Atividade avançou 6,1% em janeiro frente a 2025, impulsionada pelas férias, e alcançou o melhor resultado para o mês desde 2014
O turismo no Espírito Santo iniciou 2026 em ritmo de expansão e registrou crescimento de 6,1% no volume de atividades em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho coloca o estado na sexta posição entre as unidades da federação com maior avanço no período e representa o melhor resultado para o mês desde 2014.
O resultado ganha ainda mais relevância ao considerar a base elevada de comparação: em janeiro de 2025, o setor já havia crescido 6,6% em relação a 2024. Com isso, no acumulado de dois anos, a atividade turística no estado apresenta expansão de 13%. Os dados são do Connect Fecomércio-ES, com base no Índice de Atividades Turísticas (Iatur), do IBGE.
Para o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o desempenho confirma a consolidação do setor. “O turismo capixaba vem apresentando uma trajetória sólida de crescimento, especialmente em períodos estratégicos como o verão, quando há maior circulação de pessoas e aumento da demanda por serviços”, afirmou.
O mês de janeiro concentra o auge da alta temporada, impulsionado pelas férias escolares e pelo maior fluxo de viagens. Esse movimento eleva a procura por hospedagem, alimentação e lazer. Ainda assim, trata-se de um período de forte concorrência entre destinos turísticos, com estados como Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco disputando visitantes.
Mesmo nesse cenário, o Espírito Santo tem ampliado sua presença no mercado nacional, com destaque para o turismo de sol e praia. “O estado tem conseguido se posicionar de forma cada vez mais competitiva no cenário nacional, aproveitando suas vantagens naturais e estruturando melhor sua oferta turística”, destacou Spalenza.
Ao longo de 2025, o setor manteve desempenho positivo na maior parte do ano. A exceção foi o inverno, entre junho e agosto, quando houve estabilidade ou leve retração na comparação com 2024. Nos demais meses, a atividade avançou, superando o ano anterior em nove dos 12 meses.
Nos meses mais recentes, a expansão ganhou força. Desde setembro, o crescimento interanual permanece acima de 4%. No quarto trimestre de 2025, o avanço foi de 5,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Em janeiro, o volume de atividades superou o registrado em 10 dos 12 meses de 2025, ficando abaixo apenas de outubro e dezembro.
Mobilidade
O aumento da atividade turística também se reflete na movimentação de passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 151.441 pessoas desembarcaram no Aeroporto de Vitória em janeiro de 2026, alta de 17,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Desde julho do ano passado, os desembarques mensais superam a marca de 150 mil passageiros, nível inédito em relação a 2024.
No transporte terrestre, os dados também apontam crescimento. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 52.110 passageiros chegaram ao estado em veículos fretados em janeiro de 2026, aumento de 13,9% na comparação anual. O volume é o maior da série recente e supera todos os meses de 2025.
Para Spalenza, os números reforçam o peso do turismo na economia capixaba. “O aumento no fluxo de visitantes, seja por via aérea ou terrestre, amplia o impacto econômico do setor e beneficia diretamente atividades como hospedagem, alimentação e lazer”, afirmou.
Segundo ele, o desafio agora é manter o ritmo ao longo do ano. “O momento é favorável, mas exige planejamento para sustentar esse crescimento, especialmente em períodos de menor demanda, quando o turismo tende a desacelerar”, concluiu.
Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 431.803 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 663 mil pessoas. Com mais de 30 unidades e atuação em todos os municípios capixabas, a entidade representa 24 sindicatos empresariais e atua no desenvolvimento social e econômico do Espírito Santo. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
