Especialista aponta que disciplina, tempo e juros compostos são os principais aliados de quem deseja construir patrimônio, mesmo começando com valores menores
O interesse dos capixabas por investimentos segue em alta, acompanhando um movimento nacional de maior educação financeira. Entre os objetivos mais comuns de quem começa a investir está a conquista dos primeiros R$ 100 mil, valor considerado um marco importante na formação de patrimônio.
Mas quanto é preciso aplicar mensalmente para atingir essa meta?
Segundo Cecília Perini, líder da XP no Espírito Santo, o valor varia de acordo com o prazo escolhido e, principalmente, com a disciplina do investidor. Para ela, mais importante do que começar com grandes quantias é manter a regularidade dos aportes.
“Muita gente acredita que só consegue investir quando sobra muito dinheiro, mas a constância faz toda a diferença. Com planejamento e estratégia, alcançar os primeiros R$ 100 mil é uma meta totalmente possível”, afirma.
Quanto investir por mês?
Considerando aplicações em renda fixa com retorno médio entre 0,7% e 1% ao mês, a estimativa é a seguinte:
Em 3 anos (36 meses): entre R$ 2.200 e R$ 2.500 por mês;
Em 5 anos (60 meses): entre R$ 1.200 e R$ 1.400 por mês;
Em 10 anos (120 meses): entre R$ 300 e R$ 500 por mês.
Na avaliação da especialista, o tempo é um dos maiores aliados do investidor. Quanto mais longo o prazo, menor tende a ser o esforço financeiro mensal e maior o efeito dos juros compostos sobre o patrimônio acumulado.
Renda fixa segue como destaque
Com a taxa de juros ainda em níveis elevados no Brasil, os investimentos em renda fixa continuam entre as alternativas mais procuradas por quem busca segurança e previsibilidade.
Entre as principais opções estão o Tesouro Direto, os CDBs, as LCIs e LCAs — que são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas — além dos fundos de renda fixa.
De acordo com Cecília Perini, esses produtos permitem montar uma carteira equilibrada, combinando diferentes níveis de liquidez e rentabilidade conforme os objetivos de cada investidor.
Capixabas investem cada vez mais
No Espírito Santo, o perfil do investidor também vem mudando. Cada vez mais pessoas buscam orientação especializada, diversificam aplicações e passam a tomar decisões financeiras com base em planejamento de longo prazo.
“Hoje observamos investidores mais conscientes, que pesquisam, comparam produtos e entendem melhor seus objetivos financeiros. Esse amadurecimento contribui para escolhas mais assertivas”, destaca.
O segredo está na consistência
Independentemente do valor aplicado, especialistas reforçam que o principal fator para construir patrimônio é criar o hábito de investir todos os meses. Automatizar os aportes e evitar resgates antes do prazo previsto também são estratégias que ajudam a acelerar os resultados.
“Não se trata de enriquecer rapidamente, mas de construir uma trajetória consistente. Com disciplina, tempo e o efeito dos juros compostos, os resultados aparecem naturalmente”, conclui a especialista.
