Mesa cheia, chope gelado e torcida vibrando a cada lance. Durante a Copa do Mundo 2026, bares e restaurantes prometem se transformar em verdadeiras arquibancadas para receber o público nos dias de jogo. Para valorizar esse movimento, o Sindbares/Abrasel ES lançou a campanha “Barquibancada — A Copa é no Bar”, concurso que vai premiar os estabelecimentos que criarem as melhores experiências para os torcedores. Ao todo, serão distribuídos R$ 10 mil em prêmios. A proposta é incentivar bares e restaurantes a investirem em decoração temática, ações criativas, promoções especiais, cardápios personalizados e muita animação durante as partidas da Copa, que começam no dia 11 de junho. Segundo o presidente do Sindbares, Rodrigo Vervloet, a ideia é transformar os estabelecimentos em pontos de encontro da torcida capixaba, fortalecendo o movimento no setor de foodservice durante o calendário esportivo. Para participar, os interessados devem realizar o cadastro na campanha e publicar um vídeo no Instagram mostrando como o clima da Copa tomou conta do estabelecimento. Vale registrar a torcida vibrando, o ambiente decorado, os petiscos da casa, desafios entre clientes e toda a experiência criada para os dias de jogo. A publicação deve utilizar a hashtag #barquibancada e marcar a conta oficial do Sindbares. A inscrição é gratuita e já pode ser feita pelo link: clique aqui. Os vídeos da competição podem ser publicados até a data do último jogo da Copa. Após o encerramento da campanha, o sindicato reunirá uma banca avaliadora para analisar as publicações feitas ao longo da competição e escolher os três bares ou restaurantes que melhor representarem o espírito da Copa. Entre os critérios avaliados estão criatividade, organização, experiência oferecida ao cliente, cardápio, clima de Copa e também as reações virtuais no Instagram, como curtidas e visualizações. Os vencedores receberão premiações em dinheiro: R$ 5 mil para o primeiro lugar, R$ 3 mil para o segundo e R$ 2 mil para o terceiro colocado. “Mais do que uma competição, a campanha nasce para movimentar o setor de foodservice durante a Copa, incentivando os estabelecimentos a criarem experiências que façam o público sair de casa para torcer junto. A ideia é transformar cada jogo em um evento, fortalecendo o movimento nos bares e restaurantes, valorizando a criatividade dos empreendedores e, principalmente, criando uma conexão duradoura com os consumidores, que permaneça mesmo após o fim do calendário esportivo”, afirma Vervloet. Os vencedores serão divulgados após o encerramento da votação nos canais oficiais da campanha.
Orquestra Capixaba Sinfônica apresenta “A ópera é pop” nesta quarta (3) na Ufes
A OCA Sinfônica apresenta, no próximo dia 3 de junho, o concerto “A Ópera é POP”, espetáculo que integra a Temporada 2026 – Reflexos e convida o público a refletir sobre a atualidade e a permanência das grandes obras do repertório lírico. Partindo da proposta de enxergar a música clássica como um espelho do tempo presente, o concerto questiona por que a ópera ainda é frequentemente vista como uma manifestação artística distante da cultura popular. A apresentação destaca que, muito antes da era dos hits, das celebridades e das comunidades de fãs, as grandes produções operísticas já mobilizavam multidões e despertavam paixões intensas. As histórias narradas nas óperas atravessam gerações ao abordar temas universais como amor, desejo, ciúme, liberdade, humor, tragédia e escândalo — sentimentos que continuam presentes nas narrativas culturais contemporâneas. A proposta do concerto é justamente evidenciar como essas obras permanecem atuais e conectadas à experiência humana. O programa reúne composições de grandes nomes da música erudita, como Giuseppe Verdi, Carlos Gomes, Giacomo Puccini, Wolfgang Amadeus Mozart, Georges Bizet, Gioachino Rossini, Jacques Offenbach e Léo Delibes. As interpretações ficarão a cargo das cantoras Luana Schaeffer e Priscila Aquino, que darão vida a árias e duetos marcados por emoção, delicadeza, conflitos e momentos de humor. Segundo a proposta artística da OCA Sinfônica, o espetáculo não busca modernizar a ópera artificialmente, mas destacar uma característica que sempre esteve presente no gênero: sua capacidade de refletir os sentimentos, dilemas e transformações de cada época. Participação especial A apresentação contará ainda com uma participação especial da artista visual Geisa da Silva. A intervenção artística foi concebida para acrescentar uma nova camada de experiência ao concerto, dialogando com a proposta do espetáculo sem interferir no programa musical. Serviço A Ópera é POP – OCA Sinfônica Data: 3 de junho de 2026 Horário: 20h Local: Teatro Universitário da Ufes – Vitória Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) Venda online: https://www.sympla.com.br/evento/oca-sinfonica-apresenta-a-opera-e-pop/3440125 Mais informações podem ser acompanhadas pelo perfil oficial da OCA Sinfônica no Instagram: @ocasinfonica.
