Jogador de 16 anos superou dificuldades, contou com o apoio da família e agora celebra a realização do sonho no Rubro-Negro carioca O sonho de milhares de jovens brasileiros se tornou realidade para um talento capixaba. O atacante José Eduardo, cria do bairro Caratoira, em Vitória, assinou nesta semana seu primeiro contrato profissional com o Flamengo, um dos maiores clubes do país. Integrante da equipe sub-16, o atleta está no clube desde agosto de 2023 e agora dá um importante passo rumo ao futebol profissional. Por trás da conquista, existe uma história marcada por esforço, perseverança e apoio familiar. Desde os quatro anos de idade, José Eduardo contou com a dedicação incansável da mãe, Jessica Neves, que enfrentou inúmeras dificuldades para garantir que o filho seguisse perseguindo o sonho de se tornar jogador de futebol. A rede de apoio foi fundamental nessa caminhada. O padrasto, Sandro Rosa, além dos avós paternos e maternos, formaram a base que sustentou o atleta nos momentos mais desafiadores. Juntos, ajudaram a criar as condições necessárias para que o jovem pudesse desenvolver seu talento e chegar ao atual estágio da carreira. As dificuldades ficaram marcadas na memória da família. Durante sua passagem pelo Porto Vitória, a rotina intensa entre escola, casa e treinamentos fazia com que José Eduardo, muitas vezes, precisasse almoçar dentro do ônibus a caminho do centro de treinamento. Nesse período, o apoio do presidente do clube, Vinícius Coelho, foi decisivo para a continuidade do projeto esportivo. A trajetória do atacante começou nas quadras de futsal do CEF Caratoira, projeto social e esportivo pelo qual o jogador guarda grande carinho e gratidão. Foi ali que surgiram as primeiras oportunidades no esporte. Mais tarde, ele fez a transição para o campo pelo Porto Vitória, onde chamou atenção pela velocidade, habilidade e capacidade de decisão. O desempenho rapidamente despertou o interesse de grandes clubes do país. Antes de chegar ao Flamengo, José Eduardo passou por avaliações no Palmeiras e foi aprovado, mas o acordo não avançou. O destino, porém, reservava outro caminho. Aos 13 anos, o capixaba acertou com o Rubro-Negro e se mudou para o Rio de Janeiro para iniciar uma nova etapa da carreira no Ninho do Urubu. Atualmente integrado ao elenco comandado pelo técnico Diogo Calhau, o jovem faz questão de lembrar suas origens. Ao celebrar o primeiro contrato profissional, José Eduardo agradece ao CEF Caratoira e ao Porto Vitória pelas oportunidades recebidas. O garoto que, em muitos dias, almoçava durante o trajeto para os treinos agora carrega no peito o escudo do Flamengo e leva consigo o orgulho de Caratoira, de Vitória e de toda a sua família.
Evento reforça papel estratégico dos Juizados Especiais para o acesso à Justiça
Evento reuniu magistrados, advogados e especialistas para discutir acesso à Justiça, inovação e aperfeiçoamento da prestação jurisdicional O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) participou da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, iniciativa promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de fortalecer o sistema dos Juizados, aprimorar a prestação jurisdicional e valorizar os profissionais que atuam na área. No Espírito Santo, a programação foi realizada nesta quinta-feira (11), na sede da Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo (Emes). Promovido em parceria com a Coordenadoria dos Juizados Especiais do TJES e a Escola Superior de Advocacia da OAB-ES (ESA/OAB-ES), o encontro reuniu magistrados, servidores, advogados e especialistas para debater temas relevantes à atuação dos Juizados Especiais. A programação contou com painéis sobre litigância predatória, mediação e conciliação, sistema recursal, precedentes e a atuação dos Juizados Especiais Criminais e da Fazenda Pública. A abertura do evento contou com a presença do supervisor dos Juizados Especiais do TJES, desembargador Marcos Valls Feu Rosa, do diretor da Emes, desembargador Júlio César Costa de Oliveira, além de representantes da OAB-ES, do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) e do meio acadêmico. Durante a solenidade, o desembargador Marcos Valls Feu Rosa destacou a importância dos Juizados Especiais como porta de entrada do sistema de Justiça e defendeu maior investimento e fortalecimento institucional do segmento. “Precisamos fortalecer esse sistema, garantir a estrutura adequada e dar a ele o protagonismo que merece. E essa é uma missão coletiva”, afirmou. Já o diretor da Emes, desembargador Júlio César Costa de Oliveira, ressaltou a necessidade da formação contínua e da construção conjunta de soluções para aprimorar o atendimento à sociedade. A Semana Nacional dos Juizados Especiais mobiliza tribunais e instituições de todo o país, promovendo a troca de experiências e o desenvolvimento de soluções inovadoras para uma Justiça cada vez mais eficiente e acessível.
