A expansão do mercado imobiliário, os impactos da reforma tributária e as novas tecnologias aplicadas à construção civil estarão no centro dos debates da ES Construção 2026, que acontece entre os dias 8 e 10 de julho, no Pavilhão de Carapina, na Serra. Promovida pelo Sinduscon-ES, a feira reunirá empresários, profissionais, estudantes e especialistas em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade, qualificação e geração de negócios. Com o tema “Construção inovadora, futuro sustentável”, a terceira edição do evento contará com 150 expositores, consolidando-se como a maior vitrine da construção civil capixaba. Além da exposição de produtos, serviços e tecnologias, a programação inclui painéis técnicos sobre os principais desafios e oportunidades do setor. Entre os destaques está o painel “Mercado Imobiliário e Desenvolvimento do Ambiente de Negócios”, que reunirá representantes da CBIC, Abecip, Brain Inteligência de Mercado e Sinduscon-MG para discutir crédito, tendências e perspectivas do mercado imobiliário. A inovação será tema do painel “Construção 4.0”, dedicado ao uso do BIM, colaboração digital, gestão de ativos e soluções voltadas ao aumento da produtividade nas obras, com especialistas do Instituto de Inovação Senai-ES. A programação também abordará os efeitos da reforma tributária sobre a construção civil, o cenário econômico do Espírito Santo e apresentará um estudo de caso da construção da Arena MRV, destacando soluções de engenharia e processos inovadores. Segundo o presidente do Sinduscon-ES, Douglas Vaz, a ES Construção se consolida como um ambiente de negócios e conhecimento. “O evento reúne inovação, sustentabilidade, networking e debates que fortalecem toda a cadeia produtiva da construção civil”, afirma. Serviço ES Construção 2026 Data: 8 a 10 de julho Local: Pavilhão de Carapina, Serra Entrada e estacionamento gratuitos Mais informações: www.esconstrucao.com.br
Festival de Inverno vai reunir mais de 350 músicos em Domingos Martins
Muito além dos shows e concertos que movimentam as montanhas capixabas, o 31º Festival Internacional de Inverno de Música Erudita e Popular de Domingos Martins transforma a cidade em um grande centro de formação musical. Entre os dias 13 e 17 de julho, cerca de 350 músicos participarão de 30 oficinas gratuitas, voltadas ao aperfeiçoamento de instrumentistas, cantores e regentes. O festival será realizado de 10 a 19 de julho de 2026, no distrito de Campinho, com uma programação inteiramente gratuita que inclui apresentações, concertos, Palco Livre e atividades pedagógicas. Considerado um dos principais programas de formação musical do país, o eixo pedagógico do festival reunirá aproximadamente 350 alunos, dos quais 200 são bolsistas, acompanhados por um corpo docente formado por 30 professores do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. As atividades promovem intercâmbio entre estudantes, educadores e profissionais da música, estimulando o desenvolvimento técnico e artístico dos participantes. De acordo com a coordenadora da Comissão Pedagógica do Festival, Simone Vesper Binow, o projeto vai além do ensino musical e desempenha papel importante na formação de novos talentos. “O programa pedagógico é o que dá continuidade ao legado do festival. A cada edição, ele cria oportunidades para que novos músicos se desenvolvam, construam conexões e levem esse aprendizado para diferentes regiões. Ao mesmo tempo, Domingos Martins vive uma experiência única, em que a música ocupa os espaços públicos e o cotidiano da cidade, aproximando moradores, visitantes e artistas em torno da cultura”, destaca. As oficinas são destinadas a músicos a partir de 14 anos, que já possuam domínio básico do instrumento, leitura musical e teoria. A programação inclui ainda uma oficina de musicalização infantil, voltada para crianças de 4 a 11 anos, oferecendo o primeiro contato com a música de forma lúdica e educativa. O acesso ao programa pedagógico ocorre por duas modalidades. Parte dos participantes é indicada por instituições parceiras, responsáveis pela concessão de bolsas integrais e parciais, enquanto as demais vagas são preenchidas por meio de inscrições abertas ao público. Os bolsistas também recebem hospedagem durante o período das atividades. Entre as instituições parceiras estão a Fames, Ufes, Vale Música, Instituto Cultural das Montanhas, Casa Verde, Lira Mateense, Programa Música na Rede, Ifes e PM Júnior. As atividades estão distribuídas em três eixos: Música Erudita, Música Popular e Programa Teórico-Prático. O primeiro reúne oficinas de Canto Coral, Canto Lírico, Clarineta, Flauta, Percussão Sinfônica, Piano, Trombone, Trompa, Trompete, Tuba/Eufônio, Viola, Violino, Violoncelo, além das práticas de Orquestra e Banda Sinfônica. Já o programa de Música Popular oferece aulas de Bateria, Canto Popular, Contrabaixo Elétrico, Guitarra, Piano Popular, Saxofone Popular, Trombone Popular, Trompete Popular, Violão Popular e prática de Big Band. O eixo teórico-prático contempla disciplinas de Leitura de Partitura, Laboratório Rítmico, Harmonia e Improvisação. Entre as oficinas mais procuradas desta edição estão Canto Coral, Violino, Prática de Big Band e Prática de Orquestra. As aulas serão realizadas em diversos espaços de Domingos Martins, como a Escola Mariano Ferreira de Nazareth, Escola Impacto, Clube Campinho, Uniasselvi, Maçonaria e CMEI Germano Gerhardt. O encerramento da programação pedagógica será marcado por apresentações abertas ao público, nas quais os próprios alunos mostrarão o resultado da imersão musical vivida ao longo da semana. Na sexta-feira e no sábado, grupos formados durante as oficinas, como a Prática de Orquestra e a Big Band, também integrarão a programação oficial do festival com apresentações no Palco Sesc.
