A terceira edição do evento, realizada em Vila Velha, ofereceu atendimentos nas áreas de saúde, cidadania, empregabilidade, assistência social, cultura, esporte e lazer A terceira edição do Circuito Cultural e Turístico Ação pela Cidadania – Estado Presente em Defesa da Vida reuniu mais de 18 mil pessoas neste sábado (20), no Campo do Normilhão, na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. Promovido pelo Governo do Estado, o evento disponibilizou mais de 190 serviços gratuitos à população e contou com uma extensa programação cultural, esportiva e de lazer. Durante todo o dia, moradores da região tiveram acesso a atendimentos nas áreas de saúde, assistência social, empregabilidade, orientação jurídica, emissão de documentos, vacinação, doação de sangue, proteção animal e diversas outras ações voltadas à promoção da cidadania e da inclusão social. O governador Ricardo Ferraço, ao lado do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, destacou que a proposta da iniciativa é facilitar o acesso da população aos serviços públicos, concentrando diferentes atendimentos em um único local e em um único dia. “Muitas pessoas não têm tempo durante a semana por conta dos seus afazeres. Por isso, reunimos mais de 190 serviços em um único dia para que todos possam ser atendidos no horário mais conveniente. Nossa missão é estar ao lado do povo, levando atendimento, acolhimento e oportunidades para quem mais precisa”, afirmou. Coordenador da ação, o secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Abreu, ressaltou que a participação de mais de 18 mil pessoas demonstra a importância da iniciativa para as comunidades atendidas. Segundo ele, a integração entre secretarias, órgãos públicos e instituições parceiras tem ampliado o acesso da população aos serviços essenciais e fortalecido a presença do Estado nos territórios. Entre os atendimentos mais procurados esteve a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Foram disponibilizadas mil vagas para emissão do documento, contribuindo para a ampliação do acesso a direitos e serviços públicos. Assim como nas edições realizadas em Cariacica e Serra, o evento também contou com transporte público gratuito, por meio de linhas especiais disponibilizadas pela Ceturb-ES, facilitando o deslocamento dos participantes. A programação cultural e esportiva foi outro destaque da iniciativa. O público acompanhou apresentações de bandas de congo, rodas de capoeira, grupos de samba, dança, rap e outras manifestações da cultura capixaba. Houve ainda competições de basquete 3×3, batalhas de MCs, apresentações de dança urbana e diversas atividades voltadas ao público infantil, incluindo brinquedos infláveis, pintura facial, tapete literário, distribuição de pipoca e algodão-doce. Além dos serviços de cidadania, a população teve acesso a vacinação humana e animal, consultas e exames oftalmológicos, orientação jurídica, encaminhamento para vagas de emprego, renegociação de débitos, informações sobre programas sociais e atendimentos voltados às mulheres em situação de violência. A Carreta do Programa Pet Vida também participou da ação, oferecendo serviços de bem-estar animal. A iniciativa reuniu secretarias estaduais, órgãos públicos, instituições municipais e entidades parceiras, consolidando-se como uma das maiores ações de inclusão social e prestação de serviços do Espírito Santo. Com foco na cidadania, no acolhimento e na ampliação do acesso a direitos, o programa segue fortalecendo a aproximação entre o poder público e a população capixaba.