Junho Vermelho: Hemoes mobiliza capixabas para reforçar estoques de sangue
O Centro Estadual de Hemoterapia e Hematologia Marcos Daniel Santos (Hemoes) iniciou a campanha Junho Vermelho com uma ação temática inspirada no clima da Copa do Mundo. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da doação regular de sangue e reforçar os estoques dos hemocentros capixabas, que costumam registrar queda neste período do ano. A proposta é convocar os capixabas a entrarem em campo em uma partida pela vida, ajudando a enfrentar o principal desafio da rede hemoterápica: a redução dos estoques de sangue, especialmente dos tipos com fator Rh negativo. A campanha destaca que uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. De acordo com a diretora-geral do Hemoes, Marcella Murad, a participação dos doadores é fundamental para garantir o atendimento à população. “Precisamos de um time grande de doadores aptos todos os dias em todo Estado nos hemocentros. Quem já doa de vez em quando, convocamos para que faça isso sempre. Já quem nunca doou, vem viver essa experiência transformadora, fazendo um golaço, salvando quatro vidas com uma doação. Ela é simples e rápida”, afirmou. Como parte das ações da campanha, os hemocentros de Vitória, Linhares, Colatina e São Mateus receberam decoração especial inspirada no universo do futebol. A iniciativa busca chamar a atenção para a necessidade de manter os estoques em níveis adequados durante os meses mais frios, quando tradicionalmente há redução no número de doadores. A diretora técnica do Hemoes, a hematologista Soraya Almeida, reforçou a importância da participação da população. “Neste mês, apostamos na conscientização sobre a importância da doação de sangue, que abastece todos os hospitais públicos estaduais que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba. É preciso vestir a camisa com compromisso para fazer um gol de placa. Precisamos mudar esse placar com poucas doações nos meses mais frios”, destacou. Dia Mundial do Doador de Sangue terá programação especial Em celebração ao Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado em 14 de junho, o Hemoes de Vitória preparou uma programação especial para receber os voluntários. As atividades contarão com apresentações da personagem Dra. Trancinha, grupos de doadores e representantes do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo. Programação do Dia do Doador no Hemoes Vitória – 14 de junho 7h – Abertura do Hemoes 9h – Doação do Corpo de Bombeiros 9h – Animação com a Dra. Trancinha 9h30 – Doação do grupo da Unidade Básica de Saúde de Universal, em Viana, com a presença do personagem Guto Gota 14h – Doação dos membros da Igreja Batista de Itaparica, em Vila Velha, e homenagem ao pastor Ricardo 18h20 – Encerramento das doações Quem pode doar sangue Podem doar sangue pessoas com idade entre 16 e 69 anos, peso superior a 50 quilos e boas condições de saúde. Homens podem realizar até quatro doações por ano, enquanto mulheres podem doar até três vezes no mesmo período. Sobre o Junho Vermelho O Junho Vermelho integra uma campanha nacional de incentivo à doação de sangue. Criada em 2025 pelo Movimento Eu Dou Sangue, a iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância desse gesto de solidariedade e cidadania, contribuindo para a manutenção dos estoques dos hemocentros em todo o país. Já o Dia Mundial do Doador de Sangue foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem ao médico e biólogo austríaco Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos sistemas sanguíneos ABO e Rh.