Audiência na Ales debate influência das big techs e impactos das redes sociais na democracia
Debate reuniu parlamentares, pesquisadores e estudantes para discutir desinformação, regulação das plataformas digitais e desafios em ano eleitoral A Comissão de Cultura e Comunicação Social da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) promoveu, nesta quarta-feira (11), uma audiência pública para discutir os impactos das plataformas digitais sobre a democracia. Realizado no Plenário Dirceu Cardoso, o encontro reuniu parlamentares, pesquisadores, professores e estudantes em um debate sobre desinformação, regulação das big techs e os desafios do ambiente digital em ano eleitoral. Presidente da comissão, a deputada estadual Iriny Lopes destacou preocupações relacionadas à disseminação de desinformação e aos efeitos das redes sociais sobre a convivência democrática. Segundo a parlamentar, o avanço das tecnologias digitais exige atenção da sociedade diante da influência exercida por plataformas globais na circulação de informações e no debate público. Especialistas convidados apontaram que as big techs concentram grande volume de dados e exercem influência crescente sobre o comportamento dos usuários. O professor da UVV Pablo Ornellas Rosa abordou o conceito de “tecnoconservadorismo” e defendeu que as plataformas digitais possuem dimensão política, enquanto a pesquisadora Marialina Côgo Antolini destacou que essas empresas passaram a integrar a infraestrutura da vida contemporânea. A regulamentação das plataformas digitais foi um dos temas centrais do debate. Participantes defenderam maior transparência nos algoritmos, mecanismos de combate à desinformação e regras mais claras para o funcionamento das redes sociais. O professor da Ufes Edgard Rebouças afirmou que a discussão sobre limites e responsabilidades no ambiente digital tornou-se essencial para o fortalecimento democrático. O encontro também deu espaço a representantes da juventude e de comunidades indígenas, que ressaltaram o papel das redes sociais tanto na mobilização política quanto na preservação cultural e na denúncia de violações de direitos. Ao final da audiência, os participantes reforçaram a necessidade de ampliar o debate público sobre o impacto das tecnologias digitais na sociedade contemporânea.
Macrodrenagem do Canal da Costa avança em Vila Velha com recursos do Fundo Cidades
Obra já supera 70% de execução e promete reduzir alagamentos históricos na Praia da Costa, além de criar novo espaço de lazer para a população As obras de macrodrenagem e tamponamento do Canal da Costa, em Vila Velha, seguem avançando e já ultrapassam 70% de execução. Realizada pela Prefeitura de Vila Velha com recursos do Governo do Estado, por meio do Fundo Cidades, a intervenção busca solucionar um problema histórico de alagamentos na região da Praia da Costa, beneficiando moradores, comerciantes e visitantes. O projeto contempla a instalação de galerias duplas de concreto e aço ao longo de 800 metros do canal. As estruturas possuem 4,10 metros de largura por 3 metros de altura e irão direcionar as águas pluviais para a Estação de Bombeamento de Águas Pluviais Foz da Costa, construída pelo Governo do Estado em 2022. Além da melhoria no sistema de drenagem urbana, a área sobre o canal tamponado dará lugar a um parque linear com diversos equipamentos de lazer e convivência. O espaço contará com pista de skate, quadras esportivas, campo society, área para pets, parquinho infantil, academia ao ar livre, bicicletários, estacionamento e espaço para motorhomes. De acordo com a Prefeitura de Vila Velha, a antiga ponte da Rua Castelo Branco já foi demolida e as obras avançam para a construção de uma nova travessia para pedestres e veículos, ampliando a mobilidade urbana e a integração da região. “É mais uma obra de adaptação às mudanças climáticas que realizamos em parceria com a gestão municipal para tornar Vila Velha mais resistente aos efeitos extremos do clima, e que também criará sobre o tamponamento do canal um espaço de convivência para a população”, destacou o secretário de Estado do Governo, Pedro Caçador Neto. Somente em Vila Velha, os investimentos do Governo do Estado por meio do Fundo Cidades superam R$ 112 milhões, reforçando a parceria entre Estado e município em obras de infraestrutura, prevenção de desastres e adaptação climática.