Mais de 2 mil vagas de estágio: Governo do ES abre inscrições para o programa Jovens Valores
Programa oferece oportunidades para estudantes dos ensinos Médio, Técnico e Superior, com bolsas de até R$ 1.081,51 Estão abertas as inscrições para o Programa Jovens Valores, iniciativa do Governo do Espírito Santo que oferece oportunidades de estágio em órgãos da administração pública estadual. Ao todo, o programa conta com 3.292 vagas previstas, sendo mais de 2 mil já disponíveis para contratação imediata. Os interessados em integrar a lista principal de candidatos têm até o dia 1º de julho para se inscrever por meio do site oficial do programa. Coordenado pela Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger), o Jovens Valores é voltado para estudantes dos ensinos Médio, Técnico e Superior que desejam adquirir experiência profissional enquanto continuam sua formação acadêmica. A carga horária é de 20 horas semanais, com direito a bolsa e vale-transporte. Os valores das bolsas variam de acordo com o nível de ensino. Estudantes do Ensino Médio recebem R$ 865,21 por mês. Para alunos de cursos técnicos, o benefício é de R$ 937,30. Já os estudantes do Ensino Superior recebem bolsa mensal de R$ 1.081,51. Nesta edição, o processo seletivo passou por atualizações com o objetivo de tornar as regras mais claras e simplificar as etapas de participação. Segundo a Seger, as mudanças visam tornar o processo mais ágil e facilitar o preenchimento das vagas ofertadas pelos órgãos estaduais. “O Jovens Valores é uma oportunidade para que estudantes conheçam a rotina do serviço público e desenvolvam competências que serão importantes ao longo de suas carreiras. Ao mesmo tempo, os órgãos estaduais passam a contar com novas perspectivas e talentos em formação”, destacou o secretário de Gestão e Recursos Humanos, Marcelo Calmon. A subgerente de Programas de Estágio e Trainee da Seger, Karla Medeiros, orienta os candidatos a realizarem o cadastro dentro do prazo. Segundo ela, após o dia 1º de julho, as inscrições continuarão abertas, mas os estudantes passarão a integrar uma lista secundária, consultada apenas quando não houver candidatos disponíveis na lista principal. O programa contempla mais de 70 cursos e formações, ampliando as oportunidades para estudantes de diferentes áreas. Entre os cursos mais demandados pelos órgãos estaduais estão Administração, Comunicação Social, Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Farmácia e Agronomia. Também há vagas para estudantes de Arquitetura e Urbanismo, Arquivologia, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Direito, História, Pedagogia e Serviço Social, além de cursos técnicos como Informática, Logística, Marketing, Edificações e Serviços Públicos. Para participar, é necessário ter pelo menos 16 anos de idade, estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino e não possuir vínculo empregatício. A seleção considera critérios socioeconômicos definidos em edital. Mais informações e inscrições podem ser consultadas no portal do programa Jovens Valores.
Caçarola Bistrot leva o espírito francês da Fête de la Musique às ruas de Vitória
O domingo (21) foi de música, gastronomia e atmosfera parisiense no Caçarola Bistrot, no Barro Vermelho, em Vitória. Inspirado na tradicional Fête de la Musique, celebração criada na França em 1982 e realizada anualmente no dia 21 de junho, o restaurante promoveu uma experiência que transportou os participantes para o universo dos bistrôs franceses, combinando boa mesa, encontros e manifestações artísticas em um ambiente descontraído e acolhedor. 📹 Clique e confira o vídeo no perfil do News ES Mais do que um almoço temático, a proposta idealizada pela chef Bia Delmaestro buscou resgatar a essência dos espaços que fazem parte da vida cotidiana na França. Historicamente, os bistrôs surgiram como extensões das salas de estar das residências, funcionando como pontos de convivência dos bairros, locais onde a gastronomia, a cultura e as relações humanas se encontram de forma natural. Ao longo do almoço, os clientes foram surpreendidos por intervenções musicais que deram vida à tradicional celebração francesa. O repertório incluiu clássicos da música francesa executados ao vivo por saxofonista, criando uma atmosfera elegante e intimista que transformou a calçada arborizada da Rua Dr. Guilherme Serrano em um cenário que remetia aos tradicionais cafés e bulevares de Paris. A experiência foi complementada por uma seleção musical especialmente preparada pela DJ Larissa Tantan. Por meio de um QR Code disponibilizado nas mesas, os participantes puderam acessar uma playlist exclusiva criada para a ocasião, ampliando a imersão cultural proposta pelo evento. O menu desenvolvido para a celebração reforçou a inspiração francesa. Entre as opções servidas estavam foie gras, croquettes brésiliennes, mini sopa de cebola, peixe meunière e magret acompanhado de arroz de pato, encerrando com café gourmand. A proposta gastronômica dialogou diretamente com o conceito de gastronomia afetiva e sem pressa que marca a tradição dos bistrôs. Criada pelo então ministro da Cultura da França, Jack Lang, a Fête de la Musique nasceu com o objetivo de democratizar o acesso à música e estimular apresentações gratuitas em ruas, praças e espaços públicos. Quarenta e quatro anos depois, a celebração se espalhou por centenas de cidades ao redor do mundo e se consolidou como um dos maiores símbolos do chamado art de vivre francês — a arte de viver bem, valorizando os encontros, a cultura e os pequenos prazeres da vida. Ao trazer essa tradição para Vitória, o Caçarola Bistrot mostrou que experiências culturais não dependem de grandes estruturas para gerar conexões genuínas. Bastam boa música, boa comida e um ambiente acolhedor para que uma simples tarde de domingo se transforme em uma viagem sensorial à França, sem sair do Espírito Santo.