Gustavo Varella – “A seleção, o mágico e o coelho que teima em não sair da cartola”
Há algo de profundamente ancestral, quase comovente na sua obstinação, no jeito como o brasileiro para tudo a cada quatro anos e decide, com uma convicção que dispensaria qualquer evidência, que chegou a hora, que desta vez é diferente, que os astros se alinharam de maneira que só pode ser explicada por uma combinação de destino manifesto e escalação correta do centroavante, e que o troféu que está guardado em algum cofre em Zurique — cidade que o brasileiro médio só conhece por causa dessa taça e por causa de investigações da Polícia Federal — está praticamente embalado para envio, faltando apenas a formalidade de jogar as partidas, detalhe logístico que o entusiasmo nacional trata como burocracia dispensável. Mas convém, antes de embarcar nessa viagem quadrienal, notar que o Brasil de hoje não é exatamente o Brasil de 1970, quando o ouro parecia brotar do chão junto com os jogadores, quando os campinhos de terra eram fábricas a céu aberto de gente que entendia o futebol como língua materna, idioma aprendido antes do português formal, antes da tabuada, antes de qualquer coisa que a escola pudesse oferecer. Esses campinhos foram engolidos — e aqui a palavra é precisa, é digestiva, é irreversível — pelos empreendimentos imobiliários, pelo crime organizado que tomou de assalto os territórios onde a pobreza criava, paradoxalmente, alguma liberdade, e pela indiferença sistemática de quem decide onde vai o dinheiro e concluiu que campo de futebol em comunidade carente tem rentabilidade inferior à de um galpão logístico. O craque, portanto, não brota mais do chão. Ou brota mais raro, ou brota e é imediatamente exportado antes de criar raízes, ou brota e descobre que entre ele e o estádio há um intermediário, um empresário, um contrato, uma cláusula de imagem, uma marca de chuteira que precisa ser respeitada, e que o futebol em si, a bola rolando, é apenas o pretexto, o evento gerador de conteúdo, a matéria-prima que alimenta uma cadeia de valor que não tem a menor intenção de partilhar o valor com quem corre. E nesse contexto, nesse Brasil que mudou, mas não gosta muito de reconhecer que mudou, chegamos ao momento da convocação, que é sempre um teatro em vários atos com os mesmos personagens usando figurinos ligeiramente diferentes. O técnico — importado, desta vez, com currículo internacional que o brasileiro respeita com a deferência de quem não confia inteiramente em si mesmo, o que é uma forma interessante de amor-próprio coletivizado — olhou para o plantel disponível, pesou as opções e decidiu convocar aquele jogador. Aquele jogador que todos sabem quem é sem que seja necessário nomear, porque o Brasil tem apenas um desses por geração, e a característica principal dessa categoria não é só o talento — que existe, que é real, que em dias de graça faz o estádio inteiro esquecer por um momento toda a decepção acumulada — mas a capacidade extraordinária de gerar, fora do campo, um volume de narrativa que rivaliza com o que acontece dentro dele. As lesões que chegam na hora errada com uma pontualidade que seria admirável se fosse em outro contexto. As polêmicas que se sucedem com a regularidade de uma série com roteirista preguiçoso. A vida pessoal transformada em reality show por vontade própria e depois tratada como invasão de privacidade quando o show desagrada. Tudo isso foi pesado, e o técnico decidiu que o talento justifica a bagagem, o que pode até ser verdade, mas é uma aposta, e apostas no Brasil de hoje têm uma conotação nova e levemente sórdida que merece pelo