Roda de Boteco 2026 confirma Dilsinho, Bom Gosto e Arlindinho em tributo a Arlindo Cruz
Festa de encerramento do maior festival gastronômico do Espírito Santo acontece nos dias 10 e 11 de julho, na Prainha, em Vila Velha, reunindo música, gastronomia e os 40 petiscos concorrentes da edição O Roda de Boteco 2026 já definiu as atrações nacionais que vão comandar o Botecão, tradicional festa de encerramento do maior festival gastronômico do Espírito Santo. Nos dias 10 e 11 de julho, a Prainha, em Vila Velha, recebe os shows de Dilsinho, Bom Gosto e Arlindinho, que apresenta um emocionante tributo ao pai, o sambista Arlindo Cruz. Os ingressos já estão à venda. A programação da sexta-feira (10) reúne as atrações capixabas Sol Pessoa e SambAdm, preparando o público para o show de Dilsinho. Um dos principais nomes do pagode romântico da atualidade, o cantor acumula sucessos como “Péssimo Negócio”, “Refém”, “Trovão”, “Diferentão” e “Passada de Mão”, além de bilhões de reproduções nas plataformas digitais e turnês internacionais. No sábado (11), a abertura da noite fica por conta da cantora capixaba Suelem Nascimento. Em seguida, sobe ao palco o grupo Bom Gosto, que celebra duas décadas de carreira com o espetáculo “Roda de Samba Bom Gosto 20 Anos”. O repertório inclui músicas que marcaram a trajetória da banda, como “Samba Aqui Samba Lá”, “Em Destaque”, “Tenta Ser Eu”, “Minha Namorada”, “Dona da Minha Sina” e “Tá Fazendo Doce”. A programação nacional será encerrada por Arlindinho, que apresenta o show “O Show Tem Que Continuar: Arlindinho Canta Arlindo Cruz”. O espetáculo presta homenagem ao pai, um dos maiores nomes da história do samba brasileiro, falecido em agosto do ano passado, e marca o início da turnê nacional do projeto. Clássicos como “O Show Tem Que Continuar”, “Meu Lugar” e “O Que É o Amor” estão entre as músicas previstas. Criado em meio às tradicionais rodas de samba e convivendo desde a infância com artistas como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Alcione, Beth Carvalho e Xande de Pilares, Arlindinho promete transformar o palco do Botecão em uma celebração marcada por emoção, memória afetiva e samba raiz. Além dos shows, o público terá a oportunidade de experimentar, em porções reduzidas e com preços mais acessíveis, todos os 40 petiscos que disputam a edição deste ano do Roda de Boteco. A competição acontece até 5 de julho em bares e botecos de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. Criado em 2005, o festival movimenta o setor de bares e restaurantes da Grande Vitória e envolve o público na escolha dos vencedores das categorias Melhor Bar, Melhor Boteco e Melhor Atendimento. A avaliação considera critérios como sabor e originalidade do petisco, higiene, temperatura da bebida e qualidade do atendimento. Além da disputa gastronômica, o projeto também promove ações de capacitação profissional para garçons e garçonetes, além de oficinas culturais abertas à população, reforçando o compromisso com a valorização da cultura e da economia criativa capixaba. O Roda de Boteco 2026 é promovido pela Conexxo e realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), da Secretaria da Cultura (Secult) e do Governo do Estado. O evento tem patrocínio master da ES Gás, patrocínio da Cerveja Original e Banestes, além do apoio de Sindbares, Abrasel, Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Energisa.
Dia dos Namorados: mitos e verdades sobre o sexo depois dos 60
Especialista explica que desejo, prazer e intimidade continuam fazendo parte da vida na maturidade e ajudam a envelhecer com saúde e bem-estar A sexualidade na terceira idade foi, e muitas vezes ainda é, um tema cercado de preconceitos e tabus. E, apesar de toda a evolução, o que se percebe é que ainda persiste a ideia de que o desejo desaparece com o envelhecimento, mesmo que a vida real e a medicina mostrem o oposto. Com o aumento da expectativa de vida e uma população idosa cada vez mais ativa, autônoma e disposta a ser feliz, especialistas reforçam que o sexo continua tendo grande importância como expressão de afeto, fonte de prazer e conexão emocional, trazendo benefícios que vão além da vida amorosa e impactam diretamente a saúde física e mental. Neste Dia dos Namorados, o urologista Rodrigo