O Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado, ganhou projeção no cenário cultural com a realização da exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra”, que segue aberta ao público até o próximo domingo (12). A mostra reuniu 69 gravuras originais de um dos maiores nomes da história da arte e registrou forte adesão do público.
Desde a abertura, em fevereiro de 2026, a exposição recebeu mais de 23 mil visitantes, evidenciando o interesse pelas obras de Rembrandt e por sua técnica marcada pelo uso do chiaroscuro.
O alcance educativo também se destacou. Mais de 70 instituições de ensino participaram da programação, envolvendo cerca de 3 mil estudantes e professores em visitas mediadas. Além disso, oficinas e ações formativas reuniram mais de mil participantes, consolidando a mostra como ferramenta de aprendizado em história da arte e interpretação das emoções humanas retratadas nas obras.
Inclusão e valorização do patrimônio
A escolha do Palácio Anchieta — um dos edifícios históricos mais antigos do país — reforçou o caráter simbólico da exposição. A organização priorizou a acessibilidade, com recursos como placas em braile e um autorretrato em 3D tátil, ampliando o acesso à experiência artística.
A visitação é gratuita e não exige agendamento prévio.
A relevância de Rembrandt
Nascido em Leiden, em 1606, Rembrandt se destacou como pintor e gravurista durante o período barroco, alcançando reconhecimento em Amsterdã. Ao longo da carreira, produziu mais de 300 pinturas, 300 gravuras e cerca de 2 mil desenhos, incluindo autorretratos, paisagens, retratos coletivos e cenas bíblicas.
Sua obra é marcada pelo uso inovador da luz e da sombra, técnica que influenciou movimentos posteriores, como o Impressionismo, além de dialogar com a estética do cinema moderno.
Mais do que domínio técnico, o artista é reconhecido pela capacidade de retratar a condição humana. Suas obras abordam temas universais, como dor, fé, amor, envelhecimento e esperança, mantendo relevância ao longo dos séculos.