Jetour inaugura primeira concessionária no ES e reforça expansão da marca no Brasil
O mercado automotivo capixaba ganhou um novo integrante de olho no segmento de SUVs com perfil premium, tecnologia e vocação off-road. O Grupo Orletti inaugurou a Orvel Jetour, primeira concessionária da marca no Espírito Santo, em um evento realizado na última quinta-feira (2), em Vitória, reunindo clientes, empresários, jornalistas, influenciadores e executivos nacionais da montadora. A chegada da Jetour faz parte da estratégia de expansão da fabricante chinesa no Brasil e integra o movimento de crescimento do Grupo Orletti na representação de novas marcas. Além da Omoda & Jaecoo, o grupo também passa a atuar com Jetour, Geely e MG Motor, ampliando sua presença no mercado de veículos importados e eletrificados. Inicialmente instalada em um espaço anexo ao Shopping Vitória, a marca ganhará uma concessionária exclusiva, enquanto o atual ponto continuará funcionando como revenda. A cerimônia contou com a presença do presidente do Grupo Orletti, Wagner Orletti; do governador em exercício do Espírito Santo, Ricardo Ferraço; do vice-presidente da Jetour Brasil, Sid Huang; do diretor de Desenvolvimento de Rede da marca, Eduardo Maranhão; e do diretor Comercial da Orvel Jetour, Luciano Garcia. Os executivos vieram especialmente ao Estado para participar da inauguração da primeira operação da marca em território capixaba. Durante o evento, Sid Huang destacou que o Espírito Santo ocupa posição estratégica no plano de expansão da Jetour. Segundo ele, a identidade da marca, voltada para aventura, viagens e veículos preparados para diferentes tipos de terreno, dialoga com as características do Estado. “O Espírito Santo, para nós, é um mercado muito estratégico, porque a Jetour nasceu para o off-road e para viajar admirando a beleza dos locais. Quando vimos o Espírito Santo, suas estradas e seu estilo de vida, percebemos que tudo combina bastante com a nossa marca. Também escolhemos o Estado como nosso porto comercial, trazendo os carros para cá”, afirmou. A Jetour integra o Grupo Chery e chega ao mercado brasileiro posicionada no segmento de SUVs de luxo, combinando tecnologia embarcada, design sofisticado e aptidão para o off-road. A proposta é disputar espaço com marcas já consolidadas nesse nicho, como Jeep e Land Rover. Renata Braga, gerente de Marketing, ao lado de Wagner Orletti e Sid Hang Com a inauguração da Orvel Jetour, o Grupo Orletti amplia sua aposta nas montadoras chinesas, segmento que vem registrando forte crescimento no Brasil e no Espírito Santo, impulsionado pela chegada de novas tecnologias, eletrificação e ampliação do portfólio de utilitários esportivos. A expectativa é fortalecer a presença da marca no mercado capixaba e acompanhar o avanço da demanda por veículos premium de origem asiática.
