Instalação interativa e espetáculo unem referências da Amazônia e da Mata Atlântica com dança, música, luz e tecnologia A biodiversidade brasileira ganhou uma experiência própria na Cidade do Rock. A Vale apresenta no Rock in Rio Brasil 2026 duas atrações que usam arte e tecnologia para transportar referências da Amazônia e da Mata Atlântica para dentro do festival: a Floresta de Luz e o espetáculo ECCO by LightWire. Criadas especialmente para esta edição do Rock in Rio, as experiências formam uma espécie de jornada. O percurso começa pela Floresta de Luz, instalação interativa que transforma animais, plantas, rios e o próprio público em uma paisagem digital, e termina no ECCO, espetáculo que reúne dança, música, imagens, iluminação e recursos tecnológicos. A Floresta de Luz foi desenvolvida pelo Instituto Megadiverso, com direção artística e curadoria de Laura Rago, direção executiva de Marina Piquet e criação dos artistas Dimitre Lima e Gabriela Castro. O trabalho teve como ponto de partida uma imersão da equipe em Carajás, no Pará, com visita ao BioParque Vale Amazônia e sobrevoo pela região. Fotografias, sons e referências da fauna e da flora coletados durante a experiência ajudaram na construção da instalação. Em 130 metros quadrados de painéis de LED, cerca de dois milhões de partículas digitais dão forma a animais, vegetação, cursos d’água e referências aos chamados rios voadores. A interação acontece quando uma câmera registra a imagem dos visitantes e a incorpora à paisagem. As mesmas partículas utilizadas para representar árvores, rios e animais passam a formar também os corpos humanos, numa proposta de reforçar a relação entre as pessoas e a natureza. “Partimos de imagens, sons e experiências reais para construir uma narrativa em que animais, plantas, rios e pessoas são formados pela mesma matéria visual”, explica Laura Rago, diretora artística e curadora da experiência. Natureza transformada em espetáculo Depois da Floresta de Luz, o percurso segue para o ECCO by LightWire, produção inédita criada pela companhia brasileira LightWire para o festival e patrocinada pela Vale. Com duração de 20 minutos, o espetáculo parte da ideia de que a floresta é a origem do som. Montada em uma arena de 780 metros quadrados, a produção utiliza mais de 12 toneladas de equipamentos tecnológicos e 2,2 mil metros quadrados de LED Mesh transparente. A estrutura permite integrar imagens e iluminação à apresentação sem criar uma barreira visual entre os bailarinos e o público. Figurinos iluminados por LED, áudio espacial, vento, névoa cênica e efeitos visuais são sincronizados com a coreografia em tempo real. A LightWire ganhou projeção internacional após receber o Golden Buzzer de Simon Cowell e chegar ao Top 5 do programa America’s Got Talent. A participação da Vale no Rock in Rio inclui ainda um estande inspirado na vitória-régia, com imagens, sons, aromas e texturas associados à Amazônia e à Mata Atlântica. Entre as ações previstas está a distribuição de clutches com estampas desenvolvidas pelas artistas Renata Segtowick, do Pará, e Lu Bicalho, do Espírito Santo. A escolha dos dois biomas também está relacionada às áreas de atuação da companhia. Segundo a Vale, a empresa contribui para a proteção de cerca de 1 milhão de hectares de áreas naturais no mundo. Em Carajás, no Pará, são aproximadamente 800 mil hectares protegidos em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No Espírito Santo, a Reserva Natural Vale, em Linhares, possui aproximadamente 23 mil hectares de Mata Atlântica. A área é destinada desde 1978 à conservação ambiental, pesquisa científica e atividades de educação ambiental. Serviço Floresta de Luz e ECCO by LightWire Cidade do Rock, Rio de Janeiro Datas restantes: 11, 12 e 13 de setembro ECCO: cinco sessões por dia Duração: 20 minutos Horários: disponíveis no aplicativo oficial do Rock in Rio Acesso: público com ingresso válido para o respectivo dia do festival
Entidades capixabas lançam manifesto pela construção de novo Hospital Infantil
