O valor da mensalidade costuma ser um dos principais critérios considerados por quem pretende contratar um plano de saúde. No entanto, especialistas alertam que a escolha deve levar em conta uma série de outros fatores que podem impactar diretamente o acesso ao atendimento quando ele for necessário.
A orientação ganha relevância diante da divulgação dos mais recentes indicadores de desempenho das operadoras pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que permitem aos consumidores consultar informações sobre a qualidade dos serviços prestados pelas empresas do setor.
Para o advogado Eduardo Amorim, especialista em Direito Médico e presidente da Comissão de Direito Médico da OAB-ES, a análise deve ir além do custo do plano.
“Muitas pessoas contratam um plano de saúde observando apenas o valor da mensalidade, mas é importante avaliar como a operadora atende seus beneficiários na prática. Quando surge a necessidade de um exame, uma internação ou um procedimento, fatores como qualidade do atendimento e capacidade de resposta fazem toda a diferença”, afirma.
Entre os pontos que merecem atenção está o histórico de reclamações da operadora. Segundo o especialista, informações sobre o desempenho das empresas estão disponíveis ao público e podem ajudar o consumidor a entender como a operadora lida com demandas relacionadas a autorizações, cobertura e atendimento.
Outro aspecto importante é a rede credenciada oferecida pelo plano. Hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais de saúde disponíveis devem atender às necessidades do usuário e estar localizados em regiões de fácil acesso. Em alguns casos, planos com mensalidades mais baixas podem apresentar limitações na oferta de serviços.
A estrutura de atendimento também deve ser analisada. Canais eficientes para esclarecimento de dúvidas, abertura de solicitações e resolução de problemas podem ser decisivos em situações que exigem rapidez e suporte adequado.
Além disso, especialistas recomendam atenção às regras do contrato. Coberturas incluídas, prazos de carência, condições de utilização e eventuais restrições devem ser avaliados antes da assinatura.
Eduardo Amorim destaca ainda a importância de observar a reputação da empresa e os indicadores divulgados pela ANS sobre o relacionamento com os clientes.
“As listas de desempenho e de redução de reclamações ajudam o consumidor a fazer uma escolha mais consciente. Quanto mais informação estiver disponível, maiores são as condições de comparar as opções de forma objetiva”, explica.
Para o especialista, a contratação de um plano de saúde deve ser encarada como uma decisão de longo prazo. “Quando o atendimento for necessário, não estará em jogo apenas um contrato, mas a segurança e a tranquilidade do paciente e de sua família”, conclui.