João Gualberto – “Brava gente polonesa”
Quando estava pesquisando para a produção da minha tese de doutorado, em 1988, chamada A Invenção do Coronel: raízes do imaginário político brasileiro, que deu origem ao livro homônimo com algumas adaptações para tornar a leitura mais leve, entrevistei personagens políticos capixabas ligados às heranças do coronelismo. Entre os que conversei, um marcou muito o meu trabalho e a minha compreensão do papel das lideranças na construção da prosperidade: Eduardo Glazar, um imigrante polonês que chegou à região de São Gabriel da Palha no início dos anos 1930, com apenas 10 anos de idade. Sua trajetória de sucesso inicia-se por ser um dos primeiros que dominou a nossa língua entre o seu povo, servindo de intérprete aos seus compatriotas. Sua trajetória de sucesso o transformou em uma liderança importante na conquista de benefícios nos primeiros tempos da localidade. Encontrei, numa dessas estantes que ficam em praças públicas com obras para serem lidas pelo público, em Burarama, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, um exemplar de um livro cuja existência eu desconhecia, Brava Gente Polonesa, que dá título à coluna de hoje, escrito pelo mesmo Eduardo Glazar. É um trabalho dividido em um grande número de capítulos, nos quais o autor conta sua saga desde a prisão de seu pai em um campo de prisioneiros na Rússia durante a Primeira Guerra Mundial até o ano de 2005, quando a obra foi publicada, um pouco antes de sua morte. Quando chegou ao Brasil, em 1931, aquela região pertencia ao município de Colatina. A ponte Florentino Avidos não estava totalmente pronta, e ele e sua família tiveram que atravessar dois pranchões rústicos, todos em cima da carroceria de um caminhão. Encontraram mata pura, ainda habitada por um remanescente de indígenas e mais nada. A mata foi derrubada a machadadas, e as poucas dezenas de famílias polonesas vindas com a família Glazar foram destinadas a áreas de terra entre cinco e dez alqueires, nas quais foram plantados produtos destinados à sobrevivência das famílias e o café arábica, que era o produto que chegava ao mercado e gerava renda. Os cafezais progrediram e os poloneses foram melhorando de vida, gerando em seu entorno a necessidade de estabelecimentos comerciais – as vendas – onde pudessem ser comprados os artigos mais necessários à sobrevivência. Eduardo Glazar passou logo a se ocupar também do comércio, inicialmente na Companhia Polonesa, em São Gabriel da Palha, e, depois, por conta própria, além de outras atividades na cadeia produtiva do café. Teve caminhão para o transporte, máquina de beneficiamento do produto e foi correspondente de bancos em São Gabriel da Palha. Quando o núcleo urbano foi se desenvolvendo, abriu o Cine Estrela, o primeiro da cidade; depois, abriu um pequeno hospital para dar assistência médica à população. Foi também o grande protagonista das atividades imobiliárias que permitiram o crescimento urbano de São Gabriel, entre tantas outras coisas que a sua capacidade empreendedora permitiu. Foi percebido pelo governador Carlos Lindemberg como grande liderança da localidade e filiou-se ao antigo PSD, como era hábito do governador, que promoveu politicamente o jovem líder. Por esse partido, foi vereador em Colatina ainda nos anos 1950 e, depois, o primeiro prefeito da cidade em 1967, retornando posteriormente ao mandato para concluir muitas de suas obras na cidade. Foi um prefeito empreendedor. Esse breve resumo de sua obra no norte do Estado não nos dá a dimensão de sua grandeza como liderança, nem das vidas que salvou como proprietário dos primeiros veículos automotivos da cidade, que levavam doentes para Colatina, nem daqueles que amparou com crédito no começo de suas vidas comerciais, quando permitia que as compras no armazém fossem pagas somente na colheita do café, sem a cobrança de juros. A região norte do Espírito Santo tem seu desenvolvimento muito recente. Afinal, estamos falando de um território coberto pela Mata Atlântica e ainda habitado por indígenas até há menos de 100 anos. Todo o progresso que hoje temos naquela área nasceu muito recentemente. É uma epopeia feita por algumas personalidades que se aproximam do heroísmo e revelam muita coragem pessoal. Coragem para enfrentar cobras e outros bichos desconhecidos, para entrar na mata em dias de frequentes temporais e para enfrentar um outro ambiente, tão diferente do país coberto de neve de onde vieram. Acredito, entretanto, que a grande obra de Eduardo Glazar foi a forma como, juntamente com Dário Martinelli, abriram o horizonte da região com o plantio do café conilon, o grande responsável pela redenção de São Gabriel da Palha e de outros municípios após a trágica erradicação dos cafezais dos anos 1960. Mas essa história merece ser contada por inteiro em outro artigo.