Manifesto liderado pela ACACCI defende prioridade para nova estrutura do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, referência em atendimento de alta complexidade pelo SUS Há 90 anos funcionando no mesmo prédio, o Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), em Vitória, tornou-se alvo de uma mobilização de entidades do Terceiro Setor do Espírito Santo. As organizações lançaram um manifesto público cobrando prioridade para a construção de uma nova unidade. A iniciativa tem entre as participantes a Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (ACACCI). O grupo argumenta que a atual estrutura física do hospital já não acompanha a demanda e as necessidades dos pacientes atendidos pela instituição. Referência no Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo, o Hospital Infantil atua há cerca de quatro décadas no tratamento do câncer infantojuvenil, além de receber crianças e adolescentes com outras doenças de alta complexidade. No manifesto, as entidades defendem que uma estrutura hospitalar moderna e adequada pode contribuir diretamente para a qualidade da assistência oferecida às crianças e adolescentes, inclusive durante tratamentos prolongados e de maior complexidade. A mobilização ocorre em meio ao período eleitoral. As organizações direcionam o apelo aos candidatos ao Governo do Espírito Santo e também às atuais autoridades estaduais, buscando transformar a construção do novo hospital em uma prioridade do poder público. As entidades afirmam ainda que a discussão não deve ficar restrita ao calendário eleitoral. A proposta é mobilizar também a sociedade civil em torno do projeto e garantir que a renovação da estrutura do Hospital Infantil avance efetivamente. Para as organizações que assinam o documento, a construção de uma nova unidade representa mais do que a substituição de um prédio antigo. O objetivo é oferecer condições mais adequadas de atendimento, tratamento e acolhimento às crianças e adolescentes que dependem da rede pública de saúde no Espírito Santo.
Judicialização da saúde supera 5,4 mil processos no ES e será tema de encontro nacional
Evento será realizado em Vitória e reunirá especialistas para discutir também inteligência artificial, publicidade médica, ética e segurança jurídica A judicialização da saúde ganhou força no Espírito Santo e já resultou em 5.458 novos processos apenas no primeiro semestre de 2026. O número reúne ações relacionadas tanto à saúde pública quanto aos planos de saúde e evidencia o crescimento dos conflitos envolvendo pacientes, profissionais, hospitais, operadoras e o Poder Judiciário. O tema estará no centro das discussões do Encontro Nacional de Direito Médico, marcado para o próximo dia 15 de setembro, no Auditório da Emescam, em Vitória. Com o tema “Os Novos Desafios do Direito Médico — Ética, Tecnologia, Responsabilidade e Segurança Jurídica”, o evento reunirá especialistas de diferentes áreas. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentados pela organização mostram que, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 3.770 novos processos envolvendo a saúde pública no Espírito Santo. Outros 1.688 estavam relacionados à saúde suplementar, totalizando as 5.458 novas demandas judiciais no período. Para o presidente da Comissão de Direito Médico da OAB-ES, Eduardo Amorim (foto acima), o cenário reforça a necessidade de buscar mecanismos que reduzam os conflitos antes que eles cheguem aos tribunais. Segundo ele, é necessário ampliar o diálogo entre pacientes, médicos, hospitais, operadoras e instituições para encontrar soluções mais rápidas e equilibradas. O avanço da judicialização não se restringe ao Espírito Santo. No primeiro semestre de 2026, foram registrados no país 181.643 novos processos contra planos de saúde, número 10,2% superior aos 164.794 processos relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Além da judicialização, o encontro vai discutir inteligência artificial, ética, responsabilidade profissional e segurança jurídica. Eduardo Amorim também participará como palestrante para abordar a publicidade médica e seus limites, especialmente diante da expansão das redes sociais. Segundo Amorim, a presença crescente dos profissionais de saúde nas plataformas digitais exige atenção às regras éticas e jurídicas. A preocupação é garantir que a comunicação com a sociedade seja feita de maneira