O Governo do Estado entregou, nesta sexta-feira (29), 13 novas viaturas à Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) para ampliar as ações de prevenção à violência doméstica e fortalecer o atendimento especializado às mulheres em situação de vulnerabilidade. Os veículos serão utilizados pela Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica e Proteção da Mulher (CIMU), com atuação em todas as regiões capixabas. Durante a solenidade de entrega, o governador Ricardo Ferraço destacou que o investimento faz parte da estratégia de fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e de modernização das forças de segurança. “Seguimos estruturando, fortalecendo e dando os meios para que nossa Companhia Independente de Proteção às Mulheres cumpra seu papel, que é combater esse crime covarde. Com novos equipamentos, temos mais eficiência na resposta que precisamos dar à sociedade, que é acabar com a violência contra a mulher. Vamos seguir fazendo investimentos concretos e robustos, trabalhando por um Espírito Santo cada vez mais seguro”, afirmou. O investimento total foi de R$ 3,75 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública repassados ao Governo do Estado. As novas viaturas, do modelo Trailblazer, foram escolhidas por sua capacidade de atuação em diferentes tipos de terreno, incluindo áreas rurais e localidades de difícil acesso. Segundo a Polícia Militar, a ampliação da frota permitirá maior agilidade nas ocorrências, ações preventivas, visitas tranquilizadoras e atendimentos especializados às vítimas de violência doméstica e familiar, especialmente em municípios do interior e regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Para o comandante-geral da PMES, coronel Ríodo Rubim, a entrega representa um reforço importante na estrutura de atendimento às mulheres capixabas. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige estrutura adequada, presença do Estado e capacidade de resposta rápida. Com essas novas viaturas, ampliamos as condições de trabalho da CIMU e fortalecemos uma política pública fundamental para garantir proteção, acolhimento e segurança às mulheres capixabas”, destacou. Os veículos contam com câmbio automático, elevada altura em relação ao solo, motorização robusta e espaço interno ampliado para o transporte de equipamentos, efetivo policial e acolhimento de vítimas. As viaturas também receberam grafismo na cor lilás, em referência à atuação especializada da unidade no combate à violência contra a mulher. A comandante da CIMU, major Jaqueline Pandolfi, ressaltou que o investimento permitirá ampliar o alcance dos serviços prestados pela companhia em todo o território estadual. “O objetivo principal é ampliar a capacidade de pronta resposta da CIMU fora dos grandes centros urbanos, garantindo que mulheres em situação de vulnerabilidade em todo o território capixaba recebam assistência especializada com agilidade”, afirmou. A entrega das viaturas integra o conjunto de investimentos realizados pelo Governo do Estado para fortalecer a segurança pública e ampliar a rede de proteção às mulheres, oferecendo melhores condições de trabalho aos policiais militares e expandindo o atendimento especializado em todas as regiões do Espírito Santo.
Robô-garçom já faz parte da rotina de restaurante na Serra e mostra avanço da automação
Tecnologias que antes pareciam restritas aos filmes de ficção científica estão cada vez mais presentes no cotidiano das empresas. Na Serra, um restaurante adotou um robô-garçom para auxiliar no atendimento aos clientes, reforçando uma tendência que ganha espaço em diferentes setores da economia: o uso da automação para aumentar a eficiência operacional e aprimorar a experiência do consumidor. O equipamento está em operação no restaurante Mahai, localizado no Shopping Aldeia da Serra, em Civit II. O investimento foi de aproximadamente R$ 100 mil e teve como objetivo complementar o trabalho da equipe humana, agilizando processos e oferecendo uma experiência diferenciada aos frequentadores do estabelecimento. Batizado de “Aloha”, o robô circula de forma autônoma entre as mesas, realiza entregas de pedidos e chama a atenção principalmente das crianças, mas também desperta a curiosidade dos adultos. Segundo o CEO do Grupo Mahai, Fábio Ferreira Borges, a tecnologia foi incorporada para agregar valor ao atendimento sem substituir os profissionais. “O principal foco foi melhorar a experiência do cliente, mas, sem dúvidas, também agrega bastante na agilidade operacional. Não substitui a atenção e zelo do trabalho humano, mas é um excelente suporte no desempenho das atividades”, afirma. De acordo com o empresário, a receptividade do público foi positiva desde os primeiros dias de funcionamento. O interesse dos clientes pelo equipamento acabou se tornando um atrativo adicional para o restaurante. “Muitos clientes nos visitam querendo conhecer o robô. As crianças adoram e, para a equipe, o