Banco ou cooperativa? Entenda as diferenças antes de escolher uma instituição financeira
Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos em 2025, afirma Banco Central. No Dia Internacional do Cooperativismo, especialista explica como funcionam as cooperativas de crédito_ Quem abre uma conta ou contrata um financiamento costuma comparar taxas, atendimento e condições oferecidas pelas instituições financeiras. O que pouca gente sabe é que bancos e cooperativas de crédito funcionam de maneiras bastante diferentes, principalmente quando o assunto é participação dos clientes, tomada de decisões e destino dos resultados financeiros. Embora ofereçam serviços semelhantes no dia a dia, como conta corrente, cartão, investimentos, crédito e financiamentos, os dois modelos têm estruturas distintas. No Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado em 4 de julho, especialistas explicam as principais diferenças entre eles. Banco Central afirma crescimento O modelo vem ganhando escala no país. Dados divulgados nesta semana pelo Banco Central mostram que as cooperativas de crédito ultrapassaram pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos em 2025 – R$ 1,036 trilhão ao fim do ano, alta de 17% sobre o ano anterior. Segundo o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, o segmento já reúne 21,2 milhões de cooperados e está presente em 59% dos municípios brasileiros, com carteira de crédito crescendo 13,1% no ano – ritmo acima dos 8,5% registrados pelo restante do Sistema Financeiro Nacional. Segundo o diretor executivo da Sicredi Serrana, Fabrício Cambruzzi (foto acima), conhecer essas características ajuda as pessoas a entenderem melhor o funcionamento das instituições financeiras. “Muitas pessoas utilizam uma cooperativa da mesma forma que utilizam um banco, mas não sabem que existem diferenças importantes na forma como essas organizações são constituídas e administradas. Entender esse modelo ajuda o associado a participar de maneira mais consciente da vida da cooperativa.” Quem é o dono? A primeira diferença está na própria estrutura da instituição. Nos bancos, os proprietários são acionistas ou investidores. Nas cooperativas de crédito, os próprios associados são os donos do negócio. Ao ingressar na cooperativa, cada associado passa a integrar a instituição e participa das decisões sobre sua administração. Quem toma as decisões? Outra característica é a participação democrática. Enquanto as decisões dos bancos são tomadas pelos acionistas e pela administração da empresa, nas cooperativas os associados participam das assembleias e exercem o direito de voto. Independentemente do valor investido ou do volume de movimentação financeira, cada associado possui direito a um voto. “Esse é um dos princípios mais importantes do cooperativismo. Todos os associados têm voz nas decisões da cooperativa, o que fortalece a transparência e o compromisso com os interesses coletivos”, afirma Cambruzzi. Para onde vai o resultado financeiro? Essa talvez seja a diferença menos conhecida.Nos bancos, os lucros são distribuídos aos acionistas. Nas cooperativas, parte das sobras – nome dado ao resultado positivo obtido ao final do exercício – retorna aos próprios associados, conforme as regras aprovadas pela cooperativa. Outra parcela pode ser destinada a fundos voltados ao fortalecimento da instituição e ao desenvolvimento das comunidades. Em 2025, o Sistema Sicredi distribuiu R$ 3,4 bilhões aos associados e destinou R$ 384,8 milhões ao Fundo Social e ao Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES), utilizado para apoiar iniciativas de educação, desenvolvimento comunitário e inclusão social. O dinheiro movimentado permanece na região Outra característica do cooperativismo é que os recursos captados tendem a permanecer circulando nas regiões onde a cooperativa atua. Segundo Cambruzzi, isso favorece o desenvolvimento econômico local ao estimular novos investimentos, apoiar empreendedores e ampliar o acesso ao crédito. “Quando uma cooperativa cresce, os benefícios não ficam concentrados apenas na instituição. Eles alcançam também empresas, produtores, famílias e organizações da própria comunidade, fortalecendo a economia regional.” Além dos serviços financeiros As cooperativas também desenvolvem programas voltados à educação financeira, formação de lideranças, incentivo ao empreendedorismo, voluntariado e apoio a projetos sociais. Na Sicredi Serrana, um exemplo é o Fundo Social. Em 2026, a cooperativa destinou mais de R$ 2 milhões para apoiar 167 projetos desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos. Desde 2018, mais de 1.300 iniciativas já foram beneficiadas. Para Cambruzzi, esse conjunto de características explica o crescimento do cooperativismo nos últimos anos. “O cooperativismo mostra que é possível oferecer soluções financeiras competitivas e, ao mesmo tempo, manter um compromisso permanente com o desenvolvimento das comunidades onde a cooperativa está presente”, pontua.