Entrevista: Anselmo Tozi relembra crise que mudou a Assembleia e destaca legado para o ES
Em entrevista ao News Espírito Santo, o ex-deputado estadual e ex-secretário de Estado da Saúde Anselmo Tozi relembrou um dos períodos mais turbulentos da história política capixaba: a crise institucional vivida pela Assembleia Legislativa em 2003. Ele descreveu aquele momento como um ambiente de forte tensão política, marcado por disputas judiciais, mobilização popular e tentativas de impedir mudanças na condução da Casa. Eleito em seu primeiro mandato justamente naquele contexto, Tozi afirma que a população pressionava por uma renovação da política capixaba e por medidas de combate a privilégios e irregularidades. Segundo ele, a nova legislatura promoveu cortes de benefícios, extinguiu regalias e reorganizou a administração da Assembleia, em um processo que, nas palavras do ex-parlamentar, enfrentou forte resistência interna. Ao longo da entrevista, Tozi também fez um balanço de sua atuação na saúde pública, destacando a implantação do Samu 192, a modernização da rede hospitalar e a criação de programas como a Farmácia Cidadã. Hoje filiado ao PSD e pré-candidato a deputado estadual, ele defende avanço na conexão entre o Parlamento e as demandas da sociedade, especialmente nas áreas de saúde, mobilidade e segurança. A entrevista foi concedida ao diretor de Conteúdo do News ES, Eduardo Caliman. Confira os principais trechos: Entrevista | Anselmo Tozi News ES: A Assembleia Legislativa está com uma exposição pelos 190 anos da Casa. Gostaria de começar relembrando aquele período tenso de fevereiro de 2003, quando uma eleição da Mesa Diretora foi contestada na Justiça e havia deputados afastados por suspeitas de irregularidades. Como o senhor viveu aquele momento? O senhor estava no plenário quando oficiais de Justiça tentavam entrar para notificar a Mesa Diretora. Como foi aquele dia e aquele período para a história política do Espírito Santo? Anselmo Tozi: Foi um momento muito conturbado. Aliás, aquele período foi precedido por um grande movimento da população em favor da mudança da situação da Assembleia. A campanha foi marcada por muita mobilização nas ruas, com as pessoas pedindo mudanças e empurrando a gente para esse movimento, assim como o então governador Paulo Hartung. Aquele dia foi um dos mais difíceis que vivemos dentro da Assembleia. Estávamos acompanhando tudo lá dentro, enquanto a população estava na galeria e do lado de fora. As notícias chegavam a todo momento, muitas vezes desencontradas. Havia deputados experientes, que viviam aquela situação e conheciam bem o funcionamento da Casa, tentando criar um ambiente conturbado. Só fomos perceber uma reversão da situação quando houve a decisão judicial e a composição que permitiu que assumíssemos a Assembleia para fazer as mudanças que o povo e a sociedade pediam. Era o seu primeiro mandato como deputado estadual. Como foi chegar à Assembleia justamente nesse ambiente? Eu tinha uma inexperiência muito grande do ponto de vista da participação político-partidária. Nunca tinha sido deputado. Fui eleito pelo PPS, juntamente com César Colnago, e chegamos num momento muito difícil. Não havia nada mais difícil para enfrentar do que aquela situação, tentando evitar que o retrocesso continuasse na Assembleia. Foi uma experiência muito grande e muito positiva. Depois, conseguimos fazer as mudanças que pensávamos para a Assembleia e, posteriormente, para o governo do Estado. De lá para cá, a Assembleia conseguiu sair das páginas negativas dos jornais. Como o senhor viu essa reconstrução? Anselmo Tozi: Acho que o primeiro passo foi o que nós fizemos lá. Havia muitas penduricalhos, coisas que hoje são muito discutidas no país. Existiam auxílio-paletó, seguros, aposentadorias e outros benefícios. Nós acabamos com tudo isso. Havia também uma situação absolutamente fora de qualquer padrão: toda a parte de compras e licitações da Assembleia era feita pela associação dos servidores, a Arsal. Tivemos que assumir o controle disso e acabar com esse modelo. Também havia muita pressão para manter o famoso esquema das diárias e