Com 286,7 mil hectares cultivados, estado responde por 65,4% da produção brasileira da variedade; cadeia cafeeira envolve cerca de 131 mil famílias capixabas O Espírito Santo concentra 69,1% de toda a área cultivada de café conilon no Brasil e mantém a liderança nacional na produção da variedade. São 286,7 mil hectares destinados ao cultivo, responsáveis por 65,4% do volume produzido no país. Os dados fazem parte do relatório “Especial Café – Retrato da Economia”, elaborado pelo Connect Fecomércio-ES. O levantamento mostra que a importância da cafeicultura capixaba vai muito além das lavouras, com impactos sobre a indústria, o comércio, a logística, o turismo, os serviços e a geração de empregos. Considerando também o café arábica, o Espírito Santo possui a segunda maior área cafeeira do país, com 424,8 mil hectares cultivados. Desse total, 286,7 mil hectares são ocupados pelo conilon e 138,1 mil hectares pelo arábica. Além de ocupar o primeiro lugar na produção brasileira de conilon, o estado aparece na terceira posição nacional na produção de café arábica, especialmente nas regiões de montanha. A combinação das duas variedades coloca o Espírito Santo como o segundo maior produtor de café do Brasil. “O café é uma atividade que ultrapassa a produção agrícola e movimenta uma cadeia econômica extremamente ampla. O estudo mostra que seu impacto alcança um a indústria, a logística, o comércio, o turismo e os serviços, gerando renda, empregos e oportunidades em praticamente todo o estado”, destacou o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza. Café envolve 131 mil famílias no Espírito Santo A cafeicultura está presente em todos os municípios capixabas, com exceção de Vitória. Segundo o relatório, aproximadamente 131 mil famílias estão envolvidas na cadeia produtiva do café. O estado possui cerca de 60 mil propriedades produtoras, número que corresponde a dois terços de todas as propriedades agrícolas capixabas. Aproximadamente 73% dos produtores pertencem à agricultura familiar. Esse cenário reforça a importância social da atividade, principalmente para a geração de renda, a manutenção das famílias no campo e o desenvolvimento dos municípios do interior. A colheita também tem forte impacto sobre o mercado de trabalho. Somente nos meses de abril e maio de 2025, o cultivo de café gerou 8.065 postos formais de trabalho no Espírito Santo. O resultado representa um crescimento de 29,4% em comparação com o mesmo período de 2024 e foi o maior registrado desde o início da série histórica, em 2020. Cadeia movimenta indústria, comércio e turismo O impacto econômico da cafeicultura se estende por diversas atividades, como beneficiamento, armazenagem, transporte, industrialização, exportação, comércio, cafeterias e turismo rural. Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo e diretor de Relações Institucionais da Fecomércio-ES, Marcus Magalhães, a integração entre os diferentes setores é um dos principais diferenciais da atividade. “A cadeia de valor do café é uma das mais completas e integradas da economia, porque conecta o campo, a indústria, o comércio e os serviços. A cada etapa, o produto recebe novos processos e agrega valor, desde o beneficiamento e a logística até chegar às cafeterias e ao consumidor final”, afirmou. Segundo ele, essa dinâmica transforma o café em um multiplicador econômico, capaz de gerar empregos e estimular o desenvolvimento de diferentes segmentos. O setor também tem impulsionado o turismo de experiência no Espírito Santo. Propriedades rurais, cafeterias, rotas turísticas e empreendimentos ligados aos cafés especiais têm atraído visitantes interessados em conhecer o processo de produção e degustar produtos de origem capixaba. Exportações brasileiras chegam a US$ 15,6 bilhões No mercado internacional, o café brasileiro movimentou US$ 15,6 bilhões em exportações em 2025. O produto ocupou a quinta posição entre os principais itens da pauta exportadora nacional e representou aproximadamente 4,5% das vendas brasileiras ao exterior. O relatório aponta que a cafeicultura capixaba ainda possui espaço para ampliar sua competitividade, especialmente por meio da industrialização, da produção de cafés especiais e do aumento das exportações de produtos com maior valor agregado. Entre as oportunidades identificadas estão também a expansão do turismo de experiência, o fortalecimento das certificações e a adoção de práticas de rastreabilidade. “Além dos números, apontamos oportunidades para ampliar a competitividade da cafeicultura capixaba por meio da industrialização, da produção de cafés especiais, da expansão do turismo de experiência e do fortalecimento das exportações”, explicou André Spalenza. O estudo foi produzido com dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da Organização Internacional do Café, do Comex Stat, da Embrapa e do Ministério do Trabalho e Emprego.