Projeto Travessia transforma a vida de 60 crianças por meio do balé em Vitória
Formação intensiva para alunos de 7 a 13 anos terá como culminância o espetáculo “Encanto – o verdadeiro milagre”, no dia 12 de julho, no Teatro Sesc Glória Quatro dias de atividades por semana, com duas aulas diárias de balé. É nessa rotina de disciplina, dedicação e convivência que 60 crianças de 7 a 13 anos, moradoras principalmente dos bairros São Benedito e Itararé, em Vitória, vêm descobrindo novas possibilidades para o futuro por meio da dança. Os alunos integram o Projeto Travessia, realizado pela associação Mover-se, que oferece formação intensiva em balé para crianças e adolescentes do Território do Bem. Mais do que ensinar técnica e movimentos, a iniciativa amplia o acesso à cultura, fortalece a autoestima e cria oportunidades para quem, até então, tinha pouco contato com esse universo artístico. O resultado desse processo poderá ser visto no próximo dia 12 de julho, às 17 horas, no Teatro Sesc Glória, em Vitória. Os alunos serão os protagonistas do espetáculo “Encanto – o verdadeiro milagre”, inspirado na animação da Disney, diante de uma plateia formada por familiares e convidados. Transformação que vai além da dança As crianças foram selecionadas em escolas públicas da capital com o apoio do Serviço de Engajamento Comunitário (SECRI) — organização social sem fins lucrativos fundada em 1988 — e da Secretaria Municipal de Educação de Vitória. As aulas acontecem na escola Duetto Arte e Movimento, em Vitória, em um formato intensivo que acelera significativamente o aprendizado. Segundo o diretor artístico do projeto, Marcelo Lages, o desenvolvimento técnico alcançado pelos alunos em cerca de um ano equivale ao que normalmente seria obtido em quatro ou cinco anos de aulas convencionais. “Quando chegaram, eles não conheciam o universo da dança nem a disciplina exigida por essa arte. Aos poucos, incorporaram a rotina de um bailarino, aprendendo sobre dedicação, responsabilidade e cuidado com cada detalhe. Hoje percebemos essa transformação refletida também na convivência familiar e na vida cotidiana”, afirma. Os reflexos do projeto vão além da sala de aula. Pais, responsáveis e profissionais envolvidos relatam mudanças no comportamento, na responsabilidade, na autoconfiança, na disciplina e no comprometimento com os estudos. “O projeto leva para dentro das comunidades novos conhecimentos, referências e perspectivas. As crianças que estamos formando hoje poderão se tornar bailarinos, professores e multiplicadores da dança, ampliando esse legado para outras gerações”, destaca Marcelo. Um sonho que ganhou forma O Projeto Travessia nasceu em 2024 a partir do desejo de ampliar o acesso à formação profissional em dança no Espírito Santo. Para Karla Ferreira, sócia-proprietária da Duetto e diretora-geral do projeto, a iniciativa concretiza um sonho cultivado desde o início de sua carreira. “O Projeto Travessia nasceu de um sonho que carrego desde os meus 19 anos, quando comecei a dar aulas de balé. Sempre acreditei no poder transformador da dança e desejava levar essa oportunidade a crianças que talvez nunca tivessem acesso a essa arte. O impacto vai muito além do aprendizado técnico. A transformação acontece na disciplina, na convivência, na responsabilidade e na autoestima.” A também sócia-proprietária da Duetto e diretora-geral do Travessia, Patricia Brotto Castro, destaca que as mudanças também são percebidas dentro das famílias. “Os relatos dos pais são emocionantes. Eles observam mudanças na postura dos filhos, no compromisso com os estudos, na confiança e até na forma de sonhar. A dança é apenas o caminho. Nosso objetivo maior é formar pessoas mais sensíveis, disciplinadas e preparadas para construir um futuro com mais oportunidades.” A família como protagonista A escolha do espetáculo “Encanto – o verdadeiro milagre” dialoga diretamente com os princípios trabalhados pelo projeto. Inspirada na animação da Disney, a montagem aborda a importância da família, da união e dos vínculos afetivos na superação dos desafios. “Escolhemos essa história porque ela fala justamente sobre a força da família. Queremos que essa mensagem faça parte da formação dessas crianças e também alcance seus familiares”, explica Marcelo Lages. A produção contará com figurinos, cenografia, iluminação e projeções especialmente desenvolvidos para proporcionar aos alunos uma experiência artística completa. “Para muitos deles será a primeira vez em um teatro como o Sesc Glória. É muito significativo que essas crianças e suas famílias ocupem um espaço cultural tão importante da cidade participando de um espetáculo preparado com qualidade e cuidado”, acrescenta. Formação para o futuro Mais do que apresentar um espetáculo, o Projeto Travessia foi concebido como uma iniciativa de longo prazo. O objetivo é preparar os alunos para uma possível carreira profissional na dança, inclusive com a perspectiva de integrar futuramente a companhia BALES – Balé do Espírito Santo ou atuar em companhias nacionais e internacionais. A equipe reúne profissionais reconhecidos no cenário da dança, com coordenação de Andressa Viana, mestre em Pedagogia de Ballet pela Academia Vaganova, de São Petersburgo (Rússia), e ex-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; da bailarina e professora Priscila Lages, solista do Balé Teatro Guaíra, de Curitiba; e do bailarino e professor Matheus Segrini, formado pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, com passagem pelo Slovak National Theater. A proposta é criar um ciclo permanente de transformação, em que as crianças atendidas hoje possam, no futuro, tornar-se professores, artistas e agentes culturais em suas próprias comunidades. Esta será a segunda experiência dos alunos nos palcos. Em agosto de 2025, eles estrearam no espetáculo “Ballerina”, apresentado na Casa da Música Sônia Cabral. O Projeto Travessia é realizado pela associação Mover-se, em parceria com a Duetto e o SECRI, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC). A iniciativa conta com patrocínio master da EDP; patrocínio ouro do Carone e do Banestes; e patrocínio bronze da Fundação Jônice Tristão e da Zucchi Luxury Stones.
