitz do Saneamento e o programa De Olho no Óleo, que incentiva o descarte correto do óleo de cozinha. O quarto eixo, Consolidar, será voltado à realização de eventos socioambientais e à avaliação dos resultados alcançados pelas ações desenvolvidas. Segundo a coordenadora de Responsabilidade Social da Aegea no Espírito Santo, Anna Júlia Carvalho, o programa busca aproximar a população das boas práticas relacionadas ao saneamento básico. “A mudança na relação das pessoas com o saneamento começa pela informação. O PEAS aproxima a companhia da comunidade e mostra, no dia a dia, o impacto de gestos simples, como o descarte correto do óleo”, destaca. Além de conscientizar sobre o uso adequado da infraestrutura de esgotamento sanitário, o programa pretende estimular mudanças de comportamento que contribuam para a preservação dos recursos naturais, a melhoria da qualidade de vida e a construção de cidades mais sustentáveis.
Cooperativismo fortalece projetos sociais em quatro municípios do Sul do ES
Doze instituições foram selecionadas pela Unimed Sul Capixaba para receber apoio entre 2026 e 2028, com iniciativas voltadas às áreas social, ambiental, cultural, esportiva e de inclusão A Unimed Sul Capixaba anunciou as 12 instituições selecionadas no Edital de Apoio a Projetos Socioambientais para o ciclo 2026–2028. As organizações, sediadas nos municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Marataízes, Castelo e Afonso Cláudio, receberão apoio da cooperativa para desenvolver ações voltadas ao fortalecimento das comunidades da região. Os projetos contemplados atuam em diferentes frentes, como proteção à infância, inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), assistência social, atendimento à população idosa, cultura, esporte, preservação ambiental e fortalecimento comunitário. A proposta do edital é ampliar o alcance de iniciativas que já desempenham papel relevante junto à população. Entre as instituições selecionadas estão a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Marataízes, com o Projeto Criança Feliz Brinquedo Sim; o Instituto de Educação Infantil e Apoio na Inclusão de Crianças com Transtorno do Espectro Autista (Unitea); o Instituto Nossa Senhora da Penha; a Liga Urbana de Streetball (LUSB); a ONG Caminhadas e Trilhas Preserve; a Associação das Crianças de Castelo (ACRIC); o Projeto Nossa Criança; a Casa Verde; o Ponto de Cultura Grupo Ela de Teatro; o Asilo Lar João XXIII; e a Associação Pró-Casa do Menino. De acordo com a diretora vice-presidente da Unimed Sul Capixaba, Grazielle Grillo, a iniciativa reforça o compromisso da cooperativa com o desenvolvimento regional e com a valorização das instituições que atuam diretamente nas comunidades. “São organizações que conhecem de perto a realidade das pessoas e desenvolvem ações capazes de gerar acolhimento, oportunidades e transformação social. Ao apoiar esses projetos, fortalecemos uma rede que contribui para uma sociedade mais inclusiva e sustentável”, destaca. Realizado a cada dois anos, o edital integra a política de responsabilidade social da cooperativa e estabelece um processo estruturado de inscrição, análise e seleção das propostas. O objetivo é direcionar recursos para projetos alinhados às diretrizes institucionais e com potencial de gerar impactos positivos nas áreas social, ambiental e comunitária. O edital, a retificação e o resultado final do ciclo 2026–2028 estão disponíveis na página institucional da Unimed Sul Capixaba. Durante os próximos dois anos, as instituições contempladas colocarão em prática as iniciativas apresentadas no processo seletivo, ampliando ações voltadas a crianças, jovens, adultos e idosos. Com o novo ciclo de investimentos sociais, a Unimed Sul Capixaba reafirma o compromisso de conectar os princípios do cooperativismo às necessidades das comunidades, transformando parcerias em oportunidades de inclusão, desenvolvimento e qualidade de vida.
