Batizada de Eclipse, nova edição será realizada nos dias 6 e 7 de novembro, no Parque Cultural Casa do Governador, com proposta mais intimista e experimental
O Movimento Cidade encerrou a edição realizada na Prainha, em Vila Velha, já projetando seu próximo passo. Depois de reunir mais de 30 mil pessoas entre os dias 14 e 16 de agosto, o festival anunciou uma novidade inédita em sua trajetória: terá uma segunda edição ainda em 2026.
Batizada de Eclipse, a nova programação será realizada nos dias 6 e 7 de novembro, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha. A proposta é apresentar uma edição especial de primavera, mais intimista e experimental e com formato diferente das grandes edições tradicionais do Movimento Cidade. O line-up será divulgado em breve.
A novidade antecede a aguardada 10ª edição do festival, prevista para 2027, e amplia a presença do Movimento Cidade no calendário cultural capixaba. Segundo a diretora-geral do festival, Luisa Costa, o Eclipse será uma oportunidade de explorar outras possibilidades e apresentar o evento sob uma nova perspectiva.

O anúncio veio após três dias de intensa programação na Prainha. A edição de agosto reuniu música, audiovisual, artes visuais, dança, esporte e diferentes experiências, atraindo mais de 30 mil pessoas. A entrada solidária também resultou na arrecadação de mais de seis toneladas de alimentos destinadas a ações sociais.
O público não ficou restrito ao Espírito Santo. O festival recebeu visitantes de mais de dez estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.
Entre os momentos que marcaram a edição estiveram o encontro de Rachel Reis e João Gomes no palco, Kannalha dançando ao som de Beyoncé, a apresentação especial de Zeca Pagodinho, celebrando 40 anos de carreira, e momentos de emoção nos shows de Urias e Gaby Amarantos.
A programação musical também teve nomes como Emicida, Marcelo D2, AJuliacosta e Budah. Esta última recebeu Duquesa, MC Luanna e Lourena em um encontro de vozes femininas do rap e do R&B.
Mas a proposta do Movimento Cidade foi além dos palcos principais. Na Tenda Tudo é Divino, manifestações da cultura popular capixaba ganharam espaço com apresentações de congo, capoeira, samba, forró e outras expressões do folclore do Estado. O Cine Sesc manteve a presença do audiovisual, uma das marcas do festival, com sessões de cinema durante os três dias.
A NAV ampliou a programação musical com DJs e projetos nos intervalos dos shows. Outra novidade foi o Deriva, iniciativa que levou música para espaços pouco convencionais da Prainha, com ativações em um barco e no Sagaz, carro realizado em parceria com a Red Bull, espalhando DJs e pistas por diferentes pontos do evento.
Para Luisa Costa, a diversidade de atrações, linguagens e públicos traduz a proposta construída pelo Movimento Cidade ao longo de sua trajetória.
“Mais uma vez, conseguimos realizar um festival que reúne pessoas diferentes, linguagens diferentes e experiências diferentes em um mesmo espaço. O Movimento Cidade é feito para provocar encontros e, quando vemos a Prainha ocupada por públicos tão diversos, vindos de diferentes lugares e com diferentes interesses, temos a certeza de que estamos cumprindo esse propósito”, afirma.
A pluralidade também apareceu na curadoria. Do samba ao rap, do piseiro ao pop, da música urbana às sonoridades regionais, a programação reuniu diferentes gerações, gêneros e estilos, aproximando artistas consagrados de nomes ligados às novas cenas da música brasileira.
Mesmo com a circulação de mais de 30 mil pessoas durante os três dias, a organização informou não ter registrado ocorrências no festival.
Segundo Leo Alves, fundador do Movimento Cidade, a dimensão alcançada pelo evento mostra uma trajetória que nasceu ligada à cidade, mas vem ultrapassando as fronteiras capixabas.
“Estamos chegando a um momento muito especial da nossa história. O Movimento Cidade está sempre crescendo, ocupando novos espaços e criando novas formas de encontro. Hoje, olhar para uma Prainha com pessoas de tantos lugares e perfis diferentes mostra que conseguimos construir algo que pertence à cidade, mas que também ultrapassa as fronteiras do Espírito Santo”, destaca.
Eclipse abre um novo capítulo
A segunda edição de 2026 será realizada em parceria com o Parque Cultural Casa do Governador e terá características próprias. Em vez de simplesmente reproduzir o formato da Prainha, o Eclipse pretende explorar novas formas de ocupação, encontro e conexão entre diferentes linguagens artísticas.
Para a gestora e coordenadora artístico-cultural do Parque, Mirella Schena, a parceria amplia o diálogo entre diferentes cenas e fortalece a conexão do espaço com a produção musical brasileira.
“Receber novamente o Movimento Cidade no Parque Cultural Casa do Governador, desta vez em uma parceria inédita, com a correalização do festival Eclipse, é fundamental para nós. O Eclipse dialoga diretamente com a programação que já construímos no Parque: conecta diferentes linguagens artísticas e reafirma nosso propósito de valorizar e difundir nomes da música brasileira, promovendo ainda o intercâmbio entre a cena musical do Espírito Santo e a de outros estados”, afirma.
Com o Eclipse marcado para 6 e 7 de novembro, o Movimento Cidade fecha a edição da Prainha abrindo imediatamente uma nova fase: uma experiência menor e mais experimental antes da chegada à histórica 10ª edição, em 2027.