João Gualberto – “Meu nome é Francisca”
Todos nós sabemos que a história brasileira, como é narrada tradicionalmente, esconde mais do que mostra os fatos e feitos que construíram a nossa trajetória. São grandes as lacunas que precisam ser preenchidas para que possamos entender melhor que povo somos, que cultura temos e quais são os traços mais marcantes na construção do nosso imaginário social. Há algumas semanas, lembrei isso aos meus leitores, por meio dos comentários sobre o extraordinário Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, um clássico de nossa literatura contemporânea. Hoje, volto para tratar da obra de outra historiadora importante da atualidade, Mary Del Priore. Ela esteve recentemente em Vitória para proferir uma palestra, aliás excelente, sobre a história da velhice no Brasil, a convite da Academia Espírito-Santense de Letras e da Assembleia Legislativa, marcando uma parceria intelectual muito interessante para o nosso Estado. Eu já havia escrito sobre o livro de Del Priore que trata do mesmo tema da palestra: a velhice no Brasil. Ganhei da autora um outro livro de sua autoria, dessa vez contando fatos conhecidos por todos nós: Meu Nome é Francisca: uma história de Chica da Silva. Ela usa um recurso narrativo muito interessante: escreve como se fosse a própria personagem. Trata-se de um romance histórico, baseado na história real de uma personagem e nos fatos ocorridos em torno dela, sem precisar de uma descrição estrita dos fatos, havendo lugar para alguma criatividade ficcional. Chica da Silva nasceu, segundo o que está no livro, entre 1731 e 1735, no arraial do Milho Verde, perto de onde está hoje localizada a cidade de Diamantina, em Minas Gerais. A Capitania das Minas Gerais, como todos sabemos, era lugar de prosperidade em função da descoberta do ouro e das pedras preciosas. Na época, era o lugar de maior dinamismo da economia brasileira, não somente pela extração das valiosas pedras e do metal mais nobre, mas também por toda a cadeia de negócios que isso gerava em termos de comércio e serviços. Os portugueses transferiam-se em massa para as Minas Gerais, chegando mesmo a esvaziar muitas cidades de seu país de origem. Isso se associava a um outro elemento comum na sociedade brasileira daquela época: o aporte, também em grande escala, do trabalho dos escravizados de origem africana. Não havia no Brasil trabalho que não fosse dos escravizados. Os homens e as mulheres brancas não levantavam peso nem carregavam qualquer objeto, muito menos desempenhavam trabalhos que exigissem força física. Na verdade, no mundo colonial brasileiro, trabalho era o mundo dos negros, já que o colonizador não obteve sucesso em utilizar a mão de obra dos povos originários nessas tarefas. O ouro das Minas Gerais foi todo extraído de seus locais de origem pelo trabalho especializado de africanos que aqui chegaram para essa atividade. A riqueza extraída era muito grande, e havia casos em que os escravizados conseguiam esconder pequenas pedras, engolindo-as ou prendendo-as nos cabelos, por exemplo; quando as vendiam, compravam a própria alforria e continuavam a busca por mais riquezas. A autora fala de Quitéria Alves da Fonseca, originária da Costa da Mina, que comprou sua libertação e tinha seis escravizados: três homens e três mulheres, que trabalhavam na faiscação e na prestação de serviços. Essa mobilidade social possibilitada aos africanos e seus descendentes, que eram especializados na mineração já praticada em África e inexistente em Portugal, é um elemento importante para explicar a construção de nossa cultura e de nosso imaginário social. Muitos enriqueceram e puderam dar educação a seus filhos, exatamente como fez Chica da Silva, garantindo um novo lugar na sociedade que se estabelecia, com maior participação dos descendentes de homens brancos com mulheres negras. O perverso regime da escravidão negra – uma das maiores tragédias da humanidade – foi dando origem a um povo de pele morena, os pardos, como dizemos hoje, e, assim, foi também dando origem