“Pamonhas, pamonhas, pamonhas”: bordão do anos 70 ajuda vendedor a conquistar os capixabas

Quem cruza com Henrique Arujá pelas ruas da Grande Vitória dificilmente esquece o bordão forte e já característico: “Pamonhas, pamonhas, pamonhas!”. É assim que o paulista de 43 anos anuncia os produtos enquanto percorre bairros de Vitória e Vila Velha vendendo pamonhas, bolos e outras receitas feitas à base de milho verde.

Morando há cerca de quatro meses em Vila Velha, Henrique aposta no Espírito Santo como novo capítulo de uma história que começou muito antes dele nascer. À frente da marca Pamonha Arujá Oficial, ele carrega uma tradição familiar de 52 anos iniciada pelo pai, em São Paulo.

“São 52 anos de trabalho. Essa voz é do meu pai. Isso vem dele para mim. Eu já tenho 43 anos e, desde quando me entendo por gente, nunca fiz outra coisa na vida a não ser fazer essas delícias do milho verde”, contou.

Segundo Henrique, o famoso “Pamonhas, pamonhas, pamonhas” surgiu ainda na década de 1970. O pai dele, que já trabalhava como locutor profissional, decidiu criar um bordão inspirado em um antigo vendedor paulista conhecido pelo grito de “bolachas, bolachas, bolachas”.

Seu Miguel, em entrevista para a Rede Globo

“Meu pai teve a ideia de colocar a pamonha para trabalhar na rua. Tinha um rapaz em São Paulo que falava ‘bolachas, bolachas, bolachas’. Depois que ele faleceu, meu pai aproveitou o estilo e criou o ‘pamonhas, pamonhas, pamonhas’”, relembrou.

O vendedor afirma que o bordão acabou se transformando em uma marca registrada da família e também em símbolo da qualidade dos produtos.

“Nossa marca registrada é que não vendemos gato no saco. Não vendemos enganação”, destacou.

Além de São Paulo, onde a empresa já possui veículos caracterizados, a marca também atua no Rio de Janeiro e agora aposta no mercado capixaba. Segundo Henrique, a recepção dos moradores da Grande Vitória tem sido positiva.

“Os capixabas gostaram muito. Aprovaram porque é um produto incrível. A gente fez um teste de mercado e viu que aqui no Espírito Santo não tem um produto igual ao nosso. Então viemos trazer para a mesa do capixaba a verdadeira pamonha”, afirmou.

Casado com Luana, capixaba, Henrique mora atualmente em Itaparica, em Vila Velha. Pai de Laura, de 11 anos, e Francisco, de 1 ano e 3 meses, ele também aguarda a chegada da pequena Lis Maria, ainda na barriga da mãe.

Entre ruas, bairros e clientes da Grande Vitória, Henrique leva mais do que pamonhas. Carrega uma tradição familiar iniciada ainda nos anos 70 e que agora ganha um novo capítulo no Espírito Santo — sempre anunciada pelo já conhecido “Pamonhas, pamonhas, pamonhas!”.

O áudio reproduzido nos carros também ajuda a chamar atenção de moradores e clientes. Entre frases marcantes, o anúncio mistura humor, carisma e tradição popular.

“Atenção, atenção! Pamonhas Arujá… entregamos qualidade e preço justo.”

Em outro trecho, a gravação brinca:

“Seja breve, senão o moço vai embora e a garotada chora.”

Segundo Henrique, a comunicação popular sempre fez parte da identidade construída pela família desde os anos 70.

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Diretor de conteúdo – Eduardo Caliman

Jornalista formado pela Ufes (1995), com Master em Jornalismo para Editores pelo CEU/Universidade de Navarra – Espanha. Iniciou a carreira em A Tribuna e depois atuou por 21 anos em A Gazeta, como repórter, editor de Política, coordenador de Reportagens Especiais e editor-executivo. Foi também presidente do Diário Oficial, subsecretário de Comunicação do ES e, de 2018 a 2024, coordenador de comunicação institucional no sistema OAB-ES/CAAES.

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