Pastor e a ginecologista Isabela Laender, da MedSênior, esclarecem alguns dos principais mitos e verdades sobre a sexualidade depois dos 60 anos, reforçando que a maior das lendas é achar que o sexo deixa de ter importância com a idade. Mito ou verdade? “O desejo sexual desaparece depois dos 60 anos” MITO Isabela Laender: O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, mas isso não significa o fim do desejo sexual. A sexualidade está presente em todas as fases da vida e pode ser vivida de diferentes formas ao longo dos anos. É comum que a frequência ou a forma de viver a sexualidade mudem com o passar do tempo, mas isso não significa perda de interesse. Muitas pessoas relatam inclusive relações mais satisfatórias na maturidade, com menos ansiedade e mais autoconhecimento. “Homens idosos não conseguem mais ter uma vida sexual satisfatória” MITO Rodrigo Pastor: Embora alterações hormonais, doenças crônicas e alguns medicamentos possam interferir na função sexual, existem tratamentos e estratégias que ajudam a preservar a qualidade de vida sexual. Problemas de ereção não devem ser encarados como algo normal ou inevitável do envelhecimento. Muitas vezes eles estão relacionados a condições de saúde que merecem investigação e acompanhamento médico. Por isso é fundamental fazer consultas regulares com um médico de referência. “Depois da menopausa, a mulher perde o interesse por sexo” MITO Isabela Laender: A menopausa provoca mudanças hormonais que podem causar sintomas como ressecamento vaginal e desconforto durante as relações. No entanto, essas alterações podem ser tratadas. A menopausa marca uma transição biológica, não o fim da sexualidade. Existem recursos terapêuticos que ajudam a manter conforto, prazer e bem-estar nessa fase da vida. “Dor durante a relação é normal com o envelhecimento” MITO Isabela Laender: O ressecamento vaginal é comum, mas existem tratamentos, lubrificantes e terapias que podem melhorar muito a qualidade de vida da mulher.; “Sexo pode trazer benefícios para a saúde” VERDADE Rodrigo Pastor: Além do prazer, a atividade sexual está associada a benefícios importantes para a saúde física e emocional. Entre eles, estão redução do estresse, melhora da autoestima, fortalecimento dos vínculos afetivos, sensação de bem-estar e mais qualidade de vida. Quando existe desejo, consentimento e condições de saúde adequadas, a sexualidade pode ser uma importante aliada do envelhecimento saudável. “Libido depende apenas de hormônios” MITO Isabela Laender: fatores como autoestima, amizades, vida social, atividade física, relacionamento familiar e saúde emocional têm enorme peso sobre a sexualidade. “Casais que envelhecem juntos precisam manter a mesma vida sexual da juventude” MITO Rodrigo Pastor: a relação sexual também envelhece e se adapta. O importante é que o casal converse e encontre formas de intimidade que façam sentido para aquele momento da vida. “Idosos não precisam se preocupar com infecções sexualmente transmissíveis” MITO Isabela Laender: a prevenção continua sendo necessária em qualquer idade. Dados do Ministério da Saúde mostram crescimento dos casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) entre pessoas mais velhas nos últimos anos, em parte pela menor utilização de preservativos nessa faixa etária. A gravidez deixa de ser uma preocupação após determinada idade, mas a proteção contra infecções continua sendo fundamental. “Carinho e intimidade são tão importantes quanto o sexo” VERDADE Isabela Laender: A sexualidade não se resume ao ato sexual. Afeto, companheirismo, toque, carinho e conexão emocional também fazem parte da vivência da sexualidade e ganham ainda mais importância com o passar dos anos. Muitas vezes, a intimidade emocional se torna um dos aspectos mais valorizados pelos casais na maturidade. Sexualidade é uma dimensão ampla da vida humana e está diretamente ligada ao bem-estar e à qualidade de vida. Quando procurar ajuda? Os especialistas recomendam buscar orientação médica quando houver: * Dor durante as relações; * Queda repentina do desejo sexual; * Disfunção erétil persistente; * Ressecamento vaginal intenso; * Sintomas de ansiedade ou depressão que afetem a vida afetiva; * Dúvidas sobre medicamentos que possam interferir na sexualidade.
