O Vibra Rock Brasil retorna a Vitória no próximo dia 2 de maio de 2026 com uma programação ampliada e proposta de experiência completa para o público. O festival será realizado na Praça do Papa e promete 12 horas de evento, reunindo música, gastronomia, cultura e entretenimento para todas as idades. Após o sucesso da primeira edição — que atraiu milhares de pessoas e arrecadou mais de 7 toneladas de alimentos — o evento se consolida no calendário nacional de festivais. A edição de 2026 aposta em uma estrutura ainda mais robusta, com dois palcos, áreas temáticas, ativações culturais e vista privilegiada para um dos principais cartões-postais da capital capixaba. Com abertura dos portões às 11h, o festival reforça o conceito familiar, oferecendo Espaço Kids e entrada gratuita para crianças de até 12 anos, desde que acompanhadas pelos responsáveis. A proposta permite que famílias aproveitem o início da programação e retornem ao evento ao longo do dia. Experiência além dos shows Mais do que apresentações musicais, o Vibra Rock Brasil aposta em um ambiente de convivência e permanência. Entre os destaques estão feira de vinil, barbearia, estúdio de tatuagem e piercing, além de pubs temáticos e uma praça gastronômica diversificada com opções como Don Camaleone, N1 Chicken e Bob’s. A estrutura também inclui uma ampla área dedicada ao público infantil, com atrações como brinquedos infláveis, cama elástica, touro mecânico e venda de itens como pipoca, churros, milk-shake e hambúrguer. Line-up reúne grandes nomes do rock nacional O festival será liderado por três grandes atrações: Paulo Ricardo, Capital Inicial e Biquini, que chegam a Vitória com turnês comemorativas e novos projetos. O Capital Inicial apresenta a turnê “Música Urbana”, marcando o retorno da banda ao formato elétrico após o sucesso do projeto “Acústico 25 Anos”. O repertório reúne clássicos como “Primeiros Erros”, “Natasha” e “A Sua Maneira”, além de faixas recentes do EP “Movimento”. Paulo Ricardo sobe ao palco com a turnê “Paulo Ricardo XL”, celebrando 40 anos de carreira. O show revisita diferentes fases do artista, incluindo sucessos do RPM e músicas marcantes como “Louras Geladas”, “A Cruz e a Espada” e “Vida Real”. Já o Biquini apresenta a turnê “A Vida Começa aos 40”, comemorando quatro décadas de trajetória com um repertório que inclui hits como “Tédio”, “Vento Ventania” e “Zé Ninguém”, além de novidades e surpresas preparadas para a ocasião. Valorização da cena capixaba Além das atrações nacionais, o festival também abre espaço para artistas do Espírito Santo. Ao todo, sete bandas locais integram a programação, distribuídas entre os palcos e espaços temáticos. No palco principal, se apresentam Dona Fran, Ubando, Saulo Simonassi e o DJ John nos intervalos. Já os espaços PUB 426 e Motor Rockers recebem nomes como Duets, 90eTal, STP Projects — com tributo a Stone Temple Pilots e Alice in Chains — e Sucupira Projects, com homenagem a Ozzy Osbourne. Serviço Vibra Rock Brasil 2026 Data: 2 de maio de 2026 Local: Praça do Papa — Vitória (ES) Abertura dos portões: 11h Atrações: Paulo Ricardo, Capital Inicial, Biquini, Dona Fran, 90eTal, Ubando, Duets, Saulo Simonassi, STP Projects, Sucupira Projects e DJ John Ingressos: a partir de R$ 110 Vendas: https://zig.tickets/eventos/vibra-rock-2026 Pontos físicos sem taxa: Pub 426, Motor Rockers 426 e 247 Bebidas Classificação: Crianças até 12 anos não pagam De 12 a 16 anos: meia-entrada com presença dos responsáveis Realização: Booa Produções e Backstage Eventos
Eleitor em Dia: prazo para regularizar título termina em 6 de maio
