Projeto nacional do Sesc promove quatro apresentações gratuitas em Vitória durante o mês de agosto, reunindo artistas de diferentes regiões do Brasil O Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória, recebe nos dias 1º, 8, 15 e 22 de agosto a 28ª edição do Sonora Brasil, um dos principais projetos de circulação musical do país. Com entrada gratuita, a programação deste ano tem como tema “Reverberações Afro e Indígenas” e destaca a força das tradições afro-brasileiras e dos povos originários na música contemporânea. Realizado pelo Departamento Nacional do Sesc, o projeto percorrerá 42 cidades de 15 estados brasileiros, promovendo o encontro entre artistas, territórios e diferentes manifestações culturais. A proposta é democratizar o acesso à música e evidenciar como ancestralidade, memória e identidade continuam influenciando a produção artística brasileira. Em Vitória, a programação reúne quatro atrações de diferentes regiões do país. A abertura, no dia 1º de agosto, será com o coletivo gaúcho Nderé Oblé, que apresenta o espetáculo “Ancestral-Futuro”, combinando canções autorais, poesia, performance e sonoridades inspiradas na ancestralidade. No dia 8 de agosto, sobe ao palco o grupo baiano Cabokaji, com o espetáculo “Salvaguarda”, que mistura música, performance, corpo e tecnologias sonoras. Já no dia 15, será a vez das Suraras do Tapajós, coletivo formado por mulheres indígenas do Baixo Tapajós, no Pará, que leva ao público um repertório inspirado no carimbó, na floresta e nos saberes tradicionais de seu território. Encerrando a programação, em 22 de agosto, o pernambucano Gean Ramos Pankararu apresenta um trabalho que une música, educação e valorização da cultura do povo Pankararu, estabelecendo diálogos entre as tradições indígenas e a produção musical contemporânea. Além dos espetáculos, o Sonora Brasil busca promover o intercâmbio cultural e aproximar o público de diferentes expressões artísticas do país, valorizando a diversidade de ritmos, saberes e identidades presentes na música brasileira. As apresentações são gratuitas e acontecem no Centro Cultural Sesc Glória. Mais informações sobre a programação podem ser consultadas no site do Sesc.
Museu Vale abre exposição interativa que transforma o público em parte da obra
IMAGINALIVRE!, mostra inédita do coletivo carioca OPAVIVARÁ!, reúne instalações sensoriais e participativas em três espaços da Grande Vitória entre agosto e dezembro Um fogão que vira karaokê, cadeiras de praia transformadas em um grande espaço coletivo, redes que aproximam desconhecidos e instalações que despertam até a percepção dos sabores. Essa é a proposta de IMAGINALIVRE!, nova exposição do Museu Vale, que chega ao Espírito Santo para convidar o público a vivenciar a arte de forma interativa, coletiva e sensorial. Gratuita e inédita no Estado, a mostra reúne obras do coletivo carioca OPAVIVARÁ!, conhecido por criar experiências que rompem a distância entre artista, obra e visitante. A exposição ocupará três espaços da Grande Vitória entre agosto e dezembro de 2026: a Galeria Gabinete, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, além do Parque Botânico Vale e do Parque Costeiro Vale, em Vitória. A abertura será no dia 1º de agosto, na Galeria Gabinete, onde a exposição permanecerá até 1º de novembro. A partir de 8 de outubro, duas instalações também serão apresentadas simultaneamente nos parques da Vale, permanecendo em cartaz até 13 de dezembro. Segundo a diretora do Museu Vale, Claudia Afonso, a exposição foi concebida especialmente para o Espírito Santo e reúne trabalhos produzidos ao longo de mais de duas décadas de trajetória do coletivo, explorando linguagens como instalação, performance, som e dispositivos relacionais. “A mostra parte da ideia da arte como uma experiência relacional, propondo espaços em que corpos, histórias e diferentes maneiras de estar no mundo se encontrem”, destaca. Obras convidam à participação Na Galeria Gabinete, o público poderá conhecer quatro obras marcantes da produção do