Piloto capixaba vence Copa Brasil de Kart e garante vaga para competição na Itália
Jovem talento do Espírito Santo, Joaquim Emerick venceu a categoria Mini 2T após corrida de recuperação e representará o Brasil no Rok Super Final, em outubro, na Itália O piloto capixaba Joaquim Emerick conquistou, neste sábado (2), o título da categoria Mini 2T da 27ª Copa Brasil de Kart, disputada no Kartódromo de Imperatriz, no Maranhão. Com uma atuação marcada por velocidade, maturidade e poder de reação, o jovem talento do Espírito Santo garantiu também uma vaga para o Rok Super Final, uma das mais importantes competições do kartismo mundial, que será realizada em outubro, em Lonato, na Itália. Representando o kart capixaba, Joaquim iniciou a competição mostrando força ao conquistar a pole position e se manter entre os principais nomes da categoria durante toda a semana. Na primeira corrida classificatória, terminou na segunda colocação e ainda registrou a volta mais rápida da bateria. Já na segunda prova, um toque logo após a largada o tirou da disputa pelas primeiras posições, mas o piloto conseguiu se recuperar e cruzou a linha de chegada em sexto lugar, mantendo vivas as chances de conquistar o título. Na decisão, Joaquim largou em quarto lugar e chegou a cair para a sexta posição nas voltas iniciais. A partir daí, protagonizou uma impressionante corrida de recuperação. Com ultrapassagens precisas e ritmo forte, retomou rapidamente as primeiras colocações e assumiu a liderança na 14ª volta, administrando a vantagem até receber a bandeira quadriculada em primeiro lugar. Após a conquista, o piloto comemorou o resultado ao lado da equipe e da família. “Primeiramente eu quero agradecer a Deus, e também à Múltipla, minha patrocinadora, que sempre confia em mim. Foi um resultado muito importante para minha equipe, para mim e para minha família. Foi uma corrida muito difícil, mas eu não desisti e consegui chegar na frente”, declarou. Além do título nacional, o capixaba garantiu presença no Rok Super Final, competição internacional que reúne alguns dos principais talentos do kart mundial e será disputada em outubro, na cidade de Lonato, na Itália. A classificação representa mais um passo importante na trajetória do jovem piloto. A conquista reforça o bom momento vivido pelos irmãos Emerick no automobilismo e destaca o Espírito Santo entre os estados que vêm revelando novos talentos para o kart brasileiro. Agora, Joaquim concentra a preparação para os próximos desafios da temporada, que incluem o 61º Campeonato Brasileiro de Kart, a Copa São Paulo Light e a competição internacional em solo italiano.
Hotel Senac Ilha do Boi terá almoço especial de Dia dos Pais com gastronomia italiana
Buffet será servido no dia 9 de agosto e contará com pratos especiais, sobremesas, drinks e programação musical em um dos cartões-postais de Vitória O Hotel Senac Ilha do Boi, em Vitória, preparou uma programação especial para celebrar o Dia dos Pais, no domingo, 9 de agosto. Inspirado na tradição italiana, o almoço reunirá um buffet exclusivo, música ao vivo e uma vista privilegiada da Ilha do Boi, proporcionando uma experiência gastronômica para toda a família. Assinado pela chef do restaurante do hotel, Ádila Vitória, o cardápio inclui uma variedade de saladas, entradas, frios, massas artesanais, risotos, carnes e outras opções preparadas especialmente para a data. O buffet também contará com uma mesa de sobremesas elaboradas para a ocasião. A programação será acompanhada por música ao vivo, criando um ambiente acolhedor para celebrar a data. Entre as bebidas, um dos destaques será o tradicional Limoncello, licor italiano que complementa a proposta inspirada na culinária do país europeu. Segundo o hotel, o almoço busca proporcionar momentos de convivência e confraternização