aos brasileiros. A história das nossas massas e elites também é a história dessa miscigenação étnica e também de um enorme hibridismo cultural. A sociedade brasileira tem traços enormes desses encontros, marcados pela hierarquia e pela desigualdade, mas fortes o suficiente para deixar muitas heranças. Temos uma cultura fortemente marcada pela presença africana, na culinária, no gestual, na forma de andar, na língua que falamos. Mas, por muito preconceito, não damos o valor que esses elementos têm. Precisamos entender e valorizar todas essas heranças culturais que fazem, como já sinalizou Roberto DaMatta, o “brasil”, Brasil. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Canal de Camburi ganha nova área de lazer e reforça vocação turística de Vitória
A Prefeitura de Vitória entregou, no último fim de semana, a primeira etapa da urbanização do Canal de Camburi, obra que integra o programa Vitória de Frente para o Mar. O espaço já está aberto ao público e amplia as opções de lazer, caminhada, ciclismo e contemplação da paisagem em uma das regiões mais valorizadas da capital. Nesta primeira fase, foram entregues 1,16 quilômetro de deques sobre a água, píeres, cinco atracadouros, arquibancadas alagáveis, bancos, jardineiras e guarda-corpo. A estrutura também oferece melhores condições para o atracamento de embarcações de pescadores e amplia o acesso da população ao canal. Durante a inauguração, a prefeita Cris Samorini destacou que a proposta é aproximar os moradores do mar e criar novos espaços de convivência. “Esse espaço demonstra nossa vocação ligada ao mar, à baía, ao manguezal e à gastronomia, além de representar um novo momento para o turismo da cidade”, afirmou. Segundo o secretário municipal de Obras, Gustavo Perin, a entrega representa apenas parte de um projeto maior. “São mais de três quilômetros de urbanização. Nesta etapa, estamos disponibilizando pouco mais de um quilômetro para uso da população”, explicou. Ao todo, a intervenção prevê a urbanização de aproximadamente 3,3 quilômetros ao longo do Canal de Camburi, somando cerca de 32 mil metros quadrados de área construída. Considerando todas as frentes de trabalho, o investimento é estimado em R$ 350 milhões. As próximas etapas incluem a construção de duas edificações comerciais, uma peixaria e uma passarela para pedestres ligando os bairros Pontal de Camburi e Santa Luiza. O projeto também prevê áreas para pesca, atividades náuticas, eventos e convivência, além de novo paisagismo com mais de 9 mil mudas adaptadas ao ambiente costeiro, iluminação em LED e infraestrutura de drenagem. A obra integra o programa Vitória de Frente para o Mar, que reúne intervenções em diferentes regiões da cidade para requalificar as orlas, ampliar a mobilidade de pedestres e ciclistas e incentivar o turismo e as atividades econômicas ligadas ao litoral. Fotos: PMV
FDK Racing Cup reúne iniciantes e pilotos do ranking nacional em Vitória
Competição será realizada nos dias 1º e 2 de agosto, em Vitória, reunindo desde estreantes no kart rental até competidores que disputam pontos para o Ranking Nacional de Kart Rental (NKR) Os motores já estão aquecendo para a terceira edição da FDK Racing Cup, uma das principais competições de kart rental do Espírito Santo. O campeonato será realizado nos dias 1º e 2 de agosto, no Kartódromo de Jardim Camburi, em Vitória, e está com inscrições abertas para pilotos de todos os níveis de experiência, desde quem deseja participar da primeira corrida até competidores que disputam o Ranking Nacional de Kart Rental (NKR). Promovida pela Associação Fãs de Kart, a FDK Racing Cup vem se consolidando como uma importante porta de entrada para novos pilotos e também como uma etapa relevante para atletas que buscam pontuação no cenário nacional. A expectativa é reunir participantes de Vitória, da Grande Vitória e de diversas cidades capixabas. Um dos diferenciais da competição é a divisão por categorias, permitindo disputas mais equilibradas entre pilotos com níveis semelhantes de experiência. A