passagens. Muita gente não viajava, mas recebia as diárias. Muitas pessoas que estavam ali vinham do sistema anterior e queriam manter aquelas regalias. Nós tivemos que enfrentar isso. Não foi fácil. Conseguimos economizar recursos, enxugar o orçamento e devolver dinheiro ao governo do Estado. Naquela época, o Espírito Santo vivia uma situação muito difícil, com salários atrasados e dificuldades de investimento. Aos poucos, fomos acertando a Assembleia e o governo foi acertando o Estado como um todo. O senhor participou da Mesa Diretora como primeiro-secretário, função tradicionalmente responsável pela gestão administrativa e financeira da Casa. Exatamente. O primeiro-secretário era o ordenador de despesas, mas dividíamos as responsabilidades com o segundo-secretário, que era Paulo Foletto, e com o presidente Cláudio Vereza. Funcionávamos como uma espécie de triunvirato, assumindo a responsabilidade pelas despesas e pelas principais decisões da Casa, sempre ouvindo o Colégio de Líderes e os deputados. Foi uma gestão muito importante para uma Casa que estava em situação complicada. Não foi fácil, porque havia muitas práticas arraigadas, regalias, facilidades, pessoas em cargos e funções que simplesmente não cumpriam suas atribuições. Tivemos que fazer cortes e uma limpeza administrativa. Sofremos muita resistência e represálias, mas fizemos aquilo que prometemos na campanha e para o que fomos eleitos. A política mudou bastante desde então, com as redes sociais e a polarização. Como o senhor vê a atuação parlamentar atualmente? Mudou muito. Hoje há muita coisa instantânea e muita crítica. As pessoas falam mal umas das outras, mas muitas vezes não apresentam soluções ou não sabem fazer. Acho que a primeira coisa importante é que quem exerce liderança pública, seja gestor ou parlamentar, precisa saber debater os temas, apontar os problemas e indicar soluções, mesmo que não seja o responsável direto por executá-las. Nós fomos para a Assembleia e para o governo com a proposta de reorganizar o Espírito Santo, tirá-lo das mãos da corrupção e do crime organizado. Depois fui convocado para a Saúde e vimos isso também na gestão pública. Depois da Assembleia, o senhor assumiu a Secretaria de Estado da Saúde, num momento importante para a implantação do Samu 192 e a construção de grandes hospitais. Eu já tinha sido secretário de Saúde de Vitória durante oito anos e meio. Estruturamos a atenção primária e a saúde
Grand firma parceria com a Cervejaria Caliman para operação da choperia do Taj Home Resort
A Grand Construtora anunciou a Cervejaria Caliman como parceira oficial da choperia do Taj Home Resort. A marca capixaba será responsável pela operação do espaço, levando aos moradores uma seleção de chopes artesanais e ampliando as opções de lazer e conveniência do empreendimento. Fundada oficialmente em 2020, a Caliman nasceu da paixão pela produção artesanal de cervejas e se consolidou no mercado com foco em qualidade, autenticidade e desenvolvimento de receitas próprias. “Fazer parte do projeto do Taj Home Resort representa um importante marco para a cervejaria Caliman. O empreendimento oferece um conceito diferenciado de lazer e bem-estar, alinhado à nossa proposta de proporcionar experiências memoráveis por meio da cultura cervejeira artesanal”, afirma Breno Caliman, sócio da marca. A choperia contará com opções como Pilsen, Session IPA, American IPA, Red Ale, Porter, Pale Ale e Coffee Lager, além de estilos sazonais e receitas exclusivas desenvolvidas para os moradores. A novidade integra o planejamento da Grand para a reta final das obras do Taj Home Resort, cuja inauguração está prevista para novembro deste ano. “O Taj foi projetado para oferecer comodidade e experiências autênticas. A chegada da Cervejaria Caliman reforça esse conceito ao agregar uma marca reconhecida pela qualidade e pela tradição familiar”, destaca o presidente da Grand Construtora, Rodrigo Barbosa. Com cerca de 21 mil metros quadrados de área, o Taj Home Resort aposta em um modelo de hospitalidade integrada, com serviços e experiências voltados ao lazer, ao bem-estar e à convivência dos moradores.