menos um parêntese. Porque as casas de apostas — esse parasita elegante que chegou vestido de entretenimento e ficou como vício — fizeram algo que nenhum adversário em campo conseguiu: transformaram o futebol de experiência coletiva em transação individual, de rito comunitário em cálculo privado, de coisa que você assiste com o pai, com o filho, com os amigos, discutindo e rindo e sofrendo juntos, em algoritmo que vibra no celular e te lembra, com notificações cuidadosamente cronometradas pela ciência comportamental, que você pode ganhar dinheiro se souber escolher o jogador certo. O mesmo jogador que o técnico convocou. O mesmo jogador em cujas chuteiras depositamos, como sempre, o peso desproporcional de uma nação que quer muito acreditar em alguma coisa. E aqui chegamos ao nó central desse rito que se repete, ao ponto onde a honestidade intelectual exige que se pare e se diga, claramente e sem a vaidade fácil de qualquer um dos dois lados: não sabemos. Não sabemos se vai ser campeão. Não sabemos se vai cair na fase de grupos. Qualquer pessoa que afirmar uma coisa ou outra com convicção, antes que uma bola seja chutada, está vendendo alguma coisa — otimismo de varejo ou pessimismo de boutique, mas vendendo, performando, ocupando espaço na narrativa nacional com a autoridade de quem confunde achismo com análise. O torcedor que grita “hexa é agora” e o analista que suspira “vai dar errado como sempre” estão, no fundo, fazendo a mesma coisa: aparecer. Usar a Copa como palco para uma personagem que construíram e que precisam alimentar, independentemente do que acontecer em campo. O futebol, esse jogo que um dia foi simples a ponto de precisar apenas de uma bola e um espaço vago, tornou-se o espelho mais fiel que temos, nós brasileiros, de tudo que somos e de tudo que não conseguimos resolver. A corrupção dos dirigentes que se perpetua porque os dirigentes são eleitos por dirigentes. O talento desperdiçado em estruturas que não foram feitas para aproveitá-lo. A saudade de uma grandeza que existiu de verdade, mas que viramos mito antes do tempo, antes de entendermos o que a produziu e o que seria necessário para reproduzi-la. E, sobre tudo isso, a camada espessa do barulho — o barulho dos que já estão comemorando e o barulho dos que já estão lamentando, ambos igualmente prematuros, ambos igualmente vazios, ambos cumprindo a função de preencher o silêncio desconfortável que viria se alguém parasse e
Anderson Goggi reúne lideranças em encontro de planejamento político em Vitória
O vereador Anderson Goggi promoveu, na manhã deste sábado, um encontro com apoiadores, amigos e lideranças políticas em Fradinhos, Vitória, com foco no alinhamento das ações e estratégias de sua pré-campanha. A reunião contou com a participação do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, além de Carlos Manato, Erick Musso e Gilvan da Federal. O evento também reuniu lideranças comunitárias e representantes de diversos municípios capixabas. Durante o encontro, foram debatidas propostas, diretrizes e iniciativas que deverão nortear os próximos passos do projeto político liderado por Goggi. O espaço também foi dedicado à troca de ideias e à escuta de sugestões apresentadas pelos participantes. Em sua fala, Anderson Goggi ressaltou a importância da construção coletiva e do diálogo permanente com a população e as lideranças que acompanham sua trajetória política. O encontro foi marcado por integração e pedidos de mobilização, reforçando os objetivos do grupo de planejamento de ações futuras e o fortalecimento das bases de apoio em Vitória e em outras regiões do Estado.