responsável e segura, sem ultrapassar os limites estabelecidos para a publicidade médica. O Encontro Nacional de Direito Médico é voltado a estudantes de Direito e Medicina, advogados, médicos e demais profissionais do Direito. A iniciativa é da Comissão de Direito Médico da OAB-ES, da Comissão Especial de Direito Médico do Conselho Federal da OAB e da Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB-ES, com apoio da Emescam e do Laboratório de Políticas Públicas e Desenvolvimento da instituição. Serviço Encontro Nacional de Direito Médico Data: 15 de setembro de 2026 Horário: das 8h30 às 17h30 Local: Auditório da Emescam, em Vitória Público: estudantes de Direito e Medicina, advogados, médicos e profissionais do Direito
Coral faz apresentação de graça no Parque Botânico da Vale neste domingo (13)
Uma manhã de música em meio a natureza, com entrada gratuita, perfeita para as famílias. É nesse clima que o Coral ArcelorMittal se apresenta no domingo (13), às 10h30, no Parque Botânico da Vale, em Jardim Camburi, Vitória. Para a apresentação, o grupo preparou um repertório que transita por diferentes estilos e épocas do cancioneiro popular brasileiro, como “Eu Sei Que Vou Te Amar”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, “Sinônimos”, de Paulo Sérgio, Cláudio Noam e César Augusto, e “Anunciação”, de Alceu Valença. As canções ganham interpretações especiais em arranjos assinados pelos maestros Adolfo Alves e Ângela Volpato. Fundado em março de 1986, o Coral ArcelorMittal completa 40 anos de história em 2026 e ao longo deste ano, o grupo está realizando uma série de apresentações, levando seu trabalho a diferentes públicos e espaços. A trajetória de quatro décadas coloca o coral como uma referência cultural no Espírito Santo, reunindo diferentes gerações e promovendo convivência, inclusão e valorização da diversidade. Atualmente, o grupo conta com cerca de 40 integrantes, com idades entre 30 e 90 anos, reunindo pessoas com diferentes experiências e histórias de vida, tendo a música como ponto de encontro e ferramenta de integração. “O Coral ArcelorMittal representa muito mais do que uma atividade artística. Ele cria vínculos, promove bem-estar, fortalece o sentimento de pertencimento e aproxima pessoas por meio da música. Estar em um espaço como o Parque Botânico da Vale é uma oportunidade de compartilhar essa trajetória e levar ao público a força da cultura como instrumento de conexão entre as pessoas”, afirma a presidente do Instituto Parceiros do Bem, Simone Marçal. Sob a regência da maestra Ângela Volpato e do maestro Adolfo Alves, fundador do grupo, o Coral ArcelorMittal mantém um repertório diversificado, que transita entre a música erudita, clássicos da música brasileira, canções internacionais e expressões da cultura popular capixaba. Para Ângela, cada apresentação é também uma oportunidade de proporcionar ao público a experiência de ouvir diferentes vozes construindo uma mesma interpretação. “O canto coral tem uma capacidade muito bonita de unir pessoas e criar experiências coletivas. Cada apresentação é uma oportunidade de trocar vivências e levar ao público um pouco da emoção que só a música feita em conjunto consegue transmitir”, afirma a maestra. Gerido pelo Instituto Parceiros do Bem e pela MM Projetos Culturais, o Coral ArcelorMittal conta com o patrocínio da ArcelorMittal. A apresentação no Parque Botânico da Vale conta com apoio da Vale. Serviço Apresentação do Coral ArcelorMittal Data: 13 de setembro de 2026 Horário: 10h30 Local: Parque Botânico da Vale – Av. dos Expedicionários, s/n, Jardim Camburi, Vitória Entrada: gratuita
Do câncer ao triathlon: capixaba transforma trajetória de vida em livro