categoria Iniciantes (Novatos) é destinada a quem nunca participou de competições oficiais de kart rental. Já a categoria Estreantes atende pilotos que já tiveram contato com campeonatos, mas ainda não disputam pontuação válida para o ranking nacional. Para os competidores mais experientes, a FDK Racing Cup contará com as categorias oficiais do NKR: Leve, Médio, Pesado e Sênior, destinada a pilotos com 40 anos ou mais. Nessas modalidades, os participantes acumulam pontos para o Ranking Nacional de Kart Rental, aumentando o nível técnico das disputas. A organização destaca que o evento segue um padrão profissional, oferecendo estrutura completa com sistema de cronometragem eletrônica, tomada de tempo para definição do grid, regulamento técnico, direção de prova, equipe especializada de pista, divulgação dos resultados e premiação para os melhores colocados de cada categoria. Além da competição, a FDK Racing Cup tem como proposta incentivar a prática do automobilismo de forma acessível, promovendo integração entre pilotos, espírito esportivo e desenvolvimento técnico. Segundo a Associação Fãs de Kart, muitos competidores que começaram nas provas organizadas pela entidade evoluíram para campeonatos de alcance nacional. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. A recomendação da organização é que os interessados garantam a participação com antecedência, devido à expectativa de alta procura. Serviço 3ª FDK Racing Cup Data: 1º e 2 de agosto Local: Kartódromo de Jardim Camburi – Vitória (ES) Categorias: Iniciantes (Novatos) Estreantes Leve (NKR) Médio (NKR) Pesado (NKR) Sênior 40+ (NKR) Inscrições: abertas, com vagas limitadas, pelo site www.fasdekart.com.br.
Carlos Papel celebra 70 anos de carreira com álbum ao vivo nas plataformas digitais
O cantor, compositor e violonista Carlos Papel lança, no próximo dia 24 de julho, em todas as plataformas digitais, o álbum “Carlos Papel 70 — Ao Vivo”, trabalho que celebra uma das mais importantes trajetórias da música capixaba. Gravado na Casa da Música Sônia Cabral, em Vitória, durante o show que marcou os 70 anos do artista, o projeto reúne canções que marcaram sua carreira, arranjos especiais, composições inéditas e participações de músicos de diferentes gerações do Espírito Santo. O repertório revisita diferentes fases da obra de Carlos Papel. Entre as faixas estão “Sol da Manhã”, finalista do Festival dos Festivais da TV Globo, em 1985; “Moqueca”, homenagem a um dos maiores símbolos da cultura e da gastronomia capixabas; “O Voo das Tartarugas”, que reforça a presença da natureza e da preservação ambiental em suas composições; e “Fora do Eixo”, música que aborda a identidade capixaba e os desafios enfrentados por artistas que produzem longe dos grandes centros culturais. Canções inéditas O álbum apresenta ainda três composições inéditas. “O Sonho Acende a Luz” abre o trabalho em clima festivo; “Mineira” homenageia os vínculos históricos e afetivos entre Espírito Santo e Minas Gerais; e “Sequências Rosa” marca a primeira parceria musical de Carlos Papel com sua filha, a escritora e diretora do projeto Fernanda Nali, inspirada em um conto de Guimarães Rosa. Encontro de talentos Produzido pela FiNA, o álbum tem direção artística e executiva de Fernanda Nali de Aquino, direção musical e arranjos de Potiguara Menezes e Carlos Papel, além de direção de áudio, mixagem e masterização de Daniel Tápia. O projeto conta com participações especiais de Luiza Dutra, Julia Nali, Caio Maciel e dos integrantes do grupo O Quarto Crescente, Aloyr Simões, Dão Borba e Marcos Côco. Carlos Papel é acompanhado pelos músicos João Fideles, Maurício Biazzi e Potiguara Menezes. Sobre Carlos Papel Ao longo de seis décadas de carreira, Carlos Papel consolidou uma obra marcada pela diversidade rítmica, pela força da palavra e pela abordagem de temas políticos, filosóficos, ecológicos, afetivos e regionais. Além de cinco álbuns autorais, também atuou como intérprete, produtor musical e compositor de trilhas para teatro, cinema e publicidade. “Carlos Papel 70 — Ao Vivo” registra essa trajetória e reafirma a atualidade de sua produção artística, mantendo viva a disposição para novas parcerias, interpretações e encontros com o público. Serviço Carlos Papel 70 — Ao Vivo Lançamento: 24 de julho Pré-save: http://tratore.ffm.to/gb3njmr Disponível em todas as plataformas digitais