Faltam nove dias para o encerramento do prazo para regularização da situação eleitoral antes das Eleições 2026. Até o dia 6 de maio, eleitoras e eleitores podem realizar a coleta biométrica, emitir o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados cadastrais ou regularizar pendências junto à Justiça Eleitoral. A partir de 7 de maio, o cadastro será fechado para a organização do pleito. O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo informou que vai ampliar o horário de atendimento dos cartórios eleitorais em todo o estado entre os dias 2 e 6 de maio. O prazo final corresponde aos 150 dias que antecedem a eleição, marcada para o dia 4 de outubro, período necessário para a preparação da logística da votação, incluindo a definição das seções eleitorais e a produção de materiais. Nos dias 2 de maio (sábado) e 3 de maio (domingo), os cartórios eleitorais funcionarão das 12h às 18h. Já nos dias 4, 5 e 6 de maio, o atendimento será ampliado, com funcionamento das 9h às 18h. Confira o endereço do cartório eleitoral mais próximo aqui: https://www.tre-es.jus.br/atendimento/zonas-eleitorais/enderecos-e-telefones
Novo livro do economista Fabrício Augusto de Oliveira questiona se teorias explicam o capitalismo
Uma das principais inquietações da teoria econômica – se as doutrinas tradicionais conseguem, de fato, explicar o funcionamento da economia capitalista – está no centro do mais recente trabalho do economista Fabrício Augusto de Oliveira. Após trajetória dedicada à análise da economia brasileira e dos sistemas tributários, o autor passou a desenvolver um amplo programa de pesquisa voltado à compreensão das diferentes correntes do pensamento econômico. O projeto editorial, publicado pela Editora Contra Corrente, tem como proposta apresentar de forma didática as principais escolas econômicas, destacando divergências na interpretação dos fenômenos e nas soluções propostas ao longo da história. O primeiro volume da série, dedicado à economia política clássica, foi finalista do Prêmio Jabuti em 2024. No terceiro volume da obra, recém-lançado, o autor parte de uma questão central: até que ponto a economia dominante consegue descrever o comportamento humano. Inspirado nas críticas do psicólogo e economista Daniel Kahneman ao conceito de “homo economicus”, o livro investiga as origens, pressupostos e limitações da escola neoclássica, que ainda exerce forte influência sobre a teoria econômica contemporânea. A publicação também dedica espaço à Escola Austríaca e à Teoria Austríaca do Capital, abordando suas tentativas de explicar os ciclos econômicos e as limitações dessas abordagens diante de crises. O autor examina ainda o colapso das bases da teoria neoclássica após a crise de 1929 e a ascensão das ideias de John Maynard Keynes, que propuseram alternativas aos mecanismos automáticos de equilíbrio defendidos pela ortodoxia. Antes deste lançamento, já haviam sido publicados dois volumes da série: A Economia Política Clássica: a construção da Economia como ciência (1776-1870), em 2023, e Karl Marx: a luta pela emancipação humana e a crítica da Economia Política (1818-1883), em 2025. Autor Fabrício Augusto de Oliveira é doutor em Economia pelo Instituto de Economia da Unicamp e atualmente atua como professor da Escola do Legislativo do Estado de Minas Gerais. Também é consultor em economia do setor público e economia brasileira. Ao longo da carreira, foi professor da PUC-MG, da UFMG, da Unicamp, da UFES e da Fundação João Pinheiro. No setor público, ocupou o cargo de secretário-adjunto da Fazenda de Minas Gerais durante o governo de Itamar Franco. O economista foi reconhecido com o 1º lugar no Prêmio Brasil de Economia, em 2011, pelo livro Economia e Política das Finanças Públicas no Brasil, e com o 2º lugar em 2020, com a obra Governos Lula, Dilma e Temer: do espetáculo do crescimento ao inferno da recessão e da estagnação. Serviço O livro pode ser adquirido diretamente no site da editora: https://www.editoracontracorrente.com.br/checkout ou nas principais livrarias. O preço é de R$ 117,00.