entre pais, filhos e familiares, reunindo boa gastronomia, hospitalidade e uma das vistas mais conhecidas da capital capixaba. As vagas são limitadas e as reservas devem ser feitas antecipadamente. Gastronomia aberta ao público Além da programação especial de Dia dos Pais, o Restaurante do Hotel Senac Ilha do Boi mantém uma agenda gastronômica durante toda a semana, aberta também para quem não está hospedado. Às sextas-feiras, o destaque é o buffet da Sexta da Moqueca, com moqueca capixaba, frutos do mar e música ao vivo. Aos sábados, é servida a tradicional Feijoada, enquanto os domingos são dedicados ao Domingo Italiano, com massas, risotos e pratos inspirados na culinária da Itália. O hotel também oferece diariamente café da manhã, almoço executivo e jantar. Serviço Almoço Especial de Dia dos Pais Data: 9 de agosto (domingo) Horário: das 12h às 15h Valor: R$ 160 por pessoa Local: Restaurante do Hotel Senac Ilha do Boi Endereço: Rua Bráulio Macedo, 417, Ilha do Boi, Vitória Reservas: (27) 99958-9406
Queijaria de João Neiva conquista sete medalhas e é destaque no Prêmio Queijo Brasil 2026
Vila Veneto conquistou ouro no doce de leite artesanal, cinco medalhas de prata, uma de bronze e ainda recebeu o troféu de Melhor Doce de Leite do Espírito Santo A produção artesanal capixaba voltou a ganhar destaque no cenário nacional. A Vila Veneto Queijaria & Bistrô, de João Neiva, conquistou sete medalhas e o troféu de Melhor Doce de Leite do Espírito Santo durante o IX Prêmio Queijo Brasil 2026, realizado entre os dias 23 e 26 de julho, em Blumenau (SC). Considerada uma das principais premiações do setor no país, a competição reúne produtores artesanais de diferentes estados e avalia critérios como qualidade, aroma, textura e sabor dos produtos. Nesta edição, a queijaria capixaba se destacou pelo desempenho em diferentes categorias, consolidando sua posição entre os principais produtores artesanais do Brasil. A Vila Veneto recebeu a medalha de Ouro com o Doce de Leite Artesanal, produto que também garantiu o troféu de melhor do Espírito Santo na categoria. Além disso, conquistou cinco medalhas de Prata com o Queijo Minas Curado, Requeijão Artesanal, Queijo Parmesão, Manteiga Artesanal e Queijo Original Otello. O Queijo Veneto Gourmet Premium foi premiado com a medalha de Bronze. Para o proprietário da Vila Veneto, Roberto Cuzini, o reconhecimento é resultado de um trabalho voltado à qualidade e ao aperfeiçoamento contínuo da produção. “Ver a qualidade do nosso trabalho reconhecida em um evento do porte do Prêmio Queijo Brasil nos enche de orgulho e gratidão. Cada medalha e, especialmente, o Troféu de Melhor Doce de Leite do Espírito Santo são resultado de um compromisso diário com a excelência, o respeito à tradição e o investimento constante em tecnologia e rastreabilidade. Levamos o nome de João Neiva e do terroir capixaba para todo o país, provando que o Espírito Santo produz queijos artesanais de nível internacional”, afirmou. Tradição e inovação Fundada em 2020 por Roberto Cuzini e sua esposa, Renata Ravani, a Vila Veneto Queijaria & Bistrô está localizada às margens da BR-259, em João Neiva, e integra a Rota do Queijo no Espírito Santo. O empreendimento alia métodos artesanais à tecnologia de rastreabilidade desde a origem do leite, produzindo queijos autorais, manteigas, requeijões e doces de leite. Além da produção, o espaço oferece uma experiência gastronômica aos visitantes por meio do bistrô, que funciona aos finais de semana, enquanto a loja e cafeteria recebem o público diariamente. Ao longo dos últimos anos, a Vila Veneto vem acumulando reconhecimentos em concursos nacionais, reforçando a qualidade dos produtos capixabas e contribuindo para fortalecer o Espírito Santo como referência na produção de queijos artesanais de alto padrão.