Aloha é um grande aliado”, destaca. A adoção da tecnologia, entretanto, exige planejamento estrutural. Como o robô utiliza sistemas de mapeamento para se deslocar pelo ambiente, os espaços precisam ser projetados para garantir sua circulação adequada. “Para o bom funcionamento do robô é importante que o layout da unidade já seja feito com esta previsão. Os corredores entre as mesas precisam ser largos. Então adotaremos somente em unidades novas”, explica Fábio. Para a gerente interina de Inovação do Sebrae/ES, Isabella Calmon, exemplos como esse demonstram que a automação está se tornando cada vez mais acessível para empresas de diferentes portes e segmentos. “Automatizar não significa substituir pessoas, mas usar a tecnologia para apoiar operações e tornar alguns processos mais eficientes. Muitos negócios enfrentam desafios relacionados à contratação e retenção de mão de obra, especialmente em setores de atendimento, e a tecnologia pode ajudar justamente nesse equilíbrio entre produtividade e experiência do cliente”, ressalta. Tecnologia será destaque no ESX 2026 O avanço da automação e o impacto das novas tecnologias nos negócios estarão entre os temas centrais do ESX 2026 – Innovation Experience Espírito Santo, considerado um dos principais eventos de inovação do Estado. Durante os três dias de programação, o público também poderá conhecer de perto um robô-garçom semelhante ao utilizado pelo restaurante. O equipamento, chamado Robô Nik, estará presente nos espaços Café e Business Lab, auxiliando no atendimento de convidados e participantes. Desenvolvido pela Futuremedia, o robô possui inteligência artificial programada para interação com as pessoas e opera de forma totalmente autônoma em trajetos previamente definidos. Segundo Isabella Calmon, a transformação digital e o avanço da inteligência artificial estão modificando a forma como empresas se relacionam com clientes e organizam suas operações. “O consumidor passou a valorizar experiências diferentes e inovadoras. Quando usada de forma estratégica, a tecnologia pode ajudar empresas a se tornarem mais competitivas e preparadas para o futuro do trabalho”, afirma. Realizado pelo Sebrae/ES e pela Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), com correalização do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), o ESX reúne startups, investidores, empresas, pesquisadores e especialistas em uma programação voltada à inovação, empreendedorismo e desenvolvimento de negócios. ESX 2026 – Innovation Experience Espírito Santo Data: 11, 12 e 13 de junho Local: Praça do Papa, em Vitória Horários: Quinta e sexta-feira: das 13h às 21h Sábado: das 9h às 17h Inscrições gratuitas: https://esx.com.es/inscricao/
Semana começa com tempo firme, mas previsão indica possibilidade de chuva na Grande Vitória
A primeira semana de junho começa com tempo estável na Grande Vitória, mas a previsão dos institutos meteorológicos indica mudanças graduais ao longo dos próximos dias, com aumento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva em alguns períodos. De acordo com o Climatempo, esta segunda-feira (1º) será de sol entre poucas nuvens e sem previsão de chuva na região metropolitana. As temperaturas devem variar entre 19°C e 26°C em Vitória, mantendo o clima típico de outono, com manhãs mais amenas e tardes agradáveis. As previsões indicam que a terça-feira (2) pode registrar aumento da umidade e chance de chuva fraca em alguns momentos do dia. As temperaturas permanecem estáveis, com máximas próximas dos 26°C e ventos moderados soprando do litoral. Entre quarta-feira (3) e quinta-feira (4), o cenário deve alternar períodos de sol, muitas nuvens e possibilidade de pancadas isoladas. A atuação de sistemas de circulação marítima e ventos do oceano favorece o aumento da nebulosidade sobre a faixa litorânea do Espírito Santo. Apesar disso, não há previsão de acumulados significativos de chuva para a Grande Vitória. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) destaca que o início de junho será marcado por temperaturas dentro da média para a época do ano no Espírito Santo, sem previsão de frio intenso ou eventos meteorológicos extremos para a região metropolitana nos próximos dias. Já o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) informa que o ar seco ainda predomina sobre o Estado neste começo de semana, favorecendo o tempo aberto e a estabilidade atmosférica. A tendência é de temperaturas variando entre 19°C e 28°C na Grande Vitória, com ventos fracos a moderados ao longo dos próximos dias. Previsão resumida para a Grande Vitória: Segunda-feira (1º): sol entre poucas nuvens, sem chuva. Mínima de 19°C e máxima de 26°C. Terça-feira (2): aumento de nuvens e possibilidade de chuva fraca isolada. Quarta-feira (3): muitas nuvens e períodos de sol. Quinta-feira (4): possibilidade de pancadas rápidas de chuva. Sexta-feira (5): tempo mais estável, com sol entre nuvens e temperaturas amenas.