Estado entrega novas viaturas à PM para reforçar combate à violência contra a mulher
O Governo do Estado entregou, nesta sexta-feira (29), 13 novas viaturas à Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) para ampliar as ações de prevenção à violência doméstica e fortalecer o atendimento especializado às mulheres em situação de vulnerabilidade. Os veículos serão utilizados pela Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica e Proteção da Mulher (CIMU), com atuação em todas as regiões capixabas. Durante a solenidade de entrega, o governador Ricardo Ferraço destacou que o investimento faz parte da estratégia de fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e de modernização das forças de segurança. “Seguimos estruturando, fortalecendo e dando os meios para que nossa Companhia Independente de Proteção às Mulheres cumpra seu papel, que é combater esse crime covarde. Com novos equipamentos, temos mais eficiência na resposta que precisamos dar à sociedade, que é acabar com a violência contra a mulher. Vamos seguir fazendo investimentos concretos e robustos, trabalhando por um Espírito Santo cada vez mais seguro”, afirmou. O investimento total foi de R$ 3,75 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública repassados ao Governo do Estado. As novas viaturas, do modelo Trailblazer, foram escolhidas por sua capacidade de atuação em diferentes tipos de terreno, incluindo áreas rurais e localidades de difícil acesso. Segundo a Polícia Militar, a ampliação da frota permitirá maior agilidade nas ocorrências, ações preventivas, visitas tranquilizadoras e atendimentos especializados às vítimas de violência doméstica e familiar, especialmente em municípios do interior e regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Para o comandante-geral da PMES, coronel Ríodo Rubim, a entrega representa um reforço importante na estrutura de atendimento às mulheres capixabas. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige estrutura adequada, presença do Estado e capacidade de resposta rápida. Com essas novas viaturas, ampliamos as condições de trabalho da CIMU e fortalecemos uma política pública fundamental para garantir proteção, acolhimento e segurança às mulheres capixabas”, destacou. Os veículos contam com câmbio automático, elevada altura em relação ao solo, motorização robusta e espaço interno ampliado para o transporte de equipamentos, efetivo policial e acolhimento de vítimas. As viaturas também receberam grafismo na cor lilás, em referência à atuação especializada da unidade no combate à violência contra a mulher. A comandante da CIMU, major Jaqueline Pandolfi, ressaltou que o investimento permitirá ampliar o alcance dos serviços prestados pela companhia em todo o território estadual. “O objetivo principal é ampliar a capacidade de pronta resposta da CIMU fora dos grandes centros urbanos, garantindo que mulheres em situação de vulnerabilidade em todo o território capixaba recebam assistência especializada com agilidade”, afirmou. A entrega das viaturas integra o conjunto de investimentos realizados pelo Governo do Estado para fortalecer a segurança pública e ampliar a rede de proteção às mulheres, oferecendo melhores condições de trabalho aos policiais militares e expandindo o atendimento especializado em todas as regiões do Espírito Santo.
Robô-garçom já faz parte da rotina de restaurante na Serra e mostra avanço da automação
Tecnologias que antes pareciam restritas aos filmes de ficção científica estão cada vez mais presentes no cotidiano das empresas. Na Serra, um restaurante adotou um robô-garçom para auxiliar no atendimento aos clientes, reforçando uma tendência que ganha espaço em diferentes setores da economia: o uso da automação para aumentar a eficiência operacional e aprimorar a experiência do consumidor. O equipamento está em operação no restaurante Mahai, localizado no Shopping Aldeia da Serra, em Civit II. O investimento foi de aproximadamente R$ 100 mil e teve como objetivo complementar o trabalho da equipe humana, agilizando processos e oferecendo uma experiência diferenciada aos frequentadores do estabelecimento. Batizado de “Aloha”, o robô circula de forma autônoma entre as mesas, realiza entregas de pedidos e chama a atenção principalmente das crianças, mas também desperta a curiosidade dos adultos. Segundo o CEO do Grupo Mahai, Fábio Ferreira Borges, a tecnologia foi incorporada para agregar valor ao atendimento sem substituir os profissionais. “O principal foco foi melhorar a experiência do cliente, mas, sem dúvidas, também agrega bastante na agilidade operacional. Não substitui a atenção e zelo do trabalho humano, mas é um excelente suporte no desempenho das atividades”, afirma. De acordo com o empresário, a receptividade do público foi positiva desde os primeiros dias de funcionamento. O interesse dos clientes pelo equipamento acabou se tornando um atrativo adicional para o restaurante. “Muitos clientes nos visitam querendo conhecer o