Capixabas dominam o pódio no Pan-Americano com ouro e prata no bodyboard feminino
O Espírito Santo voltou a ser destaque internacional no surfe. As capixabas Maylla Venturin e Maíra Viana protagonizaram uma dobradinha histórica no bodyboard feminino dos Jogos Pan-Americanos de Surfe, garantindo ouro e prata para o Brasil na competição realizada no Panamá. Na final, Maylla Venturin confirmou o favoritismo e conquistou o título pan-americano ao superar Maíra Viana, que ficou com a medalha de prata. A campeã somou 13,00 pontos, enquanto Maíra alcançou 10,44, consolidando o domínio brasileiro na modalidade. O resultado reforça o protagonismo das atletas capixabas no cenário internacional. Maylla vive uma temporada de alto nível, já tendo sido campeã brasileira profissional, enquanto Maíra chega embalada pelo título mundial conquistado recentemente. A dobradinha também evidencia a força do Espírito Santo no bodyboarding feminino, mantendo uma tradição de conquistas importantes no esporte. Segundo publicação nas redes sociais da própria Maylla, o pódio do Pan-Americano “virou território brasileiro”, com domínio do país em múltiplas categorias e destaque para a performance das atletas, que “deram um show de surfe” e colocaram o Brasil no topo. Outros resultados brasileiros reforçam domínio no Pan Além do ouro de Maylla Venturin e da prata de Maíra Viana, o Brasil também teve outros destaques importantes na competição, conforme divulgado nas redes sociais de atletas e equipes. No bodyboard masculino, Eder Luciano garantiu a medalha de ouro com uma campanha consistente. Já no SUP Surf masculino, Luiz Diniz confirmou o favoritismo e também subiu ao lugar mais alto do pódio. Entre as mulheres do SUP Surf, Aline Adisaka conquistou a medalha de prata, enquanto a brasileira Gabi ficou com o bronze, ampliando a presença do país entre os melhores da competição. Os resultados reforçam a força da delegação brasileira, que mais uma vez chega como uma das principais potências do surfe nas Américas. O evento reúne atletas de todo o continente e contempla diversas modalidades, como shortboard, longboard, SUP Surf, SUP Race e bodyboarding.
Santa Teresa Gourmet 2026 entra na reta final com nova estrutura e show de Silva
Realizado pela Prefeitura de Santa Teresa, o Santa Teresa Gourmet chega à sua 12ª edição consolidado como o maior e mais relevante festival gastronômico do Espírito Santo. Referência no calendário de eventos do Estado, o festival atrai visitantes de diferentes regiões do Brasil para celebrar a riqueza culinária e cultural da “Doce Terra dos Colibris”. Com realização do Instituto Panela de Barro, a edição de 2026 promete ser uma das mais marcantes, reforçando o protagonismo do município no turismo capixaba. Entre quinta-feira (30) e domingo, o evento ganha ainda mais dimensão com a inauguração de um novo e amplo palco no Parque de Exposições, mantendo a tradicional Praça da Cultura como ponto central das atividades. A programação inclui uma imersão em sabores e experiências na nova Vila Gourmet, reunindo cafés especiais, queijos artesanais, cachaças e vinhos premiados da região. “Mais do que um festival, o Santa Teresa Gourmet é um encontro de identidade e histórias que valorizam o que temos de melhor no Espírito Santo”, afirma Alessandro Eller, presidente do Instituto Panela de Barro. Com entrada gratuita, o evento se consolida como um dos principais impulsionadores da economia criativa e do turismo no Estado. Experiências gastronômicas