OPAVIVARÁ!. Entre elas está Karaokente (2025), criada para celebrar os 20 anos do coletivo. A instalação transforma um fogão de quatro bocas em um karaokê equipado com quatro microfones, aproximando os universos da cozinha, da música e da convivência. Outro destaque é Sistemar (2019), uma grande rede que funciona como sistema sonoro analógico. Inspirada nas redes de pesca e nas questões ambientais, a obra utiliza garrafas e tampas plásticas para criar uma paisagem sonora que provoca reflexões sobre os resíduos produzidos pela sociedade e sua relação com os oceanos. Também integram a exposição Espreguiçadeira-multi (2009), que reúne diversas cadeiras de praia em um único mobiliário coletivo para incentivar o descanso e a convivência; Fonte de refrescos (2015), instalação inspirada no disco cromático de Newton que combina cores, percepção e sabores; e Saia Como (2018), obra performática composta por saias confeccionadas com talheres, unindo música, movimento e sons produzidos por utensílios domésticos. Arte em diálogo com a natureza A partir de outubro, parte da exposição será levada para áreas abertas de Vitória. No Parque Botânico Vale, a instalação Rede Social (2017) convida os visitantes a compartilhar grandes redes interligadas, criando um espaço de descanso, conversa e convivência. O movimento das redes e o som dos chocalhos remetem às águas e reforçam a proposta de interação entre pessoas que muitas vezes nem se conhecem. Já no Parque Costeiro Vale, a obra Espreguiçadeira-multi ganha uma nova leitura ao ser instalada em um ambiente ao ar livre, aproximando ainda mais o público da paisagem litorânea e incentivando momentos de contemplação e encontro. Para Claudia Afonso, a proposta da exposição acompanha o momento extramuros vivido pelo Museu Vale, ampliando o acesso à arte e ocupando diferentes espaços da cidade. “IMAGINALIVRE! é um convite para experimentar outras formas de invenção do cotidiano. Entre descanso e movimento, conversa e celebração, a exposição propõe percursos de troca e descoberta, nos quais a arte se constrói na relação entre pessoas, lugares e vivências”, afirma. A exposição é uma realização do Museu Vale e do Instituto Cultural Vale, com patrocínio da Vale e apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Coletivo OPAVIVARÁ! Fundado em 2005, no Rio de Janeiro, o OPAVIVARÁ! desenvolve intervenções em espaços públicos, galerias e instituições culturais, propondo novas formas de convivência por meio da participação do público. Com obras apresentadas no Brasil e no exterior, o coletivo transforma o visitante em protagonista da experiência artística. Sobre o Museu Vale Atualmente em fase de atuação extramuros, o Museu Vale leva exposições, programas educativos e ações culturais para parques, escolas, praças e instituições do Espírito Santo, ampliando o acesso à arte e fortalecendo iniciativas de pesquisa, educação, comunicação e valorização da cultura capixaba. Nos últimos anos, o Museu reuniu mais de 220 mil visitantes em exposições como Línguas Africanas que Fazem o Brasil, Quebra-mapa, Quem Tem Medo de Bicho Pau?, Vidas em Cordel, Transitar o Tempo, Folhear, O Extraordinário Universo de Leonardo Da Vinci, Memórias do Futuro e De Onde Surgem os Sonhos. Serviço IMAGINALIVRE! Galeria Gabinete – Parque Cultural Casa do Governador Período: 1º de agosto a 1º de novembro de 2026 Visitação: terça a sábado, das 8h às 17h; domingos, das 8h às 15h Endereço: Rua Santa Luzia, s/n, Praia da Costa, Vila Velha Parque Botânico Vale Período: 8 de outubro a 13 de dezembro de 2026 Visitação: terça a domingo, das 8h às 17h Endereço: Avenida dos Expedicionários, s/n, Jardim Camburi, Vitória Parque Costeiro Vale Período: 8 de outubro a 13 de dezembro de 2026 Visitação: terça a domingo, das 8h às 17h Endereço: Avenida Dante Michelini, s/n, Jardim Camburi, Vitória Mais informações podem ser obtidas no site do Museu Vale. O agendamento de grupos escolares pode ser feito pelo telefone (27) 99252-7525 ou pelo e-mail educativo.mv@institutoculturalvale.org.