robô. As crianças adoram e, para a equipe, o Aloha é um grande aliado”, destaca. A adoção da tecnologia, entretanto, exige planejamento estrutural. Como o robô utiliza sistemas de mapeamento para se deslocar pelo ambiente, os espaços precisam ser projetados para garantir sua circulação adequada. “Para o bom funcionamento do robô é importante que o layout da unidade já seja feito com esta previsão. Os corredores entre as mesas precisam ser largos. Então adotaremos somente em unidades novas”, explica Fábio. Para a gerente interina de Inovação do Sebrae/ES, Isabella Calmon, exemplos como esse demonstram que a automação está se tornando cada vez mais acessível para empresas de diferentes portes e segmentos. “Automatizar não significa substituir pessoas, mas usar a tecnologia para apoiar operações e tornar alguns processos mais eficientes. Muitos negócios enfrentam desafios relacionados à contratação e retenção de mão de obra, especialmente em setores de atendimento, e a tecnologia pode ajudar justamente nesse equilíbrio entre produtividade e experiência do cliente”, ressalta. Tecnologia será destaque no ESX 2026 O avanço da automação e o impacto das novas tecnologias nos negócios estarão entre os temas centrais do ESX 2026 – Innovation Experience Espírito Santo, considerado um dos principais eventos de inovação do Estado. Durante os três dias de programação, o público também poderá conhecer de perto um robô-garçom semelhante ao utilizado pelo restaurante. O equipamento, chamado Robô Nik, estará presente nos espaços Café e Business Lab, auxiliando no atendimento de convidados e participantes. Desenvolvido pela Futuremedia, o robô possui inteligência artificial programada para interação com as pessoas e opera de forma totalmente autônoma em trajetos previamente definidos. Segundo Isabella Calmon, a transformação digital e o avanço da inteligência artificial estão modificando a forma como empresas se relacionam com clientes e organizam suas operações. “O consumidor passou a valorizar experiências diferentes e inovadoras. Quando usada de forma estratégica, a tecnologia pode ajudar empresas a se tornarem mais competitivas e preparadas para o futuro do trabalho”, afirma. Realizado pelo Sebrae/ES e pela Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), com correalização do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), o ESX reúne startups, investidores, empresas, pesquisadores e especialistas em uma programação voltada à inovação, empreendedorismo e desenvolvimento de negócios. ESX 2026 – Innovation Experience Espírito Santo Data: 11, 12 e 13 de junho Local: Praça do Papa, em Vitória Horários: Quinta e sexta-feira: das 13h às 21h Sábado: das 9h às 17h Inscrições gratuitas: https://esx.com.es/inscricao/
Semana começa com tempo firme, mas previsão indica possibilidade de chuva na Grande Vitória
A primeira semana de junho começa com tempo estável na Grande Vitória, mas a previsão dos institutos meteorológicos indica mudanças graduais ao longo dos próximos dias, com aumento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva em alguns períodos. De acordo com o Climatempo, esta segunda-feira (1º) será de sol entre poucas nuvens e sem previsão de chuva na região metropolitana. As temperaturas devem variar entre 19°C e 26°C em Vitória, mantendo o clima típico de outono, com manhãs mais amenas e tardes agradáveis. As previsões indicam que a terça-feira (2) pode registrar aumento da umidade e chance de chuva fraca em alguns momentos do dia. As temperaturas permanecem estáveis, com máximas próximas dos 26°C e ventos moderados soprando do litoral. Entre quarta-feira (3) e quinta-feira (4), o cenário deve alternar períodos de sol, muitas nuvens e possibilidade de pancadas isoladas. A atuação de sistemas de circulação marítima e ventos do oceano favorece o aumento da nebulosidade sobre a faixa litorânea do Espírito Santo. Apesar disso, não há previsão de acumulados significativos de chuva para a Grande Vitória. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) destaca que o início de junho será marcado por temperaturas dentro da média para a época do ano no Espírito Santo, sem previsão de frio intenso ou eventos meteorológicos extremos para a região metropolitana nos próximos dias. Já o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) informa que o ar seco ainda predomina sobre o Estado neste começo de semana, favorecendo o tempo aberto e a estabilidade atmosférica. A tendência é de temperaturas variando entre 19°C e 28°C na Grande Vitória, com ventos fracos a moderados ao longo dos próximos dias. Previsão resumida para a Grande Vitória: Segunda-feira (1º): sol entre poucas nuvens, sem chuva. Mínima de 19°C e máxima de 26°C. Terça-feira (2): aumento de nuvens e possibilidade de chuva fraca isolada. Quarta-feira (3): muitas nuvens e períodos de sol. Quinta-feira (4): possibilidade de pancadas rápidas de chuva. Sexta-feira (5): tempo mais estável, com sol entre nuvens e temperaturas amenas.