em destaque A gastronomia segue como o grande pilar do festival, com pratos exclusivos assinados por restaurantes renomados. Entre os destaques, o Café Haus apresenta nhoque de semolina com ragú de ossobuco e fonduta de morbier (R$129). No Giardino, o público encontra gnocchi de batata baroa com fonduta de grana padano trufado, filé mignon e azeite de salsão (R$89). O Fabrício leva capeletti enxuto caseiro com fonduta de grana padano e crispy de presunto serrano (R$65), enquanto o Osteria Alla Botte aposta em risoto com redução de moqueca e camarão VG crocante (R$119). Já a Gioconda apresenta bucatini all’amatriciana com pecorino romano e fonduta de grana padano (R$125). Na Praça da Cultura, o público também poderá aproveitar opções como Costelitos, Cozinha da Nanda, Doce Encanto Confeitaria, Cantina das Nonnas, além de crepe suíço e churros. Para sobremesas e bebidas, o festival reúne marcas como Fiore Di Latte, Opa Açaí e Sorvetes Santa Teresa. As aulas-show são outro destaque, reunindo chefs convidados e valorizando o saber tradicional das nonnas teresenses. A programação começa na sexta-feira (01/05), às 14h, com a abertura conduzida pelas nonnas ao lado de Alessandro Eller e Cíntia Eller, seguida por apresentações de Tuany Soares, Larissa Toffoli e Janaína Temporim. No sábado (02/05), participam Ana Moser, Gilson Surrage, Cláudia Mariel e Kleysson Cesconetto. Já no domingo (03/05), encerram o ciclo Marcos Redighieri e Rosana Neres. Além da gastronomia, o evento amplia experiências ligadas à produção local, com floricultura, artesanato — incluindo a Aproaast — cafés especiais e iniciativas do agronegócio regional. Estrutura ampliada e espaços temáticos No Parque de Exposições, a estrutura foi ampliada para receber diversos ambientes temáticos, como Lounge, Espaço Aromas e Cores, Queijarias, Semijoias, Destilados e Confeitaria. O Espaço Região dos Imigrantes reúne representações de municípios como Santa Teresa, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Itarana, Itaguaçu, Ibiraçu, João Neiva e São Roque do Canaã. A praça de alimentação conta com cervejarias Teresense, Berger, Três Santas, Zamprogno e Beer Truck Teresense, além de restaurantes como Costelitos, Rainha do Pastel, Cantina das Nonnas, Casa Amarela, Santa Canela e Parada Beijamim. Cultura, tradição e shows O festival também reforça a valorização da história regional no Espaço Região dos Imigrantes, destacando a contribuição dos povos que formaram a região serrana capixaba. No palco principal, o destaque da programação musical é o show nacional de Silva, no sábado (02), com sua mistura de MPB e pop. A agenda inclui ainda Banda Seis 3, Banda Black Set, Ferna Jazz, Nano Vianna, Fabiano Jhu, DJ Zappie & Elza Machini e Marcos Bifão. “Trazer o Silva para o palco do Santa Teresa Gourmet 2026 é um marco que simboliza a nova fase do festival. Ele traduz a essência do evento ao unir sofisticação e brasilidade, elevando a experiência do público”, destaca Alessandro Eller. A 12ª edição do Santa Teresa Gourmet é apresentada pela Prefeitura de Santa Teresa e realizada pelo Instituto Panela de Barro, com apoio institucional do Sebrae/ES e da Aderes. Serviço 12ª edição do Santa Teresa Gourmet Quando: 30 de abril a 2 de maio de 2026 Onde: Parque de Exposições e Praça da Cultura (Centro) Entrada: Gratuita Horários: Praça da Cultura: sexta a domingo, das 11h às 18h Parque de Exposições: quinta a sábado, das 18h às 00h Programação – Aulas Show (Praça da Cultura) Sexta-feira (01/05) 14h00 – Nonas + Chef Alessandro Eller e Cíntia Eller Tema: Abertura Tradicional de Aula Show 15h00 – Chef Tuany Soares Tema: Do mar à montanha, sabores que se unem 16h00 – Larissa Toffoli Tema: Desvendando os Segredos do Gelato 17h00 – Chef Janaína Temporim Tema: Tema a definir Sábado (02/05) 14h00 – Chef Ana Moser Tema: Terrine de parmesão na tela 15h00 – Chef Gilson Surrage Tema: A definir 16h00 – Chef Cláudia Mariel Tema: Drinks afrodisíacos 17h00 – Chef Kleysson Cesconetto Tema: Da calda ao pudim perfeito Domingo (03/05) 15h00 – Chef Marcos Redighieri Tema: Tree to Bar – Chocolate do plantio à produção 16h00 – Chef Rosana Neres Tema: Caldos termogênicos Programação musical (Parque de Exposições) 30/04 (quinta-feira) 19h – Banda Seis 3 (rock) 21h – Banda Black Set (soul) 01/05 (sexta-feira) 19h – Ferna Jazz 21h – Nano Vianna 23h – Fabiano Jhu 02/05 (sábado) 18h30 – DJ Zappie & Elza Machini 20h – Marcos Bifão 22h – Silva (atração nacional)
Ferraço defende endurecimento da legislação para combater o crime organizado
O governador do Estado, Ricardo Ferraço, defendeu, nesta segunda-feira (27), a atualização da legislação brasileira para ampliar o combate ao crime organizado durante a abertura do encontro nacional “Brasil Sob Ameaça – Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado”, realizado no Espaço Patrick Ribeiro, em Vitória. A proposta é que ações de facções criminosas passem a ser enquadradas como terrorismo, permitindo respostas mais rigorosas por parte do Estado. Durante o evento, o governador afirmou que o crime organizado no País ultrapassou os limites da criminalidade comum, adotando estratégias de intimidação capazes de paralisar comunidades e desafiar o poder público. Segundo ele, o momento exige o uso de novos instrumentos jurídicos e o fortalecimento da inteligência financeira. “O crime organizado pode não ter motivação ideológica nem religiosa, mas pratica o terrorismo em sua concepção mais objetiva: intimida, paralisa e desafia o Estado brasileiro. Defendo que possamos construir e aprovar uma legislação que reconheça o que chamamos de Terrorismo Criminal Organizado”, afirmou. Organizado pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV), com apoio da Escola da Magistratura (Emes), o encontro reúne especialistas internacionais, magistrados e autoridades de segurança pública para discutir o avanço das organizações criminosas no Brasil. A programação prevê a elaboração da chamada “Carta de Vitória”, documento com propostas a ser encaminhado ao Governo Federal. Ricardo Ferraço também destacou os investimentos realizados no Espírito Santo para reforçar as forças de segurança, incluindo as polícias Militar, Civil, Científica e Penal, além da adoção de tecnologias como inteligência artificial e reconhecimento facial. Ele cobrou maior atuação da União no apoio aos estados no enfrentamento ao crime organizado. O governador reforçou que a segurança pública exige atuação contínua do poder público. “A segurança pública é uma obra inacabada e eu não terceirizo as minhas responsabilidades. Quando o crime usa o terror, o Estado precisa responder com autoridade. E autoridade, aqui, não é excesso. É dever”, declarou. O evento segue até esta terça-feira (28), com debates sobre temas como a infiltração do crime na economia e o sistema prisional. A “Carta de Vitória” deve consolidar propostas para fortalecer políticas públicas de segurança, com integração entre setor privado, sistema de justiça e forças policiais.