Festival de rock reúne Titãs, IRA! Dead Fish e atrações capixabas na Prainha
O Parque da Prainha, em Vila Velha, recebe desta sexta-feira (3) a domingo (5) o Vila Rock Festival, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. Com entrada gratuita, o evento reúne atrações nacionais e capixabas, além de feira criativa, espaço gastronômico e uma programação especial em homenagem ao mês do Rock. Entre os destaques estão os shows das bandas Titãs, IRA!, (foto acima) Dead Fish e Mukeka di Rato, além de apresentações de artistas locais como Sheep & Parafina, Dona Fran, Letal, Pink Flaming, Intóxicos e Estado de Sítio. A proposta é valorizar a diversidade do rock, fortalecer a cena musical capixaba e ampliar o acesso da população à cultura. Segundo o secretário municipal de Cultura, Felipe Marques Fonseca, o festival busca reunir diferentes gerações e estilos musicais em uma programação acessível, abrindo espaço tanto para artistas em ascensão quanto para nomes já consagrados do rock nacional. No domingo (5), o público também poderá acompanhar, em um telão instalado no Parque da Prainha, a partida da Seleção Brasileira pelas oitavas de final da Copa do Mundo, integrada à programação do festival. Outra atração é a Orquestra Vila Velha Rock, formada por participantes das oficinas gratuitas de voz, bateria, guitarra e baixo promovidas nos dias que antecedem o evento. A apresentação acontece no domingo, sob direção do maestro Ronnie Silveira. Programação Sexta-feira (3) • DJ Ralph Pitanga (abertura e intervalos) • Overheads • Inseton • Sheep & Parafina • IRA! Sábado (4) • Baile Disco Voador – Especial Rock • Pink Flaming • Letal • Dona Fran • Titãs (foto) Domingo (5) • DJ Kain + PV • Intóxicos • Estado de Sítio convida Bujiu • Exibição do jogo do Brasil em telão • Orquestra Vila Velha Rock • Mukeka di Rato • Dead Fish
Liquida Inverno movimenta o varejo com descontos de até 50% no Shopping Vitória
As tradicionais liquidações de inverno voltam a impulsionar as compras neste início de julho, período em que a troca de coleções abre espaço para ofertas especiais em diferentes segmentos. Acompanhando esse movimento, o Shopping Vitória realiza, entre sexta-feira (3) e domingo (5), mais uma edição da Liquida Inverno, com descontos de até 50% em itens selecionados. No domingo (5), em função do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o shopping terá horário especial. As lojas abrirão mais cedo e funcionarão das 10h às 16h, permitindo que os clientes aproveitem a liquidação. As operações de alimentação estarão abertas das 11h às 22h, e a partida será transmitida na Praça de Alimentação para quem quiser estender o passeio e acompanhar o jogo no shopping. Durante a transmissão, os restaurantes poderão fechar temporariamente às 16h, com reabertura uma hora após o término da partida. Ao longo dos três dias de Liquida Inverno, lojas de moda feminina, masculina e infantil, calçados, acessórios, perfumaria e outros segmentos participam da ação com condições especiais em uma ampla variedade de produtos. A expectativa é de maior circulação de consumidores em busca de boas oportunidades de compra, em um período já consolidado no calendário do varejo. Para a gerente de marketing do Shopping Vitória, Letícia Dalvi, o Liquida Inverno representa um momento estratégico para lojistas e consumidores. “As liquidações atraem consumidores que esperam esse período para comprar peças de qualidade por preços mais acessíveis. Com a renovação das coleções, é possível encontrar uma grande variedade de itens com condições bastante atrativas”, destaca. Confira algumas ofertas*: *As ofertas estão sujeitas a alterações. Consulte valores, estoques e condições nas respectivas lojas. Arezzo: descontos de até 50% em itens selecionados. Sandália couro salto fino fivela (dourada, nude e preta) por R$ 209,90. Bolsa preta couro média de R$ 549,90 por R$ 439,90. Ashua: T-shirt manga curta de R$ 119,90 por R$ 59,90. Vestido midi manga curta de R$ 239,90 por R$ 139,90. Belle Accessoires: Colar oval de resina martelado verde de R$ 209,90 por R$ 62,97. Pulseira zircônia metal de R$ 249,90 por R$ 74,97. Brinco gota zircônia azul safira de R$198,90 por R$ 59,57. Conjunto gota riviera zircônia brinco e colar de R$ 198,90 por R$ 59,67. Bibi Calçados: promoção leve 6 e pague 3, em itens