Workshop discute a formação de professores e a qualidade da educação no ES
Representantes do setor educacional, gestores públicos e integrantes da sociedade civil participaram, nesta sexta-feira (29), em Vitória, do Workshop de Educação – Formação de Professores: práticas e caminhos para o fortalecimento da Educação, promovido pelo Comitê de Educação do ES em Ação. O encontro teve como foco os desafios da educação básica e o papel da formação docente na melhoria da aprendizagem. Realizado no BASE27, na Fucape Business School, o evento reuniu cerca de 50 educadores e especialistas para debater temas considerados estratégicos para o desenvolvimento do Espírito Santo, entre eles a qualidade do ensino, as políticas voltadas aos profissionais da educação e iniciativas para fortalecer a aprendizagem por meio da valorização dos professores. A programação contou com a participação do Movimento Profissão Docente, iniciativa nacional dedicada à valorização da carreira docente. O diretor-geral do movimento, Haroldo Rocha, apresentou dados e experiências relacionadas aos desafios da educação brasileira e destacou a importância dos professores para a melhoria dos indicadores educacionais. “O professor é a peça central da aprendizagem e é uma categoria que precisa ser cada vez mais desenvolvida, sobretudo nas competências pedagógicas. Quando pensamos na melhoria da qualidade da educação no Brasil, e particularmente no Espírito Santo, vemos o professor no centro do ensino”, afirmou Haroldo Rocha. O diretor-presidente do ES em Ação, Fernando Saliba, ressaltou a importância de promover debates voltados à formação de lideranças e ao fortalecimento da educação. “Sabemos que a educação é a base para o desenvolvimento de qualquer unidade, seja municipal ou estadual, e do país. Precisamos ter os melhores docentes para poder contribuir na qualidade da formação do estudante, do cidadão”, declarou. A diretora de Educação do ES em Ação, Tatiana Tristão, destacou os avanços obtidos pelo Espírito Santo na ampliação das matrículas em escolas de tempo integral e apontou a necessidade de concentrar esforços na qualidade do ensino. “O Espírito Santo fez o dever de casa na ampliação das matrículas nas escolas em Tempo Integral. Agora entendemos que o foco precisa ser a qualidade do ensino, com o professor na base dessa discussão”, disse. A diretora de Políticas Públicas do Movimento Profissão Docente, Maria Cecília Gomes, apresentou dados sobre o impacto da atuação docente no desempenho dos estudantes e defendeu a ampliação do acesso a professores qualificados em todas as regiões do Estado. A secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo, avaliou que a formação inicial e continuada dos professores está entre os principais desafios da área e destacou a diversidade dos participantes presentes no encontro. “A pluralidade do encontro foi um dos diferenciais do debate, ao reunir representantes do setor público, privado e do terceiro setor. Quanto mais especialistas nessa discussão, melhor para criarmos novas soluções”, afirmou. Já a secretária municipal de Educação de Vitória, Juliana Rohsner, enfatizou a importância do engajamento da sociedade na defesa da educação pública e na valorização dos profissionais da área. “É preciso que toda a sociedade se comprometa com a educação pública. Sabemos que 80% das crianças estão na escola pública, e pensar nesse direito à aprendizagem, na eficiência dessa entrega, é muito importante”, destacou. Além das apresentações e painéis temáticos, o workshop promoveu discussões sobre o cenário da educação básica no Brasil e no Espírito Santo, diagnósticos das políticas docentes e uma atividade colaborativa voltada à construção de propostas para o fortalecimento da formação de professores e da qualidade do ensino.