Governo do Estado e prefeitura inauguram praça no bairro Novo México, em Vila Velha
O governador Ricardo Ferraço inaugurou, nesta sexta-feira (24), a reforma da Praça Djalma Miranda Rodrigues, no bairro Novo México, em Vila Velha. A obra foi executada por meio de convênio entre o Governo do Estado, via Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), e a Prefeitura Municipal, ampliando a oferta de espaços públicos voltados ao esporte, lazer e convivência. Com investimento de R$ 2,14 milhões, a intervenção requalificou uma área de 4.629 metros quadrados. O espaço recebeu estrutura modernizada, com equipamentos voltados a diferentes faixas etárias, incentivando a prática de atividades físicas e o uso comunitário. Ao lado do prefeito Arnaldinho Borgo, o governador destacou a importância da parceria entre Estado e município. “Estamos investindo em espaços que promovem saúde, lazer e convivência para as famílias capixabas”, afirmou. O projeto incluiu quadra poliesportiva, playground, academia popular, pista de caminhada, espaço pet e palco para eventos culturais. Também foram instaladas arquibancada, calçada cidadã e piso em granilite, além da renovação do mobiliário urbano, com bancos, mesas de jogos, lixeiras e pergolados. A praça ainda recebeu melhorias no paisagismo, com reorganização dos canteiros e integração de áreas verdes ao novo projeto, contribuindo para o conforto térmico e a qualidade ambiental do espaço. O secretário de Estado de Esportes e Lazer, Paulo Marcos Lemos, destacou que a obra amplia o acesso da população a equipamentos públicos de qualidade, favorecendo o lazer, o esporte e a convivência no bairro.
João Gualberto – “Uma história da velhice no Brasil”
A Academia Espírito-Santense de Letras vive uma nova fase sob a presidência de Jonas Reis, jornalista de renome e autor de vários livros. Dentro de uma nova lógica de relacionamento com o mundo intelectual, que leva em conta vários de seus segmentos, a AEL está promovendo uma palestra voltada para um público amplo, a ser realizada no dia 26 de maio, no auditório do Tribunal de Contas, na Enseada do Suá. O tema não poderia ser mais atual: História da Velhice. Na oportunidade, haverá uma noite de autógrafos do livro Uma História da Velhice no Brasil. Como tudo que é construído por nossas culturas, a velhice tem história. A palestrante, autora do livro, será Mary Del Priore, referência para os estudos históricos sobre o Brasil. Com pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, França – a mesma escola onde eu fiz meu doutorado em Sociologia – Del Priore já escreveu mais de 50 livros. É uma das autoras que mais vendem livros no campo da história no Brasil, sendo vários deles campeões de vendagem e de número de edições. Sua reputação como grande historiadora e referência para a área é inequívoca, e muito bem fez a nossa academia ao organizar uma palestra sua em nossa cidade. Aproveitando a oportunidade de ouvi-la, li a nova obra da historiadora. Li e gostei. Nela, há uma tentativa de entender a velhice como fato natural e social, historicamente construído através de imagens, representações e das vozes que emanam de memórias e autobiografias. A autora realiza um vasto estudo ao longo do tempo e dele retira lições que são importantes para entender o percurso da invenção da velhice no Brasil como instituição imaginária, desde o nosso período colonial até os dias atuais. Del Priore nos conta como nossas indígenas, fundadoras de famílias com sangue europeu e local, ensinaram os colonizadores a envelhecer por aqui com a higiene do corpo, a fabricação de utensílios de cozinha e de redes de dormir, os remédios caseiros, os cuidados com a infância, a domesticação de animais, o consumo dos alimentos da terra, a extração do mel. Entre os nossos povos originários, não havia uma contagem do tempo; ninguém sabia ao certo que idade tinha, e costumava-se viver muito, de forma natural e saudável. Mesmo os idosos faziam longas caminhadas, que às vezes duravam muitos dias. A qualidade de vida entre os indígenas era muito superior à dos europeus quando se deu o encontro entre as duas culturas. Outra informação curiosa: no Brasil, somente no século XIX as pessoas passaram