Eduardo Calhau estreou na modalidade aos 67 anos, tornou-se hexacampeão brasileiro em sua faixa etária e já representou o país em dois mundiais Entre uma cama de hospital e a linha de chegada de um triathlon há quase três décadas de distância na história de Eduardo Loureiro Calhau. Aos 38 anos, o engenheiro civil capixaba enfrentou um câncer abdominal agressivo, com metástase e poucas chances de recuperação. Sobreviveu após cinco meses de internação e cirurgias de grande porte. Aos 67, decidiu começar uma nova disputa: estreou no triathlon. Hoje, prestes a completar 73 anos, Calhau é hexacampeão brasileiro em sua faixa etária, com títulos no triathlon, duatlon e aquathlon. A trajetória, que inclui ainda duas participações em campeonatos mundiais, virou o livro “Você é um Atleta – Histórias Reais de Superação e Vitórias”, que será lançado na próxima terça-feira (15), às 18 horas, no Tero Brasa e Vinho, na Praia do Canto, em Vitória. A relação de Calhau com a sobrevivência começou em 16 de dezembro de 1991, quando recebeu o diagnóstico de câncer. Naquele momento, conta, seu horizonte era bem mais curto do que qualquer prova esportiva. “Quando enfrentei a doença, meu único objetivo era sobreviver mais 24 horas para ver meus filhos crescerem. Hoje, poder competir internacionalmente e celebrar a vida ao lado das minhas netas é a prova de que nunca é tarde para começar uma nova história”, afirma. Décadas depois, o esporte o levou muito além das primeiras provas. Calhau representou o Brasil no Campeonato Mundial de Hamburgo, na Alemanha, em 2023, e em Torremolinos, na Espanha, em 2024. Ele atribui parte da evolução esportiva à mesma disciplina que marcou sua vida profissional. “Na engenharia, aprendi que o planejamento vence a incerteza. No esporte, descobri que esse mesmo planejamento nos leva a superar o que parece impossível.” Com 94 páginas e dividido em 12 capítulos, o livro combina histórias pessoais com aspectos técnicos da preparação esportiva. Calhau aborda temas como biomecânica, bike fit, relações de marcha para subidas e protocolos de recuperação voltados a atletas seniores. Uma das referências locais é a Serra do Japonês, em Santa Leopoldina, conhecida pelo elevado grau de dificuldade para ciclistas. A obra também dedica espaço à amizade e à coletividade no esporte amador, reunindo histórias de parceiros de treino da assessoria esportiva capixaba Touca Preta, comandada pelo treinador Clavio Nicchio. Calhau apresenta ainda orientações para quem pretende começar a praticar esporte e discute a possibilidade de criação de circuitos fechados de rodagem para que o Brasil possa receber etapas do Mundial de Triathlon. O prefácio é assinado pelo economista e ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung. No texto, ele destaca a resiliência de Calhau e define a obra como um convite para que os leitores busquem uma vida plena, apesar dos limites e medos encontrados ao longo da trajetória. Serviço Livro: “Você é um Atleta – Histórias Reais de Superação e Vitórias” Autor: Eduardo Loureiro Calhau e amigos Prefácio: Paulo Hartung Lançamento: 15 de setembro de 2026, das 18h às 20h30 Local: Tero Brasa e Vinho, Rua Eugênio Neto, 326, Praia do Canto, Vitória Páginas: 94
Fiscalização na ES-080 resulta em R$ 33,6 mil em autuações em Colatina
Operação da Receita Estadual identificou transporte de mercadorias sem documentação fiscal; valores foram pagos durante a ação Uma fiscalização realizada na ES-080, em Colatina, terminou com quatro autos de infração e R$ 33,6 mil em autuações. A operação foi realizada pela Receita Estadual, com apoio da Polícia Militar, nas proximidades do posto do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). A ação mobilizou nove auditores fiscais e teve como foco a fiscalização do transporte de mercadorias. Entre as irregularidades encontradas estava a circulação de produtos sem a documentação fiscal exigida. Cimento, tijolos, itens de vidraçaria e outros materiais de construção e acabamento estavam entre as mercadorias verificadas durante a operação. Os quatro autos de infração lavrados totalizaram R$ 33,6 mil. Segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz), todos os valores foram recolhidos ainda durante a fiscalização e nenhuma mercadoria precisou ser apreendida. De acordo com o auditor fiscal e subgerente fiscal da Região Noroeste, José Luís Silva Marques, esse tipo de operação permite verificar diretamente a regularidade da circulação de mercadorias e identificar situações em desacordo com a legislação tributária. A Sefaz destaca que as fiscalizações de trânsito também têm como objetivo combater a sonegação e contribuir para uma concorrência mais equilibrada entre os contribuintes.