Pele de idosos exige cuidados redobrados durante o inverno, alerta dermatologista
Após os 60 anos, a pele perde parte da sua proteção natural e fica mais suscetível ao ressecamento, fissuras e doenças dermatológicas nos meses mais frios Com a chegada do inverno, é comum que os cuidados com a saúde se concentrem na prevenção de doenças respiratórias, como gripes e pneumonias. No entanto, outro órgão também sofre com a queda das temperaturas e merece atenção especial, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos: a pele. De acordo com a dermatologista da MedSênior, Luana Vieira Mukamal, o processo natural de envelhecimento provoca alterações estruturais que tornam a pele mais fina, sensível e vulnerável às condições típicas da estação. “Com o passar dos anos, ocorre perda de colágeno e elastina, redução da produção de óleo pelas glândulas sebáceas e diminuição dos lipídios responsáveis por proteger a barreira cutânea. Como consequência, a pele retém menos água, resseca com mais facilidade e fica mais suscetível a irritações e lesões”, explica. Segundo a especialista, o inverno potencializa esse quadro. O clima mais seco, o vento frio, os banhos quentes e prolongados e até a menor ingestão de água favorecem o ressecamento da pele, que pode evoluir para problemas mais sérios. “Além da sensação de pele áspera e repuxando, são comuns descamação, vermelhidão e coceira intensa. Em situações mais graves, podem surgir pequenas fissuras, principalmente nas pernas, braços, mãos e pés”, afirma. Essas rachaduras comprometem a barreira natural da pele e facilitam a entrada de microrganismos, aumentando o risco de infecções. A coceira persistente também interfere na qualidade do sono e no bem-estar dos idosos. Além disso, doenças como dermatite atópica, dermatite seborreica, eczema asteatósico e psoríase podem surgir ou apresentar agravamento durante o período mais frio. “Quando a barreira cutânea está fragilizada, a pele perde água com mais facilidade, fica inflamada e mais sensível. Pessoas com predisposição genética, alergias ou doenças inflamatórias costumam apresentar piora dos sintomas no inverno”, destaca a médica. Outro fator que merece atenção são as roupas típicas da estação. Tecidos de lã ou materiais sintéticos em contato direto com a pele podem aumentar a irritação e intensificar a coceira. A recomendação é utilizar peças de algodão como primeira camada, deixando tecidos mais ásperos apenas na parte externa. A dermatologista também orienta substituir, sempre que possível, o sabonete comum por óleos de banho, que ajudam a preservar a hidratação natural da pele. Outra medida importante é aplicar um hidratante adequado ao tipo de pele nos primeiros minutos após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida, favorecendo a retenção de água. Além dos cuidados externos, a alimentação e a hidratação têm papel fundamental na saúde da pele. Segundo Luana Mukamal, uma dieta rica em frutas, verduras e legumes fornece vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a renovação celular e para a manutenção da barreira cutânea. “Mesmo durante o inverno, quando a sensação de sede costuma diminuir, é essencial manter uma boa ingestão de água ao longo do dia. A hidratação começa de dentro para fora”, reforça. Cuidados essenciais com a pele no inverno após os 60 anos Prefira banhos rápidos e com água morna, evitando temperaturas muito elevadas. Utilize óleo de banho ou sabonetes suaves apenas nas áreas necessárias, sem esfregar excessivamente a pele. Aplique hidratante nos primeiros três minutos após o banho, com a pele ainda úmida. Dê preferência a roupas de algodão em contato direto com a pele e utilize lã ou tecidos mais ásperos apenas como segunda camada. Mantenha uma boa ingestão de água, mesmo sem sentir sede. Tenha uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes. Evite buchas, esfoliantes, perfumes aplicados diretamente sobre a pele e cosméticos muito perfumados. Em caso de coceira persistente, fissuras, manchas ou agravamento de doenças dermatológicas, procure avaliação médica.