Workshop discute a formação de professores e a qualidade da educação no ES
Representantes do setor educacional, gestores públicos e integrantes da sociedade civil participaram, nesta sexta-feira (29), em Vitória, do Workshop de Educação – Formação de Professores: práticas e caminhos para o fortalecimento da Educação, promovido pelo Comitê de Educação do ES em Ação. O encontro teve como foco os desafios da educação básica e o papel da formação docente na melhoria da aprendizagem. Realizado no BASE27, na Fucape Business School, o evento reuniu cerca de 50 educadores e especialistas para debater temas considerados estratégicos para o desenvolvimento do Espírito Santo, entre eles a qualidade do ensino, as políticas voltadas aos profissionais da educação e iniciativas para fortalecer a aprendizagem por meio da valorização dos professores. A programação contou com a participação do Movimento Profissão Docente, iniciativa nacional dedicada à valorização da carreira docente. O diretor-geral do movimento, Haroldo Rocha, apresentou dados e experiências relacionadas aos desafios da educação brasileira e destacou a importância dos professores para a melhoria dos indicadores educacionais. “O professor é a peça central da aprendizagem e é uma categoria que precisa ser cada vez mais desenvolvida, sobretudo nas competências pedagógicas. Quando pensamos na melhoria da qualidade da educação no Brasil, e particularmente no Espírito Santo, vemos o professor no centro do ensino”, afirmou Haroldo Rocha. O diretor-presidente do ES em Ação, Fernando Saliba, ressaltou a importância de promover debates voltados à formação de lideranças e ao fortalecimento da educação. “Sabemos que a educação é a base para o desenvolvimento de qualquer unidade, seja municipal ou estadual, e do país. Precisamos ter os melhores docentes para poder contribuir na qualidade da formação do estudante, do cidadão”, declarou. A diretora de Educação do ES em Ação, Tatiana Tristão, destacou os avanços obtidos pelo Espírito Santo na ampliação das matrículas em escolas de tempo integral e apontou a necessidade de concentrar esforços na qualidade do ensino. “O Espírito Santo fez o dever de casa na ampliação das matrículas nas escolas em Tempo Integral. Agora entendemos que o foco precisa ser a qualidade do ensino, com o professor na base dessa discussão”, disse. A diretora de Políticas Públicas do Movimento Profissão Docente, Maria Cecília Gomes, apresentou dados sobre o impacto da atuação docente no desempenho dos estudantes e defendeu a ampliação do acesso a professores qualificados em todas as regiões do Estado. A secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo, avaliou que a formação inicial e continuada dos professores está entre os principais desafios da área e destacou a diversidade dos participantes presentes no encontro. “A pluralidade do encontro foi um dos diferenciais do debate, ao reunir representantes do setor público, privado e do terceiro setor. Quanto mais especialistas nessa discussão, melhor para criarmos novas soluções”, afirmou. Já a secretária municipal de Educação de Vitória, Juliana Rohsner, enfatizou a importância do engajamento da sociedade na defesa da educação pública e na valorização dos profissionais da área. “É preciso que toda a sociedade se comprometa com a educação pública. Sabemos que 80% das crianças estão na escola pública, e pensar nesse direito à aprendizagem, na eficiência dessa entrega, é muito importante”, destacou. Além das apresentações e painéis temáticos, o workshop promoveu discussões sobre o cenário da educação básica no Brasil e no Espírito Santo, diagnósticos das políticas docentes e uma atividade colaborativa voltada à construção de propostas para o fortalecimento da formação de professores e da qualidade do ensino.