Modal Expo movimenta R$ 110 milhões e reforça protagonismo logístico do ES
A Modal Expo 2026 encerrou sua segunda edição com números recordes e consolidando-se como um dos principais eventos de logística, transporte e comércio exterior do país. Realizada entre os dias 16 e 18 de junho, no Pavilhão de Carapina, na Serra, a feira superou a meta de R$ 100 milhões em negócios projetados e alcançou R$ 110 milhões, crescimento de 69,2% em relação aos R$ 65 milhões registrados em 2025. Ao longo dos três dias, mais de 8 mil visitantes passaram pelo evento, um aumento de 15% na comparação com a edição anterior. A feira reuniu representantes de mais de 20 estados brasileiros, visitantes internacionais dos Estados Unidos e Paraguai e 120 marcas expositoras, alta de 20% em relação ao ano passado. A programação contou com mais de 70 especialistas e painelistas debatendo temas como infraestrutura, comércio exterior, expansão portuária, inteligência artificial, reforma tributária, sustentabilidade e inovação. Além disso, foram realizadas 143 reuniões de negócios em parceria com o Sebrae e visitas técnicas que reuniram mais de 60 participantes. Para o presidente do Sindiex, Sidemar Acosta, os resultados refletem o potencial do Espírito Santo para ampliar sua participação no setor logístico nacional. Já os representantes do Sincades, Transcares e das empresas realizadoras destacaram a qualidade do público, o ambiente de networking e a geração de oportunidades de negócios. Promovida pelo Sindiex, Sincades e Transcares, com realização da Milanez & Milaneze e da Liga de Marketing, a Modal Expo reforçou o posicionamento do Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do país e uma plataforma estratégica para atração de investimentos e novos negócios. Modal Expo 2026 em números • Mais de 8 mil visitantes • Crescimento de 15% em relação a 2025 • Representantes de mais de 20 estados brasileiros • Visitantes internacionais dos Estados Unidos e Paraguai • 120 marcas expositoras • Crescimento de 20% no número de expositores • Mais de 70 painelistas • R$ 110 milhões em negócios projetados • Crescimento de 69,2% em relação a 2025 • 65% dos visitantes participam de decisões nas empresas onde atuam • 143 reuniões de negócios realizadas • Mais de 60 participantes nas visitas técnicas
Efervescência destaca conexões humanas como diferencial dos negócios na era da IA
As conexões humanas, a autenticidade e a construção de experiências marcaram os debates do Efervescência 2026, evento gratuito que reuniu cerca de 150 empresários e gestores nesta quinta-feira (18), no Clube Saldanha da Gama, em Vitória. Com palestras, cases de sucesso e experiências imersivas, o encontro discutiu como as marcas podem se diferenciar em um cenário cada vez mais influenciado pela inteligência artificial. A programação foi aberta por Rafael Phoca, especialista em live marketing e idealizador do evento. Em sua apresentação, ele compartilhou uma experiência vivida durante uma viagem a Atenas, na Grécia, para refletir sobre o papel da autenticidade nos negócios. Segundo ele, em um ambiente marcado pela automação, o diferencial competitivo está justamente naquilo que torna as pessoas únicas. “Como faremos para sermos insubstituíveis quando a palavra que mais nos atormenta é substituição? A resposta é simples: ser autêntico é ser humano”, afirmou. A visão ganhou dimensão global com a participação de Tim Leberecht, fundador da House of Beautiful Business. O especialista defendeu que a transformação das pessoas e das organizações acontece por meio de experiências compartilhadas e conexões emocionais, e não apenas pela exposição a dados e indicadores. “As pessoas não mudam apenas porque são expostas a fatos e números. Elas mudam por meio de emoções compartilhadas e experiências”, destacou. Os conceitos apresentados ao longo do evento foram reforçados por cases de empresas que utilizam o chamado Brand Experience como estratégia de relacionamento e posicionamento. Em painel mediado por Wilson Ferreira Júnior, presidente do Conselho da Associação de Marketing Promocional (Ampro), representantes da Pettrus e da High Company compartilharam suas trajetórias. A CEO da Pettrus, Ednara Alcantara, mostrou como propósito, sustentabilidade e relacionamento contribuíram para projetar internacionalmente a marca capixaba de rochas ornamentais. “Não vendemos apenas um produto, mas uma visão de mundo”, resumiu. Já Juliano Pinto apresentou a experiência da High Company na construção de uma comunidade em torno da moda, da música e do skate. Segundo ele, o crescimento da marca está ligado à capacidade de compreender as aspirações e os valores do seu público. “O segredo do sucesso da High é pensar além da caixa e construir uma história relevante para as pessoas”, afirmou. Além das palestras, o Efervescência promoveu uma série de experiências interativas para estimular a troca entre os participantes. Clube do vinil, degustação de chá-espumante sem álcool, dinâmicas com realidade aumentada e uma atividade surpresa com jogadores de basquete fizeram parte da programação. Encerrado ao pôr do sol com um happy hour voltado ao networking, o evento reforçou uma mensagem recorrente ao longo de toda a programação: em um mundo cada vez mais tecnológico, o fator humano continua sendo um dos principais diferenciais para pessoas, marcas e negócios. Como resumiu Rafael Phoca, “apostar que o futuro é humano”.