João Gualberto – “Henrique Nunes Coutinho”
O escritor Romulo Felipe, autor de obras de ficção histórica de sucesso no mercado editorial, é hoje um dos grandes biógrafos em atuação no Espírito Santo. Ele lançou nos últimos tempos obras sobre a vida de políticos e empresários ainda em atividades, como Theodorico de Assis Ferraço, Eval Galassi, Coronel Gabriel Alckmin e Martinho Demoner, para citar apenas alguns exemplos. São, ao todo, quatorze biografias escritas e publicadas. São muito importantes esses regastes históricos, mesmo com personagens vivos, porque reúnem informações que poderiam ser esquecidas. Há grandes nomes da nossa história cujas famílias não cuidaram o seu acervo, como, por exemplo, Muniz Freire, nosso primeiro presidente eleito, em 1892. Nenhum familiar preservou seu acervo, e elementos de sua história, como cartas a outros políticos e familiares ou sua biblioteca, perderam-se na bruma do tempo. Na contramão dessa tendência, temos o caso do cuidado da estudiosa da cultura de sua região, Ivilisi Soares, psicanalista e filha do grande empreendedor do sul do estado, o Coronel Soares. Ele foi não apenas proprietário do trapiche do Porto da Barra do Itapemirim, mas também um dos grandes batalhadores pelo desenvolvimento de seu município. Lutou por toda a vida para que fossem feitos os investimentos que assegurassem a construção do cais, de modo a dar escala ao seu empreendimento e a trazer o desenvolvimento para Itapemirim. Volto à história do Coronel Soares oportunamente. Hoje, quero me deter no biografado por Romulo Felipe, Henrique Nunes Coutinho, chamando a atenção, em primeiro lugar, para a seriedade das pesquisas que envolvem registrar, em livro, uma trajetória de vida repleta de realizações, de afetos, mas também de desentendimentos e rupturas. É preciso método, disciplina e amor ao que se faz para lidar com centenas de documentos, fotos, depoimentos. Henrique Coutinho herdou seu nome de um antepassado importante na nossa história, seu homônimo que dirigiu o Espírito Santo entre 1904 e 1908 e que foi muito importante por destravar as negociações para a venda da nossa Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo para o capital inglês. Essa operação organizou as finanças públicas capixabas e possibilitou o governo empreendedor de seu sucessor, Jerônimo Monteiro. Coutinho, que foi prefeito de Colatina entre 1948 e 1951, veio de uma família de políticos importantes. Tinha nas veias esse sangue da política. Entretanto, sua grande obra está no campo da eletrificação. Fazendeiro com terras entre os municípios de Santa Tereza e Colatina, montou uma pequena usina hidroelétrica no Rio Santa Maria, para possibilitar a mecanização do beneficiamento de suas colheitas e das de seus vizinhos. Em agosto de 1940, teve autorização do governo federal para a ampliação de sua usina, na margem esquerda do mesmo rio, e concluiu suas obras em 1945. Ocorre que, nessa época, era prefeito o médico Silvio Ávidos – por sua vez filho de Florentino Avidos, que também fora presidente do Estado –, e ele propôs a Henrique Coutinho distribuir a energia excedente na zona urbana Colatina. Nasceu assim a empresa de Luz e Força Santa Maria, que foi transformada em companhia autônoma em 1959. Desde então, detêm a distribuição de energia elétrica para toda a região no entorno da cidade, contribuindo para o progresso extraordinário de toda aquela área. Hoje está presente em 11 municípios do Noroeste do nosso Estado. Venho afirmando sempre que o Espírito Santo é um Estado empreendedor, que tem entre os fundadores de seu progresso um time de grandes personagens, ousados e com espírito da modernidade que hoje temos. Seguramente, Romulo Felipe conseguiu descrever para o seu leitor os movimentos pioneiros de Henrique Nunes Coutinho desde que resolveu produzir energia para a sua propriedade, a fim de ganhar escala de produção, e depois transformar a empresa então criada em ativo sólido e prestador de serviços, inicialmente para Colatina e, depois, para vários municípios. A empresa seguramente é um dos pilares do crescimento da região Noroeste do Espírito Santo. Nasceu do sonho de um homem empreendedor, com capacidade para produzir bons resultados para os que também puderam prosperar ao seu redor. Os mais jovens nem sempre são capazes de compreender a diferença que faz um lugar iluminado, com aparelhos eletrodomésticos, com o conforto dos ambientes ventilados e refrigerados; assim, talvez não possam mensurar a diferença das ações desse homem na região onde viveu sua vida adulta. Muito também fez a família que possibilitou essa empreitada intelectual, muito bem desenvolvida pelo talentoso Romulo Felipe. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.