João Gualberto – “Henrique Nunes Coutinho”
O escritor Romulo Felipe, autor de obras de ficção histórica de sucesso no mercado editorial, é hoje um dos grandes biógrafos em atuação no Espírito Santo. Ele lançou nos últimos tempos obras sobre a vida de políticos e empresários ainda em atividades, como Theodorico de Assis Ferraço, Eval Galassi, Coronel Gabriel Alckmin e Martinho Demoner, para citar apenas alguns exemplos. São, ao todo, quatorze biografias escritas e publicadas. São muito importantes esses regastes históricos, mesmo com personagens vivos, porque reúnem informações que poderiam ser esquecidas. Há grandes nomes da nossa história cujas famílias não cuidaram o seu acervo, como, por exemplo, Muniz Freire, nosso primeiro presidente eleito, em 1892. Nenhum familiar preservou seu acervo, e elementos de sua história, como cartas a outros políticos e familiares ou sua biblioteca, perderam-se na bruma do tempo. Na contramão dessa tendência, temos o caso do cuidado da estudiosa da cultura de sua região, Ivilisi Soares, psicanalista e filha do grande empreendedor do sul do estado, o Coronel Soares. Ele foi não apenas proprietário do trapiche do Porto da Barra do Itapemirim, mas também um dos grandes batalhadores pelo desenvolvimento de seu município. Lutou por toda a vida para que fossem feitos os investimentos que assegurassem a construção do cais, de modo a dar escala ao seu empreendimento e a trazer o desenvolvimento para Itapemirim. Volto à história do Coronel Soares oportunamente. Hoje, quero me deter no biografado por Romulo Felipe, Henrique Nunes Coutinho, chamando a atenção, em primeiro lugar, para a seriedade das pesquisas que envolvem registrar, em livro, uma trajetória de vida repleta de realizações, de afetos, mas também de desentendimentos e rupturas. É preciso método, disciplina e amor ao que se faz para lidar com centenas de documentos, fotos, depoimentos. Henrique Coutinho herdou seu nome de um antepassado importante na nossa história, seu homônimo que dirigiu o Espírito Santo entre 1904 e 1908 e que foi muito importante por destravar as negociações para a venda da nossa Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo para o capital inglês. Essa operação organizou as finanças públicas capixabas e possibilitou o governo empreendedor de seu sucessor, Jerônimo Monteiro. Coutinho, que foi prefeito de Colatina entre 1948 e 1951, veio de uma família de políticos importantes. Tinha nas veias esse sangue da política. Entretanto, sua grande obra está no campo da eletrificação. Fazendeiro com terras entre os municípios de Santa Tereza e Colatina, montou uma pequena usina hidroelétrica no Rio Santa Maria, para possibilitar a mecanização do beneficiamento de suas colheitas e das de seus vizinhos. Em agosto de 1940, teve autorização do governo federal para a ampliação de sua usina, na margem esquerda do mesmo rio, e concluiu suas obras em 1945. Ocorre que, nessa época, era prefeito o médico Silvio Ávidos – por sua vez filho de Florentino Avidos, que também fora presidente do Estado –, e ele propôs a Henrique Coutinho distribuir a energia excedente na zona urbana Colatina. Nasceu assim a empresa de Luz e Força Santa Maria, que foi transformada em companhia autônoma em 1959. Desde então, detêm a distribuição de energia elétrica para toda a região no entorno da cidade, contribuindo para o progresso extraordinário de toda aquela área. Hoje está presente em 11 municípios do Noroeste do nosso Estado. Venho afirmando sempre que o Espírito Santo é um Estado empreendedor, que tem entre os fundadores de seu progresso um time de grandes personagens, ousados e com espírito da modernidade que hoje temos. Seguramente, Romulo Felipe conseguiu descrever para o seu leitor os movimentos pioneiros de Henrique Nunes Coutinho desde que resolveu produzir energia para a sua propriedade, a fim de ganhar escala de produção, e depois transformar a empresa então criada em ativo sólido e prestador de serviços, inicialmente para Colatina e, depois, para vários municípios. A empresa seguramente é um dos pilares do crescimento da região Noroeste do Espírito Santo. Nasceu do sonho de um homem empreendedor, com capacidade para produzir bons resultados para os que também puderam prosperar ao seu redor. Os mais jovens nem sempre são capazes de compreender a diferença que faz um lugar iluminado, com aparelhos eletrodomésticos, com o conforto dos ambientes ventilados e refrigerados; assim, talvez não possam mensurar a diferença das ações desse homem na região onde viveu sua vida adulta. Muito também fez a família que possibilitou essa empreitada intelectual, muito bem desenvolvida pelo talentoso Romulo Felipe. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.