a comemorar os seus aniversários, passando a contabilizar seu próprio envelhecimento. Os novos tempos foram acentuando a sua passagem com relógios e folhinhas, e com a presença dos mais velhos. Além disso, o mundo da escrita, dos livros e jornais retirou dos mais velhos a função de serem a memória de seu tempo – uma função social importante –, mas não lhes retirou a importância de sua experiência. Mary Del Priore assinala como marca dessa experiência que, mesmo nas senzalas do regime escravocrata, havia, em momentos de crise e rebelião, o papel dos mais velhos e experientes, que conduziam negociações tensas, e frequentemente frustrantes, com a morte dos revoltosos. A experiência sempre foi um ativo social. A passagem do Império para a República brasileira apontou o fim de um estilo de vida, de um tipo de economia, da mentalidade das grandes e importantes famílias, nas quais quem mandava era o velho. O ano de 1923 foi um marco na história da previdência social no Brasil, dando origem a um novo tipo social: o aposentado. De uma certa má vontade coletiva com os velhos, que não mais produziam nos setores mais populares, passamos a ter uma categoria com capacidade de consumo e renda própria. A invenção da aposentadoria é vital para compreendermos a visão que hoje temos daqueles que ultrapassam a juventude e as idades medianas. Depois de fazer um longo, profundo e, sobretudo, instigante passeio sobre a velhice através da história brasileira, o livro propõe as seguintes perguntas: que papel queremos para os nossos velhos? Numa sociedade sedenta de modernidade, que sentido dar à velhice? Nos últimos vinte anos, milhares de livros passaram a tentar explicá-la. A autora mostra que, na história, muitos indivíduos, depois de comandarem a própria vida, simplesmente ficaram velhos. Para eles, envelhecer não foi um crime punido com exclusão, mas um fato que variou segundo muitos elementos como classe social, saúde e crença. É preciso fortalecer as experiências mais positivas. Creio que, mesmo tendo lido com atenção a obra, não encontrei uma resposta para as perguntas colocadas, a não ser que seguir bons exemplos leva à sabedoria. O livro nos ajuda a conhecer melhor os modelos dos nossos antepassados e a iluminar exemplos que, às vezes, estão do nosso lado, em nossas casas, em nossas mães e pais, sábios e envelhecidos. Bom prestar mais atenção neles, em seus gestos e palavras, enquanto podemos. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Longas distâncias lideram procura na Maratona de Vitória 2026
A Maratona de Vitória já registra mais de 4 mil atletas inscritos para a edição de 2026, marcada para os dias 29 e 30 de agosto, com largadas na Praça do Papa, na Enseada do Suá. A expectativa da organização é reunir até 10 mil corredores de diferentes regiões do Brasil e também do exterior. As inscrições seguem abertas. Os dados parciais indicam uma preferência crescente pelas provas mais desafiadoras. A maratona (42 km) já atingiu 68% das vagas preenchidas, enquanto a meia maratona (21 km) chega a 66%. O Desafio Cidade de Vitória, que combina duas provas em dias distintos, também apresenta alta adesão, com 77% das vagas ocupadas na modalidade 10 km + 42 km e 76% na opção 5 km + 21 km. Nas distâncias menores, a procura também é relevante. A corrida de 5 km registra 19% das vagas preenchidas, enquanto a de 10 km soma 23%. Já a Maratoninha Kids, voltada para crianças e adolescentes de 4 a 14 anos, alcança 40% de ocupação. Ao longo de quase uma década, o evento tem ampliado o número de participantes. Em 2017, pouco mais de 6 mil atletas participaram da prova. Para 2026, a projeção é de 10 mil inscritos, consolidando a corrida no calendário esportivo nacional. “A prova segue crescendo de forma sustentável, oferecendo uma experiência completa para os corredores e mostrando que o esporte tem conquistado cada vez mais espaço na vida das pessoas”, afirma Bernardo Ramos, diretor da Pace Eventos. Até o momento, cerca de 3.500 capixabas já garantiram participação. O evento também reúne atletas de mais de 20 estados brasileiros, com destaque para Minas Gerais, que soma 320 inscritos, seguido por Rio de Janeiro (175), São Paulo (120) e Bahia (35). Apresentada pela Fortlev, a Maratona de Vitória conta com fornecimento oficial de camisas da Magia do Mar, patrocínio master do Governo do Estado, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte Capixaba (LIEC), apoio da Prefeitura de Vitória e organização da Pace Eventos. Com dois dias de programação, o evento inclui provas de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km, além do Desafio Cidade de Vitória e da Maratoninha Kids, com percursos de 50 metros a 400 metros. Todos os participantes recebem kit com camisa, número de peito, chip descartável e sacola, além de medalha de participação e troféus para os primeiros colocados. No sábado (29), acontecem as provas de 5 km e 10 km, além da largada dos participantes do Desafio Cidade de Vitória nessas distâncias. À tarde, a programação inclui a Maratoninha Kids. Já no domingo (30), serão realizadas a maratona (42 km) e a meia maratona (21 km), com largada conjunta às 5h30. Serviço Maratona de Vitória 2026 Data: 29 e 30 de agosto Local: Praça do Papa, Enseada do Suá Inscrições: www.ticketsports.com.br ou www.maratonadevitoria.com.br
Divórcio com imóvel financiado: entenda como funciona a partilha
Quando um casamento chega ao fim, a divisão do patrimônio pode variar de simples a bastante complexa. Uma das dúvidas mais frequentes envolve imóveis adquiridos por financiamento: como fica a partilha quando o bem ainda não foi totalmente quitado? De acordo com o advogado e doutor em Direito de Família e Sucessões, Alexandre Dalla Bernardina, o primeiro passo é identificar o regime de bens adotado pelo casal. A partir disso, é possível compreender os efeitos jurídicos relacionados ao imóvel financiado. Segundo ele, nos casos de financiamento com alienação fiduciária, o casal ainda não detém a propriedade plena do imóvel, mas sim a posse, com direito à aquisição definitiva após a quitação da dívida junto à instituição financeira. Um ponto relevante é que acordos firmados entre os ex-cônjuges não têm efeito automático perante o banco. Ou seja, independentemente do que for ajustado entre as partes, ambos continuam responsáveis pelo contrato de financiamento. Comunhão parcial de bens No regime de comunhão parcial, os bens adquiridos de forma onerosa durante o casamento integram o patrimônio comum, mesmo que estejam registrados em nome de apenas um dos cônjuges. Nesses casos, tanto os direitos sobre o imóvel quanto as obrigações do financiamento podem ser divididos. Separação total de bens Já no regime de separação total, cada cônjuge mantém a titularidade exclusiva dos bens adquiridos individualmente, assim como a responsabilidade por suas dívidas. Caso o financiamento esteja apenas em nome de um dos cônjuges, o outro, em regra, não terá direito ao imóvel, salvo se comprovar participação financeira ou esforço comum relevante na aquisição. Formas de partilha Na prática, existem diferentes caminhos para a divisão. Entre os mais comuns estão a venda do imóvel com divisão do valor obtido, a manutenção da copropriedade por determinado período ou a permanência de um dos ex-cônjuges no imóvel, com compensação financeira ao outro — especialmente quando há filhos menores envolvidos. O advogado recomenda a análise detalhada de todo o patrimônio do casal, incluindo contratos de financiamento, para garantir uma partilha segura e equilibrada. Valores já investidos entram na conta Além do imóvel, devem ser considerados na divisão os valores já pagos durante o casamento, como entrada, parcelas e eventuais benfeitorias realizadas no bem. Dívidas também podem ser partilhadas Outro ponto importante é que as dívidas também entram na divisão, sobretudo no regime de comunhão parcial, exceto quando se tratar de obrigações de caráter pessoal, contraídas em benefício exclusivo de um dos cônjuges. Orientação jurídica faz diferença A falta de informação ainda é um dos principais fatores de conflito em processos de separação. A orientação jurídica adequada contribui para evitar prejuízos e assegurar uma divisão mais justa. Com o aumento de casais que adquirem imóveis financiados, compreender os direitos e deveres envolvidos antes de uma eventual separação pode fazer diferença no desfecho da partilha.