Estudo da Unimed Sul Capixaba é publicado em revista científica internacional
Artigo aborda uma complicação rara relacionada a cateteres venosos e leva o nome do Hospital Unimed Sul Capixaba para a comunidade científica internacional A produção científica desenvolvida por profissionais da Unimed Sul Capixaba ganhou projeção internacional com a publicação do artigo “A Fractured Catheter Due to Pinch-off Syndrome” na revista científica Arquivos de Bronconeumologia, periódico da Elsevier reconhecido mundialmente na área médica. O trabalho tem como um dos autores o médico cooperado Paulo Afonso Nicoli (foto acima) e destaca o Hospital Unimed Sul Capixaba como instituição de origem da pesquisa. O artigo apresenta um caso clínico relacionado à síndrome de Pinch-off, uma complicação rara que pode ocorrer em pacientes que utilizam cateteres venosos implantáveis. A condição acontece quando o cateter sofre compressão entre a clavícula e a primeira costela, podendo levar à sua ruptura e deslocamento para estruturas do sistema cardiovascular. Embora incomum, a ocorrência exige diagnóstico rápido e intervenção especializada para evitar complicações mais graves. Estudos internacionais apontam que a síndrome está entre as causas mais importantes de fratura de cateteres implantáveis e pode resultar em embolização do fragmento para o coração ou pulmões. Além da relevância clínica do tema, a publicação representa um reconhecimento ao trabalho de pesquisa realizado pelos profissionais da cooperativa. A presença do Hospital Unimed Sul Capixaba entre as instituições vinculadas ao artigo reforça a capacidade da organização de contribuir para a produção de conhecimento científico, associando a prática assistencial à investigação médica e à disseminação de experiências que podem auxiliar profissionais de saúde em diferentes países. Para Paulo Afonso Nicoli, a publicação demonstra a importância de transformar casos clínicos e experiências assistenciais em conhecimento compartilhado. Segundo o médico, a divulgação científica permite que situações raras sejam conhecidas por outros profissionais, contribuindo para diagnósticos mais precoces, decisões terapêuticas mais seguras e melhores resultados para os pacientes. A participação em pesquisas e publicações científicas também fortalece a reputação institucional dos serviços de saúde. Quando um artigo é aceito por uma revista internacional, o conteúdo passa por avaliação de especialistas da área, garantindo rigor metodológico e relevância científica. Esse processo amplia a visibilidade dos profissionais envolvidos e das instituições que apoiam a produção do conhecimento. A publicação reforça ainda o posicionamento da Unimed Sul Capixaba como uma organização que investe em qualificação técnica, inovação e atualização permanente. Ao levar o nome do hospital para um periódico de circulação internacional, o estudo contribui para ampliar a presença da medicina produzida no Espírito Santo em espaços de referência da ciência mundial.
Uma enfrentou o preconceito, outra recomeçou aos 40: as histórias por trás do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios
Empreendedoras capixabas compartilham trajetórias de superação, coragem e transformação que refletem o espírito da premiação promovida pelo Sebrae Por trás de cada empresa de sucesso existe uma história de persistência, desafios e recomeços. É justamente esse lado humano do empreendedorismo que o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios busca valorizar ao reconhecer mulheres que transformaram suas trajetórias pessoais em iniciativas capazes de gerar renda, oportunidades e impacto social. Com inscrições abertas até o dia 19 de junho (clique aqui), a edição 2026 da premiação destaca histórias inspiradoras de mulheres de diferentes realidades e segmentos. Entre elas estão a da maquiadora e empresária Ana Julya de Oliveira Castro, que enfrentou o preconceito para construir o próprio negócio, e a da empresária Sabrina Maia, que decidiu mudar de carreira após duas décadas no setor bancário para investir no turismo em Santa Teresa. As duas empreendedoras representam perfis distintos, mas têm em comum a determinação para superar obstáculos e a crença de que empreender pode transformar vidas. Suas histórias ajudam a explicar por que o prêmio se tornou uma das principais iniciativas de valorização do empreendedorismo feminino no Brasil. Mais do que reconhecer empresas de sucesso, o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios busca dar visibilidade a histórias de mulheres que transformam desafios em oportunidades. Com inscrições abertas até 19 de junho, a iniciativa valoriza trajetórias de empreendedoras de todo o país e, este ano, traz como novidade premiações em dinheiro para as vencedoras estaduais e nacionais. Entre as inscritas está a maquiadora, influenciadora digital e empresária Ana Julya de Oliveira Castro, 28 anos, de Conceição do Castelo, no Espírito Santo. Dona da loja “Beleza Sem Rótulos”, ela carrega uma história de empreendedorismo que