Escola capixaba de dança conquista mais de 30 premiações em festival internacional
Pimenta Dance voltou de Cabo Frio com 32 medalhas, troféus, reconhecimentos especiais e bolsa para representar o Brasil na Argentina O talento capixaba saiu de Cabo Frio com a bagagem mais pesada. A Pimenta Dance conquistou mais de 30 premiações durante a 20ª edição do Festival Internacional de Dança de Cabo Frio, realizada entre os dias 2 e 7 de setembro, no Rio de Janeiro. Com uma delegação de 42 bailarinos, entre 9 e 30 anos, a escola somou 32 medalhas, troféus e premiações especiais. Os capixabas competiram em modalidades como Ballet Clássico Livre, Ballet Clássico de Repertório, Estilo Livre, Jazz Dance e Dança Contemporânea, em apresentações de solo, duo, trio e grupo. Entre os destaques, Gabriel Soares e Lukas Zinnyck receberam indicações a Melhor Bailarino. A coreografia “Rebuliço”, assinada por Lukas, também foi indicada a Melhor Coreografia e conquistou o primeiro lugar. Já a bailarina Sofia Pitol recebeu uma bolsa integral para representar o Brasil no Gran Premio América Latina (GPAL), competição internacional realizada em Villa Carlos Paz, na Argentina. Os resultados são fruto de meses de preparação, com uma rotina intensa de ensaios que incluiu fins de semana. Segundo a coordenadora da Pimenta Dance, Cíntia Lopes, mais do que medalhas, o trabalho busca ampliar oportunidades para crianças e jovens por meio da dança. Depois do desempenho em Cabo Frio, parte das coreografias premiadas já encara um novo desafio. Entre os dias 11 e 13 de setembro, a escola participa do Festival Internacional de Dança de Santa Maria de Jetibá, que deve reunir cerca de 600 participantes. O júri terá nomes como Carlinhos de Jesus, a catalã Meritxell Paradell, a italiana Luana Mani e a brasileira Bruna Tostes. O festival será realizado no Espaço Cultural Sophia Arnholz Berger, com entrada solidária mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. Os donativos serão destinados a três instituições de Santa Maria de Jetibá: Unidade de Acolhimento, Apae e Pedacinho de Casa. A Pimenta Dance também prepara uma nova fase de expansão. A partir de outubro, a escola inicia uma parceria para oferecer aulas de Ballet Clássico, Jazz Dance, Teatro, Tecido Acrobático e Baby Kanguru na Bodytech do Shopping Praia da Costa, em Vila Velha.
Minitenistas: crianças entram em quadra no Orvel Open de Tênis em Vitória
Torneio Kids reúne jovens de 7 a 13 anos neste sábado (12), no Clube Álvares Cabral Raquete na mão, olho na bola e muita disposição para aprender. Crianças de 7 a 13 anos terão uma experiência de competição e diversão neste sábado (12), durante o Orvel Open de Tênis, no Clube Álvares Cabral, em Vitória. Promovido pela Track&Field Vitória, o evento terá o Torneio Kids, com disputas adaptadas às diferentes idades e níveis dos participantes. A programação também inclui competições para adultos nas categorias A, B e C. Entre os jovens atletas está Ian Boone, de 9 anos, segundo colocado na categoria Bola Laranja na edição anterior. Para ele, os torneios também ajudam a aprender a lidar com vitórias e derrotas. Maria Bonesi Brown é outra participante e destaca a diversão, o aprendizado e a evolução proporcionados pelo esporte. Segundo Luciana Camargo, proprietária e gestora da Escola Guga Vitória, a competição, quando adequada à idade, ajuda as crianças a lidar naturalmente com desafios, expectativas e resultados. A escola, parceira do evento, levará alunos para participar do Torneio Kids. Além das partidas, o Orvel Open contará com kit atleta, café da manhã, degustações e ativações de parceiros. As disputas dos adultos começam às 7h, enquanto as categorias infantis entram em quadra a partir das 8h. As inscrições e o regulamento estão disponíveis pelo aplicativo TFSports. O torneio infantil terá as categorias Bola Laranja e Bola Verde para crianças de 7 a 13 anos.
Percussão ganha destaque em noite musical gratuita em Vitória
Léo de Paula apresenta recital solo com handpans e tambores de línguas de aço nesta sexta-feira (11), no Instituto Marlin Azul Sons que transitam entre a ancestralidade, a natureza e experiências pessoais vão marcar a 24ª edição do Som na Sexta – IMA Musical. O percussionista Léo de Paula é a atração desta sexta-feira (11), às 18h, na sede do Instituto Marlin Azul, em Jardim da Penha, Vitória. A entrada é gratuita. Para a apresentação, o músico preparou um recital solo de handpans e tambores de línguas de aço, conhecidos como steel tongue pans. Durante o encontro, Léo também vai conversar com o público e contextualizar as composições autorais apresentadas. As obras têm referências na ancestralidade afro-brasileira, na relação com a natureza e em experiências ligadas à paternidade. A proposta é explorar as características sonoras dos instrumentos, conhecidos pelos timbres vibrantes e atmosféricos. Léo de Paula integra o naipe de percussão da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (OSES). Também é professor do projeto Vale Música Espírito Santo, instrutor de percussão do Sesi Cultura e colaborador do projeto Batucada Ufes. O Som na Sexta nasceu de uma parceria entre o Instituto Marlin Azul e o Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A iniciativa promove encontros musicais mensais e aproxima artistas, estudantes, profissionais e público em um ambiente informal. A apresentação começa às 18h, na Rua Oscar Rodrigues de Oliveira, nº 570, em Jardim da Penha. O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita.