Personalidade pode influenciar a longevidade tanto quanto alimentação e exercícios, aponta estudo
Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico continuam sendo pilares para uma vida longa. Mas um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cagliari, na Itália, indica que a personalidade e a forma como as pessoas lidam com as emoções e os relacionamentos também podem exercer papel importante no envelhecimento saudável. A pesquisa, publicada na revista científica International Journal of Applied Positive Psychology, analisou idosos que vivem na chamada “zona azul” da Sardenha, região reconhecida mundialmente pela elevada concentração de centenários. Os pesquisadores compararam esse grupo com moradores de localidades vizinhas, de perfil semelhante, mas fora da área conhecida pela longevidade. Os participantes passaram por avaliações cognitivas, psicológicas e de personalidade com base no modelo conhecido como “Big Five”, que reúne cinco grandes traços: abertura para novas experiências, conscienciosidade, extroversão, amabilidade e neuroticismo. Os resultados mostraram que os moradores da zona azul apresentavam maior disposição para vivenciar novas experiências, mais organização e responsabilidade, além de níveis elevados de empatia, cooperação e competência emocional. Também participavam com mais frequência de atividades sociais, cognitivas e de lazer. Em contrapartida, níveis mais elevados de neuroticismo — característica associada à ansiedade, instabilidade emocional e preocupação excessiva — estiveram ligados a uma pior percepção da qualidade de vida. Para a psicóloga Marília Zanette, da Bluzz Saúde, os resultados reforçam que a saúde mental deve ser encarada como um dos pilares da longevidade. “Hoje sabemos que viver mais não depende apenas da ausência de doenças. A maneira como administramos nossas emoções, construímos relacionamentos e enfrentamos os desafios do cotidiano influencia diretamente a saúde física e mental ao longo da vida. Pessoas emocionalmente mais flexíveis tendem a desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com o estresse”, explica. Segundo a especialista, embora parte da personalidade seja formada desde a infância, muitos comportamentos podem ser desenvolvidos ao longo da vida. “Características como abertura para novas experiências, capacidade de adaptação e inteligência emocional podem ser estimuladas. Buscar novos aprendizados, cultivar vínculos afetivos, manter uma rotina com propósito e cuidar da saúde mental são atitudes que fortalecem esses recursos e contribuem para um envelhecimento mais saudável”, afirma. O estudo também reforça a importância das relações sociais. Os pesquisadores observaram que os idosos da zona azul demonstravam maior satisfação com seus relacionamentos e mantinham uma participação mais ativa em atividades que estimulam tanto o corpo quanto a mente. Marília destaca que esse resultado está alinhado com outras pesquisas internacionais sobre envelhecimento. Um dos exemplos é o Harvard Study of Adult Development, que acompanha participantes há mais de 80 anos e aponta a qualidade dos relacionamentos como um dos principais fatores associados à saúde, felicidade e longevidade. Outro estudo, publicado na revista científica PLOS Medicine, concluiu que pessoas com redes de apoio social mais fortes apresentam maior expectativa de vida do que aquelas que vivem em isolamento. “Essas evidências mostram que a longevidade resulta de um conjunto de fatores. Alimentação saudável, exercícios físicos e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais, mas cuidar da saúde emocional e investir em relações significativas também faz parte dessa equação”, conclui a psicóloga.