Semana Cultural Italiana celebra 80 anos da colonização de Jaguaré com programação especial
Evento acontece entre os dias 2 e 8 de agosto e reúne gastronomia, música, dança, oficinas e homenagens às famílias pioneiras da imigração italiana no município Jaguaré se prepara para celebrar uma das mais importantes tradições de sua história. Entre os dias 2 e 8 de agosto, será realizada a 14ª Semana Cultural Italiana, evento que homenageia as raízes da imigração italiana no município e, neste ano, marca os 80 anos da chegada das primeiras famílias italianas à região. Com o lema Nato in Brasile con origini italiane (Nascido no Brasil com raízes italianas), a programação reúne sete dias de atividades voltadas à valorização da cultura ítalo-brasileira. O público poderá participar de atrações como apresentações musicais, danças típicas, gastronomia, oficinas educativas, além dos tradicionais Tombo da Polenta e Tratorella, que já fazem parte da identidade da festa organizada pela Associação do Movimento Italiano em Jaguaré (Amitaj), com apoio da Prefeitura de Jaguaré. A edição de 2026 ganha um significado ainda mais especial por lembrar os 80 anos da chegada das primeiras famílias italianas ao território que posteriormente daria origem ao município. Os registros históricos apontam que os pioneiros chegaram em 1946, vindos principalmente da região de Jaciguá, então pertencente a Cachoeiro de Itapemirim e atualmente distrito de Vargem Alta. Na época, o processo de ocupação do norte do Espírito Santo era incentivado pelo Governo do Estado. Embora a região já contasse com a presença de povos indígenas e migrantes de outras localidades, a chegada dos colonos italianos impulsionou o desenvolvimento agrícola e econômico da área. Os primeiros moradores encontraram terras férteis e planas, favoráveis ao cultivo, mas enfrentaram inúmeros desafios para se estabelecer. O desmatamento para abertura das áreas de plantio, a presença constante de animais silvestres, como onças, e a grande quantidade de mosquitos faziam parte da rotina dos pioneiros, que precisaram de perseverança para construir uma nova vida. Parte dessa trajetória está preservada na Casa da Memória de Jaguaré, espaço que reúne objetos, documentos e utensílios utilizados pelas famílias que participaram da colonização da região, mantendo viva a história das primeiras gerações de imigrantes. Além das atrações culturais, a programação deste ano inclui oficinas de receitas italianas com estudantes da rede pública, eleição da Realeza da Amitaj nas categorias Infantil, Juvenil e Nonna, concurso da vitrine mais bem decorada e o lançamento de um novo grupo de dança típica italiana. Outro momento tradicional da Semana Cultural é a homenagem a famílias que ajudaram a construir a história do município. Em 2025, foram reconhecidas as famílias Altoé, Cocco e Sossai, destacadas pela contribuição ao desenvolvimento de Jaguaré. Ao longo de 14 edições, a Semana Cultural Italiana consolidou-se como um importante instrumento de preservação da memória, das tradições e da identidade dos descendentes de italianos, reforçando a influência da imigração na formação social, econômica e cultural de Jaguaré e do norte do Espírito Santo.
Sonora Brasil traz shows gratuitos ao Sesc Glória com destaque para culturas afro e indígenas
Projeto nacional do Sesc promove quatro apresentações gratuitas em Vitória durante o mês de agosto, reunindo artistas de diferentes regiões do Brasil O Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória, recebe nos dias 1º, 8, 15 e 22 de agosto a 28ª edição do Sonora Brasil, um dos principais projetos de circulação musical do país. Com entrada gratuita, a programação deste ano tem como tema “Reverberações Afro e Indígenas” e destaca a força das tradições afro-brasileiras e dos povos originários na música contemporânea. Realizado pelo Departamento Nacional do Sesc, o projeto percorrerá 42 cidades de 15 estados brasileiros, promovendo o encontro entre artistas, territórios e diferentes manifestações culturais. A proposta é democratizar o acesso à música e evidenciar como ancestralidade, memória e identidade continuam influenciando a produção artística brasileira. Em Vitória, a programação reúne quatro atrações de diferentes regiões do país. A abertura, no dia 1º de agosto, será com o coletivo gaúcho Nderé Oblé, que apresenta o espetáculo “Ancestral-Futuro”, combinando canções autorais, poesia, performance e sonoridades inspiradas na ancestralidade. No dia 8 de agosto, sobe ao palco o grupo baiano Cabokaji, com o espetáculo “Salvaguarda”, que mistura música, performance, corpo e tecnologias sonoras. Já no dia 15, será a vez das Suraras do Tapajós, coletivo formado por mulheres indígenas do Baixo Tapajós, no Pará, que leva ao público um repertório inspirado no carimbó, na floresta e nos saberes tradicionais de seu território. Encerrando a programação, em 22 de agosto, o pernambucano Gean Ramos Pankararu apresenta um trabalho que une música, educação e valorização da cultura do povo Pankararu, estabelecendo diálogos entre as tradições indígenas e a produção musical contemporânea. Além dos espetáculos, o Sonora Brasil busca promover o intercâmbio cultural e aproximar o público de diferentes expressões artísticas do país, valorizando a diversidade de ritmos, saberes e identidades presentes na música brasileira. As apresentações são gratuitas e acontecem no Centro Cultural Sesc Glória. Mais informações sobre a programação podem ser consultadas no site do Sesc.