Fabrício Augusto de Oliveira – “O avanço da desaceleração econômica no Brasil”
O pessimismo sobre o desempenho da economia brasileira neste ano está sendo retomado com força depois que o IBGE divulgou os resultados do PIB do segundo semestre, cujo aumento foi de 0,5%, após um crescimento mais expressivo de 1,1% no trimestre anterior, indicando a trajetória de uma desaceleração mais forte a partir do terceiro trimestre. Os dados divulgados sobre o desempenho dos componentes do PIB não deixam dúvidas sobre essa tendência. Do lado da oferta, foi o setor agropecuário que garantiu essa expansão, com um crescimento de 2,8%, enquanto o setor serviços, responsável por mais de 70% de sua geração, cresceu modestos 0,2% e a indústria 0,1%. Do lado da demanda, o consumo das famílias, principal motor do crescimento, conheceu uma retração de -0,4%, o que foi compensado por um avanço de 0,4% do consumo do governo, registrando uma forte queda em relação aos períodos anteriores, e também por um modesto crescimento da formação bruta de capital fixo (FBKF) de 1,2%. Já o setor externo deu uma contribuição negativa para o desempenho do PIB no trimestre, com um recuo de -0,8% das exportações e um aumento de 1,8% das importações. Diante deste quadro, as projeções do crescimento para este ano começaram a ser reduzidas. O mercado, que antes apostava numa taxa de expansão superior a 2%, já espera que ela não passe de 1,93%, de acordo com o Boletim Focus divulgado no dia 08 de setembro, mesmo ligeiramente melhorando essa projeção em relação ao boletim anterior. A XP Investimentos reduziu também sua expectativa de 2% para 1,7%, na contramão do Banco Central, que a havia aumentado para 2%, mas com base no desempenho registrado no primeiro trimestre. O mesmo acontece com os organismos internacionais que ainda não refizeram suas projeções após o melhor desempenho do primeiro trimestre. Há boas razões para esse pessimismo. A elevada taxa de juros, principalmente em termos reais, que trava o consumo e o investimento; o forte endividamento das famílias, que atinge mais de 80 milhões da população e que limita a continuidade dessa aventura, apesar do programa Desenrola 2, que amenizou a situação de uma parcela dessa população, mas sem resolver o problema; e o esgotamento da capacidade do governo de continuar estimulando o consumo das famílias, dados seus desequilíbrios fiscais, e o avanço da dívida pública consolidada do setor público para 82,5% do PIB, no conceito do Banco Central, e de 95,6%, no do Fundo Monetário Internacional (FMI), que exigirá do governo forte ajuste das contas públicas, além da continuidade das guerras entre a Rússia-Ucrânia e Estados Unidos/Israel-Irã, que mantém o cenário mundial permeado de incertezas. Não sem razão, as projeções de crescimento do PIB, no Brasil, para 2027, se encontram atualmente em 1%, diante dessas dificuldades. O consenso que passou a predominar entre os analistas econômicos é o de que as armas do governo para manter a economia aquecida estão se esgotando, se já não se esgotaram, diante do drama fiscal, e que não se pode contar, nem interna, nem externamente, com um fator que consiga afastar o avanço de uma desaceleração maior, apesar de ser um ano de eleições. E pior: nem reverter o ingresso da economia num quadro de crescimento muito baixo e até mesmo recessivo em 2027, dados os ajustes que terão de ser feitos principalmente no campo fiscal, dada a forte deterioração das contas públicas, manejadas para manter a economia aquecida pelo atual governo. *Fabrício Augusto de Oliveira é doutor em Economia pela Unicamp, membro da Plataforma de Política Social e do Grupo de Estudos de Conjuntura do Departamento de Economia da Ufes, articulista do Debates em Rede e autor, entre outros, do livro A revolução marginalista neoclássica: o agente racional da história do pensamento econômico, publicado pela Editora Contracorrente, em 2026. *Fabrício Augusto de Oliveira é Doutor em Economia pela Unicamp, membro da Plataforma de Política Social e do Grupo de Estudos de Conjuntura do Departamento de Economia da UFES, articulista do Debates em Rede, e autor, entre outros, do livro “A revolução marginalista neoclássica: o agente racional na história do pensamento econômico”, publicado, em 2026, pela Editora Contracorrente.