Mangalô Club aposta em arquitetura inspirada no lifestyle da Curva da Jurema
Um novo conceito de gastronomia e bem-estar chega à Curva da Jurema, em Vitória, no próximo mês. Com inauguração prevista para agosto, o Mangalô Club aposta em uma proposta que vai além da culinária: o restaurante foi projetado para traduzir o estilo de vida de um dos cartões-postais mais movimentados da capital, integrando arquitetura, paisagem, convivência e experiências voltadas ao bem-estar. O projeto leva a assinatura da arquiteta Bruna Rody, sócia da Inspira Conceito ao lado da irmã Paula Rody. Segundo a profissional, a inspiração nasceu da rotina de quem frequenta a Curva da Jurema, onde esporte, encontros entre amigos, trabalho e contemplação do mar fazem parte do dia a dia. “Não queríamos criar apenas mais um restaurante com estética praiana. A proposta foi traduzir o encontro entre a energia urbana de Vitória e a tranquilidade do litoral, elementos que fazem parte da identidade daquele espaço”, explica Bruna. Essa proposta aparece em diferentes elementos do projeto. Revestimentos em tons de verde-água dialogam com a paisagem marítima, enquanto o piso cimentício remete ao ambiente urbano. O mobiliário também reforça esse conceito, com destaque para a cadeira Cesca, ícone do design modernista, escolhida por representar o equilíbrio entre materiais naturais e estrutura contemporânea. Outro diferencial é a cozinha aberta, que permite aos clientes acompanhar o preparo dos pratos e aproxima o público da experiência gastronômica. A arquitetura também incorpora referências ao universo náutico, iluminação cuidadosamente planejada e materiais que valorizam a integração entre o ambiente interno e a paisagem da Curva da Jurema. “O projeto foi pensado para ser vivido com todos os sentidos. Quando a arquitetura traduz um comportamento, ela deixa de ser apenas cenário e passa a fazer parte da experiência”, afirma a arquiteta. O principal destaque do Mangalô Club será a instalação da primeira sauna integrada à arquitetura de um restaurante no Espírito Santo. Em vez de funcionar como um espaço isolado, ela fará parte do ambiente principal por meio de uma estrutura em tijolos de vidro, permitindo iluminação natural, privacidade e conexão visual com o restante do espaço. Posicionada em um dos pontos de melhor vista para o mar, a sauna amplia a proposta do empreendimento ao reunir gastronomia, contemplação, recuperação física e convivência em um mesmo ambiente. A ideia acompanha uma tendência internacional de integrar experiências de bem-estar a hotéis, clubes e restaurantes. Além da arquitetura, o restaurante terá funcionamento voltado para o almoço e o fim de tarde, com cardápio contemporâneo baseado em peixes, frutos do mar, ingredientes frescos, entradas para compartilhar e uma carta de drinks clássicos e autorais. A experiência será complementada pela sauna e por um clube de assinantes. Para o empresário Pedro Miranda, idealizador do Mangalô Club, o objetivo sempre foi criar um espaço que representasse uma nova forma de viver a Curva da Jurema. “Queríamos um restaurante onde as pessoas pudessem almoçar, encontrar amigos, contemplar o mar e desacelerar. A Inspira Conceito entendeu essa proposta e traduziu o conceito em uma arquitetura que valoriza a experiência, o bom gosto e os detalhes”, afirma. O projeto reforça a proposta da Inspira Conceito de desenvolver espaços que reflitam a identidade de cada empreendimento. Além do Mangalô Club, o escritório também assina projetos como o Manami Ocean Living, em Guarapari, e o Vive Le Vin, em Pedra Azul, ambos desenvolvidos pela Invite Inc., nos quais arquitetura, paisagem e estilo de vida caminham lado a lado.
Bazar da Rede Emancipa tem roupas a partir de R$ 5 e programação cultural em Vitória
Quem gosta de garimpar boas oportunidades e ainda contribuir com uma causa social terá um programa especial neste sábado (18). A Rede Emancipa Espírito Santo promove o Bazar Junino, a partir das 16 horas, na Casa Caipora, no Centro de Vitória, com roupas a partir de R$ 5, além de calçados, acessórios, utensílios de cozinha e itens de decoração. Além das compras, o público poderá aproveitar uma programação cultural diversificada. O evento reunirá apresentações dos grupos Coisas de Negres, Samba de Terreiro, Distopia Tropical, Manfredo e Coletivo Arte Mãe, além de uma tradicional quadrilha junina. A expectativa da organização é repetir o sucesso da edição realizada no ano passado, que mobilizou a comunidade em apoio à educação popular, ampliando a arrecadação para fortalecer o projeto. Toda a renda obtida com o bazar será destinada à manutenção do cursinho pré-Enem gratuito da Rede Emancipa. Os recursos serão utilizados para custear a alimentação dos estudantes, a aquisição de materiais didáticos e a realização de passeios culturais, contribuindo para melhorar as condições de preparação dos alunos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Rede Emancipa atua na democratização do acesso ao ensino superior por meio da educação popular, oferecendo preparação gratuita para o Enem e defendendo o acesso à universidade como um direito de todos. Mais do que uma oportunidade para fazer boas compras, o bazar também busca fortalecer a rede de solidariedade em torno da educação, reunindo cultura, convivência e apoio a um projeto que transforma vidas. Serviço Bazar Junino da Rede Emancipa ES Data: sábado, 18 de julho Horário: a partir das 16 horas Local: Casa Caipora – Rua Nestor Gomes, 168, Centro de Vitória Entrada: gratuita Renda: destinada à alimentação dos estudantes, materiais didáticos e passeios culturais do cursinho pré-Enem gratuito.