Reclamação de Isis Valverde reacende debate sobre segurança alimentar para pessoas com doença celíaca
Um desabafo da atriz Isis Valverde nas redes sociais voltou a chamar atenção para um desafio enfrentado diariamente por pessoas com doença celíaca: a falta de informações claras sobre a presença de glúten nos cardápios de restaurantes, bares e outros estabelecimentos. Ao defender uma identificação mais transparente dos alimentos, a atriz levantou uma discussão que vai além da conveniência e envolve saúde e segurança alimentar. A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten, proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. Segundo a nutricionista da Bluzz Saúde, Dra. Milena Zambom, o consumo dessa proteína provoca uma reação do organismo que compromete o intestino delgado. “A doença celíaca é uma doença autoimune causada pela ingestão de glúten em pessoas geneticamente predispostas. Ela provoca inflamação e lesão no intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes”, explica. Os sintomas podem variar bastante entre os pacientes, o que faz com que o diagnóstico nem sempre seja rápido. Entre os sinais mais comuns estão diarreia, dor abdominal, distensão abdominal, perda de peso, anemia e fadiga. “O diagnóstico pode demorar porque os sintomas variam muito e podem ser semelhantes aos de outras doenças”, afirma a especialista. Após o diagnóstico, não existe tratamento medicamentoso capaz de substituir a mudança alimentar. A única forma de controlar a doença é retirar completamente o glúten da rotina. “O tratamento é a exclusão total e permanente do glúten, com acompanhamento nutricional para evitar deficiências e orientar sobre alimentação segura”, destaca a nutricionista. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não é preciso consumir grandes quantidades para que ocorram danos ao organismo. “Pequenas quantidades já podem causar inflamação intestinal, mesmo sem sintomas aparentes”, alerta. Outro ponto que merece atenção é a chamada contaminação cruzada, quando alimentos naturalmente livres de glúten entram em contato com utensílios, superfícies ou produtos contaminados durante o preparo. “É quando um alimento sem glúten entra em contato com alimentos ou utensílios contaminados. Isso pode ser suficiente para desencadear a resposta imunológica”, explica. Segundo a especialista, o glúten não está presente apenas em pães, bolos e massas. Molhos industrializados, temperos prontos, embutidos, chocolates, sorvetes, suplementos alimentares e até alguns medicamentos também podem conter a proteína, tornando a leitura dos rótulos indispensável. Nesse contexto, a identificação adequada dos alimentos nos estabelecimentos comerciais representa uma importante medida de proteção aos consumidores. “A identificação facilita escolhas seguras, evita a ingestão acidental de glúten e aumenta a segurança alimentar”, afirma. Ela ressalta, porém, que a sinalização dos cardápios, por si só, não é suficiente. “É essencial evitar contaminação cruzada, utilizando utensílios exclusivos, superfícies limpas, armazenamento separado e equipe treinada.” A nutricionista também faz um alerta para quem decide eliminar o glúten da alimentação por conta própria. “Não há benefícios comprovados para pessoas saudáveis, e a exclusão sem necessidade pode comprometer a qualidade da alimentação.” Para quem recebeu recentemente o diagnóstico, a orientação é buscar acompanhamento profissional para aprender a adaptar a rotina alimentar. “É importante aprender a ler rótulos, evitar a contaminação cruzada e manter uma alimentação equilibrada e variada.” Ao fazer refeições fora de casa, Dra. Milena recomenda que o consumidor não se limite às informações do cardápio. “Os erros mais comuns são confiar apenas na descrição dos pratos, não perguntar sobre o preparo e desconsiderar o risco de contaminação cruzada.” Por fim, ela destaca que familiares, amigos e estabelecimentos têm papel importante na inclusão de quem convive com a doença. “Respeitar a restrição ao glúten, evitar contaminação cruzada, oferecer opções seguras e buscar informação sobre a doença são atitudes que tornam a alimentação mais segura e inclusiva.”
Capixaba lidera painel sobre inteligência comercial durante a Expert XP 2026
A economista capixaba Cecília Perini, sócia da XP Investimentos, participou como uma das palestrantes do painel “Inteligência Comercial no Wealth Management: como dados e CRM geram vantagem competitiva em alta renda”, realizado durante a Expert XP 2026, considerada o maior evento de investimentos do Brasil. A programação aconteceu entre os dias 23 e 25 de julho, em São Paulo, reunindo especialistas do mercado financeiro, empresários e investidores de todo o país. Com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, Cecília é economista, certificada CFP® e possui MBA em Finanças. Atualmente, ocupa o cargo de Head de Produtividade da XP Investimentos, liderando iniciativas voltadas ao aumento da eficiência comercial, desenvolvimento de equipes e geração de resultados. Durante o painel, ao lado de Matheus Barella, Head de Gestão, Estratégia e Performance B2C da XP Investimentos, e Felipe Proença, Coordenador Comercial da XP Inc., a executiva apresentou como o uso estratégico de dados, ferramentas de CRM e processos estruturados pode gerar vantagem competitiva no atendimento a clientes de alta renda. A discussão abordou temas como priorização de oportunidades, acompanhamento da jornada do cliente, gestão de relacionamento e aumento da produtividade comercial. “Participar de um evento como a Expert XP é uma oportunidade de compartilhar conhecimento e discutir caminhos para tornar o mercado financeiro cada vez mais acessível, eficiente e conectado às necessidades dos investidores. A inteligência comercial, apoiada em dados e processos estruturados, permite que os profissionais tomem decisões mais estratégicas e ofereçam uma experiência ainda mais personalizada aos clientes”, destacou Cecília Perini. A edição de 2026 da Expert XP reuniu alguns dos principais nomes nacionais e internacionais dos negócios, economia, inovação e liderança. Entre os palestrantes estiveram o ator e produtor vencedor do Oscar Will Smith, a ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos Janet Yellen, o ex-secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo e o historiador econômico Niall Ferguson. O evento também contou com a participação do tenista João Fonseca, do executivo Caio Amato, da Oakley, além de diversos líderes empresariais. Além das palestras, a Expert XP trouxe novos formatos de conteúdo, experiências imersivas e espaços dedicados ao networking entre investidores, empresas e especialistas. Na edição anterior, o evento reuniu mais de 50 mil participantes, cerca de 230 patrocinadores, 350 palestrantes e mais de 120 horas de programação. Sobre a XP Fundada em 2001, a XP é uma das maiores instituições financeiras do Brasil e atua com um ecossistema completo de serviços financeiros, incluindo investimentos, crédito, seguros e banking. A empresa tem como propósito ampliar o acesso a investimentos de qualidade e promover a educação financeira, oferecendo soluções voltadas ao planejamento patrimonial e financeiro de seus clientes.