selecionados, por tempo limitado ou enquanto durar o estoque. Bottero: Desconto progressivo em produtos selecionados – na compra de 1 item ganha 30%, na compra de 2 itens 40% e 3 itens 50% de desconto. Fábula: toda coleção com 40% de desconto. Desconto por tempo limitado e não acumula com outras promoções. Hering: descontos de até 50% em produtos selecionados, vestuário masculino e feminino, entre camisas, vestidos, calças, shorts e bermudas. Jorge Bishoff: descontos de até 50% em peças selecionadas, entre bolsas, sapatos e acessórios, válido até 22 de julho. Bag Hobo off white de R$ 1.199 por R$ 839,30. Intimissimi: descontos de até 50% em itens selecionados. L’Occitane Au Bresil: máscara Patuá hidratação de R$ 99,90 por R$ 66,43. Gel de Limpeza Facial de R$ 79,90 por R$ 55,93. Shampoo Cana de Açúcar de R$ 44,90 por R$ 26,94. Hidratante Licuri Corporal de R$ 149,90 por R$ 89,94. Kit Romeu e Julieta (spray, sabonete e hidratante) de R$ 284,70 por R$ 227,76. L’Occitane en Provence: Kit sabonete líquido Fleurs de Cerisier Thé Blanc e hidratante corporal (250ml) de R$ 458 por R$ 320,60. Creme de massagem anticelulite Alcachofra de R$ 389 por R$ 194,50. Loftstyle: até 50% de desconto em peças selecionadas. Monte Carlo: até 50% de desconto em joias selecionadas. Natura: até 50% de desconto em itens selecionados Outer: 20% de desconto na segunda peça de menor valor. Bolsa Riza chocolate de R$ 949 por R$ 699. Tênis Pulia Nimbus de R$ 459 por R$ 349. Papelle: Necessaire Farm Me Leva (várias estampas) de R$ 198 por R$ 118 . Bolsa Farm Tapioca (várias estampas) de R$ 198 por R$ 118. Bolsa Farm Mimo de R$ 189 por R$ 113. Petite Jolie: até 50% de desconto em peças selecionadas. Quicksilver: até 30% de desconto em peças selecionadas. Schultz: Calçados com até 40% de desconto. Scapin Bordô de R$ 690 por R$ 414. Mule Elodie marrom e preto de R$ 590 por R$ 354. Sonhos dos Pés: descontos de até 50%, com calçados a partir de R$ 29,90. Vans: Tênis Upland de R$ 699,99 por R$ 599,99. Tênis Authentic de R$ 549,99 por R$ 439,99. Usaflex: itens com ofertas a partir de R$ 99,99. Link de fotos dos produtos Serviço Liquida Inverno 2026 – Shopping Vitória Período: de 03 a 05/07 (sexta a domingo) Horários: sexta e sábado das 10h às 22h, e domingo com horário especial para o jogo do Brasil (lojas e estandes das 10h às 16h; operações de alimentação das 11h às 22h, com fechamento facultativo às 16h e reabertura uma hora após o término do jogo) Descontos: de até 50% em produtos selecionados
Ministério da Saúde anuncia investimentos para fortalecer a saúde pública no ES
O Ministério da Saúde promove, nesta sexta-feira (3), em Colatina, uma agenda de entregas e anúncios voltados ao fortalecimento da rede pública de saúde no Espírito Santo. A programação contará com a presença do assessor especial do Ministério da Saúde, Daniel Sucupira (foto), e inclui a entrega de cinco Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), além da assinatura simbólica da ordem de serviço para a construção da Policlínica da Serra. Durante a cerimônia, também serão entregues 11 veículos destinados aos municípios capixabas atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, como parte das ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce. Outros 11 veículos serão destinados a diferentes municípios do Estado para reforçar o transporte de insumos, equipamentos e equipes de saúde. A agenda contempla ainda a entrega de um conjunto de equipamentos para cirurgias gerais ao Hospital Roberto Arnizaut Silvares (HRAS), em São Mateus. O novo aparato tecnológico tem potencial para ampliar em mais de mil procedimentos cirúrgicos por ano, fortalecendo a capacidade de atendimento da unidade e beneficiando a população da região Norte do Espírito Santo. A iniciativa integra uma mobilização nacional do Ministério da Saúde para ampliar a infraestrutura e a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo da semana, a pasta realiza ações em diversos estados, com entrega de equipamentos, veículos, inauguração de unidades e emissão de ordens de serviço para novas obras previstas no Novo PAC Saúde. SERVIÇO Entregas do Ministério da Saúde em Colatina (ES) Data: sexta-feira, 3 de julho de 2026 Horário: 15h Local: Área Verde de Colatina – Avenida Senador Moacyr Dalla (Avenida Beira Rio), Colatina (ES).