Hospital Vitória Apart completa 25 anos com histórias de superação, inovação e cuidado
Muito além dos avanços tecnológicos e dos indicadores assistenciais, são as histórias de pacientes, médicos e profissionais que ajudam a contar a trajetória do Hospital Vitória Apart. Prestes a completar 25 anos de atuação, a instituição celebra sua história destacando casos que simbolizam o impacto da medicina na vida de milhares de capixabas e reforçam seu compromisso com a inovação, a excelência e o atendimento humanizado. Atualmente, o hospital reúne cerca de 940 colaboradores, realiza aproximadamente 1.400 cirurgias e registra, em média, 180 nascimentos por mês. Mas, segundo a instituição, seu maior patrimônio está nas pessoas que passaram por seus corredores ao longo dessas duas décadas e meia, construindo um legado que vai muito além dos números. Uma das histórias lembradas é a da infectologista Polyana Gitirana, integrante da equipe desde 2015. Em 2023, ela foi responsável por identificar um raro caso de botulismo na paciente Desirée Lima de Almeida. Antes do diagnóstico, Desirée desenvolveu a chamada síndrome do encarceramento, condição em que permanecia consciente, mas incapaz de mover o corpo ou se comunicar. O diagnóstico preciso permitiu o início do tratamento e foi determinante para sua recuperação. Após meses de internação e reabilitação, Desirée retomou sua rotina e define o período como um verdadeiro renascimento. Segundo ela, a experiência mostrou o valor do cuidado, da dedicação das equipes de saúde e da importância de viver um dia de cada vez. Outra trajetória marcante é a de Guilherme Batistella. Nascido prematuramente, com apenas 25 semanas de gestação, em 2005, ele passou os primeiros 201 dias de vida internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Vitória Apart. Hoje universitário, Guilherme afirma que deve sua vida à equipe que o acompanhou desde o nascimento. A história também marcou a carreira da enfermeira Cristiane Rosa, que estava em seu primeiro plantão quando Guilherme nasceu. Ela acompanhou toda a evolução do bebê durante os seis meses de internação e afirma que a experiência reforçou sua convicção de que cuidar vai muito além da assistência médica, deixando marcas que permanecem por toda a vida. Além das histórias de superação, o hospital também se tornou referência em inovação. Em 2007, o cirurgião da mão Leandro Figueiredo desenvolveu na instituição a chamada Técnica de Figueiredo, utilizada no tratamento de feridas complexas. O procedimento substitui, em muitos casos, a necessidade de enxertos de pele pela utilização de uma prótese de polipropileno, estimulando a regeneração natural dos tecidos e reduzindo significativamente o risco de amputações. Atualmente, a técnica é aplicada por médicos de diferentes regiões do Brasil e também no exterior. O legado ganhou continuidade com a chegada do ortopedista Pedro Figueiredo, filho de Leandro, que passou a atuar ao lado do pai há dois anos. Para ele, a maior herança recebida foi o compromisso de sempre buscar a melhor solução para cada paciente, preservando a qualidade de vida e oferecendo esperança a pessoas que, muitas vezes, chegavam ao consultório com indicação de amputação. As histórias fazem parte da campanha comemorativa pelos 25 anos do Hospital Vitória Apart, celebrados no próximo dia 26 de julho. Desde sua inauguração, em 2001, a instituição vem ampliando sua estrutura, incorporando novas especialidades e investindo em tecnologia e segurança assistencial. Atualmente, é a única instituição de saúde do Espírito Santo, entre hospitais públicos e privados, a possuir o selo de qualidade do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Também foi reconhecida pela Anvisa e pela Secretaria de Estado da Saúde como hospital de excelência máxima em segurança. Outro reconhecimento de destaque é o ranking da revista norte-americana Newsweek, no qual o Vitória Apart Serra aparece, pelo sétimo ano consecutivo, como o melhor hospital do Espírito Santo. Na lista dos 100 melhores hospitais privados do Brasil, a instituição ocupa a 25ª colocação, figurando cerca de 20 posições à frente dos demais hospitais capixabas presentes na lista.