Muito além da música: Fio Maravilha também escreveu um capítulo na história do futebol capixaba
Conhecido em todo o Brasil por inspirar uma das músicas mais famosas de Jorge Ben Jor, o ex-atacante Fio Maravilha também deixou sua marca no futebol capixaba. Embora a lembrança mais comum seja a do folclórico jogador do Flamengo eternizado na canção “Fio Maravilha”, poucos sabem que ele defendeu a Desportiva Ferroviária nas temporadas de 1973 e 1974, justamente quando o clube iniciava sua trajetória no Campeonato Brasileiro. Zagallo: técnico que indicou a contratação de Fio pela Desportiva A história da chegada de Fio ao Espírito Santo envolve outro personagem lendário do futebol brasileiro. Em 1973, a Desportiva buscava reforços junto ao Flamengo para disputar pela primeira vez a principal competição nacional. O alvo inicial da diretoria grená era um jovem meia de apenas 20 anos chamado Arthur Antunes Coimbra, o futuro Zico. O então técnico rubro-negro, Mário Jorge Lobo Zagallo, no entanto, vetou a negociação por acreditar que o jogador seria importante para o elenco. Como alternativa, indicou Fio Maravilha, que acabou acertando com a Locomotiva. Na Desportiva, Fio disputou 14 partidas pelo Campeonato Brasileiro de 1973. Embora não tenha balançado as redes, sua contratação teve grande repercussão por se tratar de um jogador conhecido nacionalmente e identificado com o Flamengo. Naquele momento, o clube capixaba buscava fortalecer o elenco para representar o Espírito Santo em sua primeira participação na elite do futebol brasileiro. O gol que virou música Antes de chegar ao Espírito Santo, Fio Maravilha já havia entrado para a história do futebol brasileiro. Em janeiro de 1972, durante um torneio internacional no Maracanã, saiu do banco de reservas para marcar um golaço na vitória do Flamengo sobre o Benfica, de Portugal. A jogada encantou o cantor e compositor Jorge Ben, que transformou o lance na música “Fio Maravilha”, um dos maiores sucessos de sua carreira. A canção atravessou gerações e fez do atacante um personagem da cultura popular brasileira. Curiosamente, anos depois, Fio chegou a entrar na Justiça reivindicando participação nos direitos autorais da música. O episódio levou Jorge Ben a alterar temporariamente o nome da composição para “Filho Maravilha”, até que os dois fizeram as pazes e o título original voltou a ser utilizado. Depois da Desportiva Após sua passagem pela Desportiva Ferroviária, Fio Maravilha ainda defendeu clubes como São Cristóvão, Olaria e Juventude, encerrando sua trajetória no futebol brasileiro antes de seguir para os Estados Unidos. No país norte-americano, atuou por equipes como New York Eagles, Monte Belo Panthers e San Francisco Mercury, ajudando na divulgação e no desenvolvimento do futebol em uma época em que a modalidade ainda buscava espaço por lá. Depois de pendurar as chuteiras, permaneceu vivendo nos Estados Unidos, onde trabalhou como treinador e participou de projetos voltados à formação de jovens atletas. Enquanto sua carreira como jogador ficou marcada por um gol histórico e por uma música que atravessou gerações, sua passagem pela Desportiva Ferroviária segue como uma curiosidade pouco conhecida, mas que conecta o futebol capixaba a um dos personagens mais emblemáticos da história do esporte brasileiro. Fotos: redes sociais