Empresários da Serra debatem projetos estruturantes com o prefeito
A Associação dos Empresários da Serra (Ases) promoveu, nesta quinta-feira (18), um encontro entre empresários associados, o prefeito da Serra, Weverson Meireles, e integrantes do secretariado municipal para apresentar projetos estruturantes em andamento na cidade e ampliar o diálogo entre o setor produtivo e a administração pública. Realizada na Casa do Empresário, a reunião reuniu lideranças empresariais e representantes da gestão municipal. Participaram os secretários Alexandro da Vitória (Meio Ambiente), Izabela Roriz (Obras), Márcia Lamas (Desenvolvimento Econômico) e Enivaldo Dias (Serviços), além da diretoria da Ases, liderada pela presidente Leonelle Lamas. Durante o encontro, o prefeito apresentou as principais iniciativas previstas no programa Serra 44+, que reúne ações voltadas ao desenvolvimento do município. Entre os destaques estão investimentos em mobilidade urbana, infraestrutura, desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Entre as obras e projetos apresentados estão a Rodovia ArcelorMittal, o Contorno de Jacaraípe, a ligação da região de Civit à Avenida Mestre Álvaro e a ampliação dos acessos entre os eixos Norte e Sul da cidade. Também foram abordadas intervenções para melhorar a fluidez do trânsito, além de ações relacionadas à arborização urbana, saneamento básico, esgotamento sanitário e ordenamento territorial. A reunião também marcou a apresentação oficial do novo secretário municipal de Meio Ambiente, Alexandro da Vitória. Segundo ele, a gestão pretende manter o foco em políticas que conciliem crescimento econômico, planejamento urbano e preservação ambiental. Outro tema em pauta foi a Reforma Tributária e seus possíveis impactos para os municípios e para o ambiente de negócios. A Serra participa do Conselho da Reforma Tributária, acompanhando as discussões sobre a implementação do novo sistema e seus reflexos na competitividade das cidades. Para a presidente da Ases, Leonelle Lamas, o encontro reforça o papel da entidade como interlocutora entre o empresariado e o poder público. “Nosso compromisso é promover um diálogo qualificado que permita aos empresários acompanhar de perto os projetos que impactam o desenvolvimento da cidade. A Serra vive um momento importante de crescimento e essa aproximação é fundamental para que esse avanço aconteça de forma planejada, sustentável e gerando oportunidades para todos”, afirmou. O prefeito Weverson Meireles destacou a importância da participação do setor produtivo na construção das políticas públicas e no desenvolvimento do município. “A Serra vive um dos melhores momentos da sua história, com indicadores positivos e reconhecimento crescente como uma cidade cada vez melhor para viver, investir e empreender. Seguiremos avançando com planejamento, diálogo e responsabilidade, fortalecendo a infraestrutura, melhorando a mobilidade e criando um ambiente favorável para quem gera emprego e oportunidades”, declarou. A iniciativa faz parte da agenda permanente da Ases de fortalecimento da representatividade empresarial e de aproximação dos associados das decisões estratégicas que influenciam o ambiente de negócios e o futuro da Serra.