Ainda dá tempo: confira 10 destinos para aproveitar as férias de julho no ES
Ainda dá tempo de aproveitar as férias de julho e conhecer alguns dos destinos mais encantadores do Espírito Santo. Com o mês entrando na reta final, muitos capixabas e turistas ainda têm a oportunidade de fazer uma viagem curta para descansar, curtir o clima agradável do inverno e descobrir paisagens que fazem do estado um dos mais diversos do Brasil. Dos municípios serranos, com temperaturas mais baixas e gastronomia acolhedora, às praias que ficam mais tranquilas nesta época do ano, o Espírito Santo oferece opções para todos os perfis de viajantes. Há roteiros para quem busca aventura, contato com a natureza, turismo rural, boa comida ou simplesmente alguns dias de descanso. A segunda quinzena de julho também é um excelente período para visitar atrações muito procuradas no verão, mas sem o grande movimento da alta temporada. Além disso, diversos municípios seguem com programação cultural, festivais e eventos que movimentam o turismo no estado. Pensando nisso, o News ES selecionou dez destinos que valem a visita nos últimos dias de julho. Confira o que cada cidade oferece e escolha o próximo roteiro para aproveitar o restante das férias. 1. Domingos Martins O principal destino de inverno do Estado combina clima frio, boa gastronomia, cafeterias, cervejarias artesanais e a charmosa Rua de Lazer. Em julho, a cidade fica ainda mais movimentada com eventos culturais e musicais. 2. Pedra Azul (Domingos Martins) Com uma das paisagens mais famosas do Espírito Santo, a região reúne hotéis aconchegantes, restaurantes de alta gastronomia, trilhas e a imponente Pedra Azul, cenário perfeito para quem busca descanso em meio às montanhas. 3. Santa Teresa Conhecida como a primeira cidade de colonização italiana do Brasil, encanta pelos cafés especiais, vinhos, gastronomia, cervejarias artesanais, museus e belas paisagens serranas. 4. Venda Nova do Imigrante Capital nacional do agroturismo, oferece experiências em propriedades rurais, degustação de cafés especiais, queijos, vinhos, embutidos e produtos artesanais, além do clima agradável típico das montanhas. 5. Região do Caparaó Um dos destinos mais procurados em julho, reúne municípios como Ibitirama, Dores do Rio Preto, Iúna, Irupi e Divino de São Lourenço. O grande destaque é o Parque Nacional do Caparaó, onde está o Pico da Bandeira, terceiro ponto mais alto do Brasil, ideal para trilhas, contemplação e amanheceres inesquecíveis. 6. Castelo Além da tradicional gastronomia italiana, o município é porta de entrada para o Parque Estadual do Forno Grande, com mirantes, trilhas e uma das vistas mais bonitas das montanhas capixabas. 7. Alfredo Chaves Destino ideal para quem gosta de ecoturismo, com cachoeiras, esportes de aventura e belas paisagens naturais. A Cachoeira de Matilde é um dos cartões-postais da cidade. 8. Guarapari No inverno, as praias ficam mais tranquilas e agradáveis para caminhadas e passeios. A cidade também oferece excelente gastronomia, especialmente para quem quer experimentar a tradicional moqueca capixaba. 9. Anchieta Além das belas praias, reúne história, turismo religioso e boa culinária. O Santuário Nacional de São José de Anchieta é um dos principais atrativos, acompanhado por praias como Castelhanos e Ubu. 10. Conceição da Barra (Itaúnas) Julho é uma excelente época para conhecer Itaúnas sem o grande movimento do verão. As dunas, as praias preservadas, o forró pé de serra e a natureza exuberante fazem da vila um dos destinos mais charmosos do Estado. Esses dez destinos mostram a diversidade do Espírito Santo nas férias de julho: montanhas com clima frio, ecoturismo, praias mais tranquilas, gastronomia, turismo rural, aventura e cultura, oferecendo opções para todos os perfis de viajantes.