começou muito antes da abertura do negócio. Aos 11 anos, Ana Julya já ajudava a complementar a renda da família. Enquanto a mãe dividia o tempo entre os cuidados com o marido, que enfrentava problemas cardíacos, e a rotina da casa, ela teve a ideia de produzir doces para vender nas ruas. “Eu pedia para minha mãe fazer os doces e saía vendendo. Quando voltava para casa, separava o dinheiro dos ingredientes para produzir mais e dividia o restante com ela. Eu queria ajudar e também conquistar minhas próprias coisas”, relembra. O primeiro contato com o empreendedorismo acabou se transformando em aprendizado para a vida. Anos depois, já no fim do ensino médio, com 16 anos, Ana Julya enfrentou outra realidade: a dificuldade de conseguir uma vaga no mercado de trabalho. “Com a dificuldade de emprego para pessoas como eu, uma pessoa trans, resolvi fazer um curso de maquiagem. Meu pai já tinha falecido, minha mãe pagou o curso e comecei a atender na sala da nossa casa”, conta. O negócio estava indo bem até a chegada da pandemia. Sem clientes, a fonte de renda desapareceu. Foi então que nasceu a “Beleza Sem Rótulos”, hoje instalada na própria residência da empreendedora. Sua mãe chegou a oferecer dinheiro para pagar as contas, mas ela queria encontrar uma solução. “Pensei: e se começarmos a vender maquiagem? Foi assim que tudo começou.” Mais do que vender cosméticos, Ana Julya queria construir um ambiente de acolhimento. O nome da empresa surgiu a partir das experiências de preconceito que viveu ao longo da vida. “Sempre que entrava em algumas lojas, sentia os olhares e os julgamentos por ser uma pessoa trans. Então queria criar um espaço onde as pessoas se sentissem bem, acolhidas e sem diferenças.” Ela afirma que o preconceito ainda é um dos principais obstáculos enfrentados por empreendedoras trans. “As pessoas colocam meu trabalho à prova o tempo todo. Muitas vezes não acreditam no meu potencial. Isso acaba desacelerando o crescimento do negócio, principalmente em uma cidade pequena.” Apesar dos desafios, Ana Julya destaca as oportunidades conquistadas por meio de programas de incentivo ao empreendedorismo. Ela também desenvolveu projetos sustentáveis, produzindo embalagens artesanais com papelão reutilizado. Seu propósito sempre foi empreender, mas também ajudar a reduzir impactos ambientais. Durante um tempo ela recolheu papelão das ruas e transformou em embalagens personalizadas para os clientes. Pela primeira vez inscrita no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, ela admite que precisou vencer a insegurança para participar. Durante um longo período da vida, Ana Julya achou que a sua história não era suficientemente importante. Ela ressalta que via tantas pessoas com negócios inovadores e pensava que o dela era apenas uma loja. “Hoje, entendo que a minha trajetória também tem valor. Mais do que buscar reconhecimento, quero inspirar outras pessoas trans, que nós podemos conquistar sonhos, crescer e ocupar espaços que também são nossos por direito.” Ela destaca, ainda, que enxerga o Brasil empreendedor com pessoas resilientes, fortes, que muitas vezes passam por fases difíceis em sua jornada, mas mesmo assim não desistem de acordar todos os dias para correr atrás de seus sonhos, de seu sustento. E mesmo diante dos desafios, como acesso a crédito, tributos e impostos, seguem firmes no seu propósito. Do mercado financeiro para o turismo Sabrina Maia, 44 anos, proprietária e idealizadora dos Chalés Villa Caravaggio, em Santa Teresa, no Espírito Santo, foi uma das inscritas e ganhadoras do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025. “Resolvi me inscrever porque percebi que minha história precisava ser dividida e servir de inspiração. Ela representa a trajetória de muitas mulheres que empreendem, enfrentam desafios diários, conciliam trabalho, família e sonhos, e seguem em frente mesmo quando o caminho parece difícil”. Ela lembra que quando veio o reconhecimento, foi uma emoção muito grande. “Ganhar prêmio significou olhar para trás e perceber que cada esforço, cada renúncia e cada desafio enfrentado tinham valido a pena. Foi um momento de gratidão, mas também de responsabilidade, porque entendi que minha história poderia inspirar outras mulheres a acreditarem mais em si mesmas e nos seus projetos. Foi uma validação não apenas do meu trabalho, mas de toda a trajetória construída ao lado da minha família e da equipe que caminha comigo todos os dias”. Antes de se aventurar no setor de turismo, Sabrina Maia conta que foi bancária durante 20
Prêmio Sebrae Mulher de Negócios valoriza histórias de empreendedoras no ES
