Evento realizado em Vitória debate equidade de gênero, saúde mental e o papel feminino nas forças de segurança
A presença feminina nas forças de segurança pública do Espírito Santo tem crescido nos últimos anos e ganhado cada vez mais espaço em áreas estratégicas e cargos de liderança. Como reflexo desse avanço, o Estado realiza, nesta quinta e sexta-feira (18 e 19), o 1º Congresso Estadual de Mulheres na Segurança Pública, reunindo 220 participantes no auditório do Sebrae, em Vitória.
Na foto acima: Capitã Andresa (Corpo de Bombeiros), Delegada Cláudia Dematté (Polícia Civil) e Graciele Sonegheti (Polícia Penal)
O evento inédito promoverá debates sobre temas relacionados à atuação profissional e aos desafios enfrentados pelas mulheres no setor. A programação inclui painéis sobre equidade de gênero, capacitação profissional, participação feminina em forças especializadas, socioeducação, saúde mental, violência doméstica e familiar, tráfico internacional de mulheres e a importância da atuação feminina no movimento sindical.
Participam do congresso representantes da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES), Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES), Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) e guardas municipais de Cariacica, Serra, Vila Velha, Vitória e Viana.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre as secretarias estaduais da Justiça (Sejus), da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e das Mulheres (SESM). O congresso foi idealizado e é coordenado pela policial penal Graciele Sonegheti.
“A presença feminina é cada vez maior em nossas forças de segurança pública, inclusive em cargos de gestão. A programação do nosso Congresso é ampla e abrange diferentes dimensões do nosso trabalho, da qualificação profissional à saúde mental, passando também por questões como a violência doméstica, que atinge inclusive agentes do Estado”, destaca Graciele.
Formada também em Psicologia, a policial penal ressalta que o debate sobre proteção às mulheres precisa estar presente dentro das próprias instituições de segurança. Ela cita como exemplo o feminicídio da ex-comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Matos, ocorrido em março deste ano, caso que reforçou a necessidade de ampliar ações de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher.