Gabriel Luchini – “A física quântica e o direito de participar do futuro”
Vivemos em um mundo atravessado por telas. A atenção das pessoas é disputada por todo tipo de conteúdo e, não raramente, por desinformação. Nesse ambiente, a ciência nem sempre ganha o devido destaque e circulação, talvez por exigir elementos que nem sempre se ajustam bem à pressa e à lógica de entrega permanente das plataformas digitais. Quando a ciência surge apenas como um conjunto de fórmulas, nomes difíceis e conceitos sofisticados, ela fica distante das perguntas concretas que movem a curiosidade do público. Quando aparece excessivamente simplificada, perde aquilo que tem de mais importante: sua capacidade de explicar, de tensionar nossas certezas e de ampliar nossa compreensão do mundo. Entre esses dois extremos, há uma tarefa urgente: construir uma cultura científica pública, capaz de aproximar o conhecimento especializado das conversas cotidianas sem abrir mão do rigor. Não se trata de “traduzir” a ciência para uma linguagem mais simples, como se o público fosse incapaz de lidar com ideias complexas. Trata-se de criar caminhos para que essas ideias possam circular socialmente, informando, encantando e ajudando a sociedade a compreender melhor os desafios do presente e do futuro. A física quântica é um caso especialmente interessante. Poucas palavras científicas despertam tanto fascínio quanto “quântica”. O termo aparece associado a certo mistério, ao futuro, à tecnologia, à consciência, à inovação e, muitas vezes, a promessas vagas que pouco têm a ver com ciência. Justamente por isso, a palavra “quântica” exige cuidado. A física quântica é estranha, mas não é mágica. É contraintuitiva, mas é também uma das teorias mais rigorosas, precisas e bem testadas da ciência moderna. Quando o termo “quântico” passa a ser usado para legitimar qualquer afirmação, produto ou promessa, o resultado não é aproximação com a ciência, mas confusão. A divulgação científica tem, nesse ponto, uma tarefa delicada: preservar o fascínio, que é real, sem abrir mão da responsabilidade conceitual. Em outras palavras, transformar encantamento em compreensão. Durante boa parte do século XX, a física quântica foi decisiva para dar base à eletrônica moderna, que tornou possível boa parte da infraestrutura tecnológica da vida contemporânea. Antes de se tornar tecnologia, no entanto, tudo isso dependeu de avanços profundos em ciência fundamental. Hoje, algo semelhante parece estar em curso com o avanço das tecnologias quânticas: novos dispositivos baseados no controle fino da matéria e da luz. Ainda não sabemos exatamente quais serão todos os seus impactos, nem em que velocidade chegarão ao cotidiano. Mas já sabemos o suficiente para reconhecer que esse campo mobiliza interesses científicos, econômicos, educacionais e geopolíticos. Por isso, a discussão sobre física quântica não pode permanecer restrita aos laboratórios ou aos departamentos universitários. Ela precisa chegar também à escola, aos meios de comunicação, aos espaços culturais e às políticas de formação científica. No Espírito Santo, essa aproximação já encontra pontos de apoio importantes. A reativação recente da Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência no Espírito Santo, a SBPC-ES, fortalece a articulação entre comunidade científica, educação básica, instituições públicas e sociedade. Ao lado disso, a instalação do IN-FOTON, ligado à pesquisa em fotônica e tecnologias portadoras de futuro, mostra que o estado também começa a se posicionar em agendas científicas e tecnológicas estratégicas. São iniciativas que podem ajudar a transformar a curiosidade pública pela ciência em formação, participação e desenvolvimento. A física moderna nos ensina, de forma preciosa, que a ciência não é apenas um conjunto de respostas prontas, mas uma maneira de formular perguntas, testar ideias, reconhecer limites e construir conhecimento coletivamente. Quando os estudos sobre elétrons, materiais e semicondutores avançaram, não se poderia imaginar plenamente a sociedade digital em que vivemos hoje. A ciência básica abriu caminhos que depois se transformaram em tecnologia, indústria, comunicação, trabalho, cultura e novas formas de organização social. Com as tecnologias quânticas, talvez estejamos diante de um processo comparável. Há sinais claros de que novos conhecimentos científicos podem reorganizar setores inteiros da vida social. Por isso, aproximar o público dos temas científicos não é apenas uma questão de curiosidade intelectual, mas uma necessidade democrática. Decisões sobre tecnologia, meio ambiente, saúde, inteligência artificial, energia, educação e inovação dependem cada vez mais de uma população capaz de compreender os debates científicos que moldam o presente e o futuro. Sem cultura científica, a sociedade fica mais vulnerável à desinformação, ao uso de termos científicos como estratégia de convencimento sem base real e à concentração das decisões nas mãos de poucos especialistas ou grupos econômicos. A revolução quântica, que já começou a reorganizar agendas científicas e tecnológicas no mundo, precisa ser também uma oportunidade para repensarmos a educação científica, a formação de professores, a comunicação pública da ciência e o lugar da escola na preparação para o futuro. Aproximar a ciência da sociedade é, no fundo, ampliar o direito de participar das grandes conversas que definirão esse futuro. Gabriel Luchini é doutor em Física pela Universidade de São Paulo e professor da Ufes