Copa do Mundo vira ferramenta de aprendizagem em escola da Serra
O clima da Copa do Mundo tem ultrapassado as quatro linhas do campo e chegado às salas de aula da rede municipal da Serra. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professora Iolanda Schneider, em Porto Canoa, o torneio tem servido de inspiração para atividades pedagógicas que estimulam a participação dos estudantes e tornam o aprendizado mais atrativo. Uma das iniciativas é o projeto “Álbum da Turma: Contextos Históricos e Vivências”, desenvolvido pela professora de História Luciana Andrade. A proposta consiste na criação de um álbum coletivo, no qual os alunos conquistam figurinhas com as fotos dos próprios colegas por meio da participação em pesquisas, desafios e atividades realizadas em sala de aula. Segundo a educadora, a dinâmica fortalece o protagonismo estudantil, incentiva a cooperação e contribui para a construção de vínculos entre os alunos, transformando o processo de aprendizagem em uma experiência mais colaborativa e envolvente. Nas aulas de Língua Portuguesa, a professora Cristina Oliveira também aproveitou o entusiasmo dos estudantes com a competição. Os alunos dos sextos anos produziram cartinhas ilustradas com jogadores da Seleção Brasileira e registraram, no verso, adjetivos relacionados às características e qualidades dos atletas. O material foi utilizado na criação de um jogo educativo voltado à revisão gramatical. Para a diretora da escola, Cynthia Segundo, iniciativas como essas mostram como temas presentes no cotidiano dos estudantes podem ser incorporados ao ambiente escolar. “Isso torna a aprendizagem mais dinâmica, participativa e conectada à realidade das crianças e dos adolescentes”, destacou. Foto: PMS
Gustavo Varella – “Surpresa! Ou: o brasileiro que se escandaliza de manhã e confraterniza à tarde”
Pare de fingir que você não sabia. Não da forma técnica, não com número de processo e nome de operação — mas sabia. Sabia do jeito que se sabe dessas coisas no Brasil: pela reputação que antecede a denúncia, pelo vocabulário elogioso que a classe média e a elite reservam para quem “conhece o jogo”, “tem trânsito”, “sabe se virar”. Antes de virar réu, o personagem já era aquele. E aquele era admirado. O espanto que vem depois é mentira. Não inocência — mentira. Calculada, funcional, socialmente útil. Quem se escandaliza em público está executando um rito de absolvição: ao vituperar contra o réu da vez, sinaliza que está do outro lado, que sua indignação é prova de sua distância moral do esquema. O escândalo vira espelho em que ninguém se reconhece — e é exatamente isso que ele precisa ser para funcionar. Não serve para iluminar. Serve para absolver. A plateia se lava na lama do réu e sai limpa. É um negócio conveniente para todo mundo. Para o sistema, porque o ciclo de indignação substitui a transformação — drena energia que poderia virar pressão real e a converte em barulho controlado, com prazo de validade. Para os próximos réus, porque o escândalo de hoje é o ensaio geral da impunidade de amanhã: o antecessor foi pego, processado, sobreviveu, voltou a circular — a lição não é “não faça”, é “não se exponha tanto”. E para a plateia, que é a parte mais cínica dessa equação, porque após o pico de indignação vem o que sempre vem: a normalização silenciosa, o acordo fechado longe das câmeras, o próximo escândalo tomando o lugar, e o réu de ontem voltando a ser recebido nas mesmas mesas, com o mesmo aperto de mão, e às vezes com mais respeito — porque sobreviveu. Isso não é fraqueza de caráter. É cultura. É ethos. É o produto de um país que nunca separou de verdade o público do privado, que foi construído sobre a gestão dessa fronteira por quem tem acesso a ela, que tem no “jeitinho” não um traço pitoresco mas uma tecnologia social de captura — captura do Estado, das instituições, das consciências. A corrupção no Brasil não é anomalia. É, em boa medida, um dos sistemas. Paralelo, complementar, às vezes mais eficiente que o oficial. O que muda a cada ciclo não é a prática. É o elenco. E o elenco se renova porque a plateia deixa. Não por ingenuidade — por cumplicidade ativa. Porque no Brasil há um vocabulário inteiro, rico e sofisticado, para descrever com admiração disfarçada de ironia o talento para a pilantragem ainda não processada. “É esperto.” “Sabe o que faz.” “Conhece todo mundo.” Tradução: este aqui tem perfil, tem vocação, tem a arquitetura moral necessária — só ainda não teve a oportunidade de deflagrá-la formalmente. Quando tiver, o espanto será o mesmo. A indignação, idêntica. E a confraternização subsequente, inevitável. O problema do brasileiro não é que tolera a corrupção. É que a tolera depois de se indignar com ela — o que é moralmente mais grave, porque acrescenta ao conivente a pose do indignado. É a hipocrisia como estilo de vida coletivo. É a consciência que sabe, vê, nomeia — e no dia seguinte estende a mão. O espanto não é o começo de uma reação. É o fim dela. É onde a reação vai para morrer com honras de virtude. *Gustavo Varella é advogado, jornalista, professor e mestre em Direitos e Garantias Fundamentais pela FDV