Iniciativa completa 20 anos reconhecendo mulheres que transformam desafios em oportunidades e fortalecem a economia por meio dos seus negócios As inscrições para a edição 2026 do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios estão abertas e seguem até sexta-feira, 19 de junho. A iniciativa é considerada uma das principais ações de valorização do empreendedorismo feminino no país e busca reconhecer mulheres que se destacam pela inovação, liderança, gestão e impacto social gerado por seus negócios. ➡️ Faça aqui a sua inscrição. Criado em 2004, o prêmio já reuniu mais de 100 mil participantes em todo o Brasil e se consolidou como uma importante vitrine para histórias de superação, crescimento empresarial e transformação social. Além da premiação financeira, as participantes têm acesso a oportunidades de capacitação, mentorias, missões técnicas e ampliação de redes de relacionamento. A premiação em 2025: auditório do Sebrae-ES lotado No Espírito Santo, a expectativa é ampliar a participação de empreendedoras de diferentes segmentos e regiões do estado. Em entrevista ao News ES, a gestora do Programa Plural no Sebrae/ES, Juliana Castro, fala sobre a importância da premiação, relembra histórias inspiradoras reveladas ao longo das últimas duas décadas e faz um convite para que mais mulheres compartilhem suas trajetórias na edição deste ano. Confira a entrevista com Juliana Castro, gestora do Programa Plural no Sebrae/ES NEWS ES – Qual é a importância do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios para incentivar e dar visibilidade ao empreendedorismo feminino no Brasil? JULIANA CASTRO – O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (PSMN) é uma das mais importantes iniciativas de valorização do empreendedorismo feminino no Brasil. Há 20 anos, reconhece e dá visibilidade a mulheres empreendedoras que se destacam pela inovação, gestão, visão de futuro e pelo impacto econômico e social de seus negócios. Desde sua criação, em 2004, mais de 100 mil mulheres já participaram da iniciativa em todo o país. Mais do que uma premiação, o PSMN é uma ferramenta de inspiração e transformação. Ao destacar histórias reais de superação, liderança e sucesso, o prêmio reconhece mulheres que transformam desafios em oportunidades, geram renda, criam empregos e impactam positivamente suas comunidades por meio dos seus negócios e incentiva outras mulheres a acreditarem no seu potencial empreendedor e a investirem no crescimento de seus negócios. Dessa forma, o Sebrae contribui para fortalecer o protagonismo feminino na economia, ampliar oportunidades e promover uma cultura empreendedora mais inclusiva, diversa e sustentável. Ao longo das edições anteriores, quais transformações ou histórias de sucesso mais marcaram o Sebrae entre as participantes do prêmio? Ao longo de duas décadas, o prêmio revelou histórias inspiradoras de mulheres que superaram barreiras sociais, econômicas e culturais para construir negócios sólidos e inovadores. Muitas participantes relataram que o reconhecimento proporcionado pelo prêmio abriu portas para novos mercados, ampliou sua rede de contatos, fortaleceu sua marca e aumentou sua confiança como líderes empresariais. Mais do que premiar empresas de sucesso, o Sebrae acompanha trajetórias de transformação pessoal e profissional, nas quais mulheres passam a se enxergar como protagonistas do desenvolvimento econômico e agentes de mudança em seus territórios. Além da premiação financeira, quais oportunidades de crescimento profissional e empresarial o prêmio proporciona às empreendedoras selecionadas? O prêmio oferece uma série de oportunidades que vão muito além do reconhecimento financeiro. As participantes ganham visibilidade nas redes sociais, na imprensa, ampliam sua rede de relacionamento, têm acesso a capacitações, mentorias e experiências de desenvolvimento empresarial promovidas pelo Sebrae. Além disso, as vencedoras passam a integrar uma rede de empreendedoras referência, fortalecendo conexões estratégicas, gerando novas oportunidades de negócios e inspirando outras mulheres empreendedoras. O reconhecimento também contribui para fortalecer a reputação da empresa junto ao mercado, clientes e parceiros. Qual mensagem o Sebrae gostaria de deixar para as mulheres empreendedoras do Espírito Santo que ainda têm dúvidas sobre se inscrever na edição de 2026? Nossa mensagem para as empreendedoras capixabas é: acreditem na força da sua história. Muitas vezes, aquilo que parece apenas o resultado de muito trabalho, persistência e superação é exatamente o que torna sua trajetória única e inspiradora. O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios valoriza mulheres que escolheram acreditar, mesmo quando a vida parecia dizer o contrário. Mulheres que começaram pequenas, recomeçaram quantas vezes foram necessárias e que hoje transformam suas comunidades por meio da coragem, da inovação e da visão de futuro. Cada empreendedora carrega um ponto de virada: aquele momento em que a força falou mais alto que o medo. Esse é o verdadeiro coração do prêmio. Mostrar que empreender vai muito além de abrir um negócio. É um ato de confiança, de liderança e de transformação. É olhar para si mesma e dizer: “eu posso”. O prêmio não busca apenas grandes empresas ou resultados extraordinários. Ele busca histórias reais de mulheres que geram renda, criam oportunidades, inovam, impactam pessoas e contribuem para o desenvolvimento de seus territórios. O Espírito Santo tem mulheres empreendedoras talentosas, criativas e resilientes, que merecem ter suas histórias reconhecidas. Queremos ver essas trajetórias ganhando visibilidade, inspirando outras mulheres e mostrando ao Brasil a força transformadora do empreendedorismo feminino capixaba. Independentemente do resultado, participar já é um ato de protagonismo. É reconhecer o valor da sua trajetória, dar visibilidade à sua história e inspirar outras mulheres a acreditarem em seus sonhos. Afinal, quando uma mulher acredita em si, ela transforma sua vida, fortalece seu negócio, impacta sua comunidade e abre caminho para que outras mulheres também avancem, prosperem e realizem seus projetos. Para quem é? Mulheres empreendedoras, CIS ou TRANS, com mais de 18 anos que sejam artesãs, produtoras rurais, proprietárias de pequenos negócios enquadrados nos portes microempresa (ME), empresa de pequeno porte (EPP), microempreendedora individual (MEI) com CNPJ e com, no mínimo, 1 ano de abertura de empresa (data de abertura igual ou anterior a 01/01/2025, conforme consta do CNPJ). Quem pode participar? Categorias • Microempreendedoras Individuais (MEI) • Proprietárias de Micro e Pequenas Empresas • Produtoras Rurais • Empreendedoras de Ciência e Tecnologia • Empreendedoras com Negócios Internacionais (conforme regulamento vigente) Premiação EDIÇÃO ESTADUAL Ouro Prêmio de R$ 5 mil Capacitação pelo Empretec
MC.Arte vai levar murais gigantes e oficinas gratuitas para bairros da Grande Vitória
Projeto selecionará cinco comunidades da região metropolitana para receber atividades de arte urbana, pintura coletiva de murais de até 100m² e uma mostra de cinema dedicada à cultura urbana Os muros da Grande Vitória vão ganhar novas cores, desenhos e histórias por meio da participação dos próprios moradores. Em sua edição de 2026, o MC.Arte, iniciativa do Movimento Cidade, vai selecionar cinco bairros periféricos da região metropolitana para receber oficinas gratuitas de arte urbana e a produção coletiva de murais de até 100 metros quadrados, desenvolvidos em parceria com artistas capixabas convidados. A programação também contará com uma mostra de cinema inédita voltada à cultura urbana. As inscrições para as comunidades interessadas seguem abertas até o dia 12 de junho. Os bairros selecionados receberão até 10 atividades formativas gratuitas entre os dias 29 de junho e 31 de julho. Ao final da programação, serão produzidos 10 murais espalhados pelas localidades contempladas. As inscrições podem ser realizadas pelo link bit.ly/mcarte-2026. As oficinas abordarão temas ligados à arte urbana, experimentação artística e criação coletiva, aproximando crianças, jovens e adultos do universo do grafite e de outras linguagens urbanas contemporâneas. A proposta é fortalecer a relação entre arte, território e comunidade, estimulando a ocupação criativa dos espaços públicos. Segundo a diretora-geral do Movimento Cidade, Luísa Costa, o projeto busca transformar os espaços urbanos em ambientes de encontro, memória e pertencimento. “Cada experiência artística nasce do encontro entre as pessoas, suas histórias e memórias e as relações com o território. Acreditamos que as ações do projeto MC.Arte não chegam apenas para trazer mais cor para os bairros, mas também para criar conexões, trocar experiências e transformar espaços em símbolos de identidade e pertencimento para a comunidade”, afirma. Criado em 2021, o MC.Arte já realizou mais de 50 ações em comunidades do Brasil e do exterior, promovendo experiências formativas, intervenções artísticas e atividades culturais em espaços urbanos. Para o coordenador, oficineiro e artista do projeto, Handerson Chic, o principal legado está nos processos de aprendizagem construídos ao longo das atividades. “Mais do que resultado visual, o projeto se constrói a partir de processos de aprendizagem coletiva que ficam com as pessoas. A ideia é que a experiência com a arte urbana não termine na execução do mural, mas siga reverberando nas práticas, no olhar e nas possibilidades que cada participante passa a enxergar dentro do próprio cotidiano”, destaca. Além das intervenções urbanas, o projeto amplia sua atuação para o audiovisual com a realização de uma mostra de cinema inédita. A chamada está aberta para cineastas independentes de todo o país que tenham produzido curtas-metragens a partir de 2021, com duração de até 25 minutos. A mostra reunirá produções ligadas a temas como cidade, música, território e arte contemporânea, ampliando o diálogo entre o audiovisual e as diversas expressões da cultura urbana. A data e o local das exibições serão divulgados posteriormente pela organização. As inscrições para a Mostra de Cinema MC.Arte também seguem abertas até 12 de junho pelo link bit.ly/mostradecinema-mcarte. O edital completo está disponível em bit.ly/editalmostra-mcarte. Patrocinado pela Budweiser, o MC.Arte é realizado pelo Movimento Cidade Projetos Criativos, por